ESTUDO 50
"No Solo do Espírito"
sessenta e outro a trinta." - Jesus
Setembro / 2005
Ribeirão Preto (SP)
A Prece para os Criminosos
Livro: Lindos Casos de Chico Xavier - 148 Ramiro Gama
Nossa Irmã Maria José acercou-se do Chico na ocasião em que lhe contávamos os benefícios usufruídos pelos penitenciários do Distrito Federal com as visitas que lhes vêm fazendo, aos domingos, pela manhã alguns diretores da Federação Espírita Brasileira.
A conversão de muitos Irmãos detentos à nossa Doutrina tem sido permanente, segura e confortadora. No final, quase sempre, cabe a um dos presos, em meio do pranto e do arrependimento, orar, agradecendo a Deus as graças recebidas. E nossa irmã atenta aos nossos comentários, indaga do querido médium:
- Se a prece representa um estado de alma pura, como poderá tê-lo o criminoso? Vale alguma coisa, aos olhos de Deus, a oração dos delinqüentes?
E o prestativo servidor, em dia com os assuntos santos do Senhor, ajudado pelos seus esclarecidos mentores espirituais justifica:
- A prece de um criminoso, por ser a de um irmão faltoso, vale muito quando feita com arrependimento sincero. Numa prisão acham-se encarnados e desencarnados, algozes e vítimas, ligados pelos laços do Amor de Deus. E, quando, dentre eles, um se mostra arrependido do mal que fez e, ajoelhando a alma, ora ao Pai, na linguagem do coração, na sinceridade e na humildade, com vontade de ressarcir suas faltas, uma surpresa aponta no íntimo dos outros colegas e todos acabam envolvidos na Resposta do Criador, que é sempre algo de incentivo de Seu Amor e de Suas Bênçãos! Via de regra, depois de uma Prece assim feita entre almas dormidas, fechadas, endurecidas no crime, algumas acordam para a realidade do Roteiro cristão, sentindo os remorsos primeiros, dando os primeiros passos em prol de sua redenção.
A PRIMEIRA SESSÃO
De princípios de 1920 a 1927, Chico não mais conseguiu avistarse pessoalmente com o Espírito de Dona Maria João de Deus.
Integrado na comunidade católica, obedecia às obrigações que lhe eram indicadas pela Igreja. Confessava-se, comungava, comparecia pontualmente à missa e acompanhava as procissões.
Terminara o curso primário no Grupo Escolar São José, de Pedro Leopoldo em 1923, levantandose às seis da manhã para começar às sete as tarefas escolares e entrando para o serviço da fábrica às três da tarde para sair às onze da noite. O trabalho, porém, era exaustivo e, em 1925 deixou a fábrica, empregando-se na venda do Sr. José Felizardo Sobrinho, onde o trabalho ia das seis e meia da manhã às oito da noite, com o salário de treze cruzeiros por mês. Entretanto, continuavam as perturbações noturnas. Depois de dormir, caía em transes surpreendentes. Perambulava pela casa, falava em voz alta, dava notícias de pessoas que sofriam no Além, mantinha longas conversações, cujo fio era impenetrável aos familiares aflitos.
Em 1927, porém, eis que a sua irmã D. Maria da Conceição Xavier, hoje mãe de família, cai doente.
Era um doloroso processo de obsessão.
Tratada carinhosamente pelo confrade Sr. José Hermínio Perácio, que atualmente reside em Belo Horizonte, a jovem curou-se.
Foi assim que se realizou a primeira sessão espírita no lar da família Xavier, em Pedro Leopoldo. Perácio, na direção, pronunciava vibrante prece.
Na mesa, dois livros. Eram eles O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO e O LIVRO DOS ESPÍRITOS, de Allan Kardec.
O Espírito de Dona Maria João de Deus comparece e grafa longa mensagem aos filhos presentes, através da médium D. Carmem Pena Perácio, devotada esposa do companheiro a que nos referimos. Reportase a cada filho, de maneira particular. E, dirigindose ao Chico, comove-o, escrevendo: Chico, meu filho, eis que nos achamos mais juntos, novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estudeos, cumpra os seus deveres e, em breve, a Bondade Divina nos permitirá mostrar a você os seus novos caminhos.
E assim realmente aconteceu.
Do livro Lindos Casos de Chico Xavier Ramiro Gama
A ORIENTAÇÃO CRISTÃ
Pelo Espírito Irmão X (Humberto de Campos). Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Luz Acima. Lição nº 14. Página 67.
Na sessão de conforto educativo, o consulente percebeu que o benemérito orientador espiritual se incorporara à médium em transe, e, logo que o abnegado mentor terminou a preleção sobre tema evangélico, pediu licença para rogar-lhe conselhos:
- Pois não, meu filho! exclamou o Espírito Amigo, generosamente - estou aqui para ouvi-lo; abra seu coração...
O cavalheiro, que principiou tímido, inclinou-se para o benfeitor, exibindo gesto filial, e começou:
- Meu santo protetor, estou exausto!
Sinto-me tão necessitado de orientação como o sedento precisa de um gole de água.
Perdi os bens que me eram caros!...
Trago a saúde arruinada e, embalde, perambulo através de clínicas custosas. O fígado não funciona normalmente, os rins ameaçam-me a cada hora, o coração, como louco, bate desregulado...
De organismo semimorto, minha família relegou-me ao abandono.
Minha parentela desapareceu.
Tenho irmãos consanguíneos que poderiam, decerto, amparar-me; contudo, fogem de mim, qual se eu fora criminoso impenitente.
Acontece, porém, que minha esposa fugiu de mim, após dezesseis anos de convivência, deixando-me irremediavelmente desconsolado...
Ai! meu benfeitor - acentuou lacrimoso -, como atender a problema tão aflitivo?
Sou um fantasma errando, em vão, em busca de paz?
O lar vazio é meu tormento infernal de cada minuto.
Meu azar não parou aí.
Antipatizando-se comigo, meu chefe de trabalho expulsou-me sem caridade, faz duas semanas.
Chamou-me, áspero, despejou sobre mim um montão de palavras agressivas e cerrou-me as portas da casa que servi por mais de sete anos consecutivos...
Sou o mais infeliz dos homens...
Já intentei contra a vida.
No entanto, parece que ainda nisso me persegue a má sorte, porque todas as minhas tentativas falharam...
Todas as oportunidades de melhoria são vedadas a mim...
Que fiz, meu santo benfeitor, para merecer tantas desgraças?
Estarei, porventura, esquecido de Deus?...
Forte crise de soluços embargou-lhe a voz.
O instrutor desencarnado afagou-lhe os cabelos prematuramente encanecidos e considerou:
- Tenha paciência, filho! não há efeito sem causa.
O pedinte cobrou novo ânimo e implorou:
- Inspira-me, devotado protetor! orienta-me. Não me abandones!...
- Que deseja que eu faça? indagou o mensageiro espiritual.
- Traça-me roteiro certo... meu destino é um novelo embaraçado... Aconselha-me, em nome de Jesus!
- Do Mestre que desceu das alturas, a fim de nos servir e salvar?
- Sim gemeu o interpelado.
- Então, meu filho, volte ao princípio e retifique a própria senda.
O Pai concedeu a você uma saúde harmoniosa. No entanto, por que asfixiou os rins com os drinques irritantes? Em que se baseou para consumir largas forças em noitadas de prazer sem significação?
Ainda é tempo de reconstruir. Esqueça os venenos diários que lhe desgastam as energias, lentamente, através de um copinho aparentemente sem importância, e imprima ritmo regular à sua experiência de homem na Terra.
Procure, outrossim, as boas graças da família, assinando um armistício de boa vontade.
Você alude ao abandono dos parentes, mas não se refere ao escárnio que votou a todos eles, quando a sua posição melhorou no banco em que trabalhava.
Esqueceu facilmente os deveres de solidariedade fraternal e chega ao ponto de acusar os outros?
Regresse, qual filho pródigo, e revele sincera humildade diante de todos. Peça desculpas para as suas faltas; seja carinhoso e bom.
Quanto à esposa, que dizer? Você olvidou a tirania doméstica de que seu coração voluntarioso abusou vastamente? A mulher, sentinela de seu lar e mãe de seus filhos, não é um animal que deva ser tratado a dinheiro e palavrões. Decorridos mais de três lustros de sacrifício incessante, a pobrezinha não resistiu e afastou-se... Procure-a, nutrindo verdadeiro arrependimento pelos seus erros voluntários e involuntários!
Penitencie-se. Peça perdão pelo passado de sombras e guarde suas lágrimas a fim de selar junto dela seus novos compromissos de redenção.
Quanto ao seu campo de serviço, se você deseja orientar-se em Jesus, torne ao seu chefe e rogue-lhe desculpe o seu procedimento impensado. Busque agir na pauta dos homens corretos, sem trair as obrigações de gentileza e reconhecimento para com quem se fez credor de seu respeito, carinho e gratidão.
O consulente sofredor enxugou o pranto, talvez ferido no amor próprio, e, depois da palavra do orientador encerrando a reunião em sentida prece, dispersou-se o grupo, notando, eu, porém, que o cavalheiro, declaradamente tão infeliz, não pronunciou nem mais uma frase.
Jamais me esqueci da orientação nobre e bela, doce e franca, que lhe foi ministrada pelo Sábio da Espiritualidade Superior, mas não sei se foi aproveitada.
Voltando, entretanto ao templo de oração em que vi cair semelhante benção, debalde procurei o irmão desditoso, que ali não voltou, nunca mais...
A PRIMEIRA SESSÃO
De princípios de 1920 a 1927, Chico não mais conseguiu avistarse pessoalmente com o Espírito de Dona Maria João de Deus.
Integrado na comunidade católica, obedecia às obrigações que lhe eram indicadas pela Igreja. Confessava-se, comungava, comparecia pontualmente à missa e acompanhava as procissões.
Terminara o curso primário no Grupo Escolar São José, de Pedro Leopoldo em 1923, levantandose às seis da manhã para começar às sete as tarefas escolares e entrando para o serviço da fábrica às três da tarde para sair às onze da noite. O trabalho, porém, era exaustivo e, em 1925 deixou a fábrica, empregando-se na venda do Sr. José Felizardo Sobrinho, onde o trabalho ia das seis e meia da manhã às oito da noite, com o salário de treze cruzeiros por mês. Entretanto, continuavam as perturbações noturnas. Depois de dormir, caía em transes surpreendentes. Perambulava pela casa, falava em voz alta, dava notícias de pessoas que sofriam no Além, mantinha longas conversações, cujo fio era impenetrável aos familiares aflitos.
Em 1927, porém, eis que a sua irmã D. Maria da Conceição Xavier, hoje mãe de família, cai doente.
Era um doloroso processo de obsessão.
Tratada carinhosamente pelo confrade Sr. José Hermínio Perácio, que atualmente reside em Belo Horizonte, a jovem curou-se.
Foi assim que se realizou a primeira sessão espírita no lar da família Xavier, em Pedro Leopoldo. Perácio, na direção, pronunciava vibrante prece.
Na mesa, dois livros. Eram eles O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO e O LIVRO DOS ESPÍRITOS, de Allan Kardec.
O Espírito de Dona Maria João de Deus comparece e grafa longa mensagem aos filhos presentes, através da médium D. Carmem Pena Perácio, devotada esposa do companheiro a que nos referimos. Reportase a cada filho, de maneira particular. E, dirigindose ao Chico, comove-o, escrevendo: Chico, meu filho, eis que nos achamos mais juntos, novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estudeos, cumpra os seus deveres e, em breve, a Bondade Divina nos permitirá mostrar a você os seus novos caminhos.
E assim realmente aconteceu.
Do livro Lindos Casos de Chico Xavier Ramiro Gama
A luz do Mestre continua a iluminar o caminho
E quantas vezes se encontra desanimado diante dos fatos que a vida lhe apresenta? E acaba se questionando se vale mesmo a pena prosseguir.
Ei, não pode alterar as circunstâncias externas, mas pode sim, modificar o seu estado emocional!
Compreende que toda dificuldade só se aproxima porque você, mesmo que não perceba, já se encontra em condições de enfrenta-la. Além do que, cada prova vivenciada com determinação é passaporte para a evolução espiritual.
Não desanima! Nem fica a repetir lamúrias, aumentando mais sua aflição.
Nos instantes de sofrimento, pede sim o auxílio do Alto e esse jamais lhe será negado. Mas não se esqueça de também fazer a sua parte.
Sem perseverança, dedicação e comprometimento como alcançar as mudanças necessárias a sua vida?
Nem sempre o caminho será fácil, mas é preciso sim manter a fé e a coragem!
É preciso confiar em seu potencial! Quanta coisa traz no seu íntimo e desconhece? Sempre ocupado com suas preocupações que nem nota a imensa luz que habita o seu ser.
A escuridão ao seu redor persistirá sim, se você continuar a investir nas dúvidas e medos.
Muda o foco!
Investe em você! Descubra-se! Faz da prece sua conselheira diária.
Permita que as inspirações celestiais cheguem até você, afinal, com tanto pessimismo sendo cultivado por sua mente, fica complicado o socorro espiritual.
Por que acreditar que nada se resolverá? Que você não consegue? Que a situação só tende a se agravar? E o pior, que Deus lhe esqueceu?
Ei, a vida se renova! Mas para quem abre a janela da alma e deixa a luz adentrar.
Não tenha medo! Tenha fé! Busca por Jesus em todos os instantes.
Aconselha-se com Ele, sente o seu amor e proteção.
Caminha com o Mestre! Confiante e ciente de que pode sim reescrever uma nova história.
Ainda dá tempo! Mas primeiro, precisa erguer a cabeça, firmar-se na fé, e corajosamente, passo a passo, seguir adiante.
A sua descrença, o seu recebo , a sua melancolia e o seu cansaço são as entraves do seu progresso espiritual.
Deixa a fé iluminar o caminho. Deixa a coragem marcar os seus passos.
Decerto, nem sempre vencerá! Conhecerá sim a dor, as incertezas, terá quedas e perdas, enfrentará irritações e dias cinzentos. Mas a sua luz íntima continua a existir!
É preciso investir nela! É preciso acordar a cada manhã e ir ao encontro da fé! Reencontrar a alegria de viver, porque independente do que ocorra a vida vale e sempre valerá a pena.
Ei, é hora de despertar!
É hora de deixar a esperança lhe sorrir!
Por mais difícil que seja uma situação, não deixe que ela lhe desequilibre a ponto de achar que nada mais tem valor.
Pense em Jesus! Busque Nele a força que necessita! Sinta o amor do Mestre lhe invadir sua alma e colori-la de esperança!
Ainda há sim motivos para acreditar! A vida se renova... E a maior prova disso, é cada amanhecer que nos chega! Cada amanhecer que nos traz novas oportunidades e a certeza de que a renovação é possível.
Não desiste! Pensa no Mestre e que sua luz guie seus passos! Sinta-se seguro, aconchegado e amparado.
Jamais estará desamparado!
A tempestade que por ora enfrenta, também passará! Mantém a firmeza e vai adiante.
Nada tema!
A luz do Mestre continua a iluminar o caminho!
Que assim seja...
Sônia Carvalho
15/02/16