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segunda-feira, 26 de março de 2018

CAPÍTULO 20 = JESUS E INIMIGOS 2

CHAPTER 20 = JESUS AND ENEMIES 2

Technological progress, favoring comfort, relentlessly levels men in a single lane, producing a kind of dehumanizing equality that consumerism establishes as a relevant social achievement.

In effect, a community is considered to be happy because of the electronic instruments it has, automobiles, yachts and even planes waiting to be used.

12. A fé está acima das obras?


**INFORMAÇÃO ESPÍRITA**


A fé sem obras está morta


**12. A fé está acima das obras?**

Esclarecemos acima o princípio básico de “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Destarte, entendemos que este princípio esteve ligado à mensagem, tanto de Paulo quanto de Tiago e principalmente na mensagem do Mestre Jesus que instituiu este princípio no NT, demonstrando que toda a lei e os profetas dependem desta moral universal. Portanto, caro leitor, se para alguns que aceitam a graça pela fé apenas dizerem que “sou salvo, e não me aplicar às boas obras, tanto as com amor ao próximo como a Deus (exemplo de Abraão), revelarão que a minha fé é apenas teórica” e, por conseguinte, uma fé morta e incapaz de gerar frutos, conforme apresentamos, inclusive no segundo capítulo da epístola de Tiago este princípio fundamental do grande mandamento, somos impelidos a compreender que só poderemos “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos” através daquilo que se chama AÇÃO.

Com o fito de nos questionar novamente, alguns que aceitam a graça pela fé apenas, tentando incutir a ideia de a fé esta acima das obras, nos apresentam mais uma pergunta para meditar, conforme havíamos dito que verdadeiramente a fé sem obras é morta, nos questionam: “se, conforme dizem, o que seriam as obras sem fé?” Assim sendo, nos convidam os que aceitam a graça pela fé apenas a meditarmos em Hb 11:6 antes de respondermos. O mais curioso, na pergunta, é querer enfatizar que possa haver efeito sem causa e pior, se há obras, invariavelmente existe a fé interior em algo superior e que se traduz nas obras de amor ao próximo.
O texto aludido pelos que aceitam a graça pela fé apenas no contexto do capítulo 11 da epístola aos Hebreus, esta passagem até o desfecho da epístola nos traz a fé em Deus como perseveraram os patriarcas e os profetas; tendo em vista na consumação da obra pela vinda do Messias, sendo este, Jesus que aperfeiçoou a Lei e suportou aos que O negaram e lhe tiraram a própria vida, mesmo assim perseverou o Mestre em permanecer no Amor por aqueles que o odiavam, sem esperar o retorno. É isto que depreendemos do texto resumidamente, Hb 13:1-6. Não há nada no texto que dê a inferência de que a fé está acima das obras. Não há como fugir a questão de que a fé sem obras está morta, pois, se a fé está acima das obras, segundo os que aceitam a graça pela fé apenas e defensores da fé somente, por si só ela subsistia e é isso não é verdade, portanto, nem uma e nem outra está acima, ambas estão no mesmo patamar, mas que sem obras, a fé é morta e não há boas obras sem a fé em algo transcendental – Deus.

Os que aceitam a graça pela fé apenas, na tentativa de enfatizarem a ideia de que Cornélio, pelo relato em Atos nos aponta para a fé como algo que era suficiente para que ele tivesse a sua salvação, esquecem-se de que as orações e esmolas de Cornélio subiram a Deus. Tendo em vista esta atitude de Cornélio, poderiam apenas as suas orações subir a Deus? É claro que não, pois era necessária esta sua fé em algo transcendental e à abnegação da prática das boas obras, simbolizadas pelas esmolas, bem como podemos constatar:

eis que se apresentou diante de mim um varão de vestes resplandecentes e disse: Cornélio, a tua oração foi ouvida, e as tuas esmolas, lembradas na presença de Deus. (At 10:30-31).

Nesta passagem, ocorre que o Cornélio tinha sido ouvido apenas pelo ouvir segundo o que defendem os que aceitam a graça pela fé apenas, sem entrever o merecimento de Cornélio pelas orações (fé) e esmolas (obras). Deixamos a simples pergunta: Se Cornélio fosse apenas um homem que fizesse orações a Deus, ele teria a oportunidade de que estas subissem até Ele e de que um Anjo lhe visitasse? Creio que não, este caso também confirma que a fé sem obras é morta.

O que enfatizamos, na resposta anterior, é que se Cornélio não aperfeiçoasse a fé (orações) e obras (esmolas), tão pouco seria recompensado. Em vista disso, não entendemos onde ele encontrou que a fé está acima das obras, pois, se assim o fosse, a fé sem obras não estaria morta e seria como inverter a ordem proposta na própria Escritura (Tg 2:26). Ademais, se para o apóstolo Pedro:

Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados. (I Pe 4:8)

Não será nenhum que aceitam a graça pela fé apenas que nos induzirá a crer de outro modo. Se a prática das boas obras de amor para com o próximo está Acima de tudo, estaria a fé acima das obras? Cremos que não!


Thiago Toscano Ferrari


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CAPÍTULO 20 = JESUS E INIMIGOS 1

CHAPTER 20 = JESUS AND ENEMIES 1

Technological progress, favoring comfort, relentlessly levels men in a single lane, producing a kind of dehumanizing equality that consumerism establishes as a relevant social achievement.

CAPÍTULO 19 = JESUS E INGRATIDÃO


CAPÍTULO 19 = JESUS E INGRATIDÃO


Os sentimentos de amor, justiça, caridade e gratidão são inerentes à natureza humana, herdeira natural do bom, do nobre, do belo. Todavia, porque ainda se demora em crescimento de valores, mais vinculada atavicamente aos instintos primitivos, não se manifestam essas qualidades, que devem ser cultivadas com esforço até que se expressem por automatismos defluentes da sua elevação interior.

Em razão disso, são mais comuns as manifestações agressivas, as rebeldias, as ingratidões que aturdem, mantendo um clima mental e emocional belicoso entre os homens.

A ingratidão, que é desapreço, apresenta-se como grave imperfeição da alma, que deve ser corrigida.

O ingrato é enfermo que se combure nas chamas do orgulho mal dissimulado, da insatisfação perversa. A si todos os direitos e méritos se atribui, negando ao benfeitor a mínima consideração, nenhum reconhecimento.

Olvidando-se, rapidamente, do bem que lhe foi dispensado, silencia-o, mesmo quando não pensa que o recebido não passou de um dever para com ele, insuficiente para o seu grau de importância.

A ingratidão é chaga moral purulenta no indivíduo, que debilita o organismo social onde se encontra.

Assim, os ingratos são numerosos, sempre soberbos, e auto-suficientes, em dependência mórbida, porém, dos sacrifícios dos outros.
*

Jesus sempre admoestava os ingratos que lhe cruzavam o caminho.

Nunca lhe faltaram no ministério estes infelizes.

No admirável fenômeno de cura orgânica dos dez leprosos, patenteiam-se a ingratidão dos beneficiados e a interrogação do Mestre, diante daquele que havia retornado para agradecer: “Onde estão os outros? Não foram dez os curados?”

Nove se haviam ido, apressados, para o gozo e a algaravia, recuperados por fora, sem liberação da doença interna, que desapareceria somente a partir do momento em que fossem agradecer, modificando-se psicológica e moralmente.

Na tragédia do Calvário, não se encontrava presente nenhum dos que foram beneficiados pelas Suas mãos, e estes haviam sido muitos.

Ele iluminara olhos apagados; abrira ouvidos moucos; ofertara som aos lábios silenciosos; equilíbrio a mentes tresvariadas; movimentos a membros mortos; vida a catalépticos; recuperação orgânica a portadores de males inumeráveis e, no entanto, ficou esquecido por todos eles. Não obstante o bem que receberam, fugindo do reconhecimento, os ingratos viram-se diante de si mesmos, das consciências molestadas pelos remorsos, tornando a enfermar e morrendo, pois que deste fenômeno biológico ninguém escapa.
*

O Mestre conhecia as debilidades morais do homem e sempre se preocupava em alcançá-las, a fim de que as pretendidas curas alcançassem as matrizes das doenças, onde as mesmas se originam, erradicando-as, de modo que não voltassem a produzir miasmas e males perturbadores.

A Sua era uma constante proposta de renovação de metas, de atitudes, de pensamentos.

Sendo o exemplo máximo, pedia que O vissem, isto é, que Lhe tomassem a conduta de desapego das paixões cáusticas e cuidassem de uma só coisa necessária, que é o “reino de Deus” embutido no coração.

Na busca do mais importante, o seu encontro elimina o secundário, que deixa de ter valor, para ceder lugar ao essencial, que é o necessário.

Os homens, porém, na superficialidade dos seus interesses, anelam apenas pelo imediato, que lhes satisfaz num momento, deixando-os ansiosos outra vez.

Por imaturidade espiritual, ceifam a árvore de onde retiram os frutos de hoje, acreditando, com ingenuidade, que não terão fome amanhã. E quando esta se apresenta novamente, não têm onde recolher o alimento.

Assim agem os ingratos.

Toldam a água da fonte que os dessedentou; queimam o trigal que lhes deu o pão; cortam a planta frutífera que os alimentou; afastam o amigo generoso que os socorreu.

Em contrapartida, vivem a sós, amesquinhados, em si mesmos por conhecerem o íntimo.

Desconfiados, neurotizam-se; arbitrários, são desamados; soberbos, passam ignorados.
*

Não te preocupes com os ingratos dos teus caminhos de amor.

Prossegue, ofertando luz, sem te inquietares com a teimosia da treva.

Onde acendas uma lâmpada, a claridade aí derramará dádivas.

Os teus beneficiários que te abandonaram, esqueceram ou se voltaram contra ti, aprenderão com a vida e compreenderão, mais tarde, o que fizeram.

Recordarão das tuas atitudes e buscarão passar adiante o que de ti receberam.

Não é, portanto, importante, o tratamento que te dêem em retribuição, mas sim, o que prossigas fazendo por eles.


JESUS E ATUALIDADE
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO PELO ESPÍRITO JOANNA DE ÂNGELIS

CAPÍTULO 19 = JESUS E INGRATIDÃO 28

CHAPTER 19 = JESUS AND INGRATITUDE 28

Your beneficiaries who have abandoned you, forgotten or turned against you, will learn from life and will understand, later, what they did.

It is not, therefore, important, the treatment you are given in retribution, but rather what you continue to do for them.

Viver segundo as Leis de Deus

Living according to the Laws of God - with the medium Isabel Salomão de Campos

domingo, 25 de março de 2018

11. I Coríntios 13, o conhecimento pleno e a prática do Amor


**INFORMAÇÃO ESPÍRITA**


A fé sem obras está morta


**11.  I Coríntios 13, o conhecimento pleno e a prática do Amor

Neste tópico, existe a tão alegada tentativa de se desassociar a caridade do amor e vice-versa, como se a caridade pregada no Espiritismo fosse esse espantalho, engendrado pelos contraditores. Devido a isso, iremos ao cerne da questão, a fim de dirimir as dúvidas decorrentes. Todavia, sabemos através de Lc 17:21, que sobre “o Reino de Deus está em cada um de nós”, cuja explanação realizada e amplamente comentada está no tópico "Seremos salvos ou temos que nos salvar?". Adentrando neste quesito, sabemos que, segundo versão da Bíblia Anotada:

Agape é mais que afeição mútua; expressa a valorização altruísta no objeto amado. (Bíblia Anotada)

O Amor é mais do que a afeição mútua em amar aqueles que nos amam, ou seja, das pessoas, umas para com as outras, já que o Amor expressa a valorização altruísta no objeto amado indistintamente. Em outras palavras, altruísta é o próprio altruísmo a quem amamos e vamos ao significado desta palavra para entender melhor:

Altruísta s. 2 gén.,
pessoa que pratica o altruismo;
pessoa cheia de filantropia;
adj. 2 gén.,
relativo ao altruísmo;
filantropo. Altruísmo do Fr. Altruisme
s. m.,
disposição para se interessar e dedicar ao próximo;
amor ao próximo;
abnegação;

filantropia. Como foi dito na nota de rodapé da Bíblia Anotada que o Amor expressa a valorização altruísta no objeto amado. Recorremos ao significado da palavra altruísta e altruísmo, onde este nos deu a certeza de que não basta ter uma afeição mútua, é preciso ser filantropos, ou seja, não esperar retorno do que realizamos em favor daqueles que amamos (Mt 6:2-3) e dos que nos perseguem, é ainda preciso ter a disposição para se interessar e dedicar ao próximo, e esta postura só será possível através da abnegação em favor daqueles que amamos e mais, daqueles que estão fora do nosso circulo de afeição e até por aqueles que nos odeiam.

Após a versão da nota de rodapé da Bíblia de Jerusalém, ela vem a nos esclarecer ainda mais o que estamos descortinando:

À diferença do amor passional e egoísta é a caridade (agape) é um amor de dileção, que quer o bem do próximo (Bíblia de Jerusalém).

Vemos que somente a prática da caridade (agape) que se pode opor ao amor passional e egoísta e foi isto que demonstramos. Este é o que Paulo realmente enfatiza, sobre este amor que não espera retorno, se interessa e dedica-se ao próximo através da abnegação, realizando tudo o que gostaria que vos fizesse e isso será possível somente através das boas obras, ou obras de Amor (caridade) pela qual realmente iremos chegar à plenitude do amor ao próximo, assim como o Mestre nos amou e vivenciou esta realidade em seus atos.

Após estes esclarecimentos acima, vemos o seguinte questionamento dos que aceitam a graça pela fé apenas: “não há nenhuma inferência de que seja o Amor de Deus para com conosco e sim o nosso sentimento para como o próximo?” Diante do contexto de I Co 13 não há realmente a inferência de que seja o amor de Deus para conosco, e sim do nosso amor como um dom supremo e que leva a perfeição. Voltando ao texto de Paulo, os que aceitam a graça pela fé apenas dizem que “este texto de 1 Co 13 fala somente do agape como o amor de Deus, texto e contexto analisados”. Após esta afirmação de que o texto e contexto afirmam o amor (agape) de Deus. Se nesta trata do amor de Deus, como poderíamos exercer este amor então? Através das obras? Ou da fé? A lógica do texto nos mostra que iremos exercer este sentimento somente através das obras de amor (ágape / caridade).

Conforme explanado anteriormente que o sentido do amor nesta passagem é amplo, geral e irrestrito, numa alusão ao Amor de Deus, segundo este amor, o que apontamos é que neste contexto este amor se reflete sobre a caridade (agape) é um amor de dileção, que quer o bem do próximo (Bíblia de Jerusalém). Segundo os que aceitam a graça pela fé apenas, nos questionam: “como explicar o versículo 3 do referido capítulo? E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria”. Ocorre que o amor (ágape / caridade) não é somente doar todos seus bens materiais aos mais necessitados, é preciso ter a disposição para se interessar e dedicar ao próximo, e esta postura só será possível através da abnegação em favor deles. É isto o que Paulo quis dizer e que viria a ser o pleno conhecimento e a perfeição, para o que era ainda imperfeito. O verso 5 explica isso: "...não busca os seus interesses...". Espero que também não esqueça o verso 2.

Agora, dentro deste mesmo contexto e defesa da alegação dos que aceitam a graça pela fé apenas, não haveria lógica em “distribuir todos os meus bens para sustento dos pobres (= caridade) e... não ter caridade?” O que mencionamos é que a caridade não é somente isso e foi o que demonstramos acima. No entanto, o agape de Deus por nós em nos entregar Jesus (Jo 3:16) para que por meio Dele fôssemos salvos, devido a direção das atitudes que devemos ter, a fim de alcançar o grau de pureza dos espíritos de escol, disso não duvidamos, mas como seria o nosso amor ao próximo? Somente se nos entregarmos por ele através do agape com a abnegação e a dedicação a cada um de nosso semelhante indistintamente. Por este motivo que acreditamos que somente através das obras de amor (agape) é que poderemos chegar ao conhecimento pleno e por isso que elas estão acima da fé, bem como:

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor (ágape / caridade). (I Co 13:13)

Ter apenas fé em Jesus, sem por os seus ensinamentos em prática, é fé morta e sem capacidade de nos dar a condição de chegar à perfeição. Assim sendo, somente através das obras de amor que estaremos em condições de atingir o conhecimento pleno.


Thiago Toscano Ferrari



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CAPÍTULO 19 = JESUS E INGRATIDÃO 27

CHAPTER 19 = JESUS AND INGRATITUDE 27

Your beneficiaries who have abandoned you, forgotten or turned against you, will learn from life and will understand, later, what they did.

They will remember your actions and seek to pass on what they have received from you.

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sábado, 24 de março de 2018

CAPÍTULO 19 = JESUS E INGRATIDÃO 26

CHAPTER 19 = JESUS AND INGRATITUDE 26

Your beneficiaries who have abandoned you, forgotten or turned against you, will learn from life and will understand, later, what they did.

CAPÍTULO 19 = JESUS E INGRATIDÃO 25

CHAPTER 19 = JESUS AND INGRATITUDE 25

Where you light a lamp, the light will pour out there.

CAPÍTULO 19 = JESUS E INGRATIDÃO 24

CHAPTER 19 = JESUS AND INGRATITUDE 24

Go on, offering light, without worrying about the stubbornness of darkness.

10. A parábola das Ovelhas e Cabritos. O que decide a salvação?


**INFORMAÇÃO ESPÍRITA**


A fé sem obras está morta


**10. A parábola das Ovelhas e Cabritos. O que decide a salvação?**

Nesta parábola há um grande dilema para os que aceitam a graça pela fé apenas, tendo em vista que o caráter de recompensa é através das obras, pois ‘a cada um segundo as suas obras’. Ao invés disso, muitos que aceitam a graça pela fé apenas tangenciam para o dogma das penas eternas, uma saída pela porta dos fundos para que ninguém o pudesse ver. Mas isto não ilude leitores mais atentos. Assim, dizem os que aceitam a graça pela fé apenas que “devemos encarar as boas obras como mandamentos, pois assim o mesmo Jesus afirmou, e quem O ama cumpriria tais mandamentos (Jo 14:15)”. Se as boas obras referem-se como mandamentos e após o esclarecimento desta visão, dentro do segundo capítulo da Epístola de Tiago, temos que concordar que tanto Jesus, quanto Tiago enfatiza o "amor a Deus sobre todas as coisas" e o "amar ao próximo como a si mesmo", estes dois grandes mandamentos só poderão se cumprir através das boas obras.

Iremos, agora, analisar o texto em questão e verificar qual é o caráter de recompensa que nós estamos sujeitos:

”Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me. Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos? Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te? E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes. Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos; porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; era forasteiro, e não me acolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo, e na prisão, e não me visitastes. E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos? Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer. E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna”. (Mt 25:31-46).

Após esta passagem em que Jesus nos esclarece, os que aceitam a graça pela fé apenas comentam que “quem não cumprir, diferentemente do que prega o espiritismo, não terão ‘outras encarnações’, antes, porém, será dito a estes: Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos”. Como se não bastasse à recusa em nos demonstrar o caráter de retribuição nesta parábola dos bodes e das ovelhas, que será retribuído a cada um segundo ‘as suas obras’, desviam muitos que aceitam a graça pela fé apenas no mérito de combater a reencarnação através das penas eternas, sendo que não é o foco deste tema, vindo a sair pela tangente novamente, mas sabemos que:

O Senhor é misericordioso e compassivo; longânimo e assaz benigno. Não repreende perpetuamente, nem conserva para sempre a sua ira. Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades (Sl 103:8-10).

Antes, porém, estaremos desenvolvendo tal tema no tópico apropriado sobre “Reencarnação ou Penas Eternas?”. Entretanto, sabemos que a pena do culpado tem a durabilidade da quitação de seu débito e estando quite esta dívida, este pode vir a retomar o seu caminho, onde entendemos que Deus perdoa o culpado, mas não o inocenta, enquanto que as penas eternas colocam Deus com a incapacidade de perdoar o infrator arrependido e dar-lhe a quitação com o seu débito, colocando em cheque a exortação de Jesus de que devemos perdoar 70x7, ou seja, infinitamente. É um desrespeito flagrante em colocar Deus abaixo do homem.

Diante do esboço traçado, os que aceitam a graça pela fé apenas nos fazem o pertinente questionamento, trazendo a sua posterior e própria resposta: “Se quiserem pregar salvação pelas obras, como seria a condenação? Para sermos coerentes, devemos responder que seriam pelas obras também”. Depende da abordagem, pois a salvação é pelas obras de amor ao próximo e a condenação é por não praticar tais obras de caridade, conforme exorta o Mestre: “Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.” Ou seja, estando à salvação ligada às boas obras, a condenação está ligada à ausência delas.

Podemos ver o caráter de julgamento de tal parábola estar de acordo com “a cada um segundo as suas obras” e vemos ainda as obras evidenciadas: porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me. Essa passagem simboliza o dia do juízo, dia que devemos prestar contas a Deus de tudo o que fizemos. Quem foi para a direita de Deus (bom lugar) foram os de fé ou os que fizeram obras? As obras exemplificadas são: dar de comer aos famintos, vestir os nus, dar água a quem tem sede, hospedar os viajantes, visitar os doentes e os prisioneiros, tudo isso são atos de amor ao próximo.

No simbolismo, a separação dos bons dos maus é pela fé de cada um? Pela religião? Ou pelas obras praticadas em favor ao próximo? Repetimos: “FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO” e o caráter de julgamento continua sendo o mesmo: “a cada um segundo as suas obras”. Não é raro, mas nenhum comentário se vê da parte dos que aceitam a graça pela fé apenas sobre o caráter de julgamento nesta parábola ser invariavelmente através das obras.

Conforme o questionamento: Como acabar com 30.000.000 de pessoas que vivem abaixo dos índices de miséria em nosso País? Através da fé ou das obras? Responde alguns que aceitam a graça pela fé apenas: que “com certeza através das obras, principalmente as que forem movidas pela fé, pois perante Deus é a que importará para a Salvação, pois apenas a obra de caridade, sem o agape, o amor de Deus, para nada se aproveita ‘ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres’ e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria”. Sabemos que é o amor de Deus que deve nos mover a isso. Como já foi esclarecido anteriormente, o que é inoperante não pode vir a operar nada, não tem vida, já que a fé sem obras é inoperante, e, por conseguinte morta! O que importará para a salvação é que está explícito nesta parábola: “porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me. Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos? Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te? E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes”. Amor é caridade e caridade é amor. Sem amor não há caridade e sem caridade não há amor.

Vale ainda ressaltar que os justos não sabiam que faziam o bem e esta máxima é:

(...) Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita; (Mt 6:2-3)

Outra coisa não é o que o Espiritismo diz e recomenda exaustivamente, fazer as obras sem esperar retorno, fazê-las por amor somente, o que é justamente o que Paulo enfatiza (I Co 13).


Thiago Toscano Ferrari


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CAPÍTULO 19 = JESUS E INGRATIDÃO 23

CHAPTER 19 = JESUS AND INGRATITUDE 23

Do not worry about the ungrateful ones of your loving ways.

CAPÍTULO 19 = JESUS E INGRATIDÃO 22

CHAPTER 19 = JESUS AND INGRATITUDE 22

Suspicious, they become neurotic; arbitrary, are deported; proud, pass ignored.

9. O segundo capítulo da epístola de Tiago e a exortação das boas obras


*INFORMAÇÃO ESPÍRITA*


A fé sem obras está morta



**9. O segundo capítulo da epístola de Tiago e a exortação das boas obras**

Sobre esta passagem, os que aceitam a graça pela fé apenas questionam: “se ele (Abraão) entregasse o filho por entregar, sem ter tido a fé, como muitos fazem hoje, tentam ser bons apenas para se mostrarem, sem ter fé em Deus?”, Prosseguem os que aceitam a graça pela fé apenas no seguinte questionamento: “assim como muitos oferecem ‘oferendas’ a deus sem ter fé no verdadeiro Deus?” Esta segunda pergunta é tão sem nexo quanto à primeira. Voltando à primeira pergunta e procurando aprofundar, respondemos novamente: Em Primeiro lugar, o apóstolo Tiago evidencia uma analogia a Abraão, realizando sacrifício de seu próprio filho Isaque, no altar a Deus, este acontecimento está em consonância com a passagem do amparo ao próximo, através das boas obras (Tg 2:14-26). Tiago vem a estabelecer dois princípios que tratam de "amor a Deus sobre todas as coisas", e a prova disso foi à oferta do próprio filho da parte de Abraão a Deus sobre o altar de sacrifícios, sendo o outro princípio o do "amar ao próximo como a si mesmo" abordado do verso 14 a 17, tendo em vista que o primeiro e maior mandamento deve vir primeiro, o que não discordamos. Todos estes dois princípios se baseiam no ensino do Mestre Jesus e que iremos demonstrar mais adiante.

Entendemos que se "toda a lei e os profetas dependem destes dois mandamentos", podemos dizer que as "boas obras" envolvem o dever do homem primeiro para com Deus e segundo para com o próximo. Vejamos a passagem abaixo para corroborar o que temos afirmado.

"Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, não pode amar a Deus, a quem não viu. E dele temos este mandamento, que quem ama a Deus ame também a seu irmão." (I Jo 4:20,21).

Caridade é amor e o amor é caridade. A verdadeira caridade ou verdadeiro amor se manifesta em boas obras, nas três direções: Deus, nós mesmos e o próximo. Para amarmos ao próximo como a si mesmo, devemos nos amar primeiro. Quem ama a Deus deve se amar e amar ao próximo. Não existe caridade sem estes requisitos acima.

A questão esclarecida acima e em conformidade com o que o apóstolo Tiago nos elucida no segundo capítulo de sua epístola, são dois princípios de "amor a Deus sobre todas as coisas" e "amar ao próximo como a si mesmo", sendo estes dois pilares toda a essência da Torah e dos ensinamentos de Jesus. É isto que está claramente na Bíblia e na passagem em análise, onde não procuramos inverter tal ordem, antes ao contrário aproximamos essa ideia ainda mais ao âmago da questão.

Ainda em análise, segundo os que aceitam a graça pela fé apenas: “foi à fé que moveu a obra, e não o contrário. A obra aperfeiçoou a fé (Tg 2:22), ou seja, já havia a fé em Deus, se não houvesse fé a obra iria aperfeiçoar o que?” Se acreditarmos que a fé por si só move as boas obras, como poderia algo que é inoperante, operar algo (Tg 2:20)? O que fica claro no texto é que a obra quem moveu e aperfeiçoou a fé, e não o inverso (Tg 2:22). Havia a fé em Deus, assim como até os “demônios” também acreditam, todavia, não havia o "amor a Deus sobre todas as coisas" e este se consumou através da obra de Abraão em oferecer o seu único filho (Tg 2:21).

Com efeito, elaboramos um terceiro questionamento: Diante do exposto, concordam que segundo Tiago a fé de Abraão, até aquele momento, era morta? Caros leitores, segundo alguns que aceitam a graça pela fé apenas: “o contexto que entram as exortações de Tiago para se identificar alguém que tem fé ou não, afinal, crer em Deus até os demônios crêem (Tg 2:19)”. Nesta passagem de Tiago, fica claro que se a fé sem obras realmente nos garantissem a salvação, até os demônios se salvariam, pois eles também acreditam em Deus. Contudo, concluem os que aceitam a graça pela fé apenas dizendo que “serão as nossas obras perante Deus, como afirmam que não são apenas as obras com intuito de ajuda ao próximo, a exemplo o caso de Abraão”. Como foi dito anteriormente, Tiago vem a estabelecer dois princípios que tratam de "amor a Deus sobre todas as coisas", e a prova disso foi à oferta do próprio filho da parte de Abraão, sendo o outro princípio o do "amar ao próximo como a si mesmo" abordado do verso 14 a 17, tendo em vista do que temos que realizar uns para com os outros. Todos estes dois princípios se baseiam no ensino do Mestre Jesus e neste contexto elucidado de Tiago.

Thiago Toscano Ferrari


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CAPÍTULO 19 = JESUS E INGRATIDÃO 21

CHAPTER 19 = JESUS AND INGRATITUDE 21

They dampen the water of the fountain which gave them water; they burn the wheat field that gave them bread; they cut down the fruitful plant that fed them; they turn away the generous friend who helped them.

On the other hand, they live alone, amassed, in themselves because they know the intimate.

A união pela paz vence a ameaça da guerra

The union for peace overcomes the threat of war - with the medium Isabel Salomão de Campos