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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

ALLAN KARDEC, 31 DE MARÇO


Fernanda Ripamonte
Ribeirão Preto

Hippolyte Léon Denizard Rivail falecia em 31 de março de 1869, em Paris, na rua Santana, 25, com 64 anos de idade. Nascido em Lion, em 3 de outubro de 1804, foi casado com Amélie Gabrielle Boudet. Todos os jornais da época noticiaram a morte de Allan Kardec, pseudônimo do professor Rivail. Henri Sausse, em sua biografia cita a publicação de Journal de Paris na data de 3 de abril de 1869, tendo por signatário o Sr. Pagès de Noyes. 

“O presidente da Sociedade Espírita de Paris está morto; contudo, o número de adeptos cresce diariamente e os corajosos, que, por respeito ao Mestre, se deixavam estar em segundo plano, não temerão evidenciar-se para o bem da grande causa. Esta morte, que passará indiferente aos olhos do vulgo, não deixa de ser, apesar disso, um grande acontecimento para a Humanidade. Não é apenas o sepulcro de um homem, é a pedra tumular enchendo esse imenso vazio que o materialismo havia cavado aos nossos pés e sobre o qual o Espiritismo espalha as flores da esperança.”

O Consolador prometido por Jesus veio na época oportuna, inaugurar uma nova era: a era da regeneração. “Somente após a conquista, pelos próprios homens, das liberdades essenciais – liberdade de pensamento, de expressão, de reunião – que a Revolução Francesa conquistou à custa de muito sacrifício seria possível a vinda e permanência da Doutrina Consoladora.” (1)

Acrescente-se a esse momento histórico o surgimento na Europa de algumas filosofias materialistas que as religiões tradicionais não estavam aptas para combater, fazendo assim, do século XIX, o mais oportuno momento para o advento do Espiritismo. Quando o professor Rivail recebeu a incumbência e percebeu o vulto da tarefa que tinha diante de si, nem se intimidou, nem se exaltou. Formulou um plano de trabalho, selecionou conceitos, analisou a autenticidade das comunicações. Os espíritos o ajudaram, o inspiraram e o incentivaram, embora fossem extremamente parcimoniosos em elogios e um tanto enérgicos nas advertências. Quando notavam um erro de menor importância não o apontavam, recomendavam a releitura do texto e ele mesmo encontraria o engano.

Era um trabalho de equipe que se desenvolvia para construir um patamar para a escalada dos seres que não mais se satisfaziam com velhas doutrinas religiosas, com a filosofia desgovernada pelos caminhos da negação e a ciência a se desenvolver desgarrada de tudo. Kardec entende que a fé somente merece confiança quando passada pelos filtros da razão. Caso contrário, deve ser rejeitada.

Também é missão da nova Doutrina, da qual o próprio Kardec não se julga o criador, resgatar o ensinamento moral do Cristianismo, e assim dotá-la de uma estrutura ética. Em “O Livro dos Espíritos”, gigantesco painel desenhado a quatro mãos, os amigos, parceiros no trabalho, espíritos envolvidos com a Codificação deixam-no prosseguir com a sua própria metodologia e nisso ele era mestre consumado, por séculos de experiência didática. Essencialmente sua missão foi definir a teoria a partir da fenomenologia e colocá-la pedagogicamente ao alcance de todos, visando à transformação moral da Humanidade.

Referências bibliográficas
1-Juvanir Borges de Souza, O Reformador abril de 2005 
Hermínio C.de Miranda, Allan Kardec, febnet

Março de 2006, edição n°. 242

Jornal Eletrônico Verdade e Luz

USE de Ribeirão Preto

Intermunicipal de Ribeirão Preto - Caixa Postal, 827 - 14001-970 - Ribeirão Preto, SP

04 - RESUMO DO CAPÍTULO 3 – A CASA MENTAL

1 – A VIDA NA COLÔNIA ESPIRITUAL: (38/39)

 

·         VIVÍAMOS TODOS EM INTENSO TRABALHO, COM ESCASSAS HORAS RESERVADAS A EXCURSÕES DE ENTRETENIMENTO;

·         FRUÍAMOS AMBIENTE DE FELICIDADE E ALEGRIA;

·         NOSSOS TEMPLOS CONSTITUÍAM ABENÇOADOS NÚCLEOS DE CONFORTO E DE REVIGORAMENTO;

·         NAS ASSOCIAÇÕES CULTURAIS E ARTÍSTICAS ENCONTRÁVAMOS A CONTINUIDADE DA EXISTÊNCIA TERRESTRE, ENRIQUECIDA DE MÚLTIPLOS ELEMENTOS EDUCATIVOS;

·         O CAMPO SOCIAL REGURGITAVA DE OPORTUNIDADES PARA A AQUISIÇÃO DE INESTIMÁVEIS AFEIÇÕES;

·         OS LARES ERQUIAM-SE ENTRE JARDINS ENCANTADORES;

·         NÃO NOS FALTAVAM DETERMINAÇÕES E DEVERES, ORDEM E DISCIPLINA;

·         A SERENIDADE ERA NOSSO CLIMA E A PAZ NOSSA DÁDIVA DE CADA DIA;

·         CONTINUÁVAMOS VIVENDO, APENAS SEM A MÁQUINA FISIOLÓGICA:

·         OS MOTIVOS DE COMPETIÇÃO BENÉFICA, AS POSSIBILIDADES DE CRESCIMENTO ESPIRITUAL HAVIAM LUCRADO INFINITAMENTE:

·         PODÍAMOS RECORRER AOS PODERES SUPERIORES, ENTRETER RELAÇÕES EDIFICANTES, TECER ESPERANÇAS E SONHOS DE AMOR, PROJETAR EXPERIÊNCIAS MAIS ELEVADAS NO SETOR REENCARNACIONISTA.

 

2 – SITUAÇÃO DOS ESPÍRITOS QUE PERMANECIAM APEGADOS À CROSTA? (39/40/41)

 

·         INCALCULÁVEIS MULTIDÕES MANTINHAM-SE NA FASE RUDIMENTAR DO CONHECIMENTO;

·         IMPLORAVAM AMPARO DOS ESPÍRITOS SUPERIORES;

·         PRECISAVAM DESENVOLVER FACULDADES, COMO AS CRIANÇAS DE CRESCER;

·         NÃO PERMANECIAM CHUMBADAS À ESFERA CARNAL POR MALDADE;

·         GUARDAVAM DA EXISTÊNCIA APENAS A LEMBRANÇA DO CAMPO SENSITIVO, RECLAMANDO A REENCARNAÇÃO QUASE IMEDIATA;

·         VERDADEIRAS FALANGES DE CRIMINOSOS E TRANSVIADOS AGITAVAM-SE, CONSUMINDO, POR VEZES, INÚMEROS ANOS ENTRE A REVOLTA E A DESESPERAÇÃO;

·         SEMPRE TERMINAVAM A CORRIDA LOUCA NOS DESVÃOS ESCUROS DO REMORSO E DO SOFRIMENTO;

·         VIA-OS CONTURBADOS E AFLITOS, ASSUMINDO FORMAS DESAGRADÁVEIS AO OLHAR;

·         NOS CASOS DE OBSESSÃO CONVERTIAM-SE EM RECÍPROCOS ALGOZES, EM VERDUGOS FRIOS DAS VÍTIMAS ENCARNADAS;

·         QUANDO ERRANTES OU CIRCUNSCRITOS AOS VALES DE PUNIÇÃO, COBRIAM A TERRA SEMPRE PELOS ESPETÁCULOS DE DOR E DE MISÉRIA SEM LIMITES;

·         CONFRANGIA-ME O CONTEMPLAR AS IMENSAS FILEIRAS DE INFORTUNADOS;

·         IDENTIFICARA NUMEROSOS DELES EM CÂMARAS RETIFICADORAS – ESSES, SITUADOS NA ZONA DE AMPARO FRATERNO, APRESENTAVAM A SEU FAVOR SINTOMAS DE MELHORA QUANTO AO RECONHECIMENTO DAS PRÓPRIAS FALHAS;

·          OUTROS PROVIAM DE OUTRAS ORIGENS: OS IGNORANTES, OS REVOLTADOS, OS PERTURBADORES E OS IMPENITENTES, COM ALMAS IMPERMEÁVEIS ÀS ADVERTÊNCIAS EDIFICANTES, OS ARROGANTES E OS VAIDOSOS, PERSEVERANTES NO MAL, DISSIPADORES DA ENERGIA ANÍMICA, EM ATITUDES PERVERSAS DIANTE DA VIDA;

·         OS TRAÇOS FISIONÔMICOS DE MUITOS DESSES DESVENTURADOS PARECIAM MONSTRUOSO DESENHO, PROVOCANDO IRONIA E PIEDADE.

 

3 – POR QUE MOTIVO SE DEMORAVAM TANTO NO HEMISFÉRIO OBSCURO DA INCOMPREENSÃO? PRETENDIA CONHECER OS QUE SE ENTRETINHAM NA MALDADE, NO CRIME, NA INCONFORMAÇÃO: (41/42)

 

·        PARA TRANSFORMAR-NOS EM LEGÍTIMOS ELEMENTOS DE AUXÍLIO AOS ESPÍRITOS SOFREDORES, DESENCARNADOS OU NÃO, É-NOS IMPRESCINDÍVEL COMPREENDER A PERVERSIDADE COMO LOUCURA, A REVOLTA COMO IGNORÂNCIA E O DESESPERO COMO ENFERMIDADE.

·        A CEGUEIRA DO ESPÍRITO É FRUTO DA ESPESSA IGNORÂNCIA EM MANIFESTAÇÕES PRIMÁRIAS E DO OBNUBILAMENTO DA RAZÃO NOS ESTADOS DE AVILTAMENTO DO SER;

·        CONVÉM ESTUDARMOS, MAIS DETIDAMENTE, O CÉREBRO DO HOMEM ENCARNADO E O DO HOMEM DESENCARNADO EM POSIÇÃO DESARMÔNICA, POR SITUARMOS AÍ O ÓRGÃO DE MANUTENÇÃO DA ATIVIDADE ESPIRITUAL.

 

4 – ESTUDO DE CASO: (42/43)

 

·         PENETRAMOS VASTO HOSPITAL, DETENDO-NOS NO LEITO DE CERTO ENFERMO: MANTINHA-SE ELE UNIDO A DEPLORÁVEL ENTIDADE DE NOSSO PLANO, EM MÍSERAS CONDIÇÕES DE INFERIORIDADE E DE SOFRIMENTO – PARECIAM VISCERALMENTE JUNGIDOS UM AO OUTRO;

·         PENSAMENTOS DE UM DELES COM CERTEZA VIVERIAM NO CÉREBRO DO OUTRO – COMOÇÕES E SENTIMENTOS SERIAM PERMUTADOS ENTRE AMBOS COM MATEMÁTICA PRECISÃO – ESPIRITUALMENTE, ESTARIAM DE CONTÍNUO, PERFEITAMENTE IDENTIFICADOS ENTRE SI;

·          OBSERVAVA-LHES, ADMIRADO, O FLUXO DE COMUNS VIBRAÇÕES MENTAIS.

 

5 – O ESTUDO DO CÉREBRO DO ENCARNADO: (43/44)

 

·         NÃO APRESENTAVA RESISTÊNCIA;

·         DAVA-ME A IDÉIA DE UM APARELHO ELÉTRICO;

·         NOTEI QUE AS IRRADIAÇÕES EMITIDAS PELO CÉREBRO CONTINHAM DIFERENÇAS ESSENCIAIS (TODA A PROVÍNCIA CEREBRAL, PELOS SINAIS LUMINOSOS, SE DIVIDIAM EM TRÊS REGIÕES DISTINTAS):

1.      NOS LOBOS FRONTAIS, AS ZONAS ERAM QUASE BRILHANTES;

2.      DO CÓRTEX MOTOR ATÉ A EXTREMIDADE DA MEDULA ESPINHAL, A CLARIDADE DIMINUIA;

3.      PARA TORNAR-SE AINDA MAIS FRACAS NOS GLÂNGLIOS BASAIS.

 

6 – O ESTUDO DO CÉREBRO DO DESENCARNADO: (44)

 

·         TINHA SOB OS OLHOS DOIS CÉREBROS QUASE IDÊNTICOS;

·         DIFERIA O CAMPO MENTAL DO DESENCARNADO, REVELANDO ALGUMA SUPERIORIDADE NO TERRENO DA SUBSTÂNCIA, QUE, NO CORPO PERISPIRITUAL, ERA MAIS LEVE E MENOS OBSCURA;

·         AS DIVISÕES LUMINOSAS ERAM EM TUDO ANÁLOGAS.

 

7 – ARGUMENTOS DE CALDERARO (45/46)

 

·         O ORGANISMO PERISPIRÍTICO QUE NOS CONDICIONA EM MATÉRIA MAIS LEVE E MAIS PLÁSTICA, APÓS O SEPULCRO, É FRUTO IGUALMENTE DO PROCESSO EVOLUTIVO;

·         NÃO HÁ FAVORITISMO NO TEMPLO UNIVERSAL DO ETERNO E TODAS AS FORÇAS DA CRIAÇÃO APERFEIÇOAM-SE NO INFINITO:

1.      A CRISÁLIDA DE CONSCIÊNCIA, QUE RESIDE NO CRISTAL A ROLAR NA CORRENTE DO RIO, AÍ SE ACHA EM PROCESSO LIBERATÓRIO;

2.      AS ÀRVORES QUE POR VEZES SE APRUMAM CENTENAS DE ANOS, A SUPORTAR OS GOLPES DO INVERNO E ACALENTADAS PELAS CARÍCIAS DA PRIMAVERA, ESTÃO CONQUISTANDO A MEMÓRIA:

3.      A FÊMEA DO TIGRE, LAMBENDO OS FILHINHOS RECÉM-NATOS, APRENDE RUDIMENTOS DO AMOR;

4.      O SÍMIO, GUINCHANDO, ORGANIZA A FACULDADE DA PALAVRA.

·         OS SERES QUE HABITAM O UNIVERSO RESSUMBRARÃO SUOR POR MUITO TEMPO, A APRIMORÁ-LO – ASSIM TAMBÉM A INDIVIDUALIDADE;

·         SOMOS CRIAÇÃO DO AUTOR DIVINO E DEVEMOS APERFEIÇOAR-NOS INTEGRALMENTE. O ETERNO PAI ESTABELECEU COMO LEI UNIVERSAL QUE SEJA A PERFEIÇÃO OBRA DE COOPERATIVISMO ENTRE ELE E NÓS, OS SEUS FILHOS;

·         DESDE A AMEBA, NA TÉPIDA ÁGUA DO MAR, ATÉ O HOMEM, VIMOS LUTANDO, APRENDENDO E SELECIONANDO INVARIAVELMENTE;

·         PARA ADQUIRIR MOVIMENTO E MÚSCULOS, FACULDADES E RACIOCÍNIOS, EXPEREIMENTAMOS A VIDA E POR ELA SOMOS EXPERIMENTADOS, MILHARES DE ANOS;

·         NO SISTEMA NERVOSO, TEMOS O CÉREBRO INICIAL, REPOSITÓRIO DOS MOVIMENTOS INSTINTIVOS E SEDE DAS ATIVIDADES SUBCONSCIENTES – O PORÃO DA INDIVIDUALIDADE, ONDE ASRQUIVAMOS TODAS AS EXPERIÊNCIAS E REGISTRAMOS OS MENORES FATOS DA VIDA;

·         NA REGIÃO DO CÓRTEX MOTOR, ZONA INTERMEDIÁRIA ENTRE OS LOBOS FRONTAIS E OS NERVOS, TEMOS O CÉRTEBRO DESENVOLVIDO;

·         NOS PLANOS DOS LOBOS FRONTAIS, SILENCIOSOS AINDA PARA A INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA DO MUNDO, JAZEM MATERIAIS DE ORDEM SUBLIME, QUE CONQUISTAREMOS GRADUALMENTE, NO ESFORÇO DE ASCENSÃO, REPRESENTANDO A PARTE MAIS NOBRE DE NOSSO ORGANISMO DIVINO EM EVOLUÇÃO.

 

8 – AS EXPLICAÇÕES DE CALDERARO SOBRE O NOSSO CÉREBRO: (47)

 

·         TEMOS APENAS UM CÉREBRO QUE, PORÉM, SE DIVIDE EM TRÊS REGIÕES DISTINTAS, COMO SE FOSSE UM CASTELO DE TRÊS ANDARES;

·         NO PRIMEIRO SITUAMOS A RESIDÊNCIA DE NOSSOS IMPULSOS AUTOMÁTICOS – O HÁBITO E O AUTOMATISMO; (SUBCONSCIENTE)

·         NO SEGUNDO LOCALIZAMOS O DOMICÍLIO DAS CONQUISTAS ATUAIS – O ESFORÇO E A VONTADE; (CONSCIENTE)

·         NO TERCEIRO, TEMOS A CASA DAS NOÇÕES SUPERIORES – O IDEAL E A META SUPERIOR A SER ALCANÇADA. (SUPERCONSCIENTE)

 

9 – DÚVIDAS DE ANDRÉ LUIZ: (47)

 

·         O CPEREBRO DE UM DESENCARNADO SERIA TAMBÉM SUSCETÍVEL DE ADOECER?

·         NA ESFERA NOVA, A QUE A MORTE ME CONDUZIRA QUE FENÔMENOS MÓRBIDOS ASSEDIARIAM A MENTE?

 

10 – AS EXPLICAÇÕES DE CALDERARO: (48/49)

 

·         EMBORA TENHAMOS A FELICIDADE DE AGIR NUM CORPO MAIS SUTIL E MAIS LEVE, NÃO POSSUÍMOS AINDA O CÉREBRO DOS ANJOS;

·         NÃO PODEMOS DESCANSAR NOS PROCESSOS ILUMINATIVOS, CUMPRE-NOS PURIFICAR SEMPRE, SELECIONAR PENDORES E JOEIRAR CONCEPÇÕES, DE MOLDE A NÃO INTERROMPER A MARCHA;

·         PARA AS ALMAS ESCLARECIDAS, O CORPO ESPIRITUAL REPRESENTA UMA PONTE PARA O CAMPO SUPERIOR DA VIDA ETERNA;

·         O GÊNERO DE VIDA DE CADA UM, NO INVÓLUCRO CARNAL, DETERMINA A DENSIDADE DO ORGANISMO PERISPIRÍTICO APÓS A PREDA DO CORPO DENSO;

·         O CÉREBRO É O INSTRUMENTO QUE TRADUZ A MENTE, MANANCIAL DE NOSSOS PENSAMENTOS – ATRAVÉS DELE UNIMO-NOS À LUZ OU À TREVA, AO BEM OU AO MAL.

 

11 – CONSIDERAÇÕES FINAIS: (49/50)

 

·         OS DOIS ENFERMOS: UM NA CARNE E O OUTRO, FORA DELA – AMBOS TRAZEM O CÉREBRO INTOXICADO<>

·         ESPIRITUALMENTE, ROLARAM DO TERCEIRO ANDAR, ONDE SITUAMOS AS CONCEPÇÕES SUPERIORES, ENTREGANDO-SE AO RELAXAMENTO DA VONTADE, DEIXARAM DE ACOLHER-SE NO SEGUNDO ANDAR, SEDE DO ESFORÇO PRÓPRIO, CAINDO NA ESFERA DOS IMPULSOS INSTINTIVOS, ONDE SE ARQUIVAM TODAS AS EXPERIÊNCIAS DA ANIMALIDADE ANTERIOR;

·         AMBOS DETESTAM A VIDA, ODEIAM-SE RECIPROCAMENTE, DESESPERAM-SE, ASSILAM IDEIAS DE TORMENTO, DE AFLIÇÃO, DE VINGANÇA;

·         EM SUMA, ESTÃO LOUCOS, EMBORA O MUNDO NÃO LHES VISLUMBRE O SUPREMO DESEQUILÍBRIO, QUE SE VERIFICA NO ÍNTIMO DA ORGANIZAÇÃO PERISPIRITUAL.

 

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22 - A G Ê N E S E

OS MILAGRES E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMO

ALLAN KARDEC  

Capítulo III - O bem e o mal

  DESTRUIÇÃO DOS SERES VIVOS UNS PELOS OUTROS

 

           Os seres vivos se destroem reciprocamente. Essa destruição, dentre as leis da Natureza é uma das que, à primeira vista menos parecem estar de acordo com a bondade de Deus.

           Porque lhes criou ele a necessidade de se destruírem mutuamente, para se alimentarem uns à custa dos outros?

           Parece uma imperfeição da obra divina para aquele que restringe sua visão apenas à matéria. É que em geral os homens apreciam as perfeições de Deus do ponto de vista humano; pensam que Deus não poderia fazer coisa melhor do que eles próprios fariam. Pela sua curta visão não conseguem apreciar o conjunto e por isso não compreendem que um bem real pode resultar de um mal aparente. Só o conhecimento do princípio espiritual, considerado em sua verdadeira essência , e o da grande lei de unidade, que constitui a harmonia da criação, pode dar ao homem a chave desse mistério e mostrar-lhe a sabedoria providencial e a harmonia, exatamente onde apenas vê uma anomalia e uma contradição.

           A verdadeira vida, tanto do animal como do homem, não está no invólucro corporal, do mesmo modo que não está no vestuário. Está no princípio inteligente que preexiste e sobrevive ao corpo. Esse princípio necessita do corpo, para se desenvolver pelo trabalho que lhe cumpre realizar sobre a matéria bruta. O corpo se consome nesse trabalho, mas o Espírito não se gasta; ao contrário, sai dele cada vez mais forte, mais lúcido e mais apto. Que importa, pois, que o Espírito mude mais ou menos freqüentemente de envoltório? Não deixa, por isso, de ser Espírito. É precisamente como se um homem mudasse cem vezes num ano as suas vestes. Não deixaria, por isso de ser homem.

           Por meio do incessante espetáculo da destruição, ensina Deus aos homens o pouco caso que devem fazer do envoltório material e lhes suscita a idéia da vida espiritual, fazendo que a desejem como uma compensação.

Objetar-se-á: não podia Deus chegar ao mesmo resultado por outros meios, sem constranger os seres vivos a se entredestruírem? Desde que em sua obra tudo é sabedoria, devemos supor que esta não existirá mais num ponto do que noutros; se não o compreendemos assim, devemos atribuí-lo à nossa falta de adiantamento. Contudo, podemos tentar a pesquisa da razão do que nos pareça defeituoso, tomando por bússola este princípio: Deus há de ser infinitamente justo e sábio. Procuremos, portanto, em tudo, a sua justiça e a sua sabedoria e curvemo-nos diante do que ultrapasse o nosso entendimento.

           Uma primeira utilidade, que se apresenta de tal destruição, utilidade sem dúvida, puramente física, é esta: os corpos orgânicos só se conservam com o auxílio das matérias orgânicas, matérias que só elas contêm os elementos nutritivos necessários à transformação deles. Como instrumentos de ação para o princípio inteligente, precisando os corpos ser constantemente renovados, a Providência faz que sirvam ao seu mútuo entretenimento. Eis por que os seres se nutrem uns dos outros. Mas, então, é o corpo que se nutre do corpo, sem que o espírito se aniquile ou altere. Fica apenas despojado do seu envoltório.

           Há também considerações morais de ordem elevada. É necessária a luta para o desenvolvimento do espírito. Na luta é que ele exercita suas faculdades. O que ataca em busca do alimento e o que defende para conservar a vida usam de habilidade e inteligência, aumentando, em conseqüência, suas forças intelectuais. Um dos dois sucumbe; mas, em realidade, que foi o que o mais forte ou o mais destro tirou ao mais fraco? A veste de carne, nada mais; ulteriormente, o Espírito, que não morreu, tomará outra.

           Nos seres inferiores da criação, naqueles a quem ainda falta o senso moral, em os quais a inteligência ainda não substituiu o instinto, a luta não pode ter por móvel senão a satisfação de uma necessidade material. Ora, uma das mais imperiosas dessas necessidades é a da alimentação. Eles, pois, lutam unicamente para viver, isto é, para fazer ou defender uma presa, visto que nenhum móvel mais elevado os poderia estimular É nesse primeiro período que a alma se elabora e ensaia para a vida.

           No homem, há um período de transição em que ele mal se distingue do bruto. Nas primeiras idades, domina o instinto animal e a luta ainda tem por móvel a satisfação das necessidades materiais. Mais tarde, contrabalançam-se o instinto animal e o sentimento moral; luta então o homem, não mais para se alimentar, porém, para satisfazer à sua ambição, ao seu orgulho, à necessidade, que experimenta, de dominar. Para isso, ainda lhe é preciso destruir.

Todavia, à medida que o senso moral prepondera, desenvolve-se a sensibilidade, diminui a necessidade destruir, acaba mesmo por desaparecer, por se tornar odiosa. O homem ganha horror ao sangue.

           Contudo, a luta é sempre necessária ao desenvolvimento do Espírito, pois, mesmo chegando a esse ponto, que parece culminante, ele ainda está longe de ser perfeito. Só à custa de muita atividade adquire conhecimento, experiência e se despoja dos últimos vestígios da animalidade. Mas, nessa ocasião, a luta, de sangrenta e brutal que era, se torna puramente intelectual. O homem luta contra as dificuldades, não mais contra os seus semelhantes. 

 

Denizart Castaldeli

Janeiro 2004

57- O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

- ALLAN KARDEC

CAPÍTULO V; BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS

PROVAS VOLUNTÁRIAS E VERDADEIRO CILÍCIO


31 - Os que aceitam com resignação os seus sofrimentos, por submissão à vontade de Deus e com vistas à sua felicidade futura, não trabalham para eles mesmos, e podem tornar os seus sofrimentos proveitosos para outros?


Os que assim o fazem, “por submissão à vontade de Deus e com vistas à sua felicidade futura", estão se esforçando para viver de acordo com sua fé em Deus e nas Suas leis. Confiam no Seu amor e na Sua justiça, e quanto mais imperfeitos, maior é esse esforço de colocar-se sob as leis divinas.

Não é, pois, um ato de egoísmo, mas de resignação, de humildade, na aceitação de sua condição de filho de Deus, ainda imperfeito, mas buscando viver de acordo com Suas leis. E uma dessas leis é o determinismo da conquista da felicidade e da perfeição possível ao espírito imortal.

Enquanto esse espírito está se desenvolvendo - e essa é a condição de todos nós na Terra - é pelo entendimento e aceitação das leis naturais, que levam ao que se deve fazer, que o homem pode, um dia, alcançar o desenvolvimento pleno das qualificações que Deus colocou , em gérmen, em todos os espíritos desde a sua criação.

Quanto a última pergunta da questão, se os que assim o fazem, "podem tornar os seus sofrimentos proveitosos para outros, São Luís afirma que sim e de duas maneiras.

A primeira, de forma material, quando, pelo trabalho, suas privações e sacrifícios que se impõem, contribuem para o bem-estar material do próximo.

Nessa, vem-nos logo à mente, as renúncias que, em geral, fazem os pais para que seus filhos tenham boas condições de vida, enquanto seus dependentes. É um excelente exercício de abnegação que os pais têm a oportunidade de desenvolver em si, com os espíritos a eles ligados por afinidades, para poderem também, agora ou mais tarde, serem capazes de fazer o mesmo a todos os seus próximos.

A segunda, talvez, a mais importante, o exemplo que dão, com sua resignação, de submissão às leis de Deus, de fé nas Suas leis. Exemplo esse, que pode estimular outros que sofrem à resignação e a refletirem na maneira como o crente em Deus, na vida futura, na sobrevivência da alma, consegue enfrentar melhor as vicissitudes dessa vida.

O espírita, pelo muito que recebe da doutrina, ao vivenciá-la, nas expiações e provas, também pode estimular outros a interessar-se a conhecer essa doutrina que faz seu adepto a enfrentar, com fé e confiança, sofrimentos difíceis para muita gente.

Leda de Almeida Rezende Ebner

Março / 2006

A fé e seu poder

LEDA MARQUES BIGHETTI
de Ribeirão Preto, SP

Analisando a trajetória evolutiva identificamos o homem a caminhar dentro de horizontes e arrastando-os na seqüência existencial através das raízes em heranças. O que vai contribuir para que se liberte desses atavismos, será o conhecimento, permitindo este que cada um se analise, escolha e trace os caminhos da própria libertação.

Sob essa reflexões, teve o homem sempre a oportunidade de escolher caminhos?

Após a instalação do Cristianismo como religião oficial, com o predomínio da vida religiosa sobre as demais formas sociais, e, sobretudo, com a concentração do campo espiritual nos conventos e seminários, durante a Idade Média principalmente, o comum nas questões da fé, é a imposição dos pontos considerados de fundamental interesse ao pensamento humano e que devem ser aceitos como dogma de fé, incontestáveis, proibidos de serem discutidos, não se admitindo não só refutações como também simples trocas de idéias sobre os mesmos. A autoridade de quem dita o dogma é absoluta, infalível, definitiva e todo cristão deve acatá-la como expressão autêntica da verdade revelada.

Fé é chamada de virtude teologal, isto é, qualidade essencial para salvação e como tal deve-se aceitá-la, não importando o modo como se viva. Basta ter fé.

A vigência de tal estado, vem desaguar mais ou menos no século XVIII e se afirma em dois grandes movimentos: o materialismo, anterior ao Cristianismo, mas que se acentua por rejeitar a salvação pela fé. Na outra opção, firma-se a fé cega, que nada examina, tudo aceita, sectária, fanática e passiva.

Esse panorama no início do século XIX mescla-se ao lado das contestações nascentes, dos raciocínios que acirravam discussões em verdadeira oposição ao dogma. Lógica, razão, observação e experimentação vão caracterizar o pensamento da época. Questionam, buscam, refutam. Nesse clima, em face à tantas controvérsias, principalmente frente aos efeitos físicos que imperam, uma mente lúcida, personificada pelo professor Rivail procura a Verdade. Não o faz, nem dentro do materialismo, em nem na fé cega. Busca estudar através do campo científico. Aplica o método da experimentação: sem teorias pré concebidas observa, compara, deduz. Dos efeitos procura causas. Encadeia os fatos e só admite uma explicação como válida quando resolve ela todas as dificuldades de uma questão.

O conteúdo espírita, advindo dessa busca "(...) não pretende forçar convicção alguma, mas tão somente oferecer uma base racional de crença espiritual dos que não podem tê-la por não aceitarem as formas existentes (...)" 1

Tal afirmação é lógica, uma vez que a evolução vai fazendo com que as criaturas superem propostas ingênuas na procura de princípios mais claros na fé que esclarece satisfazendo a razão.

Como então, fé é entendida?

O vocábulo possui várias significações: pode ser entendido como crença, confiança, crédito, preceitos desta ou daquela religião ou fé pura, isto é, aquela que não diz respeito a nenhuma forma de crença ou seita em especial, mas que se traduz por segurança absoluta quanto ao que diz respeito à existência de um ser superior, Deus, sua justiça e misericórdia.

Seria esta a mais sublime como também a mais difícil de ser encontrada, pois se estabelece sob bagagem que fala de aprimoramento passado.

Ter fé nesse sentido, é ter convicções, certezas que ultrapassam o âmbito de uma sigla religiosa e que leva a que se vençam barreiras, porque não se sente sozinha, sabe por onde, porque e para onde caminha, repousada a sensibilidade em alegria íntima. Traduz certeza na Providência, confiança que leva a posicionar-se diante das lutas e conflitos com tranqüilidade e luz no coração.

Crer e ter fé, nesse caso, são a mesma coisa?

Não. Acreditar é expressão de crença, dentro da qual os legítimos valores da fé se encontram embrionários. O indivíduo admite sem exame, afirmações absurdas ou não, propostas estranhas ou dogmas. Age só pelo sentimento, no qual aceita sem verificação tanto o verdadeiro como o falso. Levada ao excesso, conduz ao fanatismo. No oposto, pode abolir o sentimento e só usar a razão. Encontrará fantasmas impiedosos que podem levar à negação, à obstinação e ao crime.

Na realidade, desenvolver fé, é alcançar a possibilidade de não mais dizer eu creio, mas afirmar eu sei, com todos os valores da razão e do sentimento.

Essa fé – eu sei – não caminha sozinha e ao exercer-se, desenvolve outros aspectos, considerados estes como virtudes uma vez que essa fé não existe sem a paciência, esperança, humildade, persistência, sem o entendimento racional, daquele que crendo, sabe.

Como efeito, teremos um homem desperto nos sentimentos nobres; torna-se empolgante; traduz certezas, exprime confiança na disposição sadia daquele que entendendo, confia, trabalha e aguarda.

Fé – razão e sentimento, tríade inseparável em que um vivifica o outro e a união dos três abre ao pensamento campo de certezas no qual a vida se harmoniza.

Quais os efeitos dessa forma de fé?

Diante dos perigos e turbulências, o homem assim convicto, age, faz a sua parte, permanece em equilíbrio e aguarda respostas atento para identificá-las, não no sentido do que quer que se realize, mas conforme a necessidade que atenderá. Torna-se robusto e forte nas atitudes. O conhecimento do mundo invisível, a confiança numa lei superior de Justiça e progresso, propiciam calma e segurança.

"(...) Efetivamente, que poderemos temer, quando sabemos que a vida é imortal e quando, após os cuidados e consumições da vida, além da noite sombria em que tudo parece afundar-se, vemos despontar a suave claridade dos dias infindáveis? (...)" 2

Para que tal estágio seja alcançado a base tem que ser sólida amparada no livre exame e liberdade de pensamento, na observação direta das leis naturais, reguladoras estas de todos os fenômenos. Este é o caráter da fé espírita: decorre do exame racional dos fatos em perfeita consonância com as leis que regem a Vida.

Como adquirir essa forma de fé?

Não é conquista que se estabelece de uma hora para outra. É ação individual no tempo, nas experiências vivenciadas em reflexões lógicas das causas, oração, meditação para discernir e acertar. Em gérmen, está presente em todos os seres; é inata a aguardar o esforço de cada um para crescer e fazer sentir sua ação.

No Espiritismo, é entendida como uma faculdade natural da alma. A semelhança do Amor, também contido em gérmen, cultivado à luz da razão, desenvolve-se da mesma forma que as outras faculdades. Naqueles em que já se apresenta espontânea, atestam sinais de progresso anterior, no qual já creram compreendendo, trazendo ao renascer a intuição do conhecido.

Os que sentem dificuldades, que estão na luta da busca, no conflito, na dualidade do passado detido na fé cega que não mais satisfaz e abrindo-se a um futuro ainda não claro, buscar, pesquisar, raciocinar, comparar, compreender para que a inteligência lhe aponte a lógica de uma proposta.

A fé que não se assentar sob essas bases, impõem-se sobre uma das mais preciosas prerrogativas do homem: o raciocínio e o livre-arbítrio.

Fé raciocinada se apóia em fatos, na lógica que não deixa dúvida. Leva o homem a melhoria íntima em certezas que o direcionam para agir livremente sem medo de castigos, sem promessas, trocas ou dependências na fé raciocinada que "(...) pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade (...)" 3

Qual passagem evangélica é um exemplo do poder da fé?

Um certo pai procura Jesus para que lhe cure o filho obsedado, já que os discípulos não haviam conseguido faze-lo. Jesus pergunta:

"(...) — Há quanto tempo isto lhe sucede?

Desde a infância; mas se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos.

Ao que lhe respondeu Jesus:

— Se podes! Tudo é possível ao que crê.

E imediatamente o pai do menino exclamou (com lágrimas): — Eu creio, ajuda-me na minha falta de fé (...)" 4

O texto passa esperança ao mesmo tempo que ensina que no campo íntimo, no sentimento, na estrutura moral, impossível é termo sem significação, aceito apenas por aqueles que desconhecem a força dos que tendo fé, crêem porque sabem.

Quando a crença, a fé nos pareça pouca, insuficiente, titubeante, surge a exclamação do Pai: "— (...) Creio Senhor! Ajuda-me na minha pouca fé (...)" 4

Exterioriza-se ainda nessa passagem as características da fé verdadeira: o filho sofria desde a infância e não há desânimo; há persistência, humildade, pois leva primeiro aos discípulos e só depois procura Jesus; não perde a esperança, não desanima, não se entrega. Mantém a atitude de certeza na busca do bem para o outro, atitudes enfim, corajosas, que no seu todo davam-lhe forças para prosseguir buscando sem desequilíbrios ou descontrole.

"(...) A fé é o maior tesouro da alma (...)." 5 Sem ela nenhum sentimento generoso, caridade ou amor poderá habitar, crescer e florescer na alma humana, uma vez que não há a certeza que gera a esperança para alcançar. Analisando, o valente pai da parábola não sente dificuldade, procura, busca, entende, tem objetivos, desvincula-se de si, busca o melhor reflete, aceita, recomeça e encaminha-se para Deus.

"(...) Eu repito: a fé humana e divina, se todos os encarnados estivessem bem persuadidos da força que têm em si, se quisessem colocar sua vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o que, até o presente, chamou-se de prodígios, e que não é senão, o desenvolvimento das faculdades humanas (...)" 3

Conclui-se que sendo inata, aguarda pelo trabalho de cada um consigo, para que crescendo, clareie e fortaleça a alma como mensagem de Deus libertando as criaturas. 

Bibliografia:

1. KARDEC, Allan. O que é o Espiritismo. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1968, 14. ed., primeiro diálogo, p. 10.

2. DENIS, Léon. Depois da Morte. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1983, 12. ed., Parte Quinta, XLIV, p. 260.

3. KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Araras, SP: IDE, 34. ed., cap. XIX– 7, p. 247, 12 e 250.

4. BÍBLIA, Novo Testamento. Rio de Janeiro, RJ: Sociedade Bíblica do Brasil, 1973, in: Mc 9 : 21-24, p. 57.

5. SCHUTEL, Cairbar. Parábolas e ensinos de Jesus. Matão, SP: Casa Editora O Clarim, 1976, 10. ed., p. 260.

Janeiro de 2006, edição n°. 240

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