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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Atire a primeira pedra

ATIRE A PRIMEIRA PEDRA

 
Quem se julgar isento do pecado, atire a primeira pedra, palavras de Jesus aos acusadores da mulher adúltera que lhe foi levada para julgamento.

Como sabem, era costume da época apedrejarem, em praça pública, a mulher adúltera. Seus acusadores desejavam a aprovação de Jesus para a sua atitude, mas ao ouvirem as palavras do Mestre, sabendo que Ele lia em seus corações, reconhecendo que eram portadores de muitos pecados, foram se afastando, um a um, ficando a mulher e Jesus. Perguntou-lhe Jesus:  Que é dos teus perseguidores?   Eles se foram, Senhor, respondeu-lhe a mulher.   Se ninguém te condenou, eu também não te condeno. Vai e não tornes a pecar.

Nenhum exemplo mais belo, mais nobre do que a atitude de Jesus, reconhecendo que todos nós somos falíveis, temos pontos vulneráveis e trazemos conosco resquícios de deformações morais que são corrigidos à medida que a vida vai nos aperfeiçoando, fazendo-nos conhecer o que somos e como somos e agimos, ainda que isso nos custe sofrimento, pois cada um colhe o que semeia. À medida que a criatura vai se libertando lentamente, pelas oportunidades que as reencarnações a todos oferece, por misericórdia de Deus, vai também conquistando novos rumos e desenvolvendo sua consciência moral.

Ninguém tem capacidade de julgar e muito menos de condenar ninguém. As leis da Terra punem os culpados por crimes previstos por essas leis, falíveis como o são seus representantes.

Injustiças são cometidas em nome dessas leis, mas, quantas vezes aquele que é condenado por um crime que não cometeu está cumprindo a pena de outras vidas, nas quais fugiu ao compromisso da lei, deixando um inocente pagar por seus delitos.

A Lei de Deus penetra mais fundo. Vai ao recôndito de nossa alma e analisa nossos sentimentos, e sabe que, se aparentemente somos pessoas dignas de respeito e até de admiração, escondemos, às vezes, de nós mesmos, sentimentos impuros, e nossas atitudes são mescladas de interesse, de vaidade e até de certa malícia.

Esses crimes e fraquezas ninguém vê, as leis da Terra não os punem, mas para Deus são importantes e figuram no registro do Livro da Vida.

Quantas vidas destroçadas e lares desfeitos, quantos são levados a cometer atos indignos, pela palavra leviana e hipócrita daqueles que fazem parte de uma elite de criaturas aparentemente merecedoras de respeito?

Assim, as criaturas que ainda perambulam no lodo dos vícios, que escandalizam essa sociedade, às vezes tão vazia, merecem e precisam de preces, não de condenação.

       Não atire a primeira pedra, irmão. Ela poderá voltar sobre você mesmo.

(De ... A verdade e a Vida, de Cenyra Pinto)

Atirar pedras

ATIRAR  PEDRAS

 
        Deixa a alegria invadir teu coração e vive com Jesus

        a alegria ao nascer do sol,

        a alegria nas atividades,

        a alegria à noite,

        a alegria ás refeições,

        a alegria no aprendizado,

        a alegria na educação,

        a alegria nos sentimentos,

        a alegria na amizade,

        a alegria na dor,

        a alegria nos compromissos,

        a alegria no perdão,

        a alegria na disciplina

sem nunca esquecer a alegria no amor, porque quem ama com a alegria cristã, mesmo desencarnando, vive mais intensamente na eternidade do coração de Deus.

José Grosso

(Página recebida em 13/7/84, no Centro Espírita Adolpho Bezerra de Menezes, Colônia de Pirapitingui, SP, em reunião de 15/7/84).
(De Páginas Esparsas 3, de João Nunes Maia, pelos Espíritos Scheilla e José Grosso)
__._,_.___

Assunto de desculpismo

Assunto de Desculpismo

Livro: Baú de Casos  Cornélio Pires & Francisco Cândido Xavier

Você nos deseja a fala,  Meu caro Pontes José, 
Sobre os males da desculpa  No campo de nossa fé.  

O desculpismo é tão grande  Em tanta causa indefesa, 
Que a sua consulta amiga  Encerra grande surpresa.  

Entendo. Em certos instantes, 
A provação nos sacode, 
A pessoa, ante o dever,  Intenta agir, mas não pode.  

Entretanto, muitas vezes, 
Numa empreitada qualquer, 
Obrigação pede esforço, 
A gente pode e não quer. 
  De fuga em fuga na vida,
  O espírito perde a paz; 
A derrota chega à frente 
E a desculpa vem atrás.  

Quem pede corpo no Além, 
Comumente, reza e chora,
  Mas quando se vê na Terra, 
A maioria cai fora.  

O amparo de Deus não falta 
E a pessoa sabe disso, 
Tem tudo para vencer 
Mas tem medo do serviço.

Lavrador que foge à terra
  No fim, a choro e fiasco, 
Fecha-se em queixa, lembrando 
A tartaruga no casco. 

  São muitos os desatinos 
Que se vê, meu caro Pontes, 
Os dramas do desculpismo 
Fornecem casos aos montes.  

Para lidar na enfermagem 
Renasceu Lia Faraco... 
Depois, desertou dizendo 
Trazer estômago fraco.  

Aparentando amargura 
Por dó de vários doentes, 
Desistiu da medicina 
Nosso caro Doutor Bentes.  

Rogou encargos no ensino 
Nossa irmã Cora Batista, 
Vendo as aulas, desertou 
Falando em manchas na vista.  

Teotônia ajudava aos órfãos 
No abrigo, em Mata do Açude, 
Um dia, parou, clamando 
Que já não tinha saúde.  

Então, na mediunidade, 
Caem votos, de um a um, 
Desculpismo nesse campo 
Parece praga comum.  

Notando as atividades 
Do "Socorro Irmã Rosenda,"
  Nico afastou-se, afirmando 
Que era chamado à fazenda.  

Olhando a tarefa grande,
  O médium Joaquim Clemente, 
Largou a equipe, alegando 
As provações de um parente.  

Entrou na missão dos passes
  Nossa Irmã Clara Pereira... 
Um dia, sumiu, clamando 
Que estava de batedeira. 

  Vendo o serviço aumentando, 
Lá se foi o Adão Facundo, 
Dizendo não suportar 
Os sofrimentos do mundo. 

  Com tarefas mais compridas,
  Nossa médium Dona Rosa, 
Largou o Centro, informando 
Que andava triste e nervosa. 

Do serviço sumiu Joana 
Do grupo ativo, em Queimadas, 
Dizendo ter muitos erros 
Das existências passadas.  

Receando sacrifícios, 
A médium Lina Simões 
Desertou a lamentar-se 
Das próprias imperfeições.  
É isso aí...

Desculpismo 
Pertuba, atrasa, atordoa... 

Parece idéia parada 
Esclerosando a pessoa.

   Mas Deus é misericórdia. 
Reencarnação vai e vem... 
E, um dia, estaremos todos 
Servindo no Eterno Bem. 

Assunto de todos

ASSUNTO  DE  TODOS

 
       Efetivamente não dispões do poder de improvisar a paz do mundo; entretanto, Deus já te concedeu a faculdade de renunciar à execução  dos próprios desejos, em favor da tranquilidade desse ou daquele ente querido, que depende de tua abnegação para ser mais feliz.
-o-
       Não consegues estabelecer o entendimento fraternal entre todas as comunidades a que te vinculas; no entanto, a Divina Providência já te honrou com a bênção das palavras, no uso das quais podes entretecer a concórdia, no agrupamento de criaturas em que a vida te situou.
-o-
       Não reténs o dom de te fazeres ouvir indefinidamente por todos, em todos os recantos do orbe,  no levantamento do bem; todavia, a Sabedoria Infinita já te confiou o benefício das letras, com as quais podes gravar os teus pensamentos nobres, inspirando bondade e segurança em tuas áreas de ação.
-o-
       Não tens contigo os elementos precisos para sustentar a harmonia, nos lugares onde a Humanidade surge ameaçada de caos e perturbação, mas o Amor Supremo já te entregou a possibilidade de manter a ordem, quando não seja dentro da própria casa, pelo menos no espaço diminuto em que te dedicas ao trato pessoal.
-o-
       Não extinguirás a fome que ainda atormenta vastos setores da Terra, mas podes ceder um prato em auxílio de alguém.
-o-
Não curarás todas as enfermidades que flagelam largas regiões em todo o Planeta; no entanto, podes ofertar, de quando em quando, uma hora de serviço no socorro aos doentes.
-o-
       Não logras trazer o Sol para clarear os caminhos entenebrecidos durante a noite, mas podes acender uma vela e rechaçar a escuridão.
-o-
       Realmente, por enquanto, nenhum de nós  pode jactar-se de ser uma enciclopédia de talentos para realizar todas as operações do Bem Universal, ante as Leis de Deus, mas, ajustados às Leis de Deus, todos já possuímos recursos para evolver na direção do Bem-Maior, fazendo o bem que podemos fazer.

(De Rumo Certo, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito de Emmanuel)

NOSSO LAR 07-10 ENTENDIMENTO

NOSSO LAR 07-10

10 - Entendimento


Findos alguns minutos, chegamos a vasto hospital de movimentada cidade terrestre.

Laudemira... tudo faz acreditar que a pobrezinha sofrerá perigosa intervenção.  Envolta nos fluidos anestesiantes que lhe são desfechados pelos perseguidores, durante o sono, tem a vida uterina sensivelmente prejudicada por extrema apatia.  O cirurgião voltará dentro de uma hora e, na hipótese de os recursos aplicados não surtirem efeito, providenciará uma cesariana como remédio aconselhável...

Sob a atenção de Clarindo e Leonel que nos seguiam, surpresos, convocou-nos, a Hilário e a mim, para o socorro imediato.

Determinando permanecêssemos ambos em oração, com a destra colada ao cérebro da doente, começou a fazer operações magnéticas excitantes sobre o colo uterino. Substância leitosa, qual neblina leve, irradiava-se-lhe das mãos, espalhando-se sobre todos os escaninhos do aparelho genital. Decorridos alguns minutos de pesada expectativa, surgiram contrações que, pouco a pouco, se acentuaram intensamente.

A cesariana foi esquecida.

Puséramo-nos, de novo, a caminho.

Leonel, cuja inteligência aguda não perdia os nossos menores movimentos, perguntou a Silas, com ar respeitoso, se os trabalhos a que se dedicava exprimiam alguma preparação, diante do porvir, ao que o Assistente respondeu sem pestanejar:

- Sem dúvida. Ainda ontem lhes falei dos meus erros de médico, que praticamente jamais o fui, e comentei o plano de abraçar a Medicina no futuro, entre os encarnados, nossos irmãos. Todavia, para que eu mereça a ventura de tal reconquista, consagro-me, nas regiões inferiores que me servem de domicílio, ao ministério do alívio, criando causas benéficas para os serviços que virão...

- Um dia, consoante as dívidas que me pedem resgate, estarei novamente entre as criaturas encarnadas e, para solver minhas culpas, também sofrerei obstáculo e dúvida, enfermidade e aflição... Que mãos caridosas e amigas me amparem daqui, em nome de Deus, porque isoladamente ninguém consegue vencer... E para que braços amorosos se me estendam, mais tarde, é imperioso movimente agora os meus no voluntário exercício da solidariedade.

O ensinamento era precioso, não apenas para os dois perseguidores que o registravam, perplexos, mas também para nós que reconhecíamos, mais uma vez, a Infinita Bondade do Supremo Senhor, que, ainda mesmo nos mais tenebrosos ângulos da sombra, nos permite trabalhar pelo incessante engrandecimento do bem, como abençoado preço de nossa felicidade.

Enquanto volitávamos de retorno, Hilário,  antecipando-me na curiosidade, inclinou a conversação para o caso de Laudemira.

Silas sorriu complacente para a argüição cerrada e explicou:

- Inegavelmente, creio que o processo redentor de nossa amiga serve por tema palpitante nos estudos de causa e efeito que vocês vão acumulando.

A título de nossa edificação espiritual, posso adiantar-lhes que as penas de Laudemira, na atualidade, resultam de pesados débitos por ela contraídos, há pouco mais de cinco séculos.  Dama de elevada situação hierárquica na Corte de Joana II, Rainha de Nápoles, de 1414 a 1435, possuía dois irmãos consangüíneos que lhe apoiavam todos os planos loucos de vaidade e domínio. Casou-se, mas sentindo na presença do marido um entrave ao desdobramento das leviandades que lhe marcavam o caráter, acabou constrangendo-o a enfrentar o punhal dos favoritos, arrastando-o para a morte. Viúva e dona de bens consideráveis, cresceu em prestigio, por haver favorecido o casamento da rainha, então viúva de Guilherme, Duque da Austria, com Jaime de Bourbon, Conde de Ia Marche.  

Desde aí, mais intimamente associada às aventuras de sua soberana, confiou-se a prazeres e dissipações, nos quais perturbou a conduta de muitos homens de bem e arruinou as construções domésticas, elevadas e dignas, de várias mulheres do seu tempo. Menosprezou sagradas oportunidades de educação e beneficência que lhe foram concedidas pela Bondade Celeste, aproveitando-se da nobreza precária para desvairar-se na irreflexão e no crime. Foi assim que, ao desencarnar, no fastígio da opulência material, nos meados do século XV, desceu a medonhas profundezas infernais, onde padeceu o assédio de ferozes inimigos que lhe não perdoaram os delitos e deserções. Sofreu por mais de cem anos consecutivos nas trevas densas, conservando a mente parada nas ilusões que lhe eram próprias, voltando à carne por quatro vezes sucessivas, por intercessão de amigos do Plano Superior, em cruciantes problemas expiatórios, no decurso dos quais, na condição de mulher, embora abraçando novos compromissos, experimentou pavorosos vexames e humilhações da parte de homens sem escrúpulos que lhe asfixiavam todos os sonhos...

Quando a queda no abismo é de longo curso, ninguém emerge de um salto. Ela naturalmente entrava pela porta do túmulo e saía pela porta do berço, transportando consigo desajustes interiores que não podia sanar de momento para outro.

Nossa irmã, com o amparo de abnegados companheiros, voltou ao pagamento parcelado das suas dívidas, reaproximando-se de credores reencarnados, não obstante mentalmente jungida aos planos inferiores, desfrutando a bênção do olvido temporário, com o que lhe foi possível angariar preciosa renovação de forças.

Padeceu tremendos golpes no orgulho que trazia cristalizado no coração...  Contudo, a par disso, contraiu novas dívidas, de vez que, em certas ocasiões, não conseguiu superar a aversão instintiva, diante dos adversários aos quais passou a dever trabalho e obediência, chegando ao infortúnio de afogar uma criancinha que mal ensaiava os primeiros passos, de modo a ferir a senhora da casa em que servia de ama, tentando vingar-se de crueldades recebidas. Depois de cada desencarnação, regressava habitualmente às zonas purgatoriais de que procedia, com alguma vantagem no acerto das suas contas, mas não com valores acumulados, imprescindíveis à definitiva libertação das sombras, porque todos somos tardios na decisão de pagar nossos débitos, até o integral sacrifício... 

- Contudo, sempre que regressava à esfera espiritual, decerto contava com o auxílio dos benfeitores que procuram refrear-lhe os desatinos.

Vocês não ignoram que o Criador atende à criatura por intermédio das próprias criaturas. Tudo pertence a Deus.

- Ainda mesmo o inferno? - acrescentou Leonel, preocupado.

O Assistente sorriu e aclarou:

- O inferno, a rigor, é obra nossa, genuinamente nossa, mas imaginemo-lo, assim, à maneira de uma construção indigna e calamitosa, no terreno da vida, que é Criação de Deus. Tendo abusado de nossa razão e conhecimento para gerar semelhante monstro, no Espaço Divino, compete-nos a obrigação de destruí-lo para edificar o Paraíso no lugar que ele ocupa indebitamente.  Para isso, o Infinito Amor do Pai Celeste nos auxilia de múltiplos modos, a fim de que possamos atender à Perfeita Justiça. 

- Não obstante os seus valiosos conceitos já expendidos, quanto à memória nas regiões inferiores, será interessante saber se Laudemira, antes da atual reencarnação, chegava a lembrar-se com nitidez dos estágios por que passou nas difíceis provações a que se refere...

Nosso amigo esclareceu com a maior tolerância:

- Estou na Mansão há oito lustros, e acompanhei-lhe a internação em nossa casa, faz precisamente trinta anos. Havia encerrado a existência última, no plano carnal, no início deste século, e atravessara longos padecimentos, nas esferas de baixo nível. 

Ingressou em nosso instituto acusando terrível demência e, submetida à hipnose, revelou os fatos que venho de narrar, fatos esses que constam naturalmente da ficha que lhe define a personalidade, no arquivo das observações que nos orientam. 

Deve agora receber cinco de seus antigos cúmplices na queda moral, para reerguer-lhes os sentimentos, na direção da luz, em abençoado e longo sacerdócio materno. Do seu êxito no presente, dependerão as facilidades que espera recolher do futuro, para a liberação definitiva das sombras que ainda lhe ofuscam o Espírito, pois, se conseguir formar cinco almas na escola do bem, terá conquistado enorme prêmio, diante da Lei amorosa e justa.

O problema de Laudemira, debatido em nosso regresso, valia por preciosa contribuição no tema "causa e efeito" que nos decidíramos estudar.

E, reparando em que a nossa curiosidade se quedara, satisfeita, Silas voltou-se com mais carinho para Leonel e Clarindo, sondando-lhes os ideais. Os dois irmãos, sabiamente tocados pela palavra do amigo que lhes ganhara a confiança, sentiam-se agora mais à vontade. A confissão do Assistente e o exemplo de humildade que nos fornecera, espontâneo, penetrara-lhes, fundo.

Enquanto Clarindo lhe acompanhava a explosão de dor e remorso, com sinais de aprovação, e Silas o acolhia, generoso, de encontro ao peito, pressentimos que Leonel se reportava à morte de Alzira, debaixo da obsessão que, sem dúvida, ele e o irmão haviam comandado.

E o chefe da nossa expedição dizia aguardar para a noite imediata o entendimento entre Alzira e aqueles que lhe seriam filhos no porvir, depois do qual seriam ambos internados na Mansão, com o pleno assentimento deles mesmos, tendo em vista a preparação do futuro...  Na casa dirigida por Druso, trabalhariam e reeducar-se-iam, encontrando novos interesses mentais e novos estímulos para a necessária recuperação...

Assim que o nosso amigo entrou em silêncio, Hilário indagou, preocupado:

- Quanto tempo gastarão Clarindo e Leonel, aplainando os caminhos para a volta ao corpo físico?

- Provavelmente um quarto de século...

- Por que tanto?

- Precisarão reconstituir as idéias, no campo do bem, plasmando-as de modo indelével na mente, a fim de que se consagrem à efetivação dos novos planos. Refugiar-se-ão no serviço ativo, ajudando aos outros e criando, assim, preciosas sementeiras de simpatia, que lhes facilitarão as lutas na Terra, amanhã... No trabalho e no estudo, tanto quanto nos empreendimentos da pura fraternidade, amealharão incorruptíveis valores morais, e a reeducação, dessa forma, aperfeiçoar-lhes-á as tendências, predispondo-os à vitória de que necessitam nas provações remissoras.

- E Antônio Olímpio? - insistiu Hilário - pelo que deduzo, permanecerá muito menos tempo na Mansão...

- Sim - aprovou o Assistente -, Antônio Olímpio, depois de breve reconciliação com os manos, renascerá, sem dúvida, dentro de dois a três anos.

- Por que tão grande diferença?

- Não podemos esquecer - explicou Silas, sereno - que foi ele quem começou a criminosa trama sob nosso estudo. Por isso, do grupo de reencarnantes, será o companheiro menos favorecido na Lei, durante a viagem prevista à esfera humana, pelas agravantes que lhe marcam o problema individual. Com o espírito ainda sombreado de angústia e arrependimento, ressurgirá no berço da família que ele prejudicou, pela prática da usura, movimentando-se num horizonte mental muito restrito, de vez que, instintivamente, a sua maior preocupação será devolver aos irmãos espoliados a existência física, o dinheiro e as terras que deles furtou... Em razão disso, apenas disporá de facilidades íntimas para a cultura e o aprimoramento de si mesmo, na idade madura do corpo, quando houver encaminhado os filhos para o triunfo que a eles compete alcançar.

- Entretanto - ponderou meu colega -, Clarindo e Leonel também mataram...

- E decerto pagarão por isso; contudo, não podemos negar-lhes atenuantes no lamentável delito...

Antônio Olímpio planejou o crime, friamente, para acomodar-se nas vantagens materiais que lhe adviriam da crueldade e da violência, e os irmãos infelizes agiram no pesadelo do ódio, traumatizados de pavorosa dor...  Inegavelmente, Clarindo e Leonel padecem angústia e remorso, devendo sofrer doloroso resgate, em momento oportuno, mas, ainda assim, são credores do irmão que lhes retardou os passos evolutivos...

- E Alzira nessa história?

- Alzira já conseguiu entesourar bastante amor para entender, perdoar e auxiliar... Por esse motivo, dispõe, diante da Lei, do poder de ajudar, tanto ao esposo como aos cunhados, até agora infelizes, tanto ao filho Luís, ainda na carne, como a todos os descendentes de sua organização familiar, porque, quanto mais amor puro no Espírito, mais amplos recursos da alma perante Deus...

Hilário, contudo, pedindo desculpas pela insistência, levantou ainda nova questão.

Por que sofrera Alzira aflitiva desencarnação no lago?

Silas, no entanto, considerou:

- Alzira, diante de nós outros, já é alguém que possui larga faixa de céu no coração... Os assuntos que lhe dizem respeito devem ser analisados no CéU

E, em chegando a hora abençoada de nossos estudos, o Assistente entendeu-se com a irmã Alzira, em longa conversação particular, solicitando-lhe nos reencontrasse, a determinada hora, no lago em que ocorrera a desencarnação dela. Em seguida, recomendou a duas cooperadoras da casa lhe acompanhassem a viagem, instruindo-as para que nossa amiga somente viesse até nós quando chamada por nosso grupo em serviço. 

A noite ia alta...

Tomando a iniciativa, o irmão de Clarindo passou, então, a relatar-nos quanto já sabíamos, detendo-se em copioso pranto, ao referir-se à morte da cunhada, sobre quem atirara as farpas da sua ira...

Extremamente surpreendidos, Hilário e eu anotávamos a paciente atenção de Silas em lhe ouvindo a

confissão, qual se o assunto lhe fora absoluta novidade.

Depois de mais de uma hora, em que nosso companheiro sofredor se mantivera com a palavra, o Assistente, em particular, chamou-nos a mais nobre compreensão, declarando a Hilário e a mim que o nosso amigo tinha necessidade de expungir do coração ferido as suas dores, e que, de nossa parte, embora lhe conhecêssemos o drama intimo, não nos cabia cercear-lhe a confissão e sim recolhê-la fraternalmente, partilhando-lhe a carga de aflição, para que se lhe aliviassem as chagas do pensamento.

Mas... e se Alzira lhes trouxesse em pessoa o abraço de entendimento e de auxílio?

E como sorrissem de esperança, no turbilhão das próprias lágrimas, o Assistente afastou-se por alguns minutos e voltou, trazendo em sua companhia a generosa irmã que, envergando cintilante roupagem, lhes estendeu as mãos, a ofertar-lhes o colo maternal, resplendente de amor.

Leonel e Clarindo, qual se fossem feridos de morte, caíram genuflexos, esmagados de medo e júbilo...

E porque Leonel tentasse debalde pedir-lhe perdão, ensaiando monossílabos cortados pelos soluços, a genitora de Luís suplicou, humilde: - Sou eu quem deve ajoelhar-se, implorando-lhes caridoso indulto!... O crime de meu esposo é também meu crime... Vocês foram espoliados dos mais belos sonhos, quando a mocidade terrestre começava a sorrir-lhes. Nossa desregrada ambição, contudo, furtou-lhes os recursos e as possibilidades, inclusive a existência... Perdoem-nos!...

Alzira, porém, não conseguiu continuar. Copioso pranto orvalhava-lhe a face, mas algo como que se lhe represava na garganta, abafando-lhe a voz.

 Atendendo a mudo sinal do orientador de nossa excursão, auxiliamo-la como se fazia preciso, e, depois de algum tempo, transportando conosco os dois novos amigos, dávamos entrada no grande instituto.

Após interná-los em departamento adequado, falou Silas, contente:

- Graças a Deus, nossa tarefa está cumprida. Agora, esperemos se habilitem todos, ante a nova batalha que ferirão na Terra, para o serviço salvador em que se misturam afeto e aversão, alegria e dor, luta e dificuldade, em busca da redenção.

Em meu entendimento, perguntas diversas nasciam, imperiosas, mas compreendi que a lei de causa e efeito agiria, infatigável, para as personagens de nossa história, e meditei nas minhas próprias dívidas... Foi então que, ao invés de indagar, beijei, respeitoso, as mãos do Assistente, na condição do aprendiz reconhecido ao instrutor generoso, e recolhi-me à prece em silêncio, agradecendo a Jesus a valiosa lição.

Questões para estudo

1.Qual o objetivo de Silas na dedicação ao trabalho a que se dispunha na espiritualidade?

2.Qual a relação deste trabalho com a Lei da Ação e Reação?

3.Como poderíamos caracterizar o passe ministrado a Laudemira por Silas?

4.Qual processo de resgate a que Laudemira estava sendo submetida?

5.Por que ela sempre retornava para a zona de sombra da qual havia saído? 

6.O que o instrutor quis dizer com: "Vocês não ignoram que o Criador atende à criatura por intermédio das próprias criaturas"? 

7.Como Silas definiu o Inferno para o qual voltava Laudemira?

 8 Por que as diferenças nos tempos de preparo para a reencarnação de Clarindo, Leonel e Antônio Olímpio. Qual o papel que Alzira desempenhará neste resgate?

 Conclusão:

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO     

1.  Qual o objetivo de Silas na dedicação ao trabalho a que se dispunha na espiritualidade?
    
R - O trabalho de socorro a enfermos ao qual o assistente Silas se dedicava no mundo espiritual visava credenciá-lo à reconquista da oportunidade de servir como médico na futura reencarnação. Conforme vimos no capítulo anterior, Silas abdicou dos deveres que abraçara em sua última passagem pela Terra, na carreira médica, que nunca exerceu efetivamente. Para se fazer merecedor de nova chance, dedicava-se a ajudar espontaneamente os sofredores das esferas inferiores, recuperando-se da queda moral que experimentara e amealhando valores morais que aumentarão a simpatia da Bênção Divina em favor da nova empreitada. Através da sua dedicação estava criando condições de ser ajudado futuramente, através da sustentação dos amigos desencarnados que o amparariam do Plano Espiritual.                                                                                                                                                                                                         2.  Qual a relação deste trabalho com a Lei da Ação e Reação?

R - Sabemos que a remição do espírito somente se completa com a reparação do mal. Não basta o arrependimento, que é importante, mas que é apenas o primeiro passo para a retificação, nem a expiação, que é o passo seguinte. É indispensável que se repare o mal ocasionado a terceiros. Silas iniciara, já no plano espiritual, a preparação para que, ao retornar à carne, encontre um ambiente favorável às provações retificadores por que passará.  Além disso, através do trabalho e do estudo, estava aperfeiçoando seus talentos para o exercício futuro da medicina, que irão aflorar, na nova existência física, sob a forma de tendências inatas.       

3.  Como poderíamos caracterizar o passe ministrado a Laudemira por Silas? 

R - Com relação ao tipos de passe utilizados pelos Espíritos, temos que admitir que, como encarnados, a nossa capacidade de compreensão ainda é bastante limitada. O que nos é dado saber é que a técnica do passe pode ser dividida em duas maneiras: 

 a) pela simples imposição das mãos e b) pela movimentação das mãos. Porém, 
quanto à natureza dos recursos utilizados pelo plano espiritual na aplicação do passe, nada sabemos. As obras de André Luiz nos trazem inúmeros exemplos, mencionando "passe longitudinal", "passe de longo curso", "passe rotatório", etc., sempre se referindo a passes aplicados diretamente pelos espíritos. Os espíritos encarregados desse trabalho observam pelo ângulo do plano espiritual, vendo o funcionamento dos órgãos enfermos, o que para nós, encarnados, é impossível. No caso em questão, o que podemos saber é o que consta da narrativa de André Luiz, dando notícia de que o passe foi aplicado através de "operações magnéticas excitantes sobre o colo uterino. Substância leitosa, qual neblina leve, irradiava-se-lhe das mãos, espalhando-se sobre todos os escaninhos do aparelho genital.                                                                                 

3.a. Qual processo de resgate a que Laudemira estava sendo submetida?    

R - Em passagem remota pela Terra, Laudemira manteve um comportamento leviano, inteiramente voltado ao gozo das riquezas materiais. Provocou a morte do marido, que lhe opunha entrave aos seus desvarios. Freqüentando o ambiente da nobreza cujo acesso lhe fora permitido, ligou-se a aventuras amorosas que provocaram a destruição de famílias elevadas e dignas. Reencarnara  para resgatar o mal que ocasionara a tantos, com a tarefa de receber, como filhos, cinco de seus antigos cúmplices, a fim de reerguer-lhes os sentimentos através da abençoada missão de mãe, transformando-os em homens de bem. Se obtiver êxito em seu desempenho, estará se libertando das nódoas do passado que impedem que brilhem a sua luz.

 4.  Por que ela sempre retornava para a zona de sombra da qual havia saído?

R - A reencarnação e a desencarnação são fenômenos puramente biológicos, que em nada modificam as qualidades morais do espírito. O espírito continua o mesmo, tanto numa, como noutra circunstância, com suas conquistas e suas imperfeições, acumuladas ao longo da caminhada evolutiva. Assim é que Laudemira mantinha seu psiquismo atrelado a valores morais inferiores, que predominam nos espíritos que vibram nas regiões de sombra, com os quais tinha afinidade. Como disse o assistente Silas, "entrava pela porta do túmulo e saía pela porta do berço, transportando consigo desajustes interiores que não podia sanar de momento para outro". Sua queda moral fora tão grande que era impossível uma transformação repentina. A misericórdia divina, sempre presente, permitia que resgatasse os débitos contraídos aos poucos, nas sucessivas reencarnações, em que se via diante de antigos adversários. No entanto, como não conseguia superar a aversão instintiva que se manifestava na presença desses desafetos do passado, aos quais, para fins de retificação, passou a dever trabalho e obediência, contraíra novas dívidas, o que fazia com que continuasse ligada a espíritos inferiores. 

5.  O que o instrutor quis dizer com: "Vocês não ignoram que o Criador atende à criatura por intermédio das próprias criaturas"?

 R - Silas quis demonstrar que a misericórdia divina se manifesta por intermédio de suas próprias criaturas. São os benfeitores do plano espiritual, que nunca faltam, mesmo àqueles que, como Laudemira, ainda se encontram entregues a sentimentos inferiores. Mesmo freqüentando uma faixa vibratória de baixa evolução, Laudemira não deixava de contar com o auxílio dos amigos espirituais, que procuravam a influenciar visando pôr um freio em seus desatinos.

6.  Como Silas definiu o Inferno para o qual voltava Laudemira?

R - Assim como o céu, o inferno é também um estado de consciência. Em sentido figurado, para melhor ser compreendido, Silas o definiu como "uma construção indigna e calamitosa, no terreno da vida, que é Criação de Deus" e que, tendo sido por nós mesmos edificada pelo mau uso da nossa razão e do nosso conhecimento, a nós cabe "a obrigação de destruí-lo para edificar o Paraíso no lugar que ele ocupa indebitamente". Quis o Assistente demonstrar que, do mesmo modo que criamos um inferno em nossa consciência, dele somente nos livraremos quando o substituirmos pelo céu dos deveres da Lei de Deus cumpridos, o que somente conseguiremos com a nossa transformação moral.

7.  Por que as diferenças nos tempos de preparo para a reencarnação de Clarindo, Leonel e Antônio Olímpio?

Qual o papel que Alzira desempenhará neste resgate?

R - O tempo de preparo para uma reencarnação é o necessário para que o espírito reformule seus pensamentos e seus sentimentos, situando-os no campo do bem. Para que consiga satisfazer os objetivos da nova reencarnação, o espírito precisa afeiçoar sua mente às novas idéias, retornando com o psiquismo modificado, de modo a favorecer as novas tarefas. Dos três, Antonio Olímpio era o mais comprometido com a Lei. Fora a causa da queda de Leonel e Clarindo. Conseqüentemente, seria o menos favorecido no processo retificador, dele sendo exigida uma maior quota de sacrifícios. Assim, ressurgiria na vida física com a mente ainda trazendo as marcas da angústia e do arrependimento e com a tarefa de receber as vítimas de outrora como filho, para auxiliá-los em seus reajustes.

Alzira, que já alcançara uma maior evolução, tendo aprendido a praticar o verdadeiro amor e o perdão, retornaria para propiciar a Leonel e a Clarindo o ventre materno indispensável às suas voltas e servir como companheira de Antônio Olímpio. Conquistara perante a Lei o poder de ajudar a todos, contribuindo para a formação da organização familiar que serviria como o vaso purificador dos três. 

O CÉU E O INFERNO – 015 OS ANJOS – REFUTAÇÃO

O CÉU E O INFERNO – 015

1ª PARTE CAPÍTULO VIII

OS ANJOS – REFUTAÇÃO


1. Seria possível, segundo o Espiritismo, a existência de anjos?

2. Qual seria o processo de "criação de anjos"?

3. Quais os pontos de contato que faltam aos termos que a Igreja utiliza para caracterizar os planos da criação?

4. Qual é, para o Espiritismo, a utilidade do corpo físico para a alma?

5. Essa união entre a alma e o corpo físico é necessária a todo processo evolutivo do Espírito, segundo o Espiritismo? E para a Igreja?

6. Quais os argumentos que o Espiritismo utiliza para refutar a Doutrina dos Anjos? Escolha e cite três que você considera mais importantes e os comente.


Conclusão:

1. O espiritismo nos mostra que os Espíritos superiores poderiam ser chamados de anjos por suas características, as quais, no entanto, foram adquiridas através do trabalho, da evolução. Ou seja, os anjos são os espíritos dos homens em sua mais elevada escala evolutiva.

2. Os anjos teriam sido criados do nada, já puros e privilegiados, sem que nada precisassem fazer para ocupar este patamar, antes da criação do homem: "puramente espirituais, anteriores e superiores à Humanidade, criaturas privilegiadas e votadas à felicidade suprema e eterna desde a sua formação, dotadas, por sua própria natureza, de todas as virtudes e conhecimentos, nada tendo feito, aliás, para adquiri-los".

3. Falta o encadeamento natural que liga todos os "setores " da natureza, isto é, nesta doutrina a criação destes planos foram feitos independentes um do outro, sendo que não se interligam: quem está num plano não poderá jamais aspirar estar, passar ou experenciar o outro, o que contraria a lógica que pode ser percebida por qualquer pessoa: tudo na natureza obedece a uma cadeia de relação em que cada nível depende do anterior ou se relaciona intimamente com ele.

4. A alma utiliza o corpo físico para sua depuração, para experenciar vivências só possíveis na carne. É seu instrumento de evolução num determinado período.

5. Essa união serve até um determinado nível evolutivo, quando o homem, por seu esforço, já não precisa mais das experiências terrenas, vai para outros mundos onde o corpo físico é cada vez mais etéreo até não ser mais necessário.

Para a Igreja a alma só coexiste ligada a um corpo físico, ou seja, pode-se deduzir daí que a alma só será completa estando ligada a um corpo físico.

6. Quais os argumentos que o Espiritismo utiliza para refutar a Doutrina dos Anjos? Escolha e cite três que você considera mais importantes e os comente.

O concílio de Latrão acredita, pois, firmemente, que as criaturas espirituais como as corpóreas foram simultaneamente formadas e tiradas em conjunto do nada, numa época indeterminada, no passado. A que fica reduzido, assim, o texto bíblico que data a Criação de seis mil dos nossos anos? E, ainda que se admita seja tal o começo do Universo visível, esse não é seguramente o começo dos tempos. Em qual crer: - no concílio ou na Bíblia?

Como se pode ver existe uma falha lógica nesta afirmação que negaria o texto bíblico; isto também demonstra que os homens do concílio não esperavam que o texto fosse analisado desta forma, já que na época de sua realização as pessoas ainda aceitavam o que fosse resolvido sem exame ou discussão, como de fato, a Igreja se impôs aos fiéis.

Se o destino essencial da alma é estar ligada ao corpo humano; se por sua natureza e segundo o fim providencial da Criação, essa união é necessária às manifestações das suas faculdades, forçoso é concluir que, sem corpo, a alma humana é um ser incompleto. Ora, para que a alma preencha os seus desígnios, deixando um corpo preciso se faz que tome um outro - o que nos conduz à pluralidade forçada das existências, ou, por outra, à reencarnação, à perpetuidade.

Apenas raciocinando de maneira lógica, já se pode ver a incoerência desta caracterização do ser humano: por que Deus criaria um ser para viver apenas uma vida física e com uma alma sem utilidade quando o corpo morre? Tudo leva para a verdade da pluralidade de existências. Só não vê quem não quer ter olhos para ver.

Aqui reponta uma questão vital, qual a de saber-se se a alma pode adquirir conhecimentos após a morte do corpo. Se uma vez liberta do corpo não pode adquirir novos conhecimentos, a alma da criança, do selvagem, do imbecil, do idiota ou do ignorante permanecera tal qual era no momento da morte, condenada à nulidade por todo o sempre. Mas se, ao contrário, ela adquire novos conhecimentos depois da vida atual, então, é que pode progredir.


Basta que se pense nos atributos de Deus, que sem eles Ele já não seria Deus, para perceber a incoerência desta linha de pensamento. Só podemos crer na progressão moral do Espírito para continuarmos crendo na justiça divina.

domingo, 30 de agosto de 2015

Assim na Terra como no céu

Assim na Terra como no Céu

Livro: Assim na Terra como no Céu Inácio Ferreira & Carlos Baccelli

Disse-nos Jesus, segundo anotações de Mateus, capítulo 18, versículo18:
"Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na Terra, terá sido ligado no Céu, e tudo o que desligardes na Terra, terá sido desligado no Céu".
A Lei de Causa e Efeito, que nos tutela nos caminhos da Evolução, tanto funciona da Terra para o Mundo Espiritual quanto do Mundo Espiritual para a Terra.
Portanto, Terra e Mundo Espiritual, concomitantemente, são glebas de colheita e semeadura, porque, a rigor, não existe, entre uma e outra, solução de continuidade na elaboração do destino.
Terra e Mundo Espiritual, sob o ponto de vista ético - e por que não dizer intelectual - podem se comparar a um espelho de dupla face, sobre a qual as imagens que se movimentam num e noutro se refletem e quase se superpõem, apenas com pequena diferença em suas manifestações.
Seja na vida ou na morte, meros fenômenos visuais, o espírito é sempre o mesmo em sua indestrutível essência, cabendo-lhe, no corpo carnal ou fora dele, empreender esforços de autossuperação que o possibilitem transcender a si mesmo.
Pois, que não existe morte, mas apenas Vida, e Vida em abundância, que mais abundante se nos faz quando logramos avançar para além de nossos próprios limites !
 

Assembléia

ASSEMBLEIA  DAS  ALMAS  LIVRES  DAS FUTILIDADES  TERRENAS
 
       Altamente instrutivas são as conversações e assembléias dos espíritos. Personalidades eminentes aí se encontram elaborando projetos grandiosos para as suas atividades porvindouras. Não há lacunas para as futilidades de que a vida terrena está farta. Tudo ali é a súmula de aspirações edificantes, o que é, aliás, natural, porque estando indene da fadiga que lhe advém  da luta pelo pão diário, pode alma entregar-se às mais santificadas expansões.
 
A PREPARAÇÃO ÀS LUTAS FUTURAS
 
       Influxos abençoados, inspirações salvadoras daí promanam para a humanidade: mensagens enviadas pelas almas que, sob qualquer bandeira, viveram como condutores diretos ou indiretos das coletividades.
       A vida, pois, aí decorre como se fosse numa abençoada estação de repouso, onde se descansa de muitas lides e se aprendem as mais proveitosas lições para o progresso nas lutas futuras.
 
(De Cartas de uma morta, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Maria João de Deus)

As três virtudes

AS TRÊS VIRTUDES  

Os dias se mostravam difíceis para Jaqueline, desde algum tempo.   As tormentas no lar se faziam longas e, agora, traziam agravantes.   O marido sempre ausente, alheio aos problemas que surgiam na intimidade familiar.   A educação do filho se mostrava desafiadora, exigindo cuidados e atenção.   Não bastasse isso, iniciavam-se dificuldades financeiras que se alastravam.   Estava aturdida e sem saber como agir. Parecia que perdia todas as esperanças e a coragem que a caracterizava.   Andava cabisbaixa, com a sensação de estar prestes a cair no choro, desesperar-se.   Foi nesse estado de ânimo que quase tropeçou na rua com um velho conhecido.   Amigo da família, ele acompanhava a trajetória de Jaqueline, e ela tinha por ele grande carinho, considerando-o um pai.   Rapidamente ele percebeu em seus olhos o drama que buscava esconder.   Tentando oferecer-lhe ajuda, de alguma forma, a convidou para um café ali próximo e, quem sabe, uma conversa.   A intimidade permitiu que, em pouco tempo, ela relatasse toda a história que lhe causava tantos tormentos.   O amigo, experienciado pela vida, e tomado de compaixão pela situação de pessoa tão querida, amorosamente lhe propôs:   Jaqueline, vejo que há três ferramentas que lhe são fundamentais: a paciência, a humildade e a fé.   Como assim?  - Indagou-lhe sem compreender.   A paciência será sua primeira auxiliar. Haverá dias em que parecerá que tudo conspira contra você. Alguns embates apresentar-se-ão quase insuportáveis. Mas tudo isso passa. Nada dura para sempre.   Nessas horas, quando não há o que fazer, arme-se de paciência. Ela será sua sustentação para suportar pessoas difíceis, situações constrangedoras, momentos críticos.   Em outros momentos, será necessário ter humildade. Será ela quem lhe permitirá retirar aprendizado das situações mais difíceis.   A humildade a ajudará a compreender que ninguém está isento de sofrer injustiças. No entanto, o que chamamos de injustiça hoje, é nada mais do que o ressarcimento de um passado não muito feliz, de outras vidas.   A humildade lhe dirá que tudo o que nos acontece está enquadrado nas nossas necessidades de resgate e aprendizado.   E, por terceira companheira inseparável, tenha sempre com você a fé. Ela lhe servirá para aqueles momentos em que não conseguir entender o porquê de certas dificuldades e problemas que lhe baterão à porta.   Quando estiver se questionando se merece ou qual a razão de passar por determinadas situações, a fé lhe dirá para colocar a sua vida nas mãos de Deus, entendendo que Ele sempre ampara e sustenta Seus filhos.   Assim, minha filha, com paciência, humildade e fé, você conseguirá superar esses dias difíceis.   Amparada pelo carinho e as sábias palavras do amigo, Jaqueline retornou ao lar, mais forte e confiante.   A partir dali, buscou agasalhar em sua alma as três virtudes enumeradas. E foi descobrindo, a pouco e pouco, que os maiores problemas da vida são possíveis de serem superados, com paciência, humildade e fé.   Pensemos nisso.   Redação do Momento Espírita
  Tenha um doce e especial dia, amigo(a)! Beijokas

As provas da convivência

As provas da convivência‏

Aproximá-los foi algo relativamente fácil, pois eles se reencontraram antes, por diversas vezes, nos palcos da existência. Pelos laços do afeto ou motivados por antagonismos, de um modo ou de outro, caminharam juntos antes mesmo de terem passado algum tempo, lado a lado, quando da preparação no Hospital Esperança de onde partiram para reencarnar.

Uma vez reunidos num mesmo centro espírita na capital mineira, instituição que leva no nome o estandarte do evangelho como símbolo, eles rapidamente se mobilizaram. Em pouco tempo conseguiram materializar as primeiras obras literárias destinadas a promover reflexões acerca de temas importantes para a edificação de uma nova mentalidade, menos religiosista e mais humanista, bem aos moldes dos objetivos educacionais do cristianismo, o qual prevê, entre outras coisas, a alteridade, a descentralização e a humanização das relações.

O grupo encarregado reunia as características essenciais para dar início à empreitada. Alguns tinham visão estratégica; outros o pensamento ágil; outros, ainda, a operosidade necessária para a ousada tarefa. Restava saber como se comportariam em relação aos desafios da convivência. Nisso residiria o sucesso do projeto.

Precisariam, acima de tudo, mostrarem-se capazes de agir para desalgemar o evangelho dos conceitos, a fim de trazê-lo para as próprias atitudes. Sem isso, repetiriam o velho hábito de ensinar sem antes terem assimilado plenamente a lição. Não dispondo da força necessária do exemplo, eles não obteriam a sinergia necessária para despertar nos outros grupos o desejo de fazer o mesmo. Por isso, o teste da convivência era algo tão expressivo para o sucesso do tentame.

Livro Mediunidade sem Fronteiras, cap. 18, págs. 184 e 185.
Autor Fátima Ferreira, Editora Inede

As dez coisas que os seres das sombras mais gostam que você faça

AS DEZ COISAS QUE OS SERES DAS SOMBRAS MAIS GOSTAM QUE VOCÊ FAÇA

1. Que você minta
Que não viva a verdade em cada ato, que não faça da vida aquilo que gosta, que procure preponderar os interesses materiais em relação aos conscienciais e que jamais cumpra com a sua palavra.

2. Que você tenha muita dúvida.
Que sinta-se inseguro o tempo todo e que não tenha fé na vida, nas pessoas e nas possibilidades que o universo nos oferece.

3. Que você não estabeleça uma conexão com a Fonte Divina ou Deus.
Que você acredite que só se vive uma vida. Em especial que você se concentre em aproveitar a vida no sentido de apenas se divertir o tempo todo, principalmente que você não dê atenção a evolução do amor e da consciência. Quanto menos você pensar e agir no sentido de realizar a missão da sua alma, que é o propósito da sua existência, mais você agrada os seres das sombras e mais você facilita o trabalho deles.

4. Que você não se preocupe jamais com os outros.
Que não pense em caridade, em bem estar alheio, em colaborar para a formação de uma sociedade mais digna e elevada. Quanto mais você pensa unicamente nos seus interesses mundanos, mais você agrada e facilita o trabalho das sombras.

5. Que você jamais perdoe, que sinta muita raiva e desejo de vingar-se das pessoas as quais lhe fizeram mal.
Além disso, que você faça valer a sua palavra a qualquer preço, sem compaixão, sem paciência e sem respeito. O tipo de campo de energia produzido por esses sentimentos alimenta muito a força dos seres das sombras, oferecendo a eles alimento, energia e campo de ação para suas investidas nefastas.

6. Que você jamais estude e que nunca busque o desenvolvimento de seus potenciais.
Em especial que você seja acomodado, preguiçoso e sem iniciativa. Quanto menos você cuidar do seu corpo, da sua mente, das suas emoções e do seu espírito, mais você ajudará a facilitar o trabalho das sombras. Quanto mais alienado e cético você for, melhor!

7. Que você seja fanático, determinista, inflexível, convicto e fascinado.
Quanto menos tolerância, equilíbrio, leveza e sensatez você tiver nos seus atos, mais você contribuirá para as estratégias dos seres das sombras.
8. Que você elimine da sua vida a oração, a meditação e qualquer tipo de prática espiritual.
De preferência que você substitua essas práticas por vícios como drogas, álcool, fumo, alimentação desequilibrada, jogos e sexo promíscuo. Quanto mais você abandonar práticas saudáveis, mais você contribuirá para abrir a porta de acesso que liga os seres das sombras até você.

9. Que a sua disciplina seja muito ruim.
E que você nunca tenha persistência para seguir seus objetivos, para realizar suas práticas diárias de conexão com Deus e que nunca tenha perseverança em seguir os seus sonhos.

10. Que jamais acredite na sua intuição.
E que siga apenas a voz da razão e que não confie em nada, absolutamente nada que não seja comprovado cientificamente ou que não tenha relevância acadêmica. Em especial, que você abandone a sua sensibilidade de perceber as coisas e situações, acreditando apenas no que você vê com os próprios olhos. De preferência, quando situações ruins acontecerem em sua vida, vitimize-se e rapidamente encontre um culpado, que certamente não deve ser você.
Não quer alimentar atitudes que atraiam obsessores ou seres das sombras para a sua vida? Quer construir um estilo de vida que lhe faça feliz? Quer estar em sintonia com as Fontes Divinas?
Então faça um exame de consciência e elimine da sua vida esses comportamentos citados anteriormente. Eliminando esses erros comuns você certamente dará um importante passo na conquista de uma vida cheia de bênçãos e bem aventurança!

OBRAS DE ANDRÉ LUIZ  CITAÇÕES POR TEMA 29

TEMAS TRATADOS~


MÃE


As mães que não completarem a obra de amor que o Pai lhes cofia junto dos filhos amados, devem ser bastante fortes para recomeçarem os serviços imperfeitos. ML-12-173.

Descerei (afirma Matilde) dentro em breves anos, para o torvelinho de lutas carnais (encarnará), a fim de esperar Gregório em existência de resgate difícil e doloroso. LI-33-48.

É o Lar de Bênção (...) muitas irmãs da Terra chegam em visita a filhinhos desencanados. Temos aqui importante colônia educativa, mista de escola de mães e domicílio dos pequeninos que regressam da esfera carnal. ETC-9-56.

Nosso educandário (Lar de Bênção) guarda mais de duas mil crianças, mas, sou aos meus cuidados permanecem apenas doze. Somos um grande conjunto de lares, nos quais muitas almas femininas se reajustam para a venerável missão da maternidade e conosco multidões de meninos encontram abrigo para o desenvolvimento que lhes é necessário, salientando-se que quase todos os destinam ao retorno à Terra para a reintegração no aprendizado que lhes compete. A escola das mães apresenta vastas disponibilidades. ETC-11-68/69.

A sabedoria universal colocou imperscrutáveis segredos no carinho materno. Algo de milagroso e divino existe nos laços que unem mãe e filhos que, por enquanto, não podemos compreender. ETC-24-162.

O espírito materno é uma espécie de anjo ou mensageiro, embora muita vez circunscrito ao cárcere de férreo egoísmo, na custódia dos filhos. ETC-33-215.

Odila! Perdoa-me, perdoa-me! ... Agora vejo o inferno que impus, despreocupando-me de teu filhinho... Hoje pago com lágrimas minhas deploráveis displicências! Ajuda-me, querida irmã! ... Seja para o meu Júlio a guardiã que não fui para o teu (Júlio). (Zulmira, ex-madrasta e ex-mãe de Júlio, arrependida da sua negligência no passado, pede a Odila também ex-mãe e atual mãe de Júlio que cuide bem dele). ETC-37-243.

Quantas mães, vemos no mundo, engrandecidas pela dificuldade e pela renúncia, morrendo cada dia, entre a aflição e o sacrifício, para cuidar de filhos monstruosos que lhes torturam a alma e a carne? Em muitos desses quadros terríveis e emocionantes, se oculta, divino, o labor da regeneração que só o tempo e a dor conseguem realizar. AR-15-207.


MAGIA


Através dos impulsos infelizes de nossa alma, descemos às desvairadas vibrações da cólera ou dos vícios e, é fácil cairmos no enredado poço do crime, em cujas furnas nos ligamos a certas mentes estagnadas na ignorância, que se fazem instrumentos de nossas baixas idealizações ou das quais nos tornamos deploráveis joguetes na sombra. ETC-1-11.

As idéias macabras de magia aviltante quais sejam as da bruxaria e do demonismo que as igrejas denominadas cristãs propagam a pretexto de combatê-los, mantendo crendices e superstições, ao preço, de conjurações e exorcismos, geram imagens como esta a se difundirem nos cérebros fracos e desprevenidos, estabelecendo epidemias de pavor alucinatório. (uma senhora cria na tela mental a figura animalesca de um homem agigantado, de longa cauda, com a fisionomia de um caprino degenerado, exibindo pés em forma de garras e ostentando dois chifres), AR-4-53/54.

A contemplação de um simples objeto que lhe tenha sido presenteado pelo magnetizador será o suficiente para que se entregue à hipnose de recuperação por sua própria conta. Semelhante medida, que explica o suposto poder curativo de certas relíquias materiais ou dos chamados talismãs da magia, pode ser interpretada como reflexo condicionado específico, sem a presença do hipnotizador. (...) O objeto aludido servirá como reflexo determinado para o refazimento orgânico, em certo sentido. MM-14-107.

(...) Nos círculos do magimos, dentro dos quais, a mediunidade rebaixada a processos inferiores de manifestações se deixa aprisionar por seres de posição primitiva ou por inteligência degradadas que cunham idéias escravizantes para quantos se permitem vampirizar. MM-19-141.


MAGNETIISMO


De Puysegur foi dos primeiros magnetitas que encontraram o sono revelador, em que era possível conversar com o paciente noutro estado consciencial que não o comum. NMM-4-65.

O magnetismo é uma força universal que assume a direção que lhe ditarmos. Passes contrários à ação paralisante restitui-lo-ão à normalidade. (comentário sobre o mau uso do magnetismo de Gaspar, obsessor de Margarida). LI-15-192.


MÁGOA


Este homem (...) não se acautela contra o ato de encolerar-se e desperta incessantemente a cólera e a mágoa dos que lhe desfrutam a companhia. Tornou-se, por isso mesmo, o centro de convergência de intensas vibrações destruidoras. (referente a um alcoólatra que estava sendo atendido pela espiritualidade através de passes). ML-19-334.


MAL


Para nos, atualmente, meu amigo, o mal é simples resultado da ignorância e nada mais. (atual compreensão da entidade instrutora Vicente). OM-4-30.

Ao mal se segue o mal. OM-41-218.

Lembre-se de que o mal não merece comentário em tempo algum. AC-9-37.

O mal é o desperdício do tempo ou o emprego da energia em sentido contrário aos propósitos do Senhor. LI-1-21.

Para combater o mal e vencê-lo, urge possuir a prudência e a abnegação dos anjos. De outro modo é perder tempo e cair sem defesa, em perigosas armadilhas das trevas. (orientação do instrutor da equipe de André Luiz). LI-15-194.

As inteligências consagradas à rebeldia e à criminalidade, em razão disso, não obstante admitirem que trabalham para si, permanecem a serviço do Senhor, que corrige o mal com o próprio mal. AR-1-20.

O bem é expansão da luz e o mal é condensação da sombra. AR-5-70.

O bem é a luz que liberta, o mal é a trava que aprisiona. AR-5-71.

O bem será, desse modo, nossa decidida cooperação com a lei, a favor de todos, ainda mesmo que isso nos custe a renuncição mais completa. O mal será sempre representado por aquela triste vocação do bem unicamente para nós mesmos, a expressar-se no egoísmo e na vaidade, na insensatez e no orgulho que nos assinalam a permanência nas linhas inferiores do espírito. AR-7-90/91.

Todo aquele que comete o mal é escravo do mal. AR-15-208.

(...) O mal não merece qualquer consideração além daquela que se reporte a corrigenda. SD-2P-11-293.


MATERNIDADE


(...) A paternidade e a maternidade, em si mesmas, são sempre divinas. ML-13-217.

A maternidade, iluminada pelo amor e pelo sacrifício, é feliz em qualquer parte, ainda mesmo quando o mundo, ignorando a causa de nossas quedas, nos nega recursos à reabilitação, relegando-nos à residência e ao desamparo. NMM-10-175.

Maternidade é sagrado serviço espiritual em que a alma se demora séculos, na maioria das vezes aperfeiçoando qualidades do sentimento. ETC-28-177.

A mulher grávida, além da prestação de serviço orgânico à entidade que se reencarna, é igualmente constrangida a suportar-lhe o contacto espiritual, que sempre constitui um sacrifício quando se trata de alguém com escuros débitos de consciência. ETC-30-185.

O organismo feminino durante a gestação, sofre a verdadeira enxertia mental. ETC-30185.

A gestante é uma criatura hipnotizada em longo prazo (por nove meses, daí as explicações das transformações e das atitudes e hábitos que a gestante pode tomar). ETC-30-187.

O organismo materno, absorvendo as emanações da entidade reencarnante, funciona como um exaustor de fluidos em desintegração, fluidos esses que nem sempre são aprazíveis ou facilmente suportáveis pela sensibilidade feminina. ETC-30-189.

A paternidade e a maternidade, dignamente vividas no mundo, constituem sacerdócio dos mais altos para o espírito reencarnado na Terra, pois através delas, a regeneração e o progresso se efetuam com segurança e clareza. NDM-30-283.

Opor-se a qualquer artificialismo que vise transformar o casamento numa simples ligação sexual, sem as belezas da maternidade. CE-1-18.


MATERIALIZAÇÃO


Considerações

(Materialização) trata-se de serviço de elevada responsabilidade, portanto, além de exigir todas as possibilidades do aparelho mediúnico, há que movimentar todos os elementos de colaboração dos companheiros encarnados, presentes às reuniões destinadas a esses fins. (...) Por isso mesmo, as reuniões para serviços de materialização aparecem raramente; a homogeneidade, aqui deve ser muito mais intensa. O ectoplasma (elemento essencial para o fenômeno de materialização), ou força nervosa, que será abundantemente extraído do médium, não pode sofrer, sem prejuízos fatais, a intromissão de certos elementos microbianos. ML-10-107/110/112.


Alexandre tomou pequena quantidade daqueles eflúvios leitosos (ectoplasma), que se exteriorizavam particularmente através da boca, narinas e ouvidos do aparelho mediúnico (médium). (...) Vi formar-se, sob meus olhos atônitos, um delicado aparelho de fonação (garganta). No íntimo do esqueleto cartilaginoso, esculturado com perfeição na matéria ectoplásmica, (...) Alexandre falou pela garganta artificial, como quem utilizava um instrumento vocal humano. ML-10-119.

As Cinco Janelas

As Cinco Janelas

Fonte: Reunião de Orientação Espiritual - ROE de 11-dez-1989 Grupo da Fraternidade Espírita Irmã Scheilla 

Scheilla & Emmanuel Chácara Sales

Em certa reunião de estudos do Ministério da Regeneração em "Nosso Lar", um irmão prestes a retornar ao veículo físico, cheio de planos e ideais perguntou a venerável instrutor:
- Como poderemos no mundo deixar o sol do entendimento contido no Evangelho de Jesus penetrar em nossas vidas? Temo que em meio às vicissitudes das provas na existência física, eu não consiga me recordar destes instantes de paz que passamos aqui.
O respeitável instrutor com um sorriso benevolente respondeu carinhosamente:
- Basta querido amigo, que o ser humano abra as cinco janelas que grande parte dos homens traz fechadas.
O grupo surpreso entreolhou-se, ao que o mentor aduziu:
- Abramos a janela da visão, que fechada, traz a ignorância com a conseqüente má interpretação dos fatos, a fim de que possamos deixar entrar os raios do esclarecimento através do conhecimento das verdades espirituais, gerando uma melhor e maior compreensão da vida.
Abramos a janela da audição que cerrada, dá ensejo à maledicência e às intrigas, a fim de que os raios do discernimento e do bom senso possam clarificar nossas ações e nossos pensamentos.
Abramos a janela da fala, que trancada, faz com que a mentira, o ódio e o ciúme tomem de roldão as expressões verbais do dia a dia, a fim de que os raios do silêncio nos momentos mais aflitivos possam nos trazer serenidade e tranqüilidade frente aos testemunhos por que temos de passar no mundo.
Abramos a janela do tato, simbolizada na ação das mãos, que fechadas, são inativas, fazendo com que o comodismo emperre as engrenagens da alma, mas que abertas, permitem que os raios do amor ao próximo possam amenizar o sofrimento e a dor alheia.
Abramos a janela do olfato, que trancada, faz com que o coração se encha apenas dos odores da poluição ambiental em completo desprezo pela harmonia da Criação, a fim de que os raios perfumados da mãe natureza possam banhar o mundo íntimo e de que o homem respeite o orbe-escola que o abriga e que tanto lhe tem ensinado na senda evolutiva.
E assim todos os que ali estavam deixaram venturosos aquela reunião de estudos, na certeza de que o homem na Terra, se aberto às harmonias celestiais, certamente alcançará o objetivo maior da vida que se expressa nas palavras do Mestre Jesus: "Sede pois perfeitos como perfeito é o vosso Pai Celestial".