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sexta-feira, 25 de julho de 2014

o que é reencarnação compulsória?

JUVENTUDE
O JOVEM E SEUS PROBLEMAS



Eu gostaria de saber o que é reencarnação compulsória?
Por que existe para alguns espíritos e para outros, não?

(José Davi Vieira- Duartina-SP)

- Alguns espíritos são como crianças; não têm discernimento para escolher ou para defender seus próprios interesses.
Às vezes são agressivas e rebeldes; de outras, tímidas e inoperantes. Na literatura jurídica, as pessoas que não têm capacidade de tomar decisão na vida civil são chamadas de incapazes, como é o caso das crianças. Por isso, as crianças são representadas pelos seus pais perante a lei.
Quando elas já têm algum discernimento, porém não o suficiente para tomar toda e qualquer decisão, são parcialmente incapazes, e não precisam ser mais representadas: agora passam a ser assistidas pelos pais.
- O mesmo acontece com relação aos Espíritos. Há Espíritos total ou parcialmente imaturos, agressivos ou tímidos, que vão precisar de representação ou assistência para algumas decisões em relação às suas vidas. No caso de não terem condição de escolher, são outros Espíritos que escolhem por eles - seus protetores ou seus tutores. A reencarnação é indispensável para o progresso dos Espíritos. Neste caso, em que não são os próprios interessados que escolhem, a reencarnação é chamada compulsória, e mesmo que eles não estejam satisfeitos com a escolha, devem a ela se submeter, simplesmente porque necessitam daquela experiência.
Poderíamos comparar essa situação com a escola na Terra.
A criança vai para a escola por decisão dos pais e não propriamente por decisão delas próprias.
Muitos alunos frequentam a escola, contrariados.
- Por outro lado, existem Espíritos que já reúnem condições de fazer a própria escolha.
Já desenvolveram um certo grau de discernimento para tanto, embora isso não queira dizer que eles acertem sempre.
Podem acertar e podem errar.
Mas é tomando decisões que eles vão aprendendo a exercitar a sua liberdade. Quanto mais responsáveis forem, mais se esforçarão por decidir com acerto. Temos, assim, os planos de vida, em que são traçadas as diretrizes gerais da existência.
Esses planos podem ser mais ou menos cumpridos, dependendo de cada caso e, principalmente, do esforço de cada um. Mas quando o Espírito já está em condição de escolher, geralmente ele aceita melhor a vida, mesmo os contratempos e as dificuldades.
Mostra-se mais paciente e resignado, pois, no fundo, sabe de suas reais necessidades.
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“INFORMAÇÃO”:
REVISTA ESPÍRITA MENSAL
ANO XXX Nº 352
Fevereiro 2006
Publicada pelo Grupo Espírita “Casa do Caminho” -
Redação:
Rua Souza Caldas, 343 - Fone: (11) 2764-5700
Correspondência:

Cx. Postal: 45.307 - Ag. Vl. Mariana/São Paulo (SP)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

MEDIUNIDADE E OBSESSÃO


Estou passando por um problema muito sério em minha vida, que me levou a um tratamento psiquiátrico, sem resultado prático até aqui. Estive num centro espírita e me falaram que devo desenvolver a mediunidade, pois meu problema é esse. Vejo vultos, escuto vozes que me perturbam, algumas vezes. Mas outro problema é que não me dou bem com minha família. Eles querem me internar.
(J.R.C. – Garça - SP)
Se você está se sentindo doente, de fato deve se submeter ao tratamento médico. E faz bem de procurar também um tratamento espiritual.
Mas é preciso agir com cautela e discernimento: o importante é que sua atual condição não o impede de pensar e agir, e é isso que você deve fazer. Todavia, a questão da mediunidade não é tão simples assim. A prática da mediunidade não é uma panacéia para todos os males, como muita gente imagina.
Primeiro você precisa tomar contato com o Espiritismo, através de pessoas que possam orienta-lo, para saber em que terreno está pisando. O Espiritismo, segundo as obras de Allan Kardec, não oferece solução mágica para problema algum. Considera que todos nós temos plena condição de procurar a própria solução.
O que o Espiritismo pode fazer é orientá-lo no sentido de seu equilíbrio. É um ledo engano achar que toda perturbação mental tem raiz exclusiva na mediunidade.
A mediunidade, em si, é uma faculdade humana, como outra qualquer, logo, todo mundo tem mediunidade – de alguma forma e em algum grau de desenvolvimento (seja a pessoa espírita ou não).
Portanto, J. R., você não é o único.
Mas os transtornos emocionais, como os seus, têm causas variadas e, quase sempre, decorrem de uma conjugação de várias causas ao mesmo tempo. Geralmente, está ligada à mediunidade, mas a mediunidade não é nem a única causa e nem tampouco a causa mais importante. Veja bem!
Devemos ver o problema pelo tipo de vida que estamos levando e o que devemos modificar em nossa vida, para nos adequar melhor à ela. É para isso que o Espiritismo nos chama a atenção. É muito comum as pessoas chegarem ao Centro Espírita com problemas como o seu, já com o diagnóstico de mediunidade. Mas não é tão simples assim. Mediunidade é uma sensibilidade muito apurada, que tem efeito direto no mundo emocional das pessoas. Por ela, podemos ter sensações e percepções além dos sentidos comuns e que muitas vezes nos assustam. Certas pessoas tem mediunidade ostensiva, à flor da pele, como se costuma dizer: são essas os verdadeiros médiuns ou os médiuns propriamente ditos.
Entretanto, são um grupo muito reduzido. A maioria das pessoas tem apenas a mediunidade que Herculano Pires denominou de “estática”, porque só se manifesta casualmente, uma ou outra vez em suas vidas. Transtornos emocionais como os seus, costumam estimular certos focos mediúnicos, levando a pessoa a ter percepções não-habituais em determinados momentos, o que lhes desperta a atenção para a mediunidade. Entretanto, J.R. – preste atenção! – neste caso o sintoma mediúnico não é a causa, mas o sintoma de um problema maior. Que orientação costumamos dar a pessoas que apresentam um quadro dessa natureza? Além dos esclarecimentos iniciais, recomendamos que venham ao Centro tomar passes, que comecem a ler alguma coisa a respeito do Espiritismo e da mediunidade e, além disso - passe a mudar algumas atitudes, alguns hábitos nos seus relacionamentos. A freqüência ao Centro é importante, pois, além dos passes, vão se familiarizando com os ensinamentos e valores morais que o Espiritismo oferece.
Veja, caro J.R. que nós não encaminhamos tais pessoas para sessões mediúnicas, simplesmente por que, além de não ajudá-las pode trazer-lhes mais problemas – sem conhecimento espírita, sem saber do que se trata, ela não deve ter contato com atividades mediúnicas - pelo menos, por enquanto. O passe é um recurso espiritual de grande valia. Geralmente, as pessoas se sentem reconfortadas, reanimadas e revigoradas em suas forças. Ao lado do passe, a reflexão sobre valores da vida que levamos, baseada nos comentários do evangelho de Jesus. Logo, trata-se de um tratamento suave, cuidadoso, que vai encaminhá-las aos poucos ao reequilíbrio e ao controle de suas emoções (principalmente de sua ansiedade), mas, isso, sem ignorar ou abandonar o acompanhamento médico que, na maioria das vezes, é imprescindível. Por outro lado, se a pessoa for realmente médium, no sentido estrito da palavra, com certeza, ela vai descobrir e decidir se vai integrar algum grupo mediúnico depois.

“INFORMAÇÃO”:
REVISTA ESPÍRITA MENSAL
ANO XXXII N° 388
JANEIRO 2009
Publicada pelo Grupo Espírita “Casa do Caminho” -
Redação:
Rua Souza Caldas, 343 - Fone: (11) 2764-5700
Correspondência:
Cx. Postal: 45.307 - Ag. Vl. Mariana/São Paulo (SP)

domingo, 21 de abril de 2013

Série: A HISTÓRIA DE UMA MENSAGEM


“A Certeza definitiva de que a vida continua”
(38.ª Parte)

A história de hoje nos faz recuar a 03 de fevereiro de 1974, na cidade de Americana, São Paulo. Naquele domingo, um fato mudaria para sempre a existência da até então feliz família Basso Presente. Isto porque, ao final daquela manhã, seria surpreendida pela notícia da morte por afogamento de Jair, que na véspera rumara para um pesqueiro em Paulínia, às margens do rio Atibaia, e, no domingo cedo, modificara o programa, partindo, sem que em sua casa ninguém soubesse, rumo a praia Azul, distante 30 quilômetros do pesqueiro.
Contando à época 25 anos, Jair cursava o 4.º ano de Engenharia Mecânica, na UNICAMP, demonstrando em sua jornada até aquele momento, uma pressa de viver, desenvolvendo múltiplas atividades, em meio ao trabalho para o sustento, lecionando em colégios de Campinas. Alegre, jovial, aluno destacado, realizara até ali inúmeros cursos de extensão universitária e também concursos, dos quais era pertinaz candidato. Querido por todos os que o conheciam pela sua comunicação fácil, dinamismo e plenitude de vida, mantinha correspondência epistolar com amigos do Exterior. Sua morte súbita impôs imensa dor e sofrimento aos pais e à irmã, o que começaria a mudar, a partir de um dos fregueses da conhecida banca de frutas de seu pai no Largo do Rosário em Campinas, que em lhe percebendo a tristeza e cientificando-se do motivo da mesma lhe ofertou o livro “PRESENÇA DE CHICO XAVIER”.
Motivado e esperançoso, seu pai ruma com a esposa e filha para Uberaba, MG, quarenta e dois dias após a morte do filho. E, na noite/madrugada daquele 15 de março, Jair escreve aos entes queridos sentida e esclarecedora mensagem confirmando que  estava vivo, só que em outra dimensão.
APENAS PASSAGEIRA.
“Não estou em situação infeliz, mas sofro muito com a atitude de casa. Auxiliem-me. É tudo, por agora, o que lhes posso dizer. Tenho a mente nublada. Consigo entender muito pouco aquilo que se passa em torno de mim. As lágrimas dos meus queridos me prendem.”
Jair naturalmente encontra-se sob o efeito da perturbação derivada da sua brusca transferência para o Plano Espiritual. Como se vê sua condição é agravada pela atitude de revolta, inconformação e desespero dos familiares mais próximos que não conseguiam aceitar a perda do filho e irmão.
Tal testemunho é o alerta para que nos compenetremos da importância da resignação diante das separações resultantes da morte por saber que são apenas circunstanciais e aparentes, por se tratarem de mudanças apenas vibratórias e momentâneas.
SÁBIAS PALAVRAS.
“É muita coisa para observar, entretanto não posso ainda. Creio apenas que perder o corpo mais pesado não é desvencilhar-se do peso de nossas emoções e pensamentos, quando nossos pensamentos e emoções jazem nas sombras da angústia.”
Acertada a colocação de Jair. O peso que deixamos é apenas o do corpo, pois o das emoções e pensamentos prossegue animando o espírito que, por sinal, se precipita para níveis ou dimensões espirituais compatíveis com seu estado mental por ocasião do desencarne. Como ponderou um Benfeitor através do espírito André Luiz na série NOSSO LAR, não basta desencarnar o corpo, é preciso desencarnar os pensamentos.
FORÇA IRRESISTÍVEL.
“As vozes de casa chegam ao meu coração e, como se continuássemos juntos, vejo-os no quarto, guardando-me as lembranças como se devesse chegar a qualquer instante. E o meu pensamento não sai de onde me prendem. Agradeço, sim, o amor em suas lágrimas. Agradeço o carinho em suas preces, mas venho pedir-lhes para viverem. Viverem! E viverem felizes, porque assim também serei feliz.”
Reação e comportamento normal o dos familiares de Jair. Normalmente, os que ficam na retaguarda do Plano Material iludem-se supondo que o culto aos pertences do desencarnado é capa de suprir-lhes as carências energéticas, naturalmente resolvidas na convivência diária. É o amor apego, o qual não conseguimos corrigir até porque geralmente não se tem a noção da relatividade da existência. Observe-se a força irresistível dos pensamentos que interliga mentes e corações. Diz Jair: “o meu pensamento não sai de onde me prendem” e “vejo-os no quarto, guardando-me as lembranças”.
PENSEMOS NISTO.
“O coração parou, ao modo de um motor de que não se descobre imediatamente o defeito. Sou eu quem deu tanto trabalho aos amigos. Notei quando me chamavam, quando me abraçavam, massageavam e me faziam quase respirar sem conseguir. Agradeço por tudo. Depois foi o sono, um sono profundo, do qual acordei para chorar com o pranto de meus pais e de meus afetos mais queridos. Sueli acalme-se e auxilie os pais queridos.”
Estranha deve ser a sensação ao sentirmos o coração interromper seu funcionamento subitamente.
Mesmo razoavelmente esclarecidos sobre a questão, não deve ser fácil admitirmos tal ocorrência. Assustador deve ser ver a movimentação ao redor do corpo imóvel, mantendo a lucidez, sem conseguir se expressar. Abençoado torpor ou sono profundo que desliga nossa consciência do momento, a fim de que não registremos detalhes que possam nos prejudicar no despertar no Plano Espiritual.
NADA É POR ACASO.
“Nada de lamentações e reclamações. Deixei o corpo num domingo sem extravagâncias quaisquer. Há quem pense em drogas, quando se deixa a vida física assim qual me sucedeu. Mas não havia drogas, nem abuso da véspera. Estávamos sóbrios e brincávamos à maneira de pássaros descuidados.”
Cogitação comum aquela dos que julgam pelas aparências, sem conhecer a totalidade dos fatores determinantes. A morte de um jovem por causas naturais, incrivelmente faz supor que o consumo de drogas possa ter sido fator desencadeante. Trata-se de avaliação equivocada. No caso de Jair, foi o coração que, provavelmente por causas anteriores, já trazia seu funcionamento comprometido, expondo-o ao colapso que o vitimou.
A íntegra desta e outras mensagens poderá ser lida na obra “JOVENS NO ALÉM”, publicada pelo GEEM, de São Bernardo do Campo.


“INFORMAÇÃO”:
REVISTA ESPÍRITA MENSAL
ANO XXXIV N° 400
JANEIRO 2010
Publicada pelo Grupo Espírita “Casa do Caminho” -
Redação:
Rua Souza Caldas, 343 - Fone: (11) 2764-5700
Correspondência:
Cx Postal: 45.307 - Ag. Vl. Mariana/São Paulo (SP)


terça-feira, 21 de agosto de 2012

ANOMALIAS CONGÊNITAS


por: Jorge Hessen

Bethany Jordan, uma garota da cidade inglesa de Stourbridge, sofre da Síndrome de Ivemark, caracterizada, também, por problemas cardiovasculares que é uma síndrome patológica de etiologia desconhecida. (1) Jordan nasceu com alguns de seus órgãos invertidos, isso mesmo! O fígado, o intestino e o baço estavam posicionados de trás para frente. O fenômeno foi descoberto em exames de ultra-som enquanto ela ainda estava no útero de Lisa, sua mãe. Na época, os médicos disseram que Jordan teria poucas chances de sobreviver ao parto. A menina Bethany, além de ter os órgãos mal posicionados, também nasceu com outros problemas de saúde, como os dois pulmões que convergiam em um formato, apenas, do pulmão esquerdo, e um buraco no coração. Porém, os pesquisadores se surpreenderam ao constatar que a menina sobrevivera até completar seis anos de idade.
O fato nos induz à reflexão sobre o perispírito, a Lei da Causa e Efeito, reencarnação, suicídio, entre outros temas que a Doutrina Espírita nos apresenta.
Antes de renascermos, examinando nossas próprias necessidades de aperfeiçoamento moral, muitas vezes, rogamos a limitação psicomotora na nova experiência física, para que essa condição nos induza à elevação de sentimentos. Pedimos aos Benfeitores a enfermidade de longa duração, capaz de nos educar os impulsos; essa ou aquela lesão física que nos exercite a disciplina; determinada mutilação que nos iniba o arrastamento à agressividade exagerada; o complexo psicológico que nos remova as idéias, etc. É a lógica de justiça da Reencarnação, o que nos remete a analisar as patologias congênitas pelo Princípio de Causa e Efeito. Em verdade, já vivemos, aqui na Terra, inúmeras vezes e trouxemos gravados os registros de nossas aquisições anteriores e desatinos, quais fulcros energéticos em núcleos de potenciação, e, na ligação do perispírito ao óvulo, espelhamos, nessa célula feminina de reprodução, o nível do nosso processo evolutivo.
Nosso estado moral é que determinará os renascimentos com anomalias congênitas ou não.
A partir da fecundação do óvulo, sob o comando da lei, o Espírito reencarnante, imprime através da ação do perispírito, a integração da sua própria herança espiritual com o legado genético dos genitores.
A formação do respectivo DNA individualizado composto de genes dominantes e recessivos - conduzido pelas sagradas Leis da Hereditariedade, provindas do Criador, configurará o novo corpo físico daquele particular espírito imortal, que “renascerá” conforme o programa, previamente, estabelecido e subordinado, inicialmente e voluntariamente, a fatores como família, raça, etnia, nacionalidade, predisposições para determinados estados de saúde ou doença - física ou espiritual - e inúmeras outras especificidades individuais.
O mestre Chico Xavier opinou certa vez: “sobre as reencarnações mais difíceis, lembrando que, muitas vezes, encontramos determinados casos de suicídio, e, às vezes, suicídio acompanhado de homicídio, obrigando o autor a um angustiante complexo de culpa levado para além desta vida e, depois, esse trauma de culpa renascendo com ele, através da reencarnação.” (2) O médium de Pedro Leopoldo explica o seguinte: “Muitas vezes, temos encontrado irmãos nossos suicidas, que dispararam um tiro contra o coração, e que voltam com a cardiopatia congênita ou com determinados fenômenos que a medicina classifica dentro da chamada Tetralogia de Fallow; nós vemos companheiros que quiseram morrer pelo enforcamento e que voltam com a Paraplegia Infantil; nós vemos muitos daqueles que preferiram o veneno e que voltam com más formações congênitas; outras pessoas que violentaram o próprio ventre e que voltam, também, com as mesmas tendências e que, às vezes, acabam desencarnando com o chamado enfarto mesentérico. Nós vemos, por exemplo, aqueles que preferiram morrer pelo afogamento, num ato de rebeldia contra as leis de Deus e que voltam com o chamado enfisema pulmonar. Vemos, ainda, aqueles que dispararam tiros contra o próprio crânio e voltam com fenômenos dolorosos, como, por exemplo, a idiotia, quando o projétil alcança a hipófise; todas essas consequências, porque estamos em nosso corpo físico, mas subordinados ao nosso corpo espiritual. Então, principalmente os fenômenos decorrentes do suicídio, por tiro no crânio, são muito dolorosos, porque vemos a surdez, a cegueira, a mudez, e vemos esse sofrimento em crianças também, o que nos afigura incompatíveis com a misericórdia de Deus, porque nós sabemos que Deus não quer a dor.” (3)
Os pesquisadores, que reduzem os fenômenos da vida ao exclusivo universo da matéria densa, insistem em explicar a vida como uma complexa reação química, e nada mais do que isso, prestes a penetrar nos seus profundos mistérios e propiciar a sua criação pela mão do homem, assim como, até hoje, crê ser o pensamento mera excreção do cérebro e que todas as funções psíquicas morrem com o corpo físico. Os fenômenos vitais, não podem ser atribuídos à exclusiva ação mecânica da hereditariedade genética, no comando da montagem dos três bilhões de nucleotídeos que constituem os degraus do DNA humano. Infelizmente, “não há ainda lugar para o Espírito na ciência pesquisacional acadêmica, empírico-indutiva, a qual, por isso, continua tomando como causa o que é efeito, fazendo das leis da hereditariedade genética as únicas presentes ao ato da vida, juízas exclusivas e inconscientes do futuro patrimônio apolíneo e saudável, ou disforme e enfermiço do ser humano, apenas concedendo algumas influências aos efeitos ambientais e ao psicossomatismo, ainda que cerebral, calcadas nas predisposições genéticas.”(4)
As matrizes das moléstias têm suas raízes na estrutura perispiritual. Ainda que esteja aparentemente saudável, uma pessoa pode trazer nos seus Centros Vitais (chacras para os hindus), disfunções latentes, adquiridas nesta ou em outras vidas, que, mais cedo ou mais tarde, virão à tona no corpo físico, sob a forma de doenças mais ou menos graves, conforme a extensão da lesão e a posição mental do devedor.
Somos herdeiros de nossas ações pretéritas, tanto boas quanto más. O “Carma” (5) ou “conta do destino criada por nós mesmos” está impresso no corpo psicossomático.” (6) Esses registros fluem para o corpo físico e culminam por determinar o equilíbrio ou o desequilíbrio dos campos vitais e físicos. “Só o reconhecimento - que um dia chegará - da primazia do Espírito sobre a matéria, associada essa primazia ao princípio reencarnacionista, isto é, a integração da herança espiritual à hereditariedade genética, comandada pelo Espírito, via perispírito, regida pela Lei de Causa e Efeito, é que permitirá que se identifiquem, no Espírito imortal, as causas verdadeiras dos desequilíbrios que eclodem no corpo físico, mata-borrão e fio-terra que ele é, sob o nome de doenças, incluindo-se os distúrbios da psique humana.” (7)
Quando forem descobertas tecnologias muito mais sofisticadas, que nos possibilitem um exame aprofundado da estrutura funcional do perispírito, a medicina transformar-se-á, radicalmente. Os hospitais, possuindo instrumentos de altíssima resolução, muito além daqueles que existem hoje, os diagnósticos serão, inequivocamente, precisos, o que possibilitará a cura real das doenças. Os profissionais da saúde trabalharão muito mais de forma preventiva, evitando, assim, por exemplo, as intervenções cirúrgicas alargadas, invasivas, realizadas, abusivamente, nos dias de hoje. Os médicos terão oportunidade de conhecer, com detalhes, a estrutura transdimensional do corpo perispiritual, compreendendo melhor o modo como se embricam as complexas estruturas do psicossoma, nas chamadas sinergias, para melhor auxiliar na terapia e manutenção da saúde mento-física-espiritual de seus pacientes.
 
Fontes:
(1) A Síndrome de Ivemark consiste de más formações de diferentes órgãos, e a expectativa de vida depende de como cada órgão, principalmente o coração, é afetado.
(2) Xavier, Francisco Cândido. Pinga Fogo, São Paulo: Ed. Edicel, 1975.
(3) idem.
(4) Artigo de Raphael Rios, intitulado Lei de Causa e Efeito determina os Efeitos da Hereditariedade usando os Registros do Perispírito, publicado na Revista Internacional de Espiritismo – dez/2000.
(5) Carma, ou Karma (do sânscrito karman , em pali, kamma ) significa ação. O termo tem um uso religioso dentro das doutrinas budista, hinduísta e jainista. Foi posteriormente utilizada também pela teosofia, pelo Espiritismo e por um subgrupo significativo do movimento New Age..
(6) Sugerimos leitura do livro Ação e Reação, ditado pelo Espírito André Luiz, todo ele dedicado ao estudo do compromisso cármico das vidas sucessivas.
(7) Artigo de Raphael Rios, intitulado Lei de Causa e Efeito determina os Efeitos da Hereditariedade usando os Registros do Perispírito, publicado na Revista Internacional de Espiritismo – dez/2000

 http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3780088-EI238,00.html

JORNAL VERDADE  E  VIDA
ADDE - ASSOCIAÇÃO DE DIVULGAÇÃO DA DOUTRINA E SPIRITA 
ANO 01 NÚMERO 03 FEVEREIRO/ MARÇO 2012
Este jornal é uma publicação da ADDE - Associação de Divulgação da Doutrina Espírita
(CNPJ 08.195.888/0001-77) - para a região de São José do Rio Preto/SP.
Os textos assinados são de responsabilidade de seus autores.
Coord. Editorial: Rafael Bernardo - contato@rafabernardo.com.br
Diagramação: Junior Pinheiro - jrpinheironanet@yahoo.com.br
Jornalista Resp: Renata S. Girodo de Souza - renatagirodo@ig.com.br - MTB 67369/SP
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Tiragem: 5.000 exemplares
Distribuição Gratuita     
          

quarta-feira, 20 de junho de 2012


Rodrigo Machado Tavares

A pluralidade das existências (l. e., a lei da reencarnação) é um dos fundamentos da Doutrina Espírita. Claramente, sabe-se que a reencarnação é encontrada como crença forte em diversos povos da antiguidade. Por exemplo, na Índia antiga, onde muitos Capelinos reencarnaram, era muito comum saber que "assim como se deixam vestes gastas para usar vestes novas, também a alma deixa o corpo usado para revestir novos corpos". E no Egito, onde tantos outros Capelinos também viveram, o destino e a comunicabilidade dos mortos e a pluralidade das existências e dos mundos eram, para eles, problemas solucionados e conhecidos.
   Dessa maneira, encontramos, estudando a história antropológica, fatos interessantíssimos. Contudo, a visão que os homens tinham sobre a reencarnação, assim como acontece com tudo na natureza, evoluiu bastante. Não pensemos que tal lei já foi mostrada para nós, ou descoberta por nós, de forma integral. Não é assim que as coisas acontecem. A Revelação, sempre deve ser gradual, pois, ao contrário ofuscaria o raciocínio humano. E Deus, nosso Pai justo, sempre no-la mostrou assim.
Portanto, o Espiritismo veio revelar as verdades desta lei divina somente no Século 19. Como nos fala Allan Kardec em O Espiritismo em Sua Expressão Mais Simples: "A própria Doutrina que os espíritos ensinam hoje, nada tem de nova; se a encontra, por fragmentos, na maioria dos filósofos da Índia, do Egito e da Grécia, e toda inteira no ensinamento do Cristo. O que vem, pois, fazer o Espiritismo? Ele vem confirmar por novos testemunhos, demonstrar por fatos, verdades desconhecidas ou mal compreendidas, restabelecer, em seu verdadeiro sentido, aquelas que foram mal interpretadas".
    Quão bom é ter a certeza de que a carne, como fala Joanna de Ângelis, em Oferenda, nasce, morre e renasce inúmeras vezes, inclusive numa mesma existência, no nosso dia-dia, mas que a vida real continua sempre.
    Que bom é ter a certeza, como asseverou Allan Kardec, e não mais a intuição do passado, da lei: "Nascer, morrer, renascer, ainda, e progredir sempre".

Rodrigo Machado Tavares é Engenheiro e pesquisador, residente em Londres. Colabora com a Revista Reformador.

Jornal de Estudos Psicológicos
Ano II N° 3  Março e Abril 2009
The Spiritist Psychological Society