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sábado, 17 de dezembro de 2016

ADORAÇÃO E ESPIRITISMO

ADORAÇÃO E ESPIRITISMO


A palavra adorar - do lat. Adorare  tem vários significados, entre os quais, idolatria, culto a uma divindade, reverência e veneração. Dependendo do sistema religioso no qual estivermos inseridos, optamos por um tipo de vivência religiosa, em que expressamos as nossas atitudes de dependência e submissão ao Ser Supremo, de forma racional ou dogmática.

A tradição histórica mostra que a veneração de um Ser Supremo existe desde a antigüidade. Há registros de que o homem de Neanderthal, há 150.000 anos, enterrava os mortos junto com objetos de uso diário, evidenciando a crença numa vida futura. Em cada etapa do processo histórico, fomos idolatrando a divindade de acordo com o horizonte alcançado nesses estados de compreensão.

O totemismo é considerado a mais primitiva das religiões. É a religião em que o homem se subordina a determinada espécie de seres sagrados ou, por vezes, de coisas sagradas, chamadas totens. O totem pode ser uma pedra, uma árvore, ou um animal, desde que o grupo o considere sagrado. Existem os cultos, os ritos e, também, a idéia de “tabu”, ou seja, de proibição. Exemplo: é proibido falar durante as cerimonias religiosas; é proibido comer a carne do animal totêmico.

Estamos no século XX. Como devemos adorar o Criador na atualidade? Através de forma exterior com cultos, ritos e sacrifícios? Comunitariamente em templos e igrejas? Individualmente? Notamos, que apesar de todo o avanço da tecnologia e o desenvolvimento da ciência, não conseguimos desvencilhar-nos das atitudes totêmicas. E são muitas as coisas que fazemos dentro desse contexto. As torcidas de futebol têm, por exemplo, emblemas de um animal,  portanto, totêmicas.

Como Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, enfrenta a adoração? Primeiramente nos diz que é uma lei natural, pois este sentimento é inato no indivíduo, provado historicamente. Esclarece-nos que, embora respeitando todas as formas exteriores, a verdadeira adoração é a que provém do coração. Mostra que esse tipo de veneração, ainda difícil para muita gente, deve ser exercitado em cada um de nós, para que possamos atingir um estádio de evolução, em que conseguiremos colocar em prática a frase: “Amar a Deus em espírito e verdade”.

Fonte de Consulta
CHALLAYE, F. As Grandes Religiões. São Paulo, IBRASA, 1981.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. São Paulo, FEESP, 1972.




ARTIGO DE SÉRGIO BIAGI GREGÓRIO