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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

LIVRE-SE DAS AMARRAS

Livre-se das amarras.
 
Você bem que gostaria de pensar com mais liberdade, aprimorar o seu viver e entender melhor os acontecimentos. Uma concepção materialista do mundo, porém, embaralha as suas idéias. O materialismo entorpece e subjuga a sua mente. Busque o lado espiritual e tudo se modifica.
 
Abrem-se novos horizontes e dilata-se o entendimento. Nasce a felicidade. Viver o clima de espiritualidade é respirar fundo a liberdade.
 
Lourival Lopes

LIVRE-ARBÍTRIO

LIVRE-ARBÍTRIO  

"Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me." - Marcos, cap. 8 v. 34

Nesta passagem, Jesus enfatiza a importância do livre-arbítrio com que somos todos aquinhoados.

A faculdade de escolha entre o bem e o mal nos pertence, como igualmente nos pertence a inteira responsabilidade da opção efetuada.

O Mestre, hora alguma, nos engana com falsas promessas. Em mais de uma oportunidade, enfatiza que tomar a iniciativa de acompanhá-lo não é fácil.

O crente que, de livre e espontânea vontade, desejar segui-lo, está avisado dos procedimentos básicos para tal: negar a si mesmo e tomar a sua cruz!

Negar a si mesmo significa renunciar ao personalismo; tomar a sua cruz subentende arcar com as inevitáveis consequências da ousadia...

Ele não nos traça nenhuma outra condição, nem efetua qualquer espécie de exigência.

O problema de seguir o Cristo diz respeito unicamente a nós, nos embaraços que possamos ocasionar a nós mesmos, com o nosso exagerado apego às facilidades que nos habituamos a usufruir.

Quem se propõe ir com Ele não tem, pois, o direito de se queixar do caminho acidentado que decide percorrer...

E mais: nenhum homem ignora para onde se dirige o Cristo, na escalada do monte dos mais ásperos testemunhos!

- "Se alguém quer" - advertiu-nos -, o caminho é por aqui...

- "... e siga-me." Quer dizer: não faça perguntas e nem espere explicações!

Portanto, não se compreende o cristão que, por exemplo, se mostra desapontado ou, inclusive, tendente a perder a fé, porque, na decisão que tomou de seguir o Cristo, em vez de aplausos, esteja recebendo pedradas.

(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)

nl03_15_LIVRO NO MUNDO MAIOR - Apelo cristão

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... Na véspera da prometida visita às cavernas do sofrimento, o estimado Assistente me convidou a ouvir a palavra do Instrutor Eusébio que, naquela noite, se dirigiria a algumas centenas de companheiros católicos-romanos e protestantes das Igrejas reformadas, ainda em transito nos serviços a esfera carnal.
- São irmãos menos dogmáticos e mais liberais que, em momentos de sono, se tornam suscetíveis de nossa influência mais direta. Pelas virtudes de que são portadores, tornam-se dignos das diretrizes dos planos mais altos.
... Importa compreender que a Proteção Divina desconhece privilégios. A graça celestial é como o fruto que sempre surge na fronde do esforço terrestre: onde houver colaboração digna do homem, aí se acha o amparo de Deus. Não é a confissão religiosa que nos interessa em sentido fundamental, senão a revelação da Fé viva, a atitude positiva da alma na jornada de elevação. Claro é que as escolas da crença variam, situando-se cada um em um círculo diferente. Quanto mais rudimentar é o curso de entendimento religioso, maior é a combatividade inferior, que traça fronteiras infelizes de opinião e acirra hostilidades deploráveis, como se Deus não passasse dum ditador em dificuldades para manter-se no poder.
Constituindo o espiritismo evangélico prodigioso núcleo de compreensão sublime, é razoável seja considerado uma escola cristã mais elevada e mais rica. Possuindo tamanhas bênçãos de conhecimento e de amor, cumpre-lhe estendê-las a todos os companheiros, ainda quando esses companheiros se mostrem rebeldes e ingratos em consequência da ignorância de que ainda não conseguiram afastar-se.
... Se o patrimônio da fé religiosa representa o indiscutível fator de equilíbrio mental do mundo, que fazeis de vosso tesouro, esquecendo-lhe a utilização, numa época em que a instabilidade e a incerteza voa ameaçam todas as instituições de ordem e de trabalho, de entendimento e de construção? ... Supondes possível uma era de paz exterior, sem a preparação interior do homem no espírito de observância e aplicação das Leis Divinas?
Por admitir semelhante contrassenso, a máquina, filha de vossa inteligência, vos anula as possibilidades de mais alta incursão no reino do Espírito Eterno.
Ser cristão, outrora, simbolizava a escolha da experiência mais nobre, com o dever de exemplificar o padrão de conduta consagrado pelo Mestre Divino.
Constituía ininterrupto combate ao mal com as armas do bem, manifestação ativa do amor contra o ódio, segurança de vitória da luz contra as sombras, triunfo inconteste da paz construtiva sobre a discórdia derruidora.
Ante o moleque do Estado Romano, convertido em imperialismo e corrupção, os sectários do Evangelho não se expunham a polêmicas mordazes, não se enredavam nas teias do personalismo dissolvente, não dilapidavam possibilidades preciosas, a erigir fronteiras dogmáticas... Extremavam-se em nome do Senhor e ofereciam a própria vida, em penhor de gratidão Àquele que ainda não trepidava em seguir para a Cruz, por amor a todos nós. Erguiam os seus princípios santificantes que os identificavam com o Salvador do Mundo.
Sabiam perder vantagens transitórias, para conquistar os imperecíveis tesouros celestiais. Sacrificavam-se uns pelos outros, na viva demonstração de devotamento fraternal. Repartiam os sofrimentos e multiplicavam os júbilos entre si. Morriam em testemunhos angustiosos, para alcançar a vida eterna. Guerreavam os desequilíbrios de sua época e de seus contemporâneos, não a golpes de maldição, nem a fio de espada, mas pela prática da renunciação, submetendo-se a disciplinas cruéis e revelando, nas palavras, nos pensamentos e nos atos, a mensagem sublime do Mestre que lhes renovara os corações.
Entretanto, herdeiros que sois daqueles heróis anônimos, que transitaram nas aflições, de espírito edificado nas promessas do Cristo, que fizestes vós da esperança transformadora, da confiança sem vacilação? Onde colocastes a fé viva que os vossos patriarcas adquiriram a preço de fraternidade que assinalava os aprendizes da Boa Nova? Enriquecidos pelas graças do Céu, pouco a pouco olvidastes as portas da Revelação Divina em troca das comodidades humanas.
Construístes, entre vós mesmos, barreiras dificilmente transponíveis.
Intoxicai-vos o dogmatismo, corrompe-vos a secessão. Estreitas interpretações do plano divino vos obscurecem os horizontes mentais.
Abrís hostilidade franca, em nome do Reino de Deus que significa amor universal e união eterna.
Conspurcais a fonte das bênçãos, amaldiçoando-vos uns aos outros, invocando, para isso, o Príncipe da Paz, que para ajudar-nos, não nos hesitou ante a própria morte afrontosa....
... Reverenciais do Senhor a Luz dos Séculos, e mantende-vos nas sombras do nefasto egoísmo.
Proclamai nEle a glória da paz, e incentivais a guerra fraticida, em que homens e instituições se trucidam reciprocamente.
Recorreis ao Divino Mestre, centralizando em sua infinita bondade a fonte inesgotável do amor, entretanto, cultivas a desarmonia no recôndito do ser ...
... Por que estranhas convicções supondes conquistar o paraíso, à força de afirmativas labiais? ...
... Todavia, é imperioso reconhecer o caráter sublime de vossa tarefa no mundo...
... Jesus fundou a Religião do Amor Universal, que os sacerdotes políticos dividiram em várias escolas pelo sectarismo injustificável...
... O Evangelho, em suas bases, guarda a beleza do primeiro dia. Sofisma algum conseguiu empanar o brilho do "amai-vos uns aos outros como Eu vos amei"...
... Perante os desafios do céu, credes, acaso, servir a Deus, encarcerando os serviços da fé nos templos suntuosos? A pompa do culto exterior só faz realçar o desatino de vossas perigosas ilusões acerca da vida espiritual ...
... Não encontraste outra fórmula de externar a crença, além da concorrência menos digna?
Em vão ergueis castelos de opinião para o verbalismo sem obras, porque, se a morte surpreende o materialista revel, descortinando-lhe o realismo da vida, o túmulo abre também o tribunal da reta justiça a quantos se valeram da religião para melhor dissimular a indiferença que lhes povoa o mundo íntimo...
Na atuação da fé positiva reside a força reguladora das paixões, dos impulsos irresistíveis da animalidade de que todos emergimos, no processo evolucionário que nos preside à existência...

... Jesus não confinou seus ensinamentos ao círculo estrito de pedras, mas viveu conquistando amigos para o Reino do Céu...
... Não impôs aos seus seguidores normas rígidas de ação: pedia-lhes amor e entendimento; fé sincera e bom ânimo para os serviços edificantes...
... Como invocar-Lhe o nome para justificar os desvarios da separação por motivos de fé?? Como apoiar-se no Amigo de Todos para deflagrar embates de opinião, ascendendo fogueiras de ódio em prejuízo da solidariedade comum que Ele exemplificou até o supremo sacrifício? Não será denegrir-lhe a memória, difundir a discórdia em seu nome??...
... Não limiteis portanto, a demonstração de fé no Altíssimo aos cerimoniais do culto externo...
... Evitai a subversão dos valores espirituais afugentai as trevas que vos ameaçam as organizações político-religiosas. Temei a ciência que estadeie sem a sabedoria, livrai-vos do raciocínio que calcula sem amor, revisai a fé para seus impulsos não se desordenarem, à mingua da edificação.
A Crosta da Terra é atualmente um campo de batalha mais áspero, mais doloroso ...
... A salvação é contínuo trabalho de renovação e de aprimoramento...

Questões para estudo:

1) "Onde houver colaboração digna do homem, aí se acha o amparo de Deus. "
Para você, o que significa essa colaboração? Colaborando com o próximo, estamos colaborando com nós mesmos... Sendo assim, de que maneira podemos dar essa colaboração?

2) "Quanto mais rudimentar é o curso de entendimento religioso, maior é a combatividade inferior ... "
"Constituindo o espiritismo evangélico prodigioso núcleo de compreensão sublime, é razoável seja considerado uma escola cristã mais elevada e mais rica ... "
Em que baseia-se o prelecionado para fazer tais afirmações?

3) Para chegarmos a era da paz exterior, o que cabe ao homem fazer?

4) "... Por que estranhas convicções supondes conquistar o paraíso, à força de afirmativas labiais? ... " ... "... Perante os desafios do céu, credes, acaso, servir a Deus, encarcerando os serviços da fé nos templos suntuosos? A pompa do culto exterior só faz realçar o desatino de vossas perigosas ilusões acerca da vida espiritual ..."
... "... Não limiteis portanto, a demonstração de fé no Altíssimo aos cerimoniais do culto externo..."
Sendo assim de que forma devemos orar?

Termino com uma reflexão dita pelo prelecionado do texto:
"... Todavia, é imperioso reconhecer o caráter sublime de vossa tarefa no mundo..."
Já parou para pensar o motivo de sua existência atual?? Credes que estás a passeio, ou viestes a fim de conquistar Jesus ???

Apoio de leitura:
Conduta espírita

Conclusão:
Neste capítulo, André Luiz narra o encontro a que compareceu, juntamente com o assistente Calderaro, para ouvir palestra que seria proferida pelo instrutor Eusébio, dirigente espiritual de alta elevação.
A plateia, conta-nos o Autor, era composta de algumas centenas de irmãos católicos-romanos e protestantes ainda encarnados, que compareciam ao encontro durante as horas de emancipação pelo sono físico.
O tema da palestra, como vimos no estudo apresentado, foi a fé religiosa.  Procurou o insigne Instrutor demonstrar a importância da verdadeira fé, que é a fé interior, sincera, racional e que faz com que entendamos a necessidade de agir em favor do nosso semelhante, independentemente do credo religioso que se pratique.
                            
Questões propostas para estudo

1. -  "Onde houver colaboração digna do homem, aí se acha o amparo de Deus. "Para você, o que significa essa colaboração?  Colaborando com o próximo, estamos colaborando com nós mesmos... Sendo assim, de que maneira podemos dar essa colaboração?
Segundo os ensinamentos do Assistente Calderaro, essa colaboração não pode ser norteada apenas pela confissão de um determinado credo religioso. O que importa é a demonstração de fé viva, que venha trazer a elevação da alma.  A maneira de dar essa colaboração, ainda segundo o Assistente, é estendermos a todos os irmãos de caminhada, independente de suas rebeldias e da ignorância de que ainda não conseguiram se afastar, as bênçãos de conhecimento e de amor, dos quais o Espiritismo se constitui numa grande fonte.  É conceder o amparo fraternal, para que o próximo desperte e se levante.

2. -  "Quanto  mais  rudimentar  é  o  curso  de  entendimento  religioso,  maior  é  a combatividade inferior ... ".  "Constituindo o espiritismo evangélico prodigioso núcleo de compreensão sublime, é razoável seja considerado uma escola cristã mais elevada e mais rica ...".  Em que se baseia o prelecionado para fazer tais afirmações?
Sobre a primeira afirmação, podemos entender que, sendo o entendimento religioso rudimentar típico de espíritos igualmente ainda rudimentares, ou seja, em estágio evolutivo atrasado, seus instintos primitivos os levam à combatividade inferior.   São exemplos os inúmeros conflitos bélicos em curso na Terra, que têm como pano de fundo ou, pelo menos, como pretexto, o credo religioso.
A segunda afirmativa ressalta que,  por  ser  o  Espiritismo  um segmento religioso possuidor de um "prodigioso núcleo de compreensão sublime" - em outras palavras, de uma fé raciocinada -, deve ser considerado "uma escola cristã mais elevada e mais rica" do que as demais, em melhores condições e, por isso, com maiores responsabilidades perante a Divindade.

3. -  Para chegarmos a era da paz exterior, o que cabe ao homem fazer?
Primeiro, o homem terá que aprender, assimilar de verdade a paz interior, que só vem pela compreensão e vivência do Amor exemplificado na vivência por Jesus, ou seja, bem compreendendo, bem vivendo e bem praticando o "Amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo."

4.-  "... Por que estranhas convicções supondes conquistar o paraíso, à força de afirmativas labiais? ... " ... "... Perante os desafios do céu, credes, acaso, servir a Deus, encarcerando os serviços da fé nos templos suntuosos? A pompa do culto exterior só faz realçar o desatino de vossas perigosas ilusões acerca da vida espiritual ..."  ...  "...  Não limiteis portanto, a demonstração de fé no Altíssimo aos cerimoniais do culto externo..."  Sendo assim, de que forma devemos orar?
É a afirmação do ensinamento de Jesus, que, em diversas passagens narradas nos evangelhos, sempre censurou os fariseus por suas demonstrações de uma suposta fé exibicionista e por seus cultos em templos que chamou de "sepulcros caiados".
A forma como devemos orar, o Cristo sintetizou nessa passagem registrada por Mateus em seu evangelho:
"Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará."

(Mateus 6, 6)

ESTUDO 39 O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS – CAPITULO VI MANIFESTAÇÕES VISUAIS - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES Itens 108




 (Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores) Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo.

SEGUNDA PARTE

DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS

CAPITULO VI  

MANIFESTAÇÕES VISUAIS

Estudo 39 - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES 

Itens 108

Allan Kardec prossegue estudando o fenômeno das aparições, agora fazendo algumas considerações sobre um sistema - um conjunto de hipóteses para explicar determinados fenômenos - especial para as manifestações visuais de Espíritos: o sistema dos Espíritos glóbulos.
Segundo este sistema, a visão de Espíritos por supostos médiuns nada mais séria do que um fenômeno óptico, isto é, uma ilusão decorrente de uma falha da transmissão da luz através dos órgãos receptores (de luz), o aparelho óptico. Essas alucinações visuais limitam-se em geral à percepção de luzes, cores, pontos luminosos ou escuros no campo visual, o que diferirá das alucinações de ordem neuropsiquiátricas, que consistem na visão de objetos conhecidos ou não, com forma, cor, tamanho, profundidade e até movimentos bem definidos. Esse tipo de alucinação será estudado a seguir, ainda neste capítulo de O Livro dos Médiuns.
Considerando agora o aparelho óptico que nos permite enxergar, observaremos que sua função é a de captar a luz ambiente irradiada por fontes primárias - que possuem luz própria - ou secundárias - que refletem a luz de fontes primárias. Além disso, o sistema óptico deve transformar as informações luminosas em impulsos elétricos (neurais) para o sistema nervoso e, daí, reconstruir psiquicamente a informação visual para o Espírito.
Para essa função, destaquemos algumas estruturas importantes: o globo ocular, o nervo óptico e o cérebro. No globo ocular, observamos alguns componentes importantes para a captação e adaptação dos raios luminosos do meio externo para sua posterior decodificação
Alguns raios luminosos emitidos pelo objeto são captados pelo globo ocular. Atravessam a córnea, uma estrutura altamente transparente, cuja função é servir de um meio refratário para direcionar corretamente os raios luminosos para a pupila (a "menina dos olhos"). Esta é a abertura da íris, cuja função é regular o grau de dilatação do orifício pupilar, ou seja, abrir a pupila num ambiente escuro e retraí-la num ambiente muito claro.
Passando pela pupila, os raios luminosos atingem a retina, o componente fundamental para a transdução do sinal luminoso em impulso nervoso (elétrico). Nesse trajeto, a luz é conduzida por dois meios líquidos: o humor aquoso, da córnea à íris e o humor vítreo, da íris à retina. A retina é a camada mais interna do globo ocular, composta de dez sub-camadas de células, que captam a imagem reproduzida e a convertem em impulsos eletrofisiológicos às fibras nervosas, com as quais está conectada. Estas se reúnem num só feixe, formando o nervo óptico, um de cada lado, que seguem para cérebro. Depois de algumas "estações cerebrais", a informação visual chega ao córtex cerebral, no polo occipital, chamado justamente de córtex visual. As informações então são processadas e integradas para gerar a sensação de forma, cor, profundidade e movimento.
Dessa forma, para a formação da imagem na retina e daí para o cérebro é necessário que todas as estruturas estejam íntegras e funcionantes. Se ocorrer alguma perturbação (leve ou importante), a imagem pode não se formar perfeitamente. Além disso, estímulos mecânicos ou de outra ordem podem gerar estímulos sobre essas vias, não necessariamente relacionados com uma fonte luminosa real. Porém a sensação será visual. Essa é a base para as ilusões ou alucinações visuais de natureza óptica.
O Codificador do Espiritismo, no item 108 de O Livro dos Médiuns, aponta algumas explicações para a formação dessas imagens estranhas e sem significados. Menciona Allan Kardec, "discos luminosos", "moscas amauróticas", "centelhas", etc. Hoje, a semiotécnica também menciona "moscas volantes", "escotomas" e outros.
Em verdade, todos os dias ocorrem espontânea e fisiologicamente fenômenos ópticos, muito aproveitados por "ilusionistas" em apresentações públicas. As centelhas ou moscas volantes podem ser decorrentes do excesso de luminosidade do ambiente, quando as pupilas ainda não se fecharam suficientemente. Um "ponto cego" todos possuem no ponto da retina para onde convergem as fibras ópticas para formar o nervo óptico (disco do nervo óptico). Em geral esses tipos de fenômenos são extremamente transitórios ou o córtex adaptou-se a ponto de suprimi-los.
Obviamente, acometimentos patológicos da córnea, íris, humor aquoso ou vítreo, retina, nervo óptico e córtex visual podem provocar sinais e sintomas típicos, clinicamente diagnosticados. Escotomas ou manchas negras no campo visual sugerem uma provável lesão da retina ou dos nervos ópticos; moscas volantes, pontos luminosos duradouros ou "chuviscos" sugerem hipertensão intracraniana; além de muitos outros.
De qualquer forma, e seja lá o que for, essas imagens, por mais que se movam ou façam piruetas no campo visual, estão longe de ser fenômenos mediúnicos. Todo efeito mediúnico possui como causa um ser espiritual inteligente que se manifesta com alguma intenção. "Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente", dizia Allan Kardec, e "todo efeito sem inteligência tem uma causa não inteligente". Assim, essas ilusões ópticas grosseiras jamais poderão ser confundidas com fenômenos mediúnicos, inteligentes e intencionais. É preferível, pois, restringir-se a observar com cautela antes de especular, para não alimentar os incrédulos, "já naturalmente dispostos a procurar o ridículo".
 BIBLIOGRAFIA:

KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap VI - item 108 - 2ª Parte

PORTO, Celmo Celeno - Semiologia Médica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001 - Cap. 11, 12 e 13

Matheus Artioli Firmino
Outubro / 2004

Centro Espírita Batuira
cebatuira@cebatuira.org.br

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

LIBERTACAO DE CONSCIENCIA

Libertação de Consciência

Não aguardemos que o aplauso do mundo coroe as nossas expectativas.

Não esperemos que as alegrias nos adornem de louros ou que uma coroa de luz desça sobre a nossa cabeça, vestindo-nos de festa.

Quem elegeu Jesus, não pode ignorar a cruz da renúncia.

Quem O busca, não pode desdenhar a estrada áspera do Gólgota.

Quem com Ele se afina, não pode esquecer que, Sol de primeira grandeza como é, desceu à sombra da noite, para ser o porto de segurança luminosa, no qual atracaremos a barca de nosso destino.

Jesus é o nosso máximo ideal humano, Modelo e Guia seguro.
Aquele que travou contato com a Sua palavra nunca mais O esquece.

Quem com Ele se identifica, perdeu o direito à opção, porque a sua, passa a tornar-se a opção dEle, sem o que, a vida não tem sentido.

*

Não é esta a primeira vez que nos identificamos com o Seu verbo libertador. Abandoná-lo é infidelidade, que O troca pelos ouropéis e utopias do mundo, de breve duração.

Não é esta a nossa experiência única no santuário da fé, que abraçamos desde a treva medieval, erguendo monumentos ao prazer, distantes da convivência com a dor.

Voltamos à mesma grei, para podermos, com o Pensamento Divino vibrando em nós, lograr uma perfeita identificação.

Lucigênitos, procedemos do Divino Foco, para o qual marchamos.
Seja, pois, a nossa caminhada assinalada pelas pegadas de claridade na Terra, a fim de que, aquele que venha após os nossos passos, encontre as setas apontando o caminho.

Jesus não nos prometeu os júbilos vazios dos tóxicos da ilusão. Não nos brindou com promessas vãs, que nos destacassem no cenário transitório da Terra. Antes, asseverou, que verteríamos o pranto que precede à plenitude, e teríamos a tristeza e a solidão que antecedem à glória solar.

Não seja, pois, de surpreender que, muitas vezes, a dificuldade e o opróbrio, o problema e a solidão caracterizem a nossa marcha. Não seja de surpreender, portanto, que nos vejamos em solidão com Ele, já que as Suas, serão as mãos que nos enxugarão o pranto, enquanto nos dirá, suavemen te: Aqui estou!
Perseveremos juntos, cantando o hino da alegria plena na ação que liberta consciências, na atividade que nos irmana e no amor que nos felicita.

FRANCO, Divaldo Pereira. Momentos Enriquecedores. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL

LEMBRANCA FRATERNAL AOS ENFERMOS

Lembrança Fraternal aos Enfermos

Fonte: Reformador - Setembro de 1941  Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Queres o restabelecimento da saúde do corpo e isso é justo. Mas atende ao que te lembra um amigo que já se vestiu de vários corpos e compreendeu, depois de longas lutas, a necessidade da saúde espiritual.

A tarefa humana já representa, por si, uma oportunidade de reerguimento aos espíritos enfermos. Lembra-te, pois, que tua alma está doente e precisa curar-se sob os cuidados de Jesus, o nosso Grande Médico.

Nunca pensaste que o Evangelho é uma receita geral para a humanidade sofredora?

É muito importante combater as moléstias do corpo; mas, ninguém conseguirá eliminar os efeitos quando as causas permanecem.

Usa os remédios humanos, porém, inclina-te para Jesus e renova-te, espiritualmente, nas lições de Seu amor. Recorda que Lázaro, não obstante voltar do sepulcro, em sua carne, pela poderosa influência do Cristo, teve de entregar seu corpo ao túmulo, mais tarde. O Mestre chamava-o a novo ensejo de iluminação da alma imperecível, mas não ao absurdo privilégio da carne imutável.

Não somos as células orgânicas que se agrupam, a nosso serviço, quando necessitamos da experiência terrestre. Somos espíritos imortais e esses microorganismos são naturalmente intoxicados , quando os viciamos ou aviltamos, em nossa condição de rebeldia ou de inferioridade.

Os estados mórbidos são reflexos ou resultantes de nossa vibrações mais íntimas. Não trates a doença com pavor e desequilíbrio das emoções. Cada uma tem sua linguagem silenciosa e se faz acompanhar de finalidades especiais.

A hepatite, a indigestão, a gastralgia, o resfriado, são ótimos avisos contra o abuso e a indiferença. Por que preferes bebidas excitantes, quando sabes que a água é a boa companheira, que lava os piores detritos humanos? Por que o excesso dos frios no verão e a demasia de calor nos tempos de inverno? Acaso ignoras que o equilíbrio é filho da sobriedade? O próprio irracional tem uma lição de simples impulso, satisfazendo-se com a sombra das árvores na secura do estio e com a benção do sol nas manhãs hibernais. Pela tua inconformação e indisciplina, desordenas o fígado, estraga os órgãos respiratórios, aborreces o estômago.

Observamos, assim, que essas doenças-avisos se verificam por causas de ordem moral. Quando as advertências não prevalecem, surgem as úlceras, as congestões, as nefrites, os reumatismos, as obstruções, as enxaquecas. Por não se conformar o homem, com os desígnios do Pai que criou as leis da natureza como regulamentos naturais para sua casa terrestre, submete as células que o servem ao desregramento, velha causa de nossas ruínas.

E que dizermos da sífilis e do alcoolismo procurados além do próprio abuso?

Entretanto, no capítulo das enfermidades que buscam a criatura, necessitamos considerar que cada uma tem sua função justa e definida.

As moléstias dificilmente curáveis, como a tuberculose, a lepra, a cegueira, a paralisia, a loucura, o câncer, são escoadouros das imperfeições. A epidemia é uma provação coletiva, sem que essa afirmativa, no entanto, dispense o homem do esforço para o saneamento e higiene de sua habitação. Há dores íntimas, ocultas ao público, que são aguilhões salvadores para a existência inteira. As enfermidades oriundas dos acidentes imprevistos são resgates justos. Os aleijões são parte integrante das tabelas expiatórias. A moléstia hereditária assinala a luta merecida.

Vemos, portanto, que a doença, quando não seja a advertência das células queixosas do tirânico senhor que a domina, é a mensageira amiga convidando a meditações necessárias.

Desejas a cura; é natural; mas precisas tratar-te a ti mesmo pra que possas remediar ao teu corpo.

Nos pensamentos ansiosos, recorre ao exemplo de Jesus. Não nos consta que o Mestre estivesse algum dia de cama; todavia, sabemos que ele esteve na cruz.

Obedece, pois a Deus e não te rebele contra os aguilhões. Socorre-te do médico do mundo ou de teu irmão do plano espiritual, mas não exijas milagres, que esses benfeitores da Terra e do céu não podem fazer. Só Deus te pode dar acréscimo de misericórdia, quando te esforçares por compreendê-lo.

Não deixes de atender às necessidades de teus órgãos materiais que constituem a tua vestimenta no mundo; mas, lembra-te do problema fundamental que é a posse da saúde para a vida eterna. Cumpre teus deveres, repara como te alimentas, busca prever antes de remediar e, pelas muitas experiências dolorosas que já vivi no mundo terrestre, recorda comigo aquelas sábias palavras do Senhor ao paralítico de Jerusalém: "Eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior."

ESTUDO 38 O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS – CAPITULO VI MANIFESTAÇÕES VISUAIS - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES Itens 105 A 107

 (Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores) Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo.
SEGUNDA PARTE
DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS
CAPITULO VI  
MANIFESTAÇÕES VISUAIS

Estudo 38 - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES 
Itens 105 a 107

Nesse estudo sobre as aparições vimos que podem ocorrer de forma vaporosa e diáfana, algumas vezes vaga e indecisa. Outras vezes formam-se a partir de um clarão esbranquiçado, cujos contornos vão se desenhando aos poucos; de outras vezes são formas claramente acentuadas, distinguindo-se os menores traços do rosto. As maneiras, o aspecto é semelhante aos do Espírito quando encarnado.
O Espírito que deseja ou pode aparecer se reveste algumas vezes de uma forma ainda mais nítida, com todas as aparências de um corpo sólido, a ponto de fazer crer que se trata de um ser corpóreo. Trata-se de uma aparição tangível, isto é, a tangibilidade pode se tornar real, o que quer dizer que podemos tocar, palpar, sentir a resistência e o calor de um corpo vivo, o que não impede a aparição de esvanecer com a rapidez de um relâmpago. Nesses casos, já não é só pelos olhos que se verifica a presença, mas também pelo tato. 
Se podemos atribuir à ilusão ou a uma espécie de fascinação a ocorrência de uma aparição simplesmente visual, já não há mais dúvida se a podemos tocar, ou ela nos toca, mesmo considerando que as aparições tangíveis são mais raras. Mas, também esses fenômenos, por mais extraordinários que pareçam, perdem o caráter de maravilhoso quando se conhece a maneira pela qual se produzem e se compreende que, longe de representarem uma derrogação de leis naturais, apresentam uma nova aplicação dessas leis. 
A causa desses fenômenos está nas propriedades do perispírito. O perispírito, por sua própria natureza, é invisível no seu estado normal. Isso é comum a uma infinidade de fluidos que sabemos existirem e que jamais vimos. Mas ele pode também, à semelhança de certos fluidos, passar por modificações que o tornem visível, seja por uma espécie de condensação (os Espíritos explicam ter utilizado essa palavra apenas a título de comparação) ou por uma mudança em suas disposições moleculares, e é então que nos aparece de maneira vaporosa. A condensação pode chegar ao ponto de dar ao perispírito as propriedades de um corpo sólido e tangível, mas que pode, instantaneamente, voltar ao seu estado etéreo e invisível. Este processo pode ser comparado ao do vapor, que pode passar da invisibilidade a um estado brumoso, depois ao líquido, a seguir ao sólido e vice-versa.
O que provoca esses diversos estados do perispírito é a vontade do Espírito e não causas físicas e exteriores como acontece com os gases. Para que ocorra uma aparição, além da vontade do Espírito, são necessárias, a combinação dos seus fluidos com os fluidos específicos do médium, resultante de uma afinidade entre eles, e a emissão fluídica abundante do médium, para operar a transformação do perispírito, além de outras condições que provavelmente desconhecemos. Considerando todos esses fatores, compreendemos, por que a visibilidade dos Espíritos não é comum.
Explica Allan Kardec que não nos basta querer ver um Espírito e também que ele queira se mostrar; é preciso que ele tenha permissão de nos aparecer, o que nem sempre nos é concedido, ou pelo menos não nas circunstâncias em que queremos, devido às nossas provas, aos inconvenientes emocionais que causariam e assim por diante.
Outra propriedade do períspirito é a penetrabilidade, inerente à sua natureza etérea. Nenhuma espécie de matéria lhe serve de obstáculo: ele atravessa a todas como a luz atravessa os corpos transparentes, o que mostra não haver, pois, meios de impedir a entrada dos Espíritos nos ambientes, exceto através de recursos morais oferecidos pelo próprio ambiente mental que construímos e que resulta da qualidade de nossos sentimentos e pensamentos. Vale ressaltar que, quanto mais elevados moralmente, mais os Espíritos respeitam nossas escolhas e apenas entram em nossos ambientes se os convidarmos, contrariamente ao que acontece com os Espíritos mais imperfeitos que se imiscuem em nossas vidas, dividindo conosco espaços e assuntos os mais banais, desde que sejam de interesse comum.
Concluindo nosso estudo, compreendemos que as aparições no estado de vigília não são raras e nem constituem novidade. Sempre existiram e, sem remontar ao passado, as encontramos em nossos dias, sobretudo nos casos de morte de pessoas distantes, que vêm visitar parentes e amigos. Muitas vezes não tem um objetivo claro, mas podemos dizer que em geral os Espíritos que assim aparecem são atraídos por simpatia. Recomenda Allan Kardec que examine cada um as suas lembranças e verá que são poucos os que não conhecem fatos dessa espécie, cuja autenticidade não se poderia por em dúvida.
Em nosso próximo estudo examinaremos alguns efeitos óticos que deram lugar ao estranho sistema dos Espíritos Glóbulos.
BIBLIOGRAFIA
KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap VI - 2ª Parte
KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos,edição especial. Capivari: EME, 1997 - Cap VIII e IX 
Ver também estudo - Propriedades do Perispírito de março/03
Tereza Cristina D'Alessandro 
Setembro/04
Centro Espírita Batuira
cebatuira@cebatuira.org.br