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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

DEUS E MAMON

Evangelho Redivivo

DEUS E MAMON


Deus – do lat. Deus, pelo gr. Theos – é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Mamon - do lat. tardio mammona ou  mammonas - significa dinheiro, riqueza, propriedades.  Deriva de Mamon, Deus das riquezas da mitologia Síria e fenícia.

            São Lucas, no cap. XVI, v. 13 do seu Evangelho, narra a  passagem em  que  Jesus condena a riqueza nos seguintes  termos:  "Ninguém pode  servir a dois senhores; porque, ou odiará a um e  amará  ao outro,  ou  se afeiçoará a um e desprezará o  outro.  Não  podeis servir,  ao  mesmo  tempo, a Deus e a Mamon".  Como há inúmeros textos evangélicos condenando a riqueza, tem-se a  impressão  de que o Cristianismo subestima a dimensão econômica do homem.

A Bíblia do Velho Testamento, por exemplo, faz uma apologia positiva da riqueza, dizendo que ela é aspiração humana e bênção divina. Já a Bíblia do Novo Testamento, principalmente com Jesus, abomina-a. Para compreendermos a mudança no eixo com  relação  à riqueza,  convém raciocinarmos em termos dos elementos  culturais da época de Jesus. No começo da era cristã, os romanos detinham o poder e abusavam de suas posses materiais. É nesse sentido que Jesus condena a riqueza, ou seja, sua má utilização, não  a  sua posse.

O homem tem anseio natural à aquisição de bens materiais.  Deles provém a sua subsistência vital.  Como é vital, acaba enfatizando-a, em detrimento dos bens espirituais.  Observe os esforços infrutíferos do marxismo com relação ao fim da desigualdade dos bens possuídos e do direito de propriedade privada. A distribuição justa da riqueza é muito mais uma questão de reformulação interior do que de proibições estatais.

Allan  Kardec, no cap. XVI de O Evangelho Segundo o Espiritismo, traça-nos um roteiro seguro quanto ao uso da riqueza. Diz-nos que a riqueza é uma prova mais difícil do que a pobreza. Orienta-nos para aplicá-la na caridade, não a que estiola o necessitado,  mas a  que  o  ergue até o Pai Celestial.  Enfim,  mostra-nos  que  a verdadeira  propriedade é a soma dos conhecimentos  e  qualidades morais armazenada em cada um de nós.

Optemos por servir a Deus. Somente assim ficaremos livres do jugo do Mamon, ou seja, da obsessão pela riqueza material.



SÉRGIO BIAGI GREGÓRIO



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