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terça-feira, 29 de março de 2016

Dicas Para Estudar O Evangelho 6 - Quadro comparativo dos evangelhos sinóticos

Dicas Para Estudar O Evangelho 6
SEMU - Sociedade Espírita Mãos Unidas - Ivan Renê Franzolim

 Quadro comparativo dos evangelhos sinóticos

Lucas Prefácio e dedicatória

Lucas Prelúdio História da infância
Mateus História da infância


Lucas Pregação de Batista – Batismo - Tentação de Jesus
Mateus Pregação de Batista – Batismo - Tentação de Jesus
Marcos Prelúdio João Batista – Batismo - Tentação de Jesus


Lucas Primeira Parte Ministério de Jesus na Galileia
Mateus Primeira Parte Ministério de Jesus na Galileia
Marcos Primeira Parte Ministério de Jesus na Galileia


Lucas Segunda Parte Viagem da Galileia para Jerusalém
Mateus Segunda Parte Pregação ambulante Viagem da Galileia para Jerusalém
Marcos Segunda Parte Ministério de Jesus sobretudo fora da Galileia


Lucas Terceira Parte Últimos dias de Jesus em Jerusalém - Crucificação
Mateus Terceira Parte Últimos dias de Jesus em Jerusalém - Crucificação
Marcos Terceira Parte   Última Ceia – Crucificação - Ressurreição


Lucas História da ressurreição
Mateus História da ressurreição
Marcos Apêndice (Conclusão de Marcos)

O Evangelho Segundo Mateus contém cerca de 600 versículos (56%) semelhantes aos encontrados no Evangelho de Marcos. O Evangelho Segundo
Lucas apresenta cerca de 380 versículos (33%) parecidos com os versículos do Evangelho Segundo Marcos.
Este último tem apenas 31 versículos (5%) sem paralelo em Mateus ou Lucas.
Em Mateus existem aproximadamente 300 versículos (28%) sem paralelo e em Lucas há cerca de 500 (43%).


Os "milagres" de Jesus sob a ótica espírita
O espiritismo adota o conceito da ciência quanto aos fenômenos denominados de milagres, entendendo que eles, simplesmente não existem! A ciência parte da premissa que a natureza obedece a leis naturais; sua função é descobrir essas leis e agir sobre as causas, para fazer que o mesmo fenômeno se reproduza quando for desejado. Quando um determinado fenômeno não se explica com as leis já conhecidas, a ciência segue dois caminhos: considera que houve algum tipo de artifício/mal-entendido ou que é preciso estudar e pesquisar mais sobre o assunto. Em relação as ocorrências contidas nos evangelhos, a ciência tem preferido seguir apenas pelo primeiro caminho.
A ciência espírita, embora também se baseie na existência de leis naturais, difere da ciência oficial, por acreditar que elas atuam sobre a parte espiritual da criação, refletindo na matéria. Difere ainda, de modo fundamental, quando aceita a existência e o uso de um sentido novo conhecido por mediunidade, além dos cinco conhecidos, para aplicar os métodos experimentais necessários ao exame e estudo científico dos fatos.
Para o espiritismo, sendo perfeito Criador - perfeitas são suas leis e naturais os fenômenos da vida. É difícil para nós - os humanos, imaginarmos um sistema perfeito que atenda a todas as necessidades sem apresentar qualquer desvantagem e ainda possa acompanhar a transformação do mundo, trazendo só benefícios e assegurando um bom destino a toda a criação, variando apenas a dimensão temporal.
Paradoxalmente à perfeição absoluta que entendemos o Criador, acabamos pensando que há erros, injustiças, esquecimentos. Acabamos imaginando que precisamos alertar e pedir constantemente a interferência divina em nosso dia-a-dia.
Acabamos concluindo que Deus atende aos desejos de uma minoria privilegiada, curando uns, oferecendo uma sobrevida a outros, mas deixando multidões submetidas aos mais diferentes tipos de sofrimento. O espiritismo veio explicar, ou melhor, dar as primeiras explicações sobre a lei de ação e reação que faz repercutir em cada um os seus próprios atos e pensamentos, a lei de cooperação, a lei de sintonia, a lei de progresso, a lei de justiça e outras tantas que apesar de derrubarem nossa crença nos milagres, faz engrandecer ainda mais nossa compreensão de Deus, aumentando nossa confiança, trazendo explicações e consolo em nossos problemas, dando forças para enfrentar as dificuldades, motivando e oferecendo subsídios para a nossa transformação interior rumo à felicidade plena.
Historicamente, o homem sempre necessitou do amparo da dor ou do fenômeno surpreendente, para acreditar em Deus, em si mesmo e nas forças naturais do universo que escapam ao exame dos sentidos comuns. Por isso os milagres tem tido um papel relevante na transformação moral do homem. Todavia, na medida em que os ser cresce e se desenvolve, deixa para trás o período natural de infância e passa a não precisar dos mesmos estímulos para sentir, crer e entender. A doutrina espírita atinge primeiro os seres que almejam mais conhecimentos e anseiam pela depuração de seus sentimentos.
Acima de toda a nova compreensão que hoje temos, os milagres ainda nos encantam, particularmente aqueles ocorridos pela influência do mestre Jesus. É fascinante ler e estudar esses fenômenos, procurando descobrir suas causas, as leis que os regem, sabendo que eles estão disponíveis para todos nós, aguardando nossa capacitação. É fascinante acompanhar o desenrolar dos milagres e procurar desvendar a beleza contida na intenção e nos sentimentos que originam cada um, próprios de um ser evolutivamente muito acima de nós.

Precisamos ver o que cada fato extraordinário está tentando nos dizer. Como eles foram produzidos tem uma importância secundária, face ao que eles podem significar e ensinar sobre a natureza espiritual do homem.

ESTUDO 4 - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - INTRODUÇÃO: AUTORIDADE DA DOUTRINA ESPÍRITA

EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – IV
POR ALLAN KARDEC

INTRODUÇÃO: AUTORIDADE DA DOUTRINA ESPÍRITA
CONTROLE UNIVERSAL DO ENSINO DOS ESPÍRITOS

Kardec inicia dizendo que se a doutrina espírita fosse obra de um só homem, ela teria as luzes de um só homem, portanto seria falha. Se, por outro lado, os Espíritos a houvessem revelado a um só homem, que garantia se teria de sua autenticidade?
Da forma como os Espíritos se manifestaram, em todas as partes do mundo, utilizando-se de muitos e muitos médiuns, independente da nacionalidade, da crença religiosa, do grau de instrução, da classe social deixou claro que esses ensinos vieram de um plano mais elevado, não sendo, portanto, obra de homens.
E Kardec escreve: “Era necessário que assim fosse, para que ele pudesse conclamar todos os homens à fraternidade, pois se não se colocasse em terreno neutro, teria mantido as dissenções, em lugar de apaziguá-las "
Destaca-se assim o caráter da universalidade dos ensinos do espiritismo, fortalecendo-o e sendo a causa de sua rápida propagação, pois foram milhares de vozes fazendo-se ouvir, simultaneamente, proclamando os mesmos princípios, tanto aos mais sábios quanto aos mais ignorantes.
A força, a autoridade do espiritismo está pois, nessa universalidade de seus ensinos, que lhe é também causa de sua rápida propagação e a garantia contra cismas que poderiam suscitar, por causa da ambição de alguns ou pelas contradições de certos Espíritos.
O fato desses ensinos terem sido revelados por muitos e muitos Espíritos, em toda parte, por muitos e muitos médiuns, fortalece a veracidade deles e demonstram a qualidade espiritual da equipe organizadora desta revelação.
É garantia espiritual contra divergências, que poderiam e podem provocar divisões, porque qualquer explicação ou interpretação nova de algum ponto doutrinário, vinda de um autor espiritual ou encarnado, ainda que seja de nomes respeitáveis, só será aceita se houver a concordância de outros Espíritos de ordem elevada, através de outros médiuns.
E Kardec escreve sobre as características dos Espíritos, que são as mesmas dos encarnados, pois são as almas que já viveram na Terra. Eles também estão longe de conhecer, individualmente, toda a verdade; seu saber é limitado, proporcional ao seu grau evolutivo; há entre eles os presunçosos, os pseudo-sábios, ambiciosos e embusteiros.
Daí que " para tudo o que está fora do ensino exclusivamente moral, as revelações que alguém possa obter são de caráter individual, sem autenticidade, e devem ser consideradas como opiniões deste ou daquele Espírito, sendo imprudência aceitá-las e propagá-las, levianamente, como verdades absolutas."
Mas como distinguir a verdade da impostura? Como saber se o que tal Espírito diz é verdadeiro ou falso?
Kardec apresenta dois controles. O primeiro é o da razão, que deve estar sempre analisando tudo o que vem dos Espíritos. Tudo aquilo que contradiz com o bom-senso, com uma lógica rigorosa e com os dados que se possui," por mais respeitável que seja o nome que a assina deve ser rejeitada". O segundo, evitando interpretações pessoais, Kardec aconselha a necessidade de conversação, do aconselhamento entre os espíritas, observando sempre a opinião da maioria, no tocante às revelações dos Espíritos.
A concordância pois, nesses ensinos é o seu controle, mas ainda assim é necessário que esse controle aconteça em certas condições ou seja, que as revelações sejam feitas, espontaneamente, sem evocações e indagações, através de um grande número de médiuns, estranhos uns aos outros, em diversos lugares.
Assim fez Kardec. Recebeu milhares de comunicações, vindas de muitos países, de mil centros espíritas e, usando o crivo da razão, percebendo a concordância entre eles e com a assistência dos Espíritos Superiores codificou a doutrina sublime que nos esclarece o porto no qual vamos chegar, indica o caminho a ser percorrido, como percorrê-lo no conhecimento das leis divinas.
"Esse controle universal é uma garantia para a unidade futura do espiritismo e anulará todas as teorias contraditórias. É nele que no futuro, se procurará o critério da verdade."
Graças a Deus e a esse critério, tão bem enunciado por Kardec é que o espiritismo continua sem alteração em nada do que ele escreveu.
Transforma- se sim, a interpretação, o entendimento, cada vez maior em quem se propõe a estudá-lo com perseverança e dedicação, procurando interpretar as situações, os acontecimentos da vida segundo esses ensinos. Percebe-se então, a veracidade, a sublimidade, a racionalidade dos mesmos e, o entendimento se amplia em profundidade e em extensão.
"O que determinou o sucesso da doutrina formulada em O Livro de Espíritos e em O Livro dos Médiuns foi que por toda parte, cada qual pode receber, diretamente dos Espíritos a confirmação do que eles afirmavam. “...”Assim acontecerá com todas as idéias emanadas dos Espíritos ou dos homens que puderem suportar a prova desse controle cujo poder ninguém pode contestar."
Alerta Kardec sobre a necessidade de prudência nas publicações de instruções dadas pelos Espíritos sobre pontos da doutrina não esclarecidos, e no caso de publicações, que elas devam ser publicadas como opiniões individuais, mais ou menos prováveis, mas tendo necessidade de confirmação.
Há hoje, publicações sobre temas não explícitos na doutrina que podemos classificar seus autores, espirituais ou encarnados, em dois tipos: 1) autores que os apresentam, com seus argumentos, como hipóteses prováveis; 2) autores que apresentam suas opiniões como verdades. Nessa observação já se pode definir o sério do leviano. Cabe pois, ao leitor e ao estudioso da doutrina analisar, usando os critérios que Kardec usou. Ele continua sendo o modelo de quem quer conhecer o espiritismo. Sua metodologia continua sendo válida para todos que aspiram conhecê-la e viver de acordo com seus princípios.
Em O Livro dos Médiuns, capítulo XX item 230, o Espírito Erasto nos alerta: "É preferível rejeitar dez verdades do que aceitar uma mentira.".
Esclarece ainda Kardec, nessa apresentação, que os Espíritos Superiores sempre agem com extrema prudência, abordando as grandes questões de maneira gradual," à medida que a inteligência se torna apta a compreender as verdades de uma ordem mais elevada e que as circunstâncias são próprias para a emissão de uma idéia nova."
Assim pois, a universalidade dos ensinos dos Espíritos é o preventivo e o remédio contra alterações, distorções, opiniões individuais que possam prejudicar a pureza doutrinária ou ocasionar cismas ou dissensões.

Leda de Almeida Rezende Ebner
Setembro / 2001

Centro Espírita Batuira
cebatuira@cebatuira.org.br
Ribeirão Preto (SP)


O CENTRO ESPÍRITA BATUIRA esclarece que permanece divulgando os estudos elaborados pela Sra Leda de Almeida Rezende Ebner após o seu desencarne, com a devida AUTORIZAÇÃO da família e por ter recebido a DOAÇÃO DE DIREITOS AUTORIAIS, conforme registros em livros de Atas das reuniões de diretoria deste Centro.

EVANGELHO ESSENCIAL 6a - 5 - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS

EVANGELHO ESSENCIAL 6a
Eulaide Lins
Luiz Scalzitti

5 - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS

Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados. - Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois serão saciados. - Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois é deles o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, vv. 5, 6 e 10.)
Bem-aventurados vocês que são pobres, porque seu é o Reino dos Céus. - Bem-aventurados vocês, que agora tem fome, porque serão saciados. - Felizes são, vocês que agora choram, porque rirão. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 20 e 21.)
Mas, infelizes de vocês, ricos que tem no mundo a sua consolação. - Infelizes de vocês que estão saciados, porque terão fome. – Infelizes de vocês que agora riem, porque serão constrangidos a gemer e a chorar. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 24 e 25.)

Justiça das aflições
Somente na vida futura pode realizar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra. Sem a certeza do futuro, estes ensinamentos morais seriam um contra-senso, uma enganação. Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a utilidade de sofrer para ser feliz. Diz-se que é para se ter maior mérito. Pergunta-se então: por que sofrem uns mais do que outros?
* * *
Por que nascem uns na miséria e outros na fartura, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições? Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? O que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente distribuídos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam.
* * *
A fé no futuro pode consolar e proporcionar paciência, mas não explica essas desigualdades, que parecem desmentir a justiça de Deus.
Entretanto, desde que se admite a existência de Deus, não O podemos conceber sem o infinito das perfeições. Ele tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir por capricho, nem com parcialidade.
* * *
As contrariedades da vida derivam de uma causa e sendo Deus justo, justa igualmente há de ser essa causa.
* * *
Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, considerando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a referida causa, por meio do
Espiritismo, através da palavra dos Espíritos.
* * *
Causas atuais das aflições
De duas espécies são as adversidades da vida: Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.
* * *
Indo até a origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e da conduta dos que os suportam.
* * *
Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição! Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos! Quantas uniões infelizes, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma! Quantas divergências e desastrosas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos melindres!
Quantas doenças e enfermidades decorrem da imprudência e dos excessos de todo gênero!
* * *
Quantos pais são infelizes com seus filhos porque não lhes combateram desde pequeninos as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de respeito com que são tratados e da ingratidão deles.
* * *
Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas contrariedades e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, na maioria das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.
* * *
A quem há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem em grande número de casos, é o autor de sua própria desgraça; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a falta de oportunidade, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua falta de cuidados.
* * *
Os males dessa natureza constituem um número considerável na contagem das contrariedades da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente.
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A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode o condenado reconhecer que sofre a consequência do que fez. Mas a lei não alcança, nem pode alcançar todas as faltas; incide especialmente sobre as que trazem prejuízo à sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem.
* * *
Deus quer que todas as suas criaturas progridam e, não deixa impune qualquer desvio do caminho reto, Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infração da sua lei, que não tenha forçosas e inevitáveis consequências, mais ou menos desagradáveis.
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Daí se segue que, nas pequenas coisas, como nas grandes, o homem é sempre punido por aquilo em que errou. Os sofrimentos que decorrem de seus erros são uma advertência de que procedeu mal. Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a diferença existente entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar para evitar no futuro o que lhe originou uma fonte de amarguras; sem o que, motivo não haveria para corrigir-se.
* * *
Entretanto, a experiência, algumas vezes, chega um pouco tarde: quando a vida já foi desperdiçada e perturbada; quando as forças já estão gastas e sem remédio o mal, então o homem se surpreende a dizer: "Se no começo dos meus dias eu soubesse o que sei hoje, quantos passos em falso teria evitado! Se houvesse de recomeçar, conduzir-me-ia de outra maneira. No entanto, já não há mais tempo!" Como o trabalhador preguiçoso diz: "Perdi o meu dia", "Perdi a minha vida".
Contudo, assim como para o trabalhador o Sol nasce no dia seguinte, permitindo-lhe reparar o tempo perdido, também para o homem, após a noite do túmulo, brilhará o Sol de uma nova vida, em que será possível aproveitar a experiência do passado e suas boas resoluções para o futuro.

* * *

segunda-feira, 28 de março de 2016

NO CULTO DA CARIDADE

 NO CULTO DA CARIDADE

Emmanuel  Chico Xavier

          Aprendamos a auxiliar para que a nossa dádiva não se transforme em espinho,
envenenando as chagas alheias.

          A Caridade não surge apenas na doação de ordem material.

          É Serviço de cada instante e Apoio de cada dia.

          Não comentes o mal para que o mal não se estenda, não te refiras à sombra para que a sombra te não envolva o caminho.

          Ao pé dos semelhantes cala o impulso da maldição que começa na leviandade e na crítica.

          Se junto aos doentes, não te reportes à enfermidade, se respirando entre ignorantes não reproves aqueles que ainda se movimentam nas trevas.

          Não insistas, destacando a perversidade e o infortúnio, embora a vida nos determine o dever de extinguir a penúria e sanar a dor.

          Lembra-te de que é preciso esquecer a própria superioridade, para que a lição não se converta em orgulho e que é necessário ofuscar o nosso propósito de evidência para que o ensejo da luz favoreça os necessitados de confiança.

          Não vale socorrer desesperando ou ferindo...

          Quase sempre a carência do próximo prescindirá do teu ouro, desde que saibas soerguê-la ao teu próprio nível, a fim de que se dignifique para o trabalho e se restaure para o sol da esperança.
         
Ocultar a mão esquerda para que a mão direita não te conheça a beneficência não é simplesmente atitude de respeito e fraternidade na assistência comum, mas também

Apelo do Cristo à nossa Humildade para que nos amparemos reciprocamente, sabendo que a fraqueza dos caídos de hoje pode ser a nossa fraqueza nos embates da alma que a vida nos oferecerá de futuro, e que apenas

Praticaremos o Amor, em nos compreendendo e ajudando uns aos outros por verdadeiros irmãos.

Livro: Irmão  Emmanuel  Chico Xavier

EVANGELHO ESSENCIAL 5 - 4- NINGUÉM PODERÁ VER O REINO DE DEUS SE NÃO NASCER DE NOVO

EVANGELHO ESSENCIAL 5
Eulaide Lins
Luiz Scalzitti

4- NINGUÉM PODERÁ VER O REINO DE DEUS SE NÃO NASCER DE NOVO
Entre os fariseus, havia um homem chamado Nicodemos, senador dos judeus, que veio à noite encontrar Jesus e lhe disse: "Mestre, sabemos que vieste da parte de Deus para nos instruir como um doutor, porque ninguém poderia fazer os milagres que fazes, se Deus não estivesse com ele." Jesus lhe respondeu: "Em verdade, em verdade, digo-te: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo."
Disse-lhe Nicodemos: "Como pode nascer um homem já velho?
Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?” Retorquiu-lhe Jesus: "Em verdade, em verdade, digo-te: Se um homem não renasce da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. - O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. - Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo. - O Espírito sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem ele, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo homem que é nascido do Espírito."
Respondeu-lhe Nicodemos: "Como pode isso fazer-se?" - Jesus lhe observou: "Pois quê! és mestre em Israel e ignoras estas coisas?
Digo-te que não dizemos senão o que sabemos e que não damos testemunho, senão do que temos visto. Entretanto, não aceitas o nosso testemunho. - Mas, se não me credes, quando te falo das coisas da Terra, como me creres, quando te fale das coisas do céu?"
(S. JOÃO, cap. III, vv. 1 a 12.)

Ressurreição e reencarnação
A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. As ideias dos judeus sobre esse assunto, como muitos outros, não eram claramente definidas, porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o corpo.
Acreditavam que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o fato poderia dar-se. Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo mais apropriadamente chama reencarnação.
* * *
A ressurreição dá ideia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se encontram desde muito tempo dispersos e absorvidos. A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo.
* * *
Para se compreender o verdadeiro sentido das palavras, é necessário também se observe na significação da palavra água. Muito imperfeitos eram os conhecimentos dos antigos, eles acreditavam que a Terra saíra das águas e, por isso, consideravam a água como elemento gerador absoluto. Assim é que na Gênese se lê: "O Espírito de Deus era levado sobre as águas; flutuava sobre as águas; - Que o firmamento seja feito no meio das águas; - Que as águas que estão debaixo do céu se reúnam em um só lugar e que apareça o elemento árido... Segundo essa crença, a água se tornara o símbolo da natureza material, como o Espírito era o da natureza inteligente. Então as palavras: "Se o homem não renasce da água e do Espírito, ou em água e em Espírito" significam : "Se o homem não renasce com seu corpo e sua alma."
* * *
Nestas palavras: O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. Jesus estabelece aí uma distinção positiva entre o Espírito e o corpo. O que é nascido da carne é carne indica claramente que só o corpo procede do corpo e que o Espírito independe deste.
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O Espírito sopra onde quer; ouves-lhe a voz, mas não sabes nem donde ele vem, nem para onde vai: pode-se entender que se trata do Espírito de Deus, que dá vida a quem ele quer, ou da alma do homem. Nesta última acepção - “não sabes donde ele vem, nem para onde vai - significa que ninguém sabe o que foi, nem o que será o Espírito. Se o Espírito, ou alma, fosse criado ao mesmo tempo que o corpo, saber-se-ia donde ele veio, pois que lhe conheceria o começo. Esta passagem consagra o princípio da preexistência da alma e, por conseguinte, o da pluralidade das existências.
* * *
Não há dúvidas de que, sob o nome de ressurreição, o princípio da reencarnação fosse uma das crenças fundamentais dos judeus, e que Jesus e os profetas a confirmaram de modo formal; daí que negar a reencarnação é negar as palavras do Cristo. Um dia, suas palavras, quando forem meditadas sem ideias preconcebidas, reconhecer-se-ão autorizadas quanto a esse ponto, bem como em relação a muitos outros.
* * *
Quando se trata de remontar dos efeitos às causas, a reencarnação surge como uma necessidade absoluta, como condição inerente à Humanidade; como lei da Natureza. Pelos seus resultados, ela se evidencia, de modo, por assim dizer, material. Só ela pode dizer ao homem donde ele vem, para onde vai, por que está na Terra, e justificar todas as desigualdades e todas as aparentes injustiças que a vida apresenta. Sem o princípio da preexistência da alma e da pluralidade das existências, são ininteligíveis, em sua maioria, as máximas do Evangelho, razão por que hão dado lugar a tão contraditórias interpretações.
* * *
A reencarnação fortalece os laços de família, cuja unicidade da existência os rompe.
Os laços de família não sofrem destruição alguma com a reencarnação.
Ao contrário, tornam-se mais fortalecidos e apertados.
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No espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias entrelaçados pela afeição, simpatia e semelhança das inclinações. Felizes por se encontrarem juntos, esses Espíritos se buscam uns aos outros. A encarnação apenas momentaneamente os separa, porque, ao regressarem ao mundo espiritual, novamente se reúnem como amigos que voltam de uma viagem. Muitas vezes até, uns seguem a outros na encarnação, vindo aqui reunir-se numa mesma família, ou num mesmo círculo, a fim de trabalharem juntos pelo seu mútuo adiantamento. Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento. Os que se conservam livres preocupam-se pelos que estão encarnados. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam. Após cada existência, todos têm avançado um passo na busca pelo aperfeiçoamento.
* * *
Cada vez menos presos à matéria, mais viva se torna a afeição recíproca, vez que, mais purificada, não tem a perturbá-la o egoísmo, nem as sombras das paixões. Podem percorrer ilimitado número de existências corpóreas, sem que nenhum golpe receba a mútua estima que os liga.
* * *
Em se tratando de afeição real, de alma a alma, única que sobrevive à destruição do corpo, porque os seres que neste mundo se unem apenas pelos sentidos, nenhum motivo têm para se procurarem no mundo dos Espíritos. Duráveis somente o são as afeições espirituais; as de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem.
* * *
No que concerne às pessoas que se unem exclusivamente por motivo de interesse, essas nada realmente são umas para as outras: a morte as separa na Terra e no céu.
* * *
A união e a afeição que existem entre parentes indicam a simpatia anterior que as aproximou.
* * *
Falando-se de alguém cujo caráter, gostos e tendências nenhuma semelhança apresentam com os de seus parentes mais próximos, se diz que ela não é da família. Pronuncia-se uma verdade mais profunda do que se supõe. Deus permite que, nas famílias ocorram essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns e, para outros, de meio de progresso. Assim, os maus se melhoram pouco a pouco, ao contato dos bons e por efeito dos cuidados que lhes dispensam. O caráter deles se abranda, seus costumes se apuram, as antipatias desaparecem.
* * *
Com a reencarnação e progresso a que dá lugar, todos os que se amaram tornam a encontrar-se na Terra e no espaço e juntos progridem para Deus. Se alguns fraquejam no caminho, esses retardam o seu adiantamento e a sua felicidade, mas não há para eles perda de toda esperança. Ajudados, encorajados e amparados pelos que os amam, um dia sairão do lodaçal em que se enterraram. Com a reencarnação, finalmente, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os desencarnados e daí, o estreitamento dos laços de afeição.
* * *
Quatro alternativas se apresentam ao homem para o seu futuro de além-túmulo:
1ª: O nada, de acordo com a doutrina materialista;
2ª: A absorção no todo universal, de acordo com a doutrina panteísta;
3ª: A individualidade da alma, com fixação definitiva da sorte, segundo a doutrina da Igreja;
4ª: A individualidade da alma, com progressão indefinida, conforme a Doutrina Espírita.
Segundo as duas primeiras, os laços de família se rompem por ocasião da morte e nenhuma esperança resta às almas de se encontrarem futuramente. Com a terceira, há para elas a possibilidade de se tornarem a ver, desde que sigam para a mesma região, que tanto pode ser o inferno como o paraíso. Com a pluralidade das existências, inseparável da progressão gradativa, há a certeza na continuidade das relações entre os que se amaram, e é isso o que constitui a verdadeira família.
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INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

Limites da encarnação
Espírito São Luís – Paris, 1859
A encarnação não tem limites precisamente traçados pois a materialidade do envoltório que constitui o corpo do Espírito diminui à proporção que o Espírito se purifica. Em certos mundos mais adiantados do que a Terra, ele é menos compacto, pesado e menos sujeito ao infortúnio da vida. Em grau mais elevado, é transparente e quase fluídico. Vai desmaterializando-se de grau em grau e acaba por se confundir com o perispírito. Conforme o mundo em que é levado a viver, o Espírito reveste o corpo apropriado à natureza desse mundo.
* * *
O próprio perispírito passa por transformações sucessivas. Torna-se cada vez mais etéreo, até à purificação completa, que é a condição dos puros Espíritos. Os mundos especiais são destinados a Espíritos de grande adiantamento, entretanto estes não ficam presos a eles, como nos mundos inferiores. O estado de pureza em que se encontram lhes permite ir a toda parte onde os chamem as missões que lhes estejam confiadas.
* * *
Considerando do ponto de vista material, a encarnação tal como se verifica na Terra, poder-se-á dizer que ela se limita aos mundos inferiores. Depende do Espírito libertar-se dela mais ou menos rapidamente, trabalhando pela sua purificação.
No estado de desencarnado, isto é, no intervalo das existências corporais, a situação do Espírito guarda relação com a natureza do mundo que o liga ao grau do seu adiantamento. Assim, no mundo espiritual, é ele mais ou menos feliz, livre e esclarecido, conforme está mais ou menos desmaterializado.

Necessidade da encarnação
Espírito São Luís - Paris, 1859
A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam realizar, por meio de uma ação material, os planos cuja execução Deus lhes confia. É necessária, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência.
* * *
Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de ação.
* * *
A encarnação para todos os Espíritos é apenas um estado transitório.
* * *
É uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre-arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa ,sobem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo usufruem o resultado de seu trabalho. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é quando a encarnação se torna um castigo.

COMENTÁRIO

NINGUÉM PODERÁ VER O REINO DE DEUS SE NÃO NASCER DE NOVO
As passagens bíblicas nos dão muitas elucidações quanto à reencarnação ser uma realidade. Este próprio diálogo de Jesus com Pedro nos demonstra de maneira muito clara. Veja o questionamento de
Jesus: “Quem dizem que sou...?” E se não aceitamos isto como uma certeza, estudemos as colocações do capítulo com Nicodemos, ainda mesmo quando Jesus preconizava João, o batista como o Elias que há de vir.
O diálogo poderia fazer entender, pois mostra-nos que os Judeus daquela época discutiam com muito interesse o fato da ressurreição, possibilidade real para o mundo de então. Hoje, com o advento do Espiritismo, cuidemos de fazer difundir esta ideia promissora, justa, que nos dá forças para prosseguir. Sem a ideia da reencarnação, como poderíamos entender a imensa Misericórdia Divina, se por um momento de ignorância dos fatos cometemos alguma ação menos digna e ficássemos eternamente delegados ao inferno sem nenhuma apelação e portanto, sem oportunidade de recuperação reparável pela nossa apreensão de conhecimentos que nos desse pela experiência o conceito de certo ou errado?
Sim, porque Deus nos criou simples e ignorantes, todos com o mesmo quinhão de inteligência a ser desenvolvido individualmente pelo discernimento das coisas. A reencarnação é o único meio inteligente para esclarecer os fatos da vida, pobreza, riqueza, doença, inteligência, crimes, guerras, etc. Dificuldades ou benefícios, próprios de cada encarnação que determinam a evolução e aprendizado lento, mas firmemente de cada um dos Espíritos aqui encarnados, sem isso não haveria possibilidades de explicar porque um nasce pobre sofrendo várias e numerosas dificuldades materiais, enquanto outros abastados sem nenhum trabalho que as vezes justificasse esta riqueza nesta vida.
Como entender um nascituro com a falta das pernas, sendo que seus pais são sadios? Como aceitar um menino inteligente em um meio extremamente hostil vir a ser um cientista de renome, enquanto outros de família abastada seja portador de algum tipo de deficiência mental?
Deus é justo, o mundo que nos oferece é equilibrado e a natureza é extremamente harmônica, não pode fazer nada sem nenhuma utilidade.
A própria família estará mais fortalecida pelo entendimento da reencarnação pelo fato de nos dar a certeza de podermos nos reencontrar e também podermos formar uma família espiritual. A reencarnação nos incentiva a sermos cada vez mais justos e corretos para podermos estar sempre por volta dos que nos são caros e afetos.
Pense como seria a vida material sem o fato da reencarnação. Para que nos esforçar e sermos melhores se nada acontecerá? porque estarmos a nos precaver quanto à velhice se nada ocorrerá? e o que resultaria dessa nossa vontade inspirada de nos portarmos bem se nada irá ocorrer? Porque respeitar horários, ambientes, leis, se podemos estar fora do corpo ainda amanhã, e disto ninguém escapa? Sejamos confiantes na vida futura, pois seremos mais felizes, teremos com o que nos confortar quando a existência estiver próxima de findar, e os nossos familiares ao redor fizerem de tudo para suprir as nossas forças que estarão faltando, pois eles também precisarão disto um dia. Entretanto sejamos mais, tenhamos a absoluta e plena certeza de que tudo que fizermos de bom e aproveitarmos os momentos de vida para servir, nos será acréscimo da Misericórdia na nossa nova vida em um novo corpo.

Os Espíritos nos elucidam quanto a isso e trazem-nos declarações claras e absolutamente fiéis pois estão por toda a parte dizendo-o com firmeza.

Dicas Para Estudar O Evangelho 5 - O que se conhece dos apóstolos

Dicas Para Estudar O Evangelho 5
SEMU - Sociedade Espírita Mãos Unidas - Ivan Renê Franzolim

O que se conhece dos apóstolos

Novo Testamento


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Evangelho Mateus – o publicano - Levi, - filho de Alfeu
Capítulos 28
Versículos106 - 8
Data Provável Após 70 d.C.
Língua provável Grego, possível Aramaico
Local provável Síria
Autor provável Discípulo ignorado de Mateus
Escrito para: Judeus
Objetivo Divulgar a mensagem de Cristo
Quem é o autor- judeu culto – conhecedor das escrituras e das tradições


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Evangelho Marcos
Capítulos 16
Versículos 661
Data Provável Entre 65 a 70 dC
Língua provável Grego
Local provável Roma
Autor provável João Marcos, companheiro de Pedro e Paulo
Escrito para: Novos cristãos
Objetivo Apresentar a Boa Nova de Jesus
Quem é o autor- intérprete de Pedro - judeu nativo de Jerusalém


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Evangelho Lucas
Capítulos 24
Versículos 114 – 9
Data Provável Após 70 dC
Língua provável Grego
Local provável Grego – Acaia –Beócia – Grécia – Roma - Antioquia
Autor provável companheiro de João Marcos
Escrito para: Teófilo
Objetivo Para melhor conheceres a firmeza da Doutrina em que fostes instruído
Quem é o autor médico, gentio – companheiro de Paulo - autor de Atos dos Apóstolos


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Evangelho João
Capítulos 21
Versículos 879
Data Provável90 dC
Língua provável Grego
Local provável Éfeso
Autor provável Discípulo ignorado de João
Escrito para: Judeus
Objetivo Para que creais em Jesus e crendo tenhais a vida em seu nome
Quem é o autor – intérprete do pensamento de João - autor do Apocalipse


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Evangelho Atos dos Apóstolos
Capítulos 28
Versículos 968


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Evangelho Apocalipse de João
Capítulos 22
Versículos 405
Autor provável João Evangelista


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Epístolas de Paulo Aos Romanos (1)
Capítulos16
Versículos 433
Data Provável 57/58
Local provável Corinto


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Epístolas de Paulo 1ª aos Corintos 1
Capítulos 16
Versículos 437
Data Provável 55/56
Local provável Éfeso


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Epístolas de Paulo 2ª aos Coríntios 1
Capítulos 13
Versículos 256
Data Provável 55/56
Local provável Filipos


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Epístolas de Paulo Aos Gálatas1
Capítulos 6
Versículos 149
Data Provável 57
Local provável
Autor provável Éfeso


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Epístolas de Paulo Aos Efésios 2
Capítulos 6
Versículos 133
Data Provável 61
Local provável Roma(cativeiro)
Autor provável Secretário


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Epístolas de Paulo Aos Filipenses 1
Capítulos 4
Versículos 104
Data Provável 56
Local provável Roma, Éfeso ou Cesaréia


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Epístolas de Paulo Aos Colossenses 2
Capítulos 4
Versículos 95
Data Provável 60
Local provável Roma (cativeiro)
Autor provável Secretário


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Epístolas de Paulo 1ª aos Tessalonicenses 1
Capítulos 5
Versículos 89
Data Provável 50/51
Local provável Corinto


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Epístolas de Paulo 2ª aos Tessalonicenses 2
Capítulos 3
Versículos 47
Data Provável 50/51
Local provável Corinto


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Epístolas de Paulo 1ª à Timóteo 2, 3
Capítulos 6
Versículos 113
Data Provável 55 ou 58
Local provável Creta (?)
Autor provável Secretário


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Epístolas de Paulo 2ª à Timóteo 2, 3
Capítulos 4
Versículos 83
Data Provável 58 ou 61
Local provável Creta (?)
Autor provável Secretário


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Epístolas de Paulo À Tito 2, 3
Capítulos 3
Versículos 46 
Data Provável 57 ou 58
Local provável Creta (?)
Autor provável Secretário


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Epístolas de Paulo À Filemon 1
Capítulos 1 
Versículos 25
Data Provável 61
Local provável Éfeso, Cesaréia ou Roma (cativeiro)
Autor provável Paulo


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Epístolas de Paulo Aos Hebreus 2, 4
Capítulos 13
Versículos 303
Data Provável 80
Autor provável Discípulo de Paulo


1 = Consideradas de autoria incontestável;

2 = Há dúvidas quanto a autoria;

3 = Conhecidas como as pastorais;

4 = Emmanuel afirma em “Paulo e Estevão” que Paulo a escreveu do próprio punho;

Documento Atual Documento Original Características


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Outras epístolas Tiago 2
Capítulos 5
Versículos 107 
Data Provável 90 a 100


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Outras epístolas 1ª Pedro
Capítulos 5
Versículos 105
Data Provável 64 a 67 70 a 110


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Outras epístolas 2ª Pedro 2
Capítulos 3
Versículos 61
Data Provável 70 e 125
Quem é o autor Testamento espiritual de Pedro


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Outras epístolas 1ª João 5
Capítulos 5 
Versículos 105
Data Provável 90 a 100
Objetivo Mesmo autor do 4º Evang.


 Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Outras epístolas 2ª João 2, 5
Capítulos 1
Versículos 13 
Data Provável 90 a 100
Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Outras epístolas 3ª João 2, 5
Capítulos 1
Versículos 15 
Data Provável 90 a 100


Documento Atual   -   Documento Original   -   Características
Outras epístolas Judas 2
Capítulos 1 
Versículos 25 
Data Provável 80 e 90
Língua provável
Local provável
Autor provável
Escrito para:
Objetivo Irmão de Jesus
Quem é o autor Previne contra alguns cristãos hereges


2 = Há dúvidas quanto a autoria;

5 = Alternativas sobre o autor:

a) João evangelista,

b) João chefe da igreja de Éfeso,


c) discípulo de João.