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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

DESIGUALDADE DAS RIQUEZAS

DESIGUALDADE DAS RIQUEZAS


Riqueza – de "rico", que vem da raiz gótica "riks", poderoso.  O termo refere-se a uma afluência de bens que permite a  satisfação não  só  das necessidades básicas, mas também das  exigências  do conforto  e  do luxo. Pode-se falar em riqueza  pessoal,  riqueza
nacional e riqueza mundial.

            Por que há ricos e pobres? É uma questão em que os pensadores  da humanidade ainda não chegaram a um consenso. Aventam-se uma série de  hipóteses,  como  a posição geográfica de  alguns  países,  a existência de recursos naturais próprios, o grau cultural de seus habitantes  etc. Mas por que nos países ricos há  uma  quantidade considerável de pobres? A riqueza por eles produzida não  poderia ser  melhor  distribuída?  Onde buscar a  explicação  para  esses fatos?

Allan  Kardec, no cap. XVI de O Evangelho Segundo o  Espiritismo, oferece-nos  alguns  subsídios para a  compreensão  do  problema. Reencarnação,  livre-arbítrio  e justiça divina  são  os  tópicos fundamentais   a  serem considerados.  Através  da  reencarnação, entendemos   que  o  Espírito,  sendo  imortal,   necessita   das experiências  da  riqueza  e  da  pobreza  para  a  sua  evolução espiritual;  pelo uso do livre-arbítrio é responsável pelos  seus atos; pela determinação do Direito Divino, sofre  as  conseqüências de suas escolhas. Nesse sentido, a pobreza pode ser, também,  uma expiação com relação ao uso indevido da riqueza, numa  encarnação passada.

Como  dissemos, o Espírito necessita das provas da riqueza  e  da pobreza.  A  riqueza  serve para o exercício  da  caridade  e  da abnegação;  a pobreza, para o da paciência e  resignação.  Dentro desse enfoque, cada Espírito vai trabalhar a seu turno, segundo o gênero de provas que tenha escolhido. Nenhum trabalho ficará  por fazer e todos nós auxiliar-nos-emos mutuamente.

Cada Espírito, fazendo o que lhe compete, encontrará a felicidade dentro dos limites de sua escolha. O bem-estar, sendo relativo, poderá ser patrimônio de toda a humanidade.  Isso porque uns contentam-se em dormir ao relento, enquanto outros precisam de um palacete.  Importa, muito mais, respeitarmos o livre-arbítrio de nosso próximo do que construirmos teorias sem bases espiritualmente sólidas.

Produzamos o máximo possível dentro de nossas limitações.  Não queiramos invejar o rico nem desdenhar o pobre.  Peçamos, sim, luzes ao Alto para compreendermos as leis naturais espalhadas pelo Cosmo.



SÉRGIO BIAGI GREGÓRIO



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