sábado, 17 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
PALAVRAS DE VIDA ETERNA - ESTUDO 54
PALAVRAS DE VIDA ETERNA - ESTUDO 55
Livro: "PALAVRAS
DE VIDA ETERNA" - Emmanuel / F. C. Xavier
Estudo n. 55 - "SUPORTEMOS"
"Tenha a paciência a sua obra perfeita"
(TIAGO, 1:4)
Paciência,
segundo definição do dicionário, é a virtude de saber esperar com calma, de
suportar problemas sem reclamações, sem se revoltar ou se irritar.
Portanto,
"Suportemos", como título da lição é um convite a que tenhamos fé,
confiança e resignação diante de todo tipo de dificuldade.
O Apóstolo
Tiago ensina na sua carta, que devemos ter como motivo da maior alegria, todas
as tribulações que nos sucedem, porque elas representam os testes que comprovam
nossa fé, sendo, que a fé verdadeira produz a paciência, que por sua vez produz
obras perfeitas.
Paciência
total e obras perfeitas somente as de Deus, porque Ele é a Perfeição Absoluta,
mas podemos, com esforço e perseverança consegui-las em atitudes relativas à
nossa condição evolutiva.
A dor, os
sofrimentos, enfim, não devem se encarados como algo ruim, que só traz
aflições.
Ninguém
gosta de sofrer, mas, quando o sofrimento aparecer, suportemos com resignação,
pois, ele representa oportunidade de crescimento, desde que saibamos
enfrentá-lo com paciência, com o entendimento de que tudo se modifica, que as
tribulações não são eternas.
Analisando
as dificuldades com olhar atento, podemos perceber quantas são as bênçãos que
recebemos, e que elas são mais numerosas que o sofrimento.
Quantas
vezes somos auxiliados pelos benfeitores espirituais e não nos damos conta do
amparo que recebemos, do quanto os Espíritos bondosos se movimentam em nosso
favor.
Na
impaciência que caracteriza o ser humano, não refletimos que tudo tem o seu
caminhar natural, que por pior que seja a dor, o sofrimento, a decepção, no
tempo certo tudo se ajeita, tudo se define.
Paciência representa
confiança na sabedoria e bondade de Deus Nosso Pai.
Jesus, Nosso
Guia e Modelo ensinou e exemplificou, aceitando e respeitando os companheiros
que não possuíam a Sua evolução espiritual.
A paciência
dá força e inspiração para agirmos com discernimento e sem precipitação, não
tendo outra atitude senão aguardar trabalhando em atitudes renovadoras o que
nos leva a não confundir omissão com paciência, porque a primeira é negligente,
descuidada, não produz, enquanto que a segunda é atenciosa, cuidadosa,
produtiva.
A lição traz
reflexões muito importantes a respeito do tema, porque é muito comum, termos
dúvidas não só em relação ao desenvolvimento físico e mental de uma criança,
mas, porque somos precipitados, muitas vezes, duvidamos da capacidade das pessoas
e somos surpreendidos com o resultado que elas apresentam. Da mesma forma esquecemos o quanto somos beneficiados pela Paciência Divina, e não temos
para com os companheiros de caminhada, a calma e a serenidade que deveríamos
ter, quando a situação exige isso de nós.
Deus,
Paciência Perfeita, sem precipitação e respeitando o livre-arbítrio de cada um,
aguarda pelo aperfeiçoamento dos seus filhos que, embora lento, Ele sabe, será
alcançado um dia.
Citações Biblicas
TIAGO 1
4 e a
perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos,
não faltando em coisa alguma.
Maria Aparecida Ferreira Lovo
Janeiro / 2006
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Espírita Batuira
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O LIVRO DOS MÉDIUNS - Estudo 44
O LIVRO DOS MÉDIUNS
(Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores)
Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo.
SEGUNDA PARTE
DAS MANIFESTAÇÕES
ESPIRITAS
BICORPOREIDADE E TRANSFIGURAÇÃO
Estudo 44 - Item 125 - Agênere
O que é um agênere? É uma aparição em que o desencarnado se reveste de
forma mais precisa, das aparências de um corpo sólido, a ponto de causar
completa ilusão ao observador, que supõe ter diante de si um ser corpóreo.
Esse
fato ocorre devido à natureza e propriedades do perispírito que possibilitam ao
Espírito, por intermédio de seu pensamento e vontade, provocar modificações
nesse corpo espiritual a ponto de torná-lo visível. Há uma condensação (os Espíritos usam essa palavra a
título de comparação apenas) tal, que o perispírito, por meio das moléculas que
o constituem, adquire as características de um corpo sólido, capaz de produzir
impressão ao tato, deixar vestígios de sua presença, tornar-se tangível,
conservando as possibilidades de retomar instantaneamente seu estado etéreo e
invisível.
Para
que um Espírito condense seu perispírito, tornando-se um agênere, são necessárias, além da sua
vontade, uma combinação de fluidos afins peculiares aos encarnados, permissão,
além de outras condições cuja mecânica se desconhece. Nesses casos a
tangibilidade pode chegar a tal ponto que é possível ao observador tocar,
palpar, sentir a resistência da matéria, o que não impede que o agênere
desapareça com a rapidez de um relâmpago, através da desagregação das moléculas
fluídicas.
Os
seres que se apresentam nessas condições não nascem e nem morrem como os
homens; daí o nome: agênere - do grego: a privativo, e géine, géinomai, gerado: não gerado,
ou seja, que não foi gerado.
Podendo
ser vistos, não se sabe de onde vieram, nem para onde vão. Não podem ser presos,
agredidos, visto que não possuem um corpo carnal. Desapareceriam, tão logo
percebessem a intenção diferente ou que os quisessem tocar, caso não o queiram
permitir.
Os
agêneres, embora possam ser confundidos com os encarnados, possuem algo de
insólito, diferente. O olhar não possui a nitidez do olhar humano e, mesmo que
possam conversar, a linguagem é breve, sentenciosa, sem a flexibilidade da
linguagem humana. Não permanecem por muito tempo entre os encarnados, não
podendo se tornar comensais de uma casa, nem figurar como membros de uma
família.
Transcrevemos
a seguir um exemplo extraído da Revista Espírita de 1859 - Fevereiro (EDICEL):
"Uma
pobre mulher estava na igreja de Saint-Roque em Paris, e pedia a Deus vir em ajuda
de sua aflição. Em sua saída da igreja, na rua Saint-Honoré, ela encontrou um
senhor que a abordou dizendo-lhe: "Minha brava mulher, estaríeis contente
por encontrar trabalho? - Ah! Meu bom senhor, disse ela, pedia a Deus que me
fosse achá-lo, porque sou bem infeliz. - Pois bem! Ide em tal rua, em tal
número; chamareis a senhora T...; ela vo-lo dará." Ali continuou seu
caminho. A pobre mulher se encontrou, sem tardar, no endereço indicado - Tenho,
com efeito, trabalho a fazer, disse a dama em questão, mas como ainda não
chamei ninguém, como ocorre que vindes me procurar? A pobre mulher, percebendo
um retrato pendurado na parede, disse: - Senhora, foi esse senhor ali, que me
enviou. - Esse senhor! Repetiu a dama espantada, mas isso não é possível; é o retrato
de meu filho, que morreu há três anos. - Não sei como isso ocorre, mas vos
asseguro que foi esse senhor, que acabo de encontrar saindo da igreja onde fui
pedir a Deus para me assistir; ele me abordou, e foi muito bem ele quem me
enviou aqui.
O
Espírito São Luiz consultado a respeito, forneceu instruções muito
interessantes:
- Reafirma:
- não basta a vontade do Espírito; é também necessário permissão para
ocorrer o fenômeno.
- Existem,
muitas vezes na Terra, Espíritos revestidos dessa aparência.
- Podem
pertencer à categoria de Espíritos elevados ou inferiores.
- Têm
as paixões dos Espíritos, conforme sua inferioridade; se inferiores buscam
prazeres inferiores; se superiores visam fins elevados.
- Não
podem procriar.
- Não
temos meios de identificá-los, a não ser pelo seu desaparecimento
inesperado.
- Não
têm necessidade de alimentação e não poderiam fazê-la; seu corpo não é
real.
Encerrando
nosso estudo sobre os agêneres, relembramos que, por mais extraordinário que
possam parecer, esses fatos se produzem dentro das leis da Natureza, sendo
apenas efeito e aplicação dessas mesmas leis. Recomendamos aos leitores
continuem a pesquisa sobre o tema nas Obras Básicas e na Revista Espírita,
Fevereiro de 1859, 1860 e 1863.
BIBLIOGRAFIA:
KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2. ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap VII - 2ª Parte.
KARDEC, Allan - Revista Espírita - 1859 - Fevereiro: 1. ed. São Paulo: EDICEL, 1985.
Tereza Cristina D'Alessandro
Março / 2005
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
106 – O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
CAPÍTULO XII: AMAI OS VOSSOS INIMIGOS
ITENS
3 E 4: PAGAR O MAL COM O BEM
Iniciando seus
comentários sobre os textos evangélicos, nesse capítulo, Kardec escreve; “Se
o amor do próximo é o princípio da caridade, amar aos inimigos é a sua
aplicação sublime, porque essa virtude constitui uma das maiores vitórias
conquistada sobre o egoísmo e o orgulho.”
Assim
sendo, pode-se compreender o porquê da dificuldade dos homens, Espíritos em
evolução, em entender, aceitar e praticar esse preceito da lei divina.
Kardec
escreve baseado na realidade da situação espiritual do homem na Terra, que
preciso é analisar esse amor aos inimigos, de forma mais condizente com as possibilidades
atuais dos homens.
Diz
que Jesus, o mais perfeito Espírito reencarnado na Terra, sabendo do tamanho da
imperfeição humana, não pretendia que se amasse aos inimigos com a mesma
ternura que se tem por uma pessoa querida, visto que a ternura pressupõe
confiança total, que propicia um abrir-se, integralmente, ao outro, sem medo de
ser censurado, sem receio de expor-se como se é, porque confia no amor do outro
em relação a si próprio.
Sobre
essa base de confiança é que a simpatia, a amizade, a ternura estabelecem os
laços, crescendo nos relacionamentos diversos.
Como,
então, sentir alegria em encontrar um inimigo, como se fora um amigo?
Lembra
Kardec da lei física de assimilação e repulsão dos fluidos. Vivemos em um mundo
de ondas e vibrações, irradiando-as e absorvendo-as ou repelindo-as.
Assim,
as irradiações semelhantes se atraem e as diferentes se repelem.
“O pensamento
malévolo emite uma corrente fluídica que causa penosa impressão; o pensamento
benévolo envolve-nos num eflúvio agradável. Daí a diferença de sensações que se
experimenta quando da aproximação de um inimigo ou de um amigo. Amar aos
inimigos não pode, pois, significar que não se deve fazer nenhuma diferença entre
eles e seus amigos.”
Diz
Kardec que “amar aos inimigos é não ter ódio, nem
rancor, ou desejo de vingança. É perdoar-lhes sem segunda intenção e
incondicionalmente, pelo mal que nos fizeram. É não opor nenhum obstáculo à
reconciliação. É desejar-lhes o bem em vez do mal. É alegrar-nos em lugar de
aborrecer-nos com o bem que os atinge. É estender-lhes a mão prestativa em caso
de necessidade. É abster-se, por atos e palavras, de tudo o que possa
prejudicá-los. É, enfim, pagar-lhes em tudo o mal com o bem, sem a intenção de
humilhá-los. Todo aquele que assim fizer, cumpre as condições do mandamento:
Amai os vossos inimigos.”
Nessas
explicações, vemos que para amar os inimigos não precisamos sentir vontade de
abraçá-los, como sentimos aos a quem amamos. Mas, penso que, se tentarmos pôr
em prática os sentimentos e atitudes do texto acima, vamos em um futuro – mais
ou menos mesmo distante - sentir por eles a mesma ternura, que hoje sentimos
pelos que mais amamos.
Kardec comenta também
ser mais difícil entender essa máxima para quem somente aceita uma vida, do
nascimento à morte. Para eles, seu inimigo é um mau caráter, que perturba seu
viver, merecendo tudo de ruim que possa acontecer. “Para que perdoar-lhe? Quero
mais que morra.” E assim por diante, considerando a morte o fim de tudo,
inclusive do seu inimigo.
Para
o espiritualista, e mais ainda para o espírita, tudo é diferente, uma vez que a
visão espiritual lhe mostra que há um longo passado, responsável pelo presente,
que por sua vez irá definir o futuro.
Compreendendo
ser a Terra um mundo para Espíritos imperfeitos e rebeldes, ele busca entender
as ações dos outros, tanto quanto deseja que os outros entendam as suas,
procurando dominar seus maus sentimentos em relação a eles.
Entendendo
que todos estamos em um processo evolutivo, cada qual cumprindo-o à sua
maneira, de acordo com as necessidades e uso do livre-arbítrio de cada um,
aproveitemos a existência atual e os momentos presentes para exercitar o
perdão, a compreensão, a benevolência, para com todos, inclusive, para com as
pessoas que sentem aversão por nós, não aceitando esse sentimento, mas
procurando transformá-lo em amizade, retribuindo o mal com o bem.
Analisando
tudo, sempre sob o ponto de vista da eternidade do Espírito imortal, aceitando
as dificuldades como obstáculos a serem enfrentados e vencidos, não nos
queixemos de quem nos faz o mal, visto que ele está, nesse momento, servindo,
sem o saber e querer, de instrumento para nosso aprendizado e progresso, ao
mesmo tempo em que está se prejudicando a si próprio, e irá receber através da
lei de causa e efeito, as conseqüências da sua maldade.
Imaginando-nos
no lugar do adversário, podemos perceber que, como ofendidos, estamos, talvez,
recebendo o que já fizemos, enquanto o outro está provocando novos sofrimentos
para si próprio. Por que queixarmo-nos, ou reagirmos da mesma forma, mantendo
um sentimento de animosidade?
Se
em lugar de lamentar as provas, agradecer a Deus por experimentá-las, “deve também agradecer a mão que lhe
oferece a ocasião de mostrar a sua paciência e a sua resignação. Esse
pensamento o dispõe, naturalmente, ao perdão. Ele sente, aliás, que quanto mais
generoso for, mais se engrandece aos próprios olhos e mais longe se encontra do
alcance dos dardos do seu inimigo.”
Adquirindo
o hábito de tudo analisar sob o ponto de vista da eternidade do Espírito, o
homem se coloca acima da humanidade material, no plano moral, tendo uma visão
muito maior e mais profunda da finalidade do viver na Terra, sabendo, com mais
facilidade, se dispor ao bem, ao amor, não mais considerando ninguém como seu
inimigo.
Bibliografia:
KARDEC, Allan - “O Evangelho Segundo o
Espiritismo”
Leda
de Almeida Rezende Ebner
Abril
/ 2010
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os estudos elaborados pela Sra Leda de Almeida Rezende Ebner após o seu
desencarne, com a devida AUTORIZAÇÃO da família e por ter recebido a DOAÇÃO DE
DIREITOS AUTORIAIS, conforme registros em livros de Atas das reuniões de
diretoria deste Centro.
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
O LIVRO DOS ESPIRITOS - Estudo 43
O Livro dos Espíritos
Livro
Primeiro
As
Causas Primárias
Capítulo
I
Deus
I. Deus e o Infinito
II. Provas da Existência de Deus
III. Atributos da Divindade
IV. Panteísmo
III
- Atributos da Divindade - 10 a 13
"(...) 10 - O homem pode compreender a
natureza íntima de Deus?
—Não. Falta-lhe para tanto um sentido.1
Conhecer
a natureza de Deus, pressuporia conhecer condições anteriores, espécie, índole,
caráter e nesse caso Allan Kardec teria perguntado na questão numero um quem e
não que, conforme o já estudado.
Estes
detalhes constitutivos, estruturais do ser, o homem nesse momento evolutivo,
não traz em si registros, não dispõe de conhecimentos que lhe permitam
penetrar, comparar, estabelecer sínteses racionais para explicar como Deus
surgiu,, do que é feito, questionamentos sem condições de serem aclaradas.
Situações mais próximas de nós, como por exemplo, a origem do homem organicamente falando, ainda giram no campo da especulação com teorias altamente aceitáveis e ainda assim, defrontando-se com correntes que se não rechaçam, questionam.
Como, envoltos no bom senso, poderíamos penetrar nesse entender claro da natureza de Deus?
No decorrer desses estudos, destacou-se que a idéia que o homem faz de Deus, é relativa ao grau intelectual do momento evolutivo dos povos sendo diferentes nas diversas raças e regiões que refletiam em si, segundo a idéia aceita, o grau espiritual desse povo, região ou raça.
Tal fato, identificando em todas as eras da Humanidade, seu estágio de desenvolvimento intelectual falam da idéia relativa que difere do absoluto único e que mostram exatamente ser impossível conceber, definir a personalidade divina.
"(...) Nosso Deus e um Deus ainda
desconhecido, qual o era para os Vedas e para os sábios do Areópago em Atenas.
A noção de alguns eminentes pais da Igreja cristã e de alguns esclarecidos
teólogos modernos, aproxima-se, mais que outras quaisquer, desse Deus
Desconhecido. Mas como compreendê-lo, quando nenhum Espírito criado, nem mesmo
os anjos (se é que existem) poderiam fazê-lo?".2
A
Doutrina Espírita atem-se à presença de uma Causa Inteligente que dá razão à
Vida dinâmica, envolvente, inalienável e permanente do Espírito. Este é o ser
inteligente, imortal no qual a presença Dele é força positiva, oferecendo
continuamente espaços para o crescimento e desabrochar desse Espírito. A
justiça se exerce, não no arbítrio das condenações, privilégios ou intercessões,
mas na misericórdia que sustenta a Vida sob ação das leis de Justiça, Amor e
Caridade.
"(...) 11 - Será um dia permitido ao homem
compreender o mistério da Divindade?
— Quando seu Espírito não estiver mais obscurecido
pela matéria, e pela sua perfeição tiver se aproximado dela, então a verá e compreenderá.
1
Comenta
Allan Kardec:
"(...) A inferioridade das faculdades do homem
não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. Na infância da
Humanidade, o homem o confunde muitas vezes com a criatura, cujas imperfeições
lhe atribui; mas, à medida que o seu senso moral se desenvolve, seu pensamento
penetra melhor o fundo das coisas, e ele faz então a seu respeito, uma idéia
mais justa e mais conforme com a boa razão, embora sempre incompleta".
1
"(...) 12 - Se não podemos compreender a
natureza íntima de Deus, podemos ter uma idéia de algumas de suas perfeições?
—Sim, de algumas. O homem as compreende melhor, à
medida que se eleva sobre a matéria; ele as entrevê pelo pensamento".
1
Se
nesse momento não se consegue definir, descrever, circunscrever Deus por não
dispor de elementos para configurá-lo, tem, entretanto o homem condições para
imaginar como não pode ser e com as qualidades que deve possuir. Nesse sentido,
dá atributos, características qualitativas que lhe fornecem subsídios para
formar idéias sobre Seu caráter essencial.
"(...) Sem o conhecimento dos atributos de
Deus, impossível seria compreender-se a obra da criação".3
O
homem assim, atribui qualificações, condições propriedades, que numa escala de
valores permite-lhe distinguir, avaliar, imaginar dotes, dons, virtudes,
disposição moral, intelectual, aspectos sensíveis enfim que não podem ser
medidos. Usa para isso, vocábulos, expressões, superlativos que exprimem uma
qualidade na significação elevada ao mais alto grau.
Bibliografia:
1.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos - q. 10
2.
FLAMMARION , Camille. Deus na Natureza - cap. IV
3. KARDEC, Allan. A Gênese - cap. II – 8
Leda
Marques Bighetti
Janeiro / 2005
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
PALAVRAS DE VIDA ETERNA - ESTUDO 53
Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel
APRIMOREMOS
"Não extingais o Espírito." -
Paulo. (I TESSALONICENSES, 5:19).
A
exortação apostólica não tem o significado de aniquilamento do Espírito uma vez
que esse depois de criado jamais poderá ser destruído. O versículo em questão
deve ser compreendido como um convite à renovação, à necessidade de ampliar os
valores espirituais.
Criado
simples e ignorante, mas tendo em si os germens de todos os desenvolvimentos
futuros, o Espírito realiza sua evolução, a pouco e pouco, no corpo e fora
dele, através de experiências intelecto morais com as quais realiza o
afloramento isto é, a atualização dos tesouros do Espírito.
Embora
já informados da nossa natureza espiritual, que pré-existe e transcende a vida
física, permanecemos na grande maioria distantes dessa realidade, sem o
espírito de serviço indispensável ao aprimoramento.
A
reencarnação por mais breve que seja tem objetivos elevados. Através dela são
oferecidas condições de renovação, de crescimento, de oportunidades de fazer
melhor aquilo que ontem foi negligenciado, de iniciar novas tarefas, de
desenvolver novos valores, etc.
Por
isso, devemos viver como seres espirituais que somos: suprir as nossas
necessidades do viver na matéria sem, no entanto, desprezar o Espírito, o ser
mais importante.
"Não
ajunteis tesouros na Terra onde a traça rói, a ferrugem corrompe e os ladrões
minam e roubam. Ajuntai tesouros no céu..." (Mateus, 6:19-21).
A
nossa busca não deve se restringir apenas aos valores materiais uma vez que
como Espírito temos outras necessidades.
Que
valores realmente importam? Aqueles que "conferem poder e prestígio
espirituais e proporcionam gozos superiores ao da matéria"3: a fé, a
sabedoria, a bondade, a tolerância, etc. que não se perdem jamais e onde quer
que estejamos os levamos conosco, pois são intransferíveis, inalienáveis, conquistas
do ser imortal.
Os
nossos esforços devem voltar-se para o trabalho da própria educação e da
prática do bem imprescindíveis ao desenvolvimento do Espírito.
O
evangelho do Cristo é convite permanente a nossa integração nesse trabalho renovador
e Emmanuel1, no mesmo propósito, reflete sobre a importância de estendermos os
valores espirituais onde quer que estejamos. Ressalta todos os benefícios que a
Humanidade usufrui hoje e que foram fruto do trabalho e perseverança daqueles
que nos antecederam nas lutas planetárias. Não importa que a nossa tarefa seja
humilde. Vale o serviço realizado, isto é, colocar-se por inteiro no ato em si,
uma vez que o que dá vida aos nossos atos é a inclusão do nosso potencial, do
nosso eu, envolvendo o outro em efeitos de esclarecimento e de consolo.
Empreguemos,
pois nossas faculdades de sentimento, pensamento e ação para fazer o melhor,
onde, quando, como e com quem estivermos.
"Humilde
réstia de luz que acendermos envolver-nos-á em seu clarão e a pequena semente
de fraternidade que venhamos a lançar no solo da vida abençoar-nos-á com os
seus frutos."1
Bibliografia.
1. Xavier, Francisco Cândido. "Palavras de
Vida Eterna: Aprimoremos". Ditado pelo Espírito Emmanuel. CEC. 17a ed. Uberaba,
MG. 1992.
2. Xavier, Francisco Cândido. "Pão Nosso:
Renovação Necessária". Ditado pelo Espírito Emmanuel. FEB. 23a ed. Rio de
Janeiro, RJ. 2003
3. Oliveira, Therezinha. "Na Luz do Evangelho:
Mais que o Alimento". Editora Allan Kardec. Campinas, SP. 2004.
Iracema Linhares Giorgini
Dezembro de 2005
Dezembro de 2005
Citações bíblicas:
Paulo.
(I TESSALONICENSES, 5).
19 Não extingais o Espírito;
(Mateus,
6).
19 Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a
ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam;
20 mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a
ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam.
21 Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu
coração.
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