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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

XXVI O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPÍTULO III: HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI - ITEM 19: PROGRESSÃO DOS MUNDOS

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - XXVI

CAPÍTULO III: HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI

ITEM 19: PROGRESSÃO DOS MUNDOS

É outra mensagem de Santo Agostinho, também psicografada em Paris, em 1862, que Kardec escolheu para encerrar o capítulo.

Antes de iniciar seu estudo, vamos esclarecer alguns termos. Em primeiro lugar, lembrar que muitos significa em grandes quantidades. Em se tratando de mundos para morada de espíritos que povoam o universo infinito, e considerando que estão todos (os espíritos) em infinitos graus de evolução, desde os mais recentes, podemos dizer recém nascidos na espécie humana, até os Puros, esses muitos mundos têm de ser, infinitamente, diferentes.

Progressão significa segundo o dicionário Houaiss "ação de progredir; desenvolvimento gradual (de um processo); progressividade, sucessão, continuação."

A Casa de meu Pai é o Universo infinito. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito, oferecendo aos Espíritos imortais, moradias próprias ao grau evolutivo de cada um.

Santo Agostinho vem nos dizer que a lei do progresso, a qual Kardec classificou como lei natural, funciona para todos os seres animados e inanimados, para levá-los, pela transformação, a um estado mais perfeito, pois tudo morre para renascer, porque Deus quer “que tudo se engrandeça e prospere. A própria destruição, que parece para os homens, o fim das coisas, é apenas um meio de renascer, e nada volta para o nada."

Assim como os seres vivos progridem intelectual e moralmente, os mundos também progridem.

A história dos mundos nos faz ver que desde a aglomeração dos primeiros átomos na formação deles há uma progressão contínua, um desenvolvimento imperceptível para cada geração, mas dando a seus habitantes condições mais agradáveis, à medida que eles também avancem na senda do progresso, interferindo com a inteligência nas forças da natureza.

Nada fica estacionário: evoluem, paralelamente, os animais, as formas de moradia, de vestuário, de alimentação, de idéias... Em tudo há um dinamismo evolutivo, progressivo.

A Terra, com sua humanidade, seguindo essa lei, esteve material, intelectual e moralmente, em um estado inferior ao de hoje. Já foi mundo primitivo, tornou-se de expiações e de provas e vai transformar-se em um mundo regenerador, onde seus habitantes se esforçarão para viver o bem, numa luta sem as angústias de hoje, pela certeza que terão da existência e imortalidade do ser espiritual, com todas as suas conseqüências de compreensão, segurança e confiança nas leis divinas.

Estamos vivendo um longo período de transição, onde o mal, a violência torna-se visível a todos, ao nosso redor ou através dos meios de comunicação. É o mal tendo que ser bem conhecido, é a exibição das feridas, do feio, do choro, para que o homem desperte de vez e use sua inteligência, sua sensibilidade, sua fé, sua vontade no esforço de erradicá-lo através do sentir o bem, pensar no bem e fazer somente o bem e não através do mesmo mal, da mesma violência.

Vivemos uma época, talvez em aspectos diferentes, mas que se assemelham aos tempos dos primeiros cem anos do cristianismo: época de mudanças marcadas nas idéias dominantes até então, quando os seguidores de Jesus se doaram na divulgação através da palavra, da vivência da Boa Nova que Jesus trouxe. *

Hoje, a grande maioria dos homens sente necessidade de conhecer o futuro, quem somos de onde viemos, para onde vamos, e os atuais seguidores do Cristo, principalmente os espíritas, pelos esclarecimentos que possuem, têm o dever de divulgar os princípios de sua doutrina pelos meios de comunicação existentes, mas, principalmente, pelo exemplo, pela vivência sincera da fraternidade, da tolerância, do perdão e do amor.

* Esta idéia li em algum livro espírita, mas não sei mais em qual, nem seu autor. Como concordo com ela, inseri neste estudo.

Bibliografia:

1 - Allan Kardec, O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Livro Primeiro: Capítulo III: CRIAÇÃO, V: Pluralidade dos Mundos. Capítulo IV, PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS, III e IV : Encarnação nos Diferentes Mundos e Transmigração Progressiva. Capítulo VI, VIDA ESPÍRITA, I e II: Espíritos Errantes e Mundos Transitórios.

2 Emmanuel, A CAMINHO DA LUZ, Capítulo III: As Raças Adâmicas

Leda de Almeida Rezende
Julho / 2003
Centro Espírita Batuira
cebatuira@cebatuira.org.br
Ribeirão Preto