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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

*NATAL NOSSO DE TODOS OS DIAS*

*NATAL NOSSO DE TODOS OS DIAS*


Wellington Balbo

“O mais encantador poeta
que já transitou pelo
mundo presenteava
o ser humano com
o que há de mais
libertador: o convite
ao uso do raciocínio.
Jesus foi, portanto, o
perfeito Papai Noel.”

Era um homem enigmático, ninguém sabia seu nome, onde morava, de onde vinha. No entanto, todos sabiam o que fazia: com alegria passeava por orfanatos semanalmente, fazendo a festa da criançada. Não trazia consigo presentes, balas ou doces. Não se portava como Papai Noel, mas como carinhoso e simpático amigo. Em sua cesta de presentes muitos livros; livros de contos, histórias, poesias, crônicas...

Colocava os pequeninos em seu colo e lia-os, eles adoravam. Eram momentos mágicos onde ele e crianças adentravam no país da imaginação através do universo das letras, do conhecimento, e, sobretudo do afeto. Uma troca empolgante, benéfica a todos. Naquelas horas somente alegrias, pensamentos que navegavam conduzidos pelas aventuras da leitura. Por isso todos o conheciam como o “Papai Noel nosso de todos os dias”, porquanto não aparecia somente no Natal, mas todas as semanas, trazendo conhecimento e alegria aos pequeninos corações infantis.

Anos depois descobri que aquele notável homem se chamava Júlio. Exímio contador de histórias, apaixonado pela leitura, Júlio costumava dizer que seu objetivo de vida era distribuir afeto e conhecimento às crianças. E para isso usava uma técnica psicológica admirável: colocava-as em seu colo e lia as histórias, mostrando que a leitura e o conhecimento andam juntos com o afeto e o calor humano.

Ao ler com uma criança em seu colo, Júlio fazia a conexão perfeita do universo das letras com o afeto ao ser humano, certamente os pequeninos que conviviam com o “Papai Noel nosso de todos os dias”, cresceram associando leitura e carinho, conhecimento e amor.

A época natalina nos leva a algumas reflexões: presentes caros, jogos, vídeo games e computadores são dados aos filhos. Muitos pais chegam a se endividar para oferecer as suas crianças o tão sonhado presente. Nada contra vídeo game, jogos, computadores, mas tudo a favor também de presentear as crianças com livros e carinho. Aliás, quando foi, caro leitor, a última vez que você deu ao seu filho ou à alguma criança um livro? Quando foi a última vez que você colocou seu filho ou alguma criança no colo e lhe contou uma história recheada de conhecimentos?

Em sua passagem pela Terra, assim agia Jesus: contava histórias com sublimes lições morais. Convidava o ser humano a pensar com sua carinhosa e eloqüente palavra. O mais encantador poeta que já transitou pelo mundo presenteava o ser humano com o que há de mais libertador: o convite ao uso do raciocínio. Jesus foi, portanto, o perfeito Papai Noel. O Papai Noel que atravessou os milênios com suas inesquecíveis narrativas porque combinava conhecimento e afeto em suas lições. Trazia um presente duradouro, intenso, eterno: o convite à reflexão sobre a vida e o amor à criatura humana. Que neste Natal pensemos a respeito do papel que desempenhamos como pais, educadores, amigos...

Que façamos de todos os dias um verdadeiro Natal, revivendo em nossos corações o ideal de Jesus, espalhando instrução, cultura e amor a todas as crianças que passarem pelo nosso caminho, tornando-nos assim como Júlio, contadores de histórias que convidam a pensar, ao mesmo tempo em que distribuem afeto, porque estes presentes são inquebrantáveis, e deixarão marcas profundas nas crianças que serão os futuros senhores do amanhã. Com certeza essa uma das formas de fazermos o “Natal nosso de todos os dias”.


Departamento de Doutrina