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sábado, 17 de dezembro de 2016

CORAGEM DA FÉ

CORAGEM DA FÉ


“Todo aquele que me confessar e me reconhecer diante dos homens, eu o reconhecerei e confessarei também, eu mesmo, diante do meu Pai que está nos céus; e todo aquele que me renegar diante dos homens, eu o renegarei também, eu mesmo, diante do meu Pai que está nos céus”. (Mateus, 10, 32 e 33)

Uma vez consolidada a fé nos dizeres do Evangelho, o discípulo sincero deve atender ao chamamento do seu coração, seguir as determinações da sua consciência e enfrentar as adversidades da vida. Há oportunidade que surge apenas uma vez; saibamos aproveitá-la, refulgindo a nossa luz diante dos homens. A luz, invariavelmente, sofre o assédio das sombras. Não temamos, pois nenhuma idéia nova foi até agora implantada sem lutas, sem esforço. Observe a vida dos grandes homens. Quantos deles não morreram em fogueiras?

Recuar, justamente no momento em que formos chamados a exemplificar o Mestre Jesus, é uma covardia sem tamanho. Para tanto, busquemos forças no âmago de nosso ser. Caso nos sintamos fracos para tal empreendimento, peçamos o auxílio dos benfeitores espirituais. Eles estão sempre prontos a nos ajudar. Lembremo-nos de que “aqueles que tiverem medo de ser confessar discípulos da verdade não são dignos de serem admitidos no reino da verdade”. Assim, convém anular a nossa personalidade, o nosso ego, a fim de que o “eu divino”, o “eu cósmico” sobressaia e interpenetre tudo o que for de nosso usufruto.

A coragem da fé implica em carregar a cruz, nem mais leve e nem mais pesada. Carregar a cruz é sofrer os reveses de uma sorte adversa. Assim, quando estivermos sendo massacrados pelos nossos adversários, quando falarem mal do nosso nome, quando nos ofenderem, regozijemo-nos, pois, o mal que nos fizerem reverterá em nosso benefício. Esta foi a tônica das ações dos discípulos ao longo do tempo. Por que hoje seria diferente? Convém, para o nosso próprio bem, aceitarmo-nos tais quais somos, atendendo de bom grado as imposições do mestre a nosso respeito.

Enfrentemos corajosamente as tribulações que nossa fé acarretar. Nada de pusilanimidade no momento em que Jesus estiver nos chamando para a salvação; a admissão no reino da verdade exige a perda da própria vida. Nesse mister, coloquemos tudo nas mãos de Deus, renunciando aos nossos gostos, à nossa comodidade e à nossa preguiça. Calemos as discórdias, soframos as incompreensões e esperemos onde todos desesperam. Suportar a nossa sina é vencê-la. 

Por maiores as dificuldades que a vida se nos impõe, prossigamos no firme propósito de levar aos semelhantes uma parcela do muito que estamos recebendo da Bondade Divina. 





SÉRGIO BIAGI GREGÓRIO