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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

A Verdadeira Caridade - Início às 20h -- José Carlos Jotz - SBEBM

Preces e Irradiações - Início às 19h30 - SBEBM

RELIGIÃO E POLÍTICA


INFORMAÇÃO ESPÍRITA

JUVENTUDE


O JOVEM E SEUS PROBLEMAS

Interessar-se pelo conhecimento da Doutrina Espírita, acaba gerando no jovem perquiridor de nosso tempo, dúvidas e mais dúvidas sobre pontos que não se encontram ampla e explicitamente tratados nas obras disponíveis.

Essa a razão pela qual mantém-se este espaço de “INFORMAÇÃO.”

A partir daí, basta acompanhar as novas publicações da seção JUVENTUDE para  encontrar o esclarecimento que Você procura.


RELIGIÃO E POLÍTICA

“Porque a religião e a política se parecem tanto? Há guerra entre os partidos e como as guerras entre as diversas religiões, cheia de paixão e ódio e acusações...”

Porque elas têm praticamente a mesma origem e sempre estiveram lutando pelo poder. Aliás numa retrospectiva da História, vamos perceber que a religião antecedeu em muito a política. Na pré-história, o poder está nas mãos do “feiticeiro”, o homem que fala com os Espíritos ou Deuses e que pode ter acesso ao conhecimento do sobrenatural, que conhece o futuro das pessoas e da própria tribo, os métodos de cura e os ministérios da natureza: ele tem o poder (porque tem o conhecimento) e por isso, é sempre ouvido respeitado e temido, mesmo pelo chefe que lhe atende as mais absurdas recomendações. As grandes nações da História antiga são teocracias, visto que governadas por homens que se intitulam Deuses ou se arvoram em detentores da ordenação divina, como os faraós do Egito rodeados pelos sacerdotes. Ou mesmo Moisés, o chefe dos hebreus, escolhido pelo seu deus Iavé. O absolutismo, poder político concentrado na vontade do homem, o rei, por largo tempo passa a noção de que o soberano representa a própria vontade de Deus. A Igreja Católica desde a oficialização do Cristianismo como religião do Estado Romano no século IV, sempre exerceu esse poder de forma opressora, tendo nas mãos soberanos QUE LHE PRESTAM CEGA OBEDIÊNCIA. O triste episódio da Santa Inquisição, verdadeiro holocausto em nome da fé, mostra quanto foi opressor o poder da religião intolerante, que perseguiu torturou e matou durante séculos, milhares de pessoas que discordavam de sua linha de pensamento ou ousavam desagradar o clero. Tão forte é o poder político da religião que ainda hoje, ano 2000, temos estados governados por chefes religiosos, caso do Irã (governado pelo Aiatolá), onde a intolerância é marca indispensável desse poder, promovendo verdadeiro regime do terror. O Brasil até antes da república tinha como religião oficial o Catolicismo Romano (como Portugal o tem até hoje), onde uma religião gozava de todos os privilégios em prejuízo das outras, exercendo sozinha decisiva influência em todas as questões de interesse social. Mesmo em nossos dias, quando a Constituição Federal nos caracteriza como um País democrático, onde há lugar para todas as crenças e cultos, por causa desse atavismo religioso arraigado em nossas estruturas arcaicas, o Brasil ainda depende muito da posição da Igreja para resolver seus mais graves problemas. Kardec, em OBRAS PÓSTUMAS, tem um artigo intitulado “AS ARISTOCRACIAS”, em que faz rápido comentário sobre o caminhar da Humanidade em matéria do poder político, assinalando as conquistas democráticas que vem sendo alcançadas ao longo do tempo para a solução dos problemas humanos. Desse modo, você percebe que a política é filha das religiões e instituições humanas que sempre se impuseram por meios escusos e métodos opressores, sonegando a verdade, esclarecendo conflitos e promovendo guerras de conquistas em torno de interesses exclusivamente materiais, tudo em nome de Deus, do Bem e da Verdade. As religiões do presente herdam esse triste caráter da religião do passado instigando-se os adeptos ao desprezo e ao ódio em relação as outras crenças.

Iavé é o nome próprio de Deus Pai no antigo Testamento.

Nem mesmo as que se dizem adeptas de Jesus, levam em conta que o carpinteiro de Nazareth, pregava o amor para com os adversários, porque isso simplesmente não lhes interessa. Elas querem um Jesus politicamente agressivo, tão intolerante como elas mesmas, estabelecendo divisões, preferências, privilégios e condenações, porque isso lhes garante o poder. A Doutrina Espírita, saída das mãos de Allan Kardec, nos meados do século passado, veio justamente combater esse estado de coisas recusando-se terminantemente a ser uma adversária a mais na saturada arena da competição religiosa, estruturada em conceitos científicos e filosóficos com conseqüências morais inatacáveis, ela não é uma instituição religiosa salvacionista, nem se proclama dona exclusiva da Verdade, mas representa a síntese de uma evolução do pensamento humano, que defende a liberdade de crença como condição para o próprio progresso da Humanidade.

Deve-se colocar acima das questiúnculas que dividem as pessoas ou os grupos religiosos, para proclamar a verdadeira religião. Não está nesta ou naquela denominação, na utilização deste ou aquele culto, na freqüência deste ou daquele tempo, mas na conduta do homem e das coletividades ante os valores universais do amor e da solidariedade humana.



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Todas as frases apresentadas ao final das matérias deste número foram extraídas de obras psicografadas pelo médium F. C. Xavier.

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ANSIEDADE, MÁGOA, SUICÍDIO, OBSESSÃO... -- Esclarecimentos espíritas de ...

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

terça-feira, 25 de setembro de 2018

EVANGELHO em casa AJUDA-TE E O CÉU TE AJUDARÁ - Michelle Pozitano

V - Entidades Manifestantes


INFORMAÇÃO ESPÍRITA


ENQUANTO VIVEM NA ESCURIDÃO

(Orientações Práticas para atividades de Desobsessão

V - Entidades Manifestantes

(9)”As instituições das trevas são estruturadas numa rígida concentração de poder, na mão de alguns líderes. (...) Seus organogramas são bem planejados e implementados como os de uma empresa. (...) Têm seus chefes, seus planeja-dores, seus executores, operários, guardas. (...) Seus métodos são os do terror pela violência, sua incontestável hierarquia apoia-se num regime disciplinar implacável, rígido, inflexível. Não se tolera a falta, o deslize, a revolta, a desobediência. (...)”

“Aqueles, pois, que resolvem organizar um grupo mediúnico de desobsessão, devem estar bem preparados para enfrentá-los. É preciso enfrentá-los com paciente firmeza e confiança nos poderes que nos sustentam. Nada de ilusões, porém. Não podemos abrir brechas em nossa vigilância, porque penetrarão, sem nenhuma cerimônia, pelas portas das nossas fraquezas, se assim o permitirmos, de vez que nada lhes é sagrado, e tudo se lhes permite.”

Dentro os tipos de Entidades que fazem parte dessas falanges, e se manifestam em nossos trabalhos, podemos destacar:

(1) O Dirigente das Trevas(9) – “Esta é uma figura freqüente nos trabalhos de desobsessão. Comparece para observar, estudar as pessoas, sondar o doutrinador, sentir mais de perto os métodos de ação do grupo, a fim de poder tomar suas “providências”. Foi geralmente um encarnado poderoso, que ocupou posições de mando. Acostumado ao exercício da autoridade incontestada, é arrogante, frio, calculista, inteligente, experimentado e violento. Não dispõe de paciência para o diálogo, pois está habituado apenas a expedir ordens e não a debater problemas, ainda mais com seres que considera inferiores e ignorantes, como os pobres componentes de um grupo de desobsessão. Situa-se num plano de olímpica superioridade e nada vem pedir; vem exigir, ordenar, ameaçar, intimidar. (...) Não são executores, gostam de deixar bem claro: são chefes. Estão ali somente para colher elementos para suas decisões; a execução ficará sempre a cargo de seus asseclas. Comparecem cercados de toda a pompa, envolvidos em imponentes “vestimentas”, portanto símbolos, anéis, indicadores, enfim, de “elevada” condição.”

9 Texto extraído de “Diálogo com as sombras” – Hermínio C. Miranda - FEB

(2) O Planejador(9)– “Este é frio, impessoal, inteligente, culto. Maneja muito bem o sofisma, é excelente dialético, pensador sutil e aproveita-se de qualquer descuido ou palavra infeliz do doutrinador para procurar confundi-lo. Mostra-se amável, aparentemente tranqüilo e sem ódios. Não se envolve diretamente com os métodos de trabalho das organizações trevosas, ou seja, não expede ordens, nem as executa; limita-se a estudar a problemática do caso e traçar os planos com extrema habilidade. Os planejadores são elementos altamente credenciados e respeitados na comunidade do crime invisível. (...) O planejador exerce função importante, porque é dos poucos, ali, que conservam a cabeça fria para conceber os planos estratégicos indispensáveis. Seus companheiros de ação costumam ser impetuosos homens de ação, que se entregam facilmente ao impulso desorientado de partir para ação pessoal isolada, se não tiverem quem os contenha dentro de um inteligente planejamento global, que proteja não apenas os interesses de cada dos componentes isoladamente, mas também a segurança da organização.(...) O planejador é, pois, figura importantíssima na ordenação das tarefas maquiavélicas. Sua perda acarreta uma desorientação geral. É difícil, senão impossível, para os companheiros que permanecem na organização das sombras que alguém tão lúcido e brilhante se tenha deixado convencer por um doutrinador encarnado.”

(3) O Executor(9) – “Sente-se totalmente desligado da responsabilidade, quanto às atrocidades que pratica, pois não é o mandante; apenas executa ordens. Usualmente, nada tem de pessoal contra usa vítimas inermes. Agasalham-se na crueldade agressiva e fria, sem temores, sem remorsos, sem dramas de consciência. Quantos deles encontramos nos trabalhos de desobsessão! São remunerados das maneiras mais engenhosas e diversas, as que mais se ajustam à sua psicologia, aos seus vícios e às suas deformações.”

(4) O Religioso(9) – “É impressionante a elevada participação de transviados “religiosos” no trágico e doloroso desfile de Espíritos em lamentável desequilíbrio nas sessões de desobsessão. Multidões de ex-prelados debatem-se, no mundo póstumo, em angústias e rancores inomináveis, que se arrastam, às vezes, pelos séculos. Apresentam-se, quase sempre, Enquanto vivem na escuridão como zelosos trabalhadores do Cristo, empenhados na defesa da “sua Igreja”. São argutos, inteligentes, agressivos, violentos, orgulhosos, impiedosos e arrogantes. Parece terem freqüentado a mesma escola no Além, pois costumam trazer os mesmos argumentos, a mesma teologia, deformada, com a qual justificam seus impulsos e sua tática.”

(5) O Vingador(9) – “Vingar-se é ir à forra, punir alguém por aquilo que fez ao vingador e, por isso, vingança é uma palavra-chave nos trabalhos de desobsessão e esclarecimento. Aquele que se dedica a essas tarefas, precisa estudá-la a fundo, suas origens, suas motivações, seus mecanismos e as soluções que lhe estão abertas. É preciso entender o vinga-dor e aceitá-lo como ele se apresenta, se é que pretendemos ajudá-lo, pois, ele é, antes de tudo, um prisioneiro de si mesmo, através da sua cólera e da sua frustração. Sua maior ilusão é a de que a vingança aplaca o ódio, quando, na realidade, o alimenta e o mantém vivo. Sua lógica é, ao mesmo tempo, fria e apaixonada, calculada e impulsiva, paciente e violenta, e sempre implacável. Envolvido no seu processo, ele nem sequer admite o perdão, e é capaz de perseguir sua vítima através séculos e séculos, ao longo de muitas vidas, tanto aqui, na carne, como no mundo espiritual. Quase sempre a vingança desdobra-se a partir de um caso pessoal, mas é comum encontrarmos também o vingador impessoal, aquele que trabalha para uma organização opressora. O vingador observa, planeja e espera a ocasião oportuna e o momento favorável. Não se precipita, mas não esquece; sempre que pode, interfere, ainda que seja somente para espetar uma agulha em sua vítima indefesa. Casos tremendos e persistentes de obsessão vingativa resultam de amores frustrados, traídos ou indiferentes. Paixões irrealizadas ou aviltadas despertam os mais profundos sentimentos de revolta. De outras vezes, são crimes horrendos, como a assassinatos, espoliações, desonras, difamações, iniquidades de toda sorte. O vingador é aquele que tomou em suas mãos os instrumentos da justiça divina. Não confia nela, ignora-a ou não tem paciência de esperar por ela. Não sabe ainda, que o reajuste virá fatalmente, através da lei da causa e efeito.”

(6) Magos e Feiticeiros – “Muitas vezes são Entidades ligadas aos trabalhos de magia e despachos de terreiro. Geralmente aparecem utilizando as vestimentas dos rituais e  de todos apetrechos necessários para as suas sessões. Chegam nos trabalhos de desobsessão agressivos e indignados por estarem ali contra a sua vontade, prometendo fazer um “trabalho pesado” para acabar com o grupo. Temos que utilizar de uma certa energia com este tipo de Entidade, muitas vezes pedindo para que ele jogue no chão todo o material que trouxe consigo e para que possamos realizar uma verdadeira “queimada” destes objetos, mostrando a ele que a força do Cristo é muito mais eficaz que aqueles rituais que ele pratica nos terreiros. Muitas vezes estes “magos” são inteligentes, com muita experiência e com muito conhecimento das fraquezas humanas, pois vivem disso nas suas práticas ritualísticas. Na sua maioria são insensíveis aos apelos do Amor e do Perdão.”

(7) Espíritos Suicidas – “Geralmente aparecem nas reuniões de desenvolvimento mediúnico. Não necessitam de doutrinação, e sim do choque anímico (energia animalizada do médium) para poder se recompor. Algumas vezes estão revivendo, em forma de alucinação, o momento do ato impensado do suicídio. O doutrinador deverá dar-lhe muito amor e carinho, cabendo ao grupo intensificar as vibrações para acalmar este Irmão que tanto está sofrendo. Uma prece, juntamente com um passe, são os melhores remédios para este momento!”

(8) Espíritos Desafiadores(10) – “Vêm desafiar-nos. Julgam-se fortes, invulneráveis e utilizam-se desse recurso para amedrontar. Ameaçam os presentes com as mais variadas perseguições e desafiam-se a que prossigamos interferido em seus planos.” Geralmente utilizam frases do tipo:

10 Baseado em “Obsessão e Desobsessão” – Suely Caldas Schubert - FEB

- “Deixe-me em paz ou lhe mostrarei quem sou...”

- “Você não sabe com quem está lidando...”

- “Você me paga...”

- “Eu os acompanharei, cada passo...”

- “Estarei vigiando dia e noite...”

- “Tenho poderes que você desconhece...”

“O doutrinador recorrerá a energia equilibrada, dosada no amor, serena e segura, quando sentir necessidade. Espíritos desse padrão vibratório, quase sempre têm que se comunicar Enquanto vivem na escuridão mais vezes. O que se observa é que a cada semana eles se apresentam menos seguros, menos firmes e fortes que na anterior. Até que se atinge o momento do despertar da consciência.”

(11) “O doutrinador não deve sustentar o medo, em nenhuma circunstância e por razão nenhuma (...) E para combatê-lo nada mais justo que o inteirar-se da Verdade já revelada, assenhoreando-nos das Leis Espirituais que regem o intercâmbio ostensivo ou oculto entre encarnados e desencarnados e que se encontram muito bem estudadas e codificadas por Allan Kardec”.

11 Texto extraído de “Doutrinação” – Roque Jacintho – Ed. Luz no Lar

(9) Espíritos Sofredores – Todos as Entidades que se manifestam são, na verdade, Espíritos Sofredores. Aqui apenas queremos realçar aqueles Irmãos que ainda apresentam os males e sofrimentos no momento da desencarnação. Sejam as dores de uma doença, ou das dores de um acidente automobilístico, de um assassinato, ... Aqui podemos utilizar a técnica da “Indução Hipnótica”, que será estudada em um capítulo especial. Mas, podemos aliviar as suas dores também através da Prece e do Passe Magnético.

“...há também as Entidades que desejam perturbar o desenvolvimento das tarefas programadas. Para isso tentam envolver os médiuns e demais participantes em vibrações de torpor, agindo por hipnose, à qual todos devem reagir para não serem dominados pela sonolência. Também aqueles Espíritos que se sentem enfraquecidos, debilitados e em estado de prostração podem transmitir ao médium o desejo de dormir.”

“Obsessão/Desobsessão” – Suely Caldas Schubert  

Rubens Santini – Distribuição gratuita
(rubens.santini@gmail.com)

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Na Luz da Indulgência - Início às 20h - Lisete Bertoldo - SBEBM

Preces e Irradiações - Início às 19h30 -

CORAÇÃO: A MEMÓRIA DA VIDA


INFORMAÇÃO ESPÍRITA


PANORAMA

CORAÇÃO: A MEMÓRIA DA VIDA

Walter Barcelos

“O homem bom do bom tesouro do coração terá o Bem, e o mau do mau tesouro terá o mau: por que a boca fala do que está cheio o coração”.

Toda criatura vive em função do universo de idéias e sentimentos que lhe são próprios.

Vivemos a nossa realidade psíquica a todo instante. Não conseguimos agir e realizar nada sem a sua participação.

Cada Ser humano possui duas fontes de energia que determinam sua vida psicológica: o cérebro e o coração.

Cérebro e coração são complexas engrenagens psíquicas em evolução contínua há milhares e milhares de séculos. Cada uma registra matérias psíquicos bastante distintos. O cérebro, em sua função primordial: pensa e raciocina, calcula e memoriza, imagina e compara, indaga e reflete, analisa e conclui. O coração sendo a organização sensível do Espírito não tem nada a ver com o coração de carne, que apenas reflete as energias do coração espiritual. É patrimônio do Espírito imortal, onde estão registrados e armazenados, de forma inconfundível, os múltiplos tipos de sentimentos, e desejos que a pessoa criou e sentiu, experimentou e vivenciou em toda a sua trajetória reencarnatória na esteira dos séculos.

Deus não criou o Espírito humano já pronto e acabado, com inteligência e sentimento complexos. Somos o resultado natural e fiel da ação de nosso próprio livre-arbítrio no tempo, em obediência a Lei de Ação e Reação.

Do coração nascem os desejos e emoções, todos os vícios e virtudes, as boas ou más tendências, os bons ou maus sentimentos, o caráter em cada pessoa é o resultado da soma dos valores íntimos com tendências predominantes para o Bem ou para o Mal, dependendo do potencial do bom tesouro ou do mal tesouro de sentimentos guardados no coração. Assim ensinou Jesus.

Meu Mundo Particular: Meu coração

Há dois mil anos, Jesus - o Divino Psicanalista, ensinou-nos com clareza os segredos do coração, tão pulsante, impulsivo e misterioso em cada pessoa. Ele em poucas palavras, esquadrinhou com profundidade o essencial do Ser humano. Tudo que possuímos por dentro de nós, nos escaninhos mais profundos do coração é responsabilidade do próprio espírito, pois ele é que criou e está construindo através do livre-arbítrio.

Nas engrenagens sutis e imponderáveis do coração, cada criatura possui o seu bom tesouro ou mal tesouro, ou seja a sua estocagem de bons ou maus sentimentos registrados na forma de reflexos psíquicos. O cérebro humano com pouco mais de um quilo de células e humores neurais, com sua engrenagem complexa e delicada de conexões, não é propriamente a sede da inteligência e nem do sentimento, pois esses talentos são do Espírito, que verdadeiramente organiza, supervisiona e comanda todos os filamentos e conjunções dos mais simples aos mais complexos. A química super apurada do cérebro material é toda trabalhada e ativada pelo cérebro espiritual cuja fonte primordial é a química mental.

O Mau Tesouro no Coração

As almas que em vidas passadas, pelo seu descuido e indisciplina, ódios e paixões, revolta e más ações, que logicamente não cuidaram do Bem e do amor verdadeiros, hoje são vítimas de suas próprias criações infelizes, por armazenarem no coração muito mais o mal tesouro referido por Jesus. Fazem surgir na existência atual, em seu automatismo emocional: sintomas psicológicos desagradáveis e doentios, vícios arraigados, enfermidades psíquicas das mais simples às mais complexas, atitudes inconvenientes, paixões sexuais e ações de crueldade e vingança. Tudo isso constitui resultado muito natural de seus próprios desatinos em vidas pretéritas, manipulando as forças do desejo, das ambições do instinto sexual para o egoísmo e orgulho, a paixão e crueldade, a vaidade e o poder.

Carregamos por dentro de nós, nossas próprias obras de vidas passadas. Cada um de nós é responsável direto pelo Bem ou pelo mal, pela luz ou pela sombra, pela harmonia ou pelo desequilíbrio, pelas energias saudáveis ou desagradáveis, pelo pântano de tristeza ou pelos jardins de alegrias, que se encontram bem vivos nos mecanismos invisíveis do coração.

O Centro da Vida

É o coração que comanda o cérebro e não o contrário. No coração mora o centro de nossa vida. Nossas palavras e conversações não nascem primeiramente do cérebro e sim dos arquivos ainda imperceptíveis do coração. Afirmou o Mestre das Almas: “...a boca fala do que está cheio o coração.” ( Mateus, 6:45) As larvas incandescentes de nossos maus sentimentos, nascidas dos arquivos obscuros do coração, sobem para o cérebro, materializando-se nas idéias e atitudes, palavras e ações. Lançando o fogo das paixões e emoções tresloucadas ao chão das experiências humanas, queimamos, destruímos e infelicitamos as criaturas de nosso mundo de relação que não escapam de nossas violentas arremetidas emocionais.

É muito mais fácil aplicar e desenvolver a inteligência, através da leitura e do estudo sistemático na formação da cultura e sabedoria do que revolucionar e educar o turbilhão dos maus sentimentos e más tendências para o caminho do Bem verdadeiro na formação do amor fraternal e da humildade. É por isso que o trabalho de educação da criança e a auto-educação pelos adultos é tão difícil, árdua e dolorosa.

O Bom Tesouro do Coração

Um bom sentimento constituindo o bom tesouro do coração, logicamente não produzirá uma emoção desequilibrada ou um ato criminoso. Árvore boa no coração do homem bom não poderá dar o mau fruto das más ações. É preciso cuidar com muito carinho e devoção as engrenagens delicadas do coração se desejamos aperfeiçoar nossos desejos e sentimentos para a prática das boas ações.

Se somos infelizes no muito íntimo, isso acontece por conservarmos o mau tesouro no coração. Não é justo culpar a ninguém pelo que estamos experimentando: as torturas intimas, os problemas psicológicos, as patologias psíquicas e os estados obsessivos e sim a nós mesmos, pois somos os responsáveis por estes tormentos íntimos.

O homem com mau coração não é mal na essência, pois Deus não criou ninguém para o mal irremediável.

A Lei de Deus é Lei de Evolução, para todos os Espíritos; temporariamente, o mau tesouro poderá predominar nos arquivos sensíveis do Ser e não eternamente.

Todo Espírito, por mais ignorante, perverso e criminoso, se buscar sinceramente a educação de si mesmo na escola de amor ao próximo, da caridade desinteressada e da humildade sincera e da correção de seus maus sentimentos, mudará para sempre e de forma definitiva o seu destino para melhor na conquista da Luz Divina, no aperfeiçoamento moral e da consciência tranquila.

Para tal cometimento educacional, a vontade em cada Espírito deverá ser superior a todas as forças negativas do coração afim de conseguir superar a si mesmo nas lutas e experiências reencarnatórias.



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Deus não nos abandona -- com a médium Isabel Salomão de Campos

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Não se deixe seduzir


INFORMAÇÃO ESPÍRITA


Eixo Temático: A Busca da Felicidade

Não se deixe seduzir

(Francisco de Paulo Vítor, psicografia de Raul Teixeira, na Sociedade Espírita Renovação, Curitiba/PR)

“Tende cuidado para que alguém não vos seduza…” Jesus (Mt.24:4)

Nas paragens do mundo é muito comum que grande número de almas se permite conduzir por veredas sombrias, por se deixar seduzir em diversas ocasiões, por motivações variadas.

Na Terra, o fascínio tem componentes estranhos, capazes de obnubilar o discernimento daqueles que são apanhados nas teias viscosas de perigosas seduções. Muito importante, assim, é o ensinamento do Celeste Amigo para os caminhantes terrestres, a fim de não se deixarem cegar por elas.

Tende cuidado para que alguém não vos seduza…

No planeta facilmente encontramos imenso contingente de criaturas hebetado, ou excitado, ou, ainda, profundamente confuso, seguindo rotas perturbadoras, escuras, levado pelas determinações do encantamento malsão.

São muitos os que têm sorriso fácil, conversa agradável e gestos festivos, mas que são grandemente perigosos, semelhantes a serpentes coloridas, brilhantes e enormemente venenosas. Dessa forma, conseguem nublar a lucidez diminuta dos inexperientes, levando-os a situações desafortunadas.

Movidos pelas infelizes seduções, muita gente abandona o trabalho do bem, descura da ação renovadora, negligencia quanto aos deveres domésticos, menosprezam o cultivo da fé libertadora.

Outros, sob as mesmas pressões, adentram pantanais viciosos, relaxam os cuidados para com a existência e deixam fanar oportunidades luminosas.

Tenha cuidado com tais caracteres capazes de levarem-no à perda, às derrotas morais, ao declínio da saúde e da alegria de viver.

Aprenda a verificar ao seu redor aqueles que costumam esvaziar seus melhores momentos, os sedutores que estão sempre posicionados para promover a cizânia, fazendo com que você fique mal, sempre armado contra tudo e contra todos, atirando fel sobre as suas abençoadas horas no mundo.

Muitos tentarão seduzi-lo para que gaste todo o seu tempo com lazeres, com folguedos e aventuras, que o farão profundamente frustrado, imensamente inditoso por negligenciar com as oportunidades que a existência lhe brinda.

Tenha cuidado para que alguém não o seduza.

Ao longo do seu caminho terreno, você encontrará diversos companheiros com grande poder de sedução. Ao verem-no compenetrado, operoso no bem e feliz, honesto com seus deveres e fiel ao Cristo, tudo arquitetarão objetivando impulsioná-lo para escusos descaminhos, onde você só encontrará arrependimento e dor pela malversação do tempo.

Veja se consegue manter-se na linha defensiva, apoiando-se nos ensinos renovadores do Mestre, vigilante e atencioso perante a venturosa existência humana, que lhe foi facultada para progredir pelo trabalho e pelo amor.

Você está no mundo para superar-se a si mesmo, e se tiver que se deixar levar por algum encantamento, escolha aquele que o chama ao discernimento e ao bom senso, à atividade nobre e ao respeito às leis celestes. E esse encantamento de intensa lucidez, conducente à harmonia, é exercido por Jesus e por seus prepostos. Fora disso, tenha cuidado e refugie-se na oração e na vigilância para que se estabeleça a sua frente a estrada definida e clara da sua própria redenção, que lhe permitirá avançar nos passos do Cristo Excelso.




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17ª Aula - RETORNO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL


INFORMAÇÃO ESPÍRITA


CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO – 1º Ano – 37ª. Edição – FEESP

Zulmira da Conceição Chaves Hassesian

17ª Aula - RETORNO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL

Parte A - A ALMA APÓS A MORTE - SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO - PERTURBAÇÃO ESPÍRITA

Analisando do ponto de vista filosófico do Espiritismo, a morte não significa a interrupção da vida. A morte resulta da extinção das forças vitais do ser orgânico.

No momento da morte física a alma volta a ser Espírito e conserva a sua individualidade não a perde jamais, mesmo após a morte do corpo físico.

A individualidade é um atributo do Espírito, demonstrada, através do perispírito, de acordo com as inúmeras comunicações de seres desencarnados, que fornecem detalhes particulares da vida física anterior.

O perispírito é o envoltório fluídico da alma, da qual não está separado nem antes, nem após a morte, podendo conservar, temporariamente, a aparência física que tinha em sua última encarnação.

Cientificamente, está devidamente comprovada a sobrevivência da individualidade do Espírito após a morte física. Portanto o Espírito é imortal, porém não é eterno, pois somente Deus é eterno conserva o seu patrimônio de experiências existenciais, cuja memória é propriedade exclusiva do Espírito. Após o desencarne, o Espírito conserva todas as suas experiências da vida e principalmente, as aquisições morais, e nada leva com relação às conquistas materiais.

Após a criação o Espírito será imortal, entretanto, não é eterno, porque foi criado por Deus e somente Deus é eterno.

O Espírito encarnado, em sua maioria, não se lembra de que é hospede da esfera que o recebe para a sua jornada de experiências e aprendizado, para alcançar estágios mais sublimes, na sua evolução espiritual.

Depois do desencarne, o Espírito tem conhecimento, com exatidão, que o reino do bem ou o domínio do mal, residem dentro de cada um.

A consciência desse fato proporcionaria ao ser encarnado, o comprometimento em semear o bem e a luz, mais intensamente em sua jornada terrena.

SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO

A confiança e a fé na vida futura não são suficientes para excluir a apreensão da passagem da vida física para a vida espiritual. Muitos, não temem a morte, entretanto, permanecem inseguros quanto à transição de uma vida para a outra.

A extinção da vida orgânica provoca a separação da alma e do corpo, pela ruptura do laço fluídico que os une; mas essa separação jamais é brusca; o fluido perispiritual se separa pouco a pouco de todos os órgãos, de sorte que a separação não é completa e absoluta senão quando não reste mais um único átomo do perispírito unido a uma molécula do corpo.

Na transição do plano físico para o plano espiritual, existem várias sensações dos Espíritos e verifica-se que as essas condições dependem do desprendimento do perispírito, que apresentam diversas variações:

1) se, no momento da extinção da vida orgânica o desligamento do perispírito já estiver completado, a alma nada sentirá;

2) se, nesse momento, a união dos dois elementos, estiver no auge de suas forças, produzir-se-á uma espécie de ruptura ou dilaceramento;

3) se, a união já se apresentar enfraquecida, a separação será fácil e se dará sem abalo ou choque;

4) se, após a completa extinção da vida orgânica, ainda existirem muitos pontos de contatos entre o corpo físico e o perispírito, a alma poderá sentir os efeitos da decomposição do corpo, até que as ligações sejam completa-mente rompidas.

A separação da alma e do corpo não é dolorosa, há maior sofrimento para o corpo durante a vida que no momento da morte. É a alma quem sofre e não o corpo físico, este serve como o instrumento da dor.

A Doutrina Espírita esclarece que a “intensidade e a duração do sofrimento estão na razão da afinidade entre o corpo físico e perispírito” e conclui que “o estado moral da alma é a causa principal que influi sobre a maior ou menor facilidade do desligamento.” (Céu e Inferno)

PERTURBAÇÃO ESPÍRITA

Conforme esclarece a Doutrina Espírita, na passagem da vida corpórea para vida espiritual, produz-se ainda, um outro fenômeno de capital importância: o da perturbação. Nesse momento a alma sente um entorpecimento que paralisa, momentaneamente, as suas faculdades e neutralizam, pelo menos em parte, as sensações. A alma fica em estado cataléptico, de sorte que quase nunca tem consciência do seu último suspiro.

O estado do Espírito no momento da morte pode se resumir assim: O Espírito sofre tanto mais quanto o desligamento do corpo seja mais lento. O tempo de desligamento esta em razão de adiantamento do Espírito. Para o Espírito desmaterializado, cuja consciência é pura, a morte é um sono de alguns instantes, isenta de todo sofrimento, e cujo despertar é cheio de suavidade.

A perturbação pode ser considerada como estado normal no instante da morte e a sua duração é indeterminada; e varia de algumas horas a alguns anos.

Na morte natural, a que resulta da extinção das forças vitais ou da doença, o desligamento se processa gradual-mente. No ser humano, cuja alma esta desmaterializada, e cujos pensamentos se separaram das preocupações terrestres, o desligamento é quase completo, antes da morte real; o corpo vive ainda a vida orgânica, e a alma já entrou na vida espiritual.

A afinidade entre o corpo e o perispírito esta na razão do apego do Espírito a matéria; está no seu máximo no homem cujas preocupações todas se concentram na vida e nos gozos terrenos; ela é nula naquele cuja alma depurada, esta identificada por antecipação com a vida espiritual.

Nas mortes violentas, por suicídio, acidente, ferimentos e etc., o Espírito é surpreendido, espanta-se, não acredita que esteja morto e sustenta teimosamente que não morreu. Não obstante, vê o seu corpo, sabe que é dele, mas não compreende que esteja separado.

A perturbação que se segue a morte nada tem de penosa para o homem de bem: é calma, semelhante à que acompanha um despertar tranquilo. Para aquele cuja consciência não esta pura é cheia de ansiedade e angústias.

BIBLIOGRAFIA

KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos - Segunda Parte - cap. III - 149 a 165

KARDEC, Allan - O Céu e o Inferno- Segunda Parte - cap. I- item4 a 9 e 13.

Parte B - PARÁBOLA DO MORDOMO OU ADMINISTRADOR INFIEL

Definição de parábola: As parábolas do Evangelho são narrativas alegóricas, contendo figuras e quadros das ocorrências cotidianas, entretanto, capaz de transmitir verdades indispensáveis, através de métodos comparativos para facilitar a compreensão de ensinamentos e preceitos morais.

Importância do método pedagógico: “Ainda hoje, esse método é portador de resultados eficientes. A sua vigência permite que se transfiram as informações de uma para outra geração, através das épocas, sem que percam a sua atualidade, podendo ser sempre interpretadas conforme as circunstâncias e características culturais de cada época” (J.A.)

E Jesus disse aos seus discípulos: “havia um homem rico, que tinha um administrador; e este lhe foi denunciado como esbanjador dos seus bens”.

Chamou-o e perguntou-lhe: que é isto que ouço a teu respeito?

Presta conta da tua administração, pois já não podes mais ser meu administrador.

Disse o administrador consigo mesmo: Que hei de fazer, já que o meu senhor me tira a administração? Não tenho forças para trabalhar na terra; de mendigar tenho vergonha.

Eu sei o que hei de fazer para que, quando for despedido da administração, me recebam em suas casas.

Tendo chamado cada um dos devedores do seu senhor, perguntou ao primeiro: Quanto deves ao meu patrão?

Respondeu ele: Cem cados (vasos de barro) de azeite. Disse-lhe então: Toma a tua conta, assenta-te depressa e escreve cinquenta.

Depois perguntou a outro: E tu, quanto deves? Respondeu ele: Cem coros (medida dos hebreus) de trigo. Disse-lhe: Toma a tua conta e escreve oitenta.

E o senhor louvou o administrador infiel, por haver procedido sabiamente; porque os filhos deste mundo são mais sábios na sua própria geração do que os filhos da luz.

E eu vos recomendo: Com as riquezas da iniquidade, façam amigos; para que, quando estas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos (tenda usada pelos hebreus no deserto) eternos.

Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco, também é injusto no muito.

Se, pois, não vos tomardes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza?

E se não vos tornardes fiéis na aplicação do alheio, quem vos dará o que é vosso?

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro; ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e as riquezas” - Jesus (Lucas 16; 1 a 13)

Sintetizemos a parábola, interpretando os seus personagens:

O senhor ou proprietário: Deus.

O mordomo infiel: o homem.

Os devedores beneficiados: nosso próximo. Há bens dados a administração: todos os bens materiais existentes no mundo que habitamos (propriedades, fortuna, posição social, família, corpo físico, etc.).

Interpretação da parábola: A parábola fala de um administrador (mordomo) que se comportou desonestamente. Então, chamado às contas, antes que fosse despedido convocou os devedores do proprietário (o senhor) e mandou que confessassem dívidas menores que as verdadeiras; com esse procedimento, visava captar a simpatia e boa vontade deles.

Nesta parábola, parece que Jesus incentiva a prática de atos ilícitos ou apologia a desonestidade é uma consagração à fraude. Entretanto, não é esse o objetivo do ensinamento. Sabemos que no Evangelho de Jesus não existe nada dúbio e que é necessário interpretá-lo, segundo o espírito que vivifica.

No uso e administração de qualquer desses bens, o homem procede como mordomo infiel: apropria-se deles com exclusivismo, egoisticamente, acumulam os só para si, desrespeita os direitos alheios, prejudica o próximo.

A “infidelidade” está em se apossar do que nos é dado temporariamente, “para administrar”.

“O homem sendo o depositário, o administrador dos bens que Deus lhe depositou nas mãos, severas contas lhe serão pedidas do emprego que lhes dará, em virtude do seu livre-arbítrio. O mau emprego consiste em utilizá-los somente para a sua satisfação pessoal.”

“Ao contrário, o emprego é bom sempre que dele resulta algum bem para os outros. O mérito é proporcional ao sacrifício que para tanto se impõe.” (ESE - cap. XVI, item 13)

BIBLIOGRAFIA:

Novo Testamento. (Lc 16: 1-13)

ALMEIDA, José de Souza e. - As Parábolas - cap. VII.

SCHUTEL, Cairbar - Parábolas e Ensinos de Jesus - 1° Parte.



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