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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

ESTUDO 38 O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS – CAPITULO VI MANIFESTAÇÕES VISUAIS - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES Itens 105 A 107

 (Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores) Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo.
SEGUNDA PARTE
DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS
CAPITULO VI  
MANIFESTAÇÕES VISUAIS

Estudo 38 - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES 
Itens 105 a 107

Nesse estudo sobre as aparições vimos que podem ocorrer de forma vaporosa e diáfana, algumas vezes vaga e indecisa. Outras vezes formam-se a partir de um clarão esbranquiçado, cujos contornos vão se desenhando aos poucos; de outras vezes são formas claramente acentuadas, distinguindo-se os menores traços do rosto. As maneiras, o aspecto é semelhante aos do Espírito quando encarnado.
O Espírito que deseja ou pode aparecer se reveste algumas vezes de uma forma ainda mais nítida, com todas as aparências de um corpo sólido, a ponto de fazer crer que se trata de um ser corpóreo. Trata-se de uma aparição tangível, isto é, a tangibilidade pode se tornar real, o que quer dizer que podemos tocar, palpar, sentir a resistência e o calor de um corpo vivo, o que não impede a aparição de esvanecer com a rapidez de um relâmpago. Nesses casos, já não é só pelos olhos que se verifica a presença, mas também pelo tato. 
Se podemos atribuir à ilusão ou a uma espécie de fascinação a ocorrência de uma aparição simplesmente visual, já não há mais dúvida se a podemos tocar, ou ela nos toca, mesmo considerando que as aparições tangíveis são mais raras. Mas, também esses fenômenos, por mais extraordinários que pareçam, perdem o caráter de maravilhoso quando se conhece a maneira pela qual se produzem e se compreende que, longe de representarem uma derrogação de leis naturais, apresentam uma nova aplicação dessas leis. 
A causa desses fenômenos está nas propriedades do perispírito. O perispírito, por sua própria natureza, é invisível no seu estado normal. Isso é comum a uma infinidade de fluidos que sabemos existirem e que jamais vimos. Mas ele pode também, à semelhança de certos fluidos, passar por modificações que o tornem visível, seja por uma espécie de condensação (os Espíritos explicam ter utilizado essa palavra apenas a título de comparação) ou por uma mudança em suas disposições moleculares, e é então que nos aparece de maneira vaporosa. A condensação pode chegar ao ponto de dar ao perispírito as propriedades de um corpo sólido e tangível, mas que pode, instantaneamente, voltar ao seu estado etéreo e invisível. Este processo pode ser comparado ao do vapor, que pode passar da invisibilidade a um estado brumoso, depois ao líquido, a seguir ao sólido e vice-versa.
O que provoca esses diversos estados do perispírito é a vontade do Espírito e não causas físicas e exteriores como acontece com os gases. Para que ocorra uma aparição, além da vontade do Espírito, são necessárias, a combinação dos seus fluidos com os fluidos específicos do médium, resultante de uma afinidade entre eles, e a emissão fluídica abundante do médium, para operar a transformação do perispírito, além de outras condições que provavelmente desconhecemos. Considerando todos esses fatores, compreendemos, por que a visibilidade dos Espíritos não é comum.
Explica Allan Kardec que não nos basta querer ver um Espírito e também que ele queira se mostrar; é preciso que ele tenha permissão de nos aparecer, o que nem sempre nos é concedido, ou pelo menos não nas circunstâncias em que queremos, devido às nossas provas, aos inconvenientes emocionais que causariam e assim por diante.
Outra propriedade do períspirito é a penetrabilidade, inerente à sua natureza etérea. Nenhuma espécie de matéria lhe serve de obstáculo: ele atravessa a todas como a luz atravessa os corpos transparentes, o que mostra não haver, pois, meios de impedir a entrada dos Espíritos nos ambientes, exceto através de recursos morais oferecidos pelo próprio ambiente mental que construímos e que resulta da qualidade de nossos sentimentos e pensamentos. Vale ressaltar que, quanto mais elevados moralmente, mais os Espíritos respeitam nossas escolhas e apenas entram em nossos ambientes se os convidarmos, contrariamente ao que acontece com os Espíritos mais imperfeitos que se imiscuem em nossas vidas, dividindo conosco espaços e assuntos os mais banais, desde que sejam de interesse comum.
Concluindo nosso estudo, compreendemos que as aparições no estado de vigília não são raras e nem constituem novidade. Sempre existiram e, sem remontar ao passado, as encontramos em nossos dias, sobretudo nos casos de morte de pessoas distantes, que vêm visitar parentes e amigos. Muitas vezes não tem um objetivo claro, mas podemos dizer que em geral os Espíritos que assim aparecem são atraídos por simpatia. Recomenda Allan Kardec que examine cada um as suas lembranças e verá que são poucos os que não conhecem fatos dessa espécie, cuja autenticidade não se poderia por em dúvida.
Em nosso próximo estudo examinaremos alguns efeitos óticos que deram lugar ao estranho sistema dos Espíritos Glóbulos.
BIBLIOGRAFIA
KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap VI - 2ª Parte
KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos,edição especial. Capivari: EME, 1997 - Cap VIII e IX 
Ver também estudo - Propriedades do Perispírito de março/03
Tereza Cristina D'Alessandro 
Setembro/04
Centro Espírita Batuira
cebatuira@cebatuira.org.br