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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

com a bondade - with kindness

"Onde a maioria vive com a bondade, a maldade da minoria tende sempre a desaparecer." (Cecília - Os Mensageiros)

"Where most lives with goodness, evil minority always tends to disappear." (Cecilia - The Messengers)

coisa alguma se torna em nada - anything becomes nothing

A própria destruição, que parece aos homens o termo das coisas, não é senão um meio de atingir, pela transformação, um estado mais perfeito, porque tudo morre para renascer, e coisa alguma se torna em nada.Allan Kardec

The destruction, it seems men the end of things, is but a means to achieve the transformation, a more perfect state, because everything dies to be reborn, and anything becomes in nada.Allan Kardec

chegaram os tempos marcados - came the downbeats


Os Espíritos anunciam que chegaram os tempos marcados pela Providência para uma manifestação universal e que, sendo eles os ministros de Deus e os agentes de sua vontade, têm por missão instruir e esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade. (O Livro dos Espíritos – Prolegômenos) - Allan Kardec

Spirits announce that came the time appointed by Providence for a universal manifestation and that they are the ministers of God and the instruments of his will, have the task to instruct and enlighten men, opening a new era for the regeneration of Humanity. (The Spirits' Book - Prolegomena) - Allan Kardec

a chave - the key

"A humildade é a chave de nossa libertação." (EMMANUEL - Chico Xavier, do livro: LUZ NO LAR).)

"Humility is the key to our liberation." (EMMANUEL - Chico Xavier, the book: LIGHT IN THE HO

campanhas de silêncio - silence campaigns

"Devemos efetuar campanhas de silêncio contra as chamadas fofocas, cultivando orações e pensamentos caridosos e otimistas, em favor da nossa união e da nossa paz, em geral." (Chico Xavier)

"We must make silence campaigns against gossip calls, cultivating prayers and charitable and optimistic thoughts in favor of our unity and our peace, in general." (Chico Xavier)

Cada um - each

"Cada espírito é um mundo por si." (ANDRé LUIZ)
Da Obra Cartas do Coração
Médium Francisco Cândido Xavier



"Every mind is a world in itself." (ANDRé LUIZ)
Letters of the Work of Heart
Medium Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A Lógica do Espiritismo Ante As Mortes Coletivas

1- Com que objetivo Deus atinge a Humanidade por meio de flagelos destruidores?
– Para fazê-la avançar mais depressa. Não vos dissemos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem, a cada nova existência, um novo grau de perfeição? É preciso ver o fim para lhe apreciar os resultados. Não os julgais senão sob o vosso ponto de vista pessoal e os chamais de flagelos por causa do prejuízo que vos ocasionam. Mas esses transtornos são, freqüentemente, necessários para fazer alcançar, mais prontamente, uma ordem melhor de coisas, e em alguns anos, o que exigiria séculos.
2- Deus não poderia empregar, para o aprimoramento da Humanidade, outros meios senão os flagelos destruidores?
– Sim, e o emprega todos os dias, visto que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. É que o homem não aproveita; é preciso contrariá-lo em seu orgulho e fazê-lo sentir sua fraqueza.
3- Mas nesses flagelos, o homem de bem sucumbe como os perversos; isso é justo?
– Durante a vida, o homem relaciona tudo com o seu corpo, mas, depois da morte, ele pensa de outra forma e, como já dissemos: a vida do corpo é pouca coisa. Um século do vosso mundo é um relâmpago na Eternidade. Portanto, os sofrimentos, do que chamais alguns meses ou alguns dias, não são nada, apenas um ensinamento para vós, e que vos servirá no futuro. Os Espíritos, eis o mundo real, preexistentes e sobreviventes a tudo, são os filhos de Deus e o objeto de toda a sua solicitude; os corpos não são senão os trajes com os quais eles aparecem no mundo. Nas grandes calamidades que dizimam os homens, é como um exército que, durante a guerra vê os seus trajes usados, rasgados ou perdidos. O general tem mais cuidado com seus soldados do que com suas vestes.
4- Mas as vítimas desses flagelos não são menos vítimas?
– Se se considerasse a vida por aquilo que ela é, e o pouco que é com relação ao Infinito, se atribuiria menos importância a isso. Essas vítimas encontrarão, em uma outra existência, uma larga compensação aos seus sofrimentos, se elas sabem suportá-los sem murmurar.
Quer chegue a morte por um flagelo ou por uma causa ordinária, não se pode escapar a ela quando soa a hora da partida:
a única diferença é que com isso, no primeiro caso, parte um maior número de uma vez. Se pudéssemos nos elevar, pelo pensamento, de maneira a dominar a Humanidade e abrangê-la inteiramente; esses flagelos tão terríveis não nos pareceriam mais que tempestades passageiras no destino do mundo.
5- Os flagelos destruidores têm uma utilidade, sob o ponto de vista físico, malgrado os males que ocasionam?
– Sim, eles mudam, algumas vezes, o estado de uma região; mas o bem que disso resulta não é, freqüentemente, percebido senão pelas gerações futuras.
6- Os flagelos não seriam igualmente para o homem provas morais que o submetem às mais duras necessidades?
– Os flagelos são provas que fornecem ao homem a ocasião de exercitar sua inteligência, de mostrar sua paciência e sua resignação à vontade de Deus, e o orientam para demonstrar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se ele não está mais dominado pelo egoísmo.
7- É dado ao homem conjurar os flagelos que o afligem?
– Sim, de uma parte, mas não como se pensa, geralmente. Muitos flagelos são o resultado de sua imprevidência; à medida que ele adquire conhecimentos e experiências, pode conjurá-los, quer dizer, prevení-los se sabe procurar-lhes as causas. Mas, entre os males que afligem a Humanidade, há os gerais que estão nos desígnios da Providência, e dos quais cada indivíduo recebe mais, ou menos, a repercussão. A estes o homem não pode opor senão a resignação à vontade de Deus e, ainda, esses males são agravados, freqüentemente, pela sua negligência.
Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, é preciso incluir na primeira linha a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais à produção da terra. Mas o homem não encontrou na ciência, nos trabalhos de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, os meios de neutralizar, ou pelo menos de atenuar, os desastres? Certas regiões, outrora assoladas por terríveis flagelos, não estão preservadas hoje? Que não fará, portanto, o homem por seu bem-estar material quando souber aproveitar os recursos de sua inteligência e quando ao cuidado da sua conservação pessoal souber aliar o sentimento de uma verdadeira caridade para com os semelhantes?
8- Há uma fatalidade nos acontecimentos da vida, segundo o sentido ligado a essa palavra, quer dizer, todos os acontecimentos são predeterminados? Nesse caso, em que se torna o livre arbítrio?
– A fatalidade não existe senão para a escolha que fez o Espírito, em se encarnando, de suportar tal ou tal prova.
9- Certas pessoas não escapam de um perigo mortal senão para cair num outro; parece que elas não poderiam escapar à morte. Não há nisso fatalidade?
– Não há nada de fatal, no verdadeiro sentido da palavra, senão o instante da morte. Quando esse momento chega, seja por um motivo ou por outro, não podeis dele vos livrar.
10- Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace não morreremos se a hora não é chegada?
– Não, tu não perecerás, e disso tens milhares de exemplos. Mas, quando é chegada a tua hora de partir, nada pode subtrair-te dela.
Deus sabe, antecipadamente, de qual gênero de morte partirás daqui e, freqüentemente, teu Espírito o sabe também, porque isso lhe é revelado quando faz a escolha de tal ou tal existência.
11- Da infalibilidade da hora da morte, segue-se que as precauções que se tomam para evitá-la são inúteis?
– Não, porque as precauções que tomais vos são sugeridas para evitar a morte que vos ameaça; elas são um dos meios para que a morte não ocorra.
12- Qual o fito da Providência ao fazer-nos correr perigos que não devem ter conseqüência?
– Quando tua vida é posta em perigo, é essa uma advertência que tu mesmo desejaste a fim de te desviar do mal e te tornares melhor.
13- E os pais? Em que situação surpreenderemos os pais dos que devem ser imolados ao progresso ou à justiça, na regeneração de si mesmos? A dor deles não será devidamente considerada pelos poderes que nos controlam a vida?
André Luiz (reproduzindo resposta do Instrutor Druso em “Ação e Reação ”) – Como não? As entidades que necessitam de tais lutas expiatórias são encaminhadas aos corações que se acumpliciaram com elas em delitos lamentáveis, no pretérito distante ou recente ou, ainda, aos pais que faliram junto dos filhos, em outras épocas, a fim de que aprendam na saudade cruel e na angústia inominável o respeito e o devotamento, a honorabilidade e o carinho que todos devemos na Terra ao instituto da família. A dor coletiva é o remédio que nos corrige as falhas mútuas.
14- Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos dos grandes incêndios?
Emmanuel Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliado à Justiça Perfeita. E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio.
Quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente. É assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla. Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos. Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras. Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de sangue e lágrimas. Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação. Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as conseqüências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança. É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida. Lamentemos sem desespero, quantos se fizerem vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos. Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor.
NOTA COMPLEMENTAR
Imaginemos um evento qualquer da nossa dimensão, sobretudo aqueles que são um primor de organização. Para que tudo funcionasse como um relógio, foi objeto de um bem coordenado planejamento que previu data, local, infra-estrutura de recursos humanos, equipamentos, possíveis falhas, restrição a “penetras”, etc... Sob esse ponto de vista, percebe-se que somos capazes de nos superarmos em tais cometimentos.
Se observamos isso em nossas iniciativas, será o Plano Espiritual limitado em suas realizações? Se “a única fatalidade da vida é o instante da morte” (questão 853, L. E.), se saímos um dia do Plano Invisível com nossa volta pré-determinada quanto à data aproximada e a forma; se eventos do porte de uma desencarnação coletiva já estão marcados para acontecer a ponto de pessoas sonharem com antecedência o fato, por que duvidar que aconteceu sob a permissão de Deus e suas precisas e justas Leis? Chico Xavier nos deixou dois documentos psicografados de sobreviventes à grandes acidentes aéreos. Da queda do Boeing 727, em 07/06/1982 (137 mortos), no livro ANTE O FUTURO (IDEAL) e do Boeing 727 em 12/04/1980 (58 mortos), na obra E O AMOR CONTINUA (Alvorada). Neles, Rosana Maria Temporal de Lara e Jane Furtado Koerich, as autoras, coincidem em vários aspectos:
1.º) Não sentiram dores no momento do impacto e da morte;
2.º) Ouviram vozes no instante do acidente sugerindo confiança em Deus e calma, denotando a presença de equipes espirituais socorristas operando o resgate;
3.º) Apesar das imagens derradeiras dos seus corpos no Plano Material, não se viam ou se sentiam destroçadas na nova forma em que se reconheciam;
4.º) Despertaram da inconsciência em que mergulharam na transferência de Plano, em hospitais das regiões invisíveis;
5.º) Confirmaram aos familiares presentes no momento do recebimento da mensagem, por vários detalhes, serem elas mesmas.

OBRAS CONSULTADAS
Questões 1 a 7 – O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Perguntas 737, 738, 739, 740, 741, IDE
Questões 8 a 12 – O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Perguntas 851, 853, 854, 855, IDE
Questão 13 – AÇÃO E REAÇÃO, Capítulo XVIII, André Luiz (Espírito) por Francisco Cândido Xavier, FEB
Questão 14 - CHICO XAVIER PEDE LICENÇA, Xavier, Francisco Cândido, GEEM


“INFORMAÇÃO”:
REVISTA ESPÍRITA MENSAL
Esta série foi originalmente produzida na década de 70 e pela permanente atualidade a estamos reeditando e ampliando.
Publicada pelo Grupo Espírita “Casa do Caminho” -
Correspondência:

Cx. Postal: 45.307 - Ag. Vl. Mariana/São Paulo (SP)

A Lógica do Espiritismo Ante a Paz e a Felicidade

NINGUÉM FOGE DE SI MESMO!...

Haverá princípio capaz de infundir mais confiança na Justiça de Deus que este?

A partir dele entende-se a recomendação de Jesus quanto ao “não julgar”, pois ele conhecia o sentido oculto do “a cada um conforme as próprias obras”. Através dele, temos a garantia de que todos, do explorador ao explorado, do corruptor ao corrupto, do algoz à vítima, do opressor ao oprimido, todos enfim, experimentarão os efeitos das próprias ações ou reações no devido tempo.
Estamos destinados ao progresso espiritual (fim) através das vidas sucessivas (meio), que nos conduzirá à felicidade e à paz tão sonhada, tendo como roteiro o caminho do auto-descobrimento, do autoconhecimento.
Uma reencarnação sob o ângulo da Eternidade, representa “menos que um relâmpago”, como informaram os Espíritos à Allan Kardec (questão 738, L.E.), e inexoravelmente o pedágio da morte aguarda a todos na estrada da vida.
O Codificador através de observações, comparações, deduções e conclusões, analisando o depoimento de centenas de espíritos, delineou o conjunto que ele denominou CÓDIGO PENAL DA VIDA FUTURA, inserido no livro “O CÉU E O INFERNO” (Capítulo 7), ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo.
Por serem informações que precisam ser difundidas e meditadas para que um número cada vez maior desperte para a responsabilidade de viver, alinhamos a seguir alguns desses artigos.
1 - Onde está escrita a Lei de Deus?
–  Na consciência.
2- A completa felicidade prende-se à perfeição, isto é, à purificação completa do Espírito. Toda imperfeição é, por sua vez, causa de sofrimento e da privação da satisfação, do mesmo modo que toda perfeição adquirida é fonte de prazer e atenuante de sofrimentos (2.º).
3 - O Espírito sofre, quer no mundo corporal, quer no espiritual, a conseqüência das suas imperfeições. As misérias, as vicissitudes padecidas na vida corpórea, são oriundas das nossas imperfeições, são expiações de faltas cometidas na presente ou em precedentes existências. Pela natureza dos sofrimentos e vicissitudes da vida corpórea, pode julgar-se a natureza das faltas cometidas em anterior existência, e das imperfeições que as originaram. (10.º)
4 - Não há uma única imperfeição da alma que não importe funestas e inevitáveis conseqüências, como não há uma só qualidade boa que não seja fonte de prazer. (3.º)
5 - Toda falta cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga; se não for em urna existência, sê-lo-á na seguinte ou seguintes. (9.º)
6 - O arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regeneração, não basta por si só; são precisas a expiação e a reparação.
Arrependimento, expiação e reparação constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas conseqüências. O arrependimento suaviza os travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão seria uma graça, não uma anulação. (16.º)
7 - O arrependimento pode dar-se por toda parte e em qualquer tempo; se for tarde, porém, o culpado sofre por mais tempo. Até que os últimos vestígios da falta desapareçam, a expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que lhe são conseqüentes, seja na vida atual, seja na vida espiritual após a morte, ou ainda em nova existência corporal. A reparação consiste em fazer o bem àqueles a quem se havia feito o mal. Quem não repara os seus erros numa existência, por fraqueza ou má-vontade, achar-se-á numa existência ulterior em contacto com as mesmas pessoas que de si tiverem queixas, e em condições voluntariamente escolhidas, de modo a demonstrar-lhes reconhecimento e fazer-lhes tanto bem quanto mal lhes tenha feito. Nem todas as faltas acarretam prejuízo direto e efetivo; em tais casos a reparação se opera, fazendo-se o que se deveria fazer e foi descurado; cumprindo os deveres desprezados, as missões não preenchidas; praticando o bem em compensação ao mal praticado, isto é, tornando-se humilde se se tem sido orgulhoso, amável se se foi austero, caridoso se se tem sido egoísta, benigno se se tem sido perverso, laborioso se se tem sido ocioso, útil se se tem sido inútil, frugal se se tem sido intemperante, trocando em suma por bons os maus exemplos perpetrados. E desse modo progride o Espírito, aproveitando-se do próprio passado. (17.º)
NOTA – A necessidade da reparação é um princípio de rigorosa justiça, que se pode considerar verdadeira lei de reabilitação moral dos Espíritos. Entretanto, essa doutrina religião alguma ainda a proclamou. Algumas pessoas repelem-na porque acham mais cômodo o poder quitarem-se das más ações por um simples arrependimento, que não custa mais que palavras, por meio de algumas fórmulas; contudo, crendo-se, assim, quites, verão mais tarde se isso lhes bastava. Nós poderíamos perguntar se esse princípio não é consagrado pela lei humana, e se a justiça divina pode ser inferior à dos homens? E mais, se essas leis se dariam por desafrontadas desde que o indivíduo que as transgredisse, por abuso de confiança, se limitasse a dizer que as respeita infinitamente. Por que hão de vacilar tais pessoas perante uma obrigação que todo homem honesto se impõe como dever, segundo o grau de suas forças?
Quando esta perspectiva de reparação for inculcada na crença das massas, será um  outro freio aos seus desmandos, e bem mais poderoso que o inferno e respectivas penas eternas, visto como interessa à vida em sua plena atualidade, podendo o homem compreender a procedência das circunstâncias que a tornam penosa, ou a sua verdadeira situação.
8 - A expiação varia segundo a natureza e gravidade da falta, podendo, portanto, a mesma falta determinar expiações diversas, conforme as circunstâncias, atenuantes ou agravantes, em que for cometida. (11.º)
9 - A responsabilidade das faltas é toda pessoal, ninguém sofre por erros alheios, salvo se a eles dê origem, quer provocando-os pelo exemplo, quer não os impedindo quando poderia fazê-lo. Assim, o suicida é sempre punido; mas aquele que por maldade impele outro a cometê-lo, esse sofre ainda maior pena. (21.º)
10 - Dependendo o sofrimento da imperfeição, como o gozo da perfeição, a alma traz consigo o próprio castigo ou prêmio, onde quer que se encontre, sem necessidade de lugar circunscrito. O inferno está por toda parte em que haja almas sofredoras, e o céu igualmente onde houver almas felizes. (5.º)
11 - O único meio de evitar ou atenuar as conseqüências futuras de uma falta, está no repará-la, desfazendo-a no presente. Quanto mais nos demorarmos na reparação de uma falta, tanto mais penosas e rigorosas serão, no futuro, as suas conseqüências. (27.º)
12 - A situação do Espírito, no mundo espiritual, não é outra senão a por si mesmo preparada na vida corpórea. Mais tarde, outra encarnação se lhe faculta para novas provas de expiação e reparação, com maior ou menor proveito, dependentes do seu livre-arbítrio; e se ele não se corrige, terá sempre uma missão a recomeçar, sempre e sempre mais acerba, de sorte que pode dizer-se que aquele que muito sofre na Terra, muito tinha a expiar; e os que gozam uma felicidade aparente, em que pesem aos seus vícios e inutilidades, paga-la-ão mui caro em ulterior existência. Nesse sentido foi que Jesus disse: – "Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados," (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V.) (28.º)
13 - O bem e o mal que fazemos decorrem das qualidades que possuímos. Não fazer o bem quando podemos é, portanto, o resultado de uma imperfeição. Se toda imperfeição é fonte de sofrimento, o Espírito deve sofrer não somente pelo mal que fez como pelo bem que deixou de fazer na vida terrestre. (6.º)
14 - O Espírito sofre pelo mal que fez, de maneira que, sendo a sua atenção constantemente dirigida para as conseqüências desse mal, melhor compreende os seus inconvenientes e trata de corrigir-se. (7.º)
15 - Sendo infinita a Justiça de Deus, o bem e o mal são rigorosamente considerados, não havendo uma só ação, um só pensamento mau que não tenha conseqüências fatais, como não há uma única ação meritória, um só bom movimento da alma que se perca, mesmo para os mais perversos, por isso que constituem tais ações um começo de progresso. (8.º)
16 - Não há regra absoluta nem uniforme quanto à natureza e duração do sofrimento: – a única lei geral é que toda falta terá punição, e terá recompensa todo ato meritório, segundo o seu valor. (12.º)
17 - A duração do sofrimento depende da melhoria do Espírito culpado. Nenhuma condenação por tempo determinado lhe é prescrita.
O que Deus exige por termo de sofrimentos é um melhoramento sério, efetivo, sincero, de volta ao bem. Deste modo o Espírito é sempre o árbitro da própria sorte, podendo prolongar os sofrimentos pela pertinácia no mal, ou suavizá-los e anulá-los pela prática do bem. Uma condenação por tempo predeterminado teria o duplo inconveniente de continuar o martírio do Espírito renegado, ou de libertá-lo do sofrimento quando ainda permanecesse no mal. Ora, Deus, que é justo, só pune o mal enquanto existe, e deixa de o punir quando não existe mais; por outra, o mal moral, sendo por si mesmo causa de sofrimento, fará este durar enquanto subsistir aquele, ou diminuirá de intensidade à medida que ele decresça. (13.º)
18 - Como o Espírito tem sempre o livre-arbítrio, o progresso por vezes se lhe torna lento, e tenaz a sua obstinação no mal. Nesse estado pode persistir anos e séculos, vindo por fim um momento em que a sua contumácia se modifica pelo sofrimento, e, a despeito da sua jactância, reconhece o poder superior que o domina. Então, desde que se manifestam os primeiros vislumbres de arrependimento, Deus lhe faz entrever a esperança. Nem há Espírito incapaz de nunca progredir, votado a eterna inferioridade, o que seria a negação da lei de progresso, que providencialmente rege todas as criaturas. (19.º)
19 - Em virtude da lei do progresso que dá a toda alma a possibilidade de adquirir o bem que lhe falta, como de despojar-se do que tem de mau, conforme o esforço e vontade próprios, temos que o futuro é aberto a todas as criaturas. Deus não repudia nenhum de seus filhos, antes recebe-os em seu seio à medida que atingem a perfeição, deixando a cada qual o mérito das suas obras. (4.º)
20- Dependendo da melhoria do Espírito a duração do sofrimento, o culpado que jamais melhorasse sofreria sempre, e, para ele, a pena seria eterna. (14.º)
21- Uma condição inerente à inferioridade dos Espíritos é não verem o termo da provação, acreditando-a eterna, como eterno lhes parece deva ser um tal sofrimento. (15.º)

OBRAS CONSULTADAS

KARDEC, Allan; O CÉU E O INFERNO, FEB, Capítulo VII.
OBS.: O ordenamento dos artigos objetiva induzir uma reflexão e comparação entre a postura pessoal e a condição ideal.


“INFORMAÇÃO”:
REVISTA ESPÍRITA MENSAL
Esta série foi originalmente produzida na década de 70 e pela permanente atualidade a estamos reeditando e ampliando.
Publicada pelo Grupo Espírita “Casa do Caminho” -
Correspondência:

Cx. Postal: 45.307 - Ag. Vl. Mariana/São Paulo (SP)

JESUS NOS APONTA AS VIRTUDES QUE CONDUZEM À ETERNA FELICIDADE

Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinos, ele aponta essas duas virtudes como sendo as que conduzem à eterna felicidade: – Bem-aventurados, disse, os humildes,porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados os que têm puro o coração; bem-aventurados os que são brandos e pacíficos; bem-aventurados os que são misericordiosos; amai o vosso próximo como a vós mesmos; fazei aos outros o que quereríeis vos fizessem; amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados; praticai o bem sem ostentação; julgai-vos a vós mesmos, antes de julgardes os outros. HUMILDADE E CARIDADE, EIS O QUE NÃO CESSA DE RECOMENDAR e o de que dá, ele próprio, o exemplo. Orgulho e egoísmo, eis o que não se cansa de combater. E não se limita a recomendar a caridade; põe-na claramente e em termos explícitos como condição absoluta da felicidade futura.




(O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XV n. 3)

UM NATAL ESPECIAL (APRENDENDO A PRÁTICA DO AMOR)

ARAUTO INFANTOJUVENIL




Na casa de Vovó Angel, o grande calendário na cozinha apontava o mês de dezembro, véspera de Natal. A data mexia com o clima da casa. As crianças neste período ficavam ansiosas com a possibilidade de ganhar presentes. Vovó aproveitava o Natal para comentar com mais intensidade sobre os exemplos de Jesus, ela sentia que nesta época o clima espiritual envolvia a todos. Vovó Angel propôs a garotada que todos fizessem saquinhos de balas em forma de estrela, pois a intenção da vovó, era que as crianças levassem estas balas para os idosos de uma casa perto de onde eles moravam. Vovó dizia que essas pessoas eram carentes de afeto e carinho, e que eles podiam levar um pouco de alegria a esses nossos irmãos. As crianças estavam muito animadas com a nova tarefa, e se dispuseram a ajudar. Foi um trabalho gratificante para todos, que não viam a hora de entregar os presentes para os idosos. Chegou o grande dia, todos se arrumaram, cuidaram dos presentes e das balas, e foram ao lar de idosos para cumprir essa maravilhosa tarefa.
Quando chegaram ao lar, foram recebidos pelos moradores que ficaram muito felizes. As crianças cantaram, recitaram poesias, e até brincaram com eles. Entregaram os presentes e as balas, conversaram com os moradores do lar, que agradeceram muito a visita das crianças e de vovó Angel. Foi um dia inesquecível para todos, e ao chegarem em casa, vovó Angel, reuniu as crianças para uma prece de agradecimento que sempre fazia com as crianças, depois de uma tarefa realizada. Encerrou-se, aquele dia muito especial, com as estrelas piscando como milhares de pequenos olhos, indicando a felicidade do Alto.


(Era uma vez para sempre – pelo espírito Blandina, psicografado por Carlos Malab
– Editora Vinha de Luz)


O ARAUTO
ANO XV – Nº 87 – NOVEMBRO/DEZEMBRO – 2011
PUBLICAÇÃO BIMESTRAL

ÓRGÃO OFICIAL DA USE – INTERMUNICIPAL DE PIRACICABA

DEUS SABE

Há momentos muito difíceis, que parecem insuperáveis, enrique­cidos de problemas e dores que se prolongam, intermináveis, ignorados pelos mais próximos afetos, mas que Deus sabe.
Muitas vezes te sentirás à borda de precipícios profundos, em desespero, e por todos abandonado. No entanto, não te encontrarás a sós, porque, no teu suplício, Deus sabe o que te acontece.
Injustiçado, e sob o estigma de calúnias destruidoras, quando, expe­rimentando incomum angústia, estás a ponto de desertar da luta, confia mais um pouco, e espera, porque Deus sabe a razão do que te ocorre.
Vitimado por cruel surpresa do destino, que te impossibilita levar adiante os planos bem formulados, não te rebeles, entregando-te à deses­peração, porque Deus sabe que assim é melhor para ti.
Crucificado nas traves ocultas de enfermidade pertinaz, cuja causa nin­guém detecta, a fim de minimizar-lhe as consequências, ora e aguarda ainda um pouco, porque Deus sabe que ela vem para tua felicidade.
Deus sabe tudo!
Basta que te deixes conduzir por Ele, e sintonizado com a Sua miseri­córdia e sabedoria, busca realizar o melhor, assinalando o teu caminho com as pegadas de luz, características de quem se entregou a Deus e em Deus progride.

Franco, Divaldo Pereira.

Da obra: Filho de Deus, pelo Espírito Joanna de Ângelis.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

RECADO DE ANDRÉ LUIZ À MOCIDADE

Prática do bem não estipula idade determinada. É mais valiosa a mocidade quanto menos vivida na indisciplina. Quem se aplica a servir, desde os anos da juventude, muito antes da velhice é servido pela vitória na madureza. Se a juventude é início da ação, a maturidade é reação do tempo, revelando os resultados de nossa escolha. Só aproveita a juventude na Terra quem lhe desfruta as bênçãos procurando sazonar as próprias experiências. As zonas purgatórias da Espiritualidade, se recebem diariamente inúmeros anciães, acolhem também vastas fileiras de novos habitantes que deixam o corpo humano em plena floração das energias corpóreas. O período da juventude terrestre é o mais propício às modificações da dívida cármica. Entretanto, lamentavelmente, há grande número de vidas humanas que se transviam da meta preestabelecida, no alvorecer da mocidade. Jamais desprezes as horas do dia, mesmo na seara verde dos próprios sonhos. Quem confunde espírito juvenil com irresponsabilidade, cava o abismo da própria falência. Sem prestigiar a tristeza ou o pessimismo, associa alegria e serenidade, entusiasmo e prudência. A base correta é a firmeza da construção. Jovem amigo, a expressão física da idade não exonera dos compromissos diante da vida eterna; começa agora o serviço do Cristo e te sentirás, mais cedo, na posse da Verdadeira Sublimação.


(Do livro “Sol na Almas”, 19, F.C.X., CEC)

O QUE FAZIAM ESTES HOMENS E MULHERES PARA SEREM TÃO ADMIRÁVEIS?

MOCIDADE



É comum vermos pessoas tentando compreender a vida e buscar explicações para fazer a sua própria vida mais feliz. Será que não podemos nos espelhar nos grandes exemplos da humanidade? Não ficaria mais fácil para encontrarmos o nosso próprio caminho? Afinal, por que eles eram felizes e suas ações surpreendentemente admiráveis? O que faziam para isso?
GANDHI tinha por lema a não violência, e pregava o Amor irrestrito.
FRANCISCO DE ASSIS, era desprendido dos bens materiais, exemplificava com o desapego e praticava um Amor imenso a tudo e a todos.
MARTIN LUTHER KING pregava o fim do preconceito, do racismo e era pelo Amor e igualdade entre as pessoas.
BUDA ensinava que todos podem alcançar a felicidade, pregava o respeito entre as criaturas como uma forma de verdadeiro Amor.
JESUS veio ensinar às criaturas a se prepararem para o Reino de Deus, através do Amor.
MADRE TERESA DE CALCUTÁ trabalhava pela ajuda aos pobres e doentes e vivia o Amor intensamente.
ZILDA ARNS implantou um programa que até hoje auxilia milhões de crianças pobres no mundo e fez tudo por Amor.
CHICO XAVIER doou sua vida ao trabalho pelos outros por Amor.
IRMÃ DULCE, era chamada “O Anjo da Bahia”; fez entrega total de sua vida à caridade e Amor ao próximo.
Então o que faziam estes homens e mulheres para serem tão admiráveis?
Estudando suas vidas, notamos que “TODOS PRATICAVAM O AMOR INCONDICIONAL AO PRÓXIMO”.
Assim, podemos entender porque eram tão admiráveis, A PRÁTICA DO AMOR OS FAZIA ADMIRÁVEIS!
Compreendendo isso e observando os seus exemplos será que não daríamos um rumo feliz às nossas vidas também através do Amor?

(J.C)

O ARAUTO
ANO XV – Nº 87 – NOVEMBRO/DEZEMBRO – 2011
PUBLICAÇÃO BIMESTRAL

ÓRGÃO OFICIAL DA USE – INTERMUNICIPAL DE PIRACICABA

DEPENDÊNCIA DE ÁLCOOL E DROGAS?

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A ALEGRIA DOS OUTROS (SIGNIFICATIVA RESPOSTA)

Um empresário bem sucedido procurou Chico para pedir socorro.
– Eu tenho tudo: – dinheiro, uma família maravilhosa, filhos lindos, uma bela casa, mas não consigo ser feliz de jeito nenhum.
O empresário esperava um passe, uma oração, uma solução mágica, mas recebeu de volta uma frase curta:
– O que falta a você é a alegria dos outros.

A ADMIRÁVEL MEDIUNIDADE DE CHICO

Histórias de Chico Xavier




– Vítima do adultério do meu marido, eu sofri muito! Para evitar o desespero, recolhia em minha casa roupas, objetos, remédios, dinheiro... E, num impulso incontido de praticar o bem, saía em direção a lares de pessoas mais desventuradas do que eu. E voltava sempre aliviada!
– E me dava um alívio!... – continuou. Fazendo isso, eu me senti amparada!
“Num daqueles dias de mais sofrimento, tive vontade de falar com o Chico, mas ele estava viajando pelos Estados Unidos. Como temos o costume de realizar o culto cristão no lar, tive que fazê-lo sozinha, pois meu marido não estava em casa.
Emocionadíssima, lembrei-me do Chico, como a consolar-me, recordando a maneira como ele trata tantas pobres mães carregadas de filhinhos. Esqueci-me de mim e, numa prece fervorosa, como jamais fiz, pedi a Jesus o amparasse. Quando o culto acabou, eu estava bem.
“Sabendo que o Chico retornara a Uberaba, procurei-o. Ao aproximar-me dele, como de outras vezes, antes mesmo que lhe contasse meu problema, ele veio com a resposta pronta:
– Você, está muito bem! E com o amparo do Alto! CONTINUE A FAZER O QUE TEM FEITO. ASSIM, VOCÊ VENCERÁ!
“E venci. Mas... para surpresa minha, ouvi do Chico:
– Deus lhe pague minha filha, as preces que fez por mim, quando eu estava nos Estados Unidos...
Reteve minhas mãos entre as suas, demonstrando infinito reconhecimento, e, generoso, afirmou:
– Elas vieram na hora certa. Eu estava mesmo precisando... Muito obrigado! Jesus a abençoe pelo que você fez por mim!”



(Livro “Encontros com Chico Xavier” – Autor Cezar Carneiro de Souza).

EMMANUEL RESPONDE COMO DEVE SER O TRABALHO NA CASA ESPÍRITA?


LENDO PARA VOCÊ


1) Como deve ser o trabalho na casa espírita?
Num templo, espírita-cristão, é razoável anotar que TODO TRABALHO e ação de conjunto. Cada companheiro é indicado à tarefa precisa; cada qual assume a feição de peça particular na engrenagem do Serviço, sem cuja cooperação os mecanismos do bem não funcionam em harmonia.
2) O que observar em nosso tra­balho?
INDISPENSÁVEL APAGAR‑NOS PELO BRILHO DA OBRA.
Na aplicação da eletricidade, congregam-se implementos diversos, mas interessa, acima de tudo, a produ­ção da força, e, no aproveitamento da força, a grande usina é um espetáculo de grandeza, mas não desenvolve todo o concurso de que é suscetível, sem a tomada simples. Necessário, assim, saibamos reconhecer por nós mesmos o que seja essencial a FAZER PELO RENDIMENTO DIGNO DA ATIVI­DADE GERAL.
3) E quanto ao comportamento do voluntário?
Orientando ou colaborando, em determinadas ocasiões, A REALIZA­ÇÃO MAIS IMPORTANTE que se nos pede é o esclarecimento temperado de gentileza, a indicação paciente e clara da verdade ao ânimo do obreiro me­nos acordado, na edificação espiritual.
Noutros instantes, a OBRIGAÇÃO MAIS VALIOSA que as circunstân­cias nos solicitam é o entendimento com uma criança, a conversação fraternal com um doente, a limpeza de um móvel ou a condução de um fardo pequenino. IMPRESCINDÍVEL, PORÉM, desempenhar semelhantes incumbências, sem derramar o ácido da queixa e sem azedar o sentimento na aversão sistemática.
IRRITAR‑SE ALGUÉM, NO EXER­CÍCIO DAS BOAS OBRAS É O MES­MO QUE RECHEAR O PÃO COM CINZAS.
Administrar amparando e obede­cer, efetuando o melhor! ...Em tudo, compreender que O MODO MAIS EFICIENTE DE PEDIR É TRABALHAR e que O ROCESSO MAIS JUSTO DE RECOMENDAR É FAZER, mas trabalhar e fazer, sem tristeza e sem revolta, entendendo que benfeitorias e providências são recursos preciosos para nós mesmos.
4) Suas conclusões finais sobre o nosso trabalho na casa espírita.
EM TODAS AS EMPRESAS DO BEM, SOMOS COMPLEMENTOS NATURAIS UNS DOS OUTROS.
O Universo é sustentado na base da equipe.
Uma constelação é família de sóis. Um átomo é agregado de partículas. Nenhum de nós procure destaque injustificável. Na direção ou na su­balternidade, baste-nos o privilégio de cumprir o dever que a vida nos as­sinala, discernindo e elucidando, mas AUXILIANDO E AMANDO SEMPRE. O coração, motor da vida orgânica, trabalha oculto e Deus, que é para nós o Anônimo Divino, palpita em cada ser, sem jamais individualizar-se na luz do bem.


(Respostas de Emmanuel, de reda­ção extraída pelo Jornal O Arauto no Livro da Esperança (Lição 69)