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sábado, 31 de dezembro de 2016

Pensar o Espiritismo - CÉU, INFERNO E PURGATÓRIO


Pensar o Espiritismo




Doutrina



CÉU, INFERNO E PURGATÓRIO
      

Céu –  do lat. Caelu – significa espaço ilimitado  e  indefinido onde  se  movem os astros; região para onde, segundo  as  crenças religiosas, vão as almas dos justos. Inferno - do lat. infernu -, lugar ou situação pessoal em que se encontram os que morreram  em estado  de  pecado. Purgatório - do lat. purgatoriu -,  lugar  de purificação  das  almas dos justos, antes de  admitidas  na  bem-aventurança.

A  idéia  que  fazemos  do  Céu é  fruto  da  concepção  grega  e babilônica  (calmo,  imutável, vida  eterna).  Nicolau  Copérnico (1473-1543) quebra a tradição milenar e coloca o Sol no centro do Universo. Com isso, a Terra entrou no Céu. Galileu Galilei (1564-1642),  com o auxílio do telescópio, dá prosseguimento  às  teses defendidas  por Copérnico. O "em cima" e o "em baixo"  deixam  de existir.  A  Ciência  parecia ir contra a Bíblia;  mas  a  Bíblia ensina como ir ao Céu, não como ele foi feito.

A   religião   cristã  dogmática,  baseando-se   nas   concepções tradicionais,  estabeleceu  os lugares circunscritos  no  espaço, onde estariam localizados o Céu, o Inferno e o Purgatório. O Céu, em  cima, é a região para onde vão as almas dos justos  gozar  da felicidade  eterna; o Inferno, em baixo, zona de  suplício,  onde são  enviadas as almas dos que morreram em pecado; o  Purgatório, lugar intermediário, em que a alma é detenta a par da  condenação perpétua.

Para  o  Espiritismo, Céu, Inferno e Purgatório  são  figuras  de linguagem  e  não lugares circunscritos. O Céu  indica  o  espaço universal;  são  os  planetas,  as estrelas  e  todos  os  mundos superiores em que os Espíritos gozam de todas as suas faculdades, sem  as  tribulações  da  matéria.  O  Inferno  não  é  um  lugar materializado,  com caldeiras ferventes e rochedos em brasa,  mas uma  vida  de  provas extremamente penosas, com  a  incerteza  de melhoria.  O Purgatório é uma figura pela qual se deve entender  o estado  dos  Espíritos imperfeitos que estão em  expiação  até  a purificação  completa que deve elevá-los ao plano  dos  Espíritos felizes.

As  expectativas com relação à vida futura dependem da  concepção de  mundo  de cada um. Se materialistas, o nada nos  aguarda;  se panteístas,   retornaremos  ao  todo  universal;  se   religiosos dogmáticos, iremos para o Céu ou para o Inferno. Apesar de  essas imagens   estarem  automatizadas  em  nosso  subconsciente,   não significa  dizer  que a alma, após o  desencarne,  encontrar-se-á nessas condições.

De acordo com o Espiritismo, a alma é imortal e, mesmo depois  da  morte física, continua individualizada e sujeita ao progresso.


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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Ano novo, vida nova

Ano novo, vida nova


Editorial

Na abertura de mais um ano em nossas vidas, queira o leitor amigo receber nossos votos de paz, de saúde e de prosperidade em todos os dias do ano. Quando dizemos “prosperidade”, entenda, porém, que não utilizamos esse termo no seu sentido usual, mas no sentido verdadeiro pelo qual ele deve ser entendido – prosperidade real e efetiva, que advém da consecução do programa trazido para a presente existência.

Como sabe o leitor, nem sempre as pessoas realizam no plano corpóreo o que imaginavam fazer antes do mergulho na carne.

Muitas existências na Terra compõem o que Herculano Pires chama de círculo vicioso da reencarnação.

O desenvolvimento do ser não é contínuo, mas descontínuo. Em cada existência terrena o indivíduo desenvolve certas potencialidades, mas a lei de inércia o retém numa posição determinada pelos limites da própria cultura em que se desenvolveu.

Com a morte corporal, explica Herculano em seu livro “Pedagogia Espírita”, o ser volta ao mundo espiritual e tem uma nova existência nesse mundo, onde suas percepções se ampliam permitindo-lhe compreender que sua perfectibilidade não tem limites. Voltando então a nova encarnação, pode reencetar com mais eficiência o desenvolvimento de sua perfectibilidade, mas, se não receber na vida terrena os estímulos necessários, poderá sentir-se novamente preso à condição da vida anterior na Terra, estacionando numa repetição de estágio. É isso que se chama círculo vicioso da reencarnação.

Ao leitor que duvida desse pensamento, propomos que considere a estatística seguinte.

Em 82 anos de existência do instituto “Almas Irmãs”, um educandário existente no Plano Espiritual, a que André Luiz se refere em seu livro “Sexo e Destino”, obra publicada em 1963, de cada 100 alunos desencarnados necessitados de reeducação sexual que procuraram aplicar na existência corpórea os ensinamentos ali colhidos, eis o resultado:

• 34 fracassaram, retornando à vida espiritual onerados com novas dívidas

• 26 melhoraram ligeiramente, embora imperfeitamente

• 22 registraram alguma melhora

• 18, somente dezoito, venceram nos compromissos da reencarnação.

Os desafios da existência corpórea não são, como se vê, algo que se vence facilmente.

Para isso é preciso dedicação, oração, vigilância e uma busca permanente da meta a ser alcançada, que é a perfeição, um objetivo possível e, segundo Jesus, factível. Afinal, não foi ele quem disse: “Vós sois deuses e tudo o que faço podereis fazer também e muito mais”?




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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Evangelho Redivivo *DEVER*

Evangelho Redivivo


*DEVER*

*Dever* - do lat. devere significa a obrigação moral determinada, expressa numa regra de ação. É o princípio da ação e estriba-se na razão.

A consciência moral é a determinante de nossas ações. Pode ser entendida como a capacidade que temos de escolher o nosso caminho na vida. Num sentido mais amplo e profundo, a consciência moral é a opção entre o bem e o mal. Embora as noções de bem e de mal sejam absolutas, cada um de nós age de conformidade com a percepção relativa de que foi capaz de absorver. Contudo, leva-se em conta, ainda, os usos e costumes de cada povo.

A consciência moral liga-se ao livre-arbítrio e este ao dever. O Dever, que é o exercício do livre-arbítrio, começa no ponto em que ameaçamos a liberdade do próximo e termina no limite em que não gostaríamos de ver ultrapassado com relação a nós mesmos. O cumprimento do dever depende das circunstâncias, ou seja, implica em contrariar e ser contrariado. Por isso, ao estarmos livres para escolher esta ou aquela ação, tornamo-nos responsáveis pelo que praticamos.

O sentimento de dever pode ser obscurecido pelo sentimento da paixão. A paixão é útil quando é governada e prejudicial quando governa. Muitas vezes, o dever se acha em antagonismo com as seduções do interesse próprio. Nessas circunstâncias, a vontade deve ser acionada, a fim de  estabelecermos limites das referidas seduções. Posteriormente, habituando-nos a atuar segundo o interesse geral, diminuiremos os impulsos da paixão e solidificaremos os ímpetos do verdadeiro dever.

O cumprimento do dever está entremeado de contradições. A confiança em Deus e em nós próprios muito nos auxiliarão na suplantação de todas as nossas dificuldades. À medida que vamos atuando, percebemos que aquilo que no passado era temível e considerado impossível hoje fazemos com muita facilidade. É que a dificuldade criou o seu antídoto, liberando forças para enfrentarmos dificuldades maiores.

Hajamos sempre de acordo com o interesse geral. Esta ação, várias vezes repetida, amplia-nos a visão de mundo, colocando-nos no devido lugar para o cumprimento de nossos deveres.




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Pensar o Espiritismo - Codificação - A IMPORTÂNCIA DOS LIVROS DA CODIFICAÇÃO

Pensar o Espiritismo



Codificação

*A IMPORTÂNCIA DOS LIVROS DA CODIFICAÇÃO*


A Doutrina dos Espíritos foi codificada por Allan Kardec, pseudônimo de Hipollyte Léon Denizard Rivail, a partir de 18 de abril de 1857, quando do lançamento de O Livro dos Espíritos. Os seus princípios fundamentais estão expostos nos livros básicos. Para apreendê-la, devemos nos debruçar sobre esses livros.

Os livros da codificação ou o Pentateuco Espírita são: O Livro dos Espíritos (1857), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865), A Gênese (1868). Além desses livros, denominados de obras básicas, há também os que compõem as obras complementares, mediúnicas e não-mediúnicas.  José Herculano Pires, Deolindo Amorim, Camille Flammarion e Léon Denis são alguns dos autores não-mediúnicos; Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e outros são classificados como autores de livros mediúnicos. 

Tomando consciência da existência dos livros da codificação, pergunta-se: por qual deles começar? Resposta: O Livro dos Espíritos. Qual a razão? É que O Livro dos Espíritos contém, na sua generalidade, o resumo da Doutrina dos Espíritos. Nele encontraremos perguntas e respostas a respeito da origem do Universo, de Deus, dos Espíritos etc. Há também comentários e explicações sobre os problemas fundamentais de nossa existência: de onde viemos? Para aonde vamos? O que estamos fazendo aqui? O que podemos esperar depois da morte?

Há, para se começar por este livro – O Livro dos Espíritos –, uma razão mais técnica, ou seja, a de que todo o aprendizado deve ser iniciado pela sua generalidade. Ao estudá-lo, entramos em contato com os problemas mais gerais do Espiritismo. É a aplicação prática da regra da leitura de um livro qualquer: primeiro o folheamos por inteiro, analisando o seu conteúdo; depois, vamos nos aprofundando nos tópicos ou capítulos que aguçaram o nosso interesse ou a nossa necessidade.

Debruçarmo-nos sobre as obras básicas da Doutrina Espírita têm as suas recompensas. Em 1.º lugar, aproveitamos o tempo, que poderia estar sendo desperdiçado em outras leituras superficiais. Em 2.º lugar, evitamos o erro da absolutização do relativo, que é tomar a parte pelo todo. Em 3.º lugar, temos a melhor das recompensas, que é a compreensão da dor e do sofrimento. O espírita sincero acaba passando por um paradoxo: muitas vezes está com mil problemas e parece que não tem nenhum.

A Doutrina Espírita existe e está nos livros. Podemos ouvir palestras e comentários dos diversos divulgadores espíritas. Contudo, o Espiritismo só será aprendido eficazmente se cada um de nós se predispor a estar constantemente estudando as obras da codificação.



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Espiritismo Comparado - DESPERDÍCIO E ESPIRITISMO

Espiritismo Comparado

*DESPERDÍCIO E ESPIRITISMO*


O Planeta Terra, com 510.934.000 km2 de área e 149.500.000 km distante do Sol, está localizado na órbita ideal para a manifestação da vida. Se mais próximo do Sol, estaria muito quente; se distante, muito frio. Forma um ecossistema  único e finito, imerso no vento solar. Possui, ainda, um campo magnético que o defende de partículas de alta velocidade, vindas do Sol e do Cosmo.

Cientistas do mundo todo vêm se preocupando com o impacto que o homem exerce sobre a natureza. Sua medida está relacionada com o consumo energético de kcal/dia. Na fase de caçador/coletor, consome 2.600 kcal para uma população de três milhões de pessoas. O fator de impacto é igual a 1. Ao longo do tempo, com o crescimento da população e o desenvolvimento tecnológico, a pressão sobre o meio ambiente aumenta sobremaneira. Dados de 1986 estimam o consumo energético médio em 31.816 kcal/dia, o que nos dá, com a população de cinco bilhões, o escore de 20.394 na tabela de impacto.

A terra, as plantas, os animais e os homens constituem o ecossistema. Somos parte de uma vasta gama de inter-relações, onde uma espécie alimenta-se da outra para sobreviver. O homem encontra-se no final dessa cadeia transformadora. Cabe-lhe a responsabilidade da defesa e preservação ambiental, a fim de manter o equilíbrio do Planeta.

desperdício é o gasto inútil de bens e serviços que acarreta prejuízos para o indivíduo e a coletividade. Exemplo: luzes acesas sem ninguém no local; mangueira correndo água, enquanto se ensaboa o carro; preparação de alimento superior à quantidade que se pode consumir. Pode ser fruto da ignorância ou da utilização consciente do livre-arbítrio. Se já temos condições de saber o que é o bem, mais severamente punidos seremos se optarmos pelo mal.

Allan Kardec, ao tratar em O Livro dos Espíritos, das Leis de Conservação e de Destruição oferece-nos subsídios para avaliarmos a questão. Diz-nos que toda a destruição que ultrapassa os limites da necessidade é uma violação das leis de Deus; que a fome é fruto da imprevidência e que o egoísmo cria as necessidades artificiais. Propõem-nos o desapego aos bens materiais como condição fundamental da evolução humana.

A reflexão sobre as Leis Morais amplia a nossa visão de mundo. O poder de interpretar corretamente a realidade é a idéia-força capaz de transformar a sociedade, impulsionando-a para a prática do bem e do amor ao próximo.

*Fonte de Consulta*

RODRIGUES, S. DE A. O Homem e Equilíbrio. O Homem e o Ambiente no Espaço e no Tempo. 6. Ed., São Paulo, Atual, 1989 (Série meio-ambiente).

KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. São Paulo, FEESP, 1972.

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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Espiritismo Comparado DESAGREGAÇÃO FAMILIAR E ESPIRITISMO

Espiritismo Comparado

DESAGREGAÇÃO FAMILIAR E ESPIRITISMO


Em 1990, de acordo com os dados do I. B. G. E., havia, no Brasil, 38 milhões de famílias, com a média de 1,9 filhos, sendo que 18% das mulheres chefiavam os seus lares, com renda média de 0,5 a 5 salários mínimos. Os dados mostraram um aumento razoável do número de divórcios e de famílias unicelulares e uma queda acentuada do número de registros de casamentos, passando dos um milhão, em 1985 para os 777 mil, em 1990.

O que explica a queda do número de casamentos e o aumento do número de divórcios e famílias unicelulares? Na visão dos psicólogos, há inúmeras razões, entre as quais, citam a ascendência da mulher no mercado de trabalho. Até então o núcleo familiar tinha o homem como o centro das decisões. Com o aumento da renda, gerado pelo trabalho feminino, a ordem do pátrio poder desestrutura-se. Surgem, a partir daí, os diversos conflitos, os quais não resolvidos satisfatoriamente, implicaram em separações.

A crise do casamento não é só financeira. Lembremo-nos das dificuldades de relacionamento entre os membros de um lar. Quando as pessoas não conseguem comunicar os seus sentimentos, as suas aspirações e a sua maneira de ser há um vácuo de entendimento, levando, em muitos casos, à ruptura dessas relações. O princípio da ação também  pesa muito. Quando esse princípio é fortemente apoiado em um único fator, a crise é mais acentuada. Observe aqueles que se casam somente pela atração física. Ao surgirem as responsabilidades naturais que a união encerra, fogem atemorizados.

O Espiritismo fornece-nos meios para uma reflexão mais profunda. Em primeiro lugar, não podemos descartar os resgates familiares, pois a maioria dos casamentos ainda é, na atualidade, uma tentativa de solucionar problemas não resolvidas em outras encarnações. Em segundo lugar, como resgatar, se ao primeiro contratempo, dispersamo-nos com a separação? É por essa razão que o divórcio não deve ser facilitado, pois estaremos sempre desperdiçando uma excelente oportunidade de redenção e crescimento espiritual.   

A desagregação familiar que as estatísticas mostram não é de estarrecer. Ela é fruto de uma mensagem eminentemente materialista, transmitida pelos vários níveis de comunicação de massa. Quando a indução ao consumismo, desde os produtos mais elementares até àqueles que incentivam as fantasias sexuais, é extremamente valorizada, o sentimento religioso, a fé, a esperança perdem terreno, diminuindo sensivelmente a nossa capacidade de suportar o sofrimento.

Higienizemos o nosso reduto doméstico com o teor vibratório dos nossos pensamentos elevados. Não nos esqueçamos, porém, de pedir forças suplementares para vencermos galhardamente as dificuldades que se nos apresentarem.




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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O CRISTIANISMO, A MULHER E O ESPIRITISMO*

Espiritismo Comparado

O CRISTIANISMO, A MULHER E O ESPIRITISMO*


O Cristianismo surge na confluência do misticismo oriental, do messianismo judeu, do pensamento grego e do Universalismo romano. O núcleo da Doutrina Cristã é a fé num Deus revelado como Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, crença comum a todas as grandes Igrejas cristãs. É uma religião monoteísta que coloca em primeiro plano a comunhão com Deus, o Pai, por intermédio de Seu filho Jesus Cristo, o Salvador da Humanidade.

O Cristianismo, religião dos cristãos, está centrado na vida e obra de Jesus Cristo. À semelhança de Sócrates, Cristo não deixou nada escrito. Seus ensinamentos foram anotados pelos apóstolos e passaram, mais tarde, a constituir os Evangelhos. A palavra Evangelho, no singular, representa a unidade do pensamento de Jesus, ou seja, o alegre anúncio; no plural, a diversidade da interpretação dos evangelistas: por isso dizemos o Evangelho Segundo Mateus, Segundo Marcos, e assim por diante...

Jesus é considerado por muitos como o maior revolucionário que surgiu na face da Terra. Até à sua vinda a paisagem era desoladora: pais vendiam filhos, a mulher era tratada como animal, a lei era do mais forte. Depois, os discípulos saíram pregando a Sua doutrina e uma nova luz despontou para a Humanidade. O episódio da mulher pega em adultério é digno de nota. A lei judaica mandava apedrejá-la. Mas o Mestre, solicitado a opinar, diz: “Aquele que estiver sem pecado, que atire a primeira pedra”. Conseqüência: todos largam as pedras e se vão.

A grande contribuição dos ensinos de Cristo foi propor uma nova ordem social. Embora monopólio das Igrejas, que lhe destituíram a pureza primitiva, não deixou de auxiliar a humanidade. A frase “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo” é um convite para respeitar a todos, inclusive a própria mulher. Hoje, temos o Espiritismo, que se expressa como o cristianismo redivivo, ou seja, um libertador de consciências.

Movimentos feministas têm reivindicado a liberdade da mulher. É preciso ponderar as intenções: muitos preconizam sua masculinização, iludindo-a quanto às suas verdadeiras obrigações no seio da sociedade. De acordo com o Espiritismo, o homem e a mulher devem ter igualdade de direitos, porém desigualdade de funções, em virtude de suas características físicas. Colocando-se como imitadora e competidora do homem distorce a complementaridade natural e cria um viés na responsabilidade social. Os Espíritos André Luiz e Emmanuel enaltecem, também, o papel da mulher como âncora inspiradora do lar.

A mulher, dentro da ótica espírita-cristã, terá maior liberdade e a sociedade muito lucrará com isso. 


* Publicado no jornal Presença Espírita, maio de 1996, pág. 2.

Fonte de Consulta

KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed., São Paulo, FEESP, 1995.



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DEUS E MAMON

Evangelho Redivivo

DEUS E MAMON


Deus – do lat. Deus, pelo gr. Theos – é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Mamon - do lat. tardio mammona ou  mammonas - significa dinheiro, riqueza, propriedades.  Deriva de Mamon, Deus das riquezas da mitologia Síria e fenícia.

            São Lucas, no cap. XVI, v. 13 do seu Evangelho, narra a  passagem em  que  Jesus condena a riqueza nos seguintes  termos:  "Ninguém pode  servir a dois senhores; porque, ou odiará a um e  amará  ao outro,  ou  se afeiçoará a um e desprezará o  outro.  Não  podeis servir,  ao  mesmo  tempo, a Deus e a Mamon".  Como há inúmeros textos evangélicos condenando a riqueza, tem-se a  impressão  de que o Cristianismo subestima a dimensão econômica do homem.

A Bíblia do Velho Testamento, por exemplo, faz uma apologia positiva da riqueza, dizendo que ela é aspiração humana e bênção divina. Já a Bíblia do Novo Testamento, principalmente com Jesus, abomina-a. Para compreendermos a mudança no eixo com  relação  à riqueza,  convém raciocinarmos em termos dos elementos  culturais da época de Jesus. No começo da era cristã, os romanos detinham o poder e abusavam de suas posses materiais. É nesse sentido que Jesus condena a riqueza, ou seja, sua má utilização, não  a  sua posse.

O homem tem anseio natural à aquisição de bens materiais.  Deles provém a sua subsistência vital.  Como é vital, acaba enfatizando-a, em detrimento dos bens espirituais.  Observe os esforços infrutíferos do marxismo com relação ao fim da desigualdade dos bens possuídos e do direito de propriedade privada. A distribuição justa da riqueza é muito mais uma questão de reformulação interior do que de proibições estatais.

Allan  Kardec, no cap. XVI de O Evangelho Segundo o Espiritismo, traça-nos um roteiro seguro quanto ao uso da riqueza. Diz-nos que a riqueza é uma prova mais difícil do que a pobreza. Orienta-nos para aplicá-la na caridade, não a que estiola o necessitado,  mas a  que  o  ergue até o Pai Celestial.  Enfim,  mostra-nos  que  a verdadeira  propriedade é a soma dos conhecimentos  e  qualidades morais armazenada em cada um de nós.

Optemos por servir a Deus. Somente assim ficaremos livres do jugo do Mamon, ou seja, da obsessão pela riqueza material.



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02 - O EDUCANDÁRIO FAMILIAR

02 - O EDUCANDÁRIO FAMILIAR

A família é o resultado do largo processo evolutivo do espírito na extensa trajetória vencida por meio das sucessivas reencarnações.

Resultado do instinto gregário que une todos os animais, aves, répteis e peixes em grupos que se auxiliam e se interdependem reciprocamente, no ser humano atinge um estágio relevante e de alta significação, em face da conquista do raciocínio, da consciência.

Dessa forma, a família é o alicerce sobre o qual a sociedade se edifica, sendo o primeiro educandário do espírito, onde são aprimoradas as faculdades que desatam os recursos que lhe dormem latentes.

A família é a escola de bênçãos onde se aprendem os deveres fundamentais para uma vida feliz e sem cujo apoio fenecem os ideais, desfalecem as aspirações, emurchecem as resistências morais.

Quando o individuo opta pela solidão, exceção feita aos grandes místicos e pesquisadores da ciência, filósofos e artistas que abraçam os objetivos superiores como a sua família, termina sendo portador de transtorno da conduta c da emoção.

Organizada, a família, antes da reencarnação, quando são eleitos os futuros membros que a constituirão, ou sendo resultado da precipitação e imprevidência sexual de muitos indivíduos, é sempre o santuário que não pode ser desconsiderado sem graves prejuízos para quem lhe perturbe a estrutura.

É permanente oficina onde se caldeiam os sentimentos e as emoções, dando-lhes a direção correta e a orientação segura para os empreendimentos do futuro.

Por essa razão, é que não se vive na família ideal, aquela na qual se gostaria de conviver com espíritos nobres e ricos de sabedoria, mas no grupo onde melhormente são atendidas as necessidades da evolução.

Não poucas vezes, no grupo doméstico ressumam as reminiscências perturbadoras do Além ou de outras existências, que devem ser trabalhadas pelo cinzel da misericórdia, da tolerância e da compaixão, a fim de que sejam arquivadas como diferentes emoções enobrecidas, que irão contribuir em favor do progresso de todos.

De inspiração divina, a família é a oportunidade superior do entendimento e da vera fraternidade, de onde surgirá o grupo maior, equilibrado e rico de valores, que é a sociedade.

Por isso, no momento em que a família se desestrutura sob os camartelos da impiedade e da agressão, ou se dilui em face da ilusão acalentada pelos seus membros, ou se desmorona em razão da imprevidência, a sociedade sofre um grande constrangimento.

No lar, fomentam-se e desenvolvem-se os recursos da compreensão humana ou da agressividade e ressentimento contra as demais criaturas.

A constelação familiar não é uma aventura ao país enganoso do prazer e da fantasia, mas uma experiência de profundidade, que faculta a verdadeira compreensão da finalidade da existência terrena com os olhos postos no futuro da humanidade.

Campo experimental de lutas íntimas e externas, constitui oportunidade incomum para que o espírito se adestre nos empreendimentos pessoais, sem perder o contato com a realidade externa, com as demais pessoas.

Mesmo quando não correspondendo às expectativas pessoais, em face do reencontro com adversários ou caracteres inamistosos, no lar adquire-se a necessária filosofia existencial para conduzir-se com equilíbrio durante toda a existência.

O exercício da paciência no clã familiar é valiosa contribuição para a experiência iluminativa, porquanto, se aqueles com os quais se convive tornam-se difíceis de ser amados, gerando impedimentos emocionais que se sucedem continuamente, como poder-se vivenciar o amor em relação a pessoas com as quais não se tem relacionamento, senão por paixão ou sentimentos de interesse imediatista?

No lar, onde se é conhecido e muito dificilmente se podem ocultar as mazelas interiores, são lapidadas as imperfeições em contínuos atritos que não devem resvalar para os campeonatos da indiferença ou do ódio, do ciúme ou da revolta.

Aquele que hoje se apresenta agressivo e cínico no grupo doméstico, dando lugar a guerrilhas perversas, encontra-se doente da alma, merecendo orientação e exigindo mais paciência.

Ninguém se torna infeliz por mero prazer, mas em conseqüência de muitos fatores que lhe são desconhecidos. O próprio paciente ignora o distúrbio de que é portador, detendo-se, invariavelmente, no tormento em que se debate, sem capacidade de discernimento para avaliar os danos que produz no grupo onde se encontra, nem compreensão do quanto necessita para auto-superar-se e agir corretamente.

Por isso mesmo, transforma-se em desafio familiar, conduzindo altas cargas tóxicas de antipatia, de agressividade, de desequilíbrio.

A constelação familiar recorda o equilíbrio que vige no universo: os astros menores giram atraídos pela força dos maiores, no caso específico das estrelas, planetas, satélites e asteróides... No caso, em tela, são os pais as estrelas de primeira grandeza cuja força gravitacional impõe-se aos filhos, na condição de planetas à sua volta, assim como de futuros satélites que volutearão no seu entorno sob a atração da afetividade, que são todos aqueles que se vinculam aos descendentes...

Nos astros há perfeita harmonia em face das leis cósmicas que os mantêm em contínuo equilíbrio.

No entanto, na família, em razão dos sentimentos, das individualidades, das experiências transatas, o fenômeno é muito diferente, oscilando o equilíbrio conforme o desenvolvimento ético-moral de cada qual, que se apresenta conforme é e não consoante gostaria de ser.

Por mais combatida pelos novos padrões da loucura que grassa na Terra, a família não desaparecerá do contexto social, na condição de instituição superada, porque o amor que sempre existirá nos corações se expressará em maior potencialidade no lar, núcleo de formação que é, para expandir-se na direção do colossal grupo humano.

Quem não consegue a capacidade de amar aqueles com os quais convive, mais dificilmente poderá amar aqueloutros que não conhece.

O combustível do amor se inflama com maior potencialidade quando oxigenado pela convivência emocional. Noutras condições, trata-se apenas de atração física passageira, de libido exagerada que logo cede lugar ao desencanto, ao tédio, ao desinteresse...

A família, portanto, é um núcleo de aformoseamento espiritual, que enseja aprendizagem de relacionamentos futuros exitosos.

No grupo animal, quando os filhos adquirem a capacidade de conseguir o alimento, os pais abandonam-nos, quando isso excepcionalmente em algumas espécies não ocorre antes.

No círculo humano da família é diferente: os laços entre pais e filhos jamais se rompem, mesmo quando há dificuldades no relacionamento atual, o que exige transferência para outras oportunidades no futuro reencarnacionista, que se repetem até a aquisição do equilíbrio afetivo.

É da Divina Lei que somente através do amor o espírito encontra a. plenitude, e a família é o local onde se aprimora esse sentimento, que se desdobra em diversas expressões de ternura, de abnegação, de afetividade...

Com o treinamento doméstico o espírito adquire a capacidade de amar com mais amplitude, alcançando a sociedade, que se lhe transforma em família universal.

Salvador, noite de Natal de 2007
Joanna de Ângelis


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1 - ELES ESTÃO VIVOS

1 - ELES ESTÃO VIVOS


Cada mensagem psicografada é antecedida pelas explicações do médium sobre a reunião em que ela foi obtida e os motivos que a determinaram.

Nossa reunião pública apresentava grande número de pessoas simpáticas à Doutrina Espírita.

Buscavam alguma palavra de parentes recentemente desencarnados.

Sobretudo pais, mães, familiares que perderam entes queridos rogavam em lágrimas, algumas delas, mensagens particulares.

Doía ao coração vê-las chorando, sem que pudéssemos, de nossa parte, prometer essa ou aquela manifestação da Espiritualidade.

Explicávamos que a solução dos pedidos dessa ordem não depende de nós.

Iniciadas as tarefas em programa, O Livro dos Espíritos nos ofereceu a questão número 525. Os comentaristas do texto explanaram com segurança.

No final da reunião, o caro Emmanuel trouxe a página mediúnica intitulada "Eles estão vivos".

*ELES ESTÃO VIVOS*

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Caminhos de Volta. Lição nº 10. Página 29.

Ainda quando não reconheças, de pronto, semelhante verdade, eles te vêem e te escutam!

Quanto possível, seguem-te os passos compartilhando-te problemas e aflições!

Compadece-te dos que te precederam na Grande Renovação!

Aqueles que viste partir de mãos desfalecentes nas tuas, doando-te os derradeiros pensamentos terrestres, através dos olhos fitos nos teus, não estão mortos.

Entraram em novas dimensões de existência, mas prosseguem de coração vinculado ao teu coração.

Assinalam-te o afeto e agradecem-te a lembrança, no entanto, quase sempre se escoram em tua fé, buscando em ti a força precisa para a restauração espiritual que demandam.

Muitos deles, ainda inadaptados à vida diferente que são compelidos a facear, pedem serenidade em tua coragem e apoio em teu amor...

Outros, muitos, jazem mergulhados na bruma da saudade, detidos na sede de reencontro, ante as requisições continuadas dos teus pensamentos de angústia...

Outros muitos seguem-te ainda...

Aqueles que se despediram de ti, depois de longa existência, abençoando-te a vida;

Os que amaste indicando-lhes o caminho para as esferas superiores;

Os que levantaste para a luz da esperança e aqueles outros que socorreste um dia, com o beijo da amizade e da beneficência...

Todos te agradecem, estendendo-te os braços no sentido de te auxiliar a transpor as estradas que ainda te cabem percorrer.

Auxilia aos entes queridos na Espiritualidade, a fim de que te possam auxiliar!

Se lhes recorda a presença e o carinho, preenche o vazio que te impuseram à alma, abraçando o trabalho que terão deixado por fazer.

Sê a voz que lhes reconforte os seres amados ainda na Terra, a força que lhes execute o serviço de paz e amor que não terminaram, a luz para aqueles que lhes lastimam a ausência em recantos de sombra, ou o amparo em favor daqueles que desejariam continuar te sustentando no mundo!

Compadece-te dos entes queridos que te antecederam na Grande Libertação!

Chora, porque a dor é fonte de energias renovadoras por dentro do coração, mas chora trabalhando e servindo, auxiliando e amando sempre!

E deixa que os corações amados, hoje no Mais Além, te enxuguem as lágrimas, inspirando-te ação e renovação, porque, no futuro, tê-los-ás a todos positivamente contigo nas alegrias do Novo Despertar.


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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

CRIAÇÃO E ESPIRITISMO

CRIAÇÃO E ESPIRITISMO


A palavra criação presta-se a muitos significados. Criação artística, referindo-se a uma obra de arte; criação de filhos, para explicitar a educação materna; criação mental, para evocar o surgimento de novas idéias. Aqui, neste artigo, vamos tratar da criação no que tange à origem do Universo. Nesse sentido, o conceito nos é fornecido pela revelação judaico-cristã. Comparemos as objeções da filosofia, da religião, da ciência e do Espiritismo. 

Os primeiros filósofos, os gregos, mostraram grande interesse no problema da natureza do universo. Tales de Mileto foi o primeiro a propor uma solução para esse problema. Para ele, a água é a matéria donde tudo se origina, pois pode se transformar em ar e gelo. Anaximandro, por sua vez, falava que esse elemento primordial era o infinito, que pelo movimento produzia tudo o mais. Anaxímenes afirmava ser o ar.  Pitágoras e os pitagóricos achavam que o elemento primeiro era o número. Platão elaborou sobre o mundo ideal e o mundo real. Aristóteles tenta conciliar idéia e matéria. Hoje, no século XXI, ainda não chegamos a uma conclusão definitiva sobre a dicotomia entre Espírito e matéria.

A revelação judaico-cristã afirma que Deus é o Criador. Deus fez o universo surgir do nada (ex nihilo) por sua livre vontade. O nada significa que não havia nenhuma matéria preexistente. No Gênese, primeiro livro de Moisés, é relatado o modo como Deus criou o Mundo. Ali está expresso o que aconteceu nos seis dias de criação. Há o aparecimento das trevas, do céu, do mar, das plantas, dos animais e do homem. Este relato é considerado mitológico e antropomórfico, pois trata Deus como um ser humano (ceramista) que, através de suas mãos, modela Adão e Eva, o primeiro casal da Terra.

Para a Ciência, a vida é o resultado de uma complexa evolução que durou uma centena de milhões de anos. Para explicar o seu começo, estabelece algumas hipóteses. Dentre elas, a mais aceite pelos cientistas é a de que a vida se originou a partir da formação do protoplasma, matéria elementar das células vivas. O protoplasma evolui para as bactérias, vírus, amebas, algas, plantas, animais até chegar à formação do homem. É importante salientar que as ciências experimentais podem estudar a evolução do Cosmo e formação dos Mundos, mas está fora do processo rigorosamente científico a idéia da criação.

A filosofia, a ciência e a religião não nos oferecem uma explicação satisfatória. E o Espiritismo? Para o Espiritismo, a vida também é o resultado desta complexa evolução comprovada pela Ciência. Allan Kardec em A Gênese, André Luiz em Evolução em Dois Mundos e Emmanuel em A Caminho da Luz atestam para a formação da camada gelatinosa, depois das altas temperaturas e resfriamento pelo qual passou o nosso planeta, na época de sua constituição, há cinco bilhões de anos. Há o aparecimento do protoplasma e toda a cadeia evolutiva. A diferença entre Ciência e Espiritismo é que o segundo faz intervir a ação dos Espíritos no processo de evolução.

Respeitemos todos os esforços da Humanidade para desvendar os mistérios da natureza. Contudo, reflitamos um pouco mais sobre as explicações dadas pelos Espíritos superiores, que estão sumamente interessados em ampliar o nosso conhecimento, a fim de que possamos melhor servir o Cristo.

ARTIGOS DE SÉRGIO BIAGI GREGÓRIO




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Estudos destinados à Família e à Educação no Lar

*CVDEE – Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo*

*Estudos destinados à Família e à Educação no Lar*

Quantas vezes nos deparamos com irmãos que se rejeitam, com filhos problemáticos com relação aos pais, com amigos que mais parecem ser nossos irmãos, filhos, pais e mães, não é? Ou com aquele colega de trabalho que sempre parece que está ali nos sustentando na jornada laborativa...

Assim, estamos colocando abaixo dois textos: um retirado do ESE e outro do LE, a fim de que possamos papear mais abrangente e  profundamente na noção de família.

Vamos deixar algumas proposições para iniciarmos nossa conversa semanal, lembrando que vc pode e deve acrescer e enriquecer nosso bate papo com idéias, textos, comentários, estudos, etc, tá legal?

a) Como devemos entender , verificar, as relações familiares difíceis?

b) De que forma devemos enfrentar a dificuldade no relacionamento familiar?

c) Como devemos compreender aqueles que nos cercam em amizade, mesmo não possuindo o mesmo sangue que o nosso?

d) quais devem ser nossas atitudes ante  brigas familiares?

e) Como conduzir, enfrentar, vivenciar filhos que traz muitos desgostos, são rebeldes, ingratos para com os pais?

f) Como conduzir irmãos que a nossos olhos se odeiam, não se acertam e parecem sempre preferir o amigo da escola, o vizinho, o colega de trabalho ao invés daqueles de casa?

*A PARENTELA CORPORAL E A PARENTELA ESPIRITUAL*

Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de um filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.

 Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consanguíneos podem repelir-se , conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências.

 Há duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual. Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo de seus discípulos: Aqui estão minha mãe e meus irmãos, isto é, minha família pelos laços do Espírito, pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

 A hostilidade que lhe moviam seus irmãos se acha claramente expressa em a narração de São Marcos, que diz terem eles o propósito de se apoderarem do Mestre, sob o pretexto de que este perdera o espírito. Informado da chegada deles, conhecendo os sentimentos que nutriam a seu respeito, era natural que Jesus dissesse , referindo-se a seus discípulos, do ponto de vista espiritual: “Eis aqui meus verdadeiros irmãos.” Embora na companhia daqueles estivesse sua mãe, ele generaliza o ensino que de maneira alguma implica haja pretendido declarar que sua mãe segundo o corpo nada lhe era como Espírito, que só indiferença lhe merecia. Provou suficientemente o contrário em várias outras circunstâncias.
(in: O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XIV, Honrai a Vosso Pai e a Vossa Mãe, item 8, edição Lake)

QUESTÃO 205,  774 e 775, O Livro dos Espíritos

205. Segundo certas pessoas, a doutrina da reencarnação parece destruir os laços de família, fazendo-as remontar às existências anteriores?

_ Ela os amplia, em vez de destruí-los. Baseando-se o parentesco em afeições anteriores, os laços que unem os membros de uma mesma família são menos precários. A reencarnação amplia os deveres da fraternidade, pois no vosso vizinho ou no vosso criado pode encontrar-se um Espírito que foi do vosso sangue.

205a . Ela diminui, entretanto, a importância que alguns atribuem à sua filiação porque se pode Ter tido como pai um Espírito que pertencia a uma outra raça, ou que tivesse vivido em condições bem diversa?

_ É verdade; mas essa importância se baseia no orgulho. O que a maioria honra nos antepassados são os títulos, a classe, a fortuna. Este coraria de haver tido por avô um sapateiro honesto, e se vangloria de descender de um nobre debochado. Mas digam ou façam o que quiserem, não impedirão que as coisas sejam como são, porque Deus não regulou as leis da Natureza pela nossa vaidade.

774 . Há pessoas que deduzem, do abandono das crias pelos animais, que os laços de família entre os homens não são mais que o resultado de costumes sociais e não uma lei natural. Que devemos pensar disso?

_ O homem tem outro destino eu não o dos animais; porque, pois, querer sempre identificá-los? Para ele, há outra coisa além das necessidades físicas: há a necessidade do progresso. Os liames sociais são necessários ao progresso e os laços de família resumem os liames sociais: eis porque eles constituem uma lei natural. Deus quis que os homens, assim, aprendessem a amar-se como irmãos.

775. Qual seria para a sociedade o resultado do relaxamento dos laços de família?

_ Uma recrudescência do egoísmo.


a) Como devemos entender , verificar, as relações familiares difíceis?

 Devemos entender estas relações como uma provação. Nada acontece por acaso. É um carma, ou seja, a Lei de ação e reação.

b) De que forma devemos enfrentar a dificuldade no relacionamento familiar?

 Com paciência, amor e fé em Deus. Esta seria a melhor maneira de enfrentar as dificuldades.

c) Como devemos compreender aqueles que nos cercam em amizade, mesmo não possuindo o mesmo sangue que o nosso?
 Penso que sejam aqueles que têm as mesmas afinidades que nós, pensam da mesma maneira que nós.

d) quais devem ser nossas atitudes ante  brigas familiares?
 Tentar apaziguar, "não colocar mais lenha na fogueira" ???!!!

e) Como conduzir, enfrentar, vivenciar filhos que traz muitos desgostos, são rebeldes, ingratos para com os pais?

É complicado. Tentando-me colocar no lugar dos pais, não sei o que faria. Às vezes, é preciso ter um pouco de "sangue de barata", desculpando a expressão. Ou então, TER MUITO AMOR PARA DAR.

f) Como conduzir irmãos que a nossos olhos se odeiam, não se acertam e parecem sempre preferir o amigo da escola, o vizinho, o colega de trabalho ao invés daqueles de casa?
 Sinceramente, não sei.

(Alcdl)

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A- AS relações familiares difíceis ,são espíritos que estamos devendo alguma coisa ,precisamos resgatar .As vezes espíritos com poucas afinidades .Grande parte das famílias são de provas e expiações ...

B- Com amor .paciência e indulgencia ..

C- São espíritos que temos afinidades e as vezes até algum espirito que nos foi muito querido  em outra reencarnação ,já que a família se amplia com a reencarnação .

d- Procurar amenizar ,não tomar partido ,dialogar muito para que aja o entendimento .

E- Fazer a afirmação Um de nós errou "e tentar reverter o quadro ,com amor e dedicação .

(Luiza )

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Olá, gostaria de comentar um pouco esta última questão:

f) Como conduzir irmãos que a nossos olhos se odeiam, não se acertam e parecem sempre preferir o amigo da escola, o vizinho, o colega de trabalho ao invés daqueles de casa?
 Sinceramente, não sei.

       
Esta foi a minha primeira resposta, e tive dificuldade em refletir sobre esta questão. Deixei também em destaque a resposta da Maria Luiza, que peço licença para isto. Principalmente o que está sublinhado.

F- Nós espiritas que temos tanto conhecimento através do plano espiritual, temos sempre que harmonizar a família, faze-los entender que temos que nos reconciliar com nossos adversarios enquanto estamos juntos no caminho, afinal estamos neste planeta de provas e expiações para resgatar sempre com amor, paciencia e principalmente com resignação nossos erros passados. Também acho que se respeitarmos o direito de outras pessoas pensarem diferentes, já temos meio caminho andado .


Refletindo agora:

Suponhamos que nós sejamos aquele irmão que prefere sempre os amigos, a companhia de fora, ao invés da companhia da própria família. Que tipo de afinidades poderiam haver entre uns e outros? Como a família conseguiria buscar aquele irmão que está tão afastado? Talvez, tentando compreendê-lo, e assim conseguir perceber o que é melhor para ele !!! O que é que falta ? O que procura ? Talvez esta seja a melhor maneira de nos aproximarmos deste irmão. Mas para isso, talvez seja importante cada um de nós saber o que quer e o que é melhor para nós. O que nos faz felizes, ou simplesmente aceitarmos que cada um de nós tem aquilo que merece e que procura, não é?! Pensemos, então: "O que é que nos falta? Em que acreditamos? Quem somos? E assim dar um sentido a nossa vida. Acreditar que todos temos oportunidades de crescer se quisermos, e se quisermos mudar de vida."

Gostava de deixar uma mensagem que me diz muito:

SABER VIVER

No primeiro dia de aula nosso professor se apresentou aos alunos, e nos desafiou a que nos apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda.

 Eu fiquei em pé para olhar ao redor quando uma mão suave tocou meu ombro.

 Olhei para trás e vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada, sorrindo radiante para mim. 

Um sorriso lindo que iluminava todo o seu ser.

 Ela disse:

 - "Ei, moço, meu nome é Rosa. Eu tenho oitenta e sete anos de idade. Posso te dar um abraço?"

 Eu ri, e respondi entusiasticamente:

 - "É claro que pode!", e ela me deu um gigantesco apertão.

 Não resisti e perguntei-lhe:

 - "Por que você está na faculdade em tão tenra e inocente idade?", e ela respondeu brincalhona:

 - "Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me aposentar e viajar."

 - "Está brincando", eu disse.

 Eu estava curioso em saber o que a havia motivado a entrar neste desafio com a sua idade, e ela disse:

 - "Eu sempre sonhei em ter um estudo universitário, e agora estou tendo um!"

 Após a aula nós caminhamos para o prédio da união dos estudantes, e dividimos um milkshake de chocolate. Nos tornamos amigos instantaneamente.

 Todos os dias nos próximos três meses nós teríamos aula juntos e falaríamos sem parar. Eu ficava sempre extasiado ouvindo aquela "máquina do tempo" compartilhar sua experiência e sabedoria comigo.

 No decurso de um ano, Rose tornou-se um ícone no campus universitário, e fazia amigos facilmente, onde quer que fosse.

 Ela adorava vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros estudantes.
 Ela estava curtindo a vida!

 No fim do semestre nós convidamos Rose para falar no nosso banquete de futebol.

 Jamais esquecerei o que ela nos ensinou.

 Ela foi apresentada e se aproximou do pódium.

 Quando ela começou a ler a sua fala, já preparada, deixou cair três, das cinco folhas no chão. 

Frustrada e um pouco embaraçada, ela  pegou o microfone e disse simplesmente:

 - "Desculpem-me, eu estou tão nervosa! Eu não conseguirei colocar meus papéis em ordem de novo, então deixem-me apenas falar para vocês sobre aquilo que eu sei."

 Enquanto nós ríamos, ela limpou sua garganta e começou:

 - "Nós não paramos de jogar porque ficamos velhos; nós nos tornamos velhos porque paramos de jogar. Existem somente quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e conseguir o sucesso.

 Primeiro, você precisa rir e encontrar humor em cada dia.

 Segundo, você precisa ter um sonho. Quando você perde seus sonhos, você morre. Nós temos tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem desconfiam!

 Terceiro, há uma enorme diferença entre envelhecer e crescer. Se você tem dezenove anos de idade e ficar deitado na cama por um ano inteiro, sem fazer nada de produtivo, você ficará com vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e ficar na cama por um ano e não fizer coisa alguma, eu ficarei com oitenta e oito anos. Qualquer um, mais cedo ou mais tarde ficará mais velho.. Isso não exige talento nem habilidade, é uma conseqüência natural da vida. A idéia é crescer através das oportunidades.

 E por último, não tenha remorsos. Os velhos geralmente não se arrependem por aquilo que fizeram, mas sim por aquelas coisas que deixaram de fazer.. As únicas pessoas que tem medo da morte são aquelas que tem remorsos."

 Ela concluiu seu discurso cantando corajosamente "A Rosa".

 Ela desafiou a cada um de nós a estudar poesia e vivê-la em nossa vida diária. No fim do ano Rose terminou o último ano da faculdade que começara há tantos anos atrás.

 Uma semana depois da formatura, Rose morreu tranqüilamente em seu sono.

 Mais de dois mil alunos da faculdade foram ao seu funeral, em tributo à maravilhosa mulher que ensinou, através de seu exemplo, que nunca é tarde demais para ser tudo aquilo que você pode provavelmente ser, se realmente desejar.

 Quando você terminar de ler isto, envie esta palavra de conselho para seus amigos e familiares.

 Eles realmente apreciarão!

 Estas palavras têm sido divulgadas por amor, em memória de "Rose".

 Uma grande mulher. Na verdade um grande ser humano.

 LEMBRE-SE: ³ENVELHECER É INEVITÁVEL, MAS CRESCER É OPCIONAL!²

(Alcdl)
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Já li suas reflexões pelo menos umas 10 vezes e continuo pensando ..............

Eu acredito muito no dialogo (apesar de ser difícil muitas vezes em casa ).

Também acredito que quando sabemos POR QUE ESTAMOS AQUI  ENCARNADOS , DE ONDE VIEMOS ,E PARA ONDE VAMOS e que a nossa meta é a  perfeição relativa do espirito ,estamos em evolução ,já é meio caminho andado .

O auto conhecimento que Sócrates já citava e Kardec  também reafirmou ser necessário também ajuda muito ..

Quando disse em respeito aos que outros pensam é qu para mim é primordial para não haver desavenças na família ,o respeito de outras pessoas pensarem diferentes ,senão nos tornamos chatos ,autoritários  e donos da verdade ..

E quanto a ser espirita ajuda muito ,como passei por varias religiões até chegar ao espiritismo ,para mim a doutrina é muito lucida ,responde a muitos questionamentos ,há respostas para tudo (inclusive o porque dos irmãos  não se entenderem ) .Hoje na doutrina sinto que estou muito mais preparada para todos os obstaculos que aparecem ,tem como se contornar tudo ,com amor ,indulgencia ,misericordia ,com o perdão ,em fim com tudo que o nosso Mestre Jesus nos ensinou ,não é facil mas não é impossivel ..

Adorei a mensagem ,falou muito fundo para mim ,hoje tenho 44 anos e peço muito a Deus para eu ser uma idosa lucida , com gana de viver ,com alegria ,e ser util ao meu proximo . Escrevi demais desculpem , me empolguei ,não pensem que só escrevo demais ,também gosto de bater um papo pricipalmente quando o assunto é bom . Paz a todos ( Maria Luiza )

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Olá pessoal...muita alegria para todos...

Estive viajando esta semana e não pude participar da troca de experiências...mas talvez ainda haja tempo...

Cada vez que tenho acesso à esta mensagem do Evangelho, fico procurando associar Relacionamento Familiar com as Leis Morais.

Acredito que o "como agir" em qualquer circunstância é fortemente dependente da compreensão que já conseguimos ter das Leis Morais.

“...a Lei Natural é a Lei de Deus e a única verdadeira para a felicidade do homem. Ela lhe indica o que deve fazer e o que não deve fazer, e ele não é infeliz senão quando se afasta dela (LE – 614)...”
“...a lei natural compreende todas as circunstancias da vida e a máxima de amor ao próximo ensinada por Jesus não é dela senão uma parte(LE – 647)...“, mostrando claramente que o Evangelho está incluso nas Leis Morais.
“... essa divisão da Lei de Deus em dez partes pode abranger todas as circunstâncias da vida, o que é essencial (LE – 648)...”
“...o bem é tudo aquilo que está conforme a Lei de Deus, e o mal é tudo aquilo que dela se afasta (LE – 630)...”

Se os princípios da Doutrina permitem maior amplitude em nossa consciência espiritual, onde podemos entender as causas de todas as circunstâncias que nos cercam, dentro da Justiça e Misericórdia Divina, é através da compreensão e submissão às Leis Morais que podemos entender como agir, como conduzir-se em qualquer situação.

Sobressai que para tal, precisamos estudar e compreender as Leis Morais associando-as à tudo que nos cerca no dia a dia. É um aprendizado a ser conquistado. Se pudéssemos estudar tentando associar cada Lei Moral com o Relacionamento Familiar, teríamos muitas oportunidades de aprendizado e crescimento...e aí vamos aos poucos sentido o caráter consolador, mas libertador por excelência, da Doutrina... (talvez seja uma sugestão p/um estudo futuro...)

Quando pensamos que cada programa reencarnatório é elaborado visando o nosso progresso e felicidade futura, surge um grande estímulo para seguirmos adiante...tentando fazer o melhor que pudermos...e na família, bendita seja, temos oportunidades diárias...

(Mauricio  Medeiros)

conclusão

Somos Espíritos. Estamos em movimento constante: vivemos e convivemos com outros Espíritos, aos quais podemos estar unidos pela simpatia, pela antipatia, pelos reajustes, pelos resgates...

Nesse movimento incessante , a vida, na terra, se traduz por um estágio de aprendizado e trabalho; formando um ciclo evolutivo, ao qual chegamos através da reencarnação que  - além da aparência corporal, física, material - reveste-se do Espírito que está retornando às tarefas humanas para resgatar, reajustar, reconciliar, aprender, corrigir, crescer e aperfeiçoar.

Assim, chegamos com laços afetivos alguns já formados, outros em busca de reajustes, outros a serem formados.

Nesse aspecto teremos a família, que se apresentarão de duas formas:

    uma, verdadeira , durável, eterna, simpática, unidas, que se atraem e se buscam, que independem de se ter o mesmo sangue, o mesmo nome de família, uma semelhança corporal

    outra, revestida de tal fragilidade, que o tempo pode  fazer se extinguir numa mesma encarnação.

A primeira formada pelos laços espirituais, podem vir dentro de uma mesma consanguinidade ou não. A segunda, apenas formada pela própria expressão material.

Tanto uma quanto outra, no entanto, fazem parte da vida, do livro da vida; livro este que somos nós próprios quem escrevemos e ao mesmo tempo somos seus leitores de forma infinita e onde deveremos aprender e ensinar. Em cujas páginas deveremos aprender a grafar que entre o filho/pai/irmão de hoje pode estar o amigo/o desafeto de ontem e que , em uma existência futura, nova composição se fará pelo corpo material, mas que o laço espiritual permanecerá aquele que criamos hoje; uma vez que a vida não é apenas este curto espaço de tempo terreno que viemos.

A vida é contínua e repete-se incessantemente pela terra, em várias passagens, a fim de que possamos corrigir nossas deformações, corrigir nosso comportamento, refazer aquilo que destruimos, arrumar aquilo que bagunçamos.

Para isto não podemos simplesmente voltar ao passado e mudá-lo. Teremos que trabalhar com o futuro e para tanto temos, forçosamente, que trabalhar com o hoje e com o agora para nos reconstruir e reconstruir o universo em que vivemos.

E esta reconstrução do nosso universo inicia-se, necessariamente, com os laços afetivos que criamos , que se encontram ao nosso redor e que são os Espíritos que estão mais próximos a nós, aqueles com quem convivemos seja sob o mesmo nome, sob o mesmo sangue, sob a mesma semelhança corporal, sob o mesmo ambiente de trabalho, sob a vizinhança, etc..

E, para tanto necessário se faz o exercício prático e frequente  da compreensão, da tolerância, da indulgência, do respeito, da compaixão, do perdão, da solidariedade, da caridade, do amor; os quais são passos importantes para aprendermos e conseguirmos chegar ao entendimento e vivência do amar todos uns aos outros como irmãos que somos, irmãos estes em Deus e independentes do corpo material mas dependentes do laço espiritual.



Equipe Educar CVDEE




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