- ALLAN KARDEC
CAPÍTULO IX: BEM-AVENTURADOS OS MANSOS E PACÍFICOS
INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS - ITEM 9: A CÓLERA
Nos três primeiros parágrafos, o autor, que se nomeou Um Espírito Protetor, explica que a origem da cólera está no orgulho, que leva o homem a se julgar tão acima do que é, que o menor paralelo o irrita e o fere.
Há os orgulhosos do que possuem de bens materiais, há os orgulhosos de sua posição social, outros de sua “finura de espírito”, outros de sua capacidade intelectual, outros do nome de família...
Quem possui o orgulho, até mesmo, em situação quase miserável, encontra, em si, motivo para julgar-se melhor do que os outros.
O espiritismo nos mostra que o orgulho, juntamente com o egoísmo, vêm se desenvolvendo no homem, desde os primórdios de sua evolução, reconhecendo suas conquistas de inteligência, levando-o a considerar-se o “o rei da criação”.
E esse sentimento de superioridade, de orgulho das suas conquistas, esquecido de que suas capacidades estavam inseridas em seu ser, desde sua criação pela “Inteligência suprema e causa de todas as coisas”, fez o homem sentir-se um deus, que tudo pode, colocando-se no centro, ao redor do qual, os menos capazes ou os mais fracos existem para servi-lo.
E assim, através das inúmeras reencarnações, o homem foi desenvolvendo o orgulho, mantendo-o mesmo quando não existe um motivo aparente para esse sentimento materialista.
Um dos males que esse sentimento causa ao homem é a cólera, a irritação, sempre que se sente contrariado em algo, demonstrando-lhe o quanto ainda é dominado pelos instintos que lhe foram extremamente necessários, quando estagiava no reino animal.
Todavia, hoje, com a inteligência, com a capacidade de raciocínio e com o conhecimento que já possui da moral, embora muito menos evoluída do que aquela, deve o homem sublimar seus instintos, no controle dos mesmos, com o desenvolvimento dos sentimentos nobres.
“Procurai a origem desses acessos de demência passageira, que vos assemelham aos brutos, fazendo-vos perder o sangue-frio e a razão; procurai-a, e encontrareis quase sempre por base o orgulho ferido.”
Esses “acessos de demência passageira” surgem sempre que um conselho, ou uma observação relativa a uma atitude negativa, a uma imperfeição, fere o orgulho de quem se sente desnudado, por não admitir que outros o vejam de forma diferente da que ele se vê.
O homem colérico chega até ao ponto de agredir coisas inanimadas, jogando-as ao chão, quebrando-as, chutando portas, numa atitude totalmente irracional.
O espiritismo, nos mostrando que todos somos criados da mesma forma e todos temos o mesmo destino; que através das reencarnações, experenciamos, ora a posse de bens materiais, ora uma maior oportunidade de conhecimento intelectual, ora oportunidade maior de desenvolvimento das virtudes, ora ocupando posições importantes, ora posições consideradas humilhantes, faz desaparecer os motivos que poderiam explicar – não justificar – o orgulho.
Se as existências na Terra se constituem de pequenos períodos da vida eterna do Espírito, servindo para seu desenvolvimento espiritual, nas diferentes experiências, que a morte finda com todo valor material, orgulhar-se de quê?!
Precisamos eliminar de nós o orgulho, que com o egoísmo, se constituem nas duas chagas da humanidade, causa de todos os males, segundo Kardec.
A cólera pode ser sentida de duas maneiras: convulsiva e gritante e a íntima e surda.
“Ambas, definindo causas de efeitos diferentes, por trás de outros acontecimentos, têm reconduzido, antes da hora marcada, multidão de Espíritos encarnados à espiritualidade, através de mortes repentinas e inexplicadas, crises cardíacas e nervosas, paralisias e mudezes, acidentes e delitos de toda ordem.” (1)
“A cólera não resolve os problemas evolutivos e nada mais significa que um traço de recordação dos primórdios da vida humana em suas expressões mais grosseiras.
“A energia serena edifica sempre, na construção dos sentimentos purificadores; mas a cólera impulsiva, nos seus movimentos atrabiliários, é um vinho envenenado de cuja embriaguez a alma desperta sempre com o coração tocado de amargosos ressaibos”, ou seja, maus sabores do arrependimento, da vergonha. (2)
“Cólera, na maioria das vezes, pode ser definida por situação de calamidade no mundo íntimo.” (3)
Retornando ao autor, ele afirma que a cólera nada resolve, altera a saúde, compromete a própria vida, sendo o colérico, sua primeira vítima, tornando infelizes todos os que o cercam, podendo causar graves delitos, com graves conseqüências.
“A cólera não exclui certas qualidades de coração, mas impede que se faça muito bem e pode levar a fazer muito mal”.
Deve, pois, ser combatida na sua causa primeira, o orgulho, no esforço de desenvolver a humildade e o amor.
Bibliografia:
KARDEC, Allan - " O Evangelho Segundo o Espiritismo "
1 – Manuel Quintão- Seareiros de Volta, médium Waldo Vieira, página 162, 4ª edição FEB
2 – Emmanuel, O Consolador, médium F. C. Xavier, questão 181
3 - Emmanuel, Urgência, médium F. C. Xavier, pág. 32
Leda de Almeida Rezende Ebner
Março / 2008
sexta-feira, 4 de junho de 2010
O LIVRO DOS MÉDIUNS ESTUDO 20
SEGUNDA PARTE
DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS
CAPITULO 1
AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE A MATÉRIA
Estudo 20: item 56
- Propriedades do Perispírito
Através dos estudos anteriores, 18 e 19, vimos que a matéria do mundo espiritual e a sua atmosfera são constituídas de fluidos (num dos estados do Fluido Cósmico Universal), denominados fluidos espirituais apenas por comparação, por estarem relacionados aos Espíritos.
Na atmosfera fluídica se passam os fenômenos especiais que os Espíritos desencarnados percebem, mas escapam aos nossos sentidos físicos. E dela, os Espíritos extraem todos os materiais sobre que operam, inclusive para formar o seu perispírito.
A forma do perispírito é a forma humana, porém, a matéria sutil do perispírito nem tem a tenacidade nem a rigidez da matéria compacta do corpo. Ela é, se assim podemos dizer, flexível e expansível. O que possibilita ao Espírito, moldar esse corpo à sua vontade, dando-lhe a aparência que queira. Desembaraçado do corpo que o comprime, o perispírito se distende, se contrai, se transforma, isto é, se presta a todas as modificações segundo a vontade que o dirige.
O perispírito devido a sua textura, organização, flexibilidade e expansibilidade, fornece inúmeras condições de ação ao Espírito, mesmo quando encarnado, condições estas, que podemos chamar de propriedades (qualidades especiais) do perispírito, sem desconhecer com isso que o comando de toda e qualquer ação é sempre do Espírito.
O Espírito atua sobre o seu perispírito através do pensamento e vontade, modificando sua estrutura perispiritual, "acionando" as propriedades, sendo que não existe a ação isolada de uma só propriedade. As propriedades constituem potencial do Espírito.
No capítulo XIV de A Gênese, Allan Kardec explica que o perispírito é o traço de união entre a vida corpórea e a vida espiritual e que, por seu intermédio, se operam no homem fenômenos especiais, os quais se fundamentam nas propriedades do perispírito.
Estudaremos a seguir as propriedades do perispírito e os fenômenos que decorrem dessas propriedades.
Propriedades do perispírito: Para estudá-las devemos considerar:
Lei de Afinidade Fluídica, que é a lei fundamental dos fluidos: Os fluidos se unem em razão da semelhança de sua natureza; os dessemelhantes se repelem; há incompatibilidade entre os bons e os maus fluidos, como entre o óleo e a água.
a) Assimilação: sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, eles os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta quanto, por sua expansão e irradiação, o perispírito com eles se confunde.
Os fluidos não possuem qualidade sui generis, mas as que adquirem no meio onde se elaboram; desde que estes fluidos se modificam pela projeção dos pensamentos do Espírito, seu perispírito, recebe de modo direto e permanente a impressão de seus pensamentos e de suas qualidades boas ou más. O perispírito, por sua vez, reage sobre o corpo físico com o qual se acha em contato molecular e, se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se, são maus, a impressão é penosa.
b) Transformação (plasticizante): - o perispírito é sensível à influênciação magnética que reflete a ação do pensamento e vontade, possibilitando ao Espírito operar transformações na contextura do seu envoltório fluídico. A influênciação de aspecto positivo refaz o perispírito; de aspecto negativo deforma-o. Assim se operam as transfigurações, que refletem sempre qualidades e sentimentos predominantes no Espírito.
O fenômeno resulta, portanto, de uma transformação fluídica do perispírito que se irradia em torno do corpo físico, podendo apagar, mais ou menos, sua imagem real, e assumir outra aparência ou expressão.
c) Expansibilidade (ou dilatação): - o perispírito não é totalmente expansível, situação que o faria perder-se, diluindo como no caso dos gases do mundo material.
Não há expansão desordenada, mas sim uma tendência à condensação no sentido de manter-se a forma determinada pela vontade do Espírito. O perispírito é indestrutível (não se divide, no sentido literal da palavra; ele se irradia em várias direções). Através dessa propriedade, ocorrem os fenômenos conhecidos como fenômenos de Emancipação da Alma (catalepsia, letargia, sono, sonhos, sonambulismo, êxtase), os desdobramentos, os fenômenos anímicos, e os mediúnicos que possibilitam a comunicação dos desencarnados.
d) Condensação (termo utilizado pela falta de outro mais preciso): para nós, o perispírito, no seu estado normal, é invisível; mas, como é formado de substância fluídica, o Espírito, em certos casos, pode, por sua vontade, faze-lo passar por uma modificação molecular que o torna momentaneamente visível; é assim que se produzem as aparições. A condensação pode ser tal que o perispírito adquira as propriedades de um corpo sólido e tangível, conservando, porém, a possibilidade de retornar instantaneamente ao seu estado etéreo e invisível.
Conforme o grau de condensação do fluido perispiritual, a aparição é às vezes vaga e vaporosa; outras vezes, mais nítida e definida; noutras, enfim, com todas as aparências da matéria tangível, podendo mesmo chegar a tangibilidade real, com as aparências da matéria carnal, como os agêneres.
Sendo o mesmo perispírito, assim nos encarnados, como nos desencarnados, um Espírito encarnado, por efeito completamente idêntico, pode, num momento de liberdade, aparecer em local diferente de onde repousa seu corpo material, com todos os traços que lhe são habituais e com todos os sinais de sua identidade. São os fenômenos chamados de bicorporiedade, ou homens duplos.
e) Contratilidade/Transmissão: - o perispírito se irradia através do corpo físico, e em momentos de sobrexcitação, de aflição, preocupação, atividade febril, o Espírito retrai de tal forma o que produz a insensibilidade do corpo físico. Neste caso, ele "deixa" momentaneamente, de transmitir as sensações do corpo ao Espírito. É por isso que, muitas vezes, no ardor de um combate, um militar não percebe que está ferido e que uma pessoa, cuja atenção se acha concentrada num trabalho, não ouve ruídos ao seu redor.
f) Penetrabilidade: - esta propriedade é inerente à natureza etérea do perispírito e a matéria deste nosso mundo não constitui barreira para o Espírito. Nenhuma espécie de matéria lhe serve de obstáculo: ele atravessa a todas como a luz atravessa corpos transparentes. Não há meios de impedir a entrada dos Espíritos nos diferentes locais, porém, quanto mais evoluído o Espírito, mais respeito terá, inclusive às barreiras apresentadas pelo mundo material.
g) Sensibilidade à ação magnética, ou propriedade reparadora: - o fluido cósmico é o elemento primitivo tanto do corpo físico como do perispírito, os quais são simples transformações dele. Então, devido a identidade da matéria do corpo e do perispírito, é que este pode ser acionado, pela vontade de encarnados ou desencarnados e proporcionar reparações nas suas próprias moléculas, a fim de substituir uma molécula malsã, por uma molécula sã, conforme explica Kardec, e isto depende da pureza da molécula inoculada. Esta ação reparadora depende muito da disposição psíquica de quem recebe a doação, da intensidade e da pureza da doação.
Esta propriedade do perispírito pode ser acionada por um encarnado ou desencarnado, atuando diretamente sobre o corpo físico de alguém, ou por uma ação conjunta de Espíritos e homens, onde o encarnado fornecendo as suas próprias energias biomagnéticas, somadas às energias espirituais dos desencarnados, as projeta sobre aquele que necessita de auxílio magnético espiritual. Este é o mecanismo do passe.
Concluindo o estudo, compreendemos que, através dessas propriedades, o Espírito, consegue utilizar seu perispírito para:
Transmitir pensamentos
Variar aparência,
Expandir-se
Irradiar-se
Dilatar-se
Contrair-se
Condensar fluidos
Assimilar fluidos
Reparar moléculas do corpo perispiritual e físico
Comunicabilidade do mundo espiritual com o mundo material: a mediunidade
Modificar-se ao infinito
Desse modo, pode-se afirmar que, sem a intermediação do perispírito com suas propriedades específicas, não seria possível a ocorrência de nenhum fenômeno mediúnico.
Allan Kardec afirma que o conhecimento do perispírito é a chave de uma infinidade de problemas até agora inexplicáveis.
Em nosso próximo estudo trataremos das funções do perispírito.
BIBLIOGRAFIA
• KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap. I e VI
• KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos: ed. especial São Paulo: EME, 1997 - Cap. I e IV - Perispírito
• KARDEC, Allan - A Gênese: 26. ed. Brasília: FEB,1984 - cap XIV
Elisabeth Maciel / Tereza Cristina D'Alessandro
Março / 2003
DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS
CAPITULO 1
AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE A MATÉRIA
Estudo 20: item 56
- Propriedades do Perispírito
Através dos estudos anteriores, 18 e 19, vimos que a matéria do mundo espiritual e a sua atmosfera são constituídas de fluidos (num dos estados do Fluido Cósmico Universal), denominados fluidos espirituais apenas por comparação, por estarem relacionados aos Espíritos.
Na atmosfera fluídica se passam os fenômenos especiais que os Espíritos desencarnados percebem, mas escapam aos nossos sentidos físicos. E dela, os Espíritos extraem todos os materiais sobre que operam, inclusive para formar o seu perispírito.
A forma do perispírito é a forma humana, porém, a matéria sutil do perispírito nem tem a tenacidade nem a rigidez da matéria compacta do corpo. Ela é, se assim podemos dizer, flexível e expansível. O que possibilita ao Espírito, moldar esse corpo à sua vontade, dando-lhe a aparência que queira. Desembaraçado do corpo que o comprime, o perispírito se distende, se contrai, se transforma, isto é, se presta a todas as modificações segundo a vontade que o dirige.
O perispírito devido a sua textura, organização, flexibilidade e expansibilidade, fornece inúmeras condições de ação ao Espírito, mesmo quando encarnado, condições estas, que podemos chamar de propriedades (qualidades especiais) do perispírito, sem desconhecer com isso que o comando de toda e qualquer ação é sempre do Espírito.
O Espírito atua sobre o seu perispírito através do pensamento e vontade, modificando sua estrutura perispiritual, "acionando" as propriedades, sendo que não existe a ação isolada de uma só propriedade. As propriedades constituem potencial do Espírito.
No capítulo XIV de A Gênese, Allan Kardec explica que o perispírito é o traço de união entre a vida corpórea e a vida espiritual e que, por seu intermédio, se operam no homem fenômenos especiais, os quais se fundamentam nas propriedades do perispírito.
Estudaremos a seguir as propriedades do perispírito e os fenômenos que decorrem dessas propriedades.
Propriedades do perispírito: Para estudá-las devemos considerar:
Lei de Afinidade Fluídica, que é a lei fundamental dos fluidos: Os fluidos se unem em razão da semelhança de sua natureza; os dessemelhantes se repelem; há incompatibilidade entre os bons e os maus fluidos, como entre o óleo e a água.
a) Assimilação: sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, eles os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta quanto, por sua expansão e irradiação, o perispírito com eles se confunde.
Os fluidos não possuem qualidade sui generis, mas as que adquirem no meio onde se elaboram; desde que estes fluidos se modificam pela projeção dos pensamentos do Espírito, seu perispírito, recebe de modo direto e permanente a impressão de seus pensamentos e de suas qualidades boas ou más. O perispírito, por sua vez, reage sobre o corpo físico com o qual se acha em contato molecular e, se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se, são maus, a impressão é penosa.
b) Transformação (plasticizante): - o perispírito é sensível à influênciação magnética que reflete a ação do pensamento e vontade, possibilitando ao Espírito operar transformações na contextura do seu envoltório fluídico. A influênciação de aspecto positivo refaz o perispírito; de aspecto negativo deforma-o. Assim se operam as transfigurações, que refletem sempre qualidades e sentimentos predominantes no Espírito.
O fenômeno resulta, portanto, de uma transformação fluídica do perispírito que se irradia em torno do corpo físico, podendo apagar, mais ou menos, sua imagem real, e assumir outra aparência ou expressão.
c) Expansibilidade (ou dilatação): - o perispírito não é totalmente expansível, situação que o faria perder-se, diluindo como no caso dos gases do mundo material.
Não há expansão desordenada, mas sim uma tendência à condensação no sentido de manter-se a forma determinada pela vontade do Espírito. O perispírito é indestrutível (não se divide, no sentido literal da palavra; ele se irradia em várias direções). Através dessa propriedade, ocorrem os fenômenos conhecidos como fenômenos de Emancipação da Alma (catalepsia, letargia, sono, sonhos, sonambulismo, êxtase), os desdobramentos, os fenômenos anímicos, e os mediúnicos que possibilitam a comunicação dos desencarnados.
d) Condensação (termo utilizado pela falta de outro mais preciso): para nós, o perispírito, no seu estado normal, é invisível; mas, como é formado de substância fluídica, o Espírito, em certos casos, pode, por sua vontade, faze-lo passar por uma modificação molecular que o torna momentaneamente visível; é assim que se produzem as aparições. A condensação pode ser tal que o perispírito adquira as propriedades de um corpo sólido e tangível, conservando, porém, a possibilidade de retornar instantaneamente ao seu estado etéreo e invisível.
Conforme o grau de condensação do fluido perispiritual, a aparição é às vezes vaga e vaporosa; outras vezes, mais nítida e definida; noutras, enfim, com todas as aparências da matéria tangível, podendo mesmo chegar a tangibilidade real, com as aparências da matéria carnal, como os agêneres.
Sendo o mesmo perispírito, assim nos encarnados, como nos desencarnados, um Espírito encarnado, por efeito completamente idêntico, pode, num momento de liberdade, aparecer em local diferente de onde repousa seu corpo material, com todos os traços que lhe são habituais e com todos os sinais de sua identidade. São os fenômenos chamados de bicorporiedade, ou homens duplos.
e) Contratilidade/Transmissão: - o perispírito se irradia através do corpo físico, e em momentos de sobrexcitação, de aflição, preocupação, atividade febril, o Espírito retrai de tal forma o que produz a insensibilidade do corpo físico. Neste caso, ele "deixa" momentaneamente, de transmitir as sensações do corpo ao Espírito. É por isso que, muitas vezes, no ardor de um combate, um militar não percebe que está ferido e que uma pessoa, cuja atenção se acha concentrada num trabalho, não ouve ruídos ao seu redor.
f) Penetrabilidade: - esta propriedade é inerente à natureza etérea do perispírito e a matéria deste nosso mundo não constitui barreira para o Espírito. Nenhuma espécie de matéria lhe serve de obstáculo: ele atravessa a todas como a luz atravessa corpos transparentes. Não há meios de impedir a entrada dos Espíritos nos diferentes locais, porém, quanto mais evoluído o Espírito, mais respeito terá, inclusive às barreiras apresentadas pelo mundo material.
g) Sensibilidade à ação magnética, ou propriedade reparadora: - o fluido cósmico é o elemento primitivo tanto do corpo físico como do perispírito, os quais são simples transformações dele. Então, devido a identidade da matéria do corpo e do perispírito, é que este pode ser acionado, pela vontade de encarnados ou desencarnados e proporcionar reparações nas suas próprias moléculas, a fim de substituir uma molécula malsã, por uma molécula sã, conforme explica Kardec, e isto depende da pureza da molécula inoculada. Esta ação reparadora depende muito da disposição psíquica de quem recebe a doação, da intensidade e da pureza da doação.
Esta propriedade do perispírito pode ser acionada por um encarnado ou desencarnado, atuando diretamente sobre o corpo físico de alguém, ou por uma ação conjunta de Espíritos e homens, onde o encarnado fornecendo as suas próprias energias biomagnéticas, somadas às energias espirituais dos desencarnados, as projeta sobre aquele que necessita de auxílio magnético espiritual. Este é o mecanismo do passe.
Concluindo o estudo, compreendemos que, através dessas propriedades, o Espírito, consegue utilizar seu perispírito para:
Transmitir pensamentos
Variar aparência,
Expandir-se
Irradiar-se
Dilatar-se
Contrair-se
Condensar fluidos
Assimilar fluidos
Reparar moléculas do corpo perispiritual e físico
Comunicabilidade do mundo espiritual com o mundo material: a mediunidade
Modificar-se ao infinito
Desse modo, pode-se afirmar que, sem a intermediação do perispírito com suas propriedades específicas, não seria possível a ocorrência de nenhum fenômeno mediúnico.
Allan Kardec afirma que o conhecimento do perispírito é a chave de uma infinidade de problemas até agora inexplicáveis.
Em nosso próximo estudo trataremos das funções do perispírito.
BIBLIOGRAFIA
• KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap. I e VI
• KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos: ed. especial São Paulo: EME, 1997 - Cap. I e IV - Perispírito
• KARDEC, Allan - A Gênese: 26. ed. Brasília: FEB,1984 - cap XIV
Elisabeth Maciel / Tereza Cristina D'Alessandro
Março / 2003
O LIVRO DOS MÉDIUNS ESTUDO 20
SEGUNDA PARTE
DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS
CAPITULO 1
AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE A MATÉRIA
Estudo 20: item 56
- Propriedades do Perispírito
Através dos estudos anteriores, 18 e 19, vimos que a matéria do mundo espiritual e a sua atmosfera são constituídas de fluidos (num dos estados do Fluido Cósmico Universal), denominados fluidos espirituais apenas por comparação, por estarem relacionados aos Espíritos.
Na atmosfera fluídica se passam os fenômenos especiais que os Espíritos desencarnados percebem, mas escapam aos nossos sentidos físicos. E dela, os Espíritos extraem todos os materiais sobre que operam, inclusive para formar o seu perispírito.
A forma do perispírito é a forma humana, porém, a matéria sutil do perispírito nem tem a tenacidade nem a rigidez da matéria compacta do corpo. Ela é, se assim podemos dizer, flexível e expansível. O que possibilita ao Espírito, moldar esse corpo à sua vontade, dando-lhe a aparência que queira. Desembaraçado do corpo que o comprime, o perispírito se distende, se contrai, se transforma, isto é, se presta a todas as modificações segundo a vontade que o dirige.
O perispírito devido a sua textura, organização, flexibilidade e expansibilidade, fornece inúmeras condições de ação ao Espírito, mesmo quando encarnado, condições estas, que podemos chamar de propriedades (qualidades especiais) do perispírito, sem desconhecer com isso que o comando de toda e qualquer ação é sempre do Espírito.
O Espírito atua sobre o seu perispírito através do pensamento e vontade, modificando sua estrutura perispiritual, "acionando" as propriedades, sendo que não existe a ação isolada de uma só propriedade. As propriedades constituem potencial do Espírito.
No capítulo XIV de A Gênese, Allan Kardec explica que o perispírito é o traço de união entre a vida corpórea e a vida espiritual e que, por seu intermédio, se operam no homem fenômenos especiais, os quais se fundamentam nas propriedades do perispírito.
Estudaremos a seguir as propriedades do perispírito e os fenômenos que decorrem dessas propriedades.
Propriedades do perispírito: Para estudá-las devemos considerar:
Lei de Afinidade Fluídica, que é a lei fundamental dos fluidos: Os fluidos se unem em razão da semelhança de sua natureza; os dessemelhantes se repelem; há incompatibilidade entre os bons e os maus fluidos, como entre o óleo e a água.
a) Assimilação: sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, eles os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta quanto, por sua expansão e irradiação, o perispírito com eles se confunde.
Os fluidos não possuem qualidade sui generis, mas as que adquirem no meio onde se elaboram; desde que estes fluidos se modificam pela projeção dos pensamentos do Espírito, seu perispírito, recebe de modo direto e permanente a impressão de seus pensamentos e de suas qualidades boas ou más. O perispírito, por sua vez, reage sobre o corpo físico com o qual se acha em contato molecular e, se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se, são maus, a impressão é penosa.
b) Transformação (plasticizante): - o perispírito é sensível à influênciação magnética que reflete a ação do pensamento e vontade, possibilitando ao Espírito operar transformações na contextura do seu envoltório fluídico. A influênciação de aspecto positivo refaz o perispírito; de aspecto negativo deforma-o. Assim se operam as transfigurações, que refletem sempre qualidades e sentimentos predominantes no Espírito.
O fenômeno resulta, portanto, de uma transformação fluídica do perispírito que se irradia em torno do corpo físico, podendo apagar, mais ou menos, sua imagem real, e assumir outra aparência ou expressão.
c) Expansibilidade (ou dilatação): - o perispírito não é totalmente expansível, situação que o faria perder-se, diluindo como no caso dos gases do mundo material.
Não há expansão desordenada, mas sim uma tendência à condensação no sentido de manter-se a forma determinada pela vontade do Espírito. O perispírito é indestrutível (não se divide, no sentido literal da palavra; ele se irradia em várias direções). Através dessa propriedade, ocorrem os fenômenos conhecidos como fenômenos de Emancipação da Alma (catalepsia, letargia, sono, sonhos, sonambulismo, êxtase), os desdobramentos, os fenômenos anímicos, e os mediúnicos que possibilitam a comunicação dos desencarnados.
d) Condensação (termo utilizado pela falta de outro mais preciso): para nós, o perispírito, no seu estado normal, é invisível; mas, como é formado de substância fluídica, o Espírito, em certos casos, pode, por sua vontade, faze-lo passar por uma modificação molecular que o torna momentaneamente visível; é assim que se produzem as aparições. A condensação pode ser tal que o perispírito adquira as propriedades de um corpo sólido e tangível, conservando, porém, a possibilidade de retornar instantaneamente ao seu estado etéreo e invisível.
Conforme o grau de condensação do fluido perispiritual, a aparição é às vezes vaga e vaporosa; outras vezes, mais nítida e definida; noutras, enfim, com todas as aparências da matéria tangível, podendo mesmo chegar a tangibilidade real, com as aparências da matéria carnal, como os agêneres.
Sendo o mesmo perispírito, assim nos encarnados, como nos desencarnados, um Espírito encarnado, por efeito completamente idêntico, pode, num momento de liberdade, aparecer em local diferente de onde repousa seu corpo material, com todos os traços que lhe são habituais e com todos os sinais de sua identidade. São os fenômenos chamados de bicorporiedade, ou homens duplos.
e) Contratilidade/Transmissão: - o perispírito se irradia através do corpo físico, e em momentos de sobrexcitação, de aflição, preocupação, atividade febril, o Espírito retrai de tal forma o que produz a insensibilidade do corpo físico. Neste caso, ele "deixa" momentaneamente, de transmitir as sensações do corpo ao Espírito. É por isso que, muitas vezes, no ardor de um combate, um militar não percebe que está ferido e que uma pessoa, cuja atenção se acha concentrada num trabalho, não ouve ruídos ao seu redor.
f) Penetrabilidade: - esta propriedade é inerente à natureza etérea do perispírito e a matéria deste nosso mundo não constitui barreira para o Espírito. Nenhuma espécie de matéria lhe serve de obstáculo: ele atravessa a todas como a luz atravessa corpos transparentes. Não há meios de impedir a entrada dos Espíritos nos diferentes locais, porém, quanto mais evoluído o Espírito, mais respeito terá, inclusive às barreiras apresentadas pelo mundo material.
g) Sensibilidade à ação magnética, ou propriedade reparadora: - o fluido cósmico é o elemento primitivo tanto do corpo físico como do perispírito, os quais são simples transformações dele. Então, devido a identidade da matéria do corpo e do perispírito, é que este pode ser acionado, pela vontade de encarnados ou desencarnados e proporcionar reparações nas suas próprias moléculas, a fim de substituir uma molécula malsã, por uma molécula sã, conforme explica Kardec, e isto depende da pureza da molécula inoculada. Esta ação reparadora depende muito da disposição psíquica de quem recebe a doação, da intensidade e da pureza da doação.
Esta propriedade do perispírito pode ser acionada por um encarnado ou desencarnado, atuando diretamente sobre o corpo físico de alguém, ou por uma ação conjunta de Espíritos e homens, onde o encarnado fornecendo as suas próprias energias biomagnéticas, somadas às energias espirituais dos desencarnados, as projeta sobre aquele que necessita de auxílio magnético espiritual. Este é o mecanismo do passe.
Concluindo o estudo, compreendemos que, através dessas propriedades, o Espírito, consegue utilizar seu perispírito para:
Transmitir pensamentos
Variar aparência,
Expandir-se
Irradiar-se
Dilatar-se
Contrair-se
Condensar fluidos
Assimilar fluidos
Reparar moléculas do corpo perispiritual e físico
Comunicabilidade do mundo espiritual com o mundo material: a mediunidade
Modificar-se ao infinito
Desse modo, pode-se afirmar que, sem a intermediação do perispírito com suas propriedades específicas, não seria possível a ocorrência de nenhum fenômeno mediúnico.
Allan Kardec afirma que o conhecimento do perispírito é a chave de uma infinidade de problemas até agora inexplicáveis.
Em nosso próximo estudo trataremos das funções do perispírito.
BIBLIOGRAFIA
• KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap. I e VI
• KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos: ed. especial São Paulo: EME, 1997 - Cap. I e IV - Perispírito
• KARDEC, Allan - A Gênese: 26. ed. Brasília: FEB,1984 - cap XIV
Elisabeth Maciel / Tereza Cristina D'Alessandro
Março / 2003
DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS
CAPITULO 1
AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE A MATÉRIA
Estudo 20: item 56
- Propriedades do Perispírito
Através dos estudos anteriores, 18 e 19, vimos que a matéria do mundo espiritual e a sua atmosfera são constituídas de fluidos (num dos estados do Fluido Cósmico Universal), denominados fluidos espirituais apenas por comparação, por estarem relacionados aos Espíritos.
Na atmosfera fluídica se passam os fenômenos especiais que os Espíritos desencarnados percebem, mas escapam aos nossos sentidos físicos. E dela, os Espíritos extraem todos os materiais sobre que operam, inclusive para formar o seu perispírito.
A forma do perispírito é a forma humana, porém, a matéria sutil do perispírito nem tem a tenacidade nem a rigidez da matéria compacta do corpo. Ela é, se assim podemos dizer, flexível e expansível. O que possibilita ao Espírito, moldar esse corpo à sua vontade, dando-lhe a aparência que queira. Desembaraçado do corpo que o comprime, o perispírito se distende, se contrai, se transforma, isto é, se presta a todas as modificações segundo a vontade que o dirige.
O perispírito devido a sua textura, organização, flexibilidade e expansibilidade, fornece inúmeras condições de ação ao Espírito, mesmo quando encarnado, condições estas, que podemos chamar de propriedades (qualidades especiais) do perispírito, sem desconhecer com isso que o comando de toda e qualquer ação é sempre do Espírito.
O Espírito atua sobre o seu perispírito através do pensamento e vontade, modificando sua estrutura perispiritual, "acionando" as propriedades, sendo que não existe a ação isolada de uma só propriedade. As propriedades constituem potencial do Espírito.
No capítulo XIV de A Gênese, Allan Kardec explica que o perispírito é o traço de união entre a vida corpórea e a vida espiritual e que, por seu intermédio, se operam no homem fenômenos especiais, os quais se fundamentam nas propriedades do perispírito.
Estudaremos a seguir as propriedades do perispírito e os fenômenos que decorrem dessas propriedades.
Propriedades do perispírito: Para estudá-las devemos considerar:
Lei de Afinidade Fluídica, que é a lei fundamental dos fluidos: Os fluidos se unem em razão da semelhança de sua natureza; os dessemelhantes se repelem; há incompatibilidade entre os bons e os maus fluidos, como entre o óleo e a água.
a) Assimilação: sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, eles os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta quanto, por sua expansão e irradiação, o perispírito com eles se confunde.
Os fluidos não possuem qualidade sui generis, mas as que adquirem no meio onde se elaboram; desde que estes fluidos se modificam pela projeção dos pensamentos do Espírito, seu perispírito, recebe de modo direto e permanente a impressão de seus pensamentos e de suas qualidades boas ou más. O perispírito, por sua vez, reage sobre o corpo físico com o qual se acha em contato molecular e, se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se, são maus, a impressão é penosa.
b) Transformação (plasticizante): - o perispírito é sensível à influênciação magnética que reflete a ação do pensamento e vontade, possibilitando ao Espírito operar transformações na contextura do seu envoltório fluídico. A influênciação de aspecto positivo refaz o perispírito; de aspecto negativo deforma-o. Assim se operam as transfigurações, que refletem sempre qualidades e sentimentos predominantes no Espírito.
O fenômeno resulta, portanto, de uma transformação fluídica do perispírito que se irradia em torno do corpo físico, podendo apagar, mais ou menos, sua imagem real, e assumir outra aparência ou expressão.
c) Expansibilidade (ou dilatação): - o perispírito não é totalmente expansível, situação que o faria perder-se, diluindo como no caso dos gases do mundo material.
Não há expansão desordenada, mas sim uma tendência à condensação no sentido de manter-se a forma determinada pela vontade do Espírito. O perispírito é indestrutível (não se divide, no sentido literal da palavra; ele se irradia em várias direções). Através dessa propriedade, ocorrem os fenômenos conhecidos como fenômenos de Emancipação da Alma (catalepsia, letargia, sono, sonhos, sonambulismo, êxtase), os desdobramentos, os fenômenos anímicos, e os mediúnicos que possibilitam a comunicação dos desencarnados.
d) Condensação (termo utilizado pela falta de outro mais preciso): para nós, o perispírito, no seu estado normal, é invisível; mas, como é formado de substância fluídica, o Espírito, em certos casos, pode, por sua vontade, faze-lo passar por uma modificação molecular que o torna momentaneamente visível; é assim que se produzem as aparições. A condensação pode ser tal que o perispírito adquira as propriedades de um corpo sólido e tangível, conservando, porém, a possibilidade de retornar instantaneamente ao seu estado etéreo e invisível.
Conforme o grau de condensação do fluido perispiritual, a aparição é às vezes vaga e vaporosa; outras vezes, mais nítida e definida; noutras, enfim, com todas as aparências da matéria tangível, podendo mesmo chegar a tangibilidade real, com as aparências da matéria carnal, como os agêneres.
Sendo o mesmo perispírito, assim nos encarnados, como nos desencarnados, um Espírito encarnado, por efeito completamente idêntico, pode, num momento de liberdade, aparecer em local diferente de onde repousa seu corpo material, com todos os traços que lhe são habituais e com todos os sinais de sua identidade. São os fenômenos chamados de bicorporiedade, ou homens duplos.
e) Contratilidade/Transmissão: - o perispírito se irradia através do corpo físico, e em momentos de sobrexcitação, de aflição, preocupação, atividade febril, o Espírito retrai de tal forma o que produz a insensibilidade do corpo físico. Neste caso, ele "deixa" momentaneamente, de transmitir as sensações do corpo ao Espírito. É por isso que, muitas vezes, no ardor de um combate, um militar não percebe que está ferido e que uma pessoa, cuja atenção se acha concentrada num trabalho, não ouve ruídos ao seu redor.
f) Penetrabilidade: - esta propriedade é inerente à natureza etérea do perispírito e a matéria deste nosso mundo não constitui barreira para o Espírito. Nenhuma espécie de matéria lhe serve de obstáculo: ele atravessa a todas como a luz atravessa corpos transparentes. Não há meios de impedir a entrada dos Espíritos nos diferentes locais, porém, quanto mais evoluído o Espírito, mais respeito terá, inclusive às barreiras apresentadas pelo mundo material.
g) Sensibilidade à ação magnética, ou propriedade reparadora: - o fluido cósmico é o elemento primitivo tanto do corpo físico como do perispírito, os quais são simples transformações dele. Então, devido a identidade da matéria do corpo e do perispírito, é que este pode ser acionado, pela vontade de encarnados ou desencarnados e proporcionar reparações nas suas próprias moléculas, a fim de substituir uma molécula malsã, por uma molécula sã, conforme explica Kardec, e isto depende da pureza da molécula inoculada. Esta ação reparadora depende muito da disposição psíquica de quem recebe a doação, da intensidade e da pureza da doação.
Esta propriedade do perispírito pode ser acionada por um encarnado ou desencarnado, atuando diretamente sobre o corpo físico de alguém, ou por uma ação conjunta de Espíritos e homens, onde o encarnado fornecendo as suas próprias energias biomagnéticas, somadas às energias espirituais dos desencarnados, as projeta sobre aquele que necessita de auxílio magnético espiritual. Este é o mecanismo do passe.
Concluindo o estudo, compreendemos que, através dessas propriedades, o Espírito, consegue utilizar seu perispírito para:
Transmitir pensamentos
Variar aparência,
Expandir-se
Irradiar-se
Dilatar-se
Contrair-se
Condensar fluidos
Assimilar fluidos
Reparar moléculas do corpo perispiritual e físico
Comunicabilidade do mundo espiritual com o mundo material: a mediunidade
Modificar-se ao infinito
Desse modo, pode-se afirmar que, sem a intermediação do perispírito com suas propriedades específicas, não seria possível a ocorrência de nenhum fenômeno mediúnico.
Allan Kardec afirma que o conhecimento do perispírito é a chave de uma infinidade de problemas até agora inexplicáveis.
Em nosso próximo estudo trataremos das funções do perispírito.
BIBLIOGRAFIA
• KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap. I e VI
• KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos: ed. especial São Paulo: EME, 1997 - Cap. I e IV - Perispírito
• KARDEC, Allan - A Gênese: 26. ed. Brasília: FEB,1984 - cap XIV
Elisabeth Maciel / Tereza Cristina D'Alessandro
Março / 2003
O Livro dos Espíritos Estudo 13
Objetivo da Comunicação dos Espíritos
Desenvolvimento da Psicografia
8:1- Evidenciam essas respostas, a mesma condição moral e social dos comunicantes?
Não; variarão não só nesses aspectos, como também no grau do conhecimento.
Exteriorizarão:
• Sabedoria, profundeza, oportunidade, pensamentos elevados, oportunos, sublimes, inteligentes, demonstrando vir de alguém impregnado de idéias nobres, morais, ou,
• Levianas, frívolas, inconseqüentes, irresponsáveis, banais, demonstrando impossível proceder da mesma fonte acima.
Essa diversidade atesta inteligências diferentes, onde cada qual exterioriza seu próprio íntimo de ser, o teor evolutivo como essência, a se revelar no uso de linguajar e expressões característicos.
8:2 - São humanas essas inteligências?
A resposta, tal como nos foi dada pelos Espíritos, deduziremos no transcorrer do estudo contido neste "O Livro dos Espíritos".
No momento, a idéia é levar-nos a refletir sobre efeitos evidentes, ostensivos que se produzem na claridade, sem privilégios ao alcance de tantos quantos os queiram verificar.
Esses efeitos referem-se nestes estudos exclusivamente, quando revelarem a ação (Espírito) de uma inteligência, de uma vontade fora do domínio físico.
Muitas teorias, a propósito, foram formuladas, cada uma procurando tornar compreensível essa imensidade de efeitos produzidos.
Admitindo, porém, a existência de seres distintos da humanidade encarnada, entenderemos cada experiência como portadora de ensinamentos despertando mais e mais para a busca.
Estabelecer-se-á nesse caminho, nesse crescer, conhecer, dominar, o império da justiça, no mundo de regeneração que só se efetivará quando a estrutura social da Terra aí estiver baseada. E essa tarefa é nossa, pessoal, de cada um, pois o mundo nos foi dado, ou a vida nele nos é oferecida como campo de experiências em contínuo desenvolvimento, crescimento e superação.
Ao comentar o item 876, Kardec explica:
"O critério da verdadeira justiça é de fato o de se querer para os outros aquilo que se quereria para si mesmo, e não de querer para si o que desejaria para os outros, pois isso não é a mesma coisa. Como não é natural que se queira o próprio mal, se tomarmos o desejo pessoal como norma de partida podemos estar certos de jamais desejar para o próximo senão o Bem. Desde todos os tempos, e em todas as crenças, o Homem procurou sempre fazer prevalecer o seu direito pessoal. O sublime da religião cristã foi tomar o desejo pessoal por base do direito do próximo."
Assim, esse império da justiça começará já no mundo atual a partir do momento em que cada qual não só reconheça recíproco os direitos do próximo mas viva-os dentro dos critérios da caridade.
Na proporção em que conhecermos, alargamos perspectivas mentais, atingindo a compreensão de tantas coisas que hoje nos escapam.
"O Espiritismo é doutrina do futuro que age no presente como impulso, levando-nos em direção aos planos superiores. É natural que muitos adeptos não o compreendam imediatamente na inteireza de seus princípios e objetivos. Mas, é dever de todos procurar compreendê-lo pelo estudo atento e humilde, pois sem a humildade necessária, arriscamo-nos à incompreensão orgulhosa e arrogante."
Bibliografia
• Allan Kardec - "O Livro dos Espíritos" - Introdução - q. 876 comentário
• Allan Kardec - "O Livro dos Médiuns" - cap. IV - XIV - X - XVI - V
• Allan Kardec - "Revista Espírita" - novembro 1862, outubro e agosto 1859, fevereiro 1861, agosto 1868
• Allan Kardec - "Obras Póstumas" - 1ª parte - Questões e problemas 3º estudo
• J. Herculano Pires - "O Espírito e o Tempo" - cap. V
• Hermínio C. Miranda - "Nas Fronteiras do Além" - 1 a 4
• Hermínio C. Miranda - "Kardec as Irmãs Fox e outros"
Leda Marques Bighetti
Junho 2002
Desenvolvimento da Psicografia
8:1- Evidenciam essas respostas, a mesma condição moral e social dos comunicantes?
Não; variarão não só nesses aspectos, como também no grau do conhecimento.
Exteriorizarão:
• Sabedoria, profundeza, oportunidade, pensamentos elevados, oportunos, sublimes, inteligentes, demonstrando vir de alguém impregnado de idéias nobres, morais, ou,
• Levianas, frívolas, inconseqüentes, irresponsáveis, banais, demonstrando impossível proceder da mesma fonte acima.
Essa diversidade atesta inteligências diferentes, onde cada qual exterioriza seu próprio íntimo de ser, o teor evolutivo como essência, a se revelar no uso de linguajar e expressões característicos.
8:2 - São humanas essas inteligências?
A resposta, tal como nos foi dada pelos Espíritos, deduziremos no transcorrer do estudo contido neste "O Livro dos Espíritos".
No momento, a idéia é levar-nos a refletir sobre efeitos evidentes, ostensivos que se produzem na claridade, sem privilégios ao alcance de tantos quantos os queiram verificar.
Esses efeitos referem-se nestes estudos exclusivamente, quando revelarem a ação (Espírito) de uma inteligência, de uma vontade fora do domínio físico.
Muitas teorias, a propósito, foram formuladas, cada uma procurando tornar compreensível essa imensidade de efeitos produzidos.
Admitindo, porém, a existência de seres distintos da humanidade encarnada, entenderemos cada experiência como portadora de ensinamentos despertando mais e mais para a busca.
Estabelecer-se-á nesse caminho, nesse crescer, conhecer, dominar, o império da justiça, no mundo de regeneração que só se efetivará quando a estrutura social da Terra aí estiver baseada. E essa tarefa é nossa, pessoal, de cada um, pois o mundo nos foi dado, ou a vida nele nos é oferecida como campo de experiências em contínuo desenvolvimento, crescimento e superação.
Ao comentar o item 876, Kardec explica:
"O critério da verdadeira justiça é de fato o de se querer para os outros aquilo que se quereria para si mesmo, e não de querer para si o que desejaria para os outros, pois isso não é a mesma coisa. Como não é natural que se queira o próprio mal, se tomarmos o desejo pessoal como norma de partida podemos estar certos de jamais desejar para o próximo senão o Bem. Desde todos os tempos, e em todas as crenças, o Homem procurou sempre fazer prevalecer o seu direito pessoal. O sublime da religião cristã foi tomar o desejo pessoal por base do direito do próximo."
Assim, esse império da justiça começará já no mundo atual a partir do momento em que cada qual não só reconheça recíproco os direitos do próximo mas viva-os dentro dos critérios da caridade.
Na proporção em que conhecermos, alargamos perspectivas mentais, atingindo a compreensão de tantas coisas que hoje nos escapam.
"O Espiritismo é doutrina do futuro que age no presente como impulso, levando-nos em direção aos planos superiores. É natural que muitos adeptos não o compreendam imediatamente na inteireza de seus princípios e objetivos. Mas, é dever de todos procurar compreendê-lo pelo estudo atento e humilde, pois sem a humildade necessária, arriscamo-nos à incompreensão orgulhosa e arrogante."
Bibliografia
• Allan Kardec - "O Livro dos Espíritos" - Introdução - q. 876 comentário
• Allan Kardec - "O Livro dos Médiuns" - cap. IV - XIV - X - XVI - V
• Allan Kardec - "Revista Espírita" - novembro 1862, outubro e agosto 1859, fevereiro 1861, agosto 1868
• Allan Kardec - "Obras Póstumas" - 1ª parte - Questões e problemas 3º estudo
• J. Herculano Pires - "O Espírito e o Tempo" - cap. V
• Hermínio C. Miranda - "Nas Fronteiras do Além" - 1 a 4
• Hermínio C. Miranda - "Kardec as Irmãs Fox e outros"
Leda Marques Bighetti
Junho 2002
PALAVRAS DA VIDA ETERNA - Estudo 24

LIVRO: PALAVRAS DE VIDA ETERNA
Emmanuel / F. C. Xavier
"ADORAÇÃO E FRATERNIDADE"- Lição n. 23
"Ora, temos da parte dele este mandamento, que aquele que ama a
Deus, ame também a seu irmão". - João.
(I João, 4:21)
A adoração consiste na elevação do pensamento a Deus. E o homem se aproxima de Deus através da adoração.
Os espíritos Superiores ensinaram a Kardec que a adoração é um sentimento inato no homem, da mesma forma que o sentimento da existência de Deus.
Disseram, também, que ela faz parte da lei natural, ou seja, do conjunto de forças naturais que constituem o mundo, ao qual o homem naturalmente pertence.
Mostraram como a lei de adoração se desenvolve nas sociedades humanas, até atingir a fase superior, que é quando a criatura aprende que a verdadeira adoração é a do coração.
Nesse momento, a lei de adoração é vivida de dentro para fora em todos os atos do ser, uma vez que percebeu que ele, homem, está em Deus como Deus, o Pai está nele.
Descobriu aí a imanência onde não mais precisa pensar, elevar, buscar Deus _ todos os atos marcham em constante exteriorização de atitudes leais, probas, delicadas, fraternas.
Nesse espírito não há como não amar o próximo.
Amar a si mesmo é desenvolver potencialidades que serão direcionadas ao próximo.
Amando o próximo, estaremos amando Deus.
Nosso amor é, ainda, imperfeito; a maioria sente Deus superficialmente. Daí que o amor a nós mesmos deve ser entendido como esforço próprio em auto-educação, em observação do dever, em obediência às leis de realização e de trabalho. Com perseverança na fé, no desejo sincero de aprender com o Guia e Modelo, que é Jesus.
Quem se ilumina cumpre a missão da luz sobre a Terra. E a luz não necessita de outros processos para revelar a verdade, senão o de irradiar espontaneamente o tesouro de si mesma.
Demonstra-se amor a Deus de várias maneiras, pronunciando orações sublimes, comoventes; construindo santuários belíssimos; escrevendo livros admiráveis, comentando a sabedoria, etc.. Contudo, se não houver amor ao próximo, através de atitudes fraternas, de que adiantam as demonstrações exteriores de amor ao Pai?
Somente amparando irmãos inexperientes e frágeis, é que efetivamente honraremos as bençãos que recebemos.
Estar conscientes de que todo bem conseguido, feito, oferecido, em proveito do próximo, é o bem da própria alma, em virtude da realidade da lei do amor, e de um só dispensador que é Deus.
"Ama, portanto, pelo caminho enquanto possas plantas, animais, homens e te descobrirás, por fim, amando a Deus ".
Bibliografia:
O Consolador - q. 350/351 - Emmanuel/F. C. Xavier
Maria Aparecida Ferreira Lovo
Maio / 2003
quinta-feira, 3 de junho de 2010
FILHOS
José Venício de Azevedo
São cada um dos descendentes de seus genitores ou pessoas que provêm de determinada família, grupo social, localidade, região, país, etc.
Existem várias acepções para o termo “filhos”, como filhos do pensamento marxista, da imprudência, da experiência, da pátria, bem como para os vários tipos de filhos: biológicos, adotivos, incestuosos, pródigos, de criação, etc.
Entretanto, considerando nossa origem divina, todos iguais e criados simples e ignorantes, sem distinção de credos, nacionalidades, raças, ainda lutamos com os atrasos naturais da nossa Humanidade, mas com um destino de aperfeiçoamento e ascese espiritual contínua e infinita.
Na cosmovisão, ou visão espírita, os filhos são almas criadas por Deus, como nós, espíritos imortais; são compromissos que assumimos para cumprir na atual existência; são viageiros de vidas passadas que regressam à Terra e ao nosso convívio, necessitando, em sua grande maioria, de reajuste e resgate, corrigenda e renovação, reconciliação e reeducação, compreensão e encaminhamento. São eles companheiros espirituais de lutas antigas, a quem pagamos débitos sagrados ou de quem recebemos alegrias puras, por créditos de outros tempos; são obras preciosas que o Senhor nos confia, como pais que somos, solicitando-nos cooperação responsável, amorosa e eficiente; são associados de experiência e destino, credores amigos ou adversários de outras encarnações, com os quais nos reencontraremos na Vida Maior, na condição de irmãos, ante a paternidade de Deus, nos convívios afins da espiritualidade.
Se a providência divina nos incumbiu da sagrada missão de receber um filho, é sinal que Deus confia em nós. Sendo assim, não O desapontemos, façamos o melhor por eles!
Entretanto, não os consideremos gênios apenas por serem nossos filhos, pois Deus não cria gênios prontos. A genialidade é conquistada por meio das experiências nas encarnações sucessivas. Por outro lado, procuremos ensiná-los a respeitar e amar a todos e não apenas a nós, pais e família.
Devemos dar a eles todo conforto e todo amor que pudermos, mas não esqueçamos da responsabilidade de educá-los para o mundo, para o trabalho digno, a convivência fraterna e a participação social esperada.
Lembremo-nos, também, que, acima da condição de pais e filhos, somos irmãos.
Se realmente amamos nossos filhos, procuremos corrigi-los e educá-los com responsabilidade, autoridade e respeito, sem esquecermos de que a melhor educação é o exemplo que podemos vivenciar à frente deles.
De “O Espírita Fluminense”, informativo do Instituto Espírita Bezerra de Menezes (Rua Coronel Gomes Machado, 140 – Centro – CEP 24020-065 Niterói, RJ).
“Amigos são alavancas de sustentação.”
“Convivência” Emmanuel
SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES
Boletim Semanal editado pelo Lar Fabiano de Cristo
Internet: http://www.lfc.org.br/sei
boletimsei@gmail.com
Sábado, 2/5/2009 – no 2144
São cada um dos descendentes de seus genitores ou pessoas que provêm de determinada família, grupo social, localidade, região, país, etc.
Existem várias acepções para o termo “filhos”, como filhos do pensamento marxista, da imprudência, da experiência, da pátria, bem como para os vários tipos de filhos: biológicos, adotivos, incestuosos, pródigos, de criação, etc.
Entretanto, considerando nossa origem divina, todos iguais e criados simples e ignorantes, sem distinção de credos, nacionalidades, raças, ainda lutamos com os atrasos naturais da nossa Humanidade, mas com um destino de aperfeiçoamento e ascese espiritual contínua e infinita.
Na cosmovisão, ou visão espírita, os filhos são almas criadas por Deus, como nós, espíritos imortais; são compromissos que assumimos para cumprir na atual existência; são viageiros de vidas passadas que regressam à Terra e ao nosso convívio, necessitando, em sua grande maioria, de reajuste e resgate, corrigenda e renovação, reconciliação e reeducação, compreensão e encaminhamento. São eles companheiros espirituais de lutas antigas, a quem pagamos débitos sagrados ou de quem recebemos alegrias puras, por créditos de outros tempos; são obras preciosas que o Senhor nos confia, como pais que somos, solicitando-nos cooperação responsável, amorosa e eficiente; são associados de experiência e destino, credores amigos ou adversários de outras encarnações, com os quais nos reencontraremos na Vida Maior, na condição de irmãos, ante a paternidade de Deus, nos convívios afins da espiritualidade.
Se a providência divina nos incumbiu da sagrada missão de receber um filho, é sinal que Deus confia em nós. Sendo assim, não O desapontemos, façamos o melhor por eles!
Entretanto, não os consideremos gênios apenas por serem nossos filhos, pois Deus não cria gênios prontos. A genialidade é conquistada por meio das experiências nas encarnações sucessivas. Por outro lado, procuremos ensiná-los a respeitar e amar a todos e não apenas a nós, pais e família.
Devemos dar a eles todo conforto e todo amor que pudermos, mas não esqueçamos da responsabilidade de educá-los para o mundo, para o trabalho digno, a convivência fraterna e a participação social esperada.
Lembremo-nos, também, que, acima da condição de pais e filhos, somos irmãos.
Se realmente amamos nossos filhos, procuremos corrigi-los e educá-los com responsabilidade, autoridade e respeito, sem esquecermos de que a melhor educação é o exemplo que podemos vivenciar à frente deles.
De “O Espírita Fluminense”, informativo do Instituto Espírita Bezerra de Menezes (Rua Coronel Gomes Machado, 140 – Centro – CEP 24020-065 Niterói, RJ).
“Amigos são alavancas de sustentação.”
“Convivência” Emmanuel
SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES
Boletim Semanal editado pelo Lar Fabiano de Cristo
Internet: http://www.lfc.org.br/sei
boletimsei@gmail.com
Sábado, 2/5/2009 – no 2144
AÇÕES CORAJOSAS PARA VIVER EM PAZ
“Seja você o melhor amigo de si mesmo.
Não se corrompa; não crie problemas para remorsos depois; leia bons livros; cultive boa música, artes ou esportes. Viva em contato mais amplo com a natureza.
Alimente-se e beba o que lhe convenha à saúde, sem guardar remorsos. Você verá que, com essa pauta de comportamentos levada a sério, será muito difícil não encontrar em seus amigos outras pessoas que cultivem os mesmos bons ideais e que estejam dispostas a estreitar laços e se tornarem suas amigas.”
Estas e muitas outras orientações para uma vida mais feliz na Terra podem ser encontradas no recém-lançado “Ações corajosas para viver em paz”, de autoria da benfeitora espiritual Benedita Maria, a saudosa mãe do médium José Raul Teixeira, psicógrafo deste trabalho.
Publicado pela Editora Fráter, o livro guarda, realmente, lições de grande beleza, como se pode igualmente observar quando a autora aconselha o leitor a não alimentar mágoas. “Ninguém há no planeta que não se aborreça quando recebe dos outros o que não gostaria de receber; contudo, também não há ninguém que, com seu modo de ser, de falar e de agir, não cause aborrecimentos e mágoas em outras pessoas, ainda que involuntariamente. O que cabe a cada um de nós, então, é procurar resolver mal-entendidos, chateações e mágoas com os recursos disponíveis do diálogo, do entendimento, da desculpa e do perdão, pois todos sofremos mágoas e também magoamos. Voluntária ou involuntariamente, estaremos sempre agradando a uns e desagradando a outros, o que faz parte dos aprendizados terrenos. Ao pensar assim, começamos a considerar uma grande perda de tempo e um sofrimento dispensável o armazenamento de sentimentos como a mágoa ou a raiva no coração” – diz Benedita.
Dividido em 11 capítulos, o livro aborda questões bem variadas, chegando, até mesmo, a dar algumas oportunas sugestões àqueles que pretendem contratar alguém para exercer uma função dentro do lar. “Converse um pouco com o candidato, antes de contratá-lo e sonde a respeito dos seus sentimentos: sobre família, hábitos sociais – se lhe for importante, veja se tem hábitos alcoólicos, se fuma ou se usa outras drogas –, sobre sua fé religiosa ou não. Com certeza, você não conseguirá conhecer essa pessoa integralmente numa entrevista tão rápida, mas formará ideias gerais que se irão ampliando e aprimorando com a convivência, no caso de ser aceita essa criatura como sua cooperadora doméstica. Pelo menos, você poderá ajuizar quanto à necessidade de tomar certas providências em casa que evitem desagradáveis surpresas” – diz.
“Complicadores da vida moderna”, “Não se torne máquina”, “Gratidão aos pais”, “Os velhos pais como fardos”, “Não sonhe os sonhos que pertencem aos seus filhos”, “Com harmonia na fala”, “Faça amigos onde esteja”, “Deuses e santos”, “Somos espíritos”, “Influências espirituais”, “Para aprender a ser bom”, “Trabalhe com alegria”, “A oração”, “Interpretação equívoca da humildade”, “Sua influência sobre outras pessoas”, “Fale de Deus a seus filhos”, “Ciúme”, “Doença”, “Morte”, “Abandono” e “Suicídio” são mais alguns dos temas abordados no livro, que tem 166 páginas e formato 14x21cm.
Pedidos diretamente para a Editora Frater: Rua Passo da Pátria, 38 – São Domingos – CEP 24210-240 Niterói, RJ – telefone (21) 2620-9824, correio eletrônico vendas@editorafrater.com.br e página www.editorafrater.com.br. Preço: R$26,00.
Não se corrompa; não crie problemas para remorsos depois; leia bons livros; cultive boa música, artes ou esportes. Viva em contato mais amplo com a natureza.
Alimente-se e beba o que lhe convenha à saúde, sem guardar remorsos. Você verá que, com essa pauta de comportamentos levada a sério, será muito difícil não encontrar em seus amigos outras pessoas que cultivem os mesmos bons ideais e que estejam dispostas a estreitar laços e se tornarem suas amigas.”
Estas e muitas outras orientações para uma vida mais feliz na Terra podem ser encontradas no recém-lançado “Ações corajosas para viver em paz”, de autoria da benfeitora espiritual Benedita Maria, a saudosa mãe do médium José Raul Teixeira, psicógrafo deste trabalho.
Publicado pela Editora Fráter, o livro guarda, realmente, lições de grande beleza, como se pode igualmente observar quando a autora aconselha o leitor a não alimentar mágoas. “Ninguém há no planeta que não se aborreça quando recebe dos outros o que não gostaria de receber; contudo, também não há ninguém que, com seu modo de ser, de falar e de agir, não cause aborrecimentos e mágoas em outras pessoas, ainda que involuntariamente. O que cabe a cada um de nós, então, é procurar resolver mal-entendidos, chateações e mágoas com os recursos disponíveis do diálogo, do entendimento, da desculpa e do perdão, pois todos sofremos mágoas e também magoamos. Voluntária ou involuntariamente, estaremos sempre agradando a uns e desagradando a outros, o que faz parte dos aprendizados terrenos. Ao pensar assim, começamos a considerar uma grande perda de tempo e um sofrimento dispensável o armazenamento de sentimentos como a mágoa ou a raiva no coração” – diz Benedita.
Dividido em 11 capítulos, o livro aborda questões bem variadas, chegando, até mesmo, a dar algumas oportunas sugestões àqueles que pretendem contratar alguém para exercer uma função dentro do lar. “Converse um pouco com o candidato, antes de contratá-lo e sonde a respeito dos seus sentimentos: sobre família, hábitos sociais – se lhe for importante, veja se tem hábitos alcoólicos, se fuma ou se usa outras drogas –, sobre sua fé religiosa ou não. Com certeza, você não conseguirá conhecer essa pessoa integralmente numa entrevista tão rápida, mas formará ideias gerais que se irão ampliando e aprimorando com a convivência, no caso de ser aceita essa criatura como sua cooperadora doméstica. Pelo menos, você poderá ajuizar quanto à necessidade de tomar certas providências em casa que evitem desagradáveis surpresas” – diz.
“Complicadores da vida moderna”, “Não se torne máquina”, “Gratidão aos pais”, “Os velhos pais como fardos”, “Não sonhe os sonhos que pertencem aos seus filhos”, “Com harmonia na fala”, “Faça amigos onde esteja”, “Deuses e santos”, “Somos espíritos”, “Influências espirituais”, “Para aprender a ser bom”, “Trabalhe com alegria”, “A oração”, “Interpretação equívoca da humildade”, “Sua influência sobre outras pessoas”, “Fale de Deus a seus filhos”, “Ciúme”, “Doença”, “Morte”, “Abandono” e “Suicídio” são mais alguns dos temas abordados no livro, que tem 166 páginas e formato 14x21cm.
Pedidos diretamente para a Editora Frater: Rua Passo da Pátria, 38 – São Domingos – CEP 24210-240 Niterói, RJ – telefone (21) 2620-9824, correio eletrônico vendas@editorafrater.com.br e página www.editorafrater.com.br. Preço: R$26,00.
SOLIDARIEDADE, MESMO ENTRE LÁGRIMAS
Mesmo nos momentos de grande dor é possível ter um gesto de solidariedade.
É o que mostrou Dona Rita, da cidade paulista de Araraquara. Ela é mãe de um rapaz de apenas 18 anos, que teve morte cerebral.
“Vi meu filho passando naquela maca, foi muito triste para mim. Ele já estava morto ali. Foi então que decidi doar os órgãos dele” – contou ela ao programa “Fantástico”, da Rede Globo, que apresentou em 19 de abril o segundo episódio da série “Transplante – o dom da vida”, mostrando a problemática dos transplantes no Brasil.
Assim como Dona Rita, muitas outras pessoas, sensibilizadas com o drama de quem aguarda na longa fila de transplantes, se decidiram por esse gesto de amor. A comprovação é que três dias depois que a primeira reportagem foi ao ar, quatro doações foram registradas no Sul do país, e na semana seguinte, sete.
“Muito mais do que o esperado, nos três primeiros meses deste ano Santa Catarina registrou um total de 15 doações” – conta a jovem Luciana Osório, produtora da série, que é apresentada pelo conceituado médico Drauzio Varella e fruto de 14 meses de trabalho árduo.
A respeito do assunto, vale recordar a página “Caridade”, do benfeitor espiritual José Silvério Horta, parte do livro “Instruções psicofônicas” (ed. FEB), recebido por Francisco Cândido Xavier:
“Guardemos caridade para com todos aqueles que nos rodeiam... Para com os felizes que não sabem medir a própria ventura e para com os infortunados que não podem ainda compreender o valor da provação que os vergasta, para com jovens e velhos, crianças e doentes, amigos e adversários!...
Cultivemo-la em toda parte... Caridade que saiba renunciar a favor de outrem, que se cale ajudando em silêncio, e que se humilhe, sobretudo, a fim de que o desespero não domine os corações que pretendemos amar...
Todos na Terra suspiram pelo melhor.
A mulher que vedes, excessivamente adornada, muita vez traz o coração chagado de angústia.
O homem que surge, assinalado pela riqueza terrestre, quase sempre é portador de um vulcão no crânio entontecido.
A juventude espera orientação, a velhice pede amparo.
Onde estiverdes, não condeneis!
O lodo da miséria nasce no charco da ignorância em cujos laços viscosos a leviandade ainda se enleia.
Nós, porém, que já conhecemos a lição do Senhor, quinhoados que fomos por sua bênção, podemos abreviar o caminho para a grande libertação, desde que a caridade brilhe conosco, dissipando a sombra e lenindo o sofrimento.
É assim que vos concitamos à mais intensa procura do Cristo para que o Cristo esteja em nós, de vez que somente no Espírito Divino de Jesus é que conseguiremos vencer a dominação das trevas, estendendo no mundo o império silencioso da caridade, por vitoriosa luz do Céu.”
SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES
Boletim Semanal editado pelo Lar Fabiano de Cristo
Internet: http://www.lfc.org.br/sei
boletimsei@gmail.com
Sábado, 2/5/2009 – no 2144
É o que mostrou Dona Rita, da cidade paulista de Araraquara. Ela é mãe de um rapaz de apenas 18 anos, que teve morte cerebral.
“Vi meu filho passando naquela maca, foi muito triste para mim. Ele já estava morto ali. Foi então que decidi doar os órgãos dele” – contou ela ao programa “Fantástico”, da Rede Globo, que apresentou em 19 de abril o segundo episódio da série “Transplante – o dom da vida”, mostrando a problemática dos transplantes no Brasil.
Assim como Dona Rita, muitas outras pessoas, sensibilizadas com o drama de quem aguarda na longa fila de transplantes, se decidiram por esse gesto de amor. A comprovação é que três dias depois que a primeira reportagem foi ao ar, quatro doações foram registradas no Sul do país, e na semana seguinte, sete.
“Muito mais do que o esperado, nos três primeiros meses deste ano Santa Catarina registrou um total de 15 doações” – conta a jovem Luciana Osório, produtora da série, que é apresentada pelo conceituado médico Drauzio Varella e fruto de 14 meses de trabalho árduo.
A respeito do assunto, vale recordar a página “Caridade”, do benfeitor espiritual José Silvério Horta, parte do livro “Instruções psicofônicas” (ed. FEB), recebido por Francisco Cândido Xavier:
“Guardemos caridade para com todos aqueles que nos rodeiam... Para com os felizes que não sabem medir a própria ventura e para com os infortunados que não podem ainda compreender o valor da provação que os vergasta, para com jovens e velhos, crianças e doentes, amigos e adversários!...
Cultivemo-la em toda parte... Caridade que saiba renunciar a favor de outrem, que se cale ajudando em silêncio, e que se humilhe, sobretudo, a fim de que o desespero não domine os corações que pretendemos amar...
Todos na Terra suspiram pelo melhor.
A mulher que vedes, excessivamente adornada, muita vez traz o coração chagado de angústia.
O homem que surge, assinalado pela riqueza terrestre, quase sempre é portador de um vulcão no crânio entontecido.
A juventude espera orientação, a velhice pede amparo.
Onde estiverdes, não condeneis!
O lodo da miséria nasce no charco da ignorância em cujos laços viscosos a leviandade ainda se enleia.
Nós, porém, que já conhecemos a lição do Senhor, quinhoados que fomos por sua bênção, podemos abreviar o caminho para a grande libertação, desde que a caridade brilhe conosco, dissipando a sombra e lenindo o sofrimento.
É assim que vos concitamos à mais intensa procura do Cristo para que o Cristo esteja em nós, de vez que somente no Espírito Divino de Jesus é que conseguiremos vencer a dominação das trevas, estendendo no mundo o império silencioso da caridade, por vitoriosa luz do Céu.”
SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES
Boletim Semanal editado pelo Lar Fabiano de Cristo
Internet: http://www.lfc.org.br/sei
boletimsei@gmail.com
Sábado, 2/5/2009 – no 2144
81 – O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

– ALLAN KARDEC
CAPÍTULO IX: BEM-AVENTURADOS OS MANSOS E PACÍFICOS
INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS - ITEM 8: OBEDIÊNCIA E RESIGNAÇÃO
Novamente, neste capítulo, a mensagem é de Lázaro, irmão de Marta e Maria, que foi “ressuscitado” por Jesus, conforme consta em João, XI: 1 a 46.
“A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração.”
Assim afirma o autor, na explicação de que obediência e resignação não são a negação da vontade e do sentimento. Ao contrário, são virtudes que se expressam em ações muito ativas e difíceis para a maioria dos homens, porque refletem uma confiança plena em Deus e em suas leis.
A obediência e a resignação cristãs, para assim serem qualificadas, devem ter o aval da razão e da sensibilidade, através de raciocínios que as tornem compreensivas, demonstrando seu valor e sua necessidade ao viver do homem na Terra e ao seu viver eterno.
“Ambas são forças ativas, porque levam o fardo das provas que a revolta insensata deixa cair. O poltrão não pode ser resignado, assim como o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes. Jesus foi a encarnação dessas virtudes...”.
Obedecer e resignar-se são atos e ações de quem age segundo a vontade de alguém, submetendo-se a ela. O cristão se submete ás leis divinas, porque confia no seu Criador.
Na obediência e resignação cristãs, segundo o espiritismo, o homem de hoje esforça-se para entender as leis morais, trazidas por Jesus, pelo consentimento da razão e da sensibilidade, compreendendo serem essas ações morais necessárias para um viver produtivo em ações nobres, de transformações internas e de progresso espiritual.
A obediência e a resignação, por medo ou ignorância, sem compreensão, apenas pela “autoridade” de quem as exige, cada vez mais, escasseiam, porque hoje o homem quer compreender antes de aceitar, ou acreditar.
Jesus não renasceria na Terra, para agir com seus irmãos imperfeitos, usando os mesmos métodos usados pelos poderosos da Terra, ou seja, exigindo, pela força ou pelo temor, a obediência e a resignação às leis divinas.
Não, ele veio trazer as leis morais, indispensáveis ao progresso moral da humanidade da Terra, que devem primeiro, se desenvolver na mente e no coração de cada Espírito, encarnado ou desencarnado, pela vontade de cada um.
Quando a influência desses seus seguidores for maior do que a dos que as repelem, a Terra se tornará um mundo sem tormentos e angústias, possibilitando um viver agradável, prazeroso, com muito mais facilidades para o progresso no bem, pelo bem e para o bem.
Assim, aquele que, entendendo que as causas das dores e sofrimentos da Terra estão dentro dos homens, que as ações externas, as situações e os acontecimentos, apenas estimulam reações oriundas do íntimo de cada um, esforça-se pela aceitação dos mesmos, resigna-se, isto é, não reclama, não se revolta, não se desespera, porque sabe que esses males são necessários ao seu progresso espiritual.
Procura, então, com serenidade e confiança, a libertação dos mesmos, com a certeza de que esses sofrimentos lhe trarão benefícios, alguns já percebidos durante os mesmos, e que, esses bens não viriam de outra forma, por causa de sua própria rebeldia.
O autor usa, à vezes de uma linguagem dura, “o chicotearemos e forçaremos a sua vontade rebelde, com o duplo esforço do freio e da espora”, que devemos entender como metáforas e não como ações reais desses guias da humanidade. Refere-se, ele, à lei de causa e efeito, que dá a cada um o resultado do que fez, provocando que “toda resistência orgulhosa deverá ceder, cedo ou tarde. Mas, bem-aventurados os que são mansos, porque darão ouvidos dóceis aos ensinamentos.”
Bibliografia:
KARDEC, Allan - “O Evangelho Segundo o Espiritismo”
Leda de Almeida Rezende Ebner
Fevereiro / 2008
O LIVRO DOS MÉDIUNS ESTUDO 19
SEGUNDA PARTE
DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS
CAPITULO 1
AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE A MATÉRIA
Estudo 19: item 57
- Formação do Perispírito
No estudo 18 vimos que, tudo o que existe no Universo criado por Deus, não sendo Espírito, é Fluido Cósmico Universal, a matéria elementar primitiva.
Apresenta-se em estados que vão da imponderabilidade (eterização) até a condensação (materialização) e, nas suas modificações e transformações, produz a inumerável variedade de matéria na Natureza. Em estado rarefeito, difunde-se pelos espaços interplanetários e penetra os corpos, como um oceano imenso em que tudo e todos no Universo estão mergulhados.
A matéria do mundo espiritual e a sua atmosfera são constituídas de fluidos (num dos estados do Fluido Cósmico Universal), denominados fluidos espirituais apenas por comparação, por estarem relacionados aos Espíritos.
Na atmosfera fluídica se passam os fenômenos especiais que os Espíritos desencarnados percebem, mas escapam aos nossos sentidos físicos. E dela, os Espíritos extraem todos os materiais sobre que operam, inclusive para formar o seu perispírito.
Allan Kardec em A Gênese, cap. XIV, ao estudar a formação do perispírito, explica:
Item 7 - O perispírito, ou corpo fluídico dos Espíritos, é um dos mais importantes produtos do fluido cósmico; é uma condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência ou “alma”. Vimos também que o corpo carnal tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível. No perispírito, a transformação molecular se opera diferentemente, porquanto o fluido conserva a sua imponderabilidade e suas qualidades etéreas. O corpo perispirítico e o corpo carnal têm, pois, origem no mesmo elemento primitivo; ambos são matéria ainda que em dois estados diferentes. (A Gênese, cap. XIV, item 2)
Item 8 - Do meio onde se encontra é que o Espírito extrai o seu perispírito, isto é, esse envoltório, ele o forma dos fluidos ambientes. Resulta daí que os elementos constitutivos do perispírito, naturalmente variam conforme os mundos.
item 9 - A natureza do corpo fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito, isto é, os Espíritos inferiores não podem mudar de perispírito conforme queiram, e não podem passar, à vontade, de um mundo para outro.
Alguns há, portanto, que apesar do envoltório fluídico etéreo e imponderável com relação à matéria tangível, não podem sair do meio que lhes é próprio, com o qual se afinizam.
Os Espíritos superiores, ao contrário, podem vir aos mundos inferiores, e, até mesmo, encarnar neles. Tiram dos elementos constitutivos do mundo onde se encontram, os materiais para a formação do envoltório fluídico ou carnal apropriado ao meio em que se encontrem
Item 10 - A camada de fluidos espirituais que cerca a Terra se pode comparar às camadas inferiores da atmosfera, mais pesadas, mais compactas, menos puras, do que as camadas superiores. Não são homogêneos esses fluidos; são uma mistura de moléculas de diversas qualidades, entre as quais necessariamente se encontram as moléculas elementares que lhe formam a base, porém mais ou menos alteradas. Os efeitos que esses fluidos produzem estarão na razão da soma das partes puras que eles encerram. Tal, por comparação, o álcool retificado, ou misturado, em diferentes proporções, com água ou outras substâncias: seu peso específico aumenta, por efeito dessa mistura, ao mesmo tempo em que a sua força e inflamabilidade diminuem, embora no todo continue a haver álcool puro.
Os Espíritos chamados a viver naquele meio tiram dele seus perispíritos; porém, conforme seja mais ou menos depurado o Espírito, seu perispírito se formará das partes mais grosseiras ou mais puras do fluido peculiar ao mundo onde ele encarna. O Espírito produz aí, sempre por comparação e não por assimilação, o efeito de um reativo químico que atrai a si as moléculas que sua natureza pode assimilar.
Resulta disso este fato importante: a constituição íntima do perispírito não é idêntica em todos os Espíritos encarnados ou desencarnados que povoam a Terra ou o espaço que a circunda. O mesmo já não se dá com o corpo carnal, que, como foi demonstrado, é constituído dos mesmos elementos, qualquer que seja a superioridade ou inferioridade do Espírito. Por isso, em todos, são os mesmos os efeitos que o corpo produz, semelhantes às necessidades, ao passo que diferem em tudo quanto ao perispírito.
Também resulta que: o envoltório perispirítico de um Espírito se modifica com o progresso moral que este realiza em cada encarnação, embora ele encarne no mesmo meio; que os Espíritos superiores encarnando excepcionalmente, em missão, num mundo inferior, tem perispírito menos grosseiro do que os indígenas desse mundo
Podemos então concluir com Kardec, que o meio está sempre em relação com a natureza dos seres que têm de nele viver: os peixes na água; os seres terrestres no ar; os seres espirituais no fluido espiritual ou etéreo mesmo que estejam na Terra. O fluido etéreo está para as necessidades do Espírito, como a atmosfera para as dos encarnados.
Assim, tudo no Universo se liga tudo se encadeia; tudo se acha submetido à grande e harmoniosa lei de unidade, desde a mais compacta materialidade, até a mais pura espiritualidade.
Em nosso próximo estudo, veremos as propriedades do Perispírito.
BIBLIOGRAFIA
KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap. I
KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos: ed. especial São Paulo: EME, 1997 - Cap. I, IV – Perispírito
KARDEC, Allan - A Gênese: 26.ed.Brasília: FEB,1984 - cap XIV
Elisabeth Maciel / Tereza Cristina D’Alessandro
Fevereiro / 2003
DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS
CAPITULO 1
AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE A MATÉRIA
Estudo 19: item 57
- Formação do Perispírito
No estudo 18 vimos que, tudo o que existe no Universo criado por Deus, não sendo Espírito, é Fluido Cósmico Universal, a matéria elementar primitiva.
Apresenta-se em estados que vão da imponderabilidade (eterização) até a condensação (materialização) e, nas suas modificações e transformações, produz a inumerável variedade de matéria na Natureza. Em estado rarefeito, difunde-se pelos espaços interplanetários e penetra os corpos, como um oceano imenso em que tudo e todos no Universo estão mergulhados.
A matéria do mundo espiritual e a sua atmosfera são constituídas de fluidos (num dos estados do Fluido Cósmico Universal), denominados fluidos espirituais apenas por comparação, por estarem relacionados aos Espíritos.
Na atmosfera fluídica se passam os fenômenos especiais que os Espíritos desencarnados percebem, mas escapam aos nossos sentidos físicos. E dela, os Espíritos extraem todos os materiais sobre que operam, inclusive para formar o seu perispírito.
Allan Kardec em A Gênese, cap. XIV, ao estudar a formação do perispírito, explica:
Item 7 - O perispírito, ou corpo fluídico dos Espíritos, é um dos mais importantes produtos do fluido cósmico; é uma condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência ou “alma”. Vimos também que o corpo carnal tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível. No perispírito, a transformação molecular se opera diferentemente, porquanto o fluido conserva a sua imponderabilidade e suas qualidades etéreas. O corpo perispirítico e o corpo carnal têm, pois, origem no mesmo elemento primitivo; ambos são matéria ainda que em dois estados diferentes. (A Gênese, cap. XIV, item 2)
Item 8 - Do meio onde se encontra é que o Espírito extrai o seu perispírito, isto é, esse envoltório, ele o forma dos fluidos ambientes. Resulta daí que os elementos constitutivos do perispírito, naturalmente variam conforme os mundos.
item 9 - A natureza do corpo fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito, isto é, os Espíritos inferiores não podem mudar de perispírito conforme queiram, e não podem passar, à vontade, de um mundo para outro.
Alguns há, portanto, que apesar do envoltório fluídico etéreo e imponderável com relação à matéria tangível, não podem sair do meio que lhes é próprio, com o qual se afinizam.
Os Espíritos superiores, ao contrário, podem vir aos mundos inferiores, e, até mesmo, encarnar neles. Tiram dos elementos constitutivos do mundo onde se encontram, os materiais para a formação do envoltório fluídico ou carnal apropriado ao meio em que se encontrem
Item 10 - A camada de fluidos espirituais que cerca a Terra se pode comparar às camadas inferiores da atmosfera, mais pesadas, mais compactas, menos puras, do que as camadas superiores. Não são homogêneos esses fluidos; são uma mistura de moléculas de diversas qualidades, entre as quais necessariamente se encontram as moléculas elementares que lhe formam a base, porém mais ou menos alteradas. Os efeitos que esses fluidos produzem estarão na razão da soma das partes puras que eles encerram. Tal, por comparação, o álcool retificado, ou misturado, em diferentes proporções, com água ou outras substâncias: seu peso específico aumenta, por efeito dessa mistura, ao mesmo tempo em que a sua força e inflamabilidade diminuem, embora no todo continue a haver álcool puro.
Os Espíritos chamados a viver naquele meio tiram dele seus perispíritos; porém, conforme seja mais ou menos depurado o Espírito, seu perispírito se formará das partes mais grosseiras ou mais puras do fluido peculiar ao mundo onde ele encarna. O Espírito produz aí, sempre por comparação e não por assimilação, o efeito de um reativo químico que atrai a si as moléculas que sua natureza pode assimilar.
Resulta disso este fato importante: a constituição íntima do perispírito não é idêntica em todos os Espíritos encarnados ou desencarnados que povoam a Terra ou o espaço que a circunda. O mesmo já não se dá com o corpo carnal, que, como foi demonstrado, é constituído dos mesmos elementos, qualquer que seja a superioridade ou inferioridade do Espírito. Por isso, em todos, são os mesmos os efeitos que o corpo produz, semelhantes às necessidades, ao passo que diferem em tudo quanto ao perispírito.
Também resulta que: o envoltório perispirítico de um Espírito se modifica com o progresso moral que este realiza em cada encarnação, embora ele encarne no mesmo meio; que os Espíritos superiores encarnando excepcionalmente, em missão, num mundo inferior, tem perispírito menos grosseiro do que os indígenas desse mundo
Podemos então concluir com Kardec, que o meio está sempre em relação com a natureza dos seres que têm de nele viver: os peixes na água; os seres terrestres no ar; os seres espirituais no fluido espiritual ou etéreo mesmo que estejam na Terra. O fluido etéreo está para as necessidades do Espírito, como a atmosfera para as dos encarnados.
Assim, tudo no Universo se liga tudo se encadeia; tudo se acha submetido à grande e harmoniosa lei de unidade, desde a mais compacta materialidade, até a mais pura espiritualidade.
Em nosso próximo estudo, veremos as propriedades do Perispírito.
BIBLIOGRAFIA
KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap. I
KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos: ed. especial São Paulo: EME, 1997 - Cap. I, IV – Perispírito
KARDEC, Allan - A Gênese: 26.ed.Brasília: FEB,1984 - cap XIV
Elisabeth Maciel / Tereza Cristina D’Alessandro
Fevereiro / 2003
O Livro dos Espíritos Estudo 12
(Segundo o ensinamento dos Espíritos Superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec.)
Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita
Objetivo da Comunicação dos Espíritos
Desenvolvimento da Psicografia
Nesse trabalho encadeador da busca na pesquisa de tantas mentes que se acumpliciam no tempo e no espaço, Allan Kardec vai se destacar liderando grandiosa tarefa, diante da qual se incumbe e desempenha com disposição e coragem inquebrantável. Tem em todos os momentos, a certeza plena, a consciência da sua posição como coordenador de um movimento; jamais de seu criador.
Apaga-se, abdica do próprio nome a favor de um pseudônimo, para que a obra surja como planejada - "... uma Doutrina formulada pelos Espíritos e transmitida aos Homens pelos Espíritos, contida numa obra que fez questão de intitular "O Livro dos Espíritos".
A Allan Kardec cabe a iniciativa, a forma de apresentação. Os Espíritos não lhe ofereciam a obra pronta, acabada. Em liberdade total elabora perguntas, "... concebe não a essência do trabalho"..., mas o plano geral para apresentação aos homens, num diálogo onde este busca aprender com os irmãos mais adiantados novas dimensões da Verdade.
Nesse sentido, toda proposta aí contida, apresenta-se em compacto, onde ao estudioso abrem-se aspectos que se desdobram em detalhes todos necessários ao nosso conhecimento para que melhor entendendo o fato em si, mais e mais percebamos o que esse conhecer propõe a cada um.
Essa prudência, essa busca do caráter especial, o não se ater ao fato em si, a busca para identificar a vontade que move o fenômeno mais uma vez, encontramos em Allan Kardec.
No ano de 1856, dia 24 de março, estando o professor a escrever sobre os Espíritos ("O Livro dos Espíritos ficará pronto ao final de 1856 aguardando revisão dos Espíritos) e suas manifestações ouviu de súbito, pancadas estranhas. Era noite e durante quatro horas seguidas prosseguiram constituindo-se a primeira experiência pessoal com o fato. Conta o professor que buscou, eliminou, todas as causas acidentais. Nada descobriu. Retomava os estudos, os ruídos recomeçavam. Sem identificação, recolhe-se ao repouso da noite.
No dia seguinte, na sessão com as meninas Baudin pergunta, ao Espírito que se comunicava, o por que, qual a causa das batidas e recebe como resposta:
• "Era o teu Espírito familiar que te desejava falar."
• "Que queria de mim?"
• "Ele está aqui, pergunta-lhe"
"Tendo-o interrogado, aquele Espírito se deu a conhecer sob um nome alegórico (Vem, a saber, depois, por outros Espíritos, que pertence a uma categoria muito elevada e que desempenhou na Terra importante papel). Apontou erros em meu trabalho, indicando-me as linhas onde se encontravam; deu-me úteis e sábios conselhos, acrescentando que estaria sempre comigo, atenderia meu chamado todas as vezes que o quisesse interrogar. A partir de então, com efeito, esse Espírito nunca mais me abandonou. Dele recebi muitas provas de grande superioridade e sua intervenção benévola e eficaz me foi manifesta, assim nos assuntos da vida material, como no tocante às questões metafísicas. Desde a nossa primeira entrevista, as pancadas cessaram. De fato, que desejava ele? Pôr-se em comunicação regular comigo; para isso, precisava de me avisar. Dado e explicado o aviso, estabelecidas as relações regulares, as pancadas se tornaram inúteis. Daí o cessarem. O tambor deixa de tocar, para despertar os soldados, logo que estes se acham todos de pé".
No relato textual do Codificador, vamos encontrá-lo convivendo com o fenômeno, pondo em prática os meios necessários para constatá-lo ou não, num tempo onde todo um trabalho se iniciava.
O primeiro contato do professor com o "sobrenatural" havia sido com as mesas; agora novamente eles retornam para indicar erros no trabalho, alertar, comentar pois que se constituía em verdadeira missão; dos perigos e problemas que encontraria, da liberdade em aceitar ou não, e, caso largasse, desanimasse, não se achasse em condições para enfrentar a luta contínua "...com sacrifício de teu repouso, da tua tranqüilidade, da tua saúde e até da tua vida"..., outro o substituiria e recebendo a belíssima resposta:
"... agradeço seus sábios conselhos. Aceito sem restrições e sem idéia preconcebida"... - profundamente emocionado, cheio de humildade orou:
"Senhor! Pois que te dignaste lançar os olhos sobre mim para cumprimento dos teus desígnios, faça-se a tua vontade. Está nas tuas mãos a minha vida; dispõe do teu servo. Reconheço a minha fraqueza diante de tão grande tarefa; a minha vontade não desfalecerá; as forças, porém, talvez me traiam. Supre a minha deficiência; dá-me as forças físicas e morais que me forem necessárias. Ampara-me nos momentos difíceis e com teu auxílio e dos teus celestes mensageiros, tudo farei para corresponder aos teus desígnios".
Desse modo; em seqüência a todas essas reflexões, podemos mais embasados nos ater à psicografia.
Psicografia - escrita do Espírito pela mão do médium.
Psicógrafo - especialista em psicografia. O médium que escreve por sugestão ou ação dos Espíritos.
Psicografar - redigir o que é ditado pelos Espíritos Dicionário Aurélio
Face a um amplo campo aberto para as comunicações entre desencarnados e encarnados, percebeu-se claramente que as formas usuais na tiptologia (comunicação através de batidas, pancadas) ou outras convenções estabelecidas para letras e números, tornava-se cansativa, lenta, improdutiva.
A chamada psicografia indireta, caracterizada mediante o uso de pequenos objetos (estudo anterior) pranchetas ou cestas munidos de um lápis, apresentava também dificuldades: as vezes, os traços se apresentavam insignificantes, tornando a escrita ilegível. Outras palavras vinham grafadas sem separações, como por exemplo: a posição moral do médium representará, cabendo depois todo um trabalho de decifrar, ou melhor, separar as palavras.
Recorde-se que o médium deveria apoiar delicadamente os dedos na borda da cesta ou prancheta. Só após isso o lápis iniciava a escrita. Esse médium não atuava só. Auxiliavam-no outros operadores, não dotados da faculdade mediúnica, com a função de manter o equilíbrio da mesma, diminuindo a fadiga do médium etc. etc..
No decorrer dos tempos houve, sem dúvida, progressos: a escrita tornou-se mais legível; as palavras já se apresentavam separadas; as linhas sucediam-se paralelas, com parágrafos e pontuações próprios da escrita comum.
Através desse meio, muitas dissertações, importantes conteúdos foram obtidos e davam sinais inequívocos da inteligência que ali atuava.
Ressaltada essa necessidade do médium colocar os dedos sobre a prancheta poder-se-ia duvidar da legitimidade das comunicações, acusando-se o médium de grafar, ele próprio as letras ou palavras. Daí a necessidade de se refletir que:
• A simples imposição dos dedos na borda da cesta, tábua etc., torna impossível imprimir direção certa ao lápis, grafando os detalhes das letras.
• Isso se torna mais difícil ainda, quando se recorda que o médium não atuava só, mas em companhia de mais duas ou três pessoas que também tocavam a cesta.
Ao admitir-se que as comunicações eram forjadas, teríamos que aceitar:
• Concordância perfeita entre os movimentos de todos;
• Concordância plena dos pensamentos para que pudessem entender-se não só sobre a resposta a ser oferecida, como às palavras que seriam usadas.
Outros fatos convêm serem lembrados, pois afirmam essa dificuldade de interferência do médium:
• Mudança radical da letra, segundo o Espírito que se manifesta; a retomada de sua característica a um Espírito que voltava, prosseguindo uma comunicação já iniciada.
• A natureza das respostas, principalmente quando abordavam assuntos científicos, filosóficos ou notoriamente fora do conhecimento e alcance intelectual do médium.
• Muitas vezes, a questão era proposta - escrita ou mentalmente - em língua estranha ao médium que grafava a resposta no mesmo idioma da pergunta.
• a prancheta enfim, outras vezes, escreverá espontaneamente, sem nenhuma questão sugerida, discorrendo sobre assunto inesperado, com precisão, lógica e coerência.
Bibliografia
• Allan Kardec - "O Livro dos Espíritos" - Introdução - q. 876 comentário
• Allan Kardec - "O Livro dos Médiuns" - cap. IV - XIV - X - XVI - V
• Allan Kardec - "Revista Espírita" - novembro 1862 outubro e agosto 1859 fevereiro 1861 agosto 1868
• Allan Kardec - "Obras Póstumas" - 1ª parte - Questões e problemas 3º estudo
• J. Herculano Pires - "O Espírito e o Tempo" - cap. V
• Hermínio C. Miranda - "Nas Fronteiras do Além" - 1 a 4
• Hermínio C. Miranda - "Kardec as Irmãs Fox e outros"
Leda Marques Bighetti
Maio / 2002
Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita
Objetivo da Comunicação dos Espíritos
Desenvolvimento da Psicografia
Nesse trabalho encadeador da busca na pesquisa de tantas mentes que se acumpliciam no tempo e no espaço, Allan Kardec vai se destacar liderando grandiosa tarefa, diante da qual se incumbe e desempenha com disposição e coragem inquebrantável. Tem em todos os momentos, a certeza plena, a consciência da sua posição como coordenador de um movimento; jamais de seu criador.
Apaga-se, abdica do próprio nome a favor de um pseudônimo, para que a obra surja como planejada - "... uma Doutrina formulada pelos Espíritos e transmitida aos Homens pelos Espíritos, contida numa obra que fez questão de intitular "O Livro dos Espíritos".
A Allan Kardec cabe a iniciativa, a forma de apresentação. Os Espíritos não lhe ofereciam a obra pronta, acabada. Em liberdade total elabora perguntas, "... concebe não a essência do trabalho"..., mas o plano geral para apresentação aos homens, num diálogo onde este busca aprender com os irmãos mais adiantados novas dimensões da Verdade.
Nesse sentido, toda proposta aí contida, apresenta-se em compacto, onde ao estudioso abrem-se aspectos que se desdobram em detalhes todos necessários ao nosso conhecimento para que melhor entendendo o fato em si, mais e mais percebamos o que esse conhecer propõe a cada um.
Essa prudência, essa busca do caráter especial, o não se ater ao fato em si, a busca para identificar a vontade que move o fenômeno mais uma vez, encontramos em Allan Kardec.
No ano de 1856, dia 24 de março, estando o professor a escrever sobre os Espíritos ("O Livro dos Espíritos ficará pronto ao final de 1856 aguardando revisão dos Espíritos) e suas manifestações ouviu de súbito, pancadas estranhas. Era noite e durante quatro horas seguidas prosseguiram constituindo-se a primeira experiência pessoal com o fato. Conta o professor que buscou, eliminou, todas as causas acidentais. Nada descobriu. Retomava os estudos, os ruídos recomeçavam. Sem identificação, recolhe-se ao repouso da noite.
No dia seguinte, na sessão com as meninas Baudin pergunta, ao Espírito que se comunicava, o por que, qual a causa das batidas e recebe como resposta:
• "Era o teu Espírito familiar que te desejava falar."
• "Que queria de mim?"
• "Ele está aqui, pergunta-lhe"
"Tendo-o interrogado, aquele Espírito se deu a conhecer sob um nome alegórico (Vem, a saber, depois, por outros Espíritos, que pertence a uma categoria muito elevada e que desempenhou na Terra importante papel). Apontou erros em meu trabalho, indicando-me as linhas onde se encontravam; deu-me úteis e sábios conselhos, acrescentando que estaria sempre comigo, atenderia meu chamado todas as vezes que o quisesse interrogar. A partir de então, com efeito, esse Espírito nunca mais me abandonou. Dele recebi muitas provas de grande superioridade e sua intervenção benévola e eficaz me foi manifesta, assim nos assuntos da vida material, como no tocante às questões metafísicas. Desde a nossa primeira entrevista, as pancadas cessaram. De fato, que desejava ele? Pôr-se em comunicação regular comigo; para isso, precisava de me avisar. Dado e explicado o aviso, estabelecidas as relações regulares, as pancadas se tornaram inúteis. Daí o cessarem. O tambor deixa de tocar, para despertar os soldados, logo que estes se acham todos de pé".
No relato textual do Codificador, vamos encontrá-lo convivendo com o fenômeno, pondo em prática os meios necessários para constatá-lo ou não, num tempo onde todo um trabalho se iniciava.
O primeiro contato do professor com o "sobrenatural" havia sido com as mesas; agora novamente eles retornam para indicar erros no trabalho, alertar, comentar pois que se constituía em verdadeira missão; dos perigos e problemas que encontraria, da liberdade em aceitar ou não, e, caso largasse, desanimasse, não se achasse em condições para enfrentar a luta contínua "...com sacrifício de teu repouso, da tua tranqüilidade, da tua saúde e até da tua vida"..., outro o substituiria e recebendo a belíssima resposta:
"... agradeço seus sábios conselhos. Aceito sem restrições e sem idéia preconcebida"... - profundamente emocionado, cheio de humildade orou:
"Senhor! Pois que te dignaste lançar os olhos sobre mim para cumprimento dos teus desígnios, faça-se a tua vontade. Está nas tuas mãos a minha vida; dispõe do teu servo. Reconheço a minha fraqueza diante de tão grande tarefa; a minha vontade não desfalecerá; as forças, porém, talvez me traiam. Supre a minha deficiência; dá-me as forças físicas e morais que me forem necessárias. Ampara-me nos momentos difíceis e com teu auxílio e dos teus celestes mensageiros, tudo farei para corresponder aos teus desígnios".
Desse modo; em seqüência a todas essas reflexões, podemos mais embasados nos ater à psicografia.
Psicografia - escrita do Espírito pela mão do médium.
Psicógrafo - especialista em psicografia. O médium que escreve por sugestão ou ação dos Espíritos.
Psicografar - redigir o que é ditado pelos Espíritos Dicionário Aurélio
Face a um amplo campo aberto para as comunicações entre desencarnados e encarnados, percebeu-se claramente que as formas usuais na tiptologia (comunicação através de batidas, pancadas) ou outras convenções estabelecidas para letras e números, tornava-se cansativa, lenta, improdutiva.
A chamada psicografia indireta, caracterizada mediante o uso de pequenos objetos (estudo anterior) pranchetas ou cestas munidos de um lápis, apresentava também dificuldades: as vezes, os traços se apresentavam insignificantes, tornando a escrita ilegível. Outras palavras vinham grafadas sem separações, como por exemplo: a posição moral do médium representará, cabendo depois todo um trabalho de decifrar, ou melhor, separar as palavras.
Recorde-se que o médium deveria apoiar delicadamente os dedos na borda da cesta ou prancheta. Só após isso o lápis iniciava a escrita. Esse médium não atuava só. Auxiliavam-no outros operadores, não dotados da faculdade mediúnica, com a função de manter o equilíbrio da mesma, diminuindo a fadiga do médium etc. etc..
No decorrer dos tempos houve, sem dúvida, progressos: a escrita tornou-se mais legível; as palavras já se apresentavam separadas; as linhas sucediam-se paralelas, com parágrafos e pontuações próprios da escrita comum.
Através desse meio, muitas dissertações, importantes conteúdos foram obtidos e davam sinais inequívocos da inteligência que ali atuava.
Ressaltada essa necessidade do médium colocar os dedos sobre a prancheta poder-se-ia duvidar da legitimidade das comunicações, acusando-se o médium de grafar, ele próprio as letras ou palavras. Daí a necessidade de se refletir que:
• A simples imposição dos dedos na borda da cesta, tábua etc., torna impossível imprimir direção certa ao lápis, grafando os detalhes das letras.
• Isso se torna mais difícil ainda, quando se recorda que o médium não atuava só, mas em companhia de mais duas ou três pessoas que também tocavam a cesta.
Ao admitir-se que as comunicações eram forjadas, teríamos que aceitar:
• Concordância perfeita entre os movimentos de todos;
• Concordância plena dos pensamentos para que pudessem entender-se não só sobre a resposta a ser oferecida, como às palavras que seriam usadas.
Outros fatos convêm serem lembrados, pois afirmam essa dificuldade de interferência do médium:
• Mudança radical da letra, segundo o Espírito que se manifesta; a retomada de sua característica a um Espírito que voltava, prosseguindo uma comunicação já iniciada.
• A natureza das respostas, principalmente quando abordavam assuntos científicos, filosóficos ou notoriamente fora do conhecimento e alcance intelectual do médium.
• Muitas vezes, a questão era proposta - escrita ou mentalmente - em língua estranha ao médium que grafava a resposta no mesmo idioma da pergunta.
• a prancheta enfim, outras vezes, escreverá espontaneamente, sem nenhuma questão sugerida, discorrendo sobre assunto inesperado, com precisão, lógica e coerência.
Bibliografia
• Allan Kardec - "O Livro dos Espíritos" - Introdução - q. 876 comentário
• Allan Kardec - "O Livro dos Médiuns" - cap. IV - XIV - X - XVI - V
• Allan Kardec - "Revista Espírita" - novembro 1862 outubro e agosto 1859 fevereiro 1861 agosto 1868
• Allan Kardec - "Obras Póstumas" - 1ª parte - Questões e problemas 3º estudo
• J. Herculano Pires - "O Espírito e o Tempo" - cap. V
• Hermínio C. Miranda - "Nas Fronteiras do Além" - 1 a 4
• Hermínio C. Miranda - "Kardec as Irmãs Fox e outros"
Leda Marques Bighetti
Maio / 2002
PALAVRAS DA VIDA ETERNA - Estudo 23
LIVRO: PALAVRAS DE VIDA ETERNA
Emmanuel / F. C. Xavier
Lição n. 21 - "COMPREENDENDO”
“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro para que a
excelência do poder seja de Deus e não de nós"- Paulo.
(II Coríntios, 4:7)
Somente alcançaremos libertação, quando atingirmos plena luz
Na citação acima, Paulo se refere a tesouro para designar os dons que vem de Deus, que nós, os vasos de barro, recebemos como bençãos e meio de progresso para o Espírito imortal.
Sabendo disso, é preciso, tolerância construtiva para com a caminhada humana, porque as insinuações do mal tentam em toda parte, uma vez que ainda demoramos na realização parcial do bem. Fé, o conhecimento superior, dom de consolar, capacidade de servir, inteligência desenvolvida, etc., constituem os talentos colocados em nossas mãos, como instrumentos, para que trabalhando com eles possamos multiplicá-los cada vez mais, conforme o progresso moral e espiritual.
Não se espere perfeição para começar a servir, a trabalhar no bem, porque de outra forma, será impossível atingirmos os degraus mais altos da evolução.
Criados simples e ignorantes, isto é, desconhecedores da lei, cada Espírito traz em si em gérmen os dons de Deus, sua potencialidade em semente esperando pelo tratamento de cada um para que essa perfeição relativa aflore.
É a isso que Paulo se refere quando cita que "... temos esses tesouros”... Ele é intrínseco, faz parte do Espírito desde o instante da sua criação. A proposta de Emmanuel nesse sentido é exatamente para que percebamos que só com a transformação do "vaso de barro" é que o tesouro esplenderá.
Contra o desejo de alcançar a claridade, há milênios de sombra. Antepondo à mais humilde aspiração de crescer no bem, vigoram os séculos em que os comprazimentos no mal plenificavam.
É por isto que as tentações de todos os tipos, a cobiça, a vingança, a luxúria, encontram ainda facilidade de instalar-se no homem.
Todos convivem com a tribulação, dificuldades, perseguições, desânimo.
Compreendendo esses momentos como naturais, face ao passado estudado acima, não deve haver angústia, perda de ânimo, abatimento, uma vez que trazendo cada qual em si a potencialidade divina, se opere, se exteriorize a vida em plenitude no contínuo superar-se, dinamizando energias que sem esse entendimento permanecerão em descanso, sem ação.
"Não de espantes, assim, à frente do conflito da luz e das trevas em ti mesmo..."
"Segue a luz e acertarás o caminho".
"Riqueza mediúnica, fulgurações da inteligência, recursos geniais e consagração à virtude são tesouros do Senhor que, na feliz definição do Apóstolo Paulo, transportamos no vaso de barro de nossa profunda inferioridade, a fim de que saibamos reconhecer que todo amor, toda sabedoria, toda santificação, toda excelência e toda beleza da vida não nos pertencem de modo algum, mas sim à glória de Nossa Pai, a quem nos cabe obedecer e servir, hoje e sempre".
Bibliografia:
"Pão Nosso"- Emmanuel / F. C. Xavier - lição 101
Maria Aparecida Ferreira Lovo
Abril / 2003
Emmanuel / F. C. Xavier
Lição n. 21 - "COMPREENDENDO”
“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro para que a
excelência do poder seja de Deus e não de nós"- Paulo.
(II Coríntios, 4:7)
Somente alcançaremos libertação, quando atingirmos plena luz
Na citação acima, Paulo se refere a tesouro para designar os dons que vem de Deus, que nós, os vasos de barro, recebemos como bençãos e meio de progresso para o Espírito imortal.
Sabendo disso, é preciso, tolerância construtiva para com a caminhada humana, porque as insinuações do mal tentam em toda parte, uma vez que ainda demoramos na realização parcial do bem. Fé, o conhecimento superior, dom de consolar, capacidade de servir, inteligência desenvolvida, etc., constituem os talentos colocados em nossas mãos, como instrumentos, para que trabalhando com eles possamos multiplicá-los cada vez mais, conforme o progresso moral e espiritual.
Não se espere perfeição para começar a servir, a trabalhar no bem, porque de outra forma, será impossível atingirmos os degraus mais altos da evolução.
Criados simples e ignorantes, isto é, desconhecedores da lei, cada Espírito traz em si em gérmen os dons de Deus, sua potencialidade em semente esperando pelo tratamento de cada um para que essa perfeição relativa aflore.
É a isso que Paulo se refere quando cita que "... temos esses tesouros”... Ele é intrínseco, faz parte do Espírito desde o instante da sua criação. A proposta de Emmanuel nesse sentido é exatamente para que percebamos que só com a transformação do "vaso de barro" é que o tesouro esplenderá.
Contra o desejo de alcançar a claridade, há milênios de sombra. Antepondo à mais humilde aspiração de crescer no bem, vigoram os séculos em que os comprazimentos no mal plenificavam.
É por isto que as tentações de todos os tipos, a cobiça, a vingança, a luxúria, encontram ainda facilidade de instalar-se no homem.
Todos convivem com a tribulação, dificuldades, perseguições, desânimo.
Compreendendo esses momentos como naturais, face ao passado estudado acima, não deve haver angústia, perda de ânimo, abatimento, uma vez que trazendo cada qual em si a potencialidade divina, se opere, se exteriorize a vida em plenitude no contínuo superar-se, dinamizando energias que sem esse entendimento permanecerão em descanso, sem ação.
"Não de espantes, assim, à frente do conflito da luz e das trevas em ti mesmo..."
"Segue a luz e acertarás o caminho".
"Riqueza mediúnica, fulgurações da inteligência, recursos geniais e consagração à virtude são tesouros do Senhor que, na feliz definição do Apóstolo Paulo, transportamos no vaso de barro de nossa profunda inferioridade, a fim de que saibamos reconhecer que todo amor, toda sabedoria, toda santificação, toda excelência e toda beleza da vida não nos pertencem de modo algum, mas sim à glória de Nossa Pai, a quem nos cabe obedecer e servir, hoje e sempre".
Bibliografia:
"Pão Nosso"- Emmanuel / F. C. Xavier - lição 101
Maria Aparecida Ferreira Lovo
Abril / 2003
Estudo 22: O LIVRO DOS MÉDIUNS
SEGUNDA PARTE
DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS
CAPITULO VI
MANIFESTAÇÕES VISUAIS
Estudo 36 - Item 100 (itens 19 a 30) - Perguntas sobre as Aparições
Na seqüência de nossos estudos, percebemos que Allan Kardec trata das questões referentes à visão de Espíritos, sempre de forma objetiva, clara e científica, Vamos analisá-las, então.
19ª A visão dos Espíritos ocorre no estado normal ou somente durante o êxtase?
— Pode ocorrer em condições perfeitamente normais. Entretanto, as pessoas que os vêem estão quase sempre num estado especial, próximo do êxtase, estado que lhes dá uma espécie de dupla vista. (Ver O Livro dos Espíritos, n. 447).
20ª Os que vêem os Espíritos o fazem com os olhos?
— Assim o julgam; mas, na realidade, é a alma quem vê e a prova é que podem ver com os olhos.
21ª Como pode o Espírito tornar-se visível?
— O princípio é o mesmo de todas as manifestações, reside nas propriedades do perispírito, que pode sofrer diversas modificações, à vontade do Espírito.
22ª Pode o Espírito propriamente dito fazer-se visível, ou só o pode com o auxílio do perispírito?
— No estado material em que vos achais, só com o auxílio de seus invólucros semimateriais podem os Espíritos manifestar-se. Esse invólucro é o intermediário por meio do qual eles atuam sobre os vossos sentidos. Sob esse envoltório é que aparecem, às vezes, com uma forma humana, ou com outra qualquer, seja nos sonhos, seja no estado de vigília, assim em plena luz, como na obscuridade.
23ª Poderíamos dizer que é pela condensação do fluido do perispírito que o Espírito se torna visível?
—Condensação não é o termo. Essa palavra apenas pode ser usada para estabelecer uma comparação, que vos faculte compreender o fenômeno, porquanto não há realmente condensação. Pela combinação dos fluidos, o perispírito toma uma disposição especial, sem analogia para vós outros, disposição que o torna perceptível.
24ª Os Espíritos que aparecem são sempre inacessíveis ao tato e não podemos pegá-los?
— No estado normal de espíritos não podemos pegá-los, como não pegamos sonhos. Entretanto, podem impressionar nosso tato e deixar sinais de sua presença. Podem mesmo, em alguns casos, tornar-se momentaneamente tangíveis, o que prova a existência de matéria entre vós e eles.
25ª Todos são aptos a ver os Espíritos?
—Durante o sono, todos; em estado de vigília, não. Durante o sono, a alma vê sem intermediário; no estado de vigília, acha-se sempre mais ou menos influenciada pelos órgãos. Daí não serem totalmente idênticas as condições nos dois casos.
26ª Como podemos ver os Espíritos em estado de vigília?
—Depende da organização física. Reside na maior ou menor facilidade do fluido do vidente de se combinar com o do Espírito. Assim, não basta que o Espírito queira mostrar-se; é também necessário que a pessoa a quem se quer mostrar tenha aptidão para vê-lo.
a) Pode essa faculdade desenvolver-se pelo exercício?
—Pode, como todas as outras faculdades; mas, pertence ao número daquelas cujo desenvolvimento natural é melhor que o provocado, quando corremos o risco de superexcitar a imaginação. A visão geral e permanente dos Espíritos é excepcional e não pertence às condições normais do homem.
27ª Pode-se provocar a aparição dos Espíritos?
—Isso algumas vezes é possível, porém, muito raramente. A aparição é quase sempre espontânea. Para provocá-la é necessário que se possua uma faculdade especial.
28ª Podem os Espíritos tornar-se visíveis sob outra aparência que não a da forma humana?
—A humana é a forma normal. O Espírito pode variar-lhe a aparência, mas sempre com o tipo humano.
a) Não podem manifestar-se sob a forma de chama?
—Podem produzir chamas, clarões, como todos os outros efeitos, para atestar sua presença; mas, não são os próprios Espíritos que assim aparecem. A chama não passa muitas vezes de uma miragem ou de uma emanação do perispírito. Em todo caso é somente uma parte do perispírito, que só aparece inteiramente nas visões.
O Professor Herculano Pires, tradutor de O Livro dos Médiuns que utilizamos em nossos estudos, esclarece que o perispírito só aparece integral nas visões, compreendendo-se o termo visões como manifestações do Espírito em corpo inteiro. Nas outras formas de manifestação, ele apenas projeta as imagens que deseja, como no exemplo estudado a seguir.
29ª Que se deve pensar da crença que atribui os fogos-fátuos à presença de almas ou Espíritos?
—Superstição produzida pela ignorância. Bem conhecida é a causa física dos fogos-fátuos.
a) A chama azul que, segundo dizem, apareceu sobre a cabeça de Servius Tulius, na infância, foi real ou apenas uma lenda?
—Era real e produzida por um Espírito familiar, que desse modo dava um aviso à mãe do menino. Médium vidente, essa mãe percebeu uma irradiação do Espírito protetor de seu filho. Os médiuns videntes variam de grau no tocante à percepção, como os médiuns psicógrafos variam na escrita. Enquanto essa mãe via uma chama, outro médium poderia ver o próprio Espírito. (Servius Tullius foi o sexto rei de Roma, entre os anos de 578-574 a. C., e realizou grandes obras).
30ª Poderiam os Espíritos apresentar-se sob a forma de animais?
—Isso pode acontecer, mas são sempre Espíritos inferiores os que tomam essas aparências. Mas seriam sempre, em todos os casos, aparências passageiras, pois seria absurdo acreditar que um animal pudesse ser a encarnação de um Espírito. Os animais são sempre animais e nada mais que isso.
Nota de Allan Kardec: Somente a superstição pode fazer crer que certos animais são animados por Espíritos. É preciso uma imaginação muito complacente ou muito impressionável para ver algo de sobrenatural nas atitudes, às vezes, um pouco estranhas que eles tomam, mas o medo freqüentemente faz ver aquilo que não existe. Mas, não só no medo tem sua origem essa idéia. Conhecemos uma senhora, muito inteligente, que estimava demais um gato preto, porque acreditava ser ele de natureza superanimal. Entretanto, nunca ouvira falar de Espiritismo. Se o tivesse conhecido, compreenderia o ridículo da causa de sua predileção, pois a doutrina lhe provaria a impossibilidade dessa metamorfose.
Concluindo nossas reflexões, mais uma vez identificamos o bom senso de Allan Kardec e dos Amigos Espirituais desmistificando inúmeras situações, às vezes presentes em nossas vivências, tidas como sobrenaturais ou resultantes da ação dos Espíritos. Compreendemos as condições para que ocorram as chamadas visões, que não são tão comuns, pois necessitam que o Espírito queira se mostrar e que a pessoa que o vê tenha aptidão, isto é, seja médium.
Em nosso próximo estudo abordaremos o Ensaio Teórico sobre as Aparições.
BIBLIOGRAFIA
KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2. Ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap VI - 2ª Parte.
KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos, edição especial. Capivari: EME, 1997 - Cap VIII - Emancipação da alma.
Tereza Cristina D'Alessandro
Julho / 2004
FINAL
DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS
CAPITULO VI
MANIFESTAÇÕES VISUAIS
Estudo 36 - Item 100 (itens 19 a 30) - Perguntas sobre as Aparições
Na seqüência de nossos estudos, percebemos que Allan Kardec trata das questões referentes à visão de Espíritos, sempre de forma objetiva, clara e científica, Vamos analisá-las, então.
19ª A visão dos Espíritos ocorre no estado normal ou somente durante o êxtase?
— Pode ocorrer em condições perfeitamente normais. Entretanto, as pessoas que os vêem estão quase sempre num estado especial, próximo do êxtase, estado que lhes dá uma espécie de dupla vista. (Ver O Livro dos Espíritos, n. 447).
20ª Os que vêem os Espíritos o fazem com os olhos?
— Assim o julgam; mas, na realidade, é a alma quem vê e a prova é que podem ver com os olhos.
21ª Como pode o Espírito tornar-se visível?
— O princípio é o mesmo de todas as manifestações, reside nas propriedades do perispírito, que pode sofrer diversas modificações, à vontade do Espírito.
22ª Pode o Espírito propriamente dito fazer-se visível, ou só o pode com o auxílio do perispírito?
— No estado material em que vos achais, só com o auxílio de seus invólucros semimateriais podem os Espíritos manifestar-se. Esse invólucro é o intermediário por meio do qual eles atuam sobre os vossos sentidos. Sob esse envoltório é que aparecem, às vezes, com uma forma humana, ou com outra qualquer, seja nos sonhos, seja no estado de vigília, assim em plena luz, como na obscuridade.
23ª Poderíamos dizer que é pela condensação do fluido do perispírito que o Espírito se torna visível?
—Condensação não é o termo. Essa palavra apenas pode ser usada para estabelecer uma comparação, que vos faculte compreender o fenômeno, porquanto não há realmente condensação. Pela combinação dos fluidos, o perispírito toma uma disposição especial, sem analogia para vós outros, disposição que o torna perceptível.
24ª Os Espíritos que aparecem são sempre inacessíveis ao tato e não podemos pegá-los?
— No estado normal de espíritos não podemos pegá-los, como não pegamos sonhos. Entretanto, podem impressionar nosso tato e deixar sinais de sua presença. Podem mesmo, em alguns casos, tornar-se momentaneamente tangíveis, o que prova a existência de matéria entre vós e eles.
25ª Todos são aptos a ver os Espíritos?
—Durante o sono, todos; em estado de vigília, não. Durante o sono, a alma vê sem intermediário; no estado de vigília, acha-se sempre mais ou menos influenciada pelos órgãos. Daí não serem totalmente idênticas as condições nos dois casos.
26ª Como podemos ver os Espíritos em estado de vigília?
—Depende da organização física. Reside na maior ou menor facilidade do fluido do vidente de se combinar com o do Espírito. Assim, não basta que o Espírito queira mostrar-se; é também necessário que a pessoa a quem se quer mostrar tenha aptidão para vê-lo.
a) Pode essa faculdade desenvolver-se pelo exercício?
—Pode, como todas as outras faculdades; mas, pertence ao número daquelas cujo desenvolvimento natural é melhor que o provocado, quando corremos o risco de superexcitar a imaginação. A visão geral e permanente dos Espíritos é excepcional e não pertence às condições normais do homem.
27ª Pode-se provocar a aparição dos Espíritos?
—Isso algumas vezes é possível, porém, muito raramente. A aparição é quase sempre espontânea. Para provocá-la é necessário que se possua uma faculdade especial.
28ª Podem os Espíritos tornar-se visíveis sob outra aparência que não a da forma humana?
—A humana é a forma normal. O Espírito pode variar-lhe a aparência, mas sempre com o tipo humano.
a) Não podem manifestar-se sob a forma de chama?
—Podem produzir chamas, clarões, como todos os outros efeitos, para atestar sua presença; mas, não são os próprios Espíritos que assim aparecem. A chama não passa muitas vezes de uma miragem ou de uma emanação do perispírito. Em todo caso é somente uma parte do perispírito, que só aparece inteiramente nas visões.
O Professor Herculano Pires, tradutor de O Livro dos Médiuns que utilizamos em nossos estudos, esclarece que o perispírito só aparece integral nas visões, compreendendo-se o termo visões como manifestações do Espírito em corpo inteiro. Nas outras formas de manifestação, ele apenas projeta as imagens que deseja, como no exemplo estudado a seguir.
29ª Que se deve pensar da crença que atribui os fogos-fátuos à presença de almas ou Espíritos?
—Superstição produzida pela ignorância. Bem conhecida é a causa física dos fogos-fátuos.
a) A chama azul que, segundo dizem, apareceu sobre a cabeça de Servius Tulius, na infância, foi real ou apenas uma lenda?
—Era real e produzida por um Espírito familiar, que desse modo dava um aviso à mãe do menino. Médium vidente, essa mãe percebeu uma irradiação do Espírito protetor de seu filho. Os médiuns videntes variam de grau no tocante à percepção, como os médiuns psicógrafos variam na escrita. Enquanto essa mãe via uma chama, outro médium poderia ver o próprio Espírito. (Servius Tullius foi o sexto rei de Roma, entre os anos de 578-574 a. C., e realizou grandes obras).
30ª Poderiam os Espíritos apresentar-se sob a forma de animais?
—Isso pode acontecer, mas são sempre Espíritos inferiores os que tomam essas aparências. Mas seriam sempre, em todos os casos, aparências passageiras, pois seria absurdo acreditar que um animal pudesse ser a encarnação de um Espírito. Os animais são sempre animais e nada mais que isso.
Nota de Allan Kardec: Somente a superstição pode fazer crer que certos animais são animados por Espíritos. É preciso uma imaginação muito complacente ou muito impressionável para ver algo de sobrenatural nas atitudes, às vezes, um pouco estranhas que eles tomam, mas o medo freqüentemente faz ver aquilo que não existe. Mas, não só no medo tem sua origem essa idéia. Conhecemos uma senhora, muito inteligente, que estimava demais um gato preto, porque acreditava ser ele de natureza superanimal. Entretanto, nunca ouvira falar de Espiritismo. Se o tivesse conhecido, compreenderia o ridículo da causa de sua predileção, pois a doutrina lhe provaria a impossibilidade dessa metamorfose.
Concluindo nossas reflexões, mais uma vez identificamos o bom senso de Allan Kardec e dos Amigos Espirituais desmistificando inúmeras situações, às vezes presentes em nossas vivências, tidas como sobrenaturais ou resultantes da ação dos Espíritos. Compreendemos as condições para que ocorram as chamadas visões, que não são tão comuns, pois necessitam que o Espírito queira se mostrar e que a pessoa que o vê tenha aptidão, isto é, seja médium.
Em nosso próximo estudo abordaremos o Ensaio Teórico sobre as Aparições.
BIBLIOGRAFIA
KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2. Ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap VI - 2ª Parte.
KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos, edição especial. Capivari: EME, 1997 - Cap VIII - Emancipação da alma.
Tereza Cristina D'Alessandro
Julho / 2004
FINAL
terça-feira, 1 de junho de 2010
ABORTO: O GRITO SILENCIOSO
ABORTO: O GRITO SILENCIOSO
Visto por milhares de pessoas em todo o mundo, o documentário “The Silent Scream”
(O grito silencioso), tem mudado a opinião de muita gente favorável ao aborto.
Produzido nos anos 80, pode hoje ser facilmente assistido, em vários idiomas, pela internet, bastando para tanto uma rápida visita aos sites de busca. O documentário não possui cunho religioso, mas científico, sendo apresentado por alguém com larga experiência em questão de aborto, o médico norte-americano Bernard Nathanson, conhecido há algumas décadas como “o rei do aborto”. Ele – que hoje é um ícone na defesa da vida –, dirigiu, em 1971 e 1972, o Centro de Saúde Reprodutiva e Sexual, em Nova York, então a maior clínica de abortos do mundo ocidental, e foi membro-fundador da hoje chamada Liga Nacional pelo Direito ao Aborto. Sob suas ordens, naqueles dois anos, foram praticados 60 mil abortos, tendo só ele realizado uns 5 mil.
Passou a defender a legalização do aborto nos Estados Unidos depois de trabalhar num hospital de mulheres, onde teve contato com pacientes que fizeram aborto clandestino.
E, para alcançar seu objetivo, como corajosamente admitiu ao mundo, não mediu esforços, manipulando com amigos os números do aborto para influenciar a opinião pública, luta difícil já que naquela ocasião, como lembra, apenas 1% dos 200 milhões de norte-americanos era favorável ao aborto-livre.
“Exercíamos pressão sobre os membros do Congresso e Câmaras Legislativas dos 48 Estados para conseguir que anulassem antigas leis antiaborto. (...) Dizíamos, em 1968, que nos Estados Unidos se praticava por ano um milhão de abortos clandestinos, quando sabíamos muito bem que não ultrapassavam os mil; não nos servia. Para chamar a atenção, multiplicamos a quantidade. Repetíamos também constantemente que as mortes das mães por abortos clandestinos se aproximavam de dez mil, quando sabíamos que não eram mais de duzentas. Lançamo-nos à conquista dos meios de comunicação, dos grupos universitários, sobretudo feministas.
Elas escutavam tudo o que dizíamos, incluindo as mentiras, e logo as divulgavam na mídia. (...) Outra tática eram as nossas próprias invenções. Dizíamos, por exemplo, que tínhamos feito uma pesquisa e que 25% dos entrevistados eram a favor do aborto.
Três meses mais tarde, dizíamos que eram 50% e, assim, sucessivamente. As pessoas acreditavam. (...) Quando mais tarde os pró-aborto usavam os mesmos slogans e argumentos que eu tinha posto a circular em 1968, dava-me vontade de rir, porque eu tinha sido um dos inventores e sabia muito bem que eram mentiras” – declarou Nathanson, confirmando uma prática comum dos grupos pró-aborto ainda nos dias de hoje, conforme também denunciou, em 2007, ao “Catholic Family and Human Rights Institute”, o ex-chefe do Escritório de Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU), Joseph Chamie, que acusou a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Fundo de População da ONU (Unfpa) de publicarem, defendendo interesses, que todo ano entre 500 e 600 mil mulheres morrem no mundo por causa do aborto não-legalizado, algo impossível de definir visto que só 31 de 193 países (16%) entrega informações confiáveis sobre mortes, a maioria não diz nem a causa, nem o sexo ou idade dos falecidos.
Nathanson chamou a atenção também para as cifras do aborto. Conta que em 1968, quando começaram com o movimento, o orçamento a ele destinado era de 7.500 dólares, mas, em 1982, o valor já alcançara 1 milhão de dólares.
A postura do Dr. Bernard Nathanson em relação ao aborto, no entanto, iria mudar depois da sua saída da direção da clínica em Nova York, em 1972, para assumir o serviço de obstetrícia do Hospital de São Lucas, naquela mesma cidade. Lá, criou o setor de Fetologia, uma ciência nova que colocava à disposição do médico uma tecnologia que se aperfeiçoava, o ultrassom, capaz de captar a vida do feto dentro do útero. Foi assim que pôde acompanhar – com tristeza e arrependimento – o desespero do feto, que durante o aborto chega a se debater freneticamente e, acredite-se, a tentar se desviar, em vão, do instrumento que lhe irá dilacerar o corpo para depois sugá-lo aos pedaços para fora. Foi, inclusive, a expressão de dor do feto, que abre a boca como a gritar tão logo começa a ser mutilado, que inspirou o título do seu documentário: “O grito silencioso”.
Nele, além de uma aula sobre o feto em suas diferentes fases de desenvolvimento, e imagens do ultrassom durante o aborto, o Dr. Bernard Nathanson desculpa-se com o mundo, num apelo emocionado:
“Todo esse conhecimento concluiu, e sem exceção, que o feto é um ser humano, igual a qualquer um de nós, e parte integral da comunidade humana. Agora, a destruição de uma vida humana não é solução para o que, basicamente, é um problema social. E acredito que recorrer a essa violência é admitir que a ciência e, pior ainda, a ética, estão empobrecendo. Eu me recuso a acreditar que a Humanidade que chegou até a Lua não possa criar uma solução melhor do que recorrer à violência. Devemos todos nós, aqui e agora, dedicar todos os nossos esforços para achar uma melhor solução, uma solução composta de amor e compaixão e um decente respeito pela inegável prioridade da Vida Humana. Vamos todos, pelo bem da Humanidade, aqui e agora, parar esse genocídio.”
Além do documentário e das palestras e seminários que faz contra o aborto, o Dr. Bernard Nathanson, hoje com 83 anos, é autor de diversos artigos e de dois livros, nos quais conta, sem medo, tudo sobre o movimento abortista e seus artifícios. Os livros são: “Aborting America” (A América aborta), publicado em 1979, e “The Hand of God” (A mão de Deus), de 1996.
SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES
Boletim Semanal editado pelo Lar Fabiano de Cristo
Internet: http://www.lfc.org.br/sei
boletimsei@gmail.com
Sábado, 2/5/2009 – no 2144
Visto por milhares de pessoas em todo o mundo, o documentário “The Silent Scream”
(O grito silencioso), tem mudado a opinião de muita gente favorável ao aborto.
Produzido nos anos 80, pode hoje ser facilmente assistido, em vários idiomas, pela internet, bastando para tanto uma rápida visita aos sites de busca. O documentário não possui cunho religioso, mas científico, sendo apresentado por alguém com larga experiência em questão de aborto, o médico norte-americano Bernard Nathanson, conhecido há algumas décadas como “o rei do aborto”. Ele – que hoje é um ícone na defesa da vida –, dirigiu, em 1971 e 1972, o Centro de Saúde Reprodutiva e Sexual, em Nova York, então a maior clínica de abortos do mundo ocidental, e foi membro-fundador da hoje chamada Liga Nacional pelo Direito ao Aborto. Sob suas ordens, naqueles dois anos, foram praticados 60 mil abortos, tendo só ele realizado uns 5 mil.
Passou a defender a legalização do aborto nos Estados Unidos depois de trabalhar num hospital de mulheres, onde teve contato com pacientes que fizeram aborto clandestino.
E, para alcançar seu objetivo, como corajosamente admitiu ao mundo, não mediu esforços, manipulando com amigos os números do aborto para influenciar a opinião pública, luta difícil já que naquela ocasião, como lembra, apenas 1% dos 200 milhões de norte-americanos era favorável ao aborto-livre.
“Exercíamos pressão sobre os membros do Congresso e Câmaras Legislativas dos 48 Estados para conseguir que anulassem antigas leis antiaborto. (...) Dizíamos, em 1968, que nos Estados Unidos se praticava por ano um milhão de abortos clandestinos, quando sabíamos muito bem que não ultrapassavam os mil; não nos servia. Para chamar a atenção, multiplicamos a quantidade. Repetíamos também constantemente que as mortes das mães por abortos clandestinos se aproximavam de dez mil, quando sabíamos que não eram mais de duzentas. Lançamo-nos à conquista dos meios de comunicação, dos grupos universitários, sobretudo feministas.
Elas escutavam tudo o que dizíamos, incluindo as mentiras, e logo as divulgavam na mídia. (...) Outra tática eram as nossas próprias invenções. Dizíamos, por exemplo, que tínhamos feito uma pesquisa e que 25% dos entrevistados eram a favor do aborto.
Três meses mais tarde, dizíamos que eram 50% e, assim, sucessivamente. As pessoas acreditavam. (...) Quando mais tarde os pró-aborto usavam os mesmos slogans e argumentos que eu tinha posto a circular em 1968, dava-me vontade de rir, porque eu tinha sido um dos inventores e sabia muito bem que eram mentiras” – declarou Nathanson, confirmando uma prática comum dos grupos pró-aborto ainda nos dias de hoje, conforme também denunciou, em 2007, ao “Catholic Family and Human Rights Institute”, o ex-chefe do Escritório de Estatísticas da Organização das Nações Unidas (ONU), Joseph Chamie, que acusou a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Fundo de População da ONU (Unfpa) de publicarem, defendendo interesses, que todo ano entre 500 e 600 mil mulheres morrem no mundo por causa do aborto não-legalizado, algo impossível de definir visto que só 31 de 193 países (16%) entrega informações confiáveis sobre mortes, a maioria não diz nem a causa, nem o sexo ou idade dos falecidos.
Nathanson chamou a atenção também para as cifras do aborto. Conta que em 1968, quando começaram com o movimento, o orçamento a ele destinado era de 7.500 dólares, mas, em 1982, o valor já alcançara 1 milhão de dólares.
A postura do Dr. Bernard Nathanson em relação ao aborto, no entanto, iria mudar depois da sua saída da direção da clínica em Nova York, em 1972, para assumir o serviço de obstetrícia do Hospital de São Lucas, naquela mesma cidade. Lá, criou o setor de Fetologia, uma ciência nova que colocava à disposição do médico uma tecnologia que se aperfeiçoava, o ultrassom, capaz de captar a vida do feto dentro do útero. Foi assim que pôde acompanhar – com tristeza e arrependimento – o desespero do feto, que durante o aborto chega a se debater freneticamente e, acredite-se, a tentar se desviar, em vão, do instrumento que lhe irá dilacerar o corpo para depois sugá-lo aos pedaços para fora. Foi, inclusive, a expressão de dor do feto, que abre a boca como a gritar tão logo começa a ser mutilado, que inspirou o título do seu documentário: “O grito silencioso”.
Nele, além de uma aula sobre o feto em suas diferentes fases de desenvolvimento, e imagens do ultrassom durante o aborto, o Dr. Bernard Nathanson desculpa-se com o mundo, num apelo emocionado:
“Todo esse conhecimento concluiu, e sem exceção, que o feto é um ser humano, igual a qualquer um de nós, e parte integral da comunidade humana. Agora, a destruição de uma vida humana não é solução para o que, basicamente, é um problema social. E acredito que recorrer a essa violência é admitir que a ciência e, pior ainda, a ética, estão empobrecendo. Eu me recuso a acreditar que a Humanidade que chegou até a Lua não possa criar uma solução melhor do que recorrer à violência. Devemos todos nós, aqui e agora, dedicar todos os nossos esforços para achar uma melhor solução, uma solução composta de amor e compaixão e um decente respeito pela inegável prioridade da Vida Humana. Vamos todos, pelo bem da Humanidade, aqui e agora, parar esse genocídio.”
Além do documentário e das palestras e seminários que faz contra o aborto, o Dr. Bernard Nathanson, hoje com 83 anos, é autor de diversos artigos e de dois livros, nos quais conta, sem medo, tudo sobre o movimento abortista e seus artifícios. Os livros são: “Aborting America” (A América aborta), publicado em 1979, e “The Hand of God” (A mão de Deus), de 1996.
SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES
Boletim Semanal editado pelo Lar Fabiano de Cristo
Internet: http://www.lfc.org.br/sei
boletimsei@gmail.com
Sábado, 2/5/2009 – no 2144
80 – O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
ALLAN KARDEC
CAPÍTULO IX: BEM-AVENTURADOS OS MANSOS E PACÍFICOS
INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS - ITEM 7: A PACIÊNCIA
Um Espírito Amigo trouxe esta mensagem sobre a paciência, uma das qualidades que leva o homem a ser manso e pacífico.
Ele se refere à paciência em relação aos sofrimentos por que passa o homem na Terra e em relação aos outros, em todos os relacionamentos.
“A dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos. Não vos aflijais, portanto, quando sofrerdes, pelo contrário, bem-dizei a Deus, todo poderoso, que vos marcou com a dor neste mundo, para a glória no céu”.
Conselhos difíceis de serem entendidos, pela razão e pela lógica, sem os princípios do espiritismo.
Os eleitos de Deus são todos os Espíritos, por Ele criados, encarnados ou desencarnados, já evoluídos ou em desenvolvimento.
O autor escreve para os que, fazendo parte da humanidade terrestre, estejam encarnados na Terra, sofrendo dores físicas ou morais, dizendo que antes de angustiar-se, atormentar-se, devem agradecer a Deus, que os “marcou com a dor, neste mundo para a glória no céu”.
O espiritismo demonstra ser a Terra um mundo de expiações e de provas, morada de Espíritos rebeldes às leis divinas, orgulhosos e egoístas, para que nas lutas, nas dificuldades desse viver, se transformem em Espíritos inteligentes e bons.
Assim, as dores e os sofrimentos, fazendo parte desse viver, são instrumentos abençoados, que Deus deu a Espíritos rebeldes, para aprenderem a lei do amor e merecerem viver, em um futuro, em mundos espirituais, onde tudo é direcionado ao trabalho no bem, pelo bem e para o bem.
Se não fossem essas dificuldades materiais, físicas, biológicas, espirituais, morais, essa humanidade continuaria nos seus desmandos e maldades, porque somente, nos sofrimentos, frutos das ações dos que as sofrem, em um passado próximo ou remoto, esses Espíritos podem reformar-se, reeducar-se e merecer um mundo melhor.
Assim, nós que fazemos parte dessa humanidade, devemos ver nesse difícil viver, a Justiça divina, sábia e misericordiosa, dando novas oportunidades de ressarcimento, de reparação aos sofrimentos causados a muitos, de aprendizado de que devemos ter “... amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados” (1), e de desenvolvimento das qualificações nobres que fazem parte de nossa essência espiritual.
Para isso, há necessidade do auxílio da paciência, que é, segundo o dicionário: “a virtude que consiste em suportar os males ou os incômodos, sem queixumes e com resignação.”
Como entender? Acomodar-se? Não. Não é: “Deus quis assim.”, cruzando os braços. Não, ter paciência é procurar compreender as causas e os motivos dos males e das dificuldades para, com serenidade, tentar resolver da melhor forma possível a nova situação. É não se rebelar, não se desesperar, julgando-se vítima inocente e infeliz.
Assim, o Espiritismo, elucidando que cada um colhe o que semeia, demonstra que, de modo geral, não há vítimas inocentes nas dores e sofrimentos da Terra.
Lembra também, o autor, que a paciência com os que nos ferem, nos prejudicam, é também, caridade e que, muito mais difícil do que auxiliar monetariamente alguém, e por isso mesmo, bem mais meritória, é “perdoar os que Deus colocou em nosso caminho, para serem instrumento de nossos sofrimentos e submeterem à prova nossa paciência.”
Não entender, nessa última frase, que alguém possa nascer para ser instrumento de sofrimento a alguém. Não. Todos nascem para melhorar-se e para fazer o bem.
Todavia, pelas dificuldades da própria imperfeição, do orgulho e egoísmo desenvolvidos, dos males causados, em vidas pregressas, o próprio homem se torna instrumento de sofrimento uns para com os outros.
A lei divina o permite para que, nas conseqüências advindas e no inter-relacionamento pessoal, possa o homem aprender a dominar seus instintos, reeducando-se, no desenvolvimento do amor em si mesmo.
Para perdoar é preciso compreender o que erra, como um ser também em evolução, ter paciência com suas imperfeições e agressões, assim como se deseja que os outros tenham para consigo.
“A vida é difícil, bem o sei, constituindo-se de mil bagatelas, que são como alfinetadas que acabam por ferir. Mas é necessário olhar para os deveres que nos são impostos, e para as consolações e compensações, pois, então veremos que as bênçãos são mais numerosas que as dores. O fardo parece mais leve quando olhamos para o alto, do que quando curvamos a fronte para a terra.”
“Olhar para o alto” é colocar-se, em pensamento, no alto da mais alta montanha e abarcar com a visão, tudo o que se encontra abaixo, percebendo como ficam diminuídos, em tamanho, todos os detalhes.
Assim, olhando para o futuro, tendo na mente e no coração, a meta de chegada da nossa jornada evolutiva, na conquista da perfeição e felicidade, as dores e as dificuldades da vida se tornam muito menores, e até insignificantes diante do que se pode alcançar (2).
Ao passo que, abaixando a cabeça e olhando para baixo, para a vida presente, vê-se, apenas o pequeno espaço que a visão abarca e o que se sente - as dores e os sofrimentos - parecem, então, muito maiores, mais intensas do que , realmente, são.
Em assim fazendo, o homem não percebe a importância desse momento, no presente e para seu futuro, a oportunidade maravilhosa de estar ressarcindo dívidas, eliminando as causas que deram origem a elas, desfazendo os desequilíbrios do Espírito.
As dores e os sofrimentos da Terra têm, pois, a função benéfica de levar o homem a recuperar o equilíbrio , que foi desarticulado pelas emoções e sentimentos negativos, transformados em ações nocivas, lesivas e prejudiciais.
Lembra ainda o autor, que Jesus também nisso, deu o exemplo a ser seguido: sofreu mais do que todos, sem ter a menor culpa, sem nada de mal haver causado, ao contrário, só fez o bem , enquanto nós, mesmo se, hoje, nos esforçamos no bem, ainda erramos muito, e temos erros de vidas passadas a ressarcir.
E termina: “Sede, pois, pacientes, sede cristãos: esta palavra resume tudo.”
Bibliografia:
2 - KARDEC, Allan - " O Evangelho Segundo o Espiritismo ", capitulo II, item 5
1 - Novo Testamento, Primeira Carta de Pedro: 4: 8.
Leda de Almeida Rezende Ebner
Janeiro / 2008
CAPÍTULO IX: BEM-AVENTURADOS OS MANSOS E PACÍFICOS
INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS - ITEM 7: A PACIÊNCIA
Um Espírito Amigo trouxe esta mensagem sobre a paciência, uma das qualidades que leva o homem a ser manso e pacífico.
Ele se refere à paciência em relação aos sofrimentos por que passa o homem na Terra e em relação aos outros, em todos os relacionamentos.
“A dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos. Não vos aflijais, portanto, quando sofrerdes, pelo contrário, bem-dizei a Deus, todo poderoso, que vos marcou com a dor neste mundo, para a glória no céu”.
Conselhos difíceis de serem entendidos, pela razão e pela lógica, sem os princípios do espiritismo.
Os eleitos de Deus são todos os Espíritos, por Ele criados, encarnados ou desencarnados, já evoluídos ou em desenvolvimento.
O autor escreve para os que, fazendo parte da humanidade terrestre, estejam encarnados na Terra, sofrendo dores físicas ou morais, dizendo que antes de angustiar-se, atormentar-se, devem agradecer a Deus, que os “marcou com a dor, neste mundo para a glória no céu”.
O espiritismo demonstra ser a Terra um mundo de expiações e de provas, morada de Espíritos rebeldes às leis divinas, orgulhosos e egoístas, para que nas lutas, nas dificuldades desse viver, se transformem em Espíritos inteligentes e bons.
Assim, as dores e os sofrimentos, fazendo parte desse viver, são instrumentos abençoados, que Deus deu a Espíritos rebeldes, para aprenderem a lei do amor e merecerem viver, em um futuro, em mundos espirituais, onde tudo é direcionado ao trabalho no bem, pelo bem e para o bem.
Se não fossem essas dificuldades materiais, físicas, biológicas, espirituais, morais, essa humanidade continuaria nos seus desmandos e maldades, porque somente, nos sofrimentos, frutos das ações dos que as sofrem, em um passado próximo ou remoto, esses Espíritos podem reformar-se, reeducar-se e merecer um mundo melhor.
Assim, nós que fazemos parte dessa humanidade, devemos ver nesse difícil viver, a Justiça divina, sábia e misericordiosa, dando novas oportunidades de ressarcimento, de reparação aos sofrimentos causados a muitos, de aprendizado de que devemos ter “... amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados” (1), e de desenvolvimento das qualificações nobres que fazem parte de nossa essência espiritual.
Para isso, há necessidade do auxílio da paciência, que é, segundo o dicionário: “a virtude que consiste em suportar os males ou os incômodos, sem queixumes e com resignação.”
Como entender? Acomodar-se? Não. Não é: “Deus quis assim.”, cruzando os braços. Não, ter paciência é procurar compreender as causas e os motivos dos males e das dificuldades para, com serenidade, tentar resolver da melhor forma possível a nova situação. É não se rebelar, não se desesperar, julgando-se vítima inocente e infeliz.
Assim, o Espiritismo, elucidando que cada um colhe o que semeia, demonstra que, de modo geral, não há vítimas inocentes nas dores e sofrimentos da Terra.
Lembra também, o autor, que a paciência com os que nos ferem, nos prejudicam, é também, caridade e que, muito mais difícil do que auxiliar monetariamente alguém, e por isso mesmo, bem mais meritória, é “perdoar os que Deus colocou em nosso caminho, para serem instrumento de nossos sofrimentos e submeterem à prova nossa paciência.”
Não entender, nessa última frase, que alguém possa nascer para ser instrumento de sofrimento a alguém. Não. Todos nascem para melhorar-se e para fazer o bem.
Todavia, pelas dificuldades da própria imperfeição, do orgulho e egoísmo desenvolvidos, dos males causados, em vidas pregressas, o próprio homem se torna instrumento de sofrimento uns para com os outros.
A lei divina o permite para que, nas conseqüências advindas e no inter-relacionamento pessoal, possa o homem aprender a dominar seus instintos, reeducando-se, no desenvolvimento do amor em si mesmo.
Para perdoar é preciso compreender o que erra, como um ser também em evolução, ter paciência com suas imperfeições e agressões, assim como se deseja que os outros tenham para consigo.
“A vida é difícil, bem o sei, constituindo-se de mil bagatelas, que são como alfinetadas que acabam por ferir. Mas é necessário olhar para os deveres que nos são impostos, e para as consolações e compensações, pois, então veremos que as bênçãos são mais numerosas que as dores. O fardo parece mais leve quando olhamos para o alto, do que quando curvamos a fronte para a terra.”
“Olhar para o alto” é colocar-se, em pensamento, no alto da mais alta montanha e abarcar com a visão, tudo o que se encontra abaixo, percebendo como ficam diminuídos, em tamanho, todos os detalhes.
Assim, olhando para o futuro, tendo na mente e no coração, a meta de chegada da nossa jornada evolutiva, na conquista da perfeição e felicidade, as dores e as dificuldades da vida se tornam muito menores, e até insignificantes diante do que se pode alcançar (2).
Ao passo que, abaixando a cabeça e olhando para baixo, para a vida presente, vê-se, apenas o pequeno espaço que a visão abarca e o que se sente - as dores e os sofrimentos - parecem, então, muito maiores, mais intensas do que , realmente, são.
Em assim fazendo, o homem não percebe a importância desse momento, no presente e para seu futuro, a oportunidade maravilhosa de estar ressarcindo dívidas, eliminando as causas que deram origem a elas, desfazendo os desequilíbrios do Espírito.
As dores e os sofrimentos da Terra têm, pois, a função benéfica de levar o homem a recuperar o equilíbrio , que foi desarticulado pelas emoções e sentimentos negativos, transformados em ações nocivas, lesivas e prejudiciais.
Lembra ainda o autor, que Jesus também nisso, deu o exemplo a ser seguido: sofreu mais do que todos, sem ter a menor culpa, sem nada de mal haver causado, ao contrário, só fez o bem , enquanto nós, mesmo se, hoje, nos esforçamos no bem, ainda erramos muito, e temos erros de vidas passadas a ressarcir.
E termina: “Sede, pois, pacientes, sede cristãos: esta palavra resume tudo.”
Bibliografia:
2 - KARDEC, Allan - " O Evangelho Segundo o Espiritismo ", capitulo II, item 5
1 - Novo Testamento, Primeira Carta de Pedro: 4: 8.
Leda de Almeida Rezende Ebner
Janeiro / 2008
O Livro dos Espíritos Estudo 11
Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita
O processo da comunicação
Desenvolvimento da Psicografia
3 - B) Circunstâncias morais
3: b:a) - Temperamento - vimos que a vontade exerce ponto fundamental na produção do fato. Um caráter firme e resoluto sem dúvida, acelerará o processo fazendo com que a mesa se mova quase que instantaneamente. Poderá independer do sexo, entretanto as experiências mostram-no como mais evidente nos homens.
3:b:b) - Sensibilidade Mental - as faculdades que dependem da existência de sentimentos dividimos em duas categorias principais:
Atração
Faculdades da e
Repulsão
Que passando pelos vários graus expressam os menores matizes da sensibilidade da mente. A simpatia, sentimento que nos leva desapercebidamente a outra pessoa torna-se alternativamente:
• Amizade
• Amor
• Paixão
• Frenesi ou mesmo idiotia
O mesmo acontece com a antipatia, que sob a influência da excitação se transforma em:
• Repulsa
• Desdém
• Desprezo
• Ódio
• Fúria ou loucura
Os dois extremos:
• Frenesi, idiotia e
• Fúria ou loucura gradualmente enfraqueceriam a emissão fluídica, entrando, por assim dizer, o Homem em estado de "indiferença" - considerada esta como "ausência de sentimento".
A importância dessas reflexões visa despertar para que se entenda o grau de influência que as faculdades e sentimentos exercem sobre "esse novo fluido", quer sejam elas atrativas, repulsivas ou indiferentes.
Algo, porém, se afirma como conclusivo: variarão, alterar-se-ão ao contato com faculdades opostas ou análogas, quer sejam examinadas separadamente ou em relação de grupo.
Observados separadamente - quando o sentimento da pessoa estiver realmente "vivo", constituir-se-á em estado favorável para a emissão do fluido, provocando em menos tempo e com maior intensidade a comunicação. Ex. - "uma jovem mãe e uma feliz noiva que à lembrança do bebê ou á aproximação do noivo ansiosamente esperado colocaram meu chapéu em movimento no espaço recorde de três minutos".
No relacionamento social, no caso agora um casal, que reciprocamente experimentavam violenta repulsa, quase mesmo ódio, um pelo outro - observamos: quando as experiências eram feitas com um dos dois separadamente, o objeto da experimentação logo se punha em movimento.
Estando os dois juntos, o movimento levava muito tempo para se produzir e os efeitos eram reduzidos, tão incipientes que praticamente se anulavam, por não oferecerem condições para prosseguimento
- "se eu participasse da experimentação, meus fluidos, minha vontade e sentimentos, aceleravam as oscilações do objeto, mas os resultados eram indecisos, de certo modo emperrados, como se algum obstáculo físico impedisse seu curso".
- "nova experiência com esse mesmo casal, eu, uma Sra. e o irmão que se estimavam extremadamente e cujo caráter era envolto em coragem adquirido em tempos de lutas e problemas e que exteriorizavam essa coragem em entusiasmo e alegria embasado na certeza e esperança dos dias melhores, alterou completamente o quadro - o movimento antes indeciso, fraco e emperrado, tornou-se livre, rápido inclusive submisso à nossa vontade".
- a jovem e seu noivo - apressavam a produção do fenômeno (1 ou 2 segundos bastavam para produção do mesmo).
- se um dos dois se afastava, dando lugar a outra pessoa, havia demora (5 a 6 minutos) e as vezes, duas ou mais tentativas.
- a mesma lentidão, nas mesmas circunstâncias observava-se quando as duas pessoas eram indiferentes entre si e quando o casal amoroso não tomava parte.
-... "previno os experimentadores e fisiologistas para que não se fiem nas aparências: o coração da mulher é um labirinto no qual poucos homens poderão penetrar e muitas vezes ocupa a verdade sob admirável máscara. Assim, seu sentimento, pode vir envolto em vontade cuja intensidade se desconhece"...
- pode-se afirmar: a boa ou má influência que as faculdades de atração ou repulsão causam viabilizam ou impedem o fenômeno;
- o fluido será emitido com maior rapidez e abundância sob a ação de duas ou mais pessoas de temperamentos e objetivos semelhantes do que sob a ação daqueles que não se conhecem, têm objetivos diferentes, se odeiam ou se desprezam.
Nota “... não acho tenha o direito de retirar conclusões definitivas ou de estabelecer princípios absolutos. Neste assunto as experimentações não podem ser bastante numerosas ou variadas demais. Não se fiar nas aparências, porém, é princípio seguro no campo da investigação".
Mais adiante, novo alerta...
“... todas essas premissas e predisposições não são absolutas - apresento-as como meras suposições como dados levantados da experimentação, a serem confirmados ou rejeitados por novas, numerosas e variadas experimentações que certamente acontecerão".
A honestidade desses pesquisadores, não colocando nada como conclusivo, final, fechado, fala de mentes abertas, também comprometidas, sem dúvida, com um trabalho maior em que se encaixavam, sem terem consciência clara dessa posição.
Ao abrirmos hoje revistas, jornais, livros; assistirmos a documentários, filmes, examinando a sério, dentro também de pesquisas avançadas, a existência de vida inteligente fora da Terra, a palingenesia, o corpo bioplasmático, somos tomados de profundo respeito ao trabalho do Codificador em sua também honestidade e abertura sobre tais aspectos, principalmente quando escreve que o Espiritismo se modificaria nos pontos em que entrasse em conflito com os fatos científicos devidamente comprovados.
Essa posição de Allan Kardec, que a muitos possa parecer uma expressão ou até uma porta, por assim dizer, para saída honrosa, ao contrário, constitui-se como afirmação corajosa de quem percebia claramente o campo a que adentrava e projetou para o futuro sua própria responsabilidade.
A Doutrina Espírita aí está e se apresenta não para responder todas as questões propostas pelo homem no seu afã de saber. "O Livro dos Espíritos" contém um complexo de princípios fundamentais de onde se originam tantas outras aberturas para novas especulações, conquistas e realizações “... Nele estão os germes de todas as grandes idéias que a Humanidade sonhou pelos tempos afora"...
O tempo vem dando a resposta nesses trabalhos, pesquisas e empenhos que sintetizados em Kardec, foram antecipados:- não há em Espiritismo, em Doutrina Espírita o que reformular, uma vez que suas concepções estruturais básicas como
- existência de Deus
- sobrevivência do Espírito
- reencarnação
- comunicabilidade
- pluralidade dos mundos habitados, permanecem como pilares estruturados onde, à repetição do passado, aguardam agora pelo crescimento moral, em aberturas no tempo que evidenciarão de forma cada vez mais precisa, sem conflitos e dramas dentro de fatos científicos devidamente comprovados a evolução, a estruturação em novas formas de consciência, onde a renovação moral decorrente apressará nesse mesmo homem a busca, o retorno ou o caminhar nos caminhos do Pai.
Bibliografia
• Allan Kardec - "O Livro dos Espíritos" - Introdução - q. 805 com.
• Allan Kardec - "O Livro dos Médiuns" - cap. V - IV - XIV - X - XVI
• Allan Kardec - "Revista Espírita" outubro - agosto 1859
• junho - agosto 1958
• maio - junho 1863
• Arthur C. Doyle - "A História do Espiritismo"- V - VIII
• Hermínio C. Miranda - Nas Fronteiras do Além 1 a 4
Leda Marques Bighetti
Abril / 2002
O processo da comunicação
Desenvolvimento da Psicografia
3 - B) Circunstâncias morais
3: b:a) - Temperamento - vimos que a vontade exerce ponto fundamental na produção do fato. Um caráter firme e resoluto sem dúvida, acelerará o processo fazendo com que a mesa se mova quase que instantaneamente. Poderá independer do sexo, entretanto as experiências mostram-no como mais evidente nos homens.
3:b:b) - Sensibilidade Mental - as faculdades que dependem da existência de sentimentos dividimos em duas categorias principais:
Atração
Faculdades da e
Repulsão
Que passando pelos vários graus expressam os menores matizes da sensibilidade da mente. A simpatia, sentimento que nos leva desapercebidamente a outra pessoa torna-se alternativamente:
• Amizade
• Amor
• Paixão
• Frenesi ou mesmo idiotia
O mesmo acontece com a antipatia, que sob a influência da excitação se transforma em:
• Repulsa
• Desdém
• Desprezo
• Ódio
• Fúria ou loucura
Os dois extremos:
• Frenesi, idiotia e
• Fúria ou loucura gradualmente enfraqueceriam a emissão fluídica, entrando, por assim dizer, o Homem em estado de "indiferença" - considerada esta como "ausência de sentimento".
A importância dessas reflexões visa despertar para que se entenda o grau de influência que as faculdades e sentimentos exercem sobre "esse novo fluido", quer sejam elas atrativas, repulsivas ou indiferentes.
Algo, porém, se afirma como conclusivo: variarão, alterar-se-ão ao contato com faculdades opostas ou análogas, quer sejam examinadas separadamente ou em relação de grupo.
Observados separadamente - quando o sentimento da pessoa estiver realmente "vivo", constituir-se-á em estado favorável para a emissão do fluido, provocando em menos tempo e com maior intensidade a comunicação. Ex. - "uma jovem mãe e uma feliz noiva que à lembrança do bebê ou á aproximação do noivo ansiosamente esperado colocaram meu chapéu em movimento no espaço recorde de três minutos".
No relacionamento social, no caso agora um casal, que reciprocamente experimentavam violenta repulsa, quase mesmo ódio, um pelo outro - observamos: quando as experiências eram feitas com um dos dois separadamente, o objeto da experimentação logo se punha em movimento.
Estando os dois juntos, o movimento levava muito tempo para se produzir e os efeitos eram reduzidos, tão incipientes que praticamente se anulavam, por não oferecerem condições para prosseguimento
- "se eu participasse da experimentação, meus fluidos, minha vontade e sentimentos, aceleravam as oscilações do objeto, mas os resultados eram indecisos, de certo modo emperrados, como se algum obstáculo físico impedisse seu curso".
- "nova experiência com esse mesmo casal, eu, uma Sra. e o irmão que se estimavam extremadamente e cujo caráter era envolto em coragem adquirido em tempos de lutas e problemas e que exteriorizavam essa coragem em entusiasmo e alegria embasado na certeza e esperança dos dias melhores, alterou completamente o quadro - o movimento antes indeciso, fraco e emperrado, tornou-se livre, rápido inclusive submisso à nossa vontade".
- a jovem e seu noivo - apressavam a produção do fenômeno (1 ou 2 segundos bastavam para produção do mesmo).
- se um dos dois se afastava, dando lugar a outra pessoa, havia demora (5 a 6 minutos) e as vezes, duas ou mais tentativas.
- a mesma lentidão, nas mesmas circunstâncias observava-se quando as duas pessoas eram indiferentes entre si e quando o casal amoroso não tomava parte.
-... "previno os experimentadores e fisiologistas para que não se fiem nas aparências: o coração da mulher é um labirinto no qual poucos homens poderão penetrar e muitas vezes ocupa a verdade sob admirável máscara. Assim, seu sentimento, pode vir envolto em vontade cuja intensidade se desconhece"...
- pode-se afirmar: a boa ou má influência que as faculdades de atração ou repulsão causam viabilizam ou impedem o fenômeno;
- o fluido será emitido com maior rapidez e abundância sob a ação de duas ou mais pessoas de temperamentos e objetivos semelhantes do que sob a ação daqueles que não se conhecem, têm objetivos diferentes, se odeiam ou se desprezam.
Nota “... não acho tenha o direito de retirar conclusões definitivas ou de estabelecer princípios absolutos. Neste assunto as experimentações não podem ser bastante numerosas ou variadas demais. Não se fiar nas aparências, porém, é princípio seguro no campo da investigação".
Mais adiante, novo alerta...
“... todas essas premissas e predisposições não são absolutas - apresento-as como meras suposições como dados levantados da experimentação, a serem confirmados ou rejeitados por novas, numerosas e variadas experimentações que certamente acontecerão".
A honestidade desses pesquisadores, não colocando nada como conclusivo, final, fechado, fala de mentes abertas, também comprometidas, sem dúvida, com um trabalho maior em que se encaixavam, sem terem consciência clara dessa posição.
Ao abrirmos hoje revistas, jornais, livros; assistirmos a documentários, filmes, examinando a sério, dentro também de pesquisas avançadas, a existência de vida inteligente fora da Terra, a palingenesia, o corpo bioplasmático, somos tomados de profundo respeito ao trabalho do Codificador em sua também honestidade e abertura sobre tais aspectos, principalmente quando escreve que o Espiritismo se modificaria nos pontos em que entrasse em conflito com os fatos científicos devidamente comprovados.
Essa posição de Allan Kardec, que a muitos possa parecer uma expressão ou até uma porta, por assim dizer, para saída honrosa, ao contrário, constitui-se como afirmação corajosa de quem percebia claramente o campo a que adentrava e projetou para o futuro sua própria responsabilidade.
A Doutrina Espírita aí está e se apresenta não para responder todas as questões propostas pelo homem no seu afã de saber. "O Livro dos Espíritos" contém um complexo de princípios fundamentais de onde se originam tantas outras aberturas para novas especulações, conquistas e realizações “... Nele estão os germes de todas as grandes idéias que a Humanidade sonhou pelos tempos afora"...
O tempo vem dando a resposta nesses trabalhos, pesquisas e empenhos que sintetizados em Kardec, foram antecipados:- não há em Espiritismo, em Doutrina Espírita o que reformular, uma vez que suas concepções estruturais básicas como
- existência de Deus
- sobrevivência do Espírito
- reencarnação
- comunicabilidade
- pluralidade dos mundos habitados, permanecem como pilares estruturados onde, à repetição do passado, aguardam agora pelo crescimento moral, em aberturas no tempo que evidenciarão de forma cada vez mais precisa, sem conflitos e dramas dentro de fatos científicos devidamente comprovados a evolução, a estruturação em novas formas de consciência, onde a renovação moral decorrente apressará nesse mesmo homem a busca, o retorno ou o caminhar nos caminhos do Pai.
Bibliografia
• Allan Kardec - "O Livro dos Espíritos" - Introdução - q. 805 com.
• Allan Kardec - "O Livro dos Médiuns" - cap. V - IV - XIV - X - XVI
• Allan Kardec - "Revista Espírita" outubro - agosto 1859
• junho - agosto 1958
• maio - junho 1863
• Arthur C. Doyle - "A História do Espiritismo"- V - VIII
• Hermínio C. Miranda - Nas Fronteiras do Além 1 a 4
Leda Marques Bighetti
Abril / 2002
segunda-feira, 31 de maio de 2010
PALAVRAS DA VIDA ETERNA - Estudo 22
PALAVRAS DA VIDA ETERNA - Estudo 22
Francisco Cândido Xavier - pelo Espírito Emmanuel
NA PALAVRA E NA AÇÃO
"E tudo o que fizerdes seja na palavra, seja na ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai." Paulo (Colossenses 3:17).
No capítulo três dessa epístola o Apóstolo Paulo exorta a comunidade cristã de Colossos a permanecer em Cristo traçando um roteiro de ação: "(...) deixai a ira, a maledicência, a palavra torpe da vossa boca, não mintais uns para os outros despojando-vos do homem velho com todas as suas obras (...), revesti-vos de entranhas de misericórdia, de benignidade, de humildade, de modéstia, de paciência (...), perdoando-vos mutuamente (...). Mas sobretudo tende caridade que é o vínculo da perfeição (...). A palavra do Cristo habite em vós abundantemente em toda a sabedoria (...)". E conclui: "E tudo o que fizerdes seja na palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai".
Sobre esse texto e no mesmo sentido Emmanuel reflete que não basta dizer-se cristão, afirmar-se cultor do Evangelho; isso pouco vale já que o simples falar ou a compreensão intelectual da proposta não implica na respectiva prática. O cristão se identifica pela vivência no exemplo dos princípios superiores contidos no Evangelho. Agindo assim torna-se elemento de transformação onde estiver, é luz disseminando, pela forma como vive, posicionamentos cristãos. Como tal torna-se anúncio vivo da bondade e do amor de Jesus. Ao aceitar o Cristo o cristão assume compromissos devendo agora agir como seu representante fiel.
As exortações do apóstolo tornam-se atuais uma vez que ainda somos "cristãos sem Cristo", isto é, nosso proceder em nada ou em quase nada reflete o Mestre.
Qual a dificuldade maior para a vivência evangélica?
Consiste principalmente na dificuldade que se encontra para se despojar das imperfeições entre as quais o ódio, a avareza, a vingança, as más inclinações, aspectos estes em que a maioria dos homens se detém, pois que ainda se compraz neles.
Contudo é do nosso interesse buscar os ideais superiores através da progressiva depuração espiritual. Para isso é necessário o exame minucioso, a auto-análise do comportamento, observando nossos passos, avaliando ações de modo a aplicar-lhes as diretrizes evangélicas, libertando-nos das sombras, renovando-nos para melhor. Nesse trabalho estabelece-se integração entre o ensino e a prática, sentindo no íntimo tudo quanto o Evangelho preceitua como orientação que estabelece trajetória segura ao Espírito Imortal. Sem isso dificilmente ou até mesmo impossível raciocinar e servir com Jesus.
Assim:
Se já pregamos o amor, devemos praticá-lo na forma de caridade;
Se anunciamos a misericórdia, a piedade deve ser a tônica de nossas ações;
Se falamos de integridade moral, a honestidade deve ser o sentido de nossos passos;
Se lembrarmos o Evangelho, a nossa palavra deve ser boa e justa, transmitindo segurança e certeza.
Seja onde e com quem for, buscar o lado luminoso das criaturas. A natureza inferior do homem terreno leva-o, por similitude, a destacar o lado sombrio das pessoas, as coisas más. Nesse trabalho de renovação é dever exercitar-se na procura do melhor e do Bem nas várias situações, a fim de que não sejamos enganados pela malícia que nos é própria.
Diante de situação infeliz, se não houver possibilidade de ação mais direta, contribuamos com vibrações salutares da prece de forma a construir entendimento, paz, harmonia, alívio, esperança, etc..., naturalmente tal comportamento não exclui a análise do fato que funcionará como busca da aprendizagem de lições valiosas e importantes, não incidindo jamais em julgamento.
O exercício das lições evangélicas incorporadas à vida nos mais diferentes aspectos é uma necessidade para capacitar e dar segurança ao Espírito em trajetória de crescimento.
Os ensinos do Mestre, neste sentido, foram inúmeros:
• "E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que digo". (Lc. 6:46).
• "Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes". (Jo. 13:17).
Paulo entendendo o convite e a importância dele aconselhava a que se retificassem as atividades do plano exterior, renovando palavras e ações, exortando igualmente para a elevação dos sentimentos, uma vez que ter apenas atitudes externas, melhoradas pelo verniz da educação, não significa expressão elevada de posição espiritual; a elevação dos sentimentos sim trata de mudança profunda, íntima, aquisição de valores imperecíveis do Espírito.
O cristão deve pelo trabalho contínuo que faz consigo estruturar-se em conduta espontânea, natural; para isso necessita cuidar mais do Espírito do que das aparências.
Nos dias atuais como identificamos o Mestre em nossos sentimentos, pensamentos e ações?
O Espiritismo que é o "Cristianismo Redivivo" tem levado a reformulação do nosso modo de ser?
Continuamos alimentar vícios, paixões degradantes, pensamentos de ordem inferior, ódios, vinganças, melindres, etc..., vivendo descomprometidos com a Doutrina escolhida?
Nossa vida é a de quem vive em Cristo?
"Brilhe vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus". (Mt. 5:16).
O estudo é claro: - Se Jesus é modelo e guia as atitudes têm que ser coerentes. Cabe portanto viver como filhos da luz, iluminando caminhos, afastando as sombras que ainda há em nós e ao nosso redor.
Sejamos de fato cristãos com Cristo saindo da preguiça, da inércia moral para uma vida plena de espiritualidade. Iluminados pelas bênçãos do Evangelho, promovamos o Espírito Imortal, valorizando todas as oportunidades de fazer o Bem, o melhor onde e com quem estivermos.
Não basta nos dizermos cristãos, é preciso patenteá-lo na vivência.
Bibliografia.
• Xavier, Francisco Cândido. "Palavras de Vida Eterna: na Palavra e na Ação". Ditada pelo
• Espírito Emmanuel, 17ª ed. Uberaba, MG. CEC, 1992.
• Allan Kardec. "O Evangelho segundo o Espiritismo: cap. XVIII, item 6".
• Godoy, Paulo A. "Evangelho de Redenção: Padrões para a Vivência do Espiritismo". São Paulo, SP. FEESP, 1996.
• Palhano Jr., L. "A Carta de Tiago". Niterói, RJ. Editora Fráter, 1992.
• Novo Testamento: Paulo (Colossenses 3:1 a 17).
Iracema Linhares Giorgini
Março / 2003
Francisco Cândido Xavier - pelo Espírito Emmanuel
NA PALAVRA E NA AÇÃO
"E tudo o que fizerdes seja na palavra, seja na ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai." Paulo (Colossenses 3:17).
No capítulo três dessa epístola o Apóstolo Paulo exorta a comunidade cristã de Colossos a permanecer em Cristo traçando um roteiro de ação: "(...) deixai a ira, a maledicência, a palavra torpe da vossa boca, não mintais uns para os outros despojando-vos do homem velho com todas as suas obras (...), revesti-vos de entranhas de misericórdia, de benignidade, de humildade, de modéstia, de paciência (...), perdoando-vos mutuamente (...). Mas sobretudo tende caridade que é o vínculo da perfeição (...). A palavra do Cristo habite em vós abundantemente em toda a sabedoria (...)". E conclui: "E tudo o que fizerdes seja na palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai".
Sobre esse texto e no mesmo sentido Emmanuel reflete que não basta dizer-se cristão, afirmar-se cultor do Evangelho; isso pouco vale já que o simples falar ou a compreensão intelectual da proposta não implica na respectiva prática. O cristão se identifica pela vivência no exemplo dos princípios superiores contidos no Evangelho. Agindo assim torna-se elemento de transformação onde estiver, é luz disseminando, pela forma como vive, posicionamentos cristãos. Como tal torna-se anúncio vivo da bondade e do amor de Jesus. Ao aceitar o Cristo o cristão assume compromissos devendo agora agir como seu representante fiel.
As exortações do apóstolo tornam-se atuais uma vez que ainda somos "cristãos sem Cristo", isto é, nosso proceder em nada ou em quase nada reflete o Mestre.
Qual a dificuldade maior para a vivência evangélica?
Consiste principalmente na dificuldade que se encontra para se despojar das imperfeições entre as quais o ódio, a avareza, a vingança, as más inclinações, aspectos estes em que a maioria dos homens se detém, pois que ainda se compraz neles.
Contudo é do nosso interesse buscar os ideais superiores através da progressiva depuração espiritual. Para isso é necessário o exame minucioso, a auto-análise do comportamento, observando nossos passos, avaliando ações de modo a aplicar-lhes as diretrizes evangélicas, libertando-nos das sombras, renovando-nos para melhor. Nesse trabalho estabelece-se integração entre o ensino e a prática, sentindo no íntimo tudo quanto o Evangelho preceitua como orientação que estabelece trajetória segura ao Espírito Imortal. Sem isso dificilmente ou até mesmo impossível raciocinar e servir com Jesus.
Assim:
Se já pregamos o amor, devemos praticá-lo na forma de caridade;
Se anunciamos a misericórdia, a piedade deve ser a tônica de nossas ações;
Se falamos de integridade moral, a honestidade deve ser o sentido de nossos passos;
Se lembrarmos o Evangelho, a nossa palavra deve ser boa e justa, transmitindo segurança e certeza.
Seja onde e com quem for, buscar o lado luminoso das criaturas. A natureza inferior do homem terreno leva-o, por similitude, a destacar o lado sombrio das pessoas, as coisas más. Nesse trabalho de renovação é dever exercitar-se na procura do melhor e do Bem nas várias situações, a fim de que não sejamos enganados pela malícia que nos é própria.
Diante de situação infeliz, se não houver possibilidade de ação mais direta, contribuamos com vibrações salutares da prece de forma a construir entendimento, paz, harmonia, alívio, esperança, etc..., naturalmente tal comportamento não exclui a análise do fato que funcionará como busca da aprendizagem de lições valiosas e importantes, não incidindo jamais em julgamento.
O exercício das lições evangélicas incorporadas à vida nos mais diferentes aspectos é uma necessidade para capacitar e dar segurança ao Espírito em trajetória de crescimento.
Os ensinos do Mestre, neste sentido, foram inúmeros:
• "E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que digo". (Lc. 6:46).
• "Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes". (Jo. 13:17).
Paulo entendendo o convite e a importância dele aconselhava a que se retificassem as atividades do plano exterior, renovando palavras e ações, exortando igualmente para a elevação dos sentimentos, uma vez que ter apenas atitudes externas, melhoradas pelo verniz da educação, não significa expressão elevada de posição espiritual; a elevação dos sentimentos sim trata de mudança profunda, íntima, aquisição de valores imperecíveis do Espírito.
O cristão deve pelo trabalho contínuo que faz consigo estruturar-se em conduta espontânea, natural; para isso necessita cuidar mais do Espírito do que das aparências.
Nos dias atuais como identificamos o Mestre em nossos sentimentos, pensamentos e ações?
O Espiritismo que é o "Cristianismo Redivivo" tem levado a reformulação do nosso modo de ser?
Continuamos alimentar vícios, paixões degradantes, pensamentos de ordem inferior, ódios, vinganças, melindres, etc..., vivendo descomprometidos com a Doutrina escolhida?
Nossa vida é a de quem vive em Cristo?
"Brilhe vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus". (Mt. 5:16).
O estudo é claro: - Se Jesus é modelo e guia as atitudes têm que ser coerentes. Cabe portanto viver como filhos da luz, iluminando caminhos, afastando as sombras que ainda há em nós e ao nosso redor.
Sejamos de fato cristãos com Cristo saindo da preguiça, da inércia moral para uma vida plena de espiritualidade. Iluminados pelas bênçãos do Evangelho, promovamos o Espírito Imortal, valorizando todas as oportunidades de fazer o Bem, o melhor onde e com quem estivermos.
Não basta nos dizermos cristãos, é preciso patenteá-lo na vivência.
Bibliografia.
• Xavier, Francisco Cândido. "Palavras de Vida Eterna: na Palavra e na Ação". Ditada pelo
• Espírito Emmanuel, 17ª ed. Uberaba, MG. CEC, 1992.
• Allan Kardec. "O Evangelho segundo o Espiritismo: cap. XVIII, item 6".
• Godoy, Paulo A. "Evangelho de Redenção: Padrões para a Vivência do Espiritismo". São Paulo, SP. FEESP, 1996.
• Palhano Jr., L. "A Carta de Tiago". Niterói, RJ. Editora Fráter, 1992.
• Novo Testamento: Paulo (Colossenses 3:1 a 17).
Iracema Linhares Giorgini
Março / 2003
Estudo 21: O LIVRO DOS MÉDIUNS
SEGUNDA PARTE
DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS
CAPITULO VI
MANIFESTAÇÕES VISUAIS
Estudo 35 - Item 100 (itens 12 a 18) - Perguntas sobre as Aparições
Continuando nossa análise das questões apresentadas por Allan Kardec aos Espíritos, identificamos a objetividade e simplicidade com que foram tratados assuntos que ainda hoje nos chegam revestidos do "sobrenatural e maravilhoso", o que mostra a necessidade de estudá-los à luz da Doutrina Espírita.
12ª Os Espíritos que aparecem com asas, realmente as têm ou essas asas são apenas uma aparência simbólica?
— Os Espíritos não têm asas. Não precisam delas, pois podem transportar-se por toda parte como Espíritos. Aparecem da maneira por que querem impressionar a pessoa a que se mostram. Uns aparecerão em trajes comuns, outros envoltos em amplas roupagens, alguns com asas, como atributo da categoria espiritual a que pertencem.
13ª As pessoas que vemos em sonho são sempre as que parecem ser?
— São quase sempre as mesmas pessoas que o teu Espírito vai encontrar ou que vêm te encontrar.
14ª Não poderiam os Espíritos zombeteiros tomar as aparências das pessoas que nos são caras e nos iludirem?
— Tomam aparências fantasiosas para se divertirem à vossa custa, mas há coisas com as quais não lhes é permitido.
15ª Como o pensamento é uma espécie de evocação , compreende-se que possa atrair Espíritos. Mas por que, quase sempre, as pessoas em que pensamos, que ardentemente desejamos rever, jamais aparecem nos sonhos, enquanto vemos outras que não nos interessam e nas quais nunca pensamos?
— Os Espíritos nem sempre podem manifestar-se visivelmente, mesmo em sonho e apesar do desejo que tenhamos de vê-los. Causas independentes da sua vontade podem impedi-los. Freqüentemente é também uma prova que o mais ardente desejo não pode afastar. Quanto às pessoas que não interessam, se é certo que não pensais nelas, é possível que pensem em vós. Aliás, não podeis fazer idéia das relações no mundo dos Espíritos. Lá tendes uma multidão de conhecidos íntimos, antigos e novos, de que não suspeitais quando acordados.
NOTA - Quando nenhum meio tenhamos de verificar a realidade das visões ou aparições, podemos sem dúvida lançá-las à conta da alucinação. Quando, porém, os sucessos as confirmam ninguém tem o direito de atribuí-las à imaginação. Tais, por exemplo, as aparições, que temos em sonho ou em estado de vigília, de pessoas em quem absolutamente não pensávamos e que, produzindo-as no momento em que morrem, vem, por meio de sinais diversos, revelar as circunstâncias totalmente ignoradas em que faleceram. Têm-se visto cavalos empinarem e recusarem caminhar para a frente, por motivo de aparições que assustam os cavaleiros que os montam. Embora se admita que a imaginação desempenhe aí algum papel, quando o fato se passa com os homens, ninguém, certamente, negará que ela nada tem que ver com o caso, quando este se dá com os animais. Acresce que, se fosse exato que as imagens que vemos em sonho são sempre efeito das nossas preocupações quando acordados, não haveria como explicar que nunca sonhemos, conforme se verifica freqüentemente, com aquilo em que mais pensamos (Allan Kardec).
16ª Por que razão certas visões ocorrem com mais freqüência quando se está doente?
— Elas ocorrem do mesmo modo no estado de perfeita saúde. Simplesmente, no estado de doença, os laços materiais se afrouxam; a fraqueza do corpo permite maior liberdade ao Espírito, que, então, se põe mais facilmente em comunicação com os outros Espíritos.
17ª As aparições espontâneas parecem mais freqüentes em certos países. Será que alguns povos estão mais bem dotados do que outros para receberem esta espécie de manifestações?
— Fizestes um registro histórico de cada aparição? As aparições, como os ruídos e todas as manifestações, produzem-se igualmente em todos os pontos da Terra; apresentam, porém, caracteres distintos, de conformidade com o povo em cujo seio se verificam. Entre estes, por exemplo, a escrita é pouco desenvolvida e não há médiuns escreventes; entre outros eles abundam; além disso, observam-se mais os ruídos e os movimentos de objetos do que as manifestações inteligentes, por serem estas menos apreciadas e procuradas.
18ª Por que as aparições se verificam mais à noite?
— Pela mesma razão que vês as estrelas à noite e não em pleno dia.. A claridade intensa pode ofuscar uma aparição delicada. Mas é errôneo supor que a noite tenha algo de espacial para isso. Interroga os que as viram e constatarás que a maioria ocorre de dia.
Concluímos nosso estudo com nota de Allan Kardec colocada após o item 18:
— Os fenômenos de aparição são muito mais freqüentes e gerais do que se pensa, porém, muitas pessoas não os revelam por medo do ridículo e outras os atribuem à ilusão. Se parecem mais numerosas entre alguns povos, é porque esses conservam com mais cuidado as tradições verdadeiras ou falsas, quase sempre ampliadas pelo poder do maravilhoso, a que mais ou menos se preste o aspecto das localidades. A credulidade então faz que se vejam efeitos sobrenaturais nos mais vulgares fenômenos: o silêncio da solidão, o íngreme caminho, o rumorejar da floresta, as rajadas da tempestade, o eco das montanhas, a forma fantástica das nuvens, as sombras, as miragens, tudo enfim se presta à ilusão das imaginações simples e ingênuas, que de boa-fé narram o que viram, ou julgaram ver. Porém, ao lado da ficção, há a realidade, que o estudo sério do Espiritismo consegue livrar dos acessórios das superstições ridículas.
BIBLIOGRAFIA
KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap VI - 2ª Parte
KARDEC, Allan - Revista Espírita, 1861 - Julho: Brasília: EDICEL. Ensaio sobre a teoria da alucinação; Variedades - As visões do Sr. O.
Tereza Cristina D'Alessandro
Junho / 2004
DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS
CAPITULO VI
MANIFESTAÇÕES VISUAIS
Estudo 35 - Item 100 (itens 12 a 18) - Perguntas sobre as Aparições
Continuando nossa análise das questões apresentadas por Allan Kardec aos Espíritos, identificamos a objetividade e simplicidade com que foram tratados assuntos que ainda hoje nos chegam revestidos do "sobrenatural e maravilhoso", o que mostra a necessidade de estudá-los à luz da Doutrina Espírita.
12ª Os Espíritos que aparecem com asas, realmente as têm ou essas asas são apenas uma aparência simbólica?
— Os Espíritos não têm asas. Não precisam delas, pois podem transportar-se por toda parte como Espíritos. Aparecem da maneira por que querem impressionar a pessoa a que se mostram. Uns aparecerão em trajes comuns, outros envoltos em amplas roupagens, alguns com asas, como atributo da categoria espiritual a que pertencem.
13ª As pessoas que vemos em sonho são sempre as que parecem ser?
— São quase sempre as mesmas pessoas que o teu Espírito vai encontrar ou que vêm te encontrar.
14ª Não poderiam os Espíritos zombeteiros tomar as aparências das pessoas que nos são caras e nos iludirem?
— Tomam aparências fantasiosas para se divertirem à vossa custa, mas há coisas com as quais não lhes é permitido.
15ª Como o pensamento é uma espécie de evocação , compreende-se que possa atrair Espíritos. Mas por que, quase sempre, as pessoas em que pensamos, que ardentemente desejamos rever, jamais aparecem nos sonhos, enquanto vemos outras que não nos interessam e nas quais nunca pensamos?
— Os Espíritos nem sempre podem manifestar-se visivelmente, mesmo em sonho e apesar do desejo que tenhamos de vê-los. Causas independentes da sua vontade podem impedi-los. Freqüentemente é também uma prova que o mais ardente desejo não pode afastar. Quanto às pessoas que não interessam, se é certo que não pensais nelas, é possível que pensem em vós. Aliás, não podeis fazer idéia das relações no mundo dos Espíritos. Lá tendes uma multidão de conhecidos íntimos, antigos e novos, de que não suspeitais quando acordados.
NOTA - Quando nenhum meio tenhamos de verificar a realidade das visões ou aparições, podemos sem dúvida lançá-las à conta da alucinação. Quando, porém, os sucessos as confirmam ninguém tem o direito de atribuí-las à imaginação. Tais, por exemplo, as aparições, que temos em sonho ou em estado de vigília, de pessoas em quem absolutamente não pensávamos e que, produzindo-as no momento em que morrem, vem, por meio de sinais diversos, revelar as circunstâncias totalmente ignoradas em que faleceram. Têm-se visto cavalos empinarem e recusarem caminhar para a frente, por motivo de aparições que assustam os cavaleiros que os montam. Embora se admita que a imaginação desempenhe aí algum papel, quando o fato se passa com os homens, ninguém, certamente, negará que ela nada tem que ver com o caso, quando este se dá com os animais. Acresce que, se fosse exato que as imagens que vemos em sonho são sempre efeito das nossas preocupações quando acordados, não haveria como explicar que nunca sonhemos, conforme se verifica freqüentemente, com aquilo em que mais pensamos (Allan Kardec).
16ª Por que razão certas visões ocorrem com mais freqüência quando se está doente?
— Elas ocorrem do mesmo modo no estado de perfeita saúde. Simplesmente, no estado de doença, os laços materiais se afrouxam; a fraqueza do corpo permite maior liberdade ao Espírito, que, então, se põe mais facilmente em comunicação com os outros Espíritos.
17ª As aparições espontâneas parecem mais freqüentes em certos países. Será que alguns povos estão mais bem dotados do que outros para receberem esta espécie de manifestações?
— Fizestes um registro histórico de cada aparição? As aparições, como os ruídos e todas as manifestações, produzem-se igualmente em todos os pontos da Terra; apresentam, porém, caracteres distintos, de conformidade com o povo em cujo seio se verificam. Entre estes, por exemplo, a escrita é pouco desenvolvida e não há médiuns escreventes; entre outros eles abundam; além disso, observam-se mais os ruídos e os movimentos de objetos do que as manifestações inteligentes, por serem estas menos apreciadas e procuradas.
18ª Por que as aparições se verificam mais à noite?
— Pela mesma razão que vês as estrelas à noite e não em pleno dia.. A claridade intensa pode ofuscar uma aparição delicada. Mas é errôneo supor que a noite tenha algo de espacial para isso. Interroga os que as viram e constatarás que a maioria ocorre de dia.
Concluímos nosso estudo com nota de Allan Kardec colocada após o item 18:
— Os fenômenos de aparição são muito mais freqüentes e gerais do que se pensa, porém, muitas pessoas não os revelam por medo do ridículo e outras os atribuem à ilusão. Se parecem mais numerosas entre alguns povos, é porque esses conservam com mais cuidado as tradições verdadeiras ou falsas, quase sempre ampliadas pelo poder do maravilhoso, a que mais ou menos se preste o aspecto das localidades. A credulidade então faz que se vejam efeitos sobrenaturais nos mais vulgares fenômenos: o silêncio da solidão, o íngreme caminho, o rumorejar da floresta, as rajadas da tempestade, o eco das montanhas, a forma fantástica das nuvens, as sombras, as miragens, tudo enfim se presta à ilusão das imaginações simples e ingênuas, que de boa-fé narram o que viram, ou julgaram ver. Porém, ao lado da ficção, há a realidade, que o estudo sério do Espiritismo consegue livrar dos acessórios das superstições ridículas.
BIBLIOGRAFIA
KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap VI - 2ª Parte
KARDEC, Allan - Revista Espírita, 1861 - Julho: Brasília: EDICEL. Ensaio sobre a teoria da alucinação; Variedades - As visões do Sr. O.
Tereza Cristina D'Alessandro
Junho / 2004
Assinar:
Postagens (Atom)
