quinta-feira, 27 de setembro de 2018
RELIGIÃO E POLÍTICA
INFORMAÇÃO
ESPÍRITA
JUVENTUDE
O
JOVEM E SEUS PROBLEMAS
Interessar-se
pelo conhecimento da Doutrina Espírita, acaba gerando no jovem
perquiridor de nosso tempo, dúvidas e mais dúvidas sobre pontos que
não se encontram ampla e explicitamente tratados nas obras
disponíveis.
Essa
a razão pela qual mantém-se este espaço de “INFORMAÇÃO.”
A
partir daí, basta acompanhar as novas publicações da seção
JUVENTUDE para encontrar o esclarecimento que Você
procura.
RELIGIÃO
E POLÍTICA
“Porque
a religião e a política se parecem tanto? Há guerra entre os
partidos e como as guerras entre as diversas religiões, cheia de
paixão e ódio e acusações...”
Porque
elas têm praticamente a mesma origem e sempre estiveram lutando pelo
poder. Aliás numa retrospectiva da História, vamos perceber que a
religião antecedeu em muito a política. Na pré-história, o poder
está nas mãos do “feiticeiro”, o homem que fala com os
Espíritos ou Deuses e que pode ter acesso ao conhecimento do
sobrenatural, que conhece o futuro das pessoas e da própria tribo,
os métodos de cura e os ministérios da natureza: ele tem o poder
(porque tem o conhecimento) e por isso, é sempre ouvido respeitado e
temido, mesmo pelo chefe que lhe atende as mais absurdas
recomendações. As grandes nações da História antiga são
teocracias, visto que governadas por homens que se intitulam Deuses
ou se arvoram em detentores da ordenação divina, como os faraós do
Egito rodeados pelos sacerdotes. Ou mesmo Moisés, o chefe dos
hebreus, escolhido pelo seu deus Iavé. O absolutismo, poder político
concentrado na vontade do homem, o rei, por largo tempo passa a noção
de que o soberano representa a própria vontade de Deus. A Igreja
Católica desde a oficialização do Cristianismo como religião do
Estado Romano no século IV, sempre exerceu esse poder de forma
opressora, tendo nas mãos soberanos QUE LHE PRESTAM CEGA OBEDIÊNCIA.
O triste episódio da Santa Inquisição, verdadeiro holocausto em
nome da fé, mostra quanto foi opressor o poder da religião
intolerante, que perseguiu torturou e matou durante séculos,
milhares de pessoas que discordavam de sua linha de pensamento ou
ousavam desagradar o clero. Tão forte é o poder político da
religião que ainda hoje, ano 2000, temos estados governados por
chefes religiosos, caso do Irã (governado pelo Aiatolá), onde a
intolerância é marca indispensável desse poder, promovendo
verdadeiro regime do terror. O Brasil até antes da república tinha
como religião oficial o Catolicismo Romano (como Portugal o tem até
hoje), onde uma religião gozava de todos os privilégios em prejuízo
das outras, exercendo sozinha decisiva influência em todas as
questões de interesse social. Mesmo em nossos dias, quando a
Constituição Federal nos caracteriza como um País democrático,
onde há lugar para todas as crenças e cultos, por causa desse
atavismo religioso arraigado em nossas estruturas arcaicas, o Brasil
ainda depende muito da posição da Igreja para resolver seus mais
graves problemas. Kardec, em OBRAS PÓSTUMAS, tem um artigo
intitulado “AS ARISTOCRACIAS”, em que faz rápido comentário
sobre o caminhar da Humanidade em matéria do poder político,
assinalando as conquistas democráticas que vem sendo alcançadas ao
longo do tempo para a solução dos problemas humanos. Desse modo,
você percebe que a política é filha das religiões e instituições
humanas que sempre se impuseram por meios escusos e métodos
opressores, sonegando a verdade, esclarecendo conflitos e promovendo
guerras de conquistas em torno de interesses exclusivamente
materiais, tudo em nome de Deus, do Bem e da Verdade. As religiões
do presente herdam esse triste caráter da religião do passado
instigando-se os adeptos ao desprezo e ao ódio em relação as
outras crenças.
Iavé é
o nome próprio de Deus Pai no antigo Testamento.
Nem
mesmo as que se dizem adeptas de Jesus, levam em conta que o
carpinteiro de Nazareth, pregava o amor para com os adversários,
porque isso simplesmente não lhes interessa. Elas querem um Jesus
politicamente agressivo, tão intolerante como elas mesmas,
estabelecendo divisões, preferências, privilégios e condenações,
porque isso lhes garante o poder. A Doutrina Espírita, saída das
mãos de Allan Kardec, nos meados do século passado, veio justamente
combater esse estado de coisas recusando-se terminantemente a ser uma
adversária a mais na saturada arena da competição religiosa,
estruturada em conceitos científicos e filosóficos com
conseqüências morais inatacáveis, ela não é uma instituição
religiosa salvacionista, nem se proclama dona exclusiva da Verdade,
mas representa a síntese de uma evolução do pensamento humano, que
defende a liberdade de crença como condição para o próprio
progresso da Humanidade.
Deve-se
colocar acima das questiúnculas que dividem as pessoas ou os grupos
religiosos, para proclamar a verdadeira religião. Não está nesta
ou naquela denominação, na utilização deste ou aquele culto, na
freqüência deste ou daquele tempo, mas na conduta do homem e das
coletividades ante os valores universais do amor e da solidariedade
humana.
Atenção!
Todas
as frases apresentadas ao final das matérias deste número foram
extraídas de obras psicografadas pelo médium F. C. Xavier.
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quarta-feira, 26 de setembro de 2018
terça-feira, 25 de setembro de 2018
V - Entidades Manifestantes
INFORMAÇÃO
ESPÍRITA
ENQUANTO
VIVEM NA ESCURIDÃO
(Orientações
Práticas para atividades de Desobsessão
V
- Entidades Manifestantes
(9)”As
instituições das trevas são estruturadas numa rígida concentração
de poder, na mão de alguns líderes. (...) Seus organogramas são
bem planejados e implementados como os de uma empresa. (...) Têm
seus chefes, seus planeja-dores, seus executores, operários,
guardas. (...) Seus métodos são os do terror pela violência, sua
incontestável hierarquia apoia-se num regime disciplinar implacável,
rígido, inflexível. Não se tolera a falta, o deslize, a revolta, a
desobediência. (...)”
“Aqueles,
pois, que resolvem organizar um grupo mediúnico de desobsessão,
devem estar bem preparados para enfrentá-los. É preciso
enfrentá-los com paciente firmeza e confiança nos poderes que nos
sustentam. Nada de ilusões, porém. Não podemos abrir brechas em
nossa vigilância, porque penetrarão, sem nenhuma cerimônia, pelas
portas das nossas fraquezas, se assim o permitirmos, de vez que nada
lhes é sagrado, e tudo se lhes permite.”
Dentro
os tipos de Entidades que fazem parte dessas falanges, e se
manifestam em nossos trabalhos, podemos destacar:
(1)
O Dirigente das Trevas(9) – “Esta é uma figura freqüente nos
trabalhos de desobsessão. Comparece para observar, estudar as
pessoas, sondar o doutrinador, sentir mais de perto os métodos de
ação do grupo, a fim de poder tomar suas “providências”. Foi
geralmente um encarnado poderoso, que ocupou posições de mando.
Acostumado ao exercício da autoridade incontestada, é arrogante,
frio, calculista, inteligente, experimentado e violento. Não dispõe
de paciência para o diálogo, pois está habituado apenas a expedir
ordens e não a debater problemas, ainda mais com seres que considera
inferiores e ignorantes, como os pobres componentes de um grupo de
desobsessão. Situa-se num plano de olímpica superioridade e nada
vem pedir; vem exigir, ordenar, ameaçar, intimidar. (...) Não são
executores, gostam de deixar bem claro: são chefes. Estão ali
somente para colher elementos para suas decisões; a execução
ficará sempre a cargo de seus asseclas. Comparecem cercados de toda
a pompa, envolvidos em imponentes “vestimentas”, portanto
símbolos, anéis, indicadores, enfim, de “elevada” condição.”
9
Texto extraído de “Diálogo com as sombras” – Hermínio C.
Miranda - FEB
(2)
O Planejador(9)– “Este é frio, impessoal, inteligente, culto.
Maneja muito bem o sofisma, é excelente dialético, pensador sutil e
aproveita-se de qualquer descuido ou palavra infeliz do doutrinador
para procurar confundi-lo. Mostra-se amável, aparentemente tranqüilo
e sem ódios. Não se envolve diretamente com os métodos de trabalho
das organizações trevosas, ou seja, não expede ordens, nem as
executa; limita-se a estudar a problemática do caso e traçar os
planos com extrema habilidade. Os planejadores são elementos
altamente credenciados e respeitados na comunidade do crime
invisível. (...) O planejador exerce função importante, porque é
dos poucos, ali, que conservam a cabeça fria para conceber os planos
estratégicos indispensáveis. Seus companheiros de ação costumam
ser impetuosos homens de ação, que se entregam facilmente ao
impulso desorientado de partir para ação pessoal isolada, se não
tiverem quem os contenha dentro de um inteligente planejamento
global, que proteja não apenas os interesses de cada dos componentes
isoladamente, mas também a segurança da organização.(...) O
planejador é, pois, figura importantíssima na ordenação das
tarefas maquiavélicas. Sua perda acarreta uma desorientação geral.
É difícil, senão impossível, para os companheiros que permanecem
na organização das sombras que alguém tão lúcido e brilhante se
tenha deixado convencer por um doutrinador encarnado.”
(3)
O Executor(9) – “Sente-se totalmente desligado da
responsabilidade, quanto às atrocidades que pratica, pois não é o
mandante; apenas executa ordens. Usualmente, nada tem de pessoal
contra usa vítimas inermes. Agasalham-se na crueldade agressiva e
fria, sem temores, sem remorsos, sem dramas de consciência. Quantos
deles encontramos nos trabalhos de desobsessão! São remunerados das
maneiras mais engenhosas e diversas, as que mais se ajustam à sua
psicologia, aos seus vícios e às suas deformações.”
(4)
O Religioso(9) – “É impressionante a elevada participação de
transviados “religiosos” no trágico e doloroso desfile de
Espíritos em lamentável desequilíbrio nas sessões de desobsessão.
Multidões de ex-prelados debatem-se, no mundo póstumo, em angústias
e rancores inomináveis, que se arrastam, às vezes, pelos séculos.
Apresentam-se, quase sempre, Enquanto vivem na escuridão como
zelosos trabalhadores do Cristo, empenhados na defesa da “sua
Igreja”. São argutos, inteligentes, agressivos, violentos,
orgulhosos, impiedosos e arrogantes. Parece terem freqüentado a
mesma escola no Além, pois costumam trazer os mesmos argumentos, a
mesma teologia, deformada, com a qual justificam seus impulsos e sua
tática.”
(5)
O Vingador(9) – “Vingar-se é ir à forra, punir alguém por
aquilo que fez ao vingador e, por isso, vingança é uma
palavra-chave nos trabalhos de desobsessão e esclarecimento. Aquele
que se dedica a essas tarefas, precisa estudá-la a fundo, suas
origens, suas motivações, seus mecanismos e as soluções que lhe
estão abertas. É preciso entender o vinga-dor e aceitá-lo como ele
se apresenta, se é que pretendemos ajudá-lo, pois, ele é, antes de
tudo, um prisioneiro de si mesmo, através da sua cólera e da sua
frustração. Sua maior ilusão é a de que a vingança aplaca o
ódio, quando, na realidade, o alimenta e o mantém vivo. Sua lógica
é, ao mesmo tempo, fria e apaixonada, calculada e impulsiva,
paciente e violenta, e sempre implacável. Envolvido no seu processo,
ele nem sequer admite o perdão, e é capaz de perseguir sua vítima
através séculos e séculos, ao longo de muitas vidas, tanto aqui,
na carne, como no mundo espiritual. Quase sempre a vingança
desdobra-se a partir de um caso pessoal, mas é comum encontrarmos
também o vingador impessoal, aquele que trabalha para uma
organização opressora. O vingador observa, planeja e espera a
ocasião oportuna e o momento favorável. Não se precipita, mas não
esquece; sempre que pode, interfere, ainda que seja somente para
espetar uma agulha em sua vítima indefesa. Casos tremendos e
persistentes de obsessão vingativa resultam de amores frustrados,
traídos ou indiferentes. Paixões irrealizadas ou aviltadas
despertam os mais profundos sentimentos de revolta. De outras vezes,
são crimes horrendos, como a assassinatos, espoliações, desonras,
difamações, iniquidades de toda sorte. O vingador é aquele que
tomou em suas mãos os instrumentos da justiça divina. Não confia
nela, ignora-a ou não tem paciência de esperar por ela. Não sabe
ainda, que o reajuste virá fatalmente, através da lei da causa e
efeito.”
(6)
Magos e Feiticeiros – “Muitas vezes são Entidades ligadas aos
trabalhos de magia e despachos de terreiro. Geralmente aparecem
utilizando as vestimentas dos rituais e de todos apetrechos
necessários para as suas sessões. Chegam nos trabalhos de
desobsessão agressivos e indignados por estarem ali contra a sua
vontade, prometendo fazer um “trabalho pesado” para acabar com o
grupo. Temos que utilizar de uma certa energia com este tipo de
Entidade, muitas vezes pedindo para que ele jogue no chão todo o
material que trouxe consigo e para que possamos realizar uma
verdadeira “queimada” destes objetos, mostrando a ele que a força
do Cristo é muito mais eficaz que aqueles rituais que ele pratica
nos terreiros. Muitas vezes estes “magos” são inteligentes, com
muita experiência e com muito conhecimento das fraquezas humanas,
pois vivem disso nas suas práticas ritualísticas. Na sua maioria
são insensíveis aos apelos do Amor e do Perdão.”
(7)
Espíritos Suicidas – “Geralmente aparecem nas reuniões de
desenvolvimento mediúnico. Não necessitam de doutrinação, e sim
do choque anímico (energia animalizada do médium) para poder se
recompor. Algumas vezes estão revivendo, em forma de alucinação, o
momento do ato impensado do suicídio. O doutrinador deverá dar-lhe
muito amor e carinho, cabendo ao grupo intensificar as vibrações
para acalmar este Irmão que tanto está sofrendo. Uma prece,
juntamente com um passe, são os melhores remédios para este
momento!”
(8)
Espíritos Desafiadores(10) – “Vêm desafiar-nos. Julgam-se
fortes, invulneráveis e utilizam-se desse recurso para amedrontar.
Ameaçam os presentes com as mais variadas perseguições e
desafiam-se a que prossigamos interferido em seus planos.”
Geralmente utilizam frases do tipo:
10
Baseado em “Obsessão e Desobsessão” – Suely Caldas Schubert -
FEB
-
“Deixe-me em paz ou lhe mostrarei quem sou...”
-
“Você não sabe com quem está lidando...”
-
“Você me paga...”
-
“Eu os acompanharei, cada passo...”
-
“Estarei vigiando dia e noite...”
-
“Tenho poderes que você desconhece...”
“O
doutrinador recorrerá a energia equilibrada, dosada no amor, serena
e segura, quando sentir necessidade. Espíritos desse padrão
vibratório, quase sempre têm que se comunicar Enquanto vivem na
escuridão mais vezes. O que se observa é que a cada semana eles se
apresentam menos seguros, menos firmes e fortes que na anterior. Até
que se atinge o momento do despertar da consciência.”
(11)
“O doutrinador não deve sustentar o medo, em nenhuma circunstância
e por razão nenhuma (...) E para combatê-lo nada mais justo que o
inteirar-se da Verdade já revelada, assenhoreando-nos das Leis
Espirituais que regem o intercâmbio ostensivo ou oculto entre
encarnados e desencarnados e que se encontram muito bem estudadas e
codificadas por Allan Kardec”.
11
Texto extraído de “Doutrinação” – Roque Jacintho – Ed. Luz
no Lar
(9)
Espíritos Sofredores – Todos as Entidades que se manifestam são,
na verdade, Espíritos Sofredores. Aqui apenas queremos realçar
aqueles Irmãos que ainda apresentam os males e sofrimentos no
momento da desencarnação. Sejam as dores de uma doença, ou das
dores de um acidente automobilístico, de um assassinato, ... Aqui
podemos utilizar a técnica da “Indução Hipnótica”, que será
estudada em um capítulo especial. Mas, podemos aliviar as suas dores
também através da Prece e do Passe Magnético.
“...há
também as Entidades que desejam perturbar o desenvolvimento das
tarefas programadas. Para isso tentam envolver os médiuns e demais
participantes em vibrações de torpor, agindo por hipnose, à qual
todos devem reagir para não serem dominados pela sonolência. Também
aqueles Espíritos que se sentem enfraquecidos, debilitados e em
estado de prostração podem transmitir ao médium o desejo de
dormir.”
“Obsessão/Desobsessão”
– Suely Caldas Schubert
Rubens
Santini – Distribuição gratuita
(rubens.santini@gmail.com)
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CORAÇÃO: A MEMÓRIA DA VIDA
INFORMAÇÃO
ESPÍRITA
PANORAMA
CORAÇÃO:
A MEMÓRIA DA VIDA
Walter
Barcelos
“O
homem bom do bom tesouro do coração terá o Bem, e o mau do mau
tesouro terá o mau: por que a boca fala do que está cheio o
coração”.
Toda
criatura vive em função do universo de idéias e sentimentos que
lhe são próprios.
Vivemos
a nossa realidade psíquica a todo instante. Não conseguimos agir e
realizar nada sem a sua participação.
Cada
Ser humano possui duas fontes de energia que determinam sua vida
psicológica: o cérebro e o coração.
Cérebro
e coração são complexas engrenagens psíquicas em evolução
contínua há milhares e milhares de séculos. Cada uma registra
matérias psíquicos bastante distintos. O cérebro, em sua função
primordial: pensa e raciocina, calcula e memoriza, imagina e compara,
indaga e reflete, analisa e conclui. O coração sendo a organização
sensível do Espírito não tem nada a ver com o coração de carne,
que apenas reflete as energias do coração espiritual. É patrimônio
do Espírito imortal, onde estão registrados e armazenados, de forma
inconfundível, os múltiplos tipos de sentimentos, e desejos que a
pessoa criou e sentiu, experimentou e vivenciou em toda a sua
trajetória reencarnatória na esteira dos séculos.
Deus
não criou o Espírito humano já pronto e acabado, com inteligência
e sentimento complexos. Somos o resultado natural e fiel da ação de
nosso próprio livre-arbítrio no tempo, em obediência a Lei de Ação
e Reação.
Do
coração nascem os desejos e emoções, todos os vícios e virtudes,
as boas ou más tendências,
os bons ou maus sentimentos, o caráter em cada pessoa é o resultado
da soma dos valores íntimos com tendências predominantes para o Bem
ou para o Mal, dependendo do potencial do bom tesouro ou do mal
tesouro de sentimentos guardados no coração. Assim ensinou Jesus.
Meu
Mundo Particular: Meu coração
Há
dois mil anos, Jesus - o Divino Psicanalista, ensinou-nos com clareza
os segredos do coração, tão pulsante, impulsivo e misterioso em
cada pessoa. Ele em poucas palavras, esquadrinhou com profundidade o
essencial do Ser humano. Tudo que possuímos por dentro de nós, nos
escaninhos mais profundos do coração é responsabilidade do próprio
espírito, pois ele é que criou e está construindo através do
livre-arbítrio.
Nas
engrenagens sutis e imponderáveis do coração, cada criatura possui
o seu bom tesouro ou mal tesouro, ou seja a sua estocagem de bons ou
maus sentimentos registrados na forma de reflexos psíquicos. O
cérebro humano com pouco mais de um quilo de células e humores
neurais, com sua engrenagem complexa e delicada de conexões, não é
propriamente a sede da inteligência e nem do sentimento, pois esses
talentos são do Espírito, que verdadeiramente organiza,
supervisiona e comanda todos os filamentos e conjunções dos mais
simples aos mais complexos. A química super apurada do cérebro
material é toda trabalhada e ativada pelo cérebro espiritual cuja
fonte primordial é a química mental.
O
Mau Tesouro no Coração
As
almas que em vidas passadas, pelo seu descuido e indisciplina, ódios
e paixões, revolta e más ações, que logicamente não cuidaram do
Bem e do amor verdadeiros, hoje são vítimas de suas próprias
criações infelizes, por armazenarem no coração muito mais o mal
tesouro referido por Jesus. Fazem surgir na existência atual, em seu
automatismo emocional: sintomas psicológicos desagradáveis e
doentios, vícios arraigados, enfermidades psíquicas das mais
simples às mais complexas, atitudes inconvenientes, paixões sexuais
e ações de crueldade e vingança. Tudo isso constitui resultado
muito natural de seus próprios desatinos em vidas pretéritas,
manipulando as forças do desejo, das ambições do instinto sexual
para o egoísmo e orgulho, a paixão e crueldade, a vaidade e o
poder.
Carregamos
por dentro de nós, nossas próprias obras de vidas passadas. Cada um
de nós é responsável direto pelo Bem ou pelo mal, pela luz ou pela
sombra, pela harmonia ou pelo desequilíbrio, pelas energias
saudáveis ou desagradáveis, pelo pântano de tristeza ou pelos
jardins de alegrias, que se encontram bem vivos nos mecanismos
invisíveis do coração.
O
Centro da Vida
É
o coração que comanda o cérebro e não o contrário. No coração
mora o centro de nossa vida. Nossas palavras e conversações não
nascem primeiramente do cérebro e sim dos arquivos ainda
imperceptíveis do coração. Afirmou o Mestre das Almas: “...a
boca fala do que está cheio o coração.” ( Mateus, 6:45) As
larvas incandescentes de nossos maus sentimentos, nascidas dos
arquivos obscuros do coração, sobem para o cérebro,
materializando-se nas idéias e atitudes, palavras e ações.
Lançando o fogo das paixões e emoções tresloucadas ao chão das
experiências humanas, queimamos, destruímos e infelicitamos as
criaturas de nosso mundo de relação que não escapam de nossas
violentas arremetidas emocionais.
É
muito mais fácil aplicar e desenvolver a inteligência, através da
leitura e do estudo sistemático na formação da cultura e sabedoria
do que revolucionar e educar o turbilhão dos maus sentimentos e más
tendências para o caminho do Bem verdadeiro na formação do amor
fraternal e da humildade. É por isso que o trabalho de educação da
criança e a auto-educação pelos adultos é tão difícil, árdua e
dolorosa.
O
Bom Tesouro do Coração
Um
bom sentimento constituindo o bom tesouro do coração, logicamente
não produzirá uma emoção desequilibrada ou um ato criminoso.
Árvore boa no coração do homem bom não poderá dar o mau fruto
das más ações. É preciso cuidar com muito carinho e devoção as
engrenagens delicadas do coração se desejamos aperfeiçoar nossos
desejos e sentimentos para a prática das boas ações.
Se
somos infelizes no muito íntimo, isso acontece por conservarmos o
mau tesouro no coração. Não é justo culpar a ninguém pelo que
estamos experimentando: as torturas intimas, os problemas
psicológicos, as patologias psíquicas e os estados obsessivos e sim
a nós mesmos, pois somos os responsáveis por estes tormentos
íntimos.
O
homem com mau coração não é mal na essência, pois Deus não
criou ninguém para o mal irremediável.
A
Lei de Deus é Lei de Evolução, para todos os Espíritos;
temporariamente, o mau tesouro poderá predominar nos arquivos
sensíveis do Ser e não eternamente.
Todo
Espírito, por mais ignorante, perverso e criminoso, se buscar
sinceramente a educação de si mesmo na escola de amor ao próximo,
da caridade desinteressada e da humildade sincera e da correção de
seus maus sentimentos, mudará para sempre e de forma definitiva o
seu destino para melhor na conquista da Luz Divina, no
aperfeiçoamento moral e da consciência tranquila.
Para
tal cometimento educacional, a vontade em cada Espírito
deverá ser superior a todas as forças negativas do coração afim
de conseguir superar a si mesmo nas lutas e experiências
reencarnatórias.
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Todas
as frases apresentadas ao final das matérias deste número foram
extraídas de obras psicografadas pelo médium F. C. Xavier.
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segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Não se deixe seduzir
INFORMAÇÃO
ESPÍRITA
Eixo
Temático: A Busca da Felicidade
Não
se deixe seduzir
(Francisco
de Paulo Vítor, psicografia de Raul Teixeira, na Sociedade Espírita
Renovação, Curitiba/PR)
“Tende
cuidado para que alguém não vos seduza…” Jesus (Mt.24:4)
Nas
paragens do mundo é muito comum que grande número de almas se
permite conduzir por veredas sombrias, por se deixar seduzir em
diversas ocasiões, por motivações variadas.
Na
Terra, o fascínio tem componentes estranhos, capazes de obnubilar o
discernimento daqueles que são apanhados nas teias viscosas de
perigosas seduções. Muito importante, assim, é o ensinamento do
Celeste Amigo para os caminhantes terrestres, a fim de não se
deixarem cegar por elas.
Tende
cuidado para que alguém não vos seduza…
No
planeta facilmente encontramos imenso contingente de criaturas
hebetado, ou excitado, ou, ainda, profundamente confuso, seguindo
rotas perturbadoras, escuras, levado pelas determinações do
encantamento malsão.
São
muitos os que têm sorriso fácil, conversa agradável e gestos
festivos, mas que são grandemente perigosos, semelhantes a serpentes
coloridas, brilhantes e enormemente venenosas. Dessa forma, conseguem
nublar a lucidez diminuta dos inexperientes, levando-os a situações
desafortunadas.
Movidos
pelas infelizes seduções, muita gente abandona o trabalho do bem,
descura da ação renovadora, negligencia quanto aos deveres
domésticos, menosprezam o cultivo da fé libertadora.
Outros,
sob as mesmas pressões, adentram pantanais viciosos, relaxam os
cuidados para com a existência e deixam fanar oportunidades
luminosas.
Tenha
cuidado com tais caracteres capazes de levarem-no à perda, às
derrotas morais, ao declínio da saúde e da alegria de viver.
Aprenda
a verificar ao seu redor aqueles que costumam esvaziar seus melhores
momentos, os sedutores que estão sempre posicionados para promover a
cizânia, fazendo com que você fique mal, sempre armado contra tudo
e contra todos, atirando fel sobre as suas abençoadas horas no
mundo.
Muitos
tentarão seduzi-lo para que gaste todo o seu tempo com lazeres, com
folguedos e aventuras, que o farão profundamente frustrado,
imensamente inditoso por negligenciar com as oportunidades que a
existência lhe brinda.
Tenha
cuidado para que alguém não o seduza.
Ao
longo do seu caminho terreno, você encontrará diversos companheiros
com grande poder de sedução. Ao verem-no compenetrado, operoso no
bem e feliz, honesto com seus deveres e fiel ao Cristo, tudo
arquitetarão objetivando impulsioná-lo para escusos descaminhos,
onde você só encontrará arrependimento e dor pela malversação do
tempo.
Veja
se consegue manter-se na linha defensiva, apoiando-se nos ensinos
renovadores do Mestre, vigilante e atencioso perante a venturosa
existência humana, que lhe foi facultada para progredir pelo
trabalho e pelo amor.
Você
está no mundo para superar-se a si mesmo, e se tiver que se deixar
levar por algum encantamento, escolha aquele que o chama ao
discernimento e ao bom senso, à atividade nobre e ao respeito às
leis celestes. E esse encantamento de intensa lucidez, conducente à
harmonia, é exercido por Jesus e por seus prepostos. Fora disso,
tenha cuidado e refugie-se na oração e na vigilância para que se
estabeleça a sua frente a estrada definida e clara da sua própria
redenção, que lhe permitirá avançar nos passos do Cristo Excelso.
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17ª Aula - RETORNO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL
INFORMAÇÃO
ESPÍRITA
CURSO
BÁSICO DE ESPIRITISMO – 1º Ano – 37ª. Edição – FEESP
Zulmira
da Conceição Chaves Hassesian
17ª
Aula - RETORNO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL
Parte
A - A ALMA APÓS A MORTE - SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO -
PERTURBAÇÃO ESPÍRITA
Analisando
do ponto de vista filosófico do Espiritismo, a morte não significa
a interrupção da vida. A morte resulta da extinção das forças
vitais do ser orgânico.
No
momento da morte física a alma volta a ser Espírito e conserva a
sua individualidade não a perde jamais, mesmo após a morte do corpo
físico.
A
individualidade é um atributo do Espírito, demonstrada, através do
perispírito, de acordo com as inúmeras comunicações de seres
desencarnados, que fornecem detalhes particulares da vida física
anterior.
O
perispírito é o envoltório fluídico da alma, da qual não está
separado nem antes, nem após a morte, podendo conservar,
temporariamente, a aparência física que tinha em sua última
encarnação.
Cientificamente,
está devidamente comprovada a sobrevivência da individualidade do
Espírito após a morte física. Portanto o Espírito é imortal,
porém não é eterno, pois somente Deus é eterno conserva o seu
patrimônio de experiências existenciais, cuja memória é
propriedade exclusiva do Espírito. Após o desencarne, o Espírito
conserva todas as suas experiências da vida e principalmente, as
aquisições morais, e nada leva com relação às conquistas
materiais.
Após
a criação o Espírito será imortal, entretanto, não é eterno,
porque foi criado por Deus e somente Deus é eterno.
O
Espírito encarnado, em sua maioria, não se lembra de que é hospede
da esfera que o recebe para a sua jornada de experiências e
aprendizado, para alcançar estágios mais sublimes, na sua evolução
espiritual.
Depois
do desencarne, o Espírito tem conhecimento, com exatidão, que o
reino do bem ou o domínio do mal, residem dentro de cada um.
A
consciência desse fato proporcionaria ao ser encarnado, o
comprometimento em semear o bem e a luz, mais intensamente em sua
jornada terrena.
SEPARAÇÃO
DA ALMA E DO CORPO
A
confiança e a fé na vida futura não são suficientes para excluir
a apreensão da passagem da vida física para a vida espiritual.
Muitos, não temem a morte, entretanto, permanecem inseguros quanto à
transição de uma vida para a outra.
A
extinção da vida orgânica provoca a separação da alma e do
corpo, pela ruptura do laço fluídico que os une; mas essa separação
jamais é brusca; o fluido perispiritual se separa pouco a pouco de
todos os órgãos, de sorte que a separação não é completa e
absoluta senão quando não reste mais um único átomo do
perispírito unido a uma molécula do corpo.
Na
transição do plano físico para o plano espiritual, existem várias
sensações dos Espíritos e verifica-se que as essas condições
dependem do desprendimento do perispírito, que apresentam diversas
variações:
1)
se, no momento da extinção da vida orgânica o desligamento do
perispírito já estiver completado, a alma nada sentirá;
2)
se, nesse momento, a união dos dois elementos, estiver no auge de
suas forças, produzir-se-á uma espécie de ruptura ou
dilaceramento;
3)
se, a união já se apresentar enfraquecida, a separação será
fácil e se dará sem abalo ou choque;
4)
se, após a completa extinção da vida orgânica, ainda existirem
muitos pontos de contatos entre o corpo físico e o perispírito, a
alma poderá sentir os efeitos da decomposição do corpo, até que
as ligações sejam completa-mente rompidas.
A
separação da alma e do corpo não é dolorosa, há maior sofrimento
para o corpo durante a vida que no momento da morte. É a alma quem
sofre e não o corpo físico, este serve como o instrumento da dor.
A
Doutrina Espírita esclarece que a “intensidade e a duração do
sofrimento estão na razão da afinidade entre o corpo físico e
perispírito” e conclui que “o estado moral da alma é a causa
principal que influi sobre a maior ou menor facilidade do
desligamento.” (Céu e Inferno)
PERTURBAÇÃO
ESPÍRITA
Conforme
esclarece a Doutrina Espírita, na passagem da vida corpórea para
vida espiritual, produz-se ainda, um outro fenômeno de capital
importância: o da perturbação. Nesse momento a alma sente um
entorpecimento que paralisa, momentaneamente, as suas faculdades e
neutralizam, pelo menos em parte, as sensações. A alma fica em
estado cataléptico, de sorte que quase nunca tem consciência do seu
último suspiro.
O
estado do Espírito no momento da morte pode se resumir assim: O
Espírito sofre tanto mais quanto o desligamento do corpo seja mais
lento. O tempo de desligamento esta em razão de adiantamento do
Espírito. Para o Espírito desmaterializado, cuja consciência é
pura, a morte é um sono de alguns instantes, isenta de todo
sofrimento, e cujo despertar é cheio de suavidade.
A
perturbação pode ser considerada como estado normal no instante da
morte e a sua duração é indeterminada; e varia de algumas horas a
alguns anos.
Na
morte natural, a que resulta da extinção das forças vitais ou da
doença, o desligamento se processa gradual-mente. No ser humano,
cuja alma esta desmaterializada, e cujos pensamentos se separaram das
preocupações terrestres, o desligamento é quase completo, antes da
morte real; o corpo vive ainda a vida orgânica, e a alma já entrou
na vida espiritual.
A
afinidade entre o corpo e o perispírito esta na razão do apego do
Espírito a matéria; está no seu máximo no homem cujas
preocupações todas se concentram na vida e nos gozos terrenos; ela
é nula naquele cuja alma depurada, esta identificada por antecipação
com a vida espiritual.
Nas
mortes violentas, por suicídio, acidente, ferimentos e etc., o
Espírito é surpreendido, espanta-se, não acredita que esteja morto
e sustenta teimosamente que não morreu. Não obstante, vê o seu
corpo, sabe que é dele, mas não compreende que esteja separado.
A
perturbação que se segue a morte nada tem de penosa para o homem de
bem: é calma, semelhante à que acompanha um despertar tranquilo.
Para aquele cuja consciência não esta pura é cheia de ansiedade e
angústias.
BIBLIOGRAFIA
KARDEC,
Allan - O Livro dos Espíritos - Segunda Parte - cap. III - 149 a 165
KARDEC,
Allan - O Céu e o Inferno- Segunda Parte - cap. I- item4 a 9 e 13.
Parte
B - PARÁBOLA DO MORDOMO OU ADMINISTRADOR INFIEL
Definição
de parábola: As parábolas do Evangelho são narrativas alegóricas,
contendo figuras e quadros das ocorrências cotidianas, entretanto,
capaz de transmitir verdades indispensáveis, através de métodos
comparativos para facilitar a compreensão de ensinamentos e
preceitos morais.
Importância
do método pedagógico: “Ainda hoje, esse método é portador de
resultados eficientes. A sua vigência permite que se transfiram as
informações de uma para outra geração, através das épocas, sem
que percam a sua atualidade, podendo ser sempre interpretadas
conforme as circunstâncias e características culturais de cada
época” (J.A.)
E
Jesus disse aos seus discípulos: “havia um homem rico, que tinha
um administrador; e este lhe foi denunciado como esbanjador dos seus
bens”.
Chamou-o
e perguntou-lhe: que é isto que ouço a teu respeito?
Presta
conta da tua administração, pois já não podes mais ser meu
administrador.
Disse
o administrador consigo mesmo: Que hei de fazer, já que o meu senhor
me tira a administração? Não tenho forças para trabalhar na
terra; de mendigar tenho vergonha.
Eu
sei o que hei de fazer para que, quando for despedido da
administração, me recebam em suas casas.
Tendo
chamado cada um dos devedores do seu senhor, perguntou ao primeiro:
Quanto deves ao meu patrão?
Respondeu
ele: Cem cados (vasos de barro) de azeite. Disse-lhe então: Toma a
tua conta, assenta-te depressa e escreve cinquenta.
Depois
perguntou a outro: E tu, quanto deves? Respondeu ele: Cem coros
(medida dos hebreus) de trigo. Disse-lhe: Toma a tua conta e escreve
oitenta.
E
o senhor louvou o administrador infiel, por haver procedido
sabiamente; porque os filhos deste mundo são mais sábios na sua
própria geração do que os filhos da luz.
E
eu vos recomendo: Com as riquezas da iniquidade, façam amigos; para
que, quando estas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos
tabernáculos (tenda usada pelos hebreus no deserto) eternos.
Quem
é fiel no pouco, também é fiel no muito; e quem é injusto no
pouco, também é injusto no muito.
Se,
pois, não vos tomardes fiéis na aplicação das riquezas de origem
injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza?
E
se não vos tornardes fiéis na aplicação do alheio, quem vos dará
o que é vosso?
“Ninguém
pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e
amar ao outro; ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não
podeis servir a Deus e as riquezas” - Jesus (Lucas 16; 1 a 13)
Sintetizemos
a parábola, interpretando os seus personagens:
O
senhor ou proprietário: Deus.
O
mordomo infiel: o homem.
Os
devedores beneficiados: nosso próximo. Há bens dados a
administração: todos os bens materiais existentes no mundo que
habitamos (propriedades, fortuna, posição social, família, corpo
físico, etc.).
Interpretação
da parábola: A parábola fala de um administrador (mordomo) que se
comportou desonestamente. Então, chamado às contas, antes que fosse
despedido convocou os devedores do proprietário (o senhor) e mandou
que confessassem dívidas menores que as verdadeiras; com esse
procedimento, visava captar a simpatia e boa vontade deles.
Nesta
parábola, parece que Jesus incentiva a prática de atos ilícitos ou
apologia a desonestidade é uma consagração à fraude. Entretanto,
não é esse o objetivo do ensinamento. Sabemos que no Evangelho de
Jesus não existe nada dúbio e que é necessário interpretá-lo,
segundo o espírito que vivifica.
No
uso e administração de qualquer desses bens, o homem procede como
mordomo infiel: apropria-se deles com exclusivismo, egoisticamente,
acumulam os só para si, desrespeita os direitos alheios, prejudica o
próximo.
A
“infidelidade” está em se apossar do que nos é dado
temporariamente, “para administrar”.
“O
homem sendo o depositário, o administrador dos bens que Deus lhe
depositou nas mãos, severas contas lhe serão pedidas do emprego que
lhes dará, em virtude do seu livre-arbítrio. O mau emprego consiste
em utilizá-los somente para a sua satisfação pessoal.”
“Ao
contrário, o emprego é bom sempre que dele resulta algum bem para
os outros. O mérito é proporcional ao sacrifício que para tanto se
impõe.” (ESE - cap. XVI, item 13)
BIBLIOGRAFIA:
Novo
Testamento. (Lc 16: 1-13)
ALMEIDA,
José de Souza e. - As Parábolas - cap. VII.
SCHUTEL,
Cairbar - Parábolas e Ensinos de Jesus - 1° Parte.
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