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domingo, 24 de junho de 2012

Fisiologia do Pensamento


Lígia Almeida

O fluido mental é formado por partículas que têm suas características próprias, como sugere a ativação mental visibilizada pela tomografia por emissão de positrões.
    Em uma visão global do Homem podemos resumidamente considerar uma interação em "via de mão dupla" que vai do espírito para o perispírito, do perispírito para o sistema nervoso, transmitidas às glândulas endócrinas, que, por fim, expressam a vontade do espírito para todo o corpo físico. Já as sensações físicas percorrem o caminho inverso,  impressionando, por sua vez, o princípio inteligente.
   Essa é uma visão abrangente, mas também reducionista da integração espírito-corpo, que deixa claro o papel do sistema nervoso como receptor principal, em relação a matéria, da vontade do espírito.
   Na codificação, encontramos a explicação de que o perispírito é ligado ao corpo físico célula a célula, expressão essa lembrada e detalhada por André Luiz, na sua obra. No entanto, apesar dessa total ligação  perispírito-corpo, existem  pontos  específicos  de ligação para a manifestação do espírito,  e esses pontos estão no sistema nervoso,  traduzido pelo neurônio que encerra, nos corpúsculos de Nissi, a energia nutritiva emanada do plano espiritual; no pigmento ocre de lipofuscina, o fator de fixação perispirítico, que liga o perispírito de forma mais ou menos intensa  dependendo  do grau de evolução do espírito e sua relação  mais ou menos intensa com o plano material; e, finalmente, nas mitocôndrias neuronais, o canal receptor dos comandos espirituais.
    Temos ainda, nessa interface, a glândula epífise ou pineal como receptor capaz de detectar informações do plano espiritual e as emanações magnéticas do plano material, servindo de antena poderosa que informa o espírito encarnado do plano etérico. Essa glândula está diretamente ligada ao centro de força coronário, que se encontra no duplo etérico, formando assim a interface espírito-corpo.
    O centro coronário, por sua vez, utiliza-se do centro frontal, que está diretamente relacionado com a glândula hipófise, e através dela transmite os avisos, impulsos, ordens e sugestões mentais aos órgãos, tecidos e células.
    Por esse sistema, verte o fluído mental, secreção da mente, e não do cérebro, que se difunde pelos caminhos neurais a todo o córtex, via glândula pineal, e posteriormente a todo o corpo biológico por ação glandular e nervosa.
   Quanto ao fluido mental, pode ser denominado de "matéria-psí", visto que o pensamento é matéria, formado por partículas que têm suas  características  próprias, como sugere a ativação mental visibilizada pela tomografia por emissão de pósitrons (PET-Scan), demarcando áreas específicas do cérebro em funcionamento, conforme a utilização da mente, seja para ouvir, ver ou raciocinar. São essas características que organ-zam a psicosfera, ou halo psíquico, e consequentemente o corpo físico, trazendo harmonia ou desequilíbrio de acordo com o seu emprego.
     As partículas dessa "matéria-psi" são manipuláveis e compõem elementos "vivos" de pensamento com comportamento e trajetória de acordo com os sentimentos de inteligência que os conduz. E o pensamento influi  e  comanda, modelado pela vontade do espírito, agindo sobre si mesmo, ou sobre o objetivo ao qual se destina.
    Concluindo, podemos dizer que o corpo biológico reflete a psicosfera, que influi, sem dúvida, na saúde física de forma positiva ou negativa, a depender da qualidade da "matéria-psi" que venhamos a emanar. Logo, o aforismo" Mente sã em corpo são" mais representativo seria se "Corpo são em mente sã".

Médica especialista em Geriatria com subespecialização  em  Cardiologia Geriátrica. Mestra em Bioquímica e Farmácia pela Universidade de São Paulo, Brasil. Conferencista e Presidente da AME  Porto.

Jornal de Estudos Psicológicos
Ano II   N° 4  Maio e Junho 2009
The Spiritist Psychological Society 

quarta-feira, 20 de junho de 2012


Rodrigo Machado Tavares

A pluralidade das existências (l. e., a lei da reencarnação) é um dos fundamentos da Doutrina Espírita. Claramente, sabe-se que a reencarnação é encontrada como crença forte em diversos povos da antiguidade. Por exemplo, na Índia antiga, onde muitos Capelinos reencarnaram, era muito comum saber que "assim como se deixam vestes gastas para usar vestes novas, também a alma deixa o corpo usado para revestir novos corpos". E no Egito, onde tantos outros Capelinos também viveram, o destino e a comunicabilidade dos mortos e a pluralidade das existências e dos mundos eram, para eles, problemas solucionados e conhecidos.
   Dessa maneira, encontramos, estudando a história antropológica, fatos interessantíssimos. Contudo, a visão que os homens tinham sobre a reencarnação, assim como acontece com tudo na natureza, evoluiu bastante. Não pensemos que tal lei já foi mostrada para nós, ou descoberta por nós, de forma integral. Não é assim que as coisas acontecem. A Revelação, sempre deve ser gradual, pois, ao contrário ofuscaria o raciocínio humano. E Deus, nosso Pai justo, sempre no-la mostrou assim.
Portanto, o Espiritismo veio revelar as verdades desta lei divina somente no Século 19. Como nos fala Allan Kardec em O Espiritismo em Sua Expressão Mais Simples: "A própria Doutrina que os espíritos ensinam hoje, nada tem de nova; se a encontra, por fragmentos, na maioria dos filósofos da Índia, do Egito e da Grécia, e toda inteira no ensinamento do Cristo. O que vem, pois, fazer o Espiritismo? Ele vem confirmar por novos testemunhos, demonstrar por fatos, verdades desconhecidas ou mal compreendidas, restabelecer, em seu verdadeiro sentido, aquelas que foram mal interpretadas".
    Quão bom é ter a certeza de que a carne, como fala Joanna de Ângelis, em Oferenda, nasce, morre e renasce inúmeras vezes, inclusive numa mesma existência, no nosso dia-dia, mas que a vida real continua sempre.
    Que bom é ter a certeza, como asseverou Allan Kardec, e não mais a intuição do passado, da lei: "Nascer, morrer, renascer, ainda, e progredir sempre".

Rodrigo Machado Tavares é Engenheiro e pesquisador, residente em Londres. Colabora com a Revista Reformador.

Jornal de Estudos Psicológicos
Ano II N° 3  Março e Abril 2009
The Spiritist Psychological Society