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sábado, 17 de dezembro de 2016

CONSOLADOR PROMETIDO

CONSOLADOR PROMETIDO

Consolar – do lat. Consolare – significa aliviar ou suavizar a aflição, o sofrimento, o padecimento; dar lenitivo a, mitigar, confortar.  Prometer – Do lat.  promittere,  “atirar longe”,  obrigar-se  verbalmente  ou por escrito a (fazer  ou  dar  alguma  coisa); comprometer-se a; pressagiar, anunciar, dar esperança.

“Se vós me amais, guardai meus mandamentos; e eu pedirei a meu Pai, e ele vos enviará um outro Consolador, a fim de que permaneça eternamente convosco: o Espírito de Verdade,  que  o  mundo  não  pode receber, porque não o vê e não  o  conhece.  Mas  quanto  a vós, vós o conhecereis, porque permanecerá  convosco  e  estará em vós. Mas o Consolador, que é o Santo Espírito, que  meu  Pai enviará em meu nome, vos ensinará  todas as coisas e vos  fará  relembrar de tudo aquilo que eu vos tenho dito”. (São João, cap.  XIV, vv. 15 a 17 e 26).
             
Jesus, personificador da segunda revelação divina, abriu  caminho  para o advento do Espiritismo. O início do cristianismo, ou seja,  a propagação dos ensinos de Cristo, foi caracterizado pelo  clima  de  opressão em que viviam os judeus. Todos estavam  esperando  o  Salvador.   Este  chega  numa  manjedoura  e  educa-se  junto à carpintaria. Jesus falava por parábolas, isto é, colocava um  véu  sobre  certos  aspectos da vida espiritual. Contudo,  prometeu  o  “Consolador”.

Espiritismo  vem,  no tempo marcado,  cumprir  a  promessa  do  Cristo: o Espírito de Verdade preside a sua instituição, chama os  homens  à observância da lei e ensina todas as coisas em  fazendo  compreender  o que foi dito por Cristo através das  parábolas.  O  Espiritismo vem abrir os nossos olhos e ouvidos, porque fala  sem  figuras e sem alegorias; ele ergue o véu deixado propositadamente  sobre  certos  mistérios.  Vem,  por  fim,  trazer  uma   suprema  consolação aos que sofrem, dando uma causa justa e um fim útil  a  todas as dores.

O Consolador  veio para consolar. Nesse  sentido,  os  espíritas  devem preparar-se para serem os fiéis intérpretes dos Benfeitores  Espirituais.  Renunciar  ao  ponto de vista  pessoal  e  eliminar  preconceitos auxiliam sobremaneira. Ainda: o espírita deve  estar  sempre  estudando  o  conteúdo doutrinário, a fim  de  que  possa  penetrar  nos meandros da alma alheia e fornecer-lhe  o  alimento  espiritual de que necessita.

Sejamos  o sal da terra. Que a nossa palavra possa sempre ser  um  refrigério para as almas que nos procuram.



SÉRGIO BIAGI GREGÓRIO