Pesquisar este blog

Páginas

sexta-feira, 7 de abril de 2017

CURSO INTERNET

*2ª PARTE*

*CURSO PARA PRINCIPIANTES NA DOUTRINA ESPÍRITA*

Maria Cotroni Valenti



*2ª Parte*

*27ª Aula*

*Parte A*

*RECONCILIAR-SE COM OS ADVERSÁRIOS*

Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais a caminho, afim de não serdes entregues à justiça e que não sejais aprisionados. Eu vos digo que não sairás de lá enquanto não houverdes pago até o último ceitíl. (Mateus Cap. V vers. 25 e 26)

A prática do perdão envolve uma situação bem complicada, tanto para o ofensor, quanto para o ofendido. A morte não nos livra dos inimigos.

Por isso é falso o provérbio que diz “morto o animal, morto o veneno”. Para o ser humano isto não é real. Porque o animal ainda não tem consciência. Enquanto que o ser humano é um Espírito consciente, independente e, quando rancoroso, frequentemente persegue para além da morte aquele que considera seu inimigo para se vingar.

A falta de perdão está presente em quase todos os casos de obsessões carmáticas, que são as mais difíceis de serem curadas.

A questão de perdoar, ou pedir perdão precisa ser muito bem trabalhado em nosso íntimo.

Quando Jesus recomenda reconciliar não é pela simples desavença, mas principalmente pelo fato de não levarmos para outras existências comprometimentos de reajustes e resgates.

A rivalidade é tão grave, que o Evangelho recomenda que: “Antes de nos dirigirmos a Deus para pedir ou louvar, temos que primeiro nos reconciliar com nossos irmãos”.

O obsessor quase sempre está se vingando da suposta vítima.

Por que suposta? – Porque nem um nem outro perdoou, não se propuseram a reconciliar-se.

Se um deles tivesse compreendido e iluminado o sentimento negativo, mesmo que o outro tentasse, não poderia atingi-lo, porque a faixa vibratória seria diferente, seria outra.

- Ele está contra mim, mas eu compreendi e deixei pra lá! Então ele não consegue me atingir.

Esse ressentimento tem de ser real e sincero, não é só “de boca para fora”. O perdão é sempre revertido a nós mesmos, porque esquecemos e não sofremos por estarmos sempre lembrando.

Assim, caminhamos mais livres para a evolução.

Jesus diz para orarmos por aqueles que nos perseguem – eles são as bênçãos que recebemos durante a caminhada.

Por que será? Porque eles nos dão a mão para subirmos. Na convivência com os adversários exercitamos a paciência. Temos a oportunidade de desenvolver a compreensão e o perdão.

Também aprendemos a agir com mais cuidado.

Quando estamos perto ou fazendo algo a um amigo bonzinho, não temos preocupação. Ah! Fulano é meu amigo, não vai se importar com isso, não vai colocar obstáculo, e com isso não nos esforçamos para fazer o melhor. Avançamos pela porta larga – é mais fácil. Mas Jesus disse:” Passai pela porta estreita porque larga é a porta da perdição”.

Na realidade o que precisamos é crescer. O Espírito evoluído não passa por tantas dificuldades porque ele não precisa perdoar. Ele não se sente atingido porque está acima de qualquer ataque. Ele já aprendeu que Deus está acima de tudo e compreende que o perdão está acima de nós e quem têm de perdoar é Deus.

Quando Jesus estava sendo crucificado e humilhado, judiado por aquelas pessoas de baixo nível Espiritual, o que falou? “Pai perdoa, eles não sabem o que fazem”. Ele não disse: “eu perdoo.” Porque compreendia que o perdão cabe exclusivamente a Deus.

Ora, se nem Jesus o governador do Planeta agiu assim, porque nós que somos tão atrasados vamos dizer “eu não perdoo?

O adversário nos obriga a passar pela porta estreita. Porque ele critica, cobra e acusa. O adversário exige que cuidemos de sermos mais perfeitos. Então os adversários estão na verdade, nos ajudando.

Se ficarmos 24 horas por dia perto deles, a gente diria que seria horrível. Mas num instantinho estaríamos perfeitos. Eles são os nossos verdadeiros amigos. Eles são necessários e importantes.

Com eles nossa caminhada se torna mais difícil, mas o caminho fica mais curto.

*Parte B*

*AGIR CONFIANTES*

Quanto mais perto da perfeição, que é a nossa meta, mais felizes seremos.

Vamos caminhar abençoando as dificuldades e esforçando-nos para vencê-las. Colocando os defeitos debaixo de nossos pés e conquistando a felicidade plena.

Quando Jesus disse “Colocai os inimigos debaixo dos pés”, não era para desvalorizarmos as pessoas que não gostamos. Ele disse para subirmos os degraus da evolução, colocando os defeitos (orgulho, egoísmo, comodismo e vários outros defeitos) os quais são nossos verdadeiros inimigos, porque bloqueiam nossa evolução.

Caminhemos firmes, com garra para abraçarmos a felicidade plena.

Aceitemos a determinação do Plano Maior: - Aquilo que não conseguirmos resolver vamos colocar nas mãos de Deus. Sabemos que podemos confiar. Deus não faz nada de inútil – tudo tem sua razão de ser e de existir. Por isso, aquilo que não vemos ou não entendemos, vamos entender que se está acontecendo é para nosso próprio bem.

*DIREITOS DO HOMEM E DA MULHER*

Deus deu ao homem e à mulher a inteligência do bem e do mal. Deu-nos a faculdade de progredir com igualdade de condições. Portanto, perante Deus temos os mesmos direitos.

Acontece que cada um tem uma função diferente, por isso a diferença física. O homem tem o físico mais bruto e maior força física, porque sua função é de ataque, de defesa. Cabe ao homem defender sua família, lutar pela aquisição dos proventos. Por isso sua composição física é mais forte.

À mulher cabe os cuidados amorosos, a dedicação aos filhos e à casa, por isso o físico é mais delicado.

A rivalidade e o abuso entre ambos criaram muita confusão. Primeiramente o homem se valeu da força bruta para escravizar a mulher. Hoje os movimentos femininos confundiram defesa com imposição. Em vez de a mulher trazer o homem para o equilíbrio, o controle e a compreensão, partiu para os desregramentos como defesa de seus direitos.

Conclusão: A mulher deveria pensar: se eu não tenho esse direito o homem também não tem. Mas ela pensa: Se ele tem esse direito eu também tenho. Isso acarreta o desequilíbrio e as desavenças.

Pergunta 822 A LE: “De acordo com o princípio de justiça, para uma legislação ser perfeitamente justa deve consagrar a igualdade de direitos entre o homem e a mulher?

Resposta: De direitos, sim; de funções, não. É necessário que cada um tenha um lugar determinado; que o homem se ocupe de fora e a mulher do lar, cada um seguindo sua posição.

Todo privilégio concedido a um ou a outro é contrário à justiça. A emancipação da mulher segue o processo da civilização, a escravidão marcha com a barbárie. Os sexos só existem na organização física, pois os Espíritos podem tomar um ou outro, não havendo diferenças entre eles a esse respeito. Por conseguinte, devem gozar dos mesmos direitos. Então nós vemos que o que falta no homem e na mulher é uma conscientização sobre a verdadeira responsabilidade de cada um. Falta ainda amadurecimento e amor.”

Fonte:

Livro dos Espíritos

Evangelho Segundo o Espiritismo