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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Imortalidade da Alma e Vida Futura

Módulo X

Imortalidade da Alma e Vida Futura

1 – Imortalidade da Alma

A imortalidade da alma é uma realidade incontestável. O homem, inclusive o materialista, tem e sempre teve dela, a intuição.

É que tendo sido ele criado por Deus, ou tendo Dele saído, já contém em si mesmo o germe da vida futura. Podemos, então, afirmar com segurança que o Espírito não é eterno, porque teve início, mas é imortal, porque nunca terá fim.

A morte no sentido de acabar, não existe em nenhum lugar do Universo. É que Deus, o Criador de tudo o que existe, não poderia criar nada que um dia acabasse. A morte, portanto, deve ser sempre entendida como uma passagem, como fim de um ciclo e início de outro.

Por que então tem o homem tanto medo da morte?

Podemos analisar o medo da morte sob dois aspectos: um positivo, o outro negativo.

O primeiro é um efeito da sabedoria da Providência. Ele se manifesta como uma conseqüência da lei de conservação. Deus deu a todos os seres vivos a necessidade de viver como forma de evolução, e desta maneira, busca o ser sempre preservar a vida. Se não houvesse esse instinto, deixaríamo-nos entregar à morte, sem termos terminado de cumprir a fase que se faz necessária no momento.

Quanto ao segundo, temos a determiná-lo várias causas, as quais podemos destacar a má formação religiosa, o apego aos bens materiais, a culpa de consciência, etc.

Dizemos medo negativo, por ser ele muitas vezes desencadeador de processos obsessivos e outras vezes gerador de temor à própria vida, entre outras formas de manifestação.

É dever da religião informar aos seus adeptos a respeito da vida espiritual. Quando esta informação não se faz, a religião não cumpre um de seus mais importantes objetivos. Como somos formados por uma religião que nunca nos esclareceu de uma forma lógica a respeito da vida futura, e muito pelo contrário procurou sempre nos amedrontar, temos gravado em nosso psiquismo o medo da morte.

Esta falta de lógica e a perseverança em doutrinas complicadas, desprovidas de bom senso e sem fundamentação científica, promoveram um homem céptico, materialista, que valoriza em excesso os bens imediatos, por não crer em nada além de sua acanhada visão. Essa forma de pensar também leva o indivíduo a ter medo do momento da transição, porque não crendo ele em nada, logo pensa, o que será a partir de então?
Por isso, afirmamos ser a má formação religiosa uma das grandes culpadas do medo da morte.
Outra causa a destacar é a culpa e os sofrimentos já passados anteriormente pelo Espírito.

Sabemos que antes de encarnarmos, fazemos um programa regenerativo com base em nossas maiores necessidades, todavia, ao reencarnarmos, esquecemos grande parte destes compromissos e reincidimos nos antigos erros. Conscientemente, disso nada sabemos, mas o nosso Espírito guarda todas essas informações em seu íntimo, e esse contrariar nossa consciência é fator determinante do temor da morte, que ainda é agravado pelo fato de isso já ter acontecido muitas vezes em nosso processo reencarnatório e ter gerado muito sofrimento pós-morte, nos deixando uma reminiscência nada agradável.

A Doutrina Espírita transforma por completo esta situação. A vida futura deixa de ser hipótese para ser realidade. E a sua moral por ser a mesma ensinada pelo Cristo, tira do ser a culpa, mostrando a ele a necessidade de transformar-se pela prática das lições evangélicas, tirando, assim, o homem do círculo vicioso do erro.

Foi o próprio Jesus quem disse:

Nem eu te condeno; vai-te, e não peques mais.” (João, 8: 11)

Pela importância deste tema, e para que todo espírita possa encarar a grande transição com tranqüilidade e segurança, dedicamos este capítulo a estudar o processo desencarnatório.




Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro Espírita Amor e Caridade
Goiânia - GO
Trabalho realizado em 1997 pelo Grupo de Estudos desta Casa Espírita com a coordenação de Cláudio Fajardo
Divulgação

sábado, 21 de janeiro de 2012

O LIVRO DOS MÉDIUNS - Estudo 41


SEGUNDA PARTE

DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS

CAPITULO V

MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS

Estudo 41 - Itens 111, 112 e 113 - Teoria da Alucinação.
         A seguir, apresentamos definições da ciência sobre a alucinação e, concluindo os estudos das Manifestações Visuais, apresentamos a análise científica de Allan Kardec contida na Teoria da Alucinação.
         Alucinação: percepção sem estímulo externo a qual pode ocorrer em qualquer campo sensorial: auditivo, visual, olfativo, gustativo e tátil.
         É uma sensação, implicitamente vivida pelo indivíduo em/ou de um objeto no mundo externo, mas que na realidade gera-se nele próprio.
         Observadas as mais das vezes, em psicoses, as alucinações também podem ocorrer por efeito de certas drogas e substâncias tóxicas e por irritação mecânica de certas áreas do cérebro como parte de síndromes orgânicas cerebrais.
         Em pessoas saudáveis, podem ocorrer alucinações na hipnose e em estados parciais de sono. Em geral, são projeções de desejos e conflitos profundos. (ver BlaRiston - Dicionário Médico, 2ª ed).
Teoria da alucinação na visão espírita.
         Analisando criteriosamente o assunto, Allan Kardec explica que os que não admitem o mundo incorpóreo e invisível julgam tudo explicar pela palavra alucinação. Esta palavra exprime o engano, a ilusão de quem pensa ter percepções que realmente não tem. Origina-se do latim allucinari, errar, que vem de ad lucem. Mas os sábios ainda não apresentaram, que o saibamos, a razão fisiológica desse fato. 
         As explicações dadas pela Ótica e pela Fisiologia, ainda não esclarecem a natureza e a origem das imagens que se mostram ao Espírito em dadas circunstâncias. Tudo querem explicar pelas leis da matéria; forneçam então, com o auxílio dessas leis, uma teoria, boa ou má, da alucinação. Sempre será uma explicação.
         A causa dos sonhos, a ciência atribui a um efeito da imaginação; mas, não nos diz o que é a imaginação, nem como esta produz as imagens tão claras e tão nítidas que às vezes nos aparecem. Consiste isso em explicar uma coisa, que não é conhecida, por outra que ainda o é menos. A questão permanece. 
         Dizem ser uma recordação das preocupações no estado de vigília. Porém, mesmo que se admita esta solução, que nada resolve, ainda restaria saber qual é esse espelho mágico que conserva assim a impressão das coisas. Como se explicar, sobretudo, essas visões de coisas reais jamais vistas no estado de vigília e nas quais jamais se pensou? Só o Espiritismo nos pode dar a chave desse estranho fenômeno que passa despercebido por ser muito comum, como todas as maravilhas da Natureza que menosprezamos.
         Os sábios não quiseram ocupar-se com a alucinação, mas quer seja real ou não, constitui um fenômeno que a Fisiologia deve poder explicar, sob pena de confessar a sua incompetência. Se, um dia, algum sábio resolver dar não uma definição, mas uma explicação fisiológica veremos se a teoria resolve todos os casos, se não omite os fatos tão comuns de aparições de pessoas no momento da morte, se esclarece a razão da coincidência da aparição com a morte da pessoa. Se fosse um fato isolado, se poderia atribuí-lo ao acaso, mas como é bastante freqüente, o acaso não o explica. Se aquele que viu a aparição houvesse tido a idéia de que a pessoa estava para morrer... Mas a aparição é, na maioria das vezes, da pessoa de quem menos se pensa: a imaginação, portanto, nada tem com isso. 
         Os partidários da alucinação dirão que a alma (se é que admitem uma alma) tem momentos de superexcitação em que suas faculdades são exaltadas. Estamos de acordo, mas quando o que ela vê é real, não há ilusão. Se na sua exaltação a alma vê à distância, é que ela se transporta; e, se ela pode se transportar, por que a da outra pessoa não se transportaria para nos ver? Que na teoria da alucinação levem em conta esses fatos, não se esquecendo de que uma teoria a que se podem opor fatos que a contrariem é necessariamente falsa ou incompleta.
         Aguardando a explicação que venham a oferecer, Allan Kardec afirma: provam os fatos que há aparições verdadeiras, que a teoria espírita explica perfeitamente e que só podem ser negadas pelos que nada admitem fora do organismo. Mas ao lado dessas visões reais existem alucinações, no sentido que se dá a essa palavra? Não se pode duvidar. Qual a sua origem? Os Espíritos é que vão esclarecer-nos sobre isso, porquanto a explicação, parece-nos, está toda nas respostas dadas às seguintes perguntas:
         a) As visões são sempre reais ou são algumas vezes efeito da imaginação? Não serão, algumas vezes, efeito da alucinação? Quando vemos em sonho, ou de outra maneira, o diabo, ou outras coisas fantásticas, que não existem, não será isso um produto da imaginação? 
         — Sim, algumas vezes, quando dá muita atenção a certas leituras, ou a histórias de feitiçarias, que impressionam, a pessoa, lembrando-se mais tarde dessas coisas, julga ver o que não existe. Mas, também, já temos dito que o Espírito, sob o seu envoltório semimaterial, pode tomar todas as formas para se manifestar. Pode, pois, um Espírito brincalhão aparecer com chifres e garras, se o quiser, para divertir-se à custa da credulidade daquele que o vê, do mesmo modo que um Espírito bom pode mostrar-se com asas e com uma figura radiosa.
         b) Podem-se considerar como aparições os rostos e outras imagens que, muitas vezes, se mostram, quando cochilamos ou simplesmente quando fechamos os olhos? 
         — Desde que os sentidos entram em torpor, o Espírito se desprende e pode ver longe, ou perto, aquilo que lhe não seria possível ver com os olhos. Muito freqüentemente, tais imagens são visões, mas também podem ser efeito das impressões que a vista de certos objetos deixou no cérebro, que lhes conserva os vestígios, como conserva os dos sons. Desprendido, o Espírito vê nos seu próprio cérebro as impressões que aí se fixaram como numa chapa fotográfica. A variedade e a mistura dessas impressões formam os conjuntos estranhos e fugidios, que se apagam quase imediatamente, ainda que se façam os maiores esforços para retê-los. A uma causa idêntica se devem atribuir certas aparições fantásticas que nada têm de reais e que muitas vezes se produzem durante uma enfermidade.
         Admite-se que a memória seja o resultado das impressões conservadas pelo cérebro, mas, por qual fenômeno essas impressões tão variadas e múltiplas não se confundem? Mistério impenetrável, porém, não mais estranho que o das ondas sonoras, que se cruzam no ar e que se conservam distintas. Num cérebro são e bem organizado, essas impressões se revelam nítidas e precisas; num estado menos favorável, elas se apagam e confundem; daí a perda da memória, ou a confusão das idéias. Ainda menos extraordinário parecerá isto, ao se admitir, como se admite, em frenologia, uma destinação especial a cada parte e, até, a cada fibra do cérebro.
         As imagens transmitidas ao cérebro pelos olhos deixam ali sua impressão, que permite lembrar-se de um quadro como se ele estivesse presente, embora se trate de uma questão de memória, pois nada se vê. Ora, em certos estados de emancipação, a alma vê o que está no cérebro, onde torna a encontrar aquelas imagens, sobretudo as que mais o chocaram, segundo a natureza das preocupações, ou as disposições íntimas. E assim que reencontra a impressão de cenas religiosas, diabólicas, dramáticas, mundanas, figuras de animais esquisitos, que ela viu outrora em pinturas ou ouviu em narrações, porque também as narrativas deixam impressões. Assim, a alma vê realmente, mas, apenas uma imagem fotográfica no cérebro. 
         No estado normal, essas imagens são fugidias, efêmeras, porque todas as secções cerebrais funcionam livremente, ao passo que, a doença, o cérebro enfraquece, o equilíbrio entre todos os órgãos deixa de existir, conservando somente alguns a sua atividade, enquanto que outros se acham de certa forma paralisados. Daí a permanência de determinadas imagens, que as preocupações da vida exterior não mais conseguem apagar, como se dá no estado normal. Essa a verdadeira alucinação e causa primária das idéias fixas. 
         Como se vê, explicamos esta anomalia por uma lei fisiológica muito conhecida, a das impressões cerebrais. Porém, foi sempre necessário fazer intervir a alma. Ora, se os materialistas ainda não puderam apresentar uma explicação satisfatória desse fenômeno, é porque não querem admitir a alma. Por isso mesmo, dirão que a nossa explicação é má, pois nos apoiamos num princípio que é contestado. Mas contestado por quem? Por eles, mas admitido pela maioria dos homens, desde que há homens na Terra. A negação de alguns não pode constituir lei.
 
         Nossa explicação é boa? Damo-la pelo que possa valer na falta de outra, e, se quiserem, a título de simples hipótese, enquanto outra melhor não aparece; ela pode explicar todos os casos de visões? Certamente que não. Contudo, desafiamos os fisiologistas a apresentarem uma que explique todos os casos. Porque nada apresentam quando pronunciam as palavras - superexcitação e exaltação. Assim sendo, desde que todas as teorias da alucinação se mostram incapazes de explicar os fatos, é que alguma outra coisa há, que não a alucinação propriamente dita. Seria falsa a nossa teoria, se a aplicássemos a todos os casos de visão, pois que alguns poderiam contradizê-la. Pode ser legítima, se aplicada a alguns efeitos. 
         E concluímos o estudo do capítulo VI, transcrevendo as observações de Herculano Pires, tradutor de O Livro dos Médiuns, ao término desse capítulo:
         "As teorias atuais da alucinação referem-se em geral a alterações do sistema nervoso, com excitações dos neurônios sensoriais, especialmente os da visão e da audição. Insiste-se na explicação fisiológica de todos os caso. Mas a recente aceitação científica dos fenômenos paranormais abriu novas perspectivas nesse campo. Os casos referidos por Kardec são aceitos como de natureza extrafísica por toda a escola de Rhine e mesmo as escolas fisiológicas admitem a veracidade das percepções à distância, da transmissão do pensamento, das previsões e da retrocognição ou visão do passado. A alma, como afirma, Allan Kardec, mostra-se novamente indispensável à formulação de uma teoria satisfatória da alucinação".
BIBLIOGRAFIA:
KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2. Ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap VI - 2ª Parte.
KARDEC, Allan - Revista Espírita, julho de 1861: EDICEL - Ensaio sobre a Teoria da Alucinação e Variedades: As visões do Sr. O.

Tereza Cristina D'Alessandro
Dezembro / 2004

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – ESTUDO 103


 – ALLAN KARDEC

CAPÍTULO XI – AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS: ITEM 14 

CARIDADE COM OS CRIMINOSOS

Elizabeth de França lembra, nesta mensagem, da caridade em relação aos criminosos, aos infelizes, também filhos de Deus, a quem Ele ama e lhes dará o perdão e a misericórdia, após seu arrependimento, dando-lhes novas oportunidades de reparação e de aperfeiçoamento, como faz para com todos.
             O amor de Deus, sempre absoluto, não faz distinção de pessoas, porque Ele é imutável e a parábola da ovelha perdida, narrada por Mateus, 18: 10 a 14, por Lucas, 15:3 a 7, a dos Trabalhadores da Última Hora, Mateus, 20: 1 a 16, dando oportunidades a todos que quiseram trabalhar, a parábola do Filho Pródigo, Lucas, 15:11 a 32, contadas por Jesus, atestam bem o amor do Pai por todos os seus filhos.
             Seu amor e misericórdia são imutáveis e sua justiça também, portanto, cada um receberá sempre segundo suas obras.
             Lembra a autora que caridade não é só dar esmolas nem mesmo quando acompanhadas de palavras de consolação. É muito mais do que isso.
             É ser benevolente, constantemente, e em todas as coisas para com o próximo, e ser benevolente é ter boa vontade para com os outros, tanta quanto a deseja para si.
             Assim, ser caridoso com os criminosos não é deixar-lhes livres para continuar cometendo desatinos, mas sim, compreendê-los como pessoas equivocadas.
             Considerá-los como doentes, muito necessitados, filhos de Deus, criados como todos os demais, que um dia, graças às leis divinas, tornar-se-ão bons e sábios, exatamente, como todos.
             Ser caridoso com os criminosos é pensar neles, com piedade pelo que fazem orar por eles, pedindo a Deus, que eles possam conhecer a realidade da vida espiritual, eterna e progressiva, a fim de que se arrependam e busquem transformar-se, ao invés de pensar e dizer: “É um miserável; deve ser extirpado da Terra”.
             Jesus diria isso?!
             Afirma a autora que se deve sempre perdoar os criminosos. Recusando esse perdão, a pessoa está sendo mais repreensível, mais culpada do que eles, porque quase sempre esses criminosos “não conhecem a Deus como o conheceis, e lhes será pedido menos do que a vós”.
             Não se deve esquecer nunca de que os homens são julgados pelas leis divinas, exatamente com julgam os outros, e que enquanto Espíritos em desenvolvimento, estamos, todos nós, sujeitos a erros, a enganos e todos precisamos de indulgência.
             Menciona ela algo muito importante, nem sempre evidenciado, no viver cotidiano: “Não sabeis que há muitas ações que são crimes aos olhos do Deus de pureza, mas que o mundo não considera sequer como faltas leves?”
             No processo evolutivo do Espírito imortal, sua responsabilidade nos seus atos, é sempre de acordo com seu entendimento. Quanto mais inferior, menos se lhe é exigido, pois, ninguém pode dar o que não possui; quanto mais evolui em entendimento, mais responsável é pelo que sente, pensa e faz.
             Perdoar aos criminosos, não é, pois, livrá-los das conseqüências dos seus atos, mas amenizá-las tanto quanto possível, na confiança de sua regeneração, na sua perfectibilidade e nas leis de Deus.
             Um dia, a lei divina trazida por Jesus reinará no mundo. Para isso é preciso que nos amemos uns aos outros como filhos de um mesmo Pai, com a mesma origem, o mesmo destino, as mesmas potencialidades, as mesmas oportunidades.
             Por isso, não devemos desprezar ninguém. A presença de grandes criminosos na Terra é possível, por ser ela um mundo de expiações e de provas, onde estamos todos nos desenvolvendo, nas variadas experiências que este viver nos propicia.
             Assim, o bem e o mal se mesclam, para que os homens aprendam e distingui-los, acolhendo um e rejeitando o outro, mas amparando sempre o que faz o mal.
             Dessa maneira, o mal na Terra pode se constituir em instrumento de aprendizado para a evolução espiritual do Espírito imortal.
             Quando a lei do amor imperar na Terra, não haverá mais necessidade dessa mescla de bem e mal “e todos os Espíritos impuros serão dispersados pelos mundos inferiores, de acordo com as suas tendências” , onde irão continuar seu desenvolvimento moral.

Bibliografia:
KARDEC, Allan - “O Evangelho Segundo o Espiritismo”

Leda de Almeida Rezende Ebner
Janeiro/ 2010


Citações bíblicas
MATEUS 18
10 Vede, não desprezeis a nenhum destes pequeninos; pois eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêm a face de meu Pai, que está nos céus.
11 [Porque o Filho do homem veio salvar o que se havia perdido.]
12 Que vos parece? Se alguém tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixará as noventa e nove nos montes para ir buscar a que se extraviou?
13 E, se acontecer achá-la, em verdade vos digo que maior prazer tem por esta do que pelas noventa e nove que não se extraviaram.
14 Assim também não é da vontade de vosso Pai que está nos céus, que venha a perecer um só destes pequeninos.

LUCAS 15
3 Então ele lhes propôs esta parábola:
4 Qual de vós é o homem que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, e não vai após a perdida até que a encontre?
5 E achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo;
6 e chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos e lhes diz: Alegrai-vos comigo, porque achei a minha ovelha que se havia perdido.
7 Digo-vos que assim haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.

MATEUS 20
1 Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, proprietário, que saiu de madrugada a contratar trabalhadores para a sua vinha.
2 Ajustou com os trabalhadores o salário de um denário por dia, e mandou-os para a sua vinha.
3 Cerca da hora terceira saiu, e viu que estavam outros, ociosos, na praça,
4 e disse-lhes: Ide também vós para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram.
5 Outra vez saiu, cerca da hora sexta e da nona, e fez o mesmo.
6 Igualmente, cerca da hora undécima, saiu e achou outros que lá estavam, e perguntou-lhes: Por que estais aqui ociosos o dia todo?
7 Responderam-lhe eles: Porque ninguém nos contratou. Disse-lhes ele: Ide também vós para a vinha.
8 Ao anoitecer, disse o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até os primeiros.
9 Chegando, pois, os que tinham ido cerca da hora undécima, receberam um denário cada um.
10 Vindo, então, os primeiros, pensaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um denário cada um.
11 E ao recebê-lo, murmuravam contra o proprietário, dizendo:
12 Estes últimos trabalharam somente uma hora, e os igualastes a nós, que suportamos a fadiga do dia inteiro e o forte calor.
13 Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço injustiça; não ajustaste comigo um denário?
14 Toma o que é teu, e vai-te; eu quero dar a este último tanto como a ti.
15 Não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?
16 Assim os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos.

LUCAS 15
11 Disse-lhe mais: Certo homem tinha dois filhos.
12 O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres.
13 Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.
14 E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a passar necessidades.
15 Então foi encontrar-se a um dos cidadãos daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos.
16 E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada.
17 Caindo, porém, em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!
18 Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti;
19 já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados.
20 Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.
21 Disse-lhe o filho: Pai, pequei conta o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.
22 Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés;
23 trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos,
24 porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se.
25 Ora, o seu filho mais velho estava no campo; e quando voltava, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as danças;
26 e chegando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.
27 Respondeu-lhe este: Chegou teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.
28 Mas ele se indignou e não queria entrar. Saiu então o pai e instava com ele.
29 Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com meus amigos;
30 vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.
31 Replicou-lhe o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu;
32 era justo, porém, regozijarmo-nos e alegramo-nos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado.

Centro Espírita Batuira
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