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terça-feira, 11 de setembro de 2012

ESTAÇÕES NECESSÁRIAS


“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para
que sejam apagados os vossos pecados e
venham assim os tempos de refrigério pela
presença do Senhor.”    ATOS, 3:19.

Os crentes inquietos quase sempre admitem que o trabalho de redenção se processa em algumas providências convencionais e que apenas com certa atividade externa já se encontram de posse dos títulos mais elevados, junto aos Mensageiros Divinos.
A maioria dos católicos romanos pretende a isenção das dificuldades com as cerimônias exteriores; muitos protestantes acreditam na plena identificação com o céu tão só pela enunciação de alguns hinos, enquanto enorme percentagem de espiritistas se crê na intimidade de supremas revelações apenas pelo fato de haver frequentado algumas sessões.
Tudo isto constitui preparação valiosa, mas não é tudo.
Há um esforço iluminativo para o interior, sem o qual homem algum penetrará o santuário de Verdade Divina.
A palavra de Pedro à massa popular contém a síntese do vasto programa de transformação essencial a que toda criatura se submeterá para a felicidade da união com o Cristo. Há estações indispensáveis para a realização, porquanto ninguém atingirá de vez a eterna claridade da culminância. 
Antes de tudo, é imprescindível que o culpado se arrependa, reconhecendo a extensão e o volume das próprias faltas e que se converta, a fim de alcançar a época de refrigério pela presença do Senhor nele próprio. Aí chegado, habilitar-se-á para a construção do Reino Divino em si mesmo.
Se, realmente, já compreendes a missão do Evangelho, identificarás a estação em que te encontras e estarás informado quanto aos serviços que deves levar a efeito para demandar a seguinte.

Pão Nosso – Emmanuel, psic. Francisco C. Xavier – lição 13 – ed FEB

 (Compilado por Delcio)

Correio da Fraternidade
ANO 21 – nº 250- Abril de 2010 Distribuição Gratuita
Grupo Espírita “Irmão Vicente”
O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

PARáBOLA DOS TALENTOS


Visão Espírita
por: Dr. Aguinaldo de Paula Vasconcelos


Jesus, como educador da humanidade, sabendo que as estórias contadas traziam maior rendimento no aprendizado das pessoas, fazia a divulgação de Sua doutrina muitas vezes através de parábolas.

A parábola dos talentos retrata muito bem a responsabilidade que temos diante de tudo com que Deus nos agraciou para executarmos nosso plano de progresso espiritual nesta existência.

Disse Jesus que um homem ao sair para cuidar de seus negócios, numa região distante, chamou três funcionários seus e lhes concedeu alguns talentos, que era a moeda da época, para que eles negociassem durante sua ausência.

Ao primeiro ele concedeu cinco talentos; ao segundo, dois talentos e ao terceiro, um talento, dizendo a eles, que ao voltar, deveriam prestar-lhe contas dos respectivos talentos.

Para que possamos entender melhor o valor dos talentos doados pelo senhor aos seus súditos, um talento, à época de Jesus, valia seis mil denários. Um denário era equivalente a um dia de trabalho. Portanto, expressando na moeda brasileira vigente, um talento valia cento e vinte mil Reais; dois talentos, duzentos e quarenta mil Reais e cinco talentos, seissentos mil Reais. Como observamos, a doação era muito expressiva.

Ao voltar, reuniu seus súditos e lhes cobrou a acerto de contas.

O que tinha recebido cinco talentos, devolveu-lhe mais cinco talentos e o senhor alegrou-se com a dedicação do funcionário e lhe respondeu; - fiel e bom servidor, muito me alegro com sua dedicação. Fique, portanto, com os dez talentos e continue trabalhando com eles.

Chamou em seguida o outro a quem lhe havia cedido dois talentos, que por sua vez, também lhe devolveu o dobro do recebido, ou seja, quatro talentos. O senhor se alegrou e lhe disse o mesmo que havia dito ao primeiro prestador de contas.

Quando o terceiro veio para prestar contas, disse ao senhor:- eu sei que o senhor é muito criterioso e que ceifa onde não semeou, portanto, eu enterrei o seu talento e estou lho devolvendo.

Aquele senhor ficou aborrecido com a infidelidade daquele súdito, respondendo-lhe imediatamente:- infiel e mau servidor, você deveria pelo menos colocar o talento na mão de um banqueiro e me devolver com os juros. Disse aos seus auxiliares que tirassem o talento dele e dessem-no ao que tinha dez talentos, atirando o servidor às trevas exteriores.

Esta parábola retrata exatamente o que acontece conosco ao reencarnarmos. 
 
Quando assim o fazemos, Deus nos concede uma imensidão de talentos, tais como: familia, mente , órgãos do sentido, saúde, braços, pernas, o trabalho, o dinheiro, o tempo e tantos outros.

É evidente que precisamos prestar contas a Ele quando voltarmos à Pátria espiritual. Se usarmos bem os talentos, tantos outros nos serão acrescentados, mas se usarmo-los de uma maneira indevida, eles serão retirados.

Quantas pessoas que abandonam a família, para depois reencarnarem órfãs ou perderem seus entes queridos muito precocemente.

Quando não usam a mente de maneira eficaz, renascem com dificuldades homéricas com relação ao intelecto.

Ao usarem mal os ouvidos, a fala e os olhos, desestruturam o perispírito, moldando um corpo com defeito nestas áreas para outra experiência no corpo físico.

Aqueles que não cuidam da saúde e chegam até mesmo a conspurcá-la com os vícios, voltam à terra doentes, tendo imensa dificuldade devido à insanidade física e mental.

Sendo o trabalho um dos melhores elementos de elevação espiritual, as pessoas preguiçosas ou equivocadas, que se aposentam muito cedo , para não fazerem mais nada, certamente terão dificuldade para arrumarem emprego em outra reencarnação.

O dinheiro é um ótimo talento para ajudarmos os outros menos aquinhoados, sendo que se o utilizarmos indevidamente correremos o risco quase certo de nascermos pobres com profundas limitações na área social e econômica na próxima existência.

Segundo Emmanuel, mentor espiritual de Chico Xavier, quem perde tempo, lesa a vida. Então precisamos ter muito cuidado com o mau uso do tempo, desperdiçando-o. Como o amanhã está intrinsecamente ligado ao hoje, é de bom alvitre que aproveitemos muito bem o tempo, como todos os outros talentos na construção de nosso progresso espiritual.

O fato daquele senhor ter dado mais talentos a um funcionário que aos demais, é porque ele era melhor do que os outros . Isto significa que ao fazermos nosso programa reencarnatório, quanto mais tivermos nos dedicado ao trabalho, ao progresso, justificando-nos perante a vontade Divina, mais seremos premiados pelos talentos doados por Deus.

As trevas exteriores, onde foi lançado o mau servo, são representadas pela nova necessidade reencarnatória, com a finalidade de expiarmos nossos débitos, pelo mau uso de nossas oportunidades.

Como a gratidão é um dos mais importantes sentimentos, devemos agradecer a Deus , a Jesus e aos Espíritos amigos por tudo que temos recebido, em forma de talentos, para a execução de nosso plano evolutivo, ao invés de reclamarmos pelos desafios necessários ao nosso aprendizado.

JORNAL VERDADE  E  VIDA
ADDE - ASSOCIAÇÃO DE DIVULGAÇÃO DA DOUTRINA E SPIRITA 
ANO 01 NÚMERO 03 FEVEREIRO/ MARÇO 2012
Este jornal é uma publicação da ADDE - Associação de Divulgação da Doutrina Espírita
(CNPJ 08.195.888/0001-77) - para a região de São José do Rio Preto/SP.
Os textos assinados são de responsabilidade de seus autores.
Coord. Editorial: Rafael Bernardo - contato@rafabernardo.com.br
Diagramação: Junior Pinheiro - jrpinheironanet@yahoo.com.br
Jornalista Resp: Renata S. Girodo de Souza - renatagirodo@ig.com.br - MTB 67369/SP
Receba o jornal em sua Casa Espírita cadastrando-se no site ou por meio do e-mail: verdadeevida@adde.com.br
Tiragem: 5.000 exemplares
Distribuição Gratuita

segunda-feira, 21 de maio de 2012

PALAVRAS DE VIDA ETERNA - ESTUDO 55


Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel

JESUS E DIFICULDADE

“... Não se vos turbe o coração..." - Jesus. (João, 14:27.)

           Emmanuel1 retoma o ensino de Jesus em seus derradeiros momentos quando, no cenáculo, em companhia dos discípulos, descerra afetuoso o coração pacificando os ânimos, fortalecendo os sentimentos. Em derredor se agigantava a trama para aniquilá-lo.

"..., Judas era atraído aos conchavos da deserção; sacerdotes confabulavam com escribas e fariseus sobre o melhor processo de enganarem o povo, para que o povo pedisse a morte d'Ele;...;
Perseguidores desencarnados excitavam o cérebro dos guardas que o deteriam no cárcere, e, quantos Lhe seguiam a atividade, regurgitando o ódio gratuito, prelibava-lhe o suplício..."

           Jesus conhecia toda essa movimentação e, no entanto, ensinava: "não se turbe o vosso coração, nem se atemorize", referindo-se às dificuldades que os discípulos enfrentariam muito em breve.

           O trabalhador sincero não pode ignorar tal advertência do Mestre mesmo após tantos séculos, porque dificuldades certamente surgem na caminhada para satisfazer as nossas necessidades evolutivas.

           É comum quando nos vemos às voltas com os desafios da vida vir à idéia pensamentos pessimistas em convite infeliz à desistência da luta, à rebeldia ou à fuga, que surgem como solução. Estas condições em nada melhoram e certamente não auxiliam na solução da situação difícil, ao contrário, oferecem clima mental desfavorável ao raciocínio e ao intercâmbio inspirativo para atitudes corretas.

           Viver a mensagem cristã, educar-nos nos ensinamentos evangélicos requer ânimo forte e vontade irredutível no esforço contínuo do Bem. Não é fugindo às dificuldades, mas enfrentando-as com coragem, perseverança e serenidade que se confessa o Mestre, que se afirmam as conquistas e nossa posição evolutiva.
           Sigamos o exemplo de Jesus que após o entendimento com os apóstolos, lúcido e calmo, "dirige-se à oração no Jardim, para, além da oração, confiar-se aos testemunhos supremos...1"

           Se aspiramos à ascensão espiritual devemos aceitar as dificuldades da vida como um convite ao aprimoramento, ao trabalho em favor do Bem e do Amor, "com a obrigação permanente de extinguir o mal em nós mesmos". É indispensável não nos perdermos em desânimo, em lamentações, em ansiedades frente às dificuldades que nos surjam à frente, tentando tolher-nos a marcha para Deus.

Problemas e dificuldades não devem ser encarados como infelicidade, antes devem ser examinados na condição de mecanismos para aquisição de experiências valiosas, sem as quais ninguém consegue integridade nem ascensão3."

Como bons obreiros devemos dirigir-nos ao trabalho que nos compete realizar "preparados para os testemunhos dos ensinamentos recebidos2."

Emmanuel1 encerra dizendo: "Lembra-te de que o Mestre a ninguém prometeu avenidas de sonho e horizontes azuis na Terra, mas, sim, convicto de que a tempestade das contradições humanas não pouparia a Ele próprio, advertiu-nos sensatamente: -Não se vos turbe o coração".

Bibliografia:
  1. Xavier, Francisco Cândido. "Palavras de Vida Eterna: Jesus e Dificuldade". Ditado pelo Espírito Emmanuel. CEC. 17a ed. Uberaba, MG. 1992.
  2. Xavier, Francisco Cândido. "Vinha de Luz: Para Isto". Ditado pelo Espírito Emmanuel. FEB. 4a ed. Rio de Janeiro, RJ. 1977.
  3. Franco, Divaldo Pereira. "Rumos Libertadores: Responsabilidade e Fuga. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Livraria Espírita "Alvorada" Editora. 2ª ed. Salvador, BA. 1988.

Iracema Linhares Giorgini
Fevereiro de 2006


Centro Espírita Batuira
cebatuira@cebatuira.org.br
Rua Rodrigues Alves,588
Vila Tibério - Cep 14050-390
Ribeirão Preto (SP)
CNPJ: 45.249.083/0001-95 
Reconhecido de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº. 3247/76.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – ESTUDO 107


– ALLAN KARDEC

CAPÍTULO XII: AMAR OS VOSSOS INIMIGOS

ITENS 5 e 6: OS INIMIGOS DESENCARNADOS
 Continuando seus comentários sobre o tema, Allan Kardec lembra que os espíritas têm outros motivos de indulgência para com os inimigos.
             Um é a perfectibilidade do Espírito imortal, que faz com que a maldade não seja uma qualificação permanente do Espírito, encarnado ou desencarnado.
             Perfectibilidade é característica de perfectível, que significa que se pode aperfeiçoar; que é suscetível de ser aperfeiçoado (1)
             Assim, o Espírito, criado simples e ignorante, com o destino de ser perfeito e feliz, traz em si próprio, a capacidade de tornar-se perfeito, através de um longo processo evolutivo, nas reencarnações em mundos materiais, com o fim de desenvolver todas as potencialidades divinas, com as quais foi criado.
             Tudo que existe no Espírito, que não condiz com a lei do Bem, é fruto da sua própria criação, na satisfação egoísta de ser inteligente e feliz, custe o que custar.
             Assim, segundo suas escolhas, cria em si e ao redor de si, o mal, que na medida do desenvolvimento das suas qualificações nobres, que fazem parte da sua essência, vai sendo eliminado, até que ele atinja a qualificação de Espírito Puro, perfeito e feliz.
             Por isso, Kardec escreveu “que a maldade não é o estado permanente do homem, mas que decorre de uma imperfeição momentânea, e que da mesma maneira que a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seu erros e se tornará bom.”
             Outro motivo é que o espírita sabe que a morte só o livra da presença material do seu inimigo, que pode continuar, no plano espiritual, a persegui-lo com seu ódio.
             Quando grande parte dos homens compreenderam essa verdade, a idéia da pena de morte para os inimigos individuais, da coletividade e entre nações, será completamente eliminada da Terra.
             “... a vingança assassina não atinge o seu objetivo, mas, pelo contrário, tem por efeito, produzir maior irritação, que pode prosseguir de uma existência para outra.”
             O Espiritismo veio demonstrar a lei da sobrevivência do Espírito, que carrega sempre consigo, quer esteja no plano material ou espiritual, sua inteligência, suas emoções e sentimentos.
             Assim, um inimigo morto é apenas um inimigo que não se vê, sem corpo físico, podendo continuar, em ações obsessivas, perturbando, dificultando e provocando sofrimentos.
             Este fato é um motivo importante para abolir a vingança da morte, pelo próprio interesse de quem a deseja para seu desafeto. Um motivo a mais para compreender e aceitar o “Amai os vossos inimigos” e o “Reconcilia-te sem demora com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele...” (Mateus, V: 25), a fim de transformar um inimigo em amigo, ou, pelo menos, evitar represálias, evitando que o inimigo se torne em um” instrumento da justiça de Deus, para punir aquele que não perdoou.”
             Assim, os inimigos desencarnados agem através das obsessões, que se constituem em provações mais ou menos difíceis, mas que contribuem, muitas vezes para despertar o obsedado para a realidade da vida espiritual, mudando toda sua maneira de ver o mundo e interpretar a vida.
             Essas provas, fruto dos males causados pelo orgulho e egoísmo dos homens, nos diversos e diferentes relacionamentos entre si, no decorrer das inúmeras existências já vividas, fazem parte da lei divina de ação e reação, a fim de proporcionar aos Espíritos imortais, as oportunidades de reviverem situações passadas, para aprenderem a solucionar os problemas com resignação e confiança em Deus, através do perdão, da humildade, do amor, que então, encontram condições de crescerem nas mentes e nos corações dos homens.
             Elas existem porque os Espíritos ainda não aprenderam a libertar-se do orgulho e do egoísmo, mantendo-os consigo, estando encarnados ou desencarnados.
             Assim, se devemos nos esforçar para ser indulgentes e benevolentes para com os inimigos, na Terra, precisamos, igualmente, assim proceder para com os inimigos desencarnados.
             Allan Kardec lembra que nos tempos mais primitivos, ofereciam-se sacrifícios sangrentos para apaziguar os deuses infernais. Mais tarde foram chamados de demônios.

             Assim, deuses infernais, demônios ou Espíritos maus nada mais são do que as almas dos homens, que ainda não se libertaram dos seus instintos materiais, continuando a fazer mal, através dos processos obsessivos, atraídos e alimentados pelos maus sentimentos e, conseqüentemente, maus pensamentos e más ações dos homens. 
             Por isso, Kardec escreve, com destaque: “... não se pode apaziguá-los senão pelo sacrifício dos maus sentimentos, ou seja, pela caridade”.
             Caridade, amor em ação, para com todos, irá impedi-los de fazer o mal, mas também, induzi-los ao bem, contribuindo para a sua libertação espiritual. O bom exemplo contagia encarnados e desencarnados.
             “É assim que a máxima: Amai os vossos inimigos, não fica circunscrita ao círculo estreito da Terra e da vida presente, mas integra-se na grande lei da solidariedade e da fraternidade universais.”

Bibliografia:
KARDEC, Allan -“ O Evangelho Segundo o Espiritismo”
1 - Dicionário Houais

Leda de Almeida Rezende Ebner
Maio / 2010

Centro Espírita Batuira
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Ribeirão Preto (SP)
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O CENTRO ESPÍRITA BATUIRA esclarece que permanece divulgando os estudos elaborados pela Sra Leda de Almeida Rezende Ebner após o seu desencarne, com a devida AUTORIZAÇÃO da família e por ter recebido a DOAÇÃO DE DIREITOS AUTORIAIS, conforme registros em livros de Atas das reuniões de diretoria deste Centro.

terça-feira, 6 de março de 2012

PALAVRAS DE VIDA ETERNA - ESTUDO 54


PALAVRAS DE VIDA ETERNA - ESTUDO 55

Livro: "PALAVRAS DE VIDA ETERNA" - Emmanuel / F. C. Xavier

Estudo n. 55 - "SUPORTEMOS"

"Tenha a paciência a sua obra perfeita"
(TIAGO, 1:4)

Paciência, segundo definição do dicionário, é a virtude de saber esperar com calma, de suportar problemas sem reclamações, sem se revoltar ou se irritar.
Portanto, "Suportemos", como título da lição é um convite a que tenhamos fé, confiança e resignação diante de todo tipo de dificuldade.
O Apóstolo Tiago ensina na sua carta, que devemos ter como motivo da maior alegria, todas as tribulações que nos sucedem, porque elas representam os testes que comprovam nossa fé, sendo, que a fé verdadeira produz a paciência, que por sua vez produz obras perfeitas.
Paciência total e obras perfeitas somente as de Deus, porque Ele é a Perfeição Absoluta, mas podemos, com esforço e perseverança consegui-las em atitudes relativas à nossa condição evolutiva.
A dor, os sofrimentos, enfim, não devem se encarados como algo ruim, que só traz aflições. 
Ninguém gosta de sofrer, mas, quando o sofrimento aparecer, suportemos com resignação, pois, ele representa oportunidade de crescimento, desde que saibamos enfrentá-lo com paciência, com o entendimento de que tudo se modifica, que as tribulações não são eternas.
Analisando as dificuldades com olhar atento, podemos perceber quantas são as bênçãos que recebemos, e que elas são mais numerosas que o sofrimento.
Quantas vezes somos auxiliados pelos benfeitores espirituais e não nos damos conta do amparo que recebemos, do quanto os Espíritos bondosos se movimentam em nosso favor.
Na impaciência que caracteriza o ser humano, não refletimos que tudo tem o seu caminhar natural, que por pior que seja a dor, o sofrimento, a decepção, no tempo certo tudo se ajeita, tudo se define.
Paciência representa confiança na sabedoria e bondade de Deus Nosso Pai.
Jesus, Nosso Guia e Modelo ensinou e exemplificou, aceitando e respeitando os companheiros que não possuíam a Sua evolução espiritual.
A paciência dá força e inspiração para agirmos com discernimento e sem precipitação, não tendo outra atitude senão aguardar trabalhando em atitudes renovadoras o que nos leva a não confundir omissão com paciência, porque a primeira é negligente, descuidada, não produz, enquanto que a segunda é atenciosa, cuidadosa, produtiva.
A lição traz reflexões muito importantes a respeito do tema, porque é muito comum, termos dúvidas não só em relação ao desenvolvimento físico e mental de uma criança, mas, porque somos precipitados, muitas vezes, duvidamos da capacidade das pessoas e somos surpreendidos com o resultado que elas apresentam. Da mesma forma esquecemos o quanto somos beneficiados pela Paciência Divina, e não temos para com os companheiros de caminhada, a calma e a serenidade que deveríamos ter, quando a situação exige isso de nós. 
Deus, Paciência Perfeita, sem precipitação e respeitando o livre-arbítrio de cada um, aguarda pelo aperfeiçoamento dos seus filhos que, embora lento, Ele sabe, será alcançado um dia.

Citações Biblicas

TIAGO 1
4 e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma.


Maria Aparecida Ferreira Lovo
Janeiro / 2006

Centro Espírita Batuira
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