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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Pensar o Espiritismo - Codificação - A IMPORTÂNCIA DOS LIVROS DA CODIFICAÇÃO

Pensar o Espiritismo



Codificação

*A IMPORTÂNCIA DOS LIVROS DA CODIFICAÇÃO*


A Doutrina dos Espíritos foi codificada por Allan Kardec, pseudônimo de Hipollyte Léon Denizard Rivail, a partir de 18 de abril de 1857, quando do lançamento de O Livro dos Espíritos. Os seus princípios fundamentais estão expostos nos livros básicos. Para apreendê-la, devemos nos debruçar sobre esses livros.

Os livros da codificação ou o Pentateuco Espírita são: O Livro dos Espíritos (1857), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865), A Gênese (1868). Além desses livros, denominados de obras básicas, há também os que compõem as obras complementares, mediúnicas e não-mediúnicas.  José Herculano Pires, Deolindo Amorim, Camille Flammarion e Léon Denis são alguns dos autores não-mediúnicos; Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e outros são classificados como autores de livros mediúnicos. 

Tomando consciência da existência dos livros da codificação, pergunta-se: por qual deles começar? Resposta: O Livro dos Espíritos. Qual a razão? É que O Livro dos Espíritos contém, na sua generalidade, o resumo da Doutrina dos Espíritos. Nele encontraremos perguntas e respostas a respeito da origem do Universo, de Deus, dos Espíritos etc. Há também comentários e explicações sobre os problemas fundamentais de nossa existência: de onde viemos? Para aonde vamos? O que estamos fazendo aqui? O que podemos esperar depois da morte?

Há, para se começar por este livro – O Livro dos Espíritos –, uma razão mais técnica, ou seja, a de que todo o aprendizado deve ser iniciado pela sua generalidade. Ao estudá-lo, entramos em contato com os problemas mais gerais do Espiritismo. É a aplicação prática da regra da leitura de um livro qualquer: primeiro o folheamos por inteiro, analisando o seu conteúdo; depois, vamos nos aprofundando nos tópicos ou capítulos que aguçaram o nosso interesse ou a nossa necessidade.

Debruçarmo-nos sobre as obras básicas da Doutrina Espírita têm as suas recompensas. Em 1.º lugar, aproveitamos o tempo, que poderia estar sendo desperdiçado em outras leituras superficiais. Em 2.º lugar, evitamos o erro da absolutização do relativo, que é tomar a parte pelo todo. Em 3.º lugar, temos a melhor das recompensas, que é a compreensão da dor e do sofrimento. O espírita sincero acaba passando por um paradoxo: muitas vezes está com mil problemas e parece que não tem nenhum.

A Doutrina Espírita existe e está nos livros. Podemos ouvir palestras e comentários dos diversos divulgadores espíritas. Contudo, o Espiritismo só será aprendido eficazmente se cada um de nós se predispor a estar constantemente estudando as obras da codificação.



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