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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Milagres existem?

Algumas pessoas se chocam ao saber que, pela doutrina espírita, milagres não
existem. Vamos então analisar melhor tal idéia - tendo em mente que existe uma grande diferença entre o inexplicado e o inexplicável -, tomando a acepção moderna da palavra “milagre” (algo que contraria as leis naturais).
Vejamos o versículo abaixo:
João, 14:12
"Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê em mim, esse também fará as obras
que eu faço, e as fará maiores do que estas..."
São tais palavras ditas pelo próprio Jesus Cristo!
Teríamos então a capacidade de fazer tudo o que ele fez!? Os apóstolos chegaram a realizar alguns milagres. A igreja católica, no processo de beatificação, requer a comprovação de certo número de milagres. Bom, se os apóstolos os faziam e hoje várias pessoas ainda os recebem, quer dizer que os milagres aconteceram e ainda acontecem em certo número. Mas então porque falar que se trata de um milagre algo que qualquer pessoa (atendendo ao pré-requisito citado no versículo acima) tem a capacidade de realizar? Hoje trens se movem sem existir contato algum entre ele e o solo! Isso tempos atrás seria considerado um milagre. Afinal, como coisa tão sólida e pesada poderia “flutuar”? Uma vez que um fenômeno se repete consideravelmente, voluntariamente ou não, pode-se dizer que existe aí uma lei (conjunto de regras) que determinam a realização ou não de tal fenômeno, conhecendo-se ou não tal lei. Mas como Jesus sempre realizava tais "milagres"??
Porque ele tinha dentro de si amor e fé em sua completa essência! Sua fé, aliás, não era um ACREDITAR, mas um SABER tudo o que era possível se fazer através de Deus. Ele sabia o que era requerido para fazer as curas e possuía tais pré-requisitos: fé e amor. Por isso os apóstolos por vezes falharam. Eles não eram, claro, tão puros quanto Jesus Cristo, nem possuíam uma fé livre totalmente de quaisquer dúvidas sobre sua capacidade. Tais fenômenos não vêm contrariar a lei natural das coisas. De uma ótica materialista, sim, os milagres existem, pois daí não sairão respostas às coisas que tem a ver mais com o plano espiritual que com o plano material.
Não tiramos os méritos de Jesus ao não interpretar tais feitos como milagres. Pelo contrário, dá-se ainda mais méritos a ele! Ele realizou tais feitos através da fé, do amor e da superioridade moral que possuía em si mesmo. Se os tivéssemos, também conseguiríamos! Não nos esqueçamos de que o amor é a força maior do universo, uma vez que Deus, seu criador, é amor! Mas resta ainda um último ponto: e Deus? Seria Ele capaz de realizar um milagre? Algo realmente sem nenhum nexo ou possível justificação, realmente contrário às leis naturais? Não queiramos aqui interpretar os pensamentos e idéias de Deus, que são fruto de uma sabedoria infinita, mas tentemos pensar um pouco. Deus criou o universo e tudo o que existe. Tal criação se dá sob certas leis naturais, que vêm Dele, claro, e que, por isso, são imutáveis (perfeitas). Poderia Ele fazer alguma coisa que contrariaria uma lei natural emanada Dele mesmo? Sim, Ele pode qualquer coisa. E apenas Ele - pois não há nada maior que Ele - poderia fazer algo contrário a uma lei natural vinda Dele mesmo! Mas, ao fazê-lo, não estaria aí uma afirmação de que tal lei não era perfeita, pois fora derrogada? Ou não, Ele faria isso apenas para nos mostrar que pode e consegue?


www.saberespirita.com.br 
– Conhecendo o Espiritismo sem preconceitos Site Saber Espírita - 2005 

MILAGRES DA VIDA

Perspectiva Espírita
“Até mesmo aqueles que conseguem o que querem precisam pedir o que necessitam.”





Hoje ao acordar me surpreendi com um milagre da vida à minha frente...uma lembrança que simplesmente me permiti esquecer.
Talvez porque este fato aconteceu em meio à pessoas comuns, num lugar comum, chamado lar.
Nessa lembrança, acordo pela manhã e sei que não tenho um emprego que proverá a mim e aos meus.
Vou sair à procura deste emprego, mas não tenho dinheiro para pegar o ônibus. Digo: e agora?
Meu filho, de 09 anos se aproxima e diz: Tome papai, um passe para que você possa ir “ver” o emprego.
Eu vim da escola ontem a pé para guardar o passe e dar a você, pois sabia que você iria precisar...
Não consegui alcançar suas mãozinhas, antes que meu rosto se umedecesse pelas lagrimas -.
- Quem é que tem que se preocupar com quem?
Porém, ele não termina aí: - Se você precisar eu tenho mais alguns... Eu tenho vindo sempre a pé pois, vai que você precisa, né?
O que eu fiz para merecer o gesto daquela criança?
Ele é meu filho, mas o que o “levou” a agir assim?
Com apenas 09 anos ele poderia simplesmente se calar, virar as costas e ir brincar... Isto sim, seria normal, seria comum!
Será que não é isto que nos falta? Olhar para aqueles com quem vivemos e perceber as coisas incomuns que fazem por nós?
Hoje, na sua adolescência temos muitos conflitos, porque eu na minha maturidade tenho muitos conflitos.
A rotina desgasta, torna opaca nossa convivência, e muitas vezes a distância, a frieza, parecem falar mais alto. O silencio é maior que as palavras.
Desentendimentos? Comuns - e me pergunto – Por quê?
Porque os problemas se tornam maiores que o amor sentimos?
É por que nos esquecemos de lembrar dos gestos nobres, das renúncias, dos sacrifícios que acontecem sempre no seio de todas as famílias e por ser familiar, acreditamos que são obrigatórios, são comuns e na verdade não são!
Existe sim, um dever perante nossos compromissos familiares, mas ninguém pode obrigar ninguém a cumprir.
Nós realmente confundimos muito nossos deveres com nossas obrigações.
Você pode “obrigar” seu filho a morar com você, mas não que compartilhe a existência.
Pode obrigar alguém estar ao seu lado, mas nunca vai saber se esta com você.
Obrigar que ele se cale, mas não que te respeite.
Obrigar que ele estude, trabalhe, mas pode exigir que ele seja feliz?
Eu decidi hoje enumerar alguns acontecimentos “nobres” da minha vida, onde as pessoas que compartilham sua convivência comigo, tinham uma escolha comum para fazer, mas não fizeram.
Fizeram o milagre da vida... o milagre do amor.
MILAGRES DA VIDA
Pergunta: Precisamos ir longe para encontrar a felicidade? Porque?
Resposta: Não, porque a fonte da felicidade está dentro de cada um.
Pergunta: Como encontrar a felicidade?
Resposta: Conhecendo e amando a nos mesmos.    
Questionamentos e dúvidas:
Você concorda com a resposta da pergunta acima?


Departamento de Doutrina
U.S.E.-UNIÃO DAS SOCIEDADES ESPIRÍTAS INTERMUNICIPAL BAURU
Boletim Informativo Ano XXXIV, nº 397 Abril de 2006   


MILAGRES “A Gênese” (capítulo 13, item 1).

Danilo Carvalho Villela


A origem das religiões é habitualmente assinalada por fatos extraordinários, boa parte deles de caráter mediúnico como sabemos hoje, que se apresentam na vida de um líder espiritual e seus seguidores mais próximos. Desde a Antigüidade, mais particularmente em nossa tradição judaico-cristã, a possibilidade de realizar o inabitual ou inacessível à pessoa comum distinguiria o profeta, credenciando-o a falar em nome de Deus. É claro que tal impressão decorre de nossa imaturidade, que identifica obediência com inferioridade e fraqueza e nos leva a ver tais ocorrências, extraordinárias e inexplicáveis, como prova de força, assemelhando o poder divino à autoridade humana que, não raro, se converte em arbítrio permitindo-se violar as regras que ela mesma estabeleceu e a que todos devem obedecer. Na verdade, o Criador age de forma oposta àquela suposição, mediante ordem (leis naturais), ritmo (dias e noites, estações) e harmonia (ecossistemas, organismos vivos) dos conjuntos e do todo, sendo que aparentes rupturas, tais como tempestades ou afastamento do tipo normal (deformação ou falta, congênita, de membros no corpo humano), surgem também em decorrência de leis de correção e compensação.
Jesus ao longo de seu ministério e em consonância com aquela mentalidade realizou muitos de tais feitos – chamados sinais na linguagem bíblica – que evidenciariam sua condição de embaixador divino.
Ilustrativo, a respeito, é o seu diálogo com Nicodemos que, ao procurá-lo, afirmou:
“Pois um homem não poderia fazer o que tu fazes se Deus não estivesse com ele” (João, 3:2). Não compreendia aquele doutor da Lei, conhecedor dos textos sagrados, que o que tornava Jesus um ser diferente eram a sua imensa capacidade de amar, até mesmo os inimigos, e sua integral submissão à vontade divina (“meu manjar é fazer a vontade daquele que me enviou” – João, 4 : 34). Por isso, em suas palavras acima, fazer e fazes referem-se justamente à visão comum do profeta como pessoa que faz milagres e não a condição espiritual superior do Mestre. E note-se, a propósito, que o encontro com Nicodemos é uma das raras passagens do Evangelho que apresentam alguém que vai procurar Jesus para informar-se de sua mensagem e não por estar sofrendo com enfermidades, conflitos ou interferências espirituais negativas, como ocorreu com a grande maioria. Sentindo-se diante de pessoa mais esclarecida, Jesus fala-lhe da reencarnação... Mas não é compreendido, exclamando então: “És mestre em Israel mas não sabes destas coisas?” (João, 3:10).
Transitamos, presentemente, e de forma gradual, como é compreensível, da fase infantil-mágica do pensamento religioso para uma etapa nova em que o conhecimento melhor das Leis Divinas permite compreender que doar é conquistar, servir é engrandecer-se e obedecer é ser realmente livre.
Vertentes diversas do moderno pensamento religioso, bem como, desde seu surgimento, a Doutrina Espírita, nos oferecem essa visão coerente do panorama Criador/mundo/criaturas, na qual se evidenciam, de forma mais bela e mais completa, o amor e a sabedoria divina no governo do Universo.
“A Gênese” (capítulo 13, item 1).
SEI
SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES
Boletim Semanal
Rio de Janeiro - RJ

Sábado, 17/5/2008 no 2094

HÁ MILAGRES?

Jáder Sampaio


Considerando o milagre como sendo o sobrenatural, isto é, aquilo que vai além da natureza, o que contraria as leis naturais, o Espiritismo se coloca contra a existência deles.
Se entendermos, porém, que os milagres são fenômenos pouco comuns, que ainda não foram devidamente estudados e explicados, mas que se situam no plano dos fenômenos naturais ou culturais, o parecer da doutrina espírita é oposto ao anterior.
Já não há mais como conceber o religioso do século XX tentando sensibilizar a divindade com severas constrições, ou com “negociatas celestes" solicitando que modifique a ordem universal que ela mesma estabeleceu e venha a seu socorro de forma mágica e definitiva.
Deus seria, então, uma marionete voluntariosa dos desejos humanos agindo a favor dos interesses de uns e, muitas vezes, contra os interesses de outros. Suscetível aos homens, estaria reduzido à condição humana.
Somos obrigados, entretanto, a reconhecer que muitos fenômenos vem desafiando os sistemas científicos de nosso tempo. A capacidade de prever o futuro de Edgar Cayce, as cirurgias mediúnicas do Dr. Fritz, a capacidade musical do deficiente mental Sibelius, a pintura mediúnica de Gaspareto, as materializações e desmaterializações de Florence Cook, os “poltergeist” e as casas assombradas no Rio Grande do Sul, a mediunidade poliglota de Therese Newmann, os exercícios de levitação de Carlos Mirabelli e dos Lamas Tibetanos e muitas outras coisas tanto incomuns quanto reais, mas que, estamos certos, perfeitamente compreensíveis.
Todos estes fenômenos são passíveis de investigação e estamos seguros que alguns deles remetem o homem à sua dimensão espiritual.
Cabe aos religiosos não empurrarem a Deus as causas daquilo que desconhecem, proclamando milagroso ou sobrenatural, ou simplesmente virando as costas para o que lhes é desconhecido.
Esta percepção mais ampla do ser humano certamente influenciará na criação de novas formas de relacionamento entre as pessoas, e as transformações histórico-sociais que estão acontecendo.


Publicado no Diário de Montes Claros de 26 de Janeiro de 1991.

MILAGRES

CURSO INTERNET
1ª PARTE
CURSO PARA PRINCIPIANTES NA DOUTRINA ESPÍRITA
Maria Cotroni Valenti
mariazinha.cotronivalenti@gmail.com
6ª. AULA
PARTE B

O que é milagre?
Existe milagre?
No dicionário encontramos a seguinte definição de Milagre:- Algo fora da lei da natureza.
-Algo para o qual não há explicação.
As Leis da Natureza são as Leis de Deus. Podemos questionar as leis de Deus?
Claro que não!
Jesus curou, transformou água em vinho, multiplicou os pães, andou sobre as águas (os apóstolos pensaram até que se tratasse de fantasma).
Será que Jesus revogou as Leis do Pai?
Podemos então afirmar que nenhum ato praticado por Jesus foi milagre ou coisa sobrenatural.
O que Jesus fez foi usar os recursos das leis da natureza.
Através da Sua mente equilibrada ele associou os fluídos colocando em ação as técnicas existentes na natureza.
Os recursos da natureza são usados e transformados de acordo com o pensamento e a vontade. Basta conhecê-los!(muitas coisas nós ignoramos e outras não sabemos usar).
Ao que não conhecemos ou não sabemos usar, erroneamente chamamos de Milagre.
Usando de malícia, as pessoas se aproveitam da ingenuidade do outro para aplicar o golpe do milagre (Exemplo:- Anhanguera colocou fogo no álcool dizendo aos índios que incendiaria os rios caso não recebesse as pedras preciosas).
Ingenuamente poderíamos dizer que a internet é um milagre, pois ela coloca o pensamento de uma pessoa do outro lado do mundo em contato imediato com você, onde quer que você esteja.
No entanto sabemos que a tecnologia se aproveita apenas dos recursos da natureza para tal.
O dito Milagre se confunde com o Poder.
Usando desta comparação alguns afirmam que tal santo é milagroso (poderoso)
O milagre é criação religiosa onde a intenção é dominar a humanidade.
Quando Jesus disse:- “A tua fé te curou”, Ele quis dizer que a fé e a confiança foram suficientes para atrair e transformar o fluido universal em remédio para os males do corpo.
Quando disse; “Vá e não peques mais”, Ele quis nos orientar para que com pensamentos e atos positivos fechemos os canais por onde passam as interferências negativas .
A transmissão da eletricidade há pouco mais de 100 anos, poderia ser considerada milagre, pois como poderia ser considerado natural o fato de apenas apertar um botão e ascender uma lâmpada ou movimentar uma máquina à distância?
A energia não é vista, mas ela existe e atua.
A energia elétrica pode fulminar uma pessoa (eletrocutar).Antigamente isso seria atribuído ao poder, ao milagre.
Temos hoje aparelhos (controle remoto / celular) que nem fio precisa.
Isso é um milagre?
Não! Isso é explicado pela ciência.

(Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo / O Livro dos Espíritos)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

MILAGRES DA VIDA 2


MILAGRES DA VIDA 1


MILAGRES A Gênese 1


HÁ MILAGRES?


3 MILAGRES 2


3 MILAGRES 1


2 MILAGRES 2


2 MILAGRES 1


1 MILAGRES 4


1 MILAGRES 3


1 MILAGRES 2


1 MILAGRES 1


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Breve Histórico sobre Magnetismo


Adilton Pugliese

Identificar as origens da terapia espírita conhecida como passes é realizar longa viagem aos tempos imemoriais, aos horizontes primitivos da pré-história, porquanto essa técnica de cura está presente em toda a história do homem. "Desde essa época remota, o homem e os animais já conviviam com o acidente e com a doença. Pesquisas destacam que os dinossauros eram afetados' por tumores na sua estrutura óssea; no homem do período paleolítico e da era neolítica há evidência de tuberculose da espinha e de crises epilépticas".

"Herculano Pires diz que o passe nasceu nas civilizações antigas, como um ritual das crenças primitivas. A agilidade das mãos sugeria a existência de poderes misteriosos, praticamente comprovados pelas ações cotidianas da fricção que acalmava a dor. As bênçãos foram as primeiras manifestações típicas dos passes. O selvagem não teorizava, mas experimentava, instintivamente, e aprendia a fazer e a desfazer as ações, com o poder das mãos".

No Antigo Testamento, em II Reis, encontramos a expectativa de Naamá: "pensava eu que ele sairia a ter comigo, por-se-ia de pé, invocaria o nome do Senhor seu Deus, moveria a mão sobre o lugar da lepra, e restauraria o leproso".

Na Caldéia e na Índia, os magos e brâmanes, respectivamente, curavam pela aplicação do olhar, estimulando a letargia e o sono. No Egito, no templo da deusa Isis, as multidões aí acorriam, procurando o alívio dos sofrimentos junto aos sacerdotes, que lhes aplicavam a imposição das mãos.

Dos egípcios, os gregos aprenderam a arte de curar. O historiador Heródoto destaca, em suas obras, os santuários que existiam nessa época para a realização das fricções magnéticas.

Em Roma, a saúde era recuperada através de operações magnéticas. Galeno, um dos pais da medicina moderna, devia sua experiência na supressão de certas doenças de seus pacientes à inspiração que recebia durante o sono. Hipócrates também vivenciou esses momentos transcendentais, bem como outros nomes famosos, como Avicena, Paracelso...

Baixos relevos descobertos na Caldéia e no Egito, apresentam sacerdotes e crentes em atitudes que sugerem a prática da hipnose nos templos antigos, com finalidades certamente terapêuticas.

"Com o passar dos tempos, curandeiros, bruxas, mágicos, faquires e, até mesmo, reis (Eduardo, O Confessor; Olavo, Santo Rei da Noruega e vários outros) utilizavam os toques reais".

Depreendemos, a partir desses breves registros, que a arte de curar através da influência magnética era prática normal desde os tempos antigos, sobretudo no tempo de Jesus, quando os seus seguidores exercitavam a técnica da cura fluídica através das mãos. Em o Novo Testamento vamos encontrar o momento histórico do próprio Mestre em ação: E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da lepra. "Os processos energéticos utilizados pelo Grande Mestre da Galiléia são ainda uma incógnita. O talita kume! ecoando através dos séculos, causa espanto e admiração. A uma ordem do Mestre, levanta-se a menina dada como morta, pranteada por parentes e amigos".

Todos esses fatos longínquos pertencem ao período anterior a Franz Anton Mesmer, nascido a 23.05.1733 em Weil, Áustria. Educado em colégio religioso, estudou Filosofia, Teologia, Direito e Medicina, dedicando-se também à Astrologia.

"No século XVIII, Mesmer, após estudar a cura mineral magnética do astrônomo jesuíta Maximiliano Hell, professor da Universidade de Viena, bem como os trabalhos de cura magnética de J.J. Gassner, divulgou uma série de técnicas relativas à utilização do magnetismo humano, instrumentalizado pela imposição das mãos. Tais estudos levaram-no a elaborar a sua tese de doutorado - De Planetarium Inflexu, em 1766 - de cujos princípios jamais se afastou. Mais tarde, assumiram destaque as experiências do Barão de Reichenbach e do Coronel Alberto de Rochas".

Mesmer admitia a existência de uma força magnética que se manifestava através da atuação de um "fluido universalmente distribuído, que se insinuava na substância dos nervos e dava, ao corpo humano, propriedades análogas ao do imã. Esse fluido, sob controle, poderia ser usado como finalidade terapêutica".

Grande foi a repercussão da Doutrina de Mesmer, desde a publicação, em 1779, das suas proposições: A memória sobre a descoberta do Magnetismo Animal, passando, em seguida, a ser alvo de hostilidades e, em face das surpreendentes experiências práticas de terapia, conseguindo curas consideráveis, na época vistas como maravilhosas, transformar-se em tema de discussões e estudos.

"Em breve, formaram-se dois campos: os que negavam obstinadamente todos os fatos, e os que, pelo contrário, admitiam-nos com fé cega, levada, algumas vezes até à exageração".

Enquanto a Faculdade de Medicina de Paris "proibia qualquer médico declarar-se partidário do Magnetismo Animal, sob pena de ser excluído do quadro dos doutores da época", um movimento favorável às idéias de Mesmer levava à formação das Sociedades Magnéticas, sob a denominação de Sociedades de Harmonia, que tinham por fim o tratamento das moléstias.

Em França, por toda a parte, curava-se pelo novo método. "Nunca, diria Du Potet, a medicina ordinária ofereceu ao público o exemplo de tantas garantias", em face dos relatórios confirmando as curas, que eram impressos e distribuídos em grande quantidade para esclarecimento do povo.

Como destacamos, o Magnetismo era tema principal de observação e estudos, sendo designadas Comissões para estudar a realidade das técnicas mesmerianas, atraindo a atenção de leigos e sábios. Em 1831, a Academia de Ciências de Paris, reestudando os fenômenos, reconhece os fluidos magnéticos como realidade científica. Em 1837, porém, retrata-se da decisão anterior, e nega a existência dos fluidos.

Deduz-se que essa atitude dos relatores teria sido provocada pela forma adotada pelos magnetizadores para tornar popular a novel Doutrina: explorando o que se chamou A Magia do Magnetismo, utilizando pacientes sonambúlicos, teatralizando a série de fenômenos que ocorriam durante as sessões, e as encenações ruidosas, que ficaram conhecidas como a Câmara das Crises ou O Inferno das Convulsões, tendo como destaque central a Tina de Mesmer - uma grande caixa redonda feita de carvalho, cheia de água, vidro moído e limalha de ferro, em torno da qual os doentes, em silêncio, davam-se as mãos, e apoiavam as hastes de ferro, que saiam pela tampa perfurada, sobre a parte do corpo que causava a dor. Todos eram rodeados por uma corda comprida que partia do reservatório, formando a corrente magnética.

Todo esse aparato, porém, não era apropriado para convencer os observadores do efeito eficaz e positivo das imposições e dos passes.

Ipso facto, as Comissões se inclinaram pela condenação do Magnetismo, considerando que as virtudes do tratamento ficavam ocultas, enquanto os processos empregados estimulavam desconfiança e descrédito.

Os seguidores de Mesmer, entretanto, continuaram a pesquisar e a experimentar.

"O Marquês de Puységur descobre, à custa de sugestões tranquilizadoras aos magnetizados; o estado sonambúlico do hipnotismo; seguem os seus passos Du Potet e Charles Lafontaine".

No sul da Alemanha, o padre Gassner leva os seus pacientes ao estado cataléptico, usando fórmulas e rituais, admitindo a influência espiritual.

Em 1841, um médico inglês, o Dr.James Braid, de Manchester, surpreendeu-se com a singularidade dos resultados produzidos pelo conhecido magnetizador Lafontaine, assistindo uma de suas sessões públicas, ao agir sobre os seus pacientes, fixando-lhes os olhos e segurando-lhes os polegares.

Braid, em seus trabalhos e escritos científicos, procurou explicar o estado psíquico especial, que era comum nos fenômenos ditos magnéticos, sonambúlicos e sugestivos. Em seus derradeiros trabalhos passou a admitir a hipótese de dois fenômenos de efeitos semelhantes: um hipnótico, normal, devido a causas conhecidas e um magnético, paranormal, a exemplo da visão a distância e a previsão do futuro.

Outros pesquisadores seguiram-no: Charcot, Janet, Myers, Ochorowicz, Binet, Alphonse Búe e outros.

Em 1875, Charles Richet, então ainda estudante, busca provar a autenticidade científica do estado hipnótico, que segundo ele, mais não era que um estado fisiológico normal, no qual a inteligência se encontrava, apenas, exaltada".

Antes, porém, em Paris, o Magnetismo também atrairá a atenção do pedagogo, homem de ciências, Professor Hippolyte Léon Denizard Rivail. Consoante o Prof. Canuto Abreu, em sua célebre obra O Livro dos Espíritos e sua Tradição Histórica e Lendária, Rivail integrava o grupo de pesquisadores formado pelo Barão Du Potet (1796-1881), adepto de Mesmer, editor do Journal du Magnétisme e dirigente da Sociedade Mesmeriana. À página 139 dessa elucidativa obra, depreende-se que o Prof. Rivail freqüentava, até 1850, sessões sonambúlicas, onde buscava solução para os casos de enfermidades a ele confiados, embora se considerasse modesto magnetizador.

Os vínculos, do futuro Codificador da Doutrina Espírita, com o Magnetismo, ficam evidenciados nas suas anotações intimas constantes de Obras Póstumas, relatando a sua iniciação no Espiritismo, quando em 1854 interessa-se pelas informações que lhe são transmitidas pelo magnetizador Fortier, sobre as mesas girantes, que lhe diz: "parece que já não são somente as pessoas que se podem magnetizar"..., sentindo-se à vontade nesse diálogo com o então pedagogista Rivail. São dois magnetizadores, ou passistas, que se encontram e abordam questões do seu íntimo e imediato interesse.

Mais tarde, ao escrever a edição de março de 1858 da Revista Espírita, quase um ano após o lançamento de O Livro dos Espíritos em 18.04.1857, Kardec destacaria: “O Magnetismo preparou o caminho do Espiritismo (...). Dos fenômenos magnéticos, do sonambulismo e do êxtase às manifestações espíritas (...) sua conexão é tal que, por assim dizer, é impossível falar de um sem falar de outro". E conclui, no seu artigo: "Devíamos aos nossos leitores esta profissão de fé, que terminamos com uma justa homenagem aos homens de convicção que, enfrentando o ridículo, o sarcasmo e os dissabores, dedicaram-se corajosamente à defesa de uma causa tão humanitária

É o depoimento inconteste do valor e da profunda importância da terapia através dos passes, e, mais tarde, em 1868, ao escrever a quinta e última obra da Codificação, A Gênese, abordaria ele a "momentosa questão das curas através da ação fluídica", destacando que todas as curas desse gênero são variedades do Magnetismo, diferindo apenas pela potência e rapidez da ação. O princípio é sempre o mesmo: é o fluido que desempenha o papel de agente terapêutico, e o efeito está subordinado à sua qualidade e circunstâncias especiais.

Os passes têm percorrido um longo caminho desde as origens da humanidade, como prática terapêutica eficiente, e, modernamente, estão inseridos no universo das chamadas Terapêuticas Espiritualistas.

Tem sido exitosa, em muitos casos, a sua aplicação no tratamento das perturbações mentais e de origem patológica. Praticado, estudado, observado sob variáveis nomenclaturas, a exemplo de magnoterapia, fluidoterapia, bioenergia, imposição das mãos, tratamento magnético, transfusão de energia-psi, o passe vem notabilizando a sua qualidade terapêutica, destacando-se seus desdobramentos em Passe Espiritual (energias dos Espíritos), Passe Magnético (energias do médium) e Passe Mediúnico (energias dos Espíritos e do médium), constituindo-se, na atualidade, em excelente terapia praticada largamente nas Instituições Espíritas.

Amparado por um suporte científico, graças, sobretudo, às experiências da Kirliangrafia ou efeito Kirlian, de que se têm ocupado investigadores da área da Parapsicologia, e às novas descobertas da Física no campo da energia, vem obtendo a aceitação e a prescrição de profissionais dos quadros da Medicina, sobretudo da psiquiátrica, confirmando a excelência do Espiritismo, que explica a etiologia das enfermidades mentais e oferece amplas possibilidades de cura desses distúrbios psíquicos, ampliando a ação terapêutica da Psicoterapia moderna.




FIM

bons e maus fluidos

Falando aos Jovens

Luiz Sérgio


Livro: Falando aos Jovens

DEFENDENDO A MORADIA

Hoje vamos refletir sobre bons e maus fluidos, e o processo como podem atingir os encarnados.

Um dia desses fizemos uma visita com a finalidade de ajudar, numa determinada situação. Fomos incumbidos pelo irmão José, mentor amorável que recebeu o pedido de socorro. Quando chegamos ao endereço (é importante que coloquem o endereço, pois adianta a nossa parte), como é de praxe analisamos o ambiente por inteiro.

Sentimos suas vibrações, avaliamos o estado físico e espiritual da família toda; observamos também o aspecto de cuidados e higiene com a moradia, elementos que revelam o estado mental de seus moradores.

Na porta de acesso à sala de visitas, sabe o que vimos, espalhado pelo chão, inclusive nos rodapés e embaixo do tapete? - Sal grosso, desse que se utiliza para churrasco, acredito. Ali estava sendo utilizado com a finalidade de purificar o ambiente, impedindo a entrada de maus fluidos.

Nossa patota, admirada, fez o seguinte comentário: “se os fluidos são manipulados e direcionados pela força mental, será que estes moradores estão realmente protegidos? Imaginam eles que os fluidos chegarão “a pé”, tocarão a campainha e entrarão pela porta da frente?”

Foi uma excelente oportunidade para que revíssemos o que a Doutrina Espírita esclarece sobre o assunto: fluidos são energias sutis que envolvem um lar, um ambiente social ou local de trabalho, e estão de acordo com o padrão do pensamento dos seres que estão em convivência. Não precisam, necessariamente, vir de fora, de inimigos encarnados ou desencarnados. Na maioria das vezes, os humanos se vêem envolvidos por fluidos perniciosos produzidos por sua própria mente enferma, por sentimentos de desespero, pânico, ódio, mágoas e ressentimentos.

Pensamentos bons são saudáveis e higienizam o ambiente. A boa leitura, o estudo do Evangelho, o cultivo da alegria e do bom relacionamento com a família e com os vizinhos criam, ao redor do indivíduo, uma aura protetora que nenhum pensamento destrutivo pode abalar.

Meus companheiros, ainda inexperientes, não entendera, por que uma pessoa que se diz espírita e invoca a proteção dos Espíritos, ainda se utiliza de instrumentos tão precários para a proteção: o sal grosso, amuletos variados e outras coisinhas mais, que nos abstemos de declinar para não constranger os amigos.

Espíritas, cresçam, avancem nos estudos doutrinários e cultivem uma fé racional!

Ah, o socorro foi providenciado.

Paz!


Departamento de Doutrina        
 Rua Virgílio Malta, 7-60 - Bauru - SP
CEP 17015-220
Fone (014) 3227-0770
ão Jurídica e Administrativa
João José de Lima (Jota)
Ano XXXV, nº 418
Fevereiro de 2008


FLUIDOS 4


FLUIDOS

CURSO INTERNET
1ª PARTE
CURSO PARA PRINCIPIANTES NA DOUTRINA ESPÍRITA
Maria Cotroni Valenti
mariazinha.cotronivalenti@gmail.com


6ª. AULA
PARTE A



Sabemos que todo espaço é ocupado por elementos naturais invisíveis e imperceptíveis por quase todos nós.
O elemento básico ou a matéria prima do universo é o Fluido Universal, também chamado de Fluido Cósmico.
Então, tudo tem a sua origem nesse fluido.
Essa matéria prima pode ser transformada em todas as formas de matéria e energia existentes na terra e em todas as energias manipuladas pelos espíritos.
A matéria adquire vida quando combinada com o princípio vital.
A matéria é combinação dos elementos químicos.
O Fluido Universal se transforma nos elementos químicos e estes se combinam para formar os materiais existentes na terra.
O Fluido Vital, também chamado de Fluido Magnético, é o que nos revigora e nos dá resistência. O passe magnético é um reforço físico.
Podemos acumular ou dispersar fluidos.
Por meio da nossa vontade e pelo nosso pensamento agimos sobre os fluidos e determinamos a direção, a combinação ou a dispersão dos mesmos.
O Fluido assume estados que constituem inumerável variedade de corpos da natureza.
Estes estados variam desde o estado fluídico etéreo no plano espiritual até a condensação ou materialização no plano físico.
Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais como os miasmas deletérios corrompem o ar que respiramos. (A água pode se tornar um elemento de cura ou de destruição).
A prece é direcionada através dos fluidos.
O perispírito é formado pelos fluidos do mundo no qual vivemos.
A vontade é o veículo do pensamento da mesma forma que o ar é o veiculo do som.
Porém as vibrações do ar são limitadas e as vibrações do fluido universal são sem limites.
(Se estendem pelo infinito).
Assim sendo, quando dirigimos um pensamento a alguém, formamos uma corrente fluídica de nós para o outro e o sentimento é assim transmitido.
Quanto mais puro e sincero for o sentimento, mais abrangente será o impacto.
Com a prece nós atraímos o auxílio dos bons espíritos que vem nos sustentar e nos inspirar a tomarmos as melhores soluções e atitudes.
Com a prece nós reforçamos a fé e a esperança de quem queremos proteger e a nossa também, pois a prece acumula fluidos que atuam em nosso benefício ou em beneficio do outro.
Podemos pensar que uma pessoa não recebe os benefícios da prece feita a seu favor por ser ela uma pessoa muito endurecida (que tenha o coração fechado pela rebeldia, raiva ou qualquer outro sentimento ruim).
Porém esse acúmulo de bons fluidos fica reservado e no momento que esta pessoa fizer algo positivo esses fluidos encontrarão campo para agir a seu favor.
No caso de vibrações negativas acontece exatamente a mesma coisa.
Eis aí a importância do ensinamento: ORAI E VIGIAI!


(Fonte: A Gênese)

FLUIDOS 3


FLUIDOS 2


FLUIDOS 1