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domingo, 18 de dezembro de 2016


DEIXAR VIR A MIM AS CRIANCINHAS


Criança – do lat. Creantis – significa ser humano de pouca idade, menino ou menina; párvulo; pessoa ingênua, infantil. Reino – Do lat. regnu, significa monarquia governada por um rei; conjunto de seres  ou  de coisas que tem caracteres  semelhantes  ou  comuns. Reino de Deus –  Governo pela  observância  das  leis  divinas gravadas em nossa consciência.

"Apresentaram-lhe,  então,  criancinhas,  a fim  de  que  ele  as tocasse;  e  como seus discípulos afastassem com  palavras  rudes aqueles  que as apresentavam, Jesus vendo isso zangou-se  e  lhes disse: "Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais; porque o  reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham.  Eu  vos digo,  em  verdade, todo aquele que não receber o reino  de  Deus como  uma  criança, nele não entrará". E as  tendo  abraçado,  as abençoou, impondo-lhes as mãos". (Marcos, cap. X, vv. 13 a 16).

O  Espírito é sempre Espírito. Ele passa pela fase infantil,  mas continua  sendo Espírito, ou seja: traz dentro de si as  boas  ou más qualidades de outras vidas. A infância é um tempo de  repouso para  o  Espírito.  Não podendo manifestar  as  suas  tendências, principalmente as más, em virtude da debilidade do corpo  físico, este  período torna-o acessível aos conselhos daqueles que  devem fazê-lo  progredir. É então que se pode reformar o seu caráter  e reprimir as suas más tendências.

O  reino  de Deus é para aqueles que se assemelham  às  crianças. Jesus  não disse que o reino dos céus é para as crianças,  porque sabia  que  o Espírito que nela habita não é  um  Espírito  puro, porém,  um ser que, momentaneamente, não pode manifestar as  suas tendências.  Além disso, há, também, o esquecimento  do  passado, que ajuda o Espírito a expressar-se espontaneamente. Geralmente a criança age sem malícia e sem segundas intenções.

A criança é um símbolo de pureza de coração. Significa dizer  que a  entrada  no reino de Deus é decorrente da  simplicidade  e  da humildade do Espírito. Nesse sentido, os estados de fraqueza,  as ações  ingênuas  e  as  atitudes  de  obediência  auxiliar-nos-ão eficazmente  na percepção das leis naturais. O reino de Deus  não vem com aparências externas, ele é fruto de um árduo trabalho  de reformulação interior.  

Aprendamos  com a criança. A sua espontaneidade ensina-nos que  a humildade,  a  simplicidade e a pureza de coração  são  sumamente indispensáveis à nossa evolução espiritual.



SÉRGIO BIAGI GREGÓRIO