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domingo, 27 de janeiro de 2013

Etapas da Alteridade

Necessária é a variedade das aptidões, a fim de que cada um possa concorrer para a execução dos desígnios da Providência no limite do desenvolvimento de suas forças físicas e intelectuais.”

O Livro dos Espíritos – Questão 804

Alteridade, uma palavra que merece atenção nos programas de educação e melhora à luz do Espiritismo humanitário.

Consideremo-la como sendo a singularidade alheia, o distinto, aquilo que é “outro”, a diferença que marca a personalidade de nosso próximo.

Nas abordagens filosóficas a alteridade tem conotações de rara beleza e profundidade demonstrando a importância da diversidade humana. Entretanto, interessa-nos mais de perto, seu enfoque ético na convivência.

O trato humano com a diferença, da qual o outro é portador, tem sido motivo para variados graus de conflitos e adversidades. Inclusive entre os seareiros da causa espírita observa-se o desafio que constitui estabelecer uma relação harmoniosa e fraterna, quando se trata de alguém que não pensa igual ou que foge aos convencionais padrões de ação e pensamento, perante as tarefas promovidas nos círculos doutrinários.

Freqüentemente, a dificuldade em manter a fraternidade com as diferenças e os diferentes tem ocasionado um lamentável fenômeno comportamental na sociedade; a indiferença. A indiferença é a negação da diferença; o outro não faz diferença nenhuma, é um bloqueio deliberado ou inconsciente ao distinto, àquilo que não é o “eu”. Não havendo disposição ou mesmo possibilidade de compatibilidade entre aptidões ou no terreno do entendimento, adota-se a exclusão afetiva como suposta solução para os embates do relacionamento. Leves agastamentos e decepções arrefecem as expectativas e a s frágeis amizades levando muito facilmente a criaturas à mágoa e mesmo ao revanchismo.

Conviver é, de fato, um desafio. A humanidade terrena, nesse início do terceiro milênio, começa a se preocupar em delinear nos seus projetos educacionais a habilidade de “aprender a conviver” como um dos quatro magistrais pilares para todos os conteúdos das escolas do mundo. Muito relevante essa medida, tomando por base que esse será o milênio do homem interior, em contraposição aos últimos mil anos que fundamentaram a era do homem exterior, o homem das conquistas para fora, sendo agora o momento das conquistas e vitórias íntimas: a era do amor falado, sentido e aplicado.

A indiferença provoca uma quase total ausência de solidariedade nas relações entre os homens. O egoísmo é o responsável por essa calamidade da vida humana, levando ao “esfriamento da sensibilidade” ante tanto desrespeito e violência. 3

Compreender as etapas da alteridade nos mecanismo afetivos, sob o prisma do progresso espiritual, é fundamental para procedermos a uma auto-avaliação de nossa posição íntima.

Delineemos essas etapas do crescimento moral e espiritual em três: primeiro o desejo de melhora, posteriormente a interiorização e finalmente a transformação. Em cada uma dessas vivências dilata-se a consciência para uma concepção mais apurada daqueles que jornadeiam conosco no carreiro das experiências de cada instante. Em cada uma, a singularidade “daquele que é outro” toma uma conotação de conformidade com a maturidade afetiva e moral de cada um.

Antes de assinalarmos as características pertinentes a cada passo, deixemos claro que todo processo de mudança interior obedece a esse espírito de seqüência natural. Sem desejo de melhora não existe motivação para quaisquer empreendimentos de renovação. Sem a etapa da interiorização não se deflagra o conhecimento fidedigno do trabalho a ser efetuado na intimidade de si mesmo. E a transformação é o resultado e o objetivo para o qual todos caminhamos na evolução. Esse dinamismo interior é processual e ninguém estagia em uma ou outra etapa separadamente. No entanto, para efeitos didáticos, analisemos o que costuma suceder-se na vida afetiva ao longo dessa caminhada, dentro da relação eu e o outro, para quantos tomam contato com as luzes do Espiritismo:

Desejo de melhora – período em que nos ocupamos pelas ações no bem. Etapa marcada pelo conhecimento espiritual criando conflitos íntimos, impulsionando novos posicionamentos. A necessidade de mudança será proporcional ao nível de maturidade de cada criatura. Nessa fase o outro ainda é uma referência de incômodo, disputa e ameaça, quase um adversário para quem são dirigidas cobranças não suportáveis a si mesmo. Tal estado psicológico instiga o julgamento inflexível através da análise para fora. O principal traço afetivo é a simpatia pelos iguais, aqueles que pensam conforme pensamos, que esposam pontos de vista idênticos. Embora seja um instante de muita “convulsão” nas metas e propósitos de vida, é quando o homem se define por uma nova opção de melhora com base na vida futura, na imortalidade e na ascensão. O convite ético do Espiritismo chega-lhe como consolo e também um abalo nas convicções. Mesmo o próximo não sendo ainda respeitado na sua diferença, trata-se do início da morte da indiferença. Apesar de não aceitar os diferente, já se incomoda com eles, querendo modificá-los: um efetivo sinal de mutação na forma de sentir. Afetivamente não é uma postura ajustada, mas é uma estrada que se abre para superar a tendência de marginalização e impulso para repensarmos a nossa individualidade, até alcançarmos a interiorização.

Interiorização - se na fase anterior a prioridade era a ação, aqui o aprendiz das questões do espírito volta-se para estudar suas reações íntimas. O conhecimento sai da esfera puramente intelectiva para o campo das reflexões sentidas, motivando a busca de estados mentais de harmonia. O “outro” promove-se à condição de espelho das necessidades de nosso aperfeiçoamento, uma extensão de nós próprios que deflagra o processo educativo; afetivamente toma a conotação daquele que nos leva a novos e mais elevados sentimentos. Esse é o estado psicológico da busca de entendimento e do autoconhecimento, uma análise para dentro. Há uma 4

dilatação da sensibilidade para com a diferença alheia, seguida de mais intensa aceitação, disposição para o perdão e a concórdia. Começa-se assim a compreensão da importância que tem a diversidade de aptidões. O desigual passa a ser visto como alguém importante para o nosso crescimento pessoal. A maleabilidade, a assertividade, a empatia e outras habilidades emocionais passam a ser usadas com mais intensidade. Todas essas posturas sedimentam valores novos no rumo da transformação.

Transformação – os valores interiorizados atingem o campo dos sentimentos, é a mudança real. O outro é alteridade, distinção; é o estado psicológico do amor em que a diferença do outro passa a ser incondicionalmente aprovada e, mais que isso, compreendida com indispensável lição de complementaridade. Nessa etapa aprende-se não só a aceitar os diferentes como se consegue aprender com eles, amá-los na sua maneira de ser. É a etapa da felicidade. O outro jamais poderá ser motivo para decepções e mágoas. Ainda que as tenhamos saberemos como lidar bem com essas emoções. A autonomia e a liberdade não permitem amarras e dependência, opressão e sentimentalismo. Aprende-se o auto-amor e por conseqüência ama-se sem sofrimento, sem sacrifícios; ama-se porque o amor é preenchedor e isso, definitivamente, basta.

Jesus na Parábola do Semeador, quando fala dos vários terrenos em que foram distribuídas as sementes, deixa-nos um tratado sobre a alteridade e suas etapas. Os solos da narrativa correspondem aos níveis evolutivos em que cada qual dará frutos, conforme suas possibilidades.

O aprendizado da reforma íntima, inevitavelmente, percorre esses degraus de aprimoramento. A análise sincera dos sentimentos que se movimentam na esfera dos corações nessa marcha de crescimento nos permitirá proceder ao conhecimento de si próprio com mais êxito.

Não esqueçamos, em nosso favor, que em qualquer tempo e lugar, diferenças não são defeitos, os diferentes necessariamente não são oponentes, e a indiferença é o recolhimento egoísta do afeto na escura masmorra do desamor. Nossa harmonia é construída no cultivo das virtudes da indulgência, da fraternidade e do acolhimento.

Ação, reação, transformação: caminhos da alteridade.

Morte da indiferença, autoconhecimento, amor: caminhos da felicidade.

Em quaisquer etapas: sempre alteridade na erradicação do personalismo.

Hosanas às diferenças e aos diferentes! 5



Ética da Alteridade. Pág. 05

Do Livro Unidos pelo Amor - Ética e Cidadania à Luz dos Fundamentos Espíritas – Primeira Parte: Capítulo 15

Conselho Espírita de São Bernardo do Campo

Encontros de Atitudes de Amor”

Grupo Fraternidade Espírita João Ramalho

Reunião do dia 6 de julho de 2008

Tema Central:

Alteridade

A convivência adequada com a diferença, com os diferentes

terça-feira, 11 de setembro de 2012

JÁ SABÍAMOS A RESPOSTA



Sob o título “Tragédia no Haiti” a RIE de fevereiro de 2010 trouxe respostas a algumas questões que, provavelmente, todos que acompanharam o ocorrido já quiseram saber. 
Para a pergunta “Por que a humanidade enfrenta tragédias como o terremoto no Haiti?” a resposta dada pelo articulista foi “Para que os homens progridam mais depressa”.
Quando questionado, “É justo que isso aconteça já que nessas tragédias tanto morre o homem de bem como o perverso?”, explicou que a vida do corpo é bem pouca coisa comparada à eternidade do espírito e que esses acontecimentos surgem como ensinamentos para o futuro.
E ainda, ao ser indagado se é permitido ao homem evitar os flagelos que o torturam, foi claro ao responder que em parte sim, pois muitos são resultados da imprevidência do próprio homem e que, à medida que adquire conhecimento e experiência pode afastá-los. Mas disse também que, aos males de caráter geral que afligem a Humanidade e que estão nos desígnios da Providência, o homem não pode se opor, deve submeter-se à vontade de Deus e aceitá-los.
O que não nos causa espanto algum é a declaração feita pelo escritor no final do artigo, onde diz que as respostas, tão coerentes e esclarecedoras, foram retiradas das questões 737 a 741 e O Livro dos Espíritos.
Isso nos mostra que, para um acontecimento tão atual já tínhamos recebido as respostas/explicações há mais de 150 anos. E, se já sabíamos a resposta, por que tantas dúvidas?


Natália

Correio da Fraternidade
ANO 21 – nº 250- Abril de 2010 Distribuição Gratuita
Grupo Espírita “Irmão Vicente”
O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.
http://www.annesullivan.com.br/mantenedora.html


DE TRAIDOR A HERÓI, PARA QUEM ESTUDA


A RIE (Revista Internacional de Espiritismo), de Março 20410, trouxe reportagem sobre Judas Iscariotes. 
Segundo o próprio autor, o intuito do artigo foi o de levantar algumas hipóteses acerca da suposta traição perpetrada por este leal discípulo do Mestre. 
Uma pena o artigo não ter em seu índice bibliográfico O Evangelho de Judas. Este descuido custou caro ao artigo que ficou devendo para os fatos históricos atuais.
Manuscrito, com origem datada entre o século 3 e 4, por cientistas, neste mês completa 4 anos da sua revelação ao público. O referido documento histórico foi descoberto por volta de 1970, em uma caverna no Egito e resistiu ao tempo graças ao clima seco da região. Desde então o manuscrito passou por diversas mãos até ser entregue em 2001 à Fundação Mecenas, sediada na Basiléia (Suíça). Trata-se de um documento de 31 páginas escritas em papiro, cujo texto está escrito em egípcio antigo (o copta). O conteúdo, divulgado pela revista National Geographic mostra que Judas teria agido a pedido de Jesus, mesmo sabendo que depois seria perseguido por causa do seu ato. “Você será amaldiçoado”, teria alertado Jesus a Judas, Seu discípulo favorito. 
Na principal passagem do documento, Jesus diz a Judas: “Tu superarás todos eles. Tu sacrificarás o homem que me cobriu”. Segundo estudiosos, a frase significa que Judas ajudaria a libertar o espírito de Jesus do seu invólucro carnal.
Não deixe de se informar. 

Leia O Evangelho de Judas!

Daniel Lona

Correio da Fraternidade
ANO 21 – nº 250- Abril de 2010 Distribuição Gratuita
Grupo Espírita “Irmão Vicente”
O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.
http://www.annesullivan.com.br/mantenedora.html


ESTAÇÕES NECESSÁRIAS


“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para
que sejam apagados os vossos pecados e
venham assim os tempos de refrigério pela
presença do Senhor.”    ATOS, 3:19.

Os crentes inquietos quase sempre admitem que o trabalho de redenção se processa em algumas providências convencionais e que apenas com certa atividade externa já se encontram de posse dos títulos mais elevados, junto aos Mensageiros Divinos.
A maioria dos católicos romanos pretende a isenção das dificuldades com as cerimônias exteriores; muitos protestantes acreditam na plena identificação com o céu tão só pela enunciação de alguns hinos, enquanto enorme percentagem de espiritistas se crê na intimidade de supremas revelações apenas pelo fato de haver frequentado algumas sessões.
Tudo isto constitui preparação valiosa, mas não é tudo.
Há um esforço iluminativo para o interior, sem o qual homem algum penetrará o santuário de Verdade Divina.
A palavra de Pedro à massa popular contém a síntese do vasto programa de transformação essencial a que toda criatura se submeterá para a felicidade da união com o Cristo. Há estações indispensáveis para a realização, porquanto ninguém atingirá de vez a eterna claridade da culminância. 
Antes de tudo, é imprescindível que o culpado se arrependa, reconhecendo a extensão e o volume das próprias faltas e que se converta, a fim de alcançar a época de refrigério pela presença do Senhor nele próprio. Aí chegado, habilitar-se-á para a construção do Reino Divino em si mesmo.
Se, realmente, já compreendes a missão do Evangelho, identificarás a estação em que te encontras e estarás informado quanto aos serviços que deves levar a efeito para demandar a seguinte.

Pão Nosso – Emmanuel, psic. Francisco C. Xavier – lição 13 – ed FEB

 (Compilado por Delcio)

Correio da Fraternidade
ANO 21 – nº 250- Abril de 2010 Distribuição Gratuita
Grupo Espírita “Irmão Vicente”
O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

FATOS PITORESCOS DE CHICO XAVIER


EM CASA QUE MUITO CRESCE O AMOR DESAPARECE

Quatorze anos após a fundação, a Comunhão1 já ocupava quase o quarteirão inteiro. Ambulatórios médico e dentário funcionavam ao lado da livraria, de um abrigo para idosos, da sala de costuras para confecção de agasalhos, da biblioteca e do salão onde eram distribuídos setecentos a mil pratos de sopa todos os dias.
Tanta prosperidade começou a incomodar o escriturário aposentado (Chico Xavier).
Numa tarde, Chico chegou ao galpão onde atendia ao público e encontrou dois buracos na parede. Seus assistentes queriam lhe fazer uma surpresa: instalar aparelhos de ar condicionado. O médium foi curto e grosso:
- Eles entram e eu saio. Este é um local de trabalho.
A inscrição colada por ele sobre sua vitrola – “Muito tarde é que se vê que não se amou o bastante” – começou a destoar do ambiente. Parecia simplória demais.
De vez em quando, diante de uma nova parede, de uma nova reforma, Chico diria:
- Em casa que muito cresce o amor desaparece.


As Vidas de Chico Xavier - Marcel Souto Maior, cap. IX Vida Desapropriada 
(Compilado por Sheila)

1 Comunhão Espírita Cristã – Uberaba/MG

Correio da Fraternidade
ANO 21 – nº 250- Abril de 2010 Distribuição Gratuita
Grupo Espírita “Irmão Vicente”
O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.
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A EUFORIA ESPÍRITA


 EDITORIAL

...“Espíritas! O Evangelho é a alma do Espiritismo. O
espírita leal é consciente da responsabilidade que traz sobre os ombros e não foge ao compromisso do bem”. (Chico
Xavier – FE Abril/2010, p. 5)
Não queremos estragar a festa!
Afinal há que se reconhecer que todas as comemorações que estão sendo levadas a cabo, por este Brasil afora, através da imprensa escrita, falada, televisada e até cinematográfica, justificam-se, pois há (100) cem anos, nascia Chico Xavier, mais precisamente, a 02/04/1910, em Pedro Leopoldo, Minas Gerais.
Todavia chama a atenção o fato de que em 31/03/1869 desencarnava na França, em Paris, Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais conhecidamente por “Allan Kardec”.
Citamos aqui as datas, nascimento de um e falecimento de outro, pois em decorrência da proximidade entre elas, as comemorações poderiam abranger ambas.
Aniversário, por aniversário, se o primeiro, neste editorial, completa 100 anos de seu renascimento na Terra, o segundo assinala 141, que regressou à espiritualidade.
Além do que, ao terminar sua experiência, Kardec deixava concluída a Obra básica da Codificação, que, através do terceiro livro – O Evangelho Segundo o Espiritismo – o Espírito Verdade utilizou para resgatar os ensinos do Mestre1, no seu aspecto moral, que conforme menciona Chico Xavier, se constitui na alma do Espiritismo. 2
Como para os espíritas nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar é da lei natural, dentro das leis Morais que o Mestre, o Senhor Jesus, vivenciou para toda a humanidade, as perguntas que se fazem são as seguintes: 
- Se é motivo de comemoração a data de um século de ocorrência do nascimento de um, citando todas as Obras, no caso 456 livros, ações de benemerências mil, o ser humano que ele fora etc., a outra data, que registra os 141 anos de regresso à pátria espiritual, de Kardec, deixando uma Obra que se constituiu na base doutrinária para que a segunda, a elaborada por Chico, pudesse vir à luz, exaltando a Doutrina Espírita, como ciência, filosofia e religião, não seriam motivos suficientes para que os espíritas contemporâneos as comemorassem simultaneamente?
 - Não estaria nesta oportunidade, uma pedagógica ocasião para realçar-se o relacionamento intrínseco entre tais Obras, bastando lembrar a todos o alerta de Emmanuel, o mentor espiritual do médium, desde o início desta extensa obra psicografada através da mediunidade de Chico, que se algum conceito nelas expresso contrariasse aqueles recebidos por Kardec, nas primeiras, não se tivesse dúvidas e ficasse sempre com os de Kardec?          
- Ainda aqui, com a devida vênia do leitor, ousa-se formular mais uma dúvida, quanto ao fato de que se fossem ouvidos tais Espíritos, desencarnados, como se supõe que estejam, será que eles aplaudiriam toda essa euforia publicitária em torno de um só nome, etc.?
Não se é contra a divulgação da Doutrina! Jamais! 
Todavia será que o tempo e a mão de obra que estão sendo despendidos para participar-se de tantas comemorações e solenidades, fossem revertidos em favor de instituições assistenciais que estão fechando suas portas, por não desfrutarem de comunidade “consciente de que fora da caridade não há salvação”3, não seria forma bastante exemplificativa de homenagear a memória destes ilustres próceres do Cristianismo nos tempos hodiernos?
Afinal pelo que se sabe da história, quando desencarnou, Kardec estava preparando uma casa pequena, de sua propriedade, para amparar os velhos espíritas desamparados que perambulavam pelas ruas de Paris. 
Chico, enquanto suas pernas andaram, nunca deixou de visitar pessoalmente lares desamparados; amparar pessoas doentes e esquecidas da sociedade; orientar pessoas dos mais diversos cantos deste País que tocadas não só pelas suas palavras esclarecedoras, mas também pelo exemplo que ele dava em praticá-las, criaram, em seus locais de origem, um grande número de creches, asilos, hospitais, etc. para atendimento de necessitados. 
Ambos, Kardec e Chico, em épocas distintas, assim procederam amparados pela Mensagem Soberana do Espírito de Verdade,... “Homens, irmãos a quem amamos, aqui estamos junto de vós. Amai-vos também uns aos outros e dizei do fundo do coração, fazendo as vontades do Pai, que está no Céu:
Senhor! Senhor! ... E podereis entrar no reino dos Céus “4...        

1, 4 Prefácio O Evangelho segundo o Espiritismo – Allan Kardec –  54ª ed FEB – tradução Guillon Ribeiro
2 Folha Espírita – Abr/2010 – p.5 – Juiz W. M. Oliveira 3O Evangelho segundo o Espiritismo – cap. XV, item 8 –  Allan Kardec – 54ª ed  FEB – tradução  Guillon Ribeiro

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

CONVITE AO BEM


O convite está dado. Meditemos nas límpidas explicações de Emmanuel acerca da seguinte passagem do Mestre Jesus:

  “Mas, quando fores convidado, vai.” – JESUS. (Lucas, 14:10.)

Em todas as épocas, o bem constitui a fonte divina, suscetível de fornecer-nos valores imortais.
O homem de reflexão terá observado que todo o período infantil é conjunto de apelos ao sublime manancial.
O convite sagrado é repetido, anos a fio. Vem através dos amorosos pais humanos, dos mentores escolares, da leitura salutar, do sentimento religioso, dos amigos comuns.
Entretanto, raras inteligências atingem a juventude, de atenção fixa no chamamento elevado.
Quase toda gente ouve as requisições da natureza inferior, olvidando deveres preciosos.
Os apelos, todavia, continuam...
Aqui, é um livro amigo, revelando a verdade em silêncio; ali, é um companheiro generoso que insiste em favor das realidades luminosas da vida...
A rebeldia, porém, ainda mesmo em plena madureza do homem, costuma rir inconscientemente, passando, todavia, em marcha compulsória, na direção dos desencantos naturais, que lhe impõem mais equilibrados pensamentos.
No Evangelho de Jesus, o convite ao bem reveste-se de claridades eternas. Atendendo-o, poderemos seguir ao encontro de Nosso Pai, sem hesitações.
Se o clarim cristão já te alcançou os ouvidos, aceita-lhe as clarinadas sem vacilar.
Não esperes pelo aguilhão da necessidade.
Sob a tormenta, é cada vez mais difícil a visão do porto.
A maioria dos nossos irmãos na Terra caminha para Deus, sob o ultimato das dores, mas não aguardes pelo açoite de sombras, quando podes seguir, calmamente, pelas estradas claras do amor.
 
Pão Nosso – Emmanuel, psic. Francisco C. Xavier – lição 39  (Compilado por Susa

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CAINDO EM SI


Corriqueiramente, caminhamos iludidos quanto à finalidade da vida na Terra.
Elucidando as palavras do Mestre no Evangelho de Lucas, o mentor Emmanuel esclarece tal propósito e alerta-nos que, encarnados tal como nos encontramos, podemos, ainda hoje, retomar o caminho da renovação espiritual.
 "Caindo, porém, em si..." - LUCAS, 15:17
 Este pequeno trecho da parábola do filho pródigo desperta valiosas considerações em torno da vida.
Judas sonhou com o domínio político do Evangelho, interessado na transformação compulsória das criaturas; contudo, quando caiu em si, era demasiado tarde, porque o Divino Amigo fora entregue a juízes cruéis.
Outras personagens da Boa Nova, porém, tornaram a si, a tempo de realizarem salvadora retificação. 
Maria de Magdala pusera a vida íntima nas mãos de gênios perversos, todavia, caindo em si, sob a influência do Cristo, observa o tempo perdido e conquista a mais elevada dignidade espiritual, por intermédio da humildade e da renunciação.
Pedro, intimidado ante as ameaças de perseguição e sofrimento, nega o Mestre Divino; entretanto, caindo em si, ao se lhe deparar o olhar compassivo de Jesus, chora amargamente e avança, resoluto, para a sua reabilitação no apostolado.
Paulo confia-se a desvairada paixão contra o Cristianismo e persegue, furioso, todas as manifestações do Evangelho nascente; no entanto, caindo em si, perante o chamado sublime do Senhor, penitencia-se dos seus erros e converte-se num dos mais brilhantes colaboradores do triunfo cristão.
Há grande massa de crentes de todos os matizes, nas mais diversas linhas da fé, todavia, reinam entre eles a perturbação e a dúvida, porque vivem mergulhados nas interpretações puramente verbalistas da revelação celeste, em gozos fantasistas, em mentiras da hora carnal ou imantados à casca da vida a que se prendem desavisados.
Para eles, a alegria é o interesse imediatista satisfeito e a paz é a sensação passageira de bem-estar do corpo de carne, sem dor alguma, a fim de que possam comer e beber sem impedimento.
Cai, contudo, em ti mesmo, sob a bênção de Jesus e, transferindo-te, então, da inércia para o trabalho incessante pela tua redenção, observarás, surpreendido, como a vida é diferente.

Fonte Viva – Emmanuel, psic. Francisco C. Xavier - lição 88
(Compilado por Sheila)

Correio da Fraternidade
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Grupo Espírita “Irmão Vicente”
O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.
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