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sexta-feira, 4 de março de 2016

ESTUDO EVANGÉLICO 23 - LIVRO PALAVRAS DE VIDA ETERNA - TEMA: "ADORAÇÃO E FRATERNIDADE"


Livro: “PALAVRAS DE VIDA ETERNA”

Francisco C. Xavier / Emmanuel

Estudo n. 23

TEMA:  "ADORAÇÃO E FRATERNIDADE"


"Ora, temos da parte dele este mandamento, que aquele que ama a
Deus, ame também a seu irmão". - João. (I João, 4:21)
A adoração consiste na elevação do pensamento a Deus. E o homem se aproxima de Deus através da adoração.
Os espíritos Superiores ensinaram a Kardec que a adoração é um sentimento inato no homem, da mesma forma que o sentimento da existência de Deus.
Disseram, também, que ela faz parte da lei natural, ou seja, do conjunto de forças naturais que constituem o mundo, ao qual o homem naturalmente pertence.
Mostraram como a lei de adoração se desenvolve nas sociedades humanas, até atingir a fase superior, que é quando a criatura aprende que a verdadeira adoração é a do coração.
Nesse momento, a lei de adoração é vivida de dentro para fora em todos os atos do ser, uma vez que percebeu que ele, homem, está em Deus como Deus, o Pai está nele. Descobriu aí a imanência onde não mais precisa pensar, elevar, buscar Deus _ todos os atos marcham em constante exteriorização de atitudes leais, probas, delicadas, fraternas.
Nesse espírito não há como não amar o próximo.
Amar a si mesmo é desenvolver potencialidades que serão direcionadas ao próximo. Amando o próximo, estaremos amando Deus.
Nosso amor é, ainda, imperfeito; a maioria sente Deus superficialmente. Daí que o amor a nós mesmos deve ser entendido como esforço próprio em auto-educação, em observação do dever, em obediência às leis de realização e de trabalho. Com perseverança na fé, no desejo sincero de aprender com o Guia e Modelo, que é Jesus.
Quem se ilumina cumpre a missão da luz sobre a Terra. E a luz não necessita de outros processos para revelar a verdade, senão o de irradiar espontaneamente o tesouro de si mesma.
Demonstra-se amor a Deus de várias maneiras, pronunciando orações sublimes, comoventes; construindo santuários belíssimos; escrevendo livros admiráveis, comentando a sabedoria, etc. Contudo, se não houver amor ao próximo, através de atitudes fraternas, de que adiantam as demonstrações exteriores de amor ao Pai?
Somente amparando irmãos inexperientes e frágeis, é que efetivamente honraremos as bênçãos que recebemos.
Estar conscientes de que todo bem conseguido, feito, oferecido, em proveito do próximo, é o bem da própria alma, em virtude da realidade da lei do amor, e de um só dispensador que é Deus.
"Ama, portanto, pelo caminho enquanto possas plantas, animais, homens e te descobrirás, por fim, amando a Deus ".
Bibliografia:
O Consolador - q. 350/351 - Emmanuel/F. C. Xavier

Maria Aparecida Ferreira Lovo
Maio / 200
3

CENTRO ESPÍRITA BATUÍRA - RIB. PRETO – SP

cebatuira@cebatuira.org.br

ESTUDO 41 O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS – CAPITULO VI MANIFESTAÇÕES VISUAIS - Itens 111, 112 e 113 - Teoria da Alucinação


 (Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores) Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo.

SEGUNDA PARTE

DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS

CAPITULO VI  

MANIFESTAÇÕES VISUAIS

Estudo 41
Itens 111, 112 e 113 - Teoria da Alucinação.

A seguir, apresentamos definições da ciência sobre a alucinação e, concluindo os estudos das Manifestações Visuais, apresentamos a análise científica de Allan Kardec contida na Teoria da Alucinação.
Alucinação: percepção sem estímulo externo a qual pode ocorrer em qualquer campo sensorial: auditivo, visual, olfativo, gustativo e tátil.
É uma sensação, implicitamente vivida pelo indivíduo em/ou de um objeto no mundo externo, mas que na realidade gera-se nele próprio.
Observadas as mais das vezes, em psicoses, as alucinações também podem ocorrer por efeito de certas drogas e substâncias tóxicas e por irritação mecânica de certas áreas do cérebro como parte de síndromes orgânicas cerebrais.
Em pessoas saudáveis, podem ocorrer alucinações na hipnose e em estados parciais de sono. Em geral, são projeções s de desejos e conflitos profundos. (Ver BlaRiston - Dicionário Médico, 2ª ed).
Teoria da alucinação na visão espírita.
Analisando criteriosamente o assunto, Allan Kardec explica que os que não admitem o mundo incorpóreo e invisível julgam tudo explicar pela palavra alucinação. Esta palavra exprime o engano, a ilusão de quem pensa ter percepções que realmente não tem. Origina-se do latim allucinari, errar, que vem de ad lucem. Mas os sábios ainda não apresentaram, que o saibamos, a razão fisiológica desse fato. 
As explicações dadas pela Ótica e pela Fisiologia, ainda não esclarecem a natureza e a origem das imagens que se mostram ao Espírito em dadas circunstâncias. Tudo querem explicar pelas leis da matéria; forneçam então, com o auxílio dessas leis, uma teoria, boa ou má, da alucinação. Sempre será uma explicação.
A causa dos sonhos, a ciência atribui a um efeito da imaginação; mas, não nos diz o que é a imaginação, nem como esta produz as imagens tão claras e tão nítidas que às vezes nos aparecem. Consiste isso em explicar uma coisa, que não é conhecida, por outra que ainda o é menos. A questão permanece. 
Dizem ser uma recordação das preocupações no estado de vigília. Porém, mesmo que se admita esta solução, que nada resolve, ainda restaria saber qual é esse espelho mágico que conserva assim a impressão das coisas. Como se explicar, sobretudo, essas visões de coisas reais jamais vistas no estado de vigília e nas quais jamais se pensou? Só o Espiritismo nos pode dar a chave desse estranho fenômeno que passa despercebido por ser muito comum, como todas as maravilhas da Natureza que menosprezamos.
Os sábios não quiseram ocupar-se com a alucinação, mas quer seja real ou não, constitui um fenômeno que a Fisiologia deve poder explicar, sob pena de confessar a sua incompetência. Se, um dia, algum sábio resolver dar não uma definição, mas uma explicação fisiológica veremos se a teoria resolve todos os casos, se não omite os fatos tão comuns de aparições de pessoas no momento da morte, se esclarece a razão da coincidência da aparição com a morte da pessoa. Se fosse um fato isolado, se poderia atribuí-lo ao acaso, mas como é bastante frequente, o acaso não o explica. Se aquele que viu a aparição houvesse tido a ideia de que a pessoa estava para morrer... Mas a aparição é, na maioria das vezes, da pessoa de quem menos se pensa: a imaginação, portanto, nada tem com isso. 
Os partidários da alucinação dirão que a alma (se é que admitem uma alma) tem momentos de superexcitação em que suas faculdades são exaltadas. Estamos de acordo, mas quando o que ela vê é real, não há ilusão. Se na sua exaltação a alma vê à distância, é que ela se transporta; e, se ela pode se transportar, por que a da outra pessoa não se transportaria para nos ver? Que na teoria da alucinação levem em conta esses fatos, não se esquecendo de que uma teoria a que se podem opor fatos que a contrariem é necessariamente falsa ou incompleta.
Aguardando a explicação que venham a oferecer, Allan Kardec afirma: provam os fatos que há aparições verdadeiras, que a teoria espírita explica perfeitamente e que só podem ser negadas pelos que nada admitem fora do organismo. Mas ao lado dessas visões reais existem alucinações, no sentido que se dá a essa palavra? Não se pode duvidar. Qual a sua origem? Os Espíritos é que vão esclarecer-nos sobre isso, porquanto a explicação, parece-nos, está toda nas respostas dadas às seguintes perguntas:
a) As visões são sempre reais ou são algumas vezes efeito da imaginação? Não serão, algumas vezes, efeito da alucinação? Quando vemos em sonho, ou de outra maneira, o diabo, ou outras coisas fantásticas, que não existem, não será isso um produto da imaginação? 
— Sim, algumas vezes, quando dá muita atenção a certas leituras, ou a histórias de feitiçarias, que impressionam, a pessoa, lembrando-se mais tarde dessas coisas, julga ver o que não existe. Mas, também, já temos dito que o Espírito, sob o seu envoltório semimaterial, pode tomar todas as formas para se manifestar. Pode, pois, um Espírito brincalhão aparecer com chifres e garras, se o quiser, para divertir-se à custa da credulidade daquele que o vê, do mesmo modo que um Espírito bom pode mostrar-se com asas e com uma figura radiosa.
b) Podem-se considerar como aparições os rostos e outras imagens que, muitas vezes, se mostram, quando cochilamos ou simplesmente quando fechamos os olhos? 
— Desde que os sentidos entram em torpor, o Espírito se desprende e pode ver longe, ou perto, aquilo que lhe não seria possível ver com os olhos. Muito frequentemente, tais imagens são visões, mas também podem ser efeito das impressões que a vista de certos objetos deixou no cérebro, que lhes conserva os vestígios, como conserva os dos sons. Desprendido, o Espírito vê nos seu próprio cérebro as impressões que aí se fixaram como numa chapa fotográfica. A variedade e a mistura dessas impressões formam os conjuntos estranhos e fugidios, que se apagam quase imediatamente, ainda que se façam os maiores esforços para retê-los. A uma causa idêntica se devem atribuir certas aparições fantásticas que nada têm de reais e que muitas vezes se produzem durante uma enfermidade.
Admite-se que a memória seja o resultado das impressões conservadas pelo cérebro, mas, por qual fenômeno essas impressões tão variadas e múltiplas não se confundem? Mistério impenetrável, porém, não mais estranho que o das ondas sonoras, que se cruzam no ar e que se conservam distintas. Num cérebro são e bem organizado, essas impressões se revelam nítidas e precisas; num estado menos favorável, elas se apagam e confundem; daí a perda da memória, ou a confusão das ideias. Ainda menos extraordinário parecerá isto, ao se admitir, como se admite, em fenologia, uma destinação especial a cada parte e, até, a cada fibra do cérebro.
As imagens transmitidas ao cérebro pelos olhos deixam ali sua impressão, que permite lembrar-se de um quadro como se ele estivesse presente, embora se trate de uma questão de memória, pois nada se vê. Ora, em certos estados de emancipação, a alma vê o que está no cérebro, onde torna a encontrar aquelas imagens, sobretudo as que mais o chocaram, segundo a natureza das preocupações, ou as disposições íntimas. E assim que reencontra a impressão de cenas religiosas, diabólicas, dramáticas, mundanas, figuras de animais esquisitos, que ela viu outrora em pinturas ou ouviu em narrações, porque também as narrativas deixam impressões. Assim, a alma vê realmente, mas, apenas uma imagem fotográfica no cérebro. 
No estado normal, essas imagens são fugidias, efêmeras, porque todas as secções cerebrais funcionam livremente, ao passo que, a doença, o cérebro enfraquece, o equilíbrio entre todos os órgãos deixa de existir, conservando somente alguns a sua atividade, enquanto que outros se acham de certa forma paralisados. Daí a permanência de determinadas imagens, que as preocupações da vida exterior não mais conseguem apagar, como se dá no estado normal. Essa a verdadeira alucinação e causa primária das ideias fixas. 
Como se vê, explicamos esta anomalia por uma lei fisiológica muito conhecida, a das impressões cerebrais. Porém, foi sempre necessário fazer intervir a alma. Ora, se os materialistas ainda não puderam apresentar uma explicação satisfatória desse fenômeno, é porque não querem admitir a alma. Por isso mesmo, dirão que a nossa explicação é má, pois nós apoiamos num princípio que é contestado. Mas contestado por quem? Por eles, mas admitido pela maioria dos homens, desde que há homens na Terra. A negação de alguns não pode constituir lei. 
Nossa explicação é boa? Damo-la pelo que possa valer na falta de outra, e, se quiserem, a título de simples hipótese, enquanto outra melhor não aparece; ela pode explicar todos os casos de visões? Certamente que não. Contudo, desafiamos os fisiologistas a apresentarem uma que explique todos os casos. Porque nada apresentam quando pronunciam as palavras - superexcitação e exaltação. Assim sendo, desde que todas as teorias da alucinação se mostram incapazes de explicar os fatos, é que alguma outra coisa há, que não a alucinação propriamente dita. Seria falsa a nossa teoria, se a aplicássemos a todos os casos de visão, pois que alguns poderiam contradizê-la. Pode ser legítima, se aplicada a alguns efeitos. 
E concluímos o estudo do capítulo VI, transcrevendo as observações de Herculano Pires, tradutor de O Livro dos Médiuns, ao término desse capítulo:
"As teorias atuais da alucinação referem-se em geral a alterações do sistema nervoso, com excitações dos neurônios sensoriais, especialmente os da visão e da audição. Insiste-se na explicação fisiológica de todos os caso. Mas a recente aceitação científica dos fenômenos paranormais abriu novas perspectivas nesse campo. Os casos referidos por Kardec são aceitos como de natureza extrafísica por toda a escola de Rhine e mesmo as escolas fisiológicas admitem a veracidade das percepções à distância, da transmissão do pensamento, das previsões e da retrocognição ou visão do passado. A alma, como afirma, Allan Kardec, mostra-se novamente indispensável à formulação de uma teoria satisfatória da alucinação".

BIBLIOGRAFIA:
KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2. Ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap VI - 2ª Parte.
KARDEC, Allan - Revista Espírita, julho de 1861: EDICEL - Ensaio sobre a Teoria da Alucinação e Variedades: As visões do Sr. O.

Tereza Cristina D'Alessandro
Dezembro / 2004

Centro Espírita Batuíra

cebatuira@cebatuira.org.br

quarta-feira, 2 de março de 2016

MÃE NA DOR

Mãe na dor!...

Bendita seja!...

Escrava de toda hora,

Honra as lágrimas que chora,

Nas dores por onde vai!...

Sem esposo que a proteja,

Sem arrimo, sem tutela

, Em Deus que sofre com ela Encontra a Bênção de Pai.  

(Obra: Caridade - Chico Xavier/Irene de Souza Pinto)

LUTE

Lute.
 
A luta, o esforço, a vontade de vencer e de fazer prevalecer a vontade são necessidades de evolução. Pois, para que você existe, senão para crescer sempre? Você não nasceu para ser uma pessoa inerte, parada, sem sal ou açúcar, incapaz de dar passos a frente e conquistar melhor consciência, conforto e paz.
 
Você nasceu, sim, para ser ação, para ser uma luz no mundo, uma fragrância agradável, uma beleza no olhar, falar e sorrir, um amor, um ponto de apoio para os outros. A sua luta é santa. A boa luta faz de você um ponto de referência para os outros.
 
Lourival Lopes

Lute.   The struggle, the effort, the will to win and the will to prevail areevolving needs. Because for you there, but to grow forever? You were not born to be an inert person, stop, without salt or sugar, unable to take steps forward and achieve better awareness,comfort and peace.   You were born, yes, for action, to be a light in the world, a pleasant fragrance, a beauty in the eye, talk and smile, a love, a foothold for others. Their struggle is holy. The good fight makes you areference point for others.  

lourival Lopes

Céu inferno_053_2ª parte cap. IV - Espíritos Sofredores - Pascal Lavic

Céu inferno_053_2ª  parte cap. IV - Espíritos Sofredores - Pascal Lavic

TEXTO PARA ESTUDO

Havre, 9 de agosto de 1863)
Nota - Este Espírito, sem que o médium o conhecesse em vida, mesmo de nome, comunicou-se espontaneamente.
"Creio na bondade de Deus, que, na sua misericórdia, se compadecerá do meu Espírito. Tenho sofrido muito, muito; pereci no mar. Meu Espírito, ligado ao corpo, vagou por muito tempo sobre as ondas. Deus...
(A comunicação foi interrompida, e no dia seguinte o Espírito prosseguiu.)
...houve por bem permitir que as preces dos que ficaram na Terra me tirassem do estado de perturbação e incerteza em que me achava imerso. Esperaram-me por muito tempo e puderam enfim achar meu corpo. Este repousa atualmente, ao passo que o Espírito, libertado com dificuldade, vê as faltas cometidas. Consumada a provação, Deus julga com justiça, a sua bondade estende-se aos arrependidos.
"Por muito tempo, juntos erraram o corpo e o Espírito, sendo essa a minha expiação. Segui o caminho reto, se quiserdes que Deus facilite o desprendimento de vosso Espírito. Vivei no seu amor, orai, e a morte, para tantos temerosa, vos será suavizada pelo conhecimento da vida que vos espera. Sucumbi no mar, e por muito tempo me esperaram. Não poder desligar-me do corpo era para mim uma terrível provação, eis por que necessito das preces de quem, como vós, possui a crença salvadora e pode pedir por mim ao Deus de justiça. Arrependo-me e espero ser perdoado. A 6 de agosto foi meu corpo encontrado. Eu era um pobre marinheiro e há muito tempo que morri. Orai por mim.
Pascal Lavic."
- P. Onde foi achado o vosso corpo?
- R. Não muito longe de vós.
Nota - O Journal du Havre, de 11 de agosto de 1863, continha o seguinte tópico, do qual o médium não podia ter ciência:
"Noticiamos que a 6 do corrente se encontrara um resto de cadáver encalhado entre Bléville e La Hève. A cabeça, os braços e o busto tinham desaparecido, mas, apesar disso, pôde verificar-se a sua identidade pelos sapatos ainda presos aos pés. Foi reconhecido o corpo do pescador Lavic, que fora arrebatado a 11 de dezembro de bordo do navio LAlerte, por uma rajada de mar. Lavic tinha 49 anos de idade e era natural da cidade de Calais. Foi a viúva quem lhe reconheceu a identidade."
Nota - A 12 de agosto, como se tratasse desse acontecimento no Centro em que o Espírito se manifestara pela primeira vez, deu este de novo, e espontaneamente, a seguinte comunicação:
"Sou efetivamente Pascal Lavic, que tem necessidade das vossas preces. Podeis beneficiar-me, pois terrível foi a provação por mim experimentada. A separação do meu Espírito do corpo só se deu depois que reconheci as minhas faltas; e depois disso, ainda não totalmente destacado, acompanhava-o no oceano que o tragara. Orai, pois, para que Deus me perdoe e me conceda repouso. Orai, eu vo-lo suplico. Oxalá este desastrado fim de uma infeliz vida terrena vos sirva de grande ensinamento!
Deveis ter sempre em vista a vida futura, não deixando jamais de implorar a Deus a sua divina misericórdia. Orai por mim; tenho necessidade que Deus de mim se compadeça.
Pascal Lavic."

QUESTÕES PARA ESTUDO E REFLEXÃO

1.A que provação este espírito se refere e por que ele teve que passar por ela?

2.Qual o conselho que ele nos dá para evitar a mesma sorte?

3.De que modo a oração dos amigos o ajudarão? Como se dá esse processo?

4.Que providências tenho tomado, em minha vida atual, para ter um desencarne sereno e um fácil desprendimento do corpo carnal?

Conclusão:

1.A provação a que este espírito se refere foi em relação a sua impossibilidade de afastar-se do corpo morto, sofrendo como se no corpo estivesse, devido as suas faltas quando encarnado. Essa situação foi uma expiação pela vida que ele levou na Terra.
2.Que não devemos esquecer da vida futura e nem esquecer das lições que devemos aprender e ensinar. Podemos completar que a vivência no bem e o amor ao próximo já nos colocarão em posição de merecer um desencarne mais tranquilo.
3. A oração em intenção do espírito desencarnado o ajudará a ser merecedor de encontrar seu caminho, separando-se definitivamente do corpo já morto e arrependendo-se de suas faltas. A oração leva, através do pensamento, o "remédio" que cura os males do espírito.

5. Resposta pessoal.

nl03_16 - LIVRO NO MUNDO MAIOR _ Alienados mentais

nl03_16 - LIVRO NO MUNDO MAIOR _ Alienados mentais

... Compreenderás, disse Calderaro, a tragédia dos homens desencarnados, em pleno equilíbrio das sensações. Executados os casos puramente orgânicos, o louco é alguém que procurou forçar a libertação do aprendizado terrestre, por indisciplina ou ignorância. Temos neste domínio um gênero de suicídio habitualmente dissimulado, a auto eliminação da harmonia mental, pela inconformação da alma nos quadros de luta que a existência humana apresenta.
Diante da dor, do obstáculo, ou da morte, milhares de pessoas capitulam, entregando-se, sem resistência, à perturbação destruidora, que lhes abre, por fim, as portas do túmulo. A princípio, são meros descontentes e desesperados, que passam desapercebidos mesmo àqueles que os acompanham de mais perto. Pouco a pouco, transformam-se em doentes mentais de variadas gradações, de cura quase impossível, portadores que são de problemas inextricáveis e ingratos. Imperceptíveis frutos da desobediência começam por arruinar o patrimônio fisiológico que lhes foi confiado na Crosta da Terra... São eles homens e mulheres que desde os círculos terrenos padecem, encovardados em precipícios infernais, por se haverem rebelado aos desígnios divinos, preterindo-os, na escola benéfica da luta aperfeiçoadora, pelos caprichos insensatos...
... Acompanhei Calderaro na excursão matinal, ao grande estabelecimento, onde os mentecaptos eram em grande número...
... Uma velha de cabelos nevados, mostrando acerba ferocidade no olhar, envergava o uniforme da casa, como quem arrastasse um vestido real, e dizia a duas companheiras apáticas:
- Na minha qualidade de marquesa, não tolero a intromissão de médicos inconscientes. Creio estar presa por motivos secretos de família... tenho poderosos inimigos na corte, contudo as minhas amizades são mais prestigiosas e fiéis.
Baixou a voz, como receando espias ocultos e disse ao ouvido de uma das irmãs de sofrimento:
- O imperador está interessado em meu caso e punirá os culpados...
Inesperadamente bradou:
-Todos pagarão, todos pagarão...
Aqui, disse Calderaro, quase todos os alienados são criaturas que abdicaram a realidade, atendo-se a circunstâncias do passado sem mais razão de ser.
Essa desventurada irmã já possuiu títulos de nobreza em existência anterior; perpetrou clamorosas faltas, dando expansão ás energias cegas do orgulho e da vaidade... renascendo em aprendizado humilde para o reajustamento imprescindível, alarmou-se ante as primeiras provações mais rudes da correção benfeitora, reagiu contra os resultados da própria sementeira, entregou o invólucro físico ao curso de ocorrências nefastas e por fim, situou-se mentalmente em zonas mais baixas da personalidade, passando a residir, em pensamento, no pretérito de mentiras brilhantes. Agarrou-se, desesperada, às recordações da marquesa vaidosa de salões que já não existem mais, e perambula nos vales da demência em lastimáveis condições.
Não asseguremos-prossegue Calderaro - que todos os casos sejam de escapatória aos imperativos da realidade educadora. Muita gente atravessa este pavoroso túnel, premiada por exigências da prova retificadora... São irmãos revoltados ante os desígnios de Deus que os conduzem a recapitular ensinamentos difíceis qual o de se reaproximarem de velhos inimigos por intermédio de laços consanguíneos, ou o de enfrentarem obstáculos aparentemente insuperáveis.
Para que se efetue a jornada iluminativa do espírito é indispensável deslocar a mente, revolver as ideias, renovar as concepções e modificar, invariavelmente, para o bem maior o modo íntimo de ser, tal qual procedemos com o solo na revivificação da lavoura produtiva ou com qualquer instituto humano em reestruturação para o progresso geral. Negando-se porém a alma a receber o auxílio divino, através dos processos de transformação incessante que lhe são oferecidos, em benefício próprio, pelas diferentes situações de que os dias se compõem no aprendizado carnal, recolhe-se à imagem da estrada, criando paisagens perturbadoras com desejos injustificáveis.
"Quase podemos afirmar que de 100 casos, 90 dos casos de loucura começam nas consequências das faltas graves que praticamos, com a impaciência ou com a tristeza, ou seja por intermédio de atitudes mentais que imprimem deploráveis reflexos ao caminho daqueles que as acolhem e alimentam...
... Penetrávamos extensa varanda no departamento masculino e logo se deparou um homem que decerto se enquadrava entre os esquizofrênicos absolutos. Rodeavam-no algumas entidades de sombrio aspecto... O desditoso era rematado fantoche nas mãos doa algozes tipicamente perversos...
... O processo de desequilíbrio está consumado, diz Calderaro, o infeliz vem sendo objeto de práticas hipnóticas de implacáveis perseguidores; acha-se exposto a emissões contínuas de forças que o deprimem e enlouquecem... trata-se de um homem que em encarnações anteriores, abusou do magnetismo pessoal...
.. Em pretérito não muito remoto, nosso amigo se excedeu em seu potencial de fascínio ... várias mulheres que lhe sofreram a ação corrosiva, atentaram contra ele incessante explosão de ódio doentio e corruptor, da qual hoje ele é joguete...
... Geralmente ao delinquirmos, podemos precisar o instante exato de nossa desarmonia, porém quando será o momento de abandoná-la, jamais sabemos...
... Em verdade, na alienação mental começa a descida da alma às zonas inferiores da morte ...
... Quanto às perturbações que acompanham a alma no renascimento ou na infância do corpo, na juventude ou na senilidade, é mister reconhecer que o desequilíbrio começa na inobservância da Lei, como a expiação começa no crime...
... O louco em geral, considerando-se não só o presente, senão até o passado longínquo, é alguém que aborreceu as bênçãos da experiência humana, preferindo segregar-se nos caprichos mentais...

Questões para estudo

1) No caso da velhinha que havia sido marquesa, Calderaro diz assim:
"alarmou-se ante as primeiras provações mais rudes da correção benfeitora, reagiu contra os resultados da própria sementeira ..."
Qual o comportamento que deveria ter tido essa nossa irmã diante de tal situação?

2) Ainda nesta frase "reagiu contra os resultados da própria sementeira ...", o que Calderaro quer nos afirmar ???

3) "... Geralmente ao delinquirmos, podemos precisar o instante exato de nossa desarmonia, porém quando será o momento de abandoná-la, jamais sabemos... "
Por que algumas pessoas se demoram mais para procurar a harmonia, enquanto outras demoram-se nela?

4) " ... é mister reconhecer que o desequilíbrio começa na inobservância da Lei, como a expiação começa no crime... "
Como fazer tais relações??

5) "... o louco é alguém que procurou forçar a libertação do aprendizado terrestre, por indisciplina ou ignorância..."
Analisando de uma forma geral, não nos é possível fugir da quitação das dívidas e ludibriar a Lei do Pai ??

Leitura de apoio: Ação e Reação de André Luiz

Conclusão:
André Luiz e Calderaro se preparavam para visitar regiões de sofrimento, habitadas por espíritos ainda muito endividados com a Lei.  Antes disso, fizeram uma rápida visita a um instituto destinado ao abrigo de desencarnados que se encontravam em processo de desequilíbrio mental.
Na rápida passagem pelo local, os dois benfeitores tiveram contato com alguns casos graves de desajustados psíquicos, todos refletindo experiências mal sucedidas no organismo físico, que ocasionaram os desajustes levados para o plano espiritual após a desencarnação.
                          
Questões para estudo

1.-  No caso da velhinha que havia sido marquesa, Calderaro diz assim:  "alarmou-se ante as primeiras provações mais rudes da correção benfeitora,  reagiu  contra  os resultados da própria sementeira ..." Qual o comportamento que deveria ter tido essa nossa irmã diante de tal situação?
Sendo-lhe concedida a oportunidade retificadora através da reencarnação em meio humilde e sujeito a provações, o espírito agora mentalmente enfermo deveria ter aproveitado aquela experiência para se despojar dos sentimentos de orgulho e vaidade que ostentou em existência pretérita, como marquesa.  Cumpria-lhe aceitar aquelas condições com resignação, levando uma vida dedicada ao trabalho digno pela sobrevivência.  Somente assim estaria aproveitando a passagem pela matéria para fazer o indispensável reajustamento que o recolocaria em sintonia com as Leis Naturais, aproximando-o da Divindade.
2.-  Ainda nesta frase "reagiu contra os resultados da própria sementeira...",  o  que Calderaro quer nos afirmar?
Quis o Assistente dizer que a ex-marquesa deixou prevalecer seu inconformismo com a situação desfavorável mas retificadora, perdendo a oportunidade que a misericórdia divina lhe concedeu para retomar o caminho evolutivo. "Resultados da própria sementeira" porque originados de seu próprio comportamento no passado,  em  que  usou  mal as oportunidades que a posição social em que se encontrava lhe propiciava.
3.-  "... Geralmente, ao delinquirmos, podemos precisar o instante exato  de  nossa desarmonia, porém quando será o momento de abandoná-la, jamais sabemos... "  Por que algumas pessoas se demoram mais para procurar a harmonia,  enquanto  outras demoram-se nela?
Os modos e o tempo para a saída do processo de desajuste espiritual varia de acordo com cada espírito.  Todos têm o livre-arbítrio para direcionarem seus atos e pensamentos. Uns, embora ainda muito imperfeitos a ponto de delinquirem, compreendem mais rapidamente a necessidade de se reajustarem às Leis Naturais e, dessa forma, encurtam o caminho, submetendo-se com resignação ao remédio da dor e do sofrimento que o modificará para melhor.  Outros há, contudo, para quem o processo de reajuste é mais penoso e demorado, por não compreenderem a necessidade de se modificarem.  Para estes, com são persistentes no erro, somente o tempo pode se encarregar  de  fazê-los  enxergar  essa necessidade, mediante as expiações  a  que terão de se submeter.
4.-  " ... é mister reconhecer que o desequilíbrio começa na inobservância da Lei, como a expiação começa no crime... ".  Como fazer tais relações?
Como as leis que regem o Universo são perfeitas e harmônicas entre si, qualquer ato ou pensamento que contra elas se insurjam causam um desequilíbrio que, em consequência da lei de ação e reação, vai se voltar contra o seu causador.   Disse o Assistente que a expiação começa no crime porque, a partir da sua execução, o espírito aciona o mecanismo divino que o submeterá ao processo de resgate, geralmente doloroso.
5.-  "... o louco é alguém que procurou forçar a libertação  do  aprendizado  terrestre,  por indisciplina ou ignorância..." Analisando de uma forma geral, não nos é possível fugir  da quitação das dívidas e ludibriar a Lei do Pai?
A lei dos homens até pode-se ludibriar, com artifícios dos mais diversos matizes.

Porém, da aplicação da Lei de Deus ninguém consegue se furtar, pois seus efeitos são fruto de um mecanismo automático introduzido no Universo pelo Criador.  Como ensinou Calderaro, a tentativa de escapar ao império desta Lei, rejeitando o aprendizado através das reencarnações sucessivas, pode levar o espírito a um desequilíbrio mental que o acompanhará mesmo após o seu desenlace do corpo material, como nos exemplos narrados neste capítulo.

ESTUDO EVANGÉLICO 22 - LIVRO PALLAVRAS DE VIDA ETERNA - TEMA: "COMPREENDENDO”

Estudo Evangélico
Livro: “PALAVRAS DE VIDA ETERNA”
Francisco C. Xavier / Emmanuel
Estudo n. 22
TEMA:  "COMPREENDENDO”

 “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro para que a
excelência do poder seja de Deus e não de nós"- Paulo.
(II Coríntios, 4:7)
Somente alcançaremos libertação, quando atingirmos plena luz
Na citação acima, Paulo se refere a tesouro para designar os dons que vem de Deus, que nós, os vasos de barro, recebemos como bençãos e meio de progresso para o Espírito imortal.
Sabendo disso, é preciso, tolerância construtiva para com a caminhada humana, porque as insinuações do mal tentam em toda parte, uma vez que ainda demoramos na realização parcial do bem. Fé, o conhecimento superior, dom de consolar, capacidade de servir, inteligência desenvolvida, etc., constituem os talentos colocados em nossas mãos, como instrumentos, para que trabalhando com eles possamos multiplicá-los cada vez mais, conforme o progresso moral e espiritual.
Não se espere perfeição para começar a servir, a trabalhar no bem, porque de outra forma, será impossível atingirmos os degraus mais altos da evolução.
Criados simples e ignorantes, isto é, desconhecedores da lei, cada Espírito traz em si em gérmen os dons de Deus, sua potencialidade em semente esperando pelo tratamento de cada um para que essa perfeição relativa aflore.
É a isso que Paulo se refere quando cita que "... temos esses tesouros”... Ele é intrínseco, faz parte do Espírito desde o instante da sua criação. A proposta de Emmanuel nesse sentido é exatamente para que percebamos que só com a transformação do "vaso de barro" é que o tesouro esplenderá.
Contra o desejo de alcançar a claridade, há milênios de sombra. Antepondo à mais humilde aspiração de crescer no bem, vigoram os séculos em que os comprazimentos no mal plenificavam.
É por isto que as tentações de todos os tipos, a cobiça, a vingança, a luxúria, encontram ainda facilidade de instalar-se no homem.
Todos convivem com a tribulação, dificuldades, perseguições, desânimo.
Compreendendo esses momentos como naturais, face ao passado estudado acima, não deve haver angústia, perda de ânimo, abatimento, uma vez que trazendo cada qual em si a potencialidade divina, se opere, se exteriorize a vida em plenitude no contínuo superar-se, dinamizando energias que sem esse entendimento permanecerão em descanso, sem ação.
"Não de espantes, assim, à frente do conflito da luz e das trevas em ti mesmo..."
"Segue a luz e acertarás o caminho".
"Riqueza mediúnica, fulgurações da inteligência, recursos geniais e consagração à virtude são tesouros do Senhor que, na feliz definição do Apóstolo Paulo, transportamos no vaso de barro de nossa profunda inferioridade, a fim de que saibamos reconhecer que todo amor, toda sabedoria, toda santificação, toda excelência e toda beleza da vida não nos pertencem de modo algum, mas sim à glória de Nossa Pai, a quem nos cabe obedecer e servir, hoje e sempre".

Bibliografia:
"Pão Nosso"- Emmanuel / F. C. Xavier - lição 101

Maria Aparecida Ferreira Lovo
Abril / 2003

CENTRO ESPÍRITA BATUÍRA - RIB. PRETO – SP
cebatuira@cebatuira.org.br


ESTUDO 40 O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS – CAPITULO VI MANIFESTAÇÕES VISUAIS - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES Itens 109 e 110


 (Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores) Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo.

SEGUNDA PARTE

DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS

CAPITULO VI  

MANIFESTAÇÕES VISUAIS

Estudo 40 - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES

Itens 109 e 110

Concluindo os estudos referentes ao Ensaio Teórico sobre as Aparições (itens 101 a 110), recordamos, então: os Espíritos têm um corpo fluídico, a que se dá o nome de períspirito, cuja substância é haurida do fluido cósmico, e que ele é mais ou menos etéreo, conforme os mundos e o grau de depuração do Espírito; que durante a encarnação, o Espírito conserva seu períspirito, sendo o corpo apenas um segundo envoltório mais grosseiro, mais resistente, apropriado aos fenômenos a que tem de prestar-se e do qual se despojará por ocasião da morte.
O períspirito serve de intermediário ao Espírito e ao corpo, sendo o órgão de transmissão de todas as sensações. Não se acha encerrado nos limites do corpo, como numa caixa, e sim, por sua natureza fluídica, é expansível, irradiando-se para o exterior e forma, em torno do corpo, uma espécie de atmosfera que o pensamento e a vontade podem dilatar mais ou menos.
Nos Espíritos desencarnados, devido a sua natureza e em seu estado normal, o períspirito é invisível, tendo isso de comum com uma imensidade de fluidos que sabemos existir, mas que nunca vimos. Pode também, como alguns fluidos, sofrer modificações que o tornam perceptível à vista, quer por uma espécie de condensação, quer por uma mudança na disposição molecular. Pode mesmo adquirir as propriedades de um corpo sólido e tangível e retomar instantaneamente seu estado etéreo e invisível. São as aparições.
Esses diferentes estados do períspirito resultam de vontade do Espírito e não de uma causa física exterior, como acontece com os gases. Entretanto, nem sempre basta ao Espírito a vontade de tornar-se visível: é necessário, para que se opere a modificação, o concurso de uma série de circunstâncias que dele independem. É preciso, inclusive, lhe seja permitido, fazer-se visível, o que nem sempre lhe é concedido, ou somente o é em determinadas circunstâncias, por motivos que nos escapam.
Podendo assumir todas as aparências, o Espírito se apresenta sob aquela que mais reconhecível o possa tornar, se o quiser. Geralmente os Espíritos se apresentam com os atributos característicos de sua elevação, como: resplandecentes demonstrando sua elevação moral, enquanto que outros trajam as que recordam suas ocupações terrenas. 
O Espírito que quer ou pode realizar uma aparição toma por vezes uma forma ainda mais precisa, de semelhança perfeita com um sólido corpo humano, podendo, em alguns casos e sob certas circunstâncias, a tangibilidade tornar-se palpável, Istoé, pode-se tocar a aparição, senti-la resistente como um corpo sólido, o que não impede que ela se desvaneça com a rapidez do relâmpago. 
Todos os fenômenos citados foram estudados mais profundamente nos itens anteriores, e Allan Kardec afirma que, o períspirito é o princípio de todas as manifestações, sendo que o seu conhecimento nos traz a explicação de numerosos fenômenos, permitindo grande avanço à Ciência Espírita, colocando-a numa nova senda, ao tirar-lhe qualquer resquício de maravilhoso. Nele encontramos, graças aos próprios Espíritos, - pois foram eles que indicaram o caminho, - a explicação da possibilidade de ação do Espírito sobre a matéria, da movimentação de corpos inertes, dos ruídos e das aparições e, certamente, como explicação de muitos outros fenômenos ainda por serem estudados, inclusive o das comunicações. Estas serão melhor compreendidas, se nos inteirarmos de suas causas fundamentais. 
Reflete ainda o Codificador que, longe de considerar a teoria que apresenta como absoluta e última palavra na questão, ela será, mais tarde, completada ou retificada através de novos estudos. Mas, por mais incompleta ou imperfeita que se apresente, pode sempre ajudar a compreender os fenômenos por meios que nada tem de sobrenatural. Se é uma hipótese, não se lhe pode negar o mérito da racionalidade e da probabilidade. Por essas reflexões percebemos a postura científica de Allan Kardec e porque foi chamado, por Camille Flammarion, de "o bom senso encarnado", pois razão reta e judiciosa, aplicava sem cessar às suas pesquisas e obras.
Em nosso próximo estudo abordaremos a Teoria da Alucinação.
BIBLIOGRAFIA: 
KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2. ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap VI - 2ª Parte.
KARDEC, Allan - A Gênese: 26.ed.Brasília: FEB, 1984 - Discurso pronunciado por Camille Flammarion junto ao túmulo de Allan Kardec.

Tereza Cristina D'Alessandro
Novembro/ 2004

Centro Espírita Batuira

cebatuira@cebatuira.org.br