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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Atire a primeira pedra

ATIRE A PRIMEIRA PEDRA

 
Quem se julgar isento do pecado, atire a primeira pedra, palavras de Jesus aos acusadores da mulher adúltera que lhe foi levada para julgamento.

Como sabem, era costume da época apedrejarem, em praça pública, a mulher adúltera. Seus acusadores desejavam a aprovação de Jesus para a sua atitude, mas ao ouvirem as palavras do Mestre, sabendo que Ele lia em seus corações, reconhecendo que eram portadores de muitos pecados, foram se afastando, um a um, ficando a mulher e Jesus. Perguntou-lhe Jesus:  Que é dos teus perseguidores?   Eles se foram, Senhor, respondeu-lhe a mulher.   Se ninguém te condenou, eu também não te condeno. Vai e não tornes a pecar.

Nenhum exemplo mais belo, mais nobre do que a atitude de Jesus, reconhecendo que todos nós somos falíveis, temos pontos vulneráveis e trazemos conosco resquícios de deformações morais que são corrigidos à medida que a vida vai nos aperfeiçoando, fazendo-nos conhecer o que somos e como somos e agimos, ainda que isso nos custe sofrimento, pois cada um colhe o que semeia. À medida que a criatura vai se libertando lentamente, pelas oportunidades que as reencarnações a todos oferece, por misericórdia de Deus, vai também conquistando novos rumos e desenvolvendo sua consciência moral.

Ninguém tem capacidade de julgar e muito menos de condenar ninguém. As leis da Terra punem os culpados por crimes previstos por essas leis, falíveis como o são seus representantes.

Injustiças são cometidas em nome dessas leis, mas, quantas vezes aquele que é condenado por um crime que não cometeu está cumprindo a pena de outras vidas, nas quais fugiu ao compromisso da lei, deixando um inocente pagar por seus delitos.

A Lei de Deus penetra mais fundo. Vai ao recôndito de nossa alma e analisa nossos sentimentos, e sabe que, se aparentemente somos pessoas dignas de respeito e até de admiração, escondemos, às vezes, de nós mesmos, sentimentos impuros, e nossas atitudes são mescladas de interesse, de vaidade e até de certa malícia.

Esses crimes e fraquezas ninguém vê, as leis da Terra não os punem, mas para Deus são importantes e figuram no registro do Livro da Vida.

Quantas vidas destroçadas e lares desfeitos, quantos são levados a cometer atos indignos, pela palavra leviana e hipócrita daqueles que fazem parte de uma elite de criaturas aparentemente merecedoras de respeito?

Assim, as criaturas que ainda perambulam no lodo dos vícios, que escandalizam essa sociedade, às vezes tão vazia, merecem e precisam de preces, não de condenação.

       Não atire a primeira pedra, irmão. Ela poderá voltar sobre você mesmo.

(De ... A verdade e a Vida, de Cenyra Pinto)