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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

LEI

LEI
 
Reencarnação!... Descer de mansão doce e flórea,

Ninho tecido aos sóis qual fúlgida escumilha,

Onde a vidas pompeia excelsa maravilha,

E afundar-se na sombra em lodacenta escória!
 
Ante o ser livre e belo  ave aos cimos da glória
Recorda o corpo escravo ascorosa armadilha;

O berço  irmão do esquife  é a furna em que se humilha

Todo sonho ideal de ventura incorpórea.
 
Reencarnação, porém, é a Justiça Perfeita,

A Lei que esmonda, ampara, aprimora e endireita,mas

Por mais o coração inquira, chore ou trema!...
 
Alma, entre a lama e a dor da luta em que te abrasas,

Crias teu próprio mundo e as tuas próprias asas

Para galgar, um dia, a vastidão suprema!...

Constâncio Alves

(Do livro Poetas Redivivos, de Francisco Cândido Xavier  Diversos Espíritos)