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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A vida está a sua espera (romance de Schellida⁄psicografia de Eliana Machado Coelho)

Eliana Machado
Coelho

Espíritos : Schellida / João Pedro

SOBRE O AUTOR

Nascida em São Paulo, na capital, no dia 9 de outubro, a médium Eliana Machado Coelho sempre esteve em contato com o Espiritismo desde a mais tenra idade. Quando pequena, a vidência já se manifestava pela presença de uma linda moça, traços muito delicados, aparentando cerca de vinte e cinco anos, de uma candura bela, um sorriso doce e envolta em uma aura quase violácea... Era o espírito Schellida, que já preparava a médium para o trabalho. Aos vinte anos, a vidência e a clariaudiência afloraram. Freqüentando centro espírita filiado à Federação Espírita do Estado de São Paulo e à União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, passou a desenvolver seu trabalho espiritual e a participar de diversos cursos, entre eles o de educação mediúnica. Conforme orientação de Schellida, em 1997 Eliana deixou de lado os calhamaços psicografados que serviram como treino e aperfeiçoamento da sintonia vibratória para começar sua verdadeira tarefa: a psicografia de livros. Hoje, casada, mãe de uma filha, Eliana Machado Coelho tem já diversos livros publicados e prossegue, com determinação e perseverança, a tarefa que lhe foi confiada pela Espiritualidade. Grata,  Veja entrevista com a autora: http://youtu.be/1876qMNk1ak

CAPÍTULO 17 = JESUS E INSEGURANÇA 12

CHAPTER 17 = JESUS AND INSECURITY 11

Understanding the primitivism in which the humanity of His time struggled, Jesus realized how difficult it would be for peace to be implanted in the hearts and how many tears would be poured in order to make it happen.

He offered, however, a perspective of peace, stating that "he who endures to the end shall be saved."

A Andragogia Espiritual


Dalmo Duque dos Santos

Andragogia é a prática educativa iniciática que, desde remotíssimos tempos, vem sendo utilizada em núcleos filosófico-religiosos. Ela visa, sobretudo, a formação de agentes multiplicadores (discípulos) de uma determinada  doutrina.

A iniciação, como técnica didática, é idêntica no que diz respeito à sua essência educativa e varia somente nas suas aplicações culturais, sendo comum tanto nas mais simples práticas primitivas tribais até as mais sofisticadas instituições sacerdotais. O pagé indígena, o feiticeiro ou curandeiro tribal, o padre católico, o pastor protestante, o xamã, o bruxo, o mago, o gurú, o pai-de-santo, a rezadeira ou benzedeira, todos são iniciados em suas respectivas áreas de conhecimento, obedecendo princípios e regras educativas necessárias ao exercício de suas funções ou papéis.

Nas civilizações teocráticas da Antiguidade oriental esse tipo de prática educativa foi predominante porque a camada sacerdotal tinha grande influência social e política. O sacerdócio era um status diferenciado e altamente prestigiado nessas sociedades.

A introdução da educação iniciática oriental no mundo ocidental se deu através do contato da civilização greco-romanos com as culturas do Egito, da índia e da China. Sábios gregos como Heródoto, Platão e Pitágoras freqüentaram núcleos iniciáticos orientais. Mas a própria metodologia de ensino de Sócrates (a maiêutica e a ironia) funciona como um processo de iniciação no qual o discípulo tinha que romper barreiras e obstáculos para vencer etapas de aprendizagem. De todos esses sábios do Ocidente, Pitágoras foi o que mais se destacou nesse setor , criando uma escola iniciática de grande prestígio na qual se ensinava ao mesmo tempo o conhecimento racional , o fenomenal exterior (exotérico) e o fenomenal interior ou emocional (esotérico). A Matemática pitagórica tanto abrange o aspecto racional do universo (geometria) como o aspecto místico, como a teoria da perfeição numérica centenária.

Na Idade Média, em plena Era Metafísica, a educação iniciática, voltou a ser praticada nos círculos de elite, como contestação e alternativa ao monopólio cultural teológico da Igreja (ordens religiosas em mosteiros e conventos).

Nessas sociedades secretas ocultistas os homens cultos e inquietos se reuniam para aprender e desenvolver conhecimentos proibidos. A Maçonaria é um exemplo desses núcleos, cuja origem foi a corporação de ofício dos pedreiros ou construtores ( do francês “masson” ou fazedor de massa).

Na Renascença essas sociedades secretas se propagaram em função do relativo clima de liberdade estabelecidos em cidades comerciais e pelas revoltas contra os abusos de poder do clero católico (Reformas). Nomes famosos como Galileu, Leonardo Da Vinci, Rafael, Miguelangelo foram iniciados nos mistérios metafísicos dessas escolas esotéricas e deixaram transparecer em suas obras os reflexos desses conhecimentos.

Com o advento do iluminismo e das Revoluções Liberais as escolas iniciáticas perderam muito da sua influência por causa do estabelecimento das liberdades civis. Mesmo assim, sabe-se que muitos desses movimentos foram pensados e tramados em núcleos iniciáticos ou pelos seus ex-alunos.

No mundo contemporâneo, com as crises existenciais geradas pelo clima de incerteza, a escolas iniciáticas ainda sobrevivem e em determinados setores avançam como alternativa educacional da chamada Nova Era, do III Milênio.

Características mais comuns da educação iniciática:

Ocultismo, misticismo, mistérios, enigmatismo e simbolismo;

Busca do conhecimento das relações e inter-relações entre o Homem,

Divindades e a Natureza;

Diferenciação entre o conhecimento Exotérico e o conhecimento Esotérico;

Relação de confiança entre mestre e discípulo;

Regras disciplinares e de conduta (silêncio, jejum, meditação, olhar,
etc.);
Progressão gradual dialética em etapas (graus hierárquicos);

Instrumentos rigorosos de avaliação probatória;

Diferenciação metodológica entre a pedagogia e a andragogia.

Fazendo uma comparação teórica , enquanto a Pedagogia está voltada para a educação existencial das crianças a Andragogia volta-se para o aperfeiçoamento consciencial dos adultos. Para tanto, esta última lança mão de métodos diferenciados da educação infantil, capazes de amadurecer o indivíduo biologicamente já desenvolvido, porém emocionalmente imaturo, através do processo de despertamento. Essa metodologia consiste basicamente na reversão do conhecimento e do aprofundamento de experiências, do plano exotérico para a dimensão esotérica. O conhecimento esotérico está inserido no rol dos principais tipos de conhecimentos manifestados na experiência humana, a saber: o mágico, o empírico, revelado, lógico-racional, o experimental, e o intuitivo. O esoterismo enquadra-se, portanto, na esfera da revelação místico-religiosa, da qual provém a maioria dos ensinamentos espiritualistas ministrados pelas escolas iniciáticas tradicionais e também pelas principais religiões históricas das civilizações.

Lembrando Platão e sua analogia sobre o efeito moral do conhecimento nas pessoas, a Verdade é como uma luz que ofusca a visão do expectador que se habituou com a escuridão de uma caverna escura. Ele vai se adaptando gradualmente à medida que faz incursões de olhos vendados até que possa finalmente encarar a luz sem nenhuma proteção. A venda nos olhos é o exoterismo; tirar a venda dos olhos é processo de iniciação esotérica.

Todas as religiões e escolas filosóficas espiritualistas, em todas as épocas, guardam duas formas básicas de expressão social: uma esotérica, voltada para os setores mais intelectualizados, cuja minoria tende sempre a formar suas elites, corporativas ou não; e outra exotérica, voltada para as massas, para cuja maioria limitada intelectualmente assume significados simbólicos e ritualísticos mais acessíveis ao seu nível de compreensão. Isso significa que as religiões e filosofias possuem conhecimentos complexos que precisam ser, de uma forma ou de outra, vulgarizados, quase sempre em forma de dogmas e sacramentos cerimoniais.

Mas tudo isso só amplia ainda mais o fascínio que o ser humano tem pelo conhecimento esotérico. Menos palpável e realista do que os conhecimentos lógico-racional e empírico, ele não fornece provas materiais dos fatos, porém gera em todos nós uma profunda confiança na imaginação e na capacidade filosófica de cultivar as possibilidades do desconhecido. A mente humana não se alimenta apenas de convicções lógico-racionais. Nossa auto-realização depende do entendimento e da compreensão de muitas outras coisas que estão fora dessa esfera limitada da cognição racional. Além do pensamento estão inúmeras outras experiências ainda não decifradas e que se escondem no universo dos nossos sentimentos e emoções. Somente quando estivermos suficientemente equilibrados nas três áreas vivenciais é que poderemos conviver com o conhecimento pleno e absoluto das coisas. Por enquanto teremos que viver na relatividade. Enquanto isso, não há nada de mal especularmos nesse terreno oculto e atraente do mundo das idéias, da esorealidade da qual falava Platão.

Artigo Reproduzido com Autorização do Autor

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CAPÍTULO 17 = JESUS E INSEGURANÇA 11

CHAPTER 17 = JESUS AND INSECURITY 11

Understanding the primitivism in which the humanity of His time struggled, Jesus realized how difficult it would be for peace to be implanted in the hearts and how many tears would be poured in order to make it happen.

For this reason, he foresaw the catastrophes and hecatombs that the creatures would unleash, as well as the innumerable afflictions that would be imposed, slowly learning the respect for life, as His disciple reports in the "prophetic sermon." (*)

(*) Mark: 13, 1 and following.

CAPÍTULO 17 = JESUS E INSEGURANÇA 10

CHAPTER 17 = JESUS AND INSECURITY 10

Understanding the primitivism in which the humanity of His time struggled, Jesus realized how difficult it would be for peace to be implanted in the hearts and how many tears would be poured in order to make it happen.

A Alma e a Imortalidade


Sérgio Biagi Gregório

SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Histórico. 4. Alma: 4.1. A Alma para os Materialistas; 4.2. A Alma para os Panteístas; 4.3. A Alma para os Espiritualistas. 5. Morte: 5.1. Experiência Universal; 5.2. Questões para Reflexão; 5.3. O Temor da Morte. 6. Vida Futura: 6.1. O Nada; 6.2. Absorção no Todo; 6.3. O Céu e o Inferno; 6.4. Progresso Ininterrupto do Espírito. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO


Tudo acaba com a morte ou existe algo que sobrevive à decomposição do corpo físico? Se existe, para onde vai? Qual o seu destino? Para responder a essas questões, dividimos este estudo em três tópicos, que são: a alma, a morte e a vida futura.

2. CONCEITO

Alma – Do latim anima, semelhante à palavra grega anemos (vento) significa ser imaterial e individual que em nós reside e sobrevive ao corpo. Para o Espiritismo, a alma é um Espírito encarnado, sendo o corpo o seu envoltório. Imortalidade - Sob a forma negativa (prefixo negativo – i), o termo exprime a noção essencialmente positiva, de vida-sem-fim, daquilo que não é submetido à morte. Excetuando-se o seu uso metafórico, a imortalidade é antes de tudo uma hipótese metafísica – de origem religiosa –, que concerne à alma, sustentada pelo conjunto da filosofia espiritualista desde a antiguidade.

3. HISTÓRICO

Não se sabe exatamente quando entrou no espírito do homem a idéia de sobrevivência depois da morte. No período paleolítico (2.500.000 a.C a 12.000 a.C.) não há prova de sua existência. Somente a partir do período neolítico (12.000 a.C. a 4.000 a.C.) é que se encontram vestígios, principalmente pelos ornamentos, armas e alimentos deixados perto dos mortos.

No antigo Egito, a convicção da existência de uma vida futura era categórica, principalmente para os que eram embalsamados. Na índia, desenvolveu-se a doutrina da metempsicose, a possibilidade da alma voltar num corpo de animal.

O Budismo ofereceu socorro com sua esperança no Nirvana. Na Pérsia, o mazdeísmo proclamou, desde 3.º século a.C., a doutrina da ressurreição. A concepção da ressurreição apresenta-se pela primeira vez, na literatura judaica, no livro de Daniel, escrito cerca de 165 a.C.

Os argumentos de Sócrates e de Platão, tão difundidos no âmbito da filosofia, não foram os primeiros; apenas mostraram a tendência crítica de dar base racional a uma idéia admitida por muitos.

Grande parte do êxito do cristianismo foi sem dúvida a crença na vida futura,
que oferecia salvação a todos os homens, independentemente de cor, sexo ou posição social.

Na época do Renascimento e do desenvolvimento das ciências naturais, começaram a exprimir-se dúvida quanto à idéia da imortalidade da alma.

Hoje convivemos com essas duas crenças: de um lado o materialismo que nega a existência da alma após a morte e do outro o espiritualismo que a corrobora. (Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira)

4. ALMA

Allan Kardec analisa o termo sob três aspectos:

4.1. ALMA PARA OS MATERIALISTAS

"Segundo uns, a alma é o princípio da vida orgânica material; não tem existência própria e se extingue com a vida: é o puro materialismo. Neste sentido, e por comparação, dizem de um instrumento quebrado, que não produz mais som, que ele não tem alma. De acordo com esta opinião, a alma seria um efeito e não uma causa". (Kardec, 1995, p. 16)

4.2. A ALMA PARA OS PANTEÍSTAS

"Outros pensam que a alma é o princípio da inteligência, agente universal de que cada ser absorve uma porção. Segundo estes, não haveria em todo o Universo senão uma única alma, distribuindo fagulhas para os diversos seres inteligentes durante a vida; após a morte, cada fagulha volta à fonte comum, confundindo-se no todo, como os córregos e os rios retornam ao mar de onde
saíram". (Kardec, 1995, p. 16)

4.3. A ALMA PARA OS ESPIRITUALISTAS

"Segundo outros, enfim, a alma é um ser moral, distinto, independente da matéria e que conserva a sua individualidade após a morte. Esta concepção é incontestavelmente a mais comum, porque sob um nome ou outro a idéia desse ser que sobrevive ao corpo se encontra em estado de crença instintiva, e independente de qualquer ensinamento, entre todos os povos, qualquer que seja os eu grau de civilização. Essa doutrina, para qual a alma é causa e não efeito, é dos espiritualistas". (Kardec, 1995, p. 16)

Haveria necessidade de três palavras diferentes para expressar cada uma das idéias.

Assim, Allan Kardec acha que o mais lógico é tomá-la na sua significação mais vulgar, e por isso chamamos alma ao ser imaterial e individual que existe em nós e sobrevive ao corpo.

5. MORTE

5.1. EXPERIÊNCIA UNIVERSAL

A morte é uma experiência universal. Todo o ser humano nasce, cresce, luta, sonha, traça planos, constrói para o futuro para, finalmente, ceder à morte.

Para muitos é uma hora de tristeza, de melancolia; para outros, é como um alívio pelo cumprimento dos pesados deveres de sua existência. As diversas culturas e religiões dão suas contribuições para a compreensão do tema. O Dr. Frank Mahoney, professor de Antropologia da Universidade do Havaí, por exemplo, mostrou a diferença entre a cultura americana e a da sociedade Micronésia, a dos Trukeses. Enquanto os americanos negam a morte e o envelhecimento; os habitantes das ilhas Truk (Pacífico) ratificam-na. Em termos religiosos, o Hinduismo afirma que a alma ou essência espiritual (atman) do indivíduo é eterna: o Budismo, que a vida depois da morte é um problema sobre o qual nada pode ser dito; o Catolicismo, que a vida depois da morte está inserida na crença de um Céu, de um Inferno e de um Purgatório.

5.2. QUESTÕES PARA REFLEXÃO

Quem deixa quem: é o Espírito que deixa o corpo ou o corpo que deixa o Espírito? É doloroso o instante da morte? A morte do homem justo difere da do injusto? Deve-se cremar o cadáver ou enterrá-lo naturalmente? O que leva uma pessoa temer a morte? Por que o Espírita não deve temer a morte?

5.3. O TEMOR DA MORTE

Allan Kardec, no livro O Céu e o Inferno, trata exaustivamente do problema da morte. Diz-nos que o temor da morte decorre da noção insuficiente da vida futura, embora denote também a necessidade de viver e o receio da destruição total. Segundo o seu ponto de vista, o espírita não teme a morte, porque a vida deixa de ser uma hipótese para ser realidade. Ou seja, continuamos individualizados e sujeitos ao progresso, mesmo na ausência da vestimenta física.

6. VIDA FUTURA

Baseando-nos nas concepções de alma dada por Allan Kardec, podemos esperar as seguintes perspectivas para a vida futura:

6.1. O NADA

O Niilismo - do lat. nihil, nada, fruto da doutrina materialista - significa ausência de toda a crença. Como a matéria é a única fonte do ser, a morte é considerada o fim de tudo. Os adeptos do materialismo incentivam o gozo dos bens materiais, dizendo que quanto mais usufruirmos deles, mais felizes seremos. Como se vê, a conseqüência do niilismo é a corrida em busca do dinheiro, da projeção social e do bem-estar material.

6.2. ABSORÇÃO NO TODO

O Panteísmo – do grego pan, o todo, e Theos, Deus – significa absorção no todo. De acordo com essa doutrina, o Espírito, ao encarnar, é extraído do todo universal; individualiza-se em cada ser durante a vida e volta, por efeito da morte, à massa comum. As conseqüências morais dessa doutrina são semelhantes às do materialismo, pois ir para o todo, sem individualidade e sem consciência de si, é como não existir.

6.3. CÉU E INFERNO

O Dogmatismo Religioso afirma que a alma, independente da matéria, é criada por ocasião do nascimento do ser; sobrevive e conserva a individualidade após a morte. A sua sorte já está determinada: os que morreram em "pecado" irão para o fogo eterno; os justos, para o céu, gozar as delícias do paraíso. Essa visão deixa sem respostas uma série de anomalias que acompanham a humanidade, como, por exemplo, os aleijões e a idiotia.

6.4. PROGRESSO ININTERRUPTO DO ESPÍRITO

Para o Espiritismo, a vida espiritual é a vida normal; a vida corpórea é uma fase temporária em que o Espírito se reveste de um envoltório material e de que se despe por ocasião da morte. O Espiritismo mostra-nos que o Espírito, independente da matéria, foi criado simples e ignorante. Todos partiram do mesmo ponto, sujeitos à lei do progresso. Aqueles que praticam o bem evoluem mais rapidamente e fazem parte da legião dos "anjos", dos "arcanjos" e dos "querubins". Os que praticam o mal recebem novas oportunidades de melhoria, através das inúmeras encarnações. Importa salientar que uma vez no mundo dos Espíritos, eles continuam com sua individualidade, sujeita a um ininterrupto progresso.

7. CONCLUSÃO

A imortalidade da alma é um fato concreto. Cabe-nos, assim, com o auxílio das explicações racionais e convincentes do Espiritismo, pautar a nossa vida segundo os ensinamentos morais deixados por Jesus.

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed. São Paulo: Feesp, 1995.

KARDEC, A. Obras Póstumas. 15. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1975.

GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, [s.d. p.]




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CAPÍTULO 17 = JESUS E INSEGURANÇA 9

CHAPTER 17 = JESUS AND INSECURITY 8

Faced with the condition of being a "planet of trials and atonements," the evolutionary process always presents itself by demanding strenuous efforts in the struggles in which all must strive.

Everyone tries to live with it, get used to it, almost waiting for each one to be attacked.

VINTE E SEIS MANEIRAS DE IDENTIFICAR SE UMA MENSAGEM PROVÉM DE UM BOM ESPÍRITO


Centro de Estudos Espíritas Paulo Apóstolo, Ceepa, Mirassol, SP


Seja você espírita ou não, provavelmente, já se viu em determinada situação em que alguém lhe transmitiu alguma "mensagem", recebida por algum médium, adivinho ou "sensitivo", tendo você como especial destinatário.

É muito provável, também, você conhecer pessoas que andam consultando e recebendo instruções de espíritos por aí, na intenção de obter soluções rápidas para seus problemas ou aflições. Há também o caso daquele seu vizinho que "recebe" tal e qual entidade e "trabalha" em casa mesmo.

Pois bem, você deve ter ficado em dúvida, sem saber discernir o conteúdo dessas mensagens. Teria sido proveniente de um espírito mesmo? Ou então, no mínimo, teria esse espírito uma índole moral superior capaz de merecer a sua confiança?

Levando ainda essa questão para o campo estritamente psíquico, da influenciação espiritual, a que todos estamos sujeitos e que ocorre inconscientemente, na rotina de nossas vidas, podemos observar a natureza de nossas próprias cogitações mentais. O que estamos cogitando? Seja o que for, será algo digno de alguém preocupado com a auto-educação espiritual?

Respostas para dúvidas mediúnicas estão na obra de Allan Kardec O codificador do espiritismo, Allan Kardec, em sua obra O Livro dos Médiuns, deixou tudo isso muito bem claro e, para os estudiosos da doutrina, o que falamos aqui não é nenhuma novidade. Mas, para quem está chegando agora e para os que se interessam em recapitular o aprendido, aqui vão 26 maneiras de identificar se uma comunicação é proveniente de um espírito superior ou não:

1.- Não há outro critério para discernir o valor dos espíritos senão o bom-senso.

2.- Conhecemos os espíritos pela sua linguagem e pelos seus conselhos, ou seja, pelos sentimentos que inspiram e os conselhos que dão.

3.- Uma vez admitido que os bons espíritos não podem dizer e fazer senão o bem, tudo o que for mau não pode provir de um bom espírito.

4.- A linguagem dos espíritos superiores é sempre digna, nobre e elevada, sem mistura de trivialidades. Dizem tudo com simplicidade e modéstia, não se gabam jamais, não exibem seu saber nem a sua posição entre os outros.

A linguagem dos espíritos inferiores ou vulgares tem sempre algum reflexo das paixões humanas. Toda expressão que indique baixeza, presunção, arrogância, fanfarrice, acrimônia, é indício característico de inferioridade, ou de fraude se o espírito se apresenta sob um nome respeitável e venerado.

5.- Não é pela forma material e nem pela correção do estilo que se julga um espírito mas, sim, sondando-lhe o íntimo, esquadrinhando suas palavras, pesando-as friamente, maduramente e sem prevenção. Todo desvio de lógica, razão e de sabedoria, não pode deixar dúvida quanto à sua origem, qualquer que seja o nome com o qual se vista a entidade espiritual comunicante.

6.- A linguagem dos espíritos elevados é sempre idêntica, senão quanto à forma, pelo menos quanto ao fundo. Não são contraditórios.

7.- Os bons espíritos não dizem senão o que sabem, calam-se ou confessam sua ignorância sobre o que não sabem.

Os maus falam de tudo com segurança, sem se preocuparem com a verdade. Toda heresia científica notória, todo princípio que choque o bom-senso, mostra a fraude se o espírito se diz esclarecido.

8.- É fácil reconhecer os espíritos levianos pela facilidade com que predizem o futuro e precisam fatos materiais que não nos é dado conhecer. Os bons espíritos podem fazer pressentir as coisas futuras quando esse conhecimento for útil, mas não precisam jamais as datas: todo anúncio de acontecimento com época fixada é indício de uma mistificação.

9.- Os espíritos elevados se exprimem de maneira simples, sem prolixidade. Seu estilo é conciso, sem excluir a poesia de idéias, de expressões sempre inteligíveis e ao alcance de todos, sem exigir esforço para ser compreendido. Têm a arte de dizerem muitas coisas com poucas palavras, porque cada palavra tem sua importância.

Os espíritos inferiores, ou falsos sábios, escondem sob a presunção e ênfase o vazio dos pensamentos. Sua linguagem, freqüentemente, é pretensiosa, ridícula, ou obscura à força de querer parecer profunda. Mas não é.

10.- Os bons espíritos jamais ordenam: não se impõem, aconselham e, se não são escutados, se retiram. Os maus são imperiosos, dão ordens, querem ser obedecidos e permanecem mesmo assim. Todo espírito que se impõe, trai sua origem. São exclusivos e absolutos em suas opiniões, e pretender ter, só eles, o privilégio da verdade. Exigem uma crença cega e não apelam à razão, porque sabem que a razão os desmascariam.

11.- Os bons espíritos não lisonjeiam. Aprovam quando se faz o bem, mas sempre com reservas. Os maus dão elogios exagerados, estimulam o orgulho e a vaidade, pregando a humildade, e procuram exaltar a importância pessoal daqueles a quem desejam captar.

12.- Os espíritos superiores estão acima das puerilidades da forma e em todas as coisas. Só os espíritos vulgares podem dar importância a detalhes mesquinhos, incompatíveis com as idéias verdadeiramente elevadas. Toda prescrição meticulosa é um sinal certo de inferioridade e de fraude da parte de um espírito que toma um nome importante.

13.- Desconfie dos nomes bizarros e ridículos que tomam certos espíritos que querem se impor à credulidade. Seria soberanamente absurdo tomar esses nomes a sério.

14.- Desconfie também dos espíritos que se apresentam muito facilmente com nomes extremamente venerados e não aceite suas palavras senão com a maior reserva.

Neste caso é necessário um controle severo e indispensável, porque, freqüentemente, é uma máscara que tomam para fazer crer em pretendidas relações íntimas com os espíritos excepcionais. Por esse meio afagam a vaidade do médium e dela se aproveitam para induzi-lo, constantemente, a diligências lamentáveis ou ridículas.

15.- Os bons espíritos são muito escrupulosos sobre as atitudes que podem aconselhar. Em todos os casos, não aconselham jamais se não houver um objetivo sério eminentemente útil. Deve-se considerar como suspeitas todas as que não tiverem esse caráter, ou não estiverem de acordo com a razão. É ainda necessário refletir maduramente todo conselho recebido para não correr o risco de expor-se a mistificações desagradáveis.

16.- Os bons espíritos podem também serem reconhecidos pela sua prudente reserva sobre todas as coisas que podem comprometer. Repugna-lhes revelar o mal.

Os espíritos levianos ou malévolos se comprazem em fazê-lo realçar. Enquanto que os bons procuram suavizar os erros e pregam a indulgência, os maus os exageram e sopram a cizânia por meio de insinuações pérfidas.

17.- Os bons espíritos prescrevem unicamente o bem. Toda máxima, todo conselho que não esteja estritamente conforme a pura caridade evangélica, não pode ser obra dos bons espíritos.

18.- Os bons espíritos não aconselham jamais senão coisas perfeitamente racionais.

Toda recomendação que se afaste da reta linha do bom-senso ou das leis imutáveis da natureza, acusa um espírito limitado e, por conseqüência, pouco digno de confiança.

19.- Os espíritos maus ou simplesmente imperfeitos se traem ainda por sinais materiais ante os quais a ninguém poderiam enganar. Sua ação sobre o médium é algumas vezes violenta, nele provocando movimentos bruscos e sacudidos, uma agitação febril e convulsiva, que se choca com a calma e a doçura dos bons espíritos.

20.- Os espíritos imperfeitos, freqüentemente, aproveitam os meios de comunicação de que dispõem para dar pérfidos conselhos. Excitam a desconfiança e animosidade contra aqueles que lhe são antipáticos, os que podem desmascarar suas imposturas são, sobretudo, o objeto de sua repreensão.

Os homens fracos são seu alvo para os induzir ao mal. Empregando, sucessivamente, os sofismas, os sarcasmos, as injúrias e até sinais materiais de seu poder oculto para melhor convencer, procuram desviá-los da senda da verdade.

21.- O espírito de homens que tiveram, na Terra, uma preocupação única, material ou moral, se não estão libertos da influência da matéria, estão ainda sob o império das idéias terrestres, e carregam consigo uma parte de preconceitos, de predileções e mesmo de manias que tinham neste mundo. O que é fácil de se reconhecer pela sua linguagem.

22.- Os conhecimentos com os quais certos espíritos se adornam, com uma espécie de ostentação, não são um sinal de sua superioridade. A inalterável pureza dos sentimentos morais é, a esse respeito, a verdadeira prova de sua superioridade moral.

23.- Não basta interrogar um espírito para conhecer a verdade. É preciso, antes de tudo, saber a quem se dirige, porque os espíritos inferiores, ignorantes eles mesmos, tratam com frivolidade as questões mais sérias.

Também não basta que um espírito tenha tido um grande nome na Terra, para ter, no mundo espírita, a soberana ciência. Só a virtude pode, em purificando-o, aproximá-lo de Deus e desenvolver seus conhecimentos.

24.- Da parte dos espíritos superiores, o gracejo, freqüentemente, é fino e picante, mas jamais é trivial. Entre os espíritos gracejadores que não são grosseiros, a sátira mordaz é sempre muito oportuna.
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25.- Estudando-se com cuidado o caráter dos espíritos que se apresentam, sobretudo do ponto de vista moral, se reconhece sua natureza e o grau de confiança que se lhe pode conceder. O bom-senso não poderia enganar.

26.- Para julgar os espíritos, como para julgar os homens, é preciso saber primeiro julgar a si mesmo. Infelizmente, há muitas pessoas que tomam sua opinião pessoal por medida exclusiva do bom e do mau, do verdadeiro e do falso. Tudo o que contradiga sua maneira de ver, suas idéias, o sistema que conceberam ou adotaram, é mau aos seus olhos. A tais pessoas, evidentemente, falta a primeira qualidade para uma justa apreciação: a retidão do julgamento. Mas disso não suspeitam. É o defeito sobre o qual mais nos iludimos.

Acreditamos que tendo essas considerações em mente, fica bem mais fácil discernirmos a qualidade de nossos próprios pensamentos e também nos precavermos de tanta charlatanice que anda deturpando a essência esclarecedora do espiritismo por aí.

Fim.


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