Pesquisar este blog

Páginas

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

nl03_07_ LIVRO NO MUNDO MAIOR Processo redentor

nl03_07_ LIVRO NO MUNDO MAIOR Processo redentor
 Trechos do Capítulo em Estudo:
"(...)
_ Nosso esforço - continuou o prestimoso amigo - tem por especial escopo impedir a consumação dos processos tendentes à loucura. A rede de amparo espiritual, neste sentido, é quase infinita. A positiva declaração de desarmonia mental constitui sempre o término de longa luta. Claro está que não incluímos aqui os casos puramente fisiológicos, mormente em se tratando da invasão da sífilis na matéria cerebral; reportamo-nos aos dramas íntimos da personalidade prisioneira da introversão, do desequilíbrio, dos fenômenos de involução, das tragédias passionais, episódios esses que deflagram no mundo, aos milhares por semana. Nas esferas imediatas à luta do homem vulgar, onde nos achamos presentemente, são inúmeras as organizações socorristas dessa natureza. É imprescindível amparar a mente humana na Crosta Planetária, em seus deslocamentos naturais. A vasta escola terrestre exige incessante e complexa colaboração espiritual.Indubitavelmente a Sabedoria Divina não se descuidou da programação prévia de serviço, neste particular. Se encarregou a Ciência de superintender o desdobramento harmonioso dos fenômenos pertinentes à zona física, se incumbiu a filosofia de acompanhar essa mesma ciência, enriquecendo-lhe os valores intelectuais, confiou à religião a tarefa de velar pelo desenvolvimento da alma, propiciando-lhe abençoadas luzes para a jornada de ascensão (...)
(...)
_ Como se opera, entretanto, a administração de tais auxílios? 
Indiscriminadamente?
_ Não - explicou o interpelado -, o senso de ordem preside-nos à atividade em todas as circunstâncias. Quase sempre é a força intercessória que determina os processos de ajuda. A prece, representada pelo desejo não manifestado, pelas aspirações íntimas ou pelas petições declaradas, proveniente da zona superior ou surgida do fundo vale, onde se agitam as paixões humanas, é, a rigor, o ascendente de nossas atividades.
(...)
_ Não aludimos, aqui, a orações ou a aspirações de correntes idealísticas determinadas: o dístico não interessa. Colaboramos com o espírito eterno em sua ascensão à zona divina, aduzindo novas forças ao bem, onde ele se encontre, independentemente de fórmulas dogmáticas, ou não, com que ele se manifeste nos círculos humanos. Nosso problema não é de favoritismo, senão de espiritualidade superior, mercê da união dos valores substanciais, em favor da vida melhor.
(...)
Em rápidos minutos achavamo-nos em pequena câmara, onde magro doentinho repousava, choramingando (...)
_ É paralítico de nascença, primogênito de um casal aparentemente feliz, e conta oito anos na existência nova (...) não fala, não anda, não chega a sentar-se, vê muito mal, quase nada ouve da esfera humana; psiquicamente, porém, tem uma vida de um sentenciado sensível, a cumprir severa pena, lavrada, em verdade, por ele próprio. (...)
(...)
Com o respeito devido à dor e com a observação imposta pela Ciência, verifiquei que o pequeno paralítico mais se assemelhava a um descendente de símios aperfeiçoados.
_ Sim, o espírito não retrocede em hipótese alguma - explicou Calderaro -; todavia as formas de manifestação podem sofrer degenerescência, de modo a facilitar os processos regenerativos. Todo mal e todo bem praticados na vida impõem modificações em nosso quadro representativo. (...) Os pensamentos de revolta e de vingança, emitidos por todos aqueles aos quais deliberadamente ofendeu, vergastaram-lhe o corpo perispiritual por mais de cem anos consecutivos, como choques de desintegração da personalidade, e o infeliz, distante do acesso à zona mais alta do ser, onde situamos o "castelo das noções superiores", em vão se debateu no "campo do esforço presente", isto é, à altura da região em que localizamos as energias motoras; é que os adversários implacáveis, apegando-se a ele, através da influência direta, compeliram-lhe a mente a fixar-se nos impulsos automáticos, no império dos instintos; (...)
(...)
_ Também os míseros perseguidores são duendes do ódio e da vingança, como o nosso enfermo é um remanescente do crime. (...) aproximam-se, porém, do porto socorrista. Voltarão ao Sol da existência terrestre, por intermédio de um  coração de mulher que compreendeu com Jesus o valor do sacrifício. Em breve, André, consoante o programa redentor já delineado, ingressarão neste mesmo lar na qualidade de irmãos do antigo adversário. E quando entrelaçarem as mãos sobre ele, consumindo energias por ajudá-lo, assistidos pela ternura de abnegada mãe, amorosa e justa, beijarão o velho inimigo com imenso afeto.
Transmudar-se-ão as negras algemas do ódio em alvinitentes liames de luz, nos quais refulgirá o amor eterno. (...)
(...)
Extrema palidez e enorme angústia transpareceram no semblante do paralitico.
Notei que a infeliz entidade emitia, através das mãos, estrias negras de substância semelhante ao piche, as quais atingiam o encéfalo do pequenino, acentuando-lhe as impressões de pavor.
(...)
_ Se o amor emite raios de luz, o ódio arremessa estiletes de treva. Nos lobos frontais recebemos os "estímulos do futuro", no córtex abrigamos as "sugestões do presente", e no sistema nervoso, propriamente dito, arquivamos as "lembranças do passado". Nosso pobre amigo está sendo bombardeado por energias destrutivas do ódio na região de "serviços presentes", isto é, em suas capacidades de crescimento, de realização e de trabalho nos dias que correm. Tal situação derivante da culpa compele-o a descer mentalmente para a zona de "reminiscências do passado", onde o seu comportamento é inferior, raiando pela semi-inconsciência dos estados evolucionários primitivos.
Esmagadora maioria dos fenômenos de alienação psíquica procedem da mente desequilibrada. Repara o cosmo orgânico.
(...)
_ Examina a conduta do enfermo. Fixando a mente na extrema "região dos impulsos automáticos", seu padrão de comportamento é efetivamente sub-humano. Volta a viver estados primários, dos quais a individualidade já emergiu há muitos séculos. Em outros casos menos graves, a medicina atual vem utilizando a terapêutica do choque, à maneira do experimentador que investiga nas sombras examinando efeitos e ignorando causas. Cumpre-nos, no entanto, reconhecer que o belo esforço da psiquiatria moderna merece o maior carinho de nossas autoridades espirituais, que patrocinam os médicos diligentes e devotados, orientando-os para o bem comum, simultaneamente em diversos centros culturais, por enquanto, não podem acietar a verdade como seria de desejar, em virtude da necessidade de guardar-se a medicina terrena em campo conservador, menos aberto aos aventureiros; todavia, mais tarde os sacerdotes da saúde humana compreenderão que o choque elétrico, ou a hipoglicemia, provocada pela invasão da insulina, constituem apelos vivos aos centros do organismo perispirítico, convocando-os ao reajustamento e compelindo os neurônios a se readaptarem para o serviço da mente em processo regenerador.
(...) é quem, desde remota antiguidade, compreendeu o homem, intuitivamente, que a maioria dos casos de alienação mental decorrem da ausência voluntária ou involuntária da alma à realidade. E, em nosso campo e observação mais clara, podemos adir que todo desequilíbrio promana do afastamento da Lei.
(...)
_ Nossos companheiros da medicina humana batizam as moléstias mentais como lhes apraz, detendo-se nas questões da periferia, por distraídos dos problemas fundamentais do espírito. Relativamente aos assuntos científicos, conversaremos amanhã, quando prestaremos assistência a jovem amigo.
(...)
Logo após, a genitora entrou a orar, banhada em lágrimas, afigurando-se-me um cisne da região espiritual a desferir maravilhoso cântico.
(...)
_ Aqui, porém, não falaremos a corações que odeiam, e sim a torturado espírito materno, que reclama estímulo fraternal. O conhecimento e a boa vontade podem fazer muito.
(...)
_ Ao demais, é necessário diplomar-nos também na ciência do amor. Para isso, comecemos a ser irmãos uns dos outros, com sinceridade e fiel disposição de servir.
(...)
_ Examinando essa criança sofredora como enigma sem solução, alguns médicos insensatos da Terra se lembrarão talvez da "morte suave"; ignoram que, entre as paredes deste lar modesto, o Médico Divino, utilizando um corpo incurável e o amor, até o sacrifício, de um coração materno, restitui o equilíbrio a espíritos eternos, a fim de que sobre as ruínas do passado possam irmanar-se para gloriosos destinos."
Questões iniciais para nosso estudo:
1) Como podemos entender as doenças mentais?
2) Há diferenças entre a doença mental física e a doença mental do espírito?
Quais seriam? Por que?
3) Quando Calderaro afirma que "A rede de amparo espiritual, neste sentido, é quase infinita." podemos entender que apenas quanto aos casos de desequilíbrio mental o amparo espiritual se dá de forma infinita? Por que?
4) André Luiz afirma que o pequenino se parecia com um símio, e Calderaro explica que as formas de manifestação podem se degenerar. Por onde e como se processa a forma de manifestação?
5) Qual uma das finalidades da reencarnação e dos laços de família?
6) Como podemos entender ou como compreendemos as seguintes assertivas e de que forma podemos alia-las em nosso dia a dia:
6.a) A vasta escola terrestre exige incessante e complexa colaboração espiritual  
6.b) Indubitavelmente a Sabedoria Divina não se descuidou da programação prévia de serviço, neste particular. Se encarregou a Ciência de superintender o desdobramento harmonioso dos fenômenos pertinentes à zona física, se incumbiu a filosofia de acompanhar essa mesma ciência, enriquecendo-lhe os valores intelectuais, confiou à religião a tarefa de velar pelo desenvolvimento da alma, propiciando-lhe abençoadas luzes para a jornada de ascensão
6.c) Não - explicou o interpelado -, o senso de ordem preside-nos à atividade em todas as circunstâncias
6.d) Não aludimos, aqui, a orações ou a aspirações de correntes idealísticas determinadas: o dístico não interessa. Colaboramos com o espírito eterno em sua ascensão à zona divina, aduzindo novas forças ao bem, onde ele se encontre, independentemente de fórmulas dogmáticas, ou não, com que ele se manifeste nos círculos humanos. Nosso problema não é de favoritismo, senão de espiritualidade superior, mercê da união dos valores substanciais, em favor da vida melhor.
6.e) Se o amor emite raios de luz, o ódio arremessa estiletes de treva. Nos lobos frontais recebemos os "estímulos do futuro", no córtex abrigamos as "sugestões do presente", e no sistema nervoso, propriamente dito, arquivamos as "lembranças do passado". Nosso pobre amigo está sendo bombardeado por energias destrutivas do ódio na região de "serviços presentes", isto é, em suas capacidades de crescimento, de realização e de trabalho nos dias que correm. Tal situação derivante da culpa, compele-o a descer mentalmente para a zona de "reminiscências do passado", onde o seu comportamento é inferior, raiando pela semi-inconsciência dos estados evolucionários primitivos.
6.f) Examinando essa criança sofredora como enigma sem solução, alguns médicos insensatos da Terra se lembrarão talvez da "morte suave"; ignoram que, entre as paredes deste lar modesto, o Médico Divino, utilizando um corpo incurável e o amor, até o sacrifício, de um coração materno, restitui o equilíbrio a espíritos eternos, a fim de que sobre as ruínas do passado possam irmanar-se para gloriosos destinos."
Conclusão:
Doenças mentais. Lei de ação e reação. Progressão dos espíritos. Reencarnação.  Obsessão. Formação da Família. Intercessão espiritual.  Esses são os assuntos estudados nesse capítulo rico em ensinamentos dessa importante obra de André Luiz.
O Autor espiritual nos narra o trabalho intercessório junto a família onde se encontra reencarnado um espírito que passa por uma duríssima expiação, conseqüente de graves transgressões às Leis Naturais praticadas no passado.
Durante a realização do serviço de assistência espiritual, o Assistente Calderaro revela importantes ensinamentos ao Autor, que nos são transmitidos nesse capítulo.
Questões para estudo
1)  Como podemos entender as doenças mentais?
Segundo as explicações do assistente Calderaro, excluindo os casos puramente fisiológicos, podemos entender as doenças mentais como o ponto final de uma longa luta travada pelo espírito contra os dramas íntimos da personalidade prisioneira da introversão, o desequilíbrio, os fenômenos de involução e as tragédias passionais.
Todos esses fatores geram uma desarmonia espiritual que lesiona o perispírito e, em conseqüência, é somatizada pelo organismo físico. 
2)  Há diferenças entre a doença mental física e a doença mental do espírito?  Quais seriam? Por quê?
As doenças mentais de origem espiritual são as que ocorrem em hipóteses como  as acima mencionadas, em que o espírito se desarmoniza e transmite o mal causado por essa desarmonia ao corpo físico, via corpo perispiritual.  As que provêm do corpo físico são as originadas por fatores externos, como, no exemplo citado pelo Assistente, a invasão da sífilis na matéria cerebral.  
3)  Quando Calderaro afirma que "A rede de amparo espiritual, neste sentido, é quase infinita",  podemos entender que apenas quanto aos casos  de desequilíbrio mental  o amparo espiritual se dá de forma infinita? Por quê?
O amparo espiritual, dependendo do merecimento de cada um, pode ser sempre considerado infinito, na medida em que os Espíritos Superiores não medem esforços para atenuarem nossos sofrimentos.  Calderaro não quis, com essa afirmação, restringir aos casos de desequilíbrio mental o caráter infinito dessa assistência espiritual, mas,  tão somente, ressaltar a importância do trabalho a ser realizado,  como forma  de  impedir a consumação do processo tendente à loucura.
4)  André Luiz afirma que o pequenino se parecia com um símio, e Calderaro explica que as formas de manifestação podem se degenerar. Por onde e como se processa a forma de manifestação?
A forma de manifestação evolutiva do espírito se manifesta através de seu perispírito, que guarda suas conquistas e seus desvios.  Se é verdade que o espírito não retrocede em sua evolução, também o é que  suas formas de manifestação  podem  sofrer degenerescências,  com o fim de facilitar os processos regenerativos, recolocando-o   no caminho certo para retomada da sua marcha evolutiva. Todo mal e todo bem praticado repercutem no perispírito, tornando-o menos denso e mais apurado ou mais grosseiro, conforme a natureza do ato praticado.
No caso em exame, o paciente de hoje, outrora, valeu-se da autoridade de que foi investido para exterminar inúmeras vidas humanas, envenenando gravemente, com esse procedimento, os centros ativos do corpo perispiritual.  Sendo este o veículo das manifestações físicas, com a degenerescência sofrida veio a plasmar o corpo enfermo habitado pelo espírito nessa reencarnação, que lhe servirá de veículo regenerativo.
5)  Qual uma das finalidades da reencarnação e dos laços de família?
Somente o processo reencarnatório pode proporcionar a espíritos desafetos  a oportunidade de se harmonizarem, através do amor que os laços de família propicia. No caso narrado por André Luiz no presente capítulo, além de sua própria mãe, que a ele se encontra vinculada há muitos séculos, o espírito expiante receberá, na mesma família, duas das vítimas de suas ações no passado  que ainda se prendiam a  ele  pelos sentimentos de ódio e vingança.  Unidos pelos sentimentos afetuosos de irmãos do antigo algoz, o ódio se transformará em amor, que os ligará por toda a eternidade e libertará o enfermo da prisão ao corpo degenerado a que teve de se submeter.
6) Como podemos entender ou como compreendemos as seguintes assertivas e deque forma podemos aliá-las em nosso dia a dia:
6.a)  "A vasta escola terrestre exige incessante e complexa colaboração espiritual."
Podemos entender como uma advertência daquele benfeitor para a necessidade da permanente assistência espiritual aos que se encontram encarnados, face aos naturais riscos de queda que a vida na carne proporciona.  Devemos recebê-la como um sinal de que é preciso estarmos sempre atentos e orarmos em busca da assistência dos amigos espirituais. Como ensinou o Cristo: "Vigiai e orai, para não cairdes em tentação".  (Mateus, 26,22)
6.b) "Indubitavelmente, a Sabedoria Divina não se descuidou da programação prévia de serviço, neste particular. Se encarregou a Ciência de superintender o desdobramento harmonioso dos fenômenos pertinentes à zona física, se incumbiu a filosofia de acompanhar essa mesma ciência, enriquecendo-lhe os valores intelectuais, confiou à religião a tarefa de velar pelo desenvolvimento da alma, propiciando-lhe abençoadas luzes para a jornada de ascensão."
Prosseguindo a explicação anterior, Calderaro ressalta que o plano espiritual cuida, antecipadamente, da programação necessária a esse serviço.  Destinou à Ciência, à Filosofia e à Religião tarefas que, em conjunto, contribuirão para o êxito do trabalho. 
Cabe a nós não descuidarmos de nenhum dos três aspectos apontados, pois todos têm uma parcela de contribuição sem a qual não se obterá êxito.  

6.c)  "Não - explicou o interpelado -, o senso de ordem preside-nos à atividade em todas as circunstâncias."
O serviço socorrista espiritual não é prestado indiscriminadamente, como supôs André Luiz.  Explicou o Assistente que o trabalho é prestado obedecendo determinadas normas, destacando que, quase sempre, a intercessão é que determina os processos de ajuda.
Vivamos de modo a merecê-la, quando dela estivermos necessitados.  
6.d)  "Não aludimos, aqui,  a orações ou  a aspirações  de correntes  idealísticas determinadas: o dístico não interessa. Colaboramos com o espírito eterno em sua ascensão  à zona divina, aduzindo novas forças ao bem, onde ele se encontre, independentemente de fórmulas dogmáticas, ou não, com que ele se manifeste nos círculos humanos.  Nosso problema não é de favoritismo, senão de espiritualidade superior, mercê da união  dos valores substanciais, em favor da vida melhor".
É o que a Doutrina Espírita nos ensina de maneira enfática: religião não salva ninguém.
A nossa felicidade futura só depende de nós mesmos.  O trabalho de socorro prestado pelos benfeitores espirituais não faz distinção entre os diversos credos religiosos criados pelos homens.  O que vai fazer com que seja reconhecido ou não o merecimento a ele são os valores espirituais que cada um amealhar durante a existência terrena.
6.e)  "Se o amor emite raios de luz, o ódio arremessa estiletes de treva. Nos lobos frontais recebemos os "estímulos do futuro", no córtex abrigamos as "sugestões do presente", e no sistema nervoso, propriamente dito, arquivamos as "lembranças do passado". Nosso  pobre amigo está sendo bombardeado por energias destrutivas do ódio na região  de "serviços presentes", isto é, em suas capacidades de crescimento, de realização e de trabalho nos dias que correm. Tal situação derivante da culpa, compele-o a descer mentalmente para a zona de "reminiscências do passado", onde o seu comportamento é inferior, raiando pela semi-inconsciência dos estados evolucionários primitivos."
Como estudamos no capítulo III, o cérebro se divide em três partes, abrigando, em cada uma delas, as experiências do passado, a vivência da atual existência e as metas para o futuro.  Seu procedimento no passado, causando a morte física de inúmeros indivíduos, proporcionou em suas vítimas um sentimento de ódio, gerador de energias destrutivas que atacam a zona central, residência dos pensamentos do presente.  Com isso, o espírito desce, mentalmente, para a região inferior, onde se encontram as reminiscências do passado, que, no caso, pelo seu comportamento inferior, o faz aproximar-se do estado evolutivo primitivo.  
6.f)  "Examinando essa criança sofredora como enigma sem solução, alguns médicos insensatos da Terra se lembrarão talvez da "morte suave"; ignoram que, entre as paredes deste lar modesto, o Médico Divino, utilizando um corpo incurável e o amor,  até o sacrifício, de um coração materno, restitui o equilíbrio a espíritos eternos, a fim de que sobre as ruínas do passado possam irmanar-se para gloriosos destinos."
É o objetivo maior da reencarnação.  Congregados os inimigos de ontem num mesmo núcleo familiar, o sofrimento de um, aliado ao amor materno e fraternal de outros, faz despertar em todos a necessidade de se reajustarem, superando a inimizade do passado para, juntos, construírem um futuro melhor.  Esse aspecto não é percebido pela medicina terrena, que logo é levada a pensar na abreviação da vida física do enfermo, como forma de minorar seu sofrimento.  Mas a Medicina Divina, que é muito mais sábia utiliza-se desse sofrimento como um remédio amargo, porém necessário à cura de todos os envolvidos no drama.
Dúvida apresentada durante o estudo:
Calderaro informa que o espírito não retrocede em hipótese alguma, apenas as formas de manifestação são maleáveis. No entanto, em outra colocação, ele informa que o espírito apresentado nesse capítulo volta a viver estados primários, de comportamento sub-humano. 
Se o espírito não retrocede, como poderia ele voltar a viver estados primários de comportamento sub-humano? Como seria esse voltar a viver estados primários de comportamento sub-humano?
Comentário: 
Na questão 118 de "O Livro dos Espíritos", os Irmãos Espirituais responderam a Kardec que o espírito, em sua marcha evolutiva, pode permanecer estacionário, porém não retrograda.  Isso significa que as conquistas adquiridas não se perdem jamais, assim como as imperfeições descartadas também não são novamente assimiladas pelo espírito.  
No caso em estudo, Calderaro lembrou esse ensinamento, ressalvando, contudo, que as formas de manifestação do espírito são maleáveis, ou seja, sujeita às conseqüências de seu proceder durante a existência, por força da lei de causa e efeito.  O personagem desse caso narrado por André Luiz teve um comportamento em total desrespeito à Lei Natural, abusando de sua autoridade numa encarnação pretérita para causar o suplício de inúmeros indivíduos.
Por força da citada lei de causa e efeito que rege o Universo, seu procedimento feriu a harmonia cósmica que deve reinar nas ralações entre os seres, danificando seu perispírito, que veio a absorver os efeitos dessa desarmonia causada.  Em conseqüência e tendo sido os atos praticados tão extremamente graves, os danos ocasionados em seu corpo perispiritual foram de tal monta que plasmaram um corpo físico em condições próxima aos habitados na fase primitiva pelo princípio inteligente.   Por essa razão, o Assistente qualificou seu comportamento de "sub-humano", pois fora dos padrões vigentes no reino hominal.

Entretanto, as eventuais conquistas que esse Espírito já tenha alcançado permaneceram intocáveis.  Ele não as perdeu.  Apenas ficaram em estado latente durante essa encarnação, por não poderem se manifestar em virtude das deficiências do corpo físico habitado.  Nesse sentido a explicação do benfeitor Calderaro.