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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

ESTUDO 77 O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS – CAPITULO XVI - MÉDIUNS ESPECIAIS #192. VARIEDADES DOS MÉDIUNS ESCREVENTES - Segundo o desenvolvimento da faculdade.

O LIVRO DOS MÉDIUNS

(Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores)
Por
ALLAN KARDEC
Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo.

SEGUNDA PARTE

DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS

CAPITULO XVI

MÉDIUNS ESPECIAIS

Estudo 77 - 192. VARIEDADES DOS MÉDIUNS ESCREVENTES

- Segundo o desenvolvimento da faculdade.

Relembramos que na questão 152 afirmou Allan Kardec que a ciência espírita progrediu como todas as outras e mais rapidamente do que estas. Ao observar os médiuns em ação o Codificador identificou as variedades que passamos a estudar.

VARIEDADES DOS MÉDIUNS ESCREVENTES

1º - Segundo o modo de execução

2º - Segundo o desenvolvimento da faculdade

3º - Segundo o gênero e a particularidade das comunicações

4º - Segundo as qualidades físicas do médium

5º - Segundo as qualidades morais dos médiuns

2º - SEGUNDO O DESENVOLVIMENTO DA FACULDADE

Médiuns novatos: aqueles cujas faculdades ainda não estão completamente desenvolvidas, nem possuem a experiência necessária.

Médiuns improdutivos: os que só recebem sinais sem importância, monossílabos, traços ou letras sem conexão.

Médiuns desenvolvidos ou formados: aqueles cujas faculdades mediúnicas estão completamente desenvolvidas, que transmitem as comunicações com facilidade e presteza, sem hesitação. Concebe-se que este resultado só pelo hábito pode ser conseguido, porquanto nos médiuns novatos as comunicações são lentas e difíceis.

Médiuns lacônicos: aqueles cujas comunicações, embora recebidas com facilidade, são breves e sem desenvolvimento.

Médiuns explícitos: as comunicações que recebem têm toda a amplitude e toda a extensão que se pode esperar de um escritor consumado.

"Esta aptidão resulta da expansão e da facilidade de combinação dos fluidos. Os Espíritos os procuram para tratar de assuntos que necessitam de grande desenvolvimento”.

Médiuns experimentados: a facilidade de execução é uma questão de hábito e que muitas vezes se adquire em pouco tempo, enquanto a experiência resulta de um estudo sério de todas as dificuldades que se apresentam na prática do Espiritismo. A experiência dá ao médium o tato necessário para apreciar a natureza dos Espíritos que se manifestam para lhes apreciar as qualidades boas ou más, pelos mais minuciosos sinais, para distinguir o embuste dos Espíritos zombeteiros, que se acobertam com as aparências da verdade. Facilmente se compreende a importância desta qualidade, sem a qual todas as outras ficam destituídas de real utilidade. O mal é que muitos médiuns confundem a experiência, fruto do estudo, com a aptidão, produto da organização física. Julgam-se mestres, porque escrevem com facilidade; repelem todos os conselhos e se tornam presas de Espíritos mentirosos e hipócritas, que os apanham lisonjeando-lhes o orgulho.

Médiuns flexíveis: aqueles cuja faculdade se presta mais facilmente aos diversos gêneros de comunicações e pelos quais todos os Espíritos, ou quase todos, podem manifestar-se, espontaneamente, ou por evocação.

"Esta espécie de médiuns se aproxima muito da dos médiuns sensitivos”.

Médiuns exclusivos: aqueles pelos quais se manifesta de preferência um Espírito, até com exclusão de todos os demais, respondendo ele pelos outros que são chamados.

"Isto resulta sempre de falta de maleabilidade. Quando o Espírito é bom, pode ligar-se ao médium, por simpatia, ou com um intento louvável; quando mau, é sempre objetivando submeter o médium à sua dependência. E mais um defeito do que uma qualidade e muito próximo da obsessão”.

Médiuns de evocação: os médiuns flexíveis são naturalmente mais convenientes para este gênero de comunicações, mais aptos a responder às questões específicas que lhes forem propostas. Sob este aspecto, há médiuns inteiramente especiais.

"As respostas que dão não saem quase nunca de uns quadros restritos, incompatíveis com o desenvolvimento dos assuntos gerais”.

Médiuns para ditados espontâneos: recebem comunicações espontâneas de Espíritos não chamados. Quando esta faculdade é especial num médium, é difícil e, às vezes, impossível fazer uma evocação por seu intermédio.

"Entretanto, são mais bem aparelhados que os da classe precedente. Compreenda-se que a aparelhagem aqui referida é a dos elementos cerebrais, porque é frequentemente necessária uma inteligência mais desenvolvida para os ditados espontâneos do que para as evocações. Entenda-se aqui, por ditados espontâneos, os que verdadeiramente merecem essa denominação e não algumas frases incompletas ou algumas ideias corriqueiras, que se encontram geralmente nas anotações humanas”.

Encerrando esse estudo que mostra a importância do conhecer para melhor analisar, transcrevemos nota de José Herculano Pires (tradutor da edição FEESP), extraída de O Livro dos Médiuns, sobre os médiuns experimentados, e pertinentes ao momento em que vivemos, quando encontramos muitos livros considerados espíritas apenas porque foram psicografados.

“(...) essa distinção entre experiência e aptidão é da maior importância no trato da mediunidade. O médium experiente, segundo o conceito kardeciano, dificilmente se deixa enganar pelos Espíritos mistificadores, por mais sutis que estes sejam. O médium apenas apto recebe comunicações absurdas, livros e até mesmo série de livros, sem perceber que está servindo de instrumento a influências perniciosas. Daí a necessidade imprescindível de estudo do problema mediúnico, para que a aptidão mediúnica seja bem aproveitada através da experiência que só o conhecimento propicia”.

Bibliografia:

KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2. ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap XVI - 2ª Parte – item 191.2º
         
Tereza Cristina D'Alessandro
Março / 2008


Centro Espírita Batuíra
cebatuira@cebatuira.org.br



Ribeirão Preto - SP

5 OS IRMÃOS ENTRE SI

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Céu inferno_073_2ª parte cap. VII - Espíritos Endurecidos - Lapommeray

Céu inferno_073_2ª parte cap. VII - Espíritos Endurecidos - Lapommeray

TEXTO PARA ESTUDO

Castigo pela luz.

Numa das sessões da Sociedade de Paris, onde se discutira a questão da perturbação que, geralmente, se segue à morte, um Espírito, ao qual ninguém aludira e não se pensava evocar, se manifesta espontaneamente pela comunicação seguinte; embora não fosse assinada, nela se reconheceu, sem dificuldade, um grande criminoso que a justiça humana vinha de alcançar.

“Que falais de perturbação? Por que essas vãs palavras? Sois sonhadores e utopistas. Ignorais perfeitamente as coisas com as quais pretendeis vos ocupar. Não, senhores, a perturbação não existe, salvo, talvez, nos vossos cérebros. Estou tão francamente morto quanto possível, e vejo claro em mim, ao redor de mim, por toda a parte! ... A vida é uma lúgubre comédia! Desastrados aqueles que se demitem da cena, antes da queda da cortina! ... A morte é um terror, um castigo, um desejo, segundo a fraqueza ou a força daqueles que a temem, a desafiam ou imploram-na. Para todos, ela é uma amarga zombaria! ... A luz me ofusca e penetra, como uma flecha aguçada, a sutileza do meu ser.. Castigou-se-me pelas trevas da prisão, e acreditou-se castigar-me pelas trevas do túmulo, ou aquelas sonhadas pelas superstições católicas. Pois bem! Sois vós, senhores, que suportais a obscuridade, e eu, o degradado social, plano acima de vós... Eu quero permanecer eu! ... Forte pelo pensamento, desdenho as advertências que ressoam ao meu redor... Vejo claro... Um crime! É uma palavra! O crime existe por toda parte. Quando é executado por massas de homens, ele é glorificado; no particular, é um maldito. Absurdo!

“Não quero ser lamentado... não peço nada... basto-me e saberei muito lutar contra essa odiosa luz.

“Aquele que ontem era um homem”.

Tendo essa comunicação sido analisada na sessão seguinte, reconheceu-se, no cinismo mesmo da linguagem, um sério ensinamento, e viu-se, na situação desse infeliz, uma nova fase do castigo que espera o culpado. Com efeito, ao passo que uns são mergulhados nas trevas, ou num isolamento absoluto, outros suportam, durante longos anos, as angústias de sua última hora, ou se creem ainda neste mundo, a luz brilha para este; seu Espírito goza a plenitude de suas faculdades; sabe perfeitamente que está morto, e não se lamenta de nada; não pede nenhuma assistência, e afronta ainda as leis divinas e humanas. É, pois, que escaparia à punição? Não, mas é que a justiça de Deus se cumpre de todas as formas, e o que faz a alegria de uns, para outros é um tormento; essa luz faz o seu suplício contra o qual se obstina e, apesar de seu orgulho, confessa-o quando disse: “Eu me basto e saberei muito lutar contra essa odiosa luz”; e nesta outra frase: “A luz me ofusca e penetra como uma flecha aguçada, a sutileza do meu ser”. Estas palavras: sutileza do meu ser, são características; ele reconhece que seu corpo é fluídico e penetrável à luz da qual não pode escapar, e essa luz o transpassa como uma flecha aguçada.

Este Espírito está colocado entre os endurecidos porque demorou muito tempo para manifestar o menor arrependimento. É um exemplo desta verdade, de que o progresso moral nem sempre segue o progresso intelectual. Pouco a pouco, entretanto, ele melhorou e deu comunicações sabiamente raciocinadas e instrutivas. Hoje, pode ser alinhado entre os Espíritos arrependidos.

Nossos guias espirituais, rogados para darem a sua apreciação sobre este assunto, ditaram as três comunicações adiante, e que merecem uma séria atenção.

I
Os Espíritos na erraticidade estão, evidentemente do ponto de vista das existências, inativos e na espera; entretanto, podem expiar, desde que o seu orgulho, a tenacidade formidável e rebelde de seus erros não os retenha, no momento de sua ascensão progressiva. Disso tendes um exemplo terrível na última comunicação desse criminoso endurecido, se debatendo contra a justiça divina que o constrange depois da dos homens. Então, nesse caso, a expiação, ou antes o sofrimento fatal que os oprime, em lugar de lhes aproveitar e de fazê-los sentir a profunda significação de suas penas, exalta-os na revolta, e faz brotar neles esses murmúrios que, nas Escrituras, em sua poética eloquência, chama ranger de dentes; imagem por excelência! Sinal do sofrimento humilhado, mas insubmisso! Perdido na dor, mas cuja revolta é bastante grande ainda para recusar reconhecer a verdade da penas, e a verdade da recompensa!

Os grandes erros, frequentemente, e mesmo quase sempre, continuam no mundo dos Espíritos; do mesmo modo as grandes consciências criminosas. Ser ele, apesar de tudo, e se pavonear diante do infinito, parece aquela cegueira do homem que contempla as estrelas e que as toma por arabescos de um teto, tal como acreditavam os Gauleses do tempo de Alexandre.

Há o infinito moral! Miserável, ínfimo é aquele que, sob o pretexto de continuar as lutas e as fanfarrices abjetas da Terra, não vê mais longe, no outro mundo, que este! Para aquele a cegueira, o desprezo dos outros, a egoísta e mesquinha personalidade e a detenção do progresso! Não é senão muito verdadeiro, ó homens, que há um acordo secreto entre a imortalidade de um nome, para na Terra, e a imortalidade que conservam realmente os Espíritos em suas provas sucessivas.
LAMENNAIS

II
Precipitar um homem nas trevas ou nas ondas de luz: o resultado não é o mesmo? Num e no outro caso, não vê nada do que o cerca, e se habituará, mesmo mais rapidamente, à sombra que à triste claridade elétrica na qual pode estar emergido. Portanto, o Espírito que se comunicou na última sessão, exprime bem a verdade de sua situação quando exclama: “Oh! Eu me livraria bem desta odiosa luz!”. Com efeito, essa luz é tanto mais terrível, tanto mais pavorosa, quanto o atravessa completamente, e que torna visíveis e aparentes os seus mais secretos pensamentos. Aí está um dos lados mais rudes de seu castigo espiritual. Ele se encontra, por assim dizer, enterrado na casa de vidro que pedia Sócrates, e está aí, ainda, um ensinamento, porque o que foi a alegria e a consolação do mau, do criminoso, do parricida, espantado na sua própria personalidade.

Compreendeis, meus filhos, a dor e o terror que devem constranger aquele que, durante uma existência sinistra, se comprazendo em combinar, a maquinar os mais tristes crimes, no fundo do seu ser, onde se refugiava como um animal selvagem em sua caverna, e que, hoje, acha-se caçado para esse reparo íntimo, onde se esquiva aos olhares e à investigação de seus contemporâneos? Agora, a sua máscara de impassividade foi-lhe arrancada, e cada um de seus pensamentos se reflete, sucessivamente em sua fronte!

Sim, doravante, nenhum repouso, nenhum asilo para esse formidável criminoso. Cada mau pensamento, e Deus sabe se sua alma os exprime, se trai por fora e por dentro dele, como a um choque elétrico superior. Ele quer se esconder da multidão, e a luz odiosa atravessa-o continuamente, cada dia. E ele quer fugir, fugiu em corrida ofegante e desesperada através dos espaços incomensuráveis, e por toda parte a luz! Por toda parte os olhares que mergulham nele! E se precipita de novo a perseguir a sombra, à procura da noite, e a sombra e a noite não estão mais para ele. Chamava a morte em sua ajuda, mas a morte não é senão a palavra vazia de sentido. O infortunado foge sempre. Caminha para a loucura espiritual; castigo terrível! Dor medonha! Onde se debaterá consigo mesmo, para se desembaraçar de si mesmo. Tal é a suprema lei além da Terra: é o culpado que se torna, por si mesmo, seu mais inexorável castigo.

Quanto tempo isso durará? Até a hora em que a sua vontade, enfim vencida, se curvará sob a opressão pungente do remorso, e onde a sua fronte soberba se humilhará diante de suas vítimas apaziguadas e diante dos Espíritos de justiça. E notai a alta lógica das leis imutáveis, nisso ainda ele cumprirá o que escreveu na sua altiva comunicação, tão categórica, tão lúcida e tão tristemente cheia de si mesmo, que deu na última sexta-feira, em se livrando por um ato de sua própria vontade.
ERASTO

III
A justiça humana não faz exceção da individualidade dos seres que ela castiga; medindo o crime pelo próprio crime, atinge indistintamente aqueles que o cometeram, e a mesma pena alcança o culpado sem distinção de sexo, e qual seja a sua educação. A justiça divina procede de outro modo; as punições correspondem ao grau de adiantamento dos seres às quais são infligidas; a igualdade do crime não constitui a igualdade entre os indivíduos; dois homens culpados no mesmo grau podem estar separados pela distância das provas que mergulham um na opacidade intelectual dos primeiros círculos iniciadores, ao passo que o outro, tendo-os ultrapassado, possui a lucidez que livra o Espírito da perturbação. Não são, então, mais as trevas que castigam, mas a acuidade da luz espiritual; ela atravessa a inteligência terrestre, e fá-la sentir a angústia de uma praga, posta ao vivo.

Os seres desencarnados que perseguem a representação material de seu crime sofrem o choque da eletricidade física: sofrem pelos sentidos; aqueles que já estão desmaterializados pelo Espírito sentem uma dor muito superior que aniquila, com suas ondas amargas, ao recordar os fatos, para não deixar subsistir a ciência de suas causas.

O homem pode, pois, apesar da criminalidade de suas ações, possuir um adiantamento interior, e ao passo que as paixões o fazem agir como um animal, as suas faculdades aguçadas elevam-no acima da espessa atmosfera das camadas inferiores. A ausência de ponderação, do equilíbrio entre o progresso moral e o intelectual, produziu as anomalias muito frequentes nas épocas de materialismo e transição.

A luz que tortura o Espírito culpado é, pois, e bem, o raio espiritual inundando de claridade os refúgios secretos de seu orgulho, e descobrindo-lhe a inutilidade de seu ser fragmentário. Estão aí os primeiros sintomas e as primeiras angústias da agonia espiritual, que anunciam a separação ou dissolução dos elementos intelectuais, materiais, que compõem a primitiva dualidade humana, e devem desaparecer na grande unidade do ser perfeito.
JEAN REYNAUD.

Essas três comunicações, obtidas simultaneamente, se completam uma pela outra, e apresentam o castigo sob um novo aspecto eminentemente filosófico e racional. É provável que os Espíritos, querendo tratar essa questão segundo um exemplo, terão provocado, com esta finalidade, a comunicação espontânea do Espírito culpado

Ao lado deste quadro tomado sobre o fato, eis, para estabelecer um paralelo, aquele que um pregador, pregando a quaresma em Montreuil-sur-Mer, em 1864, traçou do inferno:

“O fogo do inferno é milhões de vezes mais intenso que o da Terra, e se um dos corpos que lá se queimam sem se consumir viesse a ser repelido sobre o nosso planeta ele o impestaria, de uma extremidade a outra! O inferno é uma vasta e sombria caverna crivada de pregos pontudos, de lâminas de espadas bem afiadas, na qual são precipitadas as almas dos condenados”. (Ver a Revista Espírita, julho de 1864, página 199).

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

1. Apesar do cinismo da mensagem, há um ensinamento por trás dela. Qual é?

2. Por que Lapommeray está entre os espíritos endurecidos?

3. Segundo Lamennais, como estão os Espíritos na erraticidade?

4. Qual a diferença entre a justiça humana e a justiça divina?

CONCLUSÃO

1. Viu-se, na situação de Lapommeray, uma nova fase do castigo que espera o culpado. Com efeito, ao passo que uns são mergulhados nas trevas, ou num isolamento absoluto, outros suportam, durante longos anos, as angústias de sua última hora, ou se creem ainda neste mundo, a luz brilha para este; seu Espírito goza a plenitude de suas faculdades; sabe perfeitamente que está morto, e não se lamenta de nada; não pede nenhuma assistência, e afronta ainda as leis divinas e humanas. Escaparia, então, da punição? Não, mas a justiça de Deus se cumpre de todas as formas, e o que faz a alegria de uns, para outros é um tormento.

2. Porque demorou muito tempo pra manifestar o menor arrependimento. É um exemplo dessa verdade, de que o progresso moral nem sempre segue o intelectual. Pouco a pouco, entretanto, ele melhorou e deu comunicações sabiamente raciocinadas e instrutivas. Hoje, pode ser alinhado entre os Espíritos arrependidos.

3. Estão, evidentemente do ponto de vista das existências, inativos e na espera; entretanto, podem expiar, desde que o seu orgulho, a tenacidade formidável e rebelde de seus erros não os retenha, no momento de sua ascensão progressiva.


4. A justiça humana não faz exceção da individualidade dos seres que ela castiga; medindo o crime pelo próprio crime, atinge indistintamente aqueles que o cometeram, e a mesma pena alcança o culpado sem distinção de sexo, e qual seja a sua educação. A justiça divina procede de outro modo; as punições correspondem ao grau de adiantamento dos seres às quais são infligidas; a igualdade do crime não constitui a igualdade entre os indivíduos; dois homens culpados no mesmo grau podem estar separados pela distância das provas que mergulham um na opacidade intelectual dos primeiros círculos iniciadores, ao passo que o outro, tendo-os ultrapassado, possui a lucidez que livra o Espírito da perturbação. Não são, então, mais as trevas que castigam, mas a acuidade da luz espiritual; ela atravessa a inteligência terrestre, e fá-la sentir a angústia de uma praga, posta ao vivo.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

04 OS FILHOS

curso de mediuns 16 06

educar_003_Tema Lar

educar_003_Tema Lar  


 *CVDEE - CENTRO VIRTUAL DE DIVULGAÇÃO E ESTUDO DO ESPIRITISMO*

*Estudos destinados à família e à educação no lar*

Ois, Lindinhos e Lindinhas de meu coração, espero que tudo em paz e luz com e pra vcs:))

 Nestes dias andamos vendo, revendo, pensando e refletindo sobre família, filhos e pais.

Observamos que há vários aspectos quanto à formação da família atual.

 Sabemos, também, que cada um de nós está dentro dos raios de ações necessários ao nosso desenvolvimento e é dentro da família que verificamos os encontros dos laços que nós mesmos formamos.

 *Emmanuel, em psicografia de Francisco Cândido Xavier, in: Pensamento e Vida, diz:*

 "(...)

Temos assim, no grupo doméstico, os laços de elevação e alegria que já conseguimos tecer, por intermédio do amor louvavelmente vivido, mas também as algemas de constrangimento e aversão, nos quais recolhemos de volta, os clichês inquietantes que nós mesmos plasmamos na memória do destino e que necessitamos desfazer, à custa de trabalho e sacrifício, paciência e humildade(...)."

 Assim, observamos que a família na Terra abriga, sob o mesmo teto ou sangue, as ligações de resgastes.

Destarte, para que possamos obter sucesso real nos necessários reajustes, os quais a maioria de nós quem escolheu para si próprio, se faz mister que ao lado da família possamos formar lares.

*Vamos, então, conversar um cadinho sobre:*

 *01) Qual a diferença entre família e lar?*

*02) Como se dá a formação de um lar?*

*03) O que podemos entender como lar?*

*04) Poderíamos dizer que formar lares é o mesmo que exercitar o Amor? por que? De que forma?*

*Tema 03b : Lar  nossa conversa sobre*

Olá a todos!!! Esta é a primeira vez que participo nesta sala, e espero estar contribuindo com o meu melhor. Lá vai!!!

Logo abaixo deixo algumas ideias com relação à primeira questão:

01) Qual a diferença entre família e lar?

De acordo com o ³Dicionário MAIS da idéia às palavras², da Seleções do Readers Digest, fui buscar algumas idéias:

FAMÍLIA significa:

- estirpe,

- descendência,

- tronco,

- lar.

Algumas ideias:

- FAMILIAR, DOMÉSTICO: próprio da família;

- APELIDO, PATRONÍMICO: nome de família;

- PATRIARCA, PATERFAMÍLIAS: chefe de família;

- TRONCO: indivíduo que está na origem de uma família;

- GENEALOGIA: filiação dos membros de uma família;

- DINASTIA: sucessão dos membros de uma família real ou muito célebre;

- ANTEPASSADOS, AVÓS, ASCENDENTES, MAIORES: membros da família de que se descende;

- CONSAGUÍNEOS, COLATERAIS: membros de uma família que descendem de um mesmo antepassado;

- DESCENDÊNCIA, LINHAGEM, POSTERIDADE, PROGÊNIE, GERAÇÃO, RAÇA, ESTIRPE, CAPA: família de uma pessoa ilustre;

- HEREDITARIEDADE, ATAVISMO: traços transmitidos pelos antepassados de uma família à sua linhagem;

- PATRIMÔNIO: conjunto dos bens de uma família;

- CLÃ, ESCOLA, SOCIEDADE: família artística.

LAR significa:

- lareira,

- família,

- casa.

Algumas ideias:

- LARES, PENATES: divindades romanas do lar;

- NINHO: lar de aves;

- FOJO, TOCA: lar de feras;

- FAMÍLIA: formar um novo lar;

- CASA, FAMÍLIA: lar ao qual se regressa.
(alcdl)

"A casa não é apenas o refúgio de madeira ou alvenaria. É o lar onde a união e o companheirismo se desenvolvem."

a)   O que seria verdadeiramente União e Companheirismo, e como desenvolver isso para tornar nossa casa um verdadeiro Lar?
b)    
Estar unidos em qualquer momento, seja bom ou mau (união), e acima de tudo respeitarmos as diferenças, compreendendo que cada um tem as suas qualidades e defeitos, e podemos assim poder aprender muito uns com os outros (companheirismo).
(alcdl)
--
Bom dia,

Luz e paz!

Esta proposta de estudo me fez meditar um pouco mais acerca destes conceitos de lar e família, a princípio pensei no lar físico, mas penso que lar é o espaço onde habitamos, físico ou não; já a família são todos aqueles que estão vinculados a nós. Quando encarnados temos pais, irmãos, filhos, marido, enfim, "n" pessoas, mas ocorre algumas vezes que o lar terreno e formado por um solitário (a), não será um lar? Mas onde sua família? Não tem mais os pais, não teve irmãos. Quem será sua família neste momento? Será somente aqueles que o estimam? Neste caso fico a pensar se não será toda e qualquer pessoa que com ela conviver. Penso assim porque vejo por alguns exemplos, que a paternidade ou maternidade não dá garantia para um lar nem para formar uma família, são estranhos e se odeiam, porém encontram fora do lar amigos que os compreendem e amam. Assim que vejo lar e família sendo usados como conceitos corriqueiros, já para aqueles que preocupam-se com a verdade, os espíritas que estudam os conceitos de amor e fraternidade, sabendo dos compromissos assumidos diante da espiritualidade, logo nos colocamos alertas e tentamos nos animar neste árduo trabalho de amor, de acertos, de paciência, de dedicação, por que não dizer de sacrifícios. E vejo que neste trabalho de levar conceitos de amor ao nossos próximos e também fundamental levar os outros próximos além da família, mas olha que competição é difícil ! A TV, as revistas, a mídia no geral minando todo e qualquer trabalho no bem, por vezes é como se estivéssemos sós no meio da multidão. Nesta hora, e em todas as horas que a família precisar a prece é o consolo e o remédio, cercá-la na luz de todo amor que tivermos, oferecer o Evangelho no Lar e a Evangelização os grandes e pequenos, não esquecendo que o exemplo tem de ser oferecido, mas que a trajetória é individual.

Uma boa semana a todos, com um beijo.

(Lúcia )
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O Apóstolo Paulo afirma que estamos sempre cercados por centenas de testemunhas, não importando se estejamos escondidos ou a vista, se estamos a sós ou acompanhados. No caso de pessoas que vivem sozinhas, credito que aqueles Espíritos simpáticos a elas, estejam sempre a acompanha-las. Ninguém está só.
         Edson
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Foram muito interessantes, assim como extremamente válidas as colocações de todos vocês em respostas às questões que nossa coordenadora Lu colocou na sala.

Sabem que, analisando essa questão Lar, lembramo-nos de um conceito que André Luiz nos dá no livro Sinal Verde, psicografia de Chico Xavier:

"A casa não é apenas o refúgio de madeira ou alvenaria. É o lar onde a união e o companheirismo se desenvolvem."

Bonito e profundo, não acham?

Nos mostra a necessidade de nos unirmos mais, de aprendermos a ser companheiros de verdade, e também que onde existe isso, temos aí um verdadeiro lar.

Então, vamos continuar respondendo às questões propostas pela Lu, e acrescentar mais esta:

a)   O que seria verdadeiramente União e Companheirismo, e como desenvolver isso para tornar nossa casa um verdadeiro Lar?
b)    
Abraços à todos

(Ivair – Equipe Educar CVDEE)
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Verdadeiramente união e companheirismo, é participar dos acontecimentos do lar, deixar as diferenças e problemas de lado, ter um convívio afetuoso, um lar com harmonia, sem discussões, principalmente na frente dos filhos, sempre dialogar com o marido e filhos sobre os assuntos do dia. Estar sempre juntos nos momentos bons e ruins, principalmente nos momentos ruins, onde precisamos ainda mais do companheiro.  E crescendo num ambiente assim nossos filhos com certeza criarão um lar também com união e companheirismo.
(Maritsa)
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            Não consigo ver família separado de um lar, os dois andam juntos, a família uma reunião de espíritos que se reúnem no aprendizado da Terra formando um lar onde há de se ter amor, renuncia, dedicação, perdão.
             
            Só acredito na formação de um lar com amor, através do amor de 2 pessoas que se propõem a amar e respeitar.
             
3- Lar, pelo menos o lar que todos gostariam de ter seria de espíritos que se amem, que pelo menos respeitem as diferenças que saibam contornar os obstáculos com amor, deixando o amor e o egoísmo de lado, que lutassem juntos para se ter um lar equilibrado e harmonioso, seria o ideal de um lar, mas no planeta Terra está difícil, mas vamos lutar para melhorar tudo isso, principalmente nos mudando a nós mesmos, (reforma intima).

 4- Como já disse o amor é base da formação de um lar ,junto com o amor vem o exercício da paciência ,da compreensão ,do perdão ,somos muito imediatistas e nos arvoramos quando os resultados de nossos investimentos  na família não há retorno .Eu particularmente as vezes me canso de tentar sempre contornar tudo ,quando apenas um da família luta  se torna muito mais difícil ,mas minha fé é grande e quando me sinto triste oro muito e peço forças Deus ,abro meu livro Fonte Viva  e vem sempre uma resposta .A solução que vejo é o muito amar .
(Luiza)
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Olá pessoal...

 Apenas a título de comentário inicial, não há dúvidas que no Lar reencontramos amigos cujas afinidades traduzem os laços de amor já formados, como também espíritos que ainda não nos afinizamos em laços de amor e que só a convivência adequada pode transformar, como o próprio Emmanuel nos ensina no texto citado. Mas também há a possibilidade de recebermos o convívio de espíritos que ainda não tivemos relacionamento anterior, mas que o programa de reencarnação contempla, objetivando sempre que prevaleçam as leis Divinas, onde o progresso se faz com a permuta de conquistas morais de cada um, cuja origem está na convivência.

Sobressai que, independentemente da situação de relacionamento anterior, o compromisso de auxílio mútuo entre todos os componentes do Lar é estabelecido no programa reencarnatório da família e sendo assim devemos buscar o melhor de nós, de forma contínua, para aproveitarmos a oportunidade de aprendizado e crescimento.

até
(Maurício) 
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Olá pessoal...muita alegria

 Acredito muito na necessidade de criar uma cumplicidade no relacionamento familiar. Esta cumplicidade vem da certeza de que todos somos espíritos eternos em aprendizado, ainda imperfeitos a caminho da perfeição e que estamos unidos no Lar sob as bênçãos de Jesus para nos auxiliarmos mutuamente. Á partir desta premissa, a compreensão e o respeito em relação ao outro tornam-se preponderantes nas ações e pensamentos, permitindo que o cotidiano possa ser veículo para uma convivência mais adequada e feliz...então o companheirismo e a união surgem naturalmente...

 Como os espíritos responderam para Kardec, o maior defeito é o egoísmo, onde se originam todas as demais imperfeições morais. Se dentro do Lar, buscarmos privilegiar o objetivo maior de estarmos juntos a cada situação formada e prestarmos atenção em todas as derivações do egoísmo (orgulho, vaidade, ciúme, ...) dentro de nós mesmos, iniciaremos um processo benéfico de autoeducação. Esta postura perante aos demais familiares permitirá indução favorável, levando a um clima de cumplicidade, no sentido de auxílio-mútuo.

 É claro que nem sempre é possível que todos dentro do Lar desenvolvam está cumplicidade, mas faz parte do aprendizado também, o que importa é nos esforçarmos no limite de nossas forças, fazendo a nossa parte, pois os resultados a Deus somente pertencem...
 até mais amigos
(Maurício)


*Tema Lar conclusão*

A família pode ser formada tanto por Espíritos simpáticos, ligados a nós por anteriores relações de simpatia e amizade, como também pode acontecer de vir a ser formada por Espíritos completamente estranhos e ainda para reajustes entre si, a fim de poderem seguir no processo evolutivo.

O lar virá a ser a construção real dessa família: traduzido pelas vibrações de amor, compreensão, tolerância, indulgência, entre os seus membros constituintes, ou seja, o amor é base da formação de um lar, junto com o amor vem o exercício da paciência, da compreensão, do perdão.

Assim, todo lar compreende uma família, mas nem toda família compreenderá um lar.

Daí a importância da família formadora de lares, uma vez que o instituto doméstico é de origem divina e onde encontramos os meios necessários para a aprimoração do Espírito e consequente edificação de um mundo melhor.

Dia repleto de paz e amor
Equipe Educar CVDEE

*Título Autor encarnado Página*

A EDUCAÇÃO DA NOVA ERA DORA INCONTRI 46

ANTÔNIO DE PÁDUA ALMERINDO MARTINS DE CASTRO 108/137/149

AOS MÉDIUNS LIDIA LOUREIRO 49

APÓS A TEMPESTADE DIVALDO PEREIRA FRANCO 31

BÍBLIA DIVERSOS COL.3v18

CALMA FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 52/79

CAMINHO VERDADE E VIDA FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 39

CONDUTA ESPÍRITA WALDO VIEIRA 31

ENTRE A TERRA E O CÉU FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 150/258

ESCRÍNIO DE LUZ FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 200

ESTANTE DA VIDA FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 15

ESTUDANDO A MEDIUNIDADE MARTINS PERALVA 103

ESTUDE E VIVA F.C.XAVIER - WALDO VIEIRA 92/216

ESTUDOS ESPÍRITAS DIVALDO PEREIRA FRANCO 171

EVANGELHO EM CASA * TODA A OBRA

FORÇAS SEXUAIS DA ALMA JORGE ANDRÉA DOS SANTOS 150

HÁ 2000 ANOS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 32

JESUS NO LAR FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 11/19

JUSTIÇA DIVINA FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 126

LIBERTAÇÃO FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 169/216

LIVRO DA ESPERANÇA FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 41/115/120/201

LUZ NO LAR FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER *TODA A OBRA*

MARIA DOLORES FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 59(13)

MECANISMOS DA MEDIUNIDADE F.C.XAVIER - WALDO VIEIRA 116

MEDIUNIDADE EM CRIANÇAS AGNES HENRIQUES 89

NA ERA DO ESPÍRITO F.C.XAVIER-HERCULANO PIRES 33/35

NOSSO LAR FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 95/110/243/270

O ALVORECER DA ESPIRITUALIDADE DOLORES BACELAR 20
O CONSOLADOR FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 73

O LIVRO DOS ESPÍRITOS ALLAN KARDEC Q:385-521-828-CONCL.VI

O MATUTO ZIBIA M.GASPARETTO 297 (CAP.XV)

O MESTRE NA EDUCAÇÃO PEDRO DE CAMARGO - VINICIUS 116

O SOLAR DE APOLO ZILDA GAMA 123

OS FUNERAIS DA SANTA SÉ AMERICA DELGADO 158

PALAVRAS DE VIDA ETERNA FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 232(108)

PASSOS DA VIDA FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 13

PEDAGOGIA ESPÍRITA JOSÉ HERCULANO PIRES 16

PÉROLAS DO ALÉM FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 132

POESIAS PÓSTUMAS  22/52

PSIQUIATRIA EM FACE DA REENCARNAÇÃO DR.INACIO FERREIRA 11; 13; 27;34; 59; 64; 72

RELICÁRIO DE LUZ FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 59

RENOVAR-SE E VIVER J.MANAHEN E ROQUE JACINTO 20

RENÚNCIA FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 71

REPOSITÓRIO DE SABEDORIA DIVALDO PEREIRA FRANCO 51

SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 155

SINAL VERDE FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 17

SOMOS SEIS F.C.XAVIER-CAIO RAMACIOTTI 179/180

TRABALHOS PRÁTICOS DE ESPIRITISMO EDGARD ARMOND 29

TRAMAS DO DESTINO DIVALDO PEREIRA FRANCO 297

VIDA E SEXO FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 13/21/57/61/65

VOLTAS QUE A VIDA DÁ ZIBIA M.GASPARETTO 18/90

Fonte: site vademecum.com.br