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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

*Evangelho Redivivo* NADA SEM DEUS

*Evangelho Redivivo*




NADA SEM DEUS


Tentando agradar aos outros, distanciamo-nos, muitas vezes, da nossa própria missão. Por que escrever dezenas de livros, se essa não é a nossa tarefa? Será que, quando dizemos que escrevemos isso, fizemos aquilo, tencionamos fazer aquilo outro, não estamos muito mais atendendo ao nosso orgulho e vaidade do que à vontade de Deus? Por isso, antes de empreendermos qualquer trabalho, peçamos humildemente o beneplácito do Criador. Observe a vida de Jesus e de Sócrates: eles não nos deixaram nada escrito, mas seus pensamentos atravessaram os séculos.

Reflitamos sobre o objetivo de nossa encarnação. Por que entramos pela porta larga dos prazeres fáceis, se assumimos, no mundo espiritual, um compromisso voltado aos deveres da porta estreita? Para tal mister, façamos sempre os exercícios de autoconhecimento, no sentido de captar os anseios do nosso eu imortal. Tornando isto uma constante, a necessidade de nos compararmos com o próximo é reduzida a zero. Não havendo comparação, podemos alçar o voo de nossa própria libertação, através das tarefas que nos foram designadas.

Como saber se estamos realmente seguindo a vontade de Deus? A vontade de Deus é uma espécie de voz interior que fala ao nosso ouvido. Muitas vezes não queremos ouvi-la, porque ela nos convida a fazer algo que não gostaríamos de fazer. Mas ela lá está indicando-nos o caminho. O medo e a falta de fé impedem-nos de mudar o rumo, pois gostamos da comodidade, da preguiça e do deleite. Acontece que não adianta fugir, porque segundo o anexim, “sempre somos levados para os caminhos que devemos percorrer”. E quanto mais fugimos, mais nos direcionamos para o nosso caminho.

Observe a vida dos grandes mártires da humanidade. O que levou um Francisco de Assis a tomar o manto da pobreza, um Nobel a distribuir toda a sua fortuna para o avanço da ciência, um Chico Xavier a psicografar mais de 400 obras? O que leva uma pessoa a tomar conta de uma Casa Assistencial e auxiliar aqueles que não têm nem o que comer? Pelo exposto, essas pessoas não são movidas pelo dinheiro, pelo econômico. Se não o são, haverá um outro estímulo, muito mais precioso, que está além dos sentidos físicos, figurando, quem sabe, no anelo com a vontade de Deus.

Uma vez entrado por um caminho, prosseguir, a não ser que estejamos em erro. Mas se isso não for o caso, já não dá mais para voltar. O dardo está lançado. Basta apenas acionarmos a fé que enfrenta a oposição dos homens e que não tenha medo de passar pelo ridículo. A coragem da fé não se mostra só nos grandes eventos, mas nas ações apagadas e humildes em que devemos testemunhar os ensinamentos do nosso mestre Jesus. Nada deve nos intimidar, pois se Deus está conosco, que será contra nós? Observe o exemplo de Paulo, depois da queda no caminho de Damasco.

Não importa que os outros não nos entendam. Cada vaso com sua utilidade. O importante é sempre perguntar: a minha consciência está pura? Se nada nos apontar, prossigamos, apesar das asperezas do caminho.


*SÉRGIO BIAGI GREGÓRIO*