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domingo, 30 de novembro de 2008

55 - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAPÍTULO V: BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS

PROVAS VOLUNTÁRIAS E VERDADEIRO CILÍCIO

  29: Aquele que está desgostoso da vida, mas não querendo abreviá-la, será culpado, indo procurá-la num campo de batalha, com o pensamento de torná-la útil?

           Sendo o homem um Espírito encarnado, fazendo sua evolução, através das experiências vividas na Terra, é a intenção dos seus atos que demonstra o que ele realmente é, o que sente, o que pensa, o que quer e o que faz.

           No conhecer-se a si próprio, através do voltar-se para dentro de si, analisando o que sente em relação à vida, a si próprio, aos outros, libertando-se do verniz da educação social, das astúcias do orgulho e do egoísmo, que disfarçam as más intenções, vai o homem percebendo suas reais intenções em tudo que faz.

           No funcionamento das leis divinas, em relação ao espírito imortal, a intenção é o que realmente conta.

           Quando os enganos acontecem e, ao invés de ajudar, determinada ação prejudica, o homem tem responsabilidade relativa nas suas conseqüências. Sentirá, dentro de si, a necessidade de reparar os efeitos, mas não será considerado culpado pela lei ou por ele, visto que a intenção sua era auxiliar.

           Errou na maneira de executar sua boa intenção, devido, talvez, às suas imperfeições. Essa constatação levá-lo-á ao esforço de aperfeiçoar-se, perseverantemente, sem acusações ou remorsos.

           A própria justiça humana, tão imperfeita, porque feita por homens imperfeitos, traz, nos seus códigos, a diferenciação entre o crime culposo, sem medir as conseqüências, sem a intenção de fazê-lo e o crime doloso, quando está presente no ato a intenção de realizá-lo.

           Assim, São Luís responde à pergunta, dizendo que “quer o homem se mate ou se faça matar, o objetivo é sempre o de abreviar a vida e, por conseguinte, há suicídio de intenção, embora, não haja de fato. O pensamento de que a sua morte servirá para alguma coisa é ilusório, simples pretexto, para disfarçar a ação criminosa e desculpá-lo aos seus próprios olhos. Se ele tivesse seriamente o desejo de servir à pátria, procuraria antes viver para dedicar-se à sua defesa, e não morrer, porque, uma vez morto já não serve para nada. A verdadeira abnegação consiste em não temer a morte quando se trata de ser útil, em enfrentar o perigo e oferecer o sacrifício da vida, antecipadamente e sem pesar, se isso for necessário. Mas a intenção premeditada de procurar a morte, expondo-se para tanto ao perigo, mesmo a serviço, anula o mérito da ação”.

           Nessa resposta, vemos a importância da nossa renovação interna, para que nossas boas intenções sejam, de fato, honestas e claras, não dando oportunidade de disfarces para enganar aos outros, mas, principalmente, para enganar a nós próprios, retardando nossa caminhada evolutiva.

 

Leda de Almeida Rezende Ebner

Janeiro / 2006

Ajudemos a vida mental

JOSÉ ARGEMIRO DA SILVEIRA
de Ribeirão Preto, SP

"E seguia-o uma grande multidão da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia e de além do Jordão". (Mateus, 4:25) 

No livro Fonte Viva, cap. 144, comentando o versículo acima, Emmanuel afirma que "a multidão continua seguindo Jesus na ânsia de encontrá-Lo".

À medida que o tempo passa, e a Humanidade progride, as pessoas interessadas conseguem aprofundar um pouco mais na compreensão dos ensinamentos constantes do Evangelho. Não adianta a interferência dos que se colocam entre o povo e o Senhor, porque a busca de consolo e revelação se intensifica de século a século. Assim, na condição de aprendizes, podemos colaborar com aqueles que buscam o conhecimento, facilitando a sintonia da criatura com o Criador. Para esse trabalho, não há necessidade de títulos, ou cargos importantes. Vale a boa vontade e o espírito de cooperação para que as pessoas sejam auxiliadas a pensar na extensão do bem. Emmanuel sugere algumas atividades: colaborar na alfabetização das pessoas, estimular a leitura edificante, proferir palestras educativas; divulgação de páginas consoladoras, meditação, reflexão. Sobretudo empenhar-se em dar exemplos de bondade nas pequenas coisas. Tarefa primordial é o despertamento de valores íntimos e pessoais. O semeador, antes de sair a semear, necessita cuidar da sementeira. Conclui Emmanuel: "Orientar o pensamento, esclarecê-lo e sublimá-lo é garantir a redenção do mundo. Ajudemos a vida mental da multidão e o povo conosco encontrará Jesus, mais facilmente para a vitória da vida eterna". (1)

O campo de trabalho é imenso. Às vezes achamos que possuímos poucos recursos, subestimamos nossas possibilidades e, à semelhança do personagem da parábola dos talentos, enterramos nosso talento, o que não nos beneficiará, de futuro.

O ser humano possui dois tipos de carência a do corpo e a da mente (ou do Espírito). A fome do corpo todos sentem seus efeitos e buscam atendê-la.

A carência da mente não é considerada. A pessoa não se julga necessitada de esclarecimentos; não sente falta de luz e compreensão. Por mais equivocada, acha estar na posse da verdade e não mostra receptividade aos que desejam auxiliá-la no enriquecimento da vida mental. Às vezes até se volta contra aqueles que pretendem ajudá-la nesse aspecto. A distribuição de recursos materiais aos carentes do corpo é sempre bem recebida, tanto pelos beneficiários, como apoiada por terceiros que tomam conhecimento do fato. Entretanto, quando se tenta colaborar com as pessoas no seu processo educativo, visando sua auto-libertação, raramente o esforço é bem compreendido e apoiado. A ajuda material, quando realizada com fraternidade, respeito pelo outro, e sem constituir motivo de orgulho para quem a promove, é de grande valia. Porém o auxílio que visa a autonomia do outro, que busca debelar a causa do mal, é, ainda, mais valiosa. E o aprendiz do Evangelho tem condições de colaborar nesse sentido, pois dispõe de conhecimento suficiente para a nobre tarefa. Necessário agir, e não ficar só na teoria. Como diz o compositor da música popular: "(…) a lição sabemos de cor, só nos resta aprender" Temos o conhecimento teórico, necessário a aplicação, saber fazer. Disse alguém que possuímos muitas iniciativas e pouca "acabativa", ou seja, ótimas idéias e poucas atitudes. O Cristianismo se consolidou graças ao trabalho heróico dos cristãos dos primeiros tempos. Suas atitudes na exemplificação dos ensinos foram fundamentais. Também o Espiritismo conseguiu chegar até onde chegou, não só pela excelência dos ensinamentos, mas pela vivência, dedicação e empenho de muitos trabalhadores valorosos, Espíritos missionários, que tudo fizeram (e continuam fazendo) para traduzir em atitudes os ensinos contidos nos livros. Assim, reflitamos com Emmanuel, quando nos diz: "(…) se te encontras, quanto nós, entre aqueles que tanto recebem da Nova Revelação, perguntemos a nós mesmos o que lhe damos em serviço e apoio, cooperação e amor, porque sendo o Espiritismo crédito e prestígio de Cristo entregues às nossas consciências endividadas, é natural que a conta e o rendimento que se relacionem com ele seja responsabilidade em nossas mãos". (2).

1 – Emmanuel/Francisco C. Xavier – Fonte Viva, cap. 144 

2 – Emmanuel/Francisco C. Xavier – Opinião Espírita, cap. 6 

Dezembro de 2005, edição n°. 239

Jornal Eletrônico Verdade e Luz

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A vida sempre vale à pena

JOAMAR ZANOLINI NAZARETH
de Uberaba, MG
jonazareth@mednet.com.br

Amigos, lembrei-me de uma antiga música que dizia que "o gás acabou, tem pouca comida, acabou meu dinheiro… Pagamento tá longe, ainda não pintou o décimo-terceiro…".

Poderíamos até complicar a situação, dizendo que em vez de pagamento longe, o desemprego nos visitou a porta, ficamos sabendo estar com uma grave doença, o nosso cônjuge está nos abandonando, até aquele(a) grande amigo(a) nos traiu a confiança de modo sério… Por piores pareçam as coisas, não podemos e nem devemos abrigar no coração a idéia de desânimo, desalento, entregando-nos à depressão ou perigosamente abrigando algum pensamento de deserção à vida.

Devemos repetir a nós mesmos que a vida sempre vale à pena! As crises vêm e vão; os problemas surgem e são resolvidos; os obstáculos nos derrubam, mas nos levantamos e seguimos; as dores chegam a sufocar-nos o peito, porém vão embora quando menos percebemos; as lutas nos espremem, contudo nos ensinam e fortalecem; a nossa maior tragédia é substituída pelas leis naturais da vida por alegrias e caminhos novos que, a tal ponto, no futuro abençoaremos terem acontecido…

Não nos deixemos iludir pelo imediatismo das convenções materialistas: não há árvore produtiva sem a poda reparadora; não há jóia fina sem o golpe do buril; não há planta nobre sem que a semente tenha sofrido a solidão da cova escura…

Nesses momentos apenas esperemos o temporal passar aparados na certeza de que a Providência vela! Sem definir exatamente quando, as nuvens se dissipam e o sol sempre retorna… 

Setembro de 2005, edição n°. 236

Jornal Eletrônico Verdade e Luz

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A Religião Espírita

Existem temas que provocam, quase sempre, discussões acaloradas, em virtude da sua complexidade. Um deles gira em torno da palavra religião, que muitos estudiosos espíritas evitam usar quando se fala da Doutrina Espírita. Desejo, com este simples trabalho, colaborar com este importante assunto, esclarecendo que as conclusões são absolutamente pessoais e, como espírita respeitarei sempre as opiniões contrárias.

Há muito tempo se fala no meio espírita, que o espiritismo não é uma religião, mas, uma doutrina. E doutrina, é um conjunto de dogmas em que se baseia uma crença religiosa ou um sistema filosófico ou político.

Também dizemos que no espiritismo não existem dogmas. Dogma é o ponto fundamental e indiscutível de uma doutrina ou sistema.

O espiritismo não tem dogmas, pois todos os seus postulados são passíveis de serem discutidos e analisados, mediante a luz que a ciência possa lançar sobre eles.

O espiritismo tem princípios. Princípio é a causa primária, começo, verdade fundamental, base moral e ética. O Espiritismo apresenta vários pontos fundamentais (seriam princípios?), sendo os principais: A existência de Deus, A existência e Imortalidade dos espíritos, A reencarnação, A comunicabilidade dos espíritos, a Pluralidade dos mundos habitados e tendo em Jesus, o exemplo moral a ser seguido. Se o dogma não permite discussão, o princípio, numa primeira análise, também não o permite. Sendo assim, a base do ensinamento espírita também não permite discussão, apesar de Kardec sempre deixar bem claro que, em qualquer tempo, se a ciência provasse algum erro nas afirmações espíritas, deveríamos ficar com ela...

No livro “O que é o Espiritismo”, Allan Kardec diz: “O espiritismo é, antes de tudo, uma ciência,...”. Podemos entender, se o quisermos que antes de ser uma religião, o espiritismo é uma ciência, mas não que “não seja” uma religião.

Em “Obras Póstumas”, encontramos que “O Espiritismo não é propriamente uma religião instituída, mas uma religião natural”. Ora, se o espiritismo não é propriamente uma religião, também não se está negando que, de alguma forma, que ela não o seja.

No livro “Espiritismo-Religião Natural”, Palhano Junior diz que: “Religião Natural nasce naquele que leu os seus princípios e entendeu a natureza Divina, tornando-se assim uma pessoa religiosa”. A chamada Religião Espírita vem de uma conseqüência dos aspectos científico, filosófico e moral da Doutrina Espírita. 
A palavra religião vem do Latim “Religionis ou religio”. Acredita-se que a origem desta palavra provém de: religar ou ligação, que é o vínculo ou obrigação para com alguém ou uma entidade superior.

A Religião, segundo os dicionários é: A crença na existência de uma força “sobrenatural”, considerada como criadora do universo e que como tal deve ser adorada e obedecida.

O Espiritismo explica com racionalidade que: “aquilo que não é obra do homem, é obra de alguém ou algo”. Mas, mesmo sem uma prova científica, ainda, que essa força seja Deus, e que Ele criou todas as coisas, não sabemos entender como esse processo ocorreu, mas, sem dúvida nenhuma foi obra de uma inteligência absoluta. Diz ainda que Deus deve ser “Amado” como Pai perfeito que é. “Obedecê-Lo” é absolutamente natural visto que na Sua Suprema Inteligência criou tudo perfeito, portanto, não cabe discutir a Obra Divina, não por medo, mas pelo uso da razão e do bom senso.

Em “Obras Póstumas”, Allan Kardec, no recebimento da primeira revelação, sobre a sua extraordinária missão, lhe é dito: “Não haverá mais religião, mas uma será necessária, porém, verdadeira, grande, bela e digna do criador... os primeiros fundamentos já foram lançados”.

Analisando o seu significado, entendemos que o espírito se referia aos ensinamentos de Jesus, lançando a mais preciosa mensagem que os espíritos do planeta necessitavam ouvir, fazendo surgir o Cristianismo, cuja base é o amor a Deus e ao próximo.

Como espíritas, entendemos que os rótulos religiosos pouco valem, pois um dia irão desaparecer, para ficarem somente os ensinamentos cristãos. Mas, por enquanto, dada a nossa condição de espíritos imperfeitos e as regras da sociedade, precisamos desta rotulagem. 

Imaginemos uma pesquisa estatística onde perguntem sobre a religião professada. O que iremos responder? Eu não tenho religião, pois o espiritismo não é uma religião, mas sim uma Doutrina? 

Paulo, o apóstolo dos gentios já alertava dizendo: “A Letra é morta e o espírito vivifica” É um ensinamento que nos orienta para tomarmos cuidado com a letra, visto que nem sempre ela pode traduzir com exatidão o fato. 

O Espiritismo é uma religião sim, diferente das outras, pois não coloca sobre os ombros dela a tarefa da redenção humana, mostrando que cada um é, individualmente, responsável pelos seus atos. Mas, ainda assim, uma religião, visto que, nos auxilia a aproximarmos de Deus e do próximo, revelando sem sombras, mentiras ou promessas que temos em nossas mãos todas as oportunidades para o crescimento moral e que não é ela, a Religião, que vai fazer isso, mas sim o nosso trabalho, auxiliados pela orientação religiosa.

No livro “Reflexões Espíritas”, com psicografia de Divaldo Pereira Franco, o espírito Vianna de Carvalho, nos fornece uma conclusão perfeita para o assunto ao dizer: “A ciência, iluminada pela Religião Espírita, comandará o cérebro, e esta sob as luzes dos fatos, guiará o amor com segurança, trabalhando juntas pela felicidade das criaturas”.

Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto SP
jorgewa@estadao.com.br

 

Abril de 2006, edição n°. 243

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A Medida da Felicidade

Não há, na Terra, quem não queira ser feliz.

Desde tempos imemoriais o homem procura caminhos que o levem a esse estado de espírito.

Os conceitos espíritas são categóricos, neste aspecto, quando expressam que a felicidade completa não existe sobre a Terra, porque a nova existência nos é dada como prova ou expiação, mas podemos amenizar nossos males e sermos tão felizes quanto se pode ser no Planeta (*).

Se pensarmos que o nosso caminhar em direção à felicidade tem início na educação moral que recebemos em nossos lares, quando crianças, podemos avaliar o quanto esta base é importante para a nossa posição futura na sociedade.

Entretanto, os tipos de educação que predominam no mundo moderno, com raras exceções, direcionam os seus fins à eficiência, à competência e, sobretudo à competitividade. Partem da premissa que é preciso "vencer na vida", é preciso "ser alguém" - e para isto é preciso ter – o que equivale a dizer que, por esta visão, o homem vale pelo que tem e não pelo que é, subestimando os valores morais. É a eterna luta entre o Ser e o Ter.

Uma breve passagem de olhos sobre o cenário moral da sociedade humana planetária, constatará que o resultado dessa maneira de pensar não mostrou ao homem sinais de felicidade. Praticamente fracassou.

Mas haveria uma medida de felicidade comum a todos os homens? Para esta problemática a Doutrina Espírita tem uma contribuição a dar: "Para a vida material, é a posse do necessário; para a vida moral a consciência tranqüila e a fé no futuro" (**).

Encontrar o equilíbrio entre o Ser e o Ter, este talvez seja um dos maiores desafios que a sociedade humana tem para vislumbrar caminhos que conduzam a uma vida mais próxima à felicidade que se possa ter na Terra.

O assunto exige reflexão e ação, ainda hoje.

(*) KARDEC, Allan. "O Livro dos Espíritos". IDE, Araras, 40 ed., l988, pergunta n.º 920.


(**) Idem e ibidem, pergunta n°. 922.

Agosto de 2005, edição n°. 235

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CONSIDERAÇÕES SOBRE A TOLERÂNCIA - II

Enquanto não usarmos de tolerância uns para com os outros, continuaremos distantes do “amar ao próximo como a si mesmo”.

“Indispensável não entrar em área de atrito, quando se pode contornar o mal aparente a favor do bem real”, disse Joanna de Angelis no livro Convites da Vida.
No caso do erro alheio, quase sempre, o bem real é manter a amizade, o relacionamento, e, principalmente, não ferir ou magoar o outro, porque se um dia temos de amar ao próximo como a nós mesmos, temos de começar a exercer a tolerância com os erros e omissões do nosso mais próximo no momento, tornado-o satisfeito conosco, para mantermo-nos em harmonia.

Se houver a possibilidade de esclarecimento, tal ato deverá ser feito em ocasião propícia, que pode ser após o ato, e a sós.

Todavia, tolerar não significa concordar com o erro. Tolerar os limites e os problemas do próximo, mas nunca dar apoio ao equivoco, ao erro, nem negligência para com o dever.

Chamado a opinar, a verdade deve ser dita, mas mostrando-se amigo do que errou, evidenciando, com suas maneiras, que continua respeitando-o como amigo ou como pessoa. 

Ser tolerante com as faltas alheias, mas não as assimilar, nem sintonizar com as fraquezas morais a pretexto de bondade ou gentileza.

Condescendência para com os direitos alheios, não produzindo choque, não escandalizando, é relevante testemunho de tolerância.

Abeiremos do companheiro infeliz, com os valores da compreensão e da fraternidade, porque sua fraqueza já lhe é uma punição. Isso é tolerância.

Allan Kardec formulou uma tríade como base para a felicidade humana: Trabalho, Caridade e Tolerância.

Assim, tolerância sempre, em qualquer lugar na família, no trabalho, nas ruas, nas filas, no Centro Espírita.

Se tratarmos o erro do semelhante como quem cogita de afastar a enfermidade de um amigo doente, estamos, na realidade, concretizando a obra regenerativa, que cabe a todos nós, individual e coletivamente.

O que é ser tolerante com os erros alheios?

É ter compaixão de quem erra, porque seu juiz é a sua própria consciência.

É ajudar o que tomba, pois sua fraqueza já lhe constitui punição.

É compreender as dificuldades alheias, no seu processo evolutivo, tanto quanto queremos que os outros sejam tolerantes conosco.

Colocarmo-nos no lugar de quem erra, sentir suas dificuldades, é um bom começo para o exercício da tolerância.

“Fora da caridade não há salvação”, escreveu Allan Kardec e, se tolerância é o começo da caridade, como escreveu Joanna de Ângelis, precisamos nos esforçar por desenvolver em nós a tolerância com as falhas dos outros, graves ou pequenas, como queremos que os outros sejam tolerantes com as nossas falhas. 

Ser tolerante é também, aprender com o infrator, pois ele representa o passado ou o futuro de quem não prossegue no bem, e, todos nós, Espíritos imperfeitos, vivendo em um mundo de expiações e de provas, já erramos muito e ainda continuamos errando, apesar da vontade de viver de acordo com as leis de Deus, ensinadas por Jesus. 

Pensemos nisso sempre que formos tentados a criticar alguém.

Ribeirão Preto, julho de 2004.

Leda de Almeida Rezende Ebner

Palestra no C. E. Pai Jacó em 30/07/04.

 

E utilizares para com os infelizes se transformará na medida emocional de compaixão que receberás, quando chegar a tua vez, já que ninguém é inexpugnável, nem perfeito.” 

“Perdoai, Senhor as nossas dívidas assim como nós perdoamos os nossos devedores”, dizemos, toda vez que proferimos a prece do Pai Nosso.” 

Bibliografia – Joanna de Angelis, médium D. P. F./ 

1- Jesus e Atualidade

2- Convites da Vida 

3 - Otimismo

Emmanuel, médium F. C. X. – Fonte Viva, cap. 37

 

Março de 2006, edição n°. 242

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CONSIDERAÇÕES SOBRE A TOLERÂNCIA

Enquanto não usarmos de tolerância uns para com os outros, continuaremos distantes do “amar ao próximo como a si mesmo”.

Tolerante é aquele que desculpa falhas ou erros dos outros.

Para entendermos melhor porque Jesus combateu a intolerância, que é o contrário da tolerância, alertando o homem que tem uma trava, dificultando-lhe a visão, a não observar o cisco no olho do próximo, e a não julgar para não ser julgado, vamos refletir, primeiro, sobre a culpa de quem erra. 

Do livro Jesus e Atualidade, de J. de Ângelis, pela mediunidade de D.P.F., na lição “Jesus e a Tolerância”, vamos comentar alguns parágrafos.

Graças à lei divina de causa e efeito, o problema de quem erra pertence a quem o pratica, que se encontra, a partir daí, incurso em um processo de auto-punição, buscando, mesmo que, inconscientemente, liberar-se da falta que lhe pesa como culpa na consciência.

A culpa é sombra perturbadora na personalidade, responsável por muitas enfermidades crônicas. Insculpida no intimo da individualidade espiritual, programa, por automatismo, naturalmente, os processos reparadores para si mesmo. 

Somos os nossos acusadores, os nossos próprios juízes.

Daí, que toda contribuição de impiedade, mediante os julgamentos, que procedem do juízo, do arbítrio de alguém, gera, por sua vez, mecanismos de futura aflição para o acusador, porque ele próprio, é também, uma consciência sob o peso de vários problemas.

Julgando as ações que considera incorretas no seu próximo, o homem realiza um fenômeno de projeção da sua sombra, da sua culpa, em forma de autojustificação, que não consegue libertá-lo do impositivo das suas próprias mazelas.

“Na acusação, no julgamento dos erros alheios, deparamos com propósitos escusos e vingança-prazer em constatar as dificuldades dos outros indivíduos, que sempre merecem a misericórdia que todos esperamos encontrar quando em circunstâncias equivalentes.”

A pessoa de bem, que se preocupa com seus erros, nem percebe muitos dos erros alheios, e quando os vê, busca aprender com eles, e os separa da pessoa que erra, não a julgando, nem acusando, porque sabe que todos nós, inclusive ela, estamos ainda sujeitos e erros e enganos.

O julgamento pessoal, que ignora as causas geradoras dos problemas, demonstra o primitivismo moral do homem ainda “lobo” do seu irmão.

Em razão disso, a tolerância a todos se impõe como terapia pessoal e fraternal, compreendendo as dificuldades do que erra, enquanto lhe estende mãos generosas para o auxiliar.

Esforçarmo-nos para ser tolerantes é fazer um tratamento das doenças físicas e espirituais, que dificultam a nossa caminhada evolutiva, e libertarmo-nos da nossa imperfeição, que nos prende aos valores terrenos em detrimento dos valores espirituais.

No livro Convites da Vida, de Joanna de Ângelis, lemos que é “aplicada, indistintamente, entre todos, em qualquer lugar, é lição viva de fé e elevação, que não pode ser desdenhada.”

 

Ribeirão Preto, julho de 2004

Leda de Almeida Rezende Ebner

 

Março de 2006, edição n°. 242

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O QUE VEM POR AÍ?

Mais um ano se foi. Como passou depressa! Com todos que conversamos, em casa, na rua ou no trabalho, a sensação parece ser a mesma: o tempo está correndo depressa demais… Dos planos feitos para o ano que acaba de passar, numa passada de olhos, muita gente reconhece que poucos foram integralmente realizados.

A parte boa da história parece ser que vem aí outro ano, e podemos recomeçar de novo. Mas uma reflexão se faz necessária. Quantas vezes o mesmo plano foi deixado para trás? Quantas vezes recomeçamos a mesma proposta, e ela acabou morrendo no decorrer do ano?

O que é preciso para mudar isso? Um processo de transformação é lento, mas não parado. Se algo não for feito, a transformação, o crescimento não ocorre, e ficamos estacionados naquele ponto, com a desculpa de que é difícil…

Ter um plano implica consciência do que somos e fazemos, e também do que precisa ser diferente.

O ano que se descortina à nossa frente será de oportunidades de reflexão e mudanças. Da copa às eleições, muitos acontecimentos envolverão todo o país, e nos chamarão a tomadas de posição que implicam posturas e firmeza nas atitudes. Nossas ações estarão divulgando a Doutrina Espírita e mostrando ao mundo caminhos possíveis para um mundo melhor. Vejam aí a responsabilidade que assumimos como espíritas e como seres humanos engajados na transformação do mundo para melhor.

Não se trata só da nossa mudança e do nosso crescimento, mas de todo o grupo do qual fazemos parte, uma vez que as ações de cada um de nós repercutem no outro e na sociedade em que vivemos. As transformações sociais começam assim.

Pense nisso. Pense agora.

Janeiro de 2006, edição n°. 240

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ALMAS GÊMEAS: O QUE DIZ A DOUTRINA ESPÍRITA?

CLAUDIO C. CONTI

Muitas pessoas que acompanham a novela das seis na TV Globo, Almas Gêmeas, têm questionado sobre o encontro das “metades”, um assunto que desperta tanta curiosidade e estimula um estudo mais aprofundado sobre a reencarnação.

Para esclarecer melhor estas dúvidas, entrevistamos Cláudio Conti, trabalhador de nossa Casa, palestrante e professor do Curso de Orientação Mediúnica.

O APRENDIZ: Cláudio existem almas gêmeas, isto é, todos nós temos a nossa “metade da laranja”?

Cláudio Conti: Como todo e qualquer questionamento sobre questões concernentes à nossa existência como seres espirituais, devemos nos reportar à obra básica da Doutrina Espírita. A resposta dada pelos espíritos a Kardec, na questão 298 de O Livro dos Espíritos, deixa claro que não existem almas predestinadas à união ou que se completam como se fossem duas metades, pois cada ser é único e completo. Os seres se buscam mutuamente devido à sintonia de pensamento e de pendores. Portanto, é importante ter sempre em mente que a “mágica” de qualquer união, findo os momentos iniciais da paixão, dependerá do empenho dedicado à manutenção do amor e da compreensão entre o casal.

O APRENDIZ: Na novela, a história conta que o espírito da moça que desencarnou em um assalto imediatamente reencarnou no corpo de uma índia. Isto é possível? Qual é o tempo que um espírito leva para reencarnar?

Cláudio Conti: Segundo as questões 223 e 224 de O Livro dos Espíritos, não existe um padrão que deva ser seguido. O intervalo entre a desencarnação e a subseqüente encarnação pode variar desde algumas horas até milhares de séculos. Tudo dependerá da necessidade particular de cada um. O espírito poderá, inclusive, reencarnar imediatamente. Todavia, é preciso lembrar que o processo reencarnatório tem início na fecundação do óvulo, momento em que o espírito se liga ao novo corpo que se forma, devendo nascer, em geral, nove meses depois.

O APRENDIZ: Porque sentimos uma atração à primeira vista por determinadas pessoas e uma antipatia também à primeira vista por outras?

Cláudio Conti: Como já o dissemos na primeira pergunta, os espíritos se buscam devido à sintonia mútua de pensamentos. Quando nos encontramos com aqueles que mantém um padrão mental em concordância com o nosso, e somos capazes de reconhecer esta concordância, sentimos uma simpatia imediata.

Em contrapartida, sempre que reconhecemos aqueles cujo padrão mental é oposto ao que esposamos, surge um sentimento de aversão ou antipatia. Qualquer que seja o caso, porém, devemos sempre lembrar que aquele que se encontra diante de nós também é um filho de Deus, nosso irmão, por isso não devemos cultivar animosidades.

O APRENDIZ: O ditado popular “pólos opostos se atraem” serve para os casamentos de pessoas com temperamentos inteiramente diferentes?

Cláudio Conti: Temperamentos diferentes não significa forçosamente que possuam objetivos de vida diferentes. Somente com a convivência as duas pessoas poderão descobrir o que as atraiu e desenvolverem um amor duradouro. No entanto, é preciso estar atento para não buscar uma união que se baseia apenas na satisfação do orgulho ou no interesse pessoal, pois pode se transformar em motivo para muitos dissabores e, ainda pior, acreditar ser resgate do passado uma atitude impensada no presente.

 

O jornal O APRENDIZ é uma publicação bimestral do CEMA - Centro Espírita Maria Angélica

Rua Odilon Duarte Braga, nº 240 - Recreio dos Bandeirantes. Rio de Janeiro - CEP 22.790-220 - CNPJ - 35.799.030/00001-94 www.cema.org.br

Telefone: (21) 2437-5947 - Distribuição interna

5.000 exemplares - Jornalista responsável: Gustavo Poli - DRT/RJ: 9019198

Ano 4 • Nº 15 julho / setembro 2005

ALMA GÊMEA

 A expressão "alma gêmea" faz parte do imaginário popular e, nesses últimos meses, alcançou grande repercussão nacional, em virtude da novela ("Alma Gêmea"), que está sendo levada ao ar pela TV Globo, desde junho do corrente ano.

O tema da novela despertou tamanho interesse no grande público internauta, que no Orkut, duas comunidades comentam a respeito do assunto (http. www.aspx? cmm = 1496163 e http.www.aspx? cmm = 2649259).

Com isso, o Autor da novela, Walcyr Carrasco, coloca na mídia televisiva um dos princípios fundamentais da Doutrina Espírita: a Reencarnação e dá ênfase à relação amorosa na qual, dois personagens se sentem atraídos por fortes laços afetivos.

Em O Livro dos Espíritos – na resposta à pergunta de n° 298, os Espíritos da Codificação afirmam que "não existe união particular e fatal entre duas almas". E, na questão 301, essa idéia está assim confirmada: "A simpatia que atrai um Espírito para o outro resulta da perfeita concordância de seus pendores". Não é a mesma idéia de metades eternas, tese que Espiritismo não endossa, pois pressupõe que Deus cria Espíritos aos pares e que um complementa o outro.

Em reforço a esse enunciado, Emmanuel, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, no livro "O Consolador", em resposta à pergunta de n.° 173, esclarece que "A simpatia ou a antipatia têm raízes profundas no espírito…".

Assim, entende-se o conceito das almas gêmeas como um processo que nos ensina a dedicar o nosso amor a essa ou àquela pessoa, mas que nos leva também a desenvolver e ter esse sentimento por toda a humanidade.

A emissora de TV gerou uma mídia espontânea a favor da causa espírita, já que, ao lado da reencarnação, a comunicabilidade dos Espíritos também passou a ser focalizada, embora em plano secundário, mas somou de modo positivo, com o tema central proposto pelo Autor. É oportuno considerar que o Autor não assumiu compromisso com nenhuma religião ou linha de pensamento, senão proporcionar entretenimento ao público e assegurar a audiência à emissora.

Em suma, o saldo final foi positivo e contribuiu para o despertar o grande público para assuntos transcendentais e colocar espiritualidade na telinha.

Dia chegará em que a mensagem espírita será constante "no ar", em vários programas de TV, com o intuito de esclarecer, consolar e "esperançar" as massas.

O assunto exige reflexão e ação, ainda hoje. 

Dezembro de 2005, edição n°. 239

Jornal Eletrônico Verdade e Luz

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sábado, 29 de novembro de 2008

1- CURSO DE NO MUNDO MAIOR

RESUMO DO PREFÁCIO:

 

1 – DOS QUATRO CANTOS DA TERRA DIARIAMENTE PARTEM VIAJORES HUMANOS AOS MILHARES, DEMANDANDO O PAÍS DA MORTE. (9)

 

2 – A MAIORIA CONSTITUI-SE DE MENORES DE ESPÍRITO, EM LUTA PELA OUTORGA DE TÍTULOS QUE LHES EXALTEM A PERSONALIDADE. MUITA VEZ, ACOMODARAM-SE COM OS VÍCIOS DE TODA SORTE, DEMORANDO VOLUNTARIAMENTE NOS TRILHOS DA INSENSATEZ: (9)

·                    APLICAVAM A JUSTIÇA AO PRÓXIMO, SEM SE COMPENETRAREM DAS PRÓPRIAS FALTAS; (9)

·                    RAROS EXCETUADOS, CONTAVAM LEVIANOS E INCONSEQÜENTES, COM PRIVILÉGIOS QUE JAMAIS FIZERAM POR MERECER. (9)

·                     

3 – COMO DESIGNAR A MESMA ESTAÇÃO DE DESTINO A VIAJANTES DE CULTURA, POSIÇÃO E BAGAGEM TÃO DIVERSAS? (10):

            - PERANTE A JUSTIÇA DIVINA, O SELVAGEM E O INGLÊS FRUEM OS MESMOS DIREITOS;

            - PORÉM, ESTÃO DISTANCIADOS ENTRE SI PELA CONDUTA INDIVIDUAL;

            - NA PEREGRINAÇÃO DO SEPULCRO PARTICIPAM SANTOS E MALFEITORES, HOMENS DILIGENTES E HOMENS PREGUIÇOSOS;

            - POR NOSSA ORIGEM COMUM, SOMOS TODOS FILHOS DO MESMO PAI.

 

4 – A MISSÃO DE ANDRÉ LUIZ É A DE REVELAR OS TESOUROS DE QUE SOMOS HERDEIROS FELIZES NA ETERNIDADE, RIQUEZAS IMPERECÍVEIS, EM CUJA POSSE JAMAIS ENTRAREMOS SEM A INDISPENSÁVEL AQUISIÇÃO DE SABEDORIA E AMOR. (11)

 

5 – SOMOS FILHOS DE DEUS EM CRESCIMENTO. OS ASCENDENTES QUE NOS PRESIDEM OS DESTINOS SÃO DE ORDEM EVOLUTIVA, PURA E SIMPLESMENTE. (11)

 

6 – A MORTE NUNCA PROMOVERÁ, COMPULSORIAMENTE, HOMENS A ANJOS. CADA CRIATURA LÁ CHEGARÁ COM A EXCLUSIVA BAGAGEM DO QUE HOUVER SEMEADO, APRENDENDO QUE A ORDEM E A HIERARQUIA, A PAZ E O TRABALHO EDIFICANTE, SÃO CARACTERÍSTICOS IMUTÁVEIS DA LEI, EM TODA PARTE. (11/12)

 

7 – NINGUÉM GOZARÁ UM DESCANSO A QUE NÃO TENHA FEITO JUS, PORQUE O REINO DO SENHOR NÃO VEM COM APARÊNCIAS EXTERNAS. (12)

 

8 – CADA LAVRADOR RESPIRA O AR DO CAMPO QUE ESCOLHEU. (12)

 

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Efemérides de Novembro

VERA GAETANI
de Ribeirão Preto, SP

Dia 1.º - Homenagem a Eurípides Barsanulfo (1.º/5/1880 – 1.º/11/1918)

Na data que lembra o desencarne de Eurípedes Barsanulfo, coincidentemente véspera de FINADOS, recordemos alguns trechos de uma mensagem do Apóstolo de Sacramento enviada do plano espiritual através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier, em 30/4/1950, quando o médium se achava em Uberaba, a serviço da Secretaria de Agricultura de Minas Gerais.

Dirigindo-se AOS COMPANHEIROS DE IDEAL, ele fala da continuidade da vida além da morte e do trabalho solidário entre vivos e mortos em busca da "sublime unificação com o Divino Mestre":

"Os anos correm incessantemente, a morte estabelece apreciáveis modificações, as paisagens se transformam, todavia, nossa confiança em Deus permanece inabalável."

"Nossas mãos continuam enlaçadas na cooperação pelo engrandecimento da verdade e do bem, minha saudade, antes de ser um sofrimento é um perfume do céu. No coração vibram nossas antigas esperanças e continuamos a seguir, sempre, no ideal de sublime unificação com o Divino Mestre.

Tenhamos para com os nossos irmãos ainda frágeis, a ternura do amor que examina e compreende. As ilusões passam como os rumores do vento. Prossigamos, desse modo, com a verdade, para a verdade."

"Jamais vos sintais sozinhos na luta. Estamos convosco e seguiremos ao vosso lado. Invisibilidade não significa ausência."

"Deste "Outro lado" da vida, nós vos estendemos as mãos fraternas. Unindo-nos mais intensamente no trabalho, em vão rugirá a tormenta. Jamais vos entregueis à hesitação ou ao desalento, porque, ao nosso lado, flui a fonte eterna das consolações com o amor de Jesus Cristo."

Fonte: 
NOVELINO, Corina – "Eurípedes o homem e a missão" 

Dia 23 – Homenagem a Mme. Allan Kardec (23/11/1795 – 21/01/1883)

No dia 06 de fevereiro de 1832, em Paris, uniram-se pelo casamento, Hippolyte Léon Denizard Rivail e Amélie Gabrielle Boudet; ele, diretor do Instituto Técnico que ficava à Rua Sèvres , onde se adotava o método educacional de Pestalozzi; ela, professora de primaria classe e também de Letras e Artes, com três livros já publicados: "Contos Primaveris (1825), "Noções de Desenho" (1826) e "O essencial em Belas Artes" (1828). A esse casal estava reservada importantíssima missão.

Quando o Prof. Rivail iniciou a obra da Codificação, foi de Amélie que ele recebeu todo o apoio moral e uma grande colaboração, pois ela revelou-se uma excelente secretária do marido, e quando a correspondência aumentou, proveniente da França e de vários outros países, não fosse a ajuda de Amélie, Allan Kardec não teria tempo para dedicar-se ao preparo dos livros e da Revista Espírita.

Depois do desencarne de Kardec, Amélie tomou providências para garantir a vida do Espiritismo no futuro, entre elas, a fundação da "Sociedade Anônima do Espiritismo" que, em 1873, passou a denominar-se "Sociedade para a Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec", para a qual Amélie deixou, em testamento todos os seus bens.

A divulgação do Espiritismo no mundo deve muito a Mme. Allan Kardec.

Fonte:

WANTUIL, Zêus – "Grandes Espíritas do Brasil". 

SAUSSE, Henri – "Biografia de Allan Kardec". 

Setembro de 2005, edição n°. 236

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Epidemias e outros flagelos


De tempos em tempos, surgem epidemias, como AIDS, dengue, febre aftosa, gripe aviária, maculosa e flagelos, e muitos se perguntam se são castigos de Deus à rebeldia dos homens.

Tudo na Terra e no Universo está sujeito às leis divinas, eternas e perfeitas.

Isso não significa que Ele, Amor e Perfeição Absoluta, este enviando castigos ou fatos dolorosos para despertar os homens para o bem, ou para que eles se esforcem no bem.

Não. Deus criou leis perfeitas, que funcionam de forma natural, de acordo com as ações espirituais e materiais dos seus filhos.

Como vivemos, pela nossa condição de inferioridade moral, em um mundo de expiações e de provas, o mal é fruto da imprevidência, da indiferença, da ignorância, do orgulho, do egoísmo dos seus habitantes.

A Lei Maior, a eterna, é a do bem, da harmonização, do amor.

Enquanto o homem der vazão aos seus sentimentos negativos, não raciocinando sob o ponto de vista da eternidade da Vida Imortal, sentindo somente a existência presente, do nascimento à morte, o que pode levar a pensar somente em si mesmo, estará infringindo a lei divina de causa e efeito, que lhe devolve, exatamente, as conseqüências dos seus atos, ou seja, ações boas trazem efeitos bons, ações más trazem efeitos maus.

Assim funciona essa lei, explicitada por Jesus, quando disse: “A cada um segundo as suas obras”.

Existem flagelos naturais de um mundo imperfeito, também em evolução, tais como enchentes, inundações, terremotos, tornados, maremotos, e neles podemos também incluir doenças, que fazem parte de um mundo distante da fraternidade.
Se seus habitantes os sofrem, são pela sua necessidade de desenvolvimento intelectual e moral, visto que eles, os flagelos, provocam avanços na Ciência, na tecnologia, no desenvolvimento intelectual e moral dos seus habitantes.

Tanto as coisas boas quanto as más, próprias dos habitantes de um mundo em progressão contínua, são experiências necessárias ao desenvolvimento desse mundo e dos seus habitantes.

Na vida dos homens terrenos, qualquer situação, qualquer acontecimento, mesmo os mais rotineiros, são todos, experiências, através dos quais os homens vão evoluindo, intelectual e moralmente, na busca das soluções adequadas, soluções que realmente resolvam as dificuldades e os obstáculos, sem criar situações ou problemas maiores.

Isso só vai acontecer quando a maioria dos habitantes terrenos estiver empenhada em vivenciar o “fazer aos outros, somente o que se quer para si mesmo”, ou seja, quando a maioria dos seus habitantes buscar o bem geral, de todos, antes de buscar satisfazer, apenas, seus interesses pessoais.

Até lá, vamos todos aprendendo com as lições das experiências cotidianas, seguindo as orientações dos estudos científicos, dos direitos humanos, da moral divina que, repetimos, nos manda fazer aos outros, somente o que queremos para nós, esforçando-nos todos para sentirmos, pensarmos e vivenciarmos sempre o bem, a fim de colaborarmos com o aperfeiçoamento da humanidade terrena e do mundo que nos acolhe.

Não joguemos a Deus a responsabilidade dos males que se abatem sobre nós, porque somos todos responsáveis por esses males, que são apenas efeitos provisórios dos males que existem dentro das mentes e corações humanos.

 

Fevereiro de 2006, edição n°. 241

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