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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Conselho Oportuno para formação dos pais na educação dos filhos – Parte III


ELUCIDAÇÕES DOUTRINÁRIAS
  • Deveres não são negociáveis!


A infância é o período em que os espíritos recém-encarnados, preparam-se para assumir os compromissos que assumiram perante as Leis da Vida, com o auxílio dos pais.

Quando a criança atingir sua maturidade, se não tiver sido educada na escola da disciplina e for capaz de ser responsável com suas obrigações, não terá com quem negociar as consequências de seus comportamentos.

Tanto as Leis da Vida como a nossa consciência não são passíveis de negociações. Nós sofremos as consequências de tudo o que fazemos e deixamos de fazer.

Portanto, quando o pequeno virar o prato de sopa para não tomá-lo, faça-o limpar a sujeira e deixe-o assumir as consequências de ter jogado a comida fora. Deixe-o sem comer e o acompanhe de perto. Não vai demorar para que a fome mostre a ele que sua escolha não foi inteligente. Ele perceberá que sempre lhe foram servidos alimentos cuidadosamente preparados, que nunca a mamãe lhe deu algo estragado para comer.

Depois de ele ter se desculpado por seu comportamento e pedir a gentileza de ser servido novamente, dê-lhe a sopa, e não alimentos que lhe sejam mais agradáveis ao paladar, como prêmio por ter se desculpado.

Isso seria descartar todo o esforço feito para que ele aprenda a comer de tudo e a valorizar e respeitar o que é colocado à mesa. Ele continuaria se comportando como um pequeno tirano.

É necessário que se explique à criança o porquê de cada coisa, de cada providência que for tomada em resposta à sua forma de agir. E é obrigação dos pais exigirem que os filhos cumpram seus deveres, que se resumem em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos1.

Todas as crianças, independente da sua fase de desenvolvimento, usam da sua inteligência e apreciam muito quando essa é respeitada. É preciso ter atitudes coerentes com o que se diz à criança, do contrário, perdemos a sua confiança.

Quando ela desdenhar a roupa que lhe for oferecida, pegue-a pelas mãos, leve-a até o tanque de lavar roupas, ensinando-a que aquela camiseta sem furos, limpa, passada e dobrada na gaveta cobra da mamãe e do papai muito tempo e trabalho. Ela não só aprenderá a lavar a roupa, mas que a vestimenta, cuja função é resguardar a dignidade do corpo e protegê-lo contra o frio, sempre lhe foi garantida através do esforço dos pais.
Há pais que afirmam que seus filhos não gostam da merenda que a escola oferece gratuitamente e, por isso, enviam bolinhos recheados e salgadinhos ao gosto dos pequenos.

Não é necessário discutir o que é mais saudável e nutritivo entre o pão com manteiga acompanhado do copo leite e o salgadinho. Mas, nessa história de atender às vontades da criança, o pai alimenta sem saber a vaidade dela e abre brecha para que os coleguinhas nutram por ela a inveja. O recreio perde o significado do momento em que devemos repor as energias do nosso organismo para continuarmos estudando. A hora do lanche passa a ser o momento em que ela se sobressai aos companheiros e “desfruta” a inveja dos colegas que não têm como comprar os tais bolinhos recheados.

Só espíritos adiantados resistiriam a oportunidades como essa de expressão do egoísmo e da vaidade. Possibilitar esse tipo de situação a espíritos como nós, é dar a arma ao bandido e querer que nada de ruim aconteça.

Se diante dos “nãos” que receber, a criança fizer birras, não nos agastemos. Ela só é um espírito que precisa de ajuda para amadurecer, tanto quanto nós mesmos.

Precisamos ter paciência para com ela, tanto quanto esperamos paciência daqueles que convivem com as nossas imperfeições.
Gritos são desnecessários. A segurança e a serenidade com que os assuntos mais graves devem ser tratados não dependem de ruído.2

Com firmeza e ternura, mostremos a ela o que está fazendo de errado. Se ainda assim não se sensibilizar, sendo necessária a reprimenda de um tapa, esse não deve ser dado porque recebemos a altivez da criança como uma provocação à nossa vaidade. O tapa, o puxão de orelha, ficar sem sobremesa, são práticas que não devem ser tomadas como atos de vingança.

Recobremos o equilíbrio antes de qualquer atitude, ou corremos grande risco de provocarmos a revolta e a desconfiança ao invés de despertar-lhe a consciência.

Não exponhamos as crianças ao veneno das novelas, programas televisivos e músicas que lhes excitem a violência, a sensualidade e a vileza. Nós encarnamos justamente para modificar esses sentimentos. Se temos dificuldade de estimular as suas virtudes, pelo menos não lhes estimulemos os vícios.

Não julguemos que domingos, feriados e momentos de cansaço sejam justificativas para não nos preocuparmos com a educação dos filhos. Paternidade é trabalho vinte e quatro horas para toda a encarnação.

Grandes oportunidades de renovação e estreitamento entre pais e filhos podem ser perdidas.

Com certeza, é uma exigência constante de renúncia.

Quantas vezes momentos agradáveis em família são interrompidos para que um mau comportamento possa ser educado? Que mãe e pai tem prazer em deixar o filho sem aquela sobremesa preparada especialmente para ele ou de acompanhá-lo até a escola e dizer à professora que ele copiou o trabalho do colega de classe?

Além do que, quando o filho fica sem sobremesa, os pais também ficam. Quando a criança está de recuperação escolar, os pais também estão, pois precisam ajudá-lo a restabelecer as suas notas.


Às vezes, sentimos vontade de relevar algumas atitudes das crianças para mantermos a “descontração” e a “tranqüilidade” do lar, para não criar confusão. Pura ilusão!

Não percamos a oportunidade de educá-los, é o que esperam de nós. Ser conivente com maus comportamentos assemelha-se ao ato de oferecer uma taça de sorvete a um doente da garganta, provocando maior irritação, ao invés de ministrar-lhe o remédio amargo que lhe sanaria as dores. Se não corrigirmos os maus pendores quando tivermos oportunidade, estaremos estimulando-os ainda mais.

Ser amigo dos filhos, amá-los, não é sempre lhes sorrir e agradar. São amigos, aqueles pais que levam com seriedade o compromisso de educação que assumiram, que se esforçam por educar-se, buscando o que oferecer ao filho. Ser amigo é dar aos espíritos que estão sob a nossa responsabilidade as condições necessárias para libertarem-se do egoísmo que tanto sofrimento impõe a todos nós.

Existe a possibilidade de que eles não reconheçam em nossas admoestações o respeito e o carinho que lhes devotamos e que façam escolhas bem diferentes daquelas que lhes aconselhamos fazer. Recordemos a misericórdia do Pai, que não obstante a nossa insistência no cultivo de velhos vícios, sem negociar suas Leis, sempre nos renova as oportunidades de aprimoramento.

Sejamos dignos da confiança daqueles por quem somos responsáveis não permitindo que sucumbam às mesmas faltas em que incorreram no passado.

Débora

1 Apostila do Seminário de Evangelização (1991/1992)
2 Jesus no Lar - Néio Lúcio psic. de Francisco C. Xavier - lição 30

Correio da Fraternidade
ANO 20 – nº 238- Abril de 2009 Distribuição Gratuita
Grupo Espírita “Irmão Vicente”
O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.

Presença de Luz


A BIBLIOTECA ESPÍRITA EM DESFILE

Morte em tenra idade? Que desgraça! Pensamos imediatamente.

Mas por quê esta aversão à morte?

Lendo o livro Presença de Luz, de autoria espiritual de Augusto Cezar, pela psicografia de Francisco C. Xavier, percebe-se que não há desgraça, mas a Sabedoria Divina a amparar-nos.

Se não estás firme neste conceito, lê o relato do caso do autor em questão, que se encontra nas entrelinhas das lições da referida obra.

Desencarnado na juventude – como resultado da vida plena de boas obras pôde contar com a Magnanimidade Divina que lhe permitiu o desencarne “prematuro” –, este Espírito encontrou no trabalho a continuação do seu progresso.

Com um linguajar simples e direto este livro descortina um mundo espiritual muito diverso daquele que acreditamos.

Longe de trazer o volume de informações das obras de André Luiz, a obra citada consegue pincelar, em cores vivas, as nuances do mundo espiritual e dar, ao público em geral, a possibilidade de sentir o amparo da Justiça Divina.

Lendo-a, teremos mais material para entender:

– A vida espiritual como a continuação na nossa história de evolução;

 Que a vida, definitivamente, não acaba no túmulo;

 O trabalho como determinante para o progresso;

 Que as barreiras do túmulo não modificam ninguém, só nos desvencilham da vestimenta terrena;

 Que a Lei do Progresso é a única determinante para todos, mas o modo como essa determinante nos afeta é escolha de cada um.

Editada há 25 anos é uma boa leitura para todos!


Daniel Lona

Correio da Fraternidade
ANO 20 – nº 238- Abril de 2009 Distribuição Gratuita
Abril de 2009
Grupo Espírita “Irmão Vicente”
O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.



A CARNE É FRACA

Há tendências viciosas que são, evidentemente, inerentes ao Espírito, porque se prendem mais ao moral do que ao físico; outras parecem antes a conseqüência do organismo, e, por este motivo, a gente se julga menos responsável. Tais são as predisposições à cólera, à moleza, à sensualidade, etc.
Está perfeitamente reconhecido hoje, pelos filósofos espiritualistas, que os órgãos cerebrais correspondentes às diversas aptidões, devem seu desenvolvimento à atividade do Espírito; que esse desenvolvimento é assim um efeito e não uma causa. Um homem não é músico porque tem a bossa da música, mas tem a bossa da música porque seu Espírito é músico.1
Se a atividade do Espírito reage sobre o cérebro, deve reagir igualmente sobre as outras partes do organismo. O Espírito é, assim, o artífice de seu próprio corpo, por assim dizer, modela-o, a fim de apropriá-lo às suas necessidades e às manifestações de suas tendências.2
Por uma conseqüência natural deste princípio, as disposições morais do Espírito devem modificar as qualidades do sangue, dar-lhe mais ou menos atividade, provocar uma secreção mais ou menos abundante de bile ou outros fluidos. É assim, por exemplo, que o glutão sente vir a saliva, à vista de um prato apetitoso. Não é o alimento que pode superexcitar o órgão do paladar, pois não há contato; é, pois, o Espírito cuja sensibilidade é despertada, que age pelo pensamento sobre esse órgão, ao passo que, sobre um outro Espírito, a vista daquele prato nada produz.
Dá-se o mesmo com todas as cobiças, todos os desejos provocados pela visão. A diversidade das emoções não pode se explicar, numa multidão de casos, senão pela diversidade das qualidades do Espírito.
Seguindo esta ordem de idéias, compreende-se que o Espírito irascível deve levar ao temperamento bilioso; de onde se segue que um homem não é colérico porque é bilioso, mas que ele é bilioso, porque é colérico. Assim ocorre com todas as outras disposições instintivas. Um Espírito mole e indolente deixará o seu organismo num estado de atonia em relação com o seu caráter, ao passo que se for ativo e enérgico, dará ao seu sangue, aos seus nervos, qualidades muito diferentes. A ação do Espírito sobre o físico é de tal modo evidente, que se vêem, frequentemente, graves desordens orgânicas se produzirem pelo efeito de violentas comoções morais. A expressão vulgar: A emoção lhe fez subir o sangue não é assim destituída de sentido quanto se poderia crê-lo. Ora, o que pode alterar o sangue, se não as disposições morais do Espírito?
Seja qual for a sutileza que se use para explicar os fenômenos morais unicamente pelas propriedades da matéria, cai-se, inevitavelmente num impasse, no fundo do qual percebe-se, com toda a evidência, e como a única solução possível, o ser espiritual independente, para quem o organismo não é senão um meio de manifestação, como o piano é o instrumento das manifestações do pensamento do músico. Do mesmo modo que o músico afina o seu piano, pode-se dizer que o Espírito afina o seu corpo para colocá-lo no diapasão de suas disposições morais.
Com o ser espiritual independente, preexistente e sobrevivente ao corpo, a responsabilidade é absoluta.
O Espiritismo a demonstrou como uma realidade patente, efetiva, sem restrição, como uma conseqüência natural da espiritualidade do ser. Eis porque certas pessoas temem o Espiritismo que as perturbaria em sua quietude, levantando diante delas o temível tribunal do futuro.
Provar que o homem é responsável por todos os seus atos é provar a sua liberdade de ação, e provar a sua liberdade, é levantar a sua dignidade. A perspectiva da responsabilidade fora da lei humana é o mais poderoso elemento moralizador: é o objetivo ao qual o Espiritismo conduz pela força das coisas.
Conforme as observações fisiológicas, pode-se, pois, admitir que há casos em que o físico influi evidentemente sobre o moral: é quando um estado mórbido ou anormal é determinado por uma causa externa, acidental, independente do Espírito, como a temperatura, o clima, uma doença passageira, etc. O moral do Espírito pode então ser afetado em suas manifestações pelo estado patológico, sem que a sua natureza intrínseca seja modificada.
Desculpar-se de seus defeitos sobre a fraqueza da carne não é, pois, senão uma fuga falsa para escapar à responsabilidade. A carne é fraca porque o Espírito é fraco, é em que se torna a questão, e deixa ao Espírito a responsabilidade de todos os seus atos.”3

1Revista Espírita Jul/1860 e Abr/1862
2A Gênese, cap. XI
3Revista Espírita – Mar/1869
(Compilado por Pedro Abreu)
Correio da Fraternidade
ANO 20 – nº 238- Abril de 2009 Distribuição Gratuita
Abril de 2009
Grupo Espírita “Irmão Vicente”
O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

UM DESAFIO


O dia 18 de abril marca mais um aniversário da publicação da primeira edição de “O Livro dos Espíritos”, ocorrida em 1857.
Segundo o escritor e editor Maurice Lachâtre1: ...A verdadeira fundação do Espiritismo. Que, até então, só contava com elementos esparsos, sem coordenação e cujo alcance nem toda gente pudera aprender. 
A partir daquele momento a Doutrina prendeu a atenção de homens sérios e tomou rápido desenvolvimento...
Foi divulgada inicialmente com quinhentas e uma perguntas e respectivas respostas que estavam contidas nas três partes que se dividia a Obra: “Doutrina Espírita”, “Leis Morais”, “Esperanças e Consolações”. 
Posteriormente, em março de 1860, esta Obra fundamental da Doutrina Espírita, era republicada com 1019 perguntas.

Todavia o sucesso inicial desta publicação Doutrinária estava fadado a passar momentos difíceis na sua trajetória de divulgar os “ensinos ditados pelos Espíritos Superiores e publicados por ordem deles”2.
Incluindo-se nessa peregrinação a sua transferência para o Brasil, ocorrida a partir da segunda metade do século XIX (dezenove), idos de 1800, quando impulsionada por homens brilhantes da vida cultural brasileira como Bittencourt Sampaio, o médium Frederico Junior, Leopoldo Cirne, Dr. Bezerra de Menezes, Dr. Guillon Ribeiro, Eurípedes Barsanulfo e outros tantos mais de destaque, que se deixa de mencionar aqui para não se tornar por demais extensas as linhas deste editorial, teve os alicerces de sua estrutura Doutrinária fincados neste país. 
A despeito da implacável perseguição religiosa do clero, que exigiu, dos espíritas pioneiros, muita determinação e doses maciças de sacrifícios, tais alicerces, assim preparados, permitiram que a partir de 1930, pela mediunidade psicográfica de Chico Xavier, desencarnado em 2002, mais de 400 Obras, assinadas por Mentores como Emmanuel, Dr. Bezerra de Menezes, Humberto de Campos, Eurípedes Barsanulfo, André Luiz e outros tantos mais, viessem completar os ensinamentos indispensáveis para o bom entendimento da Doutrina, no seu tríplice aspecto de Ciência, Filosofia e Religião.
No entanto, de posse de o Consolador Prometido por Jesus, no Evangelho de João, a Doutrina sofre, nos tempos atuais, um daqueles momentos de baixa, na sua marcha de resgate e divulgação dos ensinamentos Cristãos.
Os Espíritas patrícios, contemporâneos, fogem da leitura e estudos indispensáveis, conforme recomendara Kardec, das Obras Básicas, O Livro dos Espíritos, principalmente, a fim de evitar que as práticas Doutrinárias não venham a sofrer interpretações incorretas que acabam por levar as comunidades Espíritas a resultados nem sempre esperados por aqueles que buscam na Doutrina o alívio de suas dores e sofrimentos.
Por esta razão, torna-se oportuna nesta data tão expressiva para o movimento Espírita Cristão, que se considere a advertência fraterna de Ananias para Paulo, que se confessava perplexo diante da experiência por ele vivida às portas de Damasco, quando o Senhor Jesus o convocara ao trabalho na Seara Cristã:
- E agora, por que te deténs?           

1 Maurice Lachâtre - Autor do Noveau Dictionnaire Universel – (Novo Dicionário Universal) 
2 Allan Kardec – Bibliografia de Zêus Wantuil e Francisco Thiesen – p. 84, ed. 1ª FEB

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http://www.annesullivan.com.br/mantenedora.html

A ESCOLA “ANNE SULLIVAN” EM DESFILE


Cibele - Diretora Pedagógica

A NOSSA PARTE

“A escola está muito difícil.
Professor fala, fala, fala e não escreve nada. Eu não consigo entender.
Preciso aprender matéria. Posso voltar a estudar aqui?”
Este foi o pedido de um ex-aluno – que hoje freqüenta as aulas da inclusão – à diretora pedagógica da Escola Anne Sullivan.
Noticiado constantemente pela mídia, não é novidade, que a educação no país, vai de mal a pior, mas no caso dos deficientes, a situação é crítica.
Salas superlotadas onde o deficiente nem é notado, falta de professores especializados, falta de orientação e de material específico por parte dos órgãos competentes – e quando existe, é escasso e não atende às necessidades dos deficientes e nem capacita os professores – além, da campanha, promovida pelo MEC, para o fechamento de todas as escolas especiais e sua transformação em Centros de Apoio.
Uma das mães que teve seu filho prejudicado por esta política, também bateu às portas da Escola Anne Sullivan, neste mês. Segundo ela, seu filho, “na escola comum, não consegue se comunicar com os colegas, não entende o que a professora fala, não consegue aprender. O problema chegou ao auge, depois de um ano, quando ele não quis mais ir para a escola. Eu não sabia mais o que fazer” – desabafou a mãe.
Encaminhados para a Escola Anne Sullivan, depois de dez minutos de visita, o garoto falou à mãe: “quero ficar aqui. Quero escola verde” (referindo-se à pintura das paredes da Escola) e passou a freqüentar a Escola sem nenhum problema. 
Segundo a mãe, ele está adorando.
Esta é a nossa parte, continuarmos, independentemente das tribulações que assolam a educação, oferecendo, ao surdo e aos seus familiares, a porta desta Escola aberta, para proporcionar-lhes o mínimo de atendimento que suas situações exigem e ficamos muito felizes por termos a possibilidade de atender a mais um aluno.

Telefone: (0xx19) 3579-9440
Email: dir.pedagogica@annesullivan.com.br
ou escola@annesullivan.com.br


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http://www.annesullivan.com.br/mantenedora.html

ANOMALIAS CONGÊNITAS


por: Jorge Hessen

Bethany Jordan, uma garota da cidade inglesa de Stourbridge, sofre da Síndrome de Ivemark, caracterizada, também, por problemas cardiovasculares que é uma síndrome patológica de etiologia desconhecida. (1) Jordan nasceu com alguns de seus órgãos invertidos, isso mesmo! O fígado, o intestino e o baço estavam posicionados de trás para frente. O fenômeno foi descoberto em exames de ultra-som enquanto ela ainda estava no útero de Lisa, sua mãe. Na época, os médicos disseram que Jordan teria poucas chances de sobreviver ao parto. A menina Bethany, além de ter os órgãos mal posicionados, também nasceu com outros problemas de saúde, como os dois pulmões que convergiam em um formato, apenas, do pulmão esquerdo, e um buraco no coração. Porém, os pesquisadores se surpreenderam ao constatar que a menina sobrevivera até completar seis anos de idade.
O fato nos induz à reflexão sobre o perispírito, a Lei da Causa e Efeito, reencarnação, suicídio, entre outros temas que a Doutrina Espírita nos apresenta.
Antes de renascermos, examinando nossas próprias necessidades de aperfeiçoamento moral, muitas vezes, rogamos a limitação psicomotora na nova experiência física, para que essa condição nos induza à elevação de sentimentos. Pedimos aos Benfeitores a enfermidade de longa duração, capaz de nos educar os impulsos; essa ou aquela lesão física que nos exercite a disciplina; determinada mutilação que nos iniba o arrastamento à agressividade exagerada; o complexo psicológico que nos remova as idéias, etc. É a lógica de justiça da Reencarnação, o que nos remete a analisar as patologias congênitas pelo Princípio de Causa e Efeito. Em verdade, já vivemos, aqui na Terra, inúmeras vezes e trouxemos gravados os registros de nossas aquisições anteriores e desatinos, quais fulcros energéticos em núcleos de potenciação, e, na ligação do perispírito ao óvulo, espelhamos, nessa célula feminina de reprodução, o nível do nosso processo evolutivo.
Nosso estado moral é que determinará os renascimentos com anomalias congênitas ou não.
A partir da fecundação do óvulo, sob o comando da lei, o Espírito reencarnante, imprime através da ação do perispírito, a integração da sua própria herança espiritual com o legado genético dos genitores.
A formação do respectivo DNA individualizado composto de genes dominantes e recessivos - conduzido pelas sagradas Leis da Hereditariedade, provindas do Criador, configurará o novo corpo físico daquele particular espírito imortal, que “renascerá” conforme o programa, previamente, estabelecido e subordinado, inicialmente e voluntariamente, a fatores como família, raça, etnia, nacionalidade, predisposições para determinados estados de saúde ou doença - física ou espiritual - e inúmeras outras especificidades individuais.
O mestre Chico Xavier opinou certa vez: “sobre as reencarnações mais difíceis, lembrando que, muitas vezes, encontramos determinados casos de suicídio, e, às vezes, suicídio acompanhado de homicídio, obrigando o autor a um angustiante complexo de culpa levado para além desta vida e, depois, esse trauma de culpa renascendo com ele, através da reencarnação.” (2) O médium de Pedro Leopoldo explica o seguinte: “Muitas vezes, temos encontrado irmãos nossos suicidas, que dispararam um tiro contra o coração, e que voltam com a cardiopatia congênita ou com determinados fenômenos que a medicina classifica dentro da chamada Tetralogia de Fallow; nós vemos companheiros que quiseram morrer pelo enforcamento e que voltam com a Paraplegia Infantil; nós vemos muitos daqueles que preferiram o veneno e que voltam com más formações congênitas; outras pessoas que violentaram o próprio ventre e que voltam, também, com as mesmas tendências e que, às vezes, acabam desencarnando com o chamado enfarto mesentérico. Nós vemos, por exemplo, aqueles que preferiram morrer pelo afogamento, num ato de rebeldia contra as leis de Deus e que voltam com o chamado enfisema pulmonar. Vemos, ainda, aqueles que dispararam tiros contra o próprio crânio e voltam com fenômenos dolorosos, como, por exemplo, a idiotia, quando o projétil alcança a hipófise; todas essas consequências, porque estamos em nosso corpo físico, mas subordinados ao nosso corpo espiritual. Então, principalmente os fenômenos decorrentes do suicídio, por tiro no crânio, são muito dolorosos, porque vemos a surdez, a cegueira, a mudez, e vemos esse sofrimento em crianças também, o que nos afigura incompatíveis com a misericórdia de Deus, porque nós sabemos que Deus não quer a dor.” (3)
Os pesquisadores, que reduzem os fenômenos da vida ao exclusivo universo da matéria densa, insistem em explicar a vida como uma complexa reação química, e nada mais do que isso, prestes a penetrar nos seus profundos mistérios e propiciar a sua criação pela mão do homem, assim como, até hoje, crê ser o pensamento mera excreção do cérebro e que todas as funções psíquicas morrem com o corpo físico. Os fenômenos vitais, não podem ser atribuídos à exclusiva ação mecânica da hereditariedade genética, no comando da montagem dos três bilhões de nucleotídeos que constituem os degraus do DNA humano. Infelizmente, “não há ainda lugar para o Espírito na ciência pesquisacional acadêmica, empírico-indutiva, a qual, por isso, continua tomando como causa o que é efeito, fazendo das leis da hereditariedade genética as únicas presentes ao ato da vida, juízas exclusivas e inconscientes do futuro patrimônio apolíneo e saudável, ou disforme e enfermiço do ser humano, apenas concedendo algumas influências aos efeitos ambientais e ao psicossomatismo, ainda que cerebral, calcadas nas predisposições genéticas.”(4)
As matrizes das moléstias têm suas raízes na estrutura perispiritual. Ainda que esteja aparentemente saudável, uma pessoa pode trazer nos seus Centros Vitais (chacras para os hindus), disfunções latentes, adquiridas nesta ou em outras vidas, que, mais cedo ou mais tarde, virão à tona no corpo físico, sob a forma de doenças mais ou menos graves, conforme a extensão da lesão e a posição mental do devedor.
Somos herdeiros de nossas ações pretéritas, tanto boas quanto más. O “Carma” (5) ou “conta do destino criada por nós mesmos” está impresso no corpo psicossomático.” (6) Esses registros fluem para o corpo físico e culminam por determinar o equilíbrio ou o desequilíbrio dos campos vitais e físicos. “Só o reconhecimento - que um dia chegará - da primazia do Espírito sobre a matéria, associada essa primazia ao princípio reencarnacionista, isto é, a integração da herança espiritual à hereditariedade genética, comandada pelo Espírito, via perispírito, regida pela Lei de Causa e Efeito, é que permitirá que se identifiquem, no Espírito imortal, as causas verdadeiras dos desequilíbrios que eclodem no corpo físico, mata-borrão e fio-terra que ele é, sob o nome de doenças, incluindo-se os distúrbios da psique humana.” (7)
Quando forem descobertas tecnologias muito mais sofisticadas, que nos possibilitem um exame aprofundado da estrutura funcional do perispírito, a medicina transformar-se-á, radicalmente. Os hospitais, possuindo instrumentos de altíssima resolução, muito além daqueles que existem hoje, os diagnósticos serão, inequivocamente, precisos, o que possibilitará a cura real das doenças. Os profissionais da saúde trabalharão muito mais de forma preventiva, evitando, assim, por exemplo, as intervenções cirúrgicas alargadas, invasivas, realizadas, abusivamente, nos dias de hoje. Os médicos terão oportunidade de conhecer, com detalhes, a estrutura transdimensional do corpo perispiritual, compreendendo melhor o modo como se embricam as complexas estruturas do psicossoma, nas chamadas sinergias, para melhor auxiliar na terapia e manutenção da saúde mento-física-espiritual de seus pacientes.
 
Fontes:
(1) A Síndrome de Ivemark consiste de más formações de diferentes órgãos, e a expectativa de vida depende de como cada órgão, principalmente o coração, é afetado.
(2) Xavier, Francisco Cândido. Pinga Fogo, São Paulo: Ed. Edicel, 1975.
(3) idem.
(4) Artigo de Raphael Rios, intitulado Lei de Causa e Efeito determina os Efeitos da Hereditariedade usando os Registros do Perispírito, publicado na Revista Internacional de Espiritismo – dez/2000.
(5) Carma, ou Karma (do sânscrito karman , em pali, kamma ) significa ação. O termo tem um uso religioso dentro das doutrinas budista, hinduísta e jainista. Foi posteriormente utilizada também pela teosofia, pelo Espiritismo e por um subgrupo significativo do movimento New Age..
(6) Sugerimos leitura do livro Ação e Reação, ditado pelo Espírito André Luiz, todo ele dedicado ao estudo do compromisso cármico das vidas sucessivas.
(7) Artigo de Raphael Rios, intitulado Lei de Causa e Efeito determina os Efeitos da Hereditariedade usando os Registros do Perispírito, publicado na Revista Internacional de Espiritismo – dez/2000

 http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3780088-EI238,00.html

JORNAL VERDADE  E  VIDA
ADDE - ASSOCIAÇÃO DE DIVULGAÇÃO DA DOUTRINA E SPIRITA 
ANO 01 NÚMERO 03 FEVEREIRO/ MARÇO 2012
Este jornal é uma publicação da ADDE - Associação de Divulgação da Doutrina Espírita
(CNPJ 08.195.888/0001-77) - para a região de São José do Rio Preto/SP.
Os textos assinados são de responsabilidade de seus autores.
Coord. Editorial: Rafael Bernardo - contato@rafabernardo.com.br
Diagramação: Junior Pinheiro - jrpinheironanet@yahoo.com.br
Jornalista Resp: Renata S. Girodo de Souza - renatagirodo@ig.com.br - MTB 67369/SP
Receba o jornal em sua Casa Espírita cadastrando-se no site ou por meio do e-mail: verdadeevida@adde.com.br
Tiragem: 5.000 exemplares
Distribuição Gratuita     
          

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

QUEIXA


por:   Orson Peter Carrara

Lamento, desgosto, ressentimento.
Estas são as definições da palavra queixa.
Por si só, já indicam um estado desagradável, perturbado, e trazem consigo o agravante de contaminar o ambiente, prejudicar pessoas com o pessimismo e com uma certa pressão emocional. É tão ruim que só pode mesmo gerar outro lamento.
Tais sentimentos tiram a espontaneidade das relações, dificultam o fluir natural da vida e criam enormes obstáculos para o êxito dos empreendimentos. Como indica Caetano Veloso na música que tem exatamente o mesmo título, a queixa “(...) é o avesso de um sentimento, um oceano sem água (...)”. Pior é que pode se transformar num hábito, num comportamento que a pessoa nem percebe, tornando-se um reclamão, um queixoso contumaz, tornando-se desagradável, e muitas vezes inconveniente.
É comum, inclusive, que onde estão os queixosos contumazes, aqueles que não vigiam o verbo, nem o comportamento de reclamar, acusar ou contestar por capricho e nunca para colaborar, o ambiente torna-se pesado, dificultando as iniciativas.
As adversidades na vida são naturais, na verdade autênticos degraus de amadurecimento e crescimento pessoal. Necessário encarar os obstáculos como verdadeiros mestres que nos ensinam a viver. Então, pode-se perguntar: reclamar resolve, muda alguma coisa? Queixar-se pode colaborar para a harmonia na convivência e para o equilíbrio pessoal? Claro que não! A queixa por hábito apenas é inútil e nociva.
Existem situações que ela poderá ser útil, mas é preciso ponderar justamente para não adquirirmos o feio hábito de simplesmente queixar-se de tudo, pois aí seremos os eternos descontentes, o que é lamentável diante das próprias perspectivas diárias.

JORNAL VERDADE  E  VIDA
ADDE - ASSOCIAÇÃO DE DIVULGAÇÃO DA DOUTRINA E SPIRITA 
ANO 01 NÚMERO 03 FEVEREIRO/ MARÇO 2012
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