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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O CÉU E O INFERNO – 015 OS ANJOS – REFUTAÇÃO

O CÉU E O INFERNO – 015

1ª PARTE CAPÍTULO VIII

OS ANJOS – REFUTAÇÃO


1. Seria possível, segundo o Espiritismo, a existência de anjos?

2. Qual seria o processo de "criação de anjos"?

3. Quais os pontos de contato que faltam aos termos que a Igreja utiliza para caracterizar os planos da criação?

4. Qual é, para o Espiritismo, a utilidade do corpo físico para a alma?

5. Essa união entre a alma e o corpo físico é necessária a todo processo evolutivo do Espírito, segundo o Espiritismo? E para a Igreja?

6. Quais os argumentos que o Espiritismo utiliza para refutar a Doutrina dos Anjos? Escolha e cite três que você considera mais importantes e os comente.


Conclusão:

1. O espiritismo nos mostra que os Espíritos superiores poderiam ser chamados de anjos por suas características, as quais, no entanto, foram adquiridas através do trabalho, da evolução. Ou seja, os anjos são os espíritos dos homens em sua mais elevada escala evolutiva.

2. Os anjos teriam sido criados do nada, já puros e privilegiados, sem que nada precisassem fazer para ocupar este patamar, antes da criação do homem: "puramente espirituais, anteriores e superiores à Humanidade, criaturas privilegiadas e votadas à felicidade suprema e eterna desde a sua formação, dotadas, por sua própria natureza, de todas as virtudes e conhecimentos, nada tendo feito, aliás, para adquiri-los".

3. Falta o encadeamento natural que liga todos os "setores " da natureza, isto é, nesta doutrina a criação destes planos foram feitos independentes um do outro, sendo que não se interligam: quem está num plano não poderá jamais aspirar estar, passar ou experenciar o outro, o que contraria a lógica que pode ser percebida por qualquer pessoa: tudo na natureza obedece a uma cadeia de relação em que cada nível depende do anterior ou se relaciona intimamente com ele.

4. A alma utiliza o corpo físico para sua depuração, para experenciar vivências só possíveis na carne. É seu instrumento de evolução num determinado período.

5. Essa união serve até um determinado nível evolutivo, quando o homem, por seu esforço, já não precisa mais das experiências terrenas, vai para outros mundos onde o corpo físico é cada vez mais etéreo até não ser mais necessário.

Para a Igreja a alma só coexiste ligada a um corpo físico, ou seja, pode-se deduzir daí que a alma só será completa estando ligada a um corpo físico.

6. Quais os argumentos que o Espiritismo utiliza para refutar a Doutrina dos Anjos? Escolha e cite três que você considera mais importantes e os comente.

O concílio de Latrão acredita, pois, firmemente, que as criaturas espirituais como as corpóreas foram simultaneamente formadas e tiradas em conjunto do nada, numa época indeterminada, no passado. A que fica reduzido, assim, o texto bíblico que data a Criação de seis mil dos nossos anos? E, ainda que se admita seja tal o começo do Universo visível, esse não é seguramente o começo dos tempos. Em qual crer: - no concílio ou na Bíblia?

Como se pode ver existe uma falha lógica nesta afirmação que negaria o texto bíblico; isto também demonstra que os homens do concílio não esperavam que o texto fosse analisado desta forma, já que na época de sua realização as pessoas ainda aceitavam o que fosse resolvido sem exame ou discussão, como de fato, a Igreja se impôs aos fiéis.

Se o destino essencial da alma é estar ligada ao corpo humano; se por sua natureza e segundo o fim providencial da Criação, essa união é necessária às manifestações das suas faculdades, forçoso é concluir que, sem corpo, a alma humana é um ser incompleto. Ora, para que a alma preencha os seus desígnios, deixando um corpo preciso se faz que tome um outro - o que nos conduz à pluralidade forçada das existências, ou, por outra, à reencarnação, à perpetuidade.

Apenas raciocinando de maneira lógica, já se pode ver a incoerência desta caracterização do ser humano: por que Deus criaria um ser para viver apenas uma vida física e com uma alma sem utilidade quando o corpo morre? Tudo leva para a verdade da pluralidade de existências. Só não vê quem não quer ter olhos para ver.

Aqui reponta uma questão vital, qual a de saber-se se a alma pode adquirir conhecimentos após a morte do corpo. Se uma vez liberta do corpo não pode adquirir novos conhecimentos, a alma da criança, do selvagem, do imbecil, do idiota ou do ignorante permanecera tal qual era no momento da morte, condenada à nulidade por todo o sempre. Mas se, ao contrário, ela adquire novos conhecimentos depois da vida atual, então, é que pode progredir.


Basta que se pense nos atributos de Deus, que sem eles Ele já não seria Deus, para perceber a incoerência desta linha de pensamento. Só podemos crer na progressão moral do Espírito para continuarmos crendo na justiça divina.