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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

*NATAL*

*NATAL*

Será que foi em 25 de dezembro que Jesus nasceu?

Hoje se sabe seguramente que não. Essa data foi escolhida pelos Homens, incorporando antigas tradições pagãs, e a transformaram num marco para as Religiões Cristãs, em referência, em símbolo.

Pobre em evolução espiritual, a Humanidade terrestre ainda precisa de símbolos, de referências, de marcos, de modo a melhorar seu aprendizado e suas reflexões. Nesse contexto, é preciso lembrar que cerca de dois terços da população terrestre é não-cristã, e também tem seus símbolos, suas datas, suas referências, similares às cristãs.

Mas Deus é único, independente da denominação que os povos e religiões lhe deem. Na sua infinita bondade e sabedoria, enviou muitos mensageiros a muitos povos, que trouxeram e viveram as suas Leis, estabelecendo o ensino moral e ético da Lei Maior. Desse ensino, os Homens criaram as diversas Religiões.

Jesus é o Grande Mensageiro para uma parte da Humanidade, concentrando-se seus seguidores, em especial, no Ocidente. E nessas regiões, comemora-se o nascimento do Mestre, convencionado em 25 de dezembro, o Natal.

O Natal, dentro dessa análise, é um Símbolo.

O Símbolo é importante pelo conhecimento (e revelação) que contenha. Deve servir para que, através dele, reflitamos e aprofundemos conhecimentos, para que nos recordemos de ensinos.

Nesse aspecto, na época do Natal, esse símbolo faz com que muitas pessoas se recordem do ensino do Cristo, e isso é muito positivo. Propicia um clima favorável à fraternidade e ao amor.

Infelizmente, para outros, o Natal é visto apenas como oportunidade comercial ou material, uma época de negócios, de satisfação de suas necessidades pessoais.

O Natal não objetiva comemorar um aniversário, mas sim uma vida. Não deve lembrar uma data, mas sim um conjunto de normas vivenciais. Não destina a lembrar de um fato, mas sim de um modo de vida, de uma filosofia, de uma ideologia. Simboliza renascimento por nos propor uma forma diferente de ser e de agir, mais apropriada ao trânsito correto na Lei Divina ou Natural; para tal propõe que deixemos renascer em nós o potencial divino, ascendendo-o ao controle de nossas ações.

Sem dúvida, essa época é oportuna e deve ser enfatizada, mas enfocando-se o sentido do renascimento para uma vida harmonicamente ligada a Lei Divina. Temos que aproveitar essa oportunidade para refletirmos sobre o que o Mestre Jesus veio aqui fazer e o que nos trouxe, o verdadeiro significado do seu Ensino.

Se entendermos isso, teremos condição de utilizar melhor o Símbolo do Natal, recordando-nos dele não apenas em 25 de dezembro, mas em todos os dias de nossa vida. E recordando-nos do símbolo, deixarmos renascer em nós o Potencial Divino, pela aplicação diária do Ensino de Jesus. Assim, Natal será efetivamente renascimento. Será decisão, será libertação, será opção pela vida, pela emergência do novo ser, mais evoluído, mais espiritualizado

Comemoremos. Não a data, mas sim o renascimento. Por isso o Mestre Jesus veio. Vivamos o Natal, em todos os dias de nossa vida


*Carlos Augusto Parchen*
Curitiba, Paraná
Centro Espírita Luz Eterna - CELE



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