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terça-feira, 29 de setembro de 2015

C B - Aula 14 - Recordação Das Existências Anteriores(1) 14

C B - Aula 14 - Recordação Das Existências Anteriores(1) 14

 14  recordação das existências anteriores

 A TERCEIRA CRIANÇA

Vamos conhecer outra criatura de Deus, que é nosso irmão em humanidade. Porém antes de mais nada, é bom que saibamos que o Pai criou os Espíritos simples e ignorantes e dá-lhes a liberdade e serem melhores ou não pela sua própria vontade.
Este filho, não interessou-se pelo bem. pelo contrário, sentia prazer no mal. O mal nele se encontra a todo vapor.
Então, enquanto em um dos meninos, o trabalho está quase pronto. (André) Na outra está se processando (Marianinha) .
Neste o trabalho está todo por fazer.
Júlio se compraz no mal. Não só atende a sua índole de Espírito imperfeito também ouve aos que lhe assemelham. Mau, perverso, e ignorante, tem impuro o coração. Mau filho, mau irmão, perverso com as plantas e animais.
 Não se controla ao ver um ninho de passarinhos. A pobre mãe está fora em busca de minhocas para a sua prole e quando volta, já não os encontra, pois Júlio os retirou dali. Sente prazer em agir assim. Mas Deus tudo vê, e sabe o que pode acontecer a um menino tão ruim se assim
Continuar." Quanto maior o mal, mais forte é o remédio".
Na escola , só faz coisas erradas. Desobedece a professora, desmancha o laço do cabelo da colega, joga papel no chão, briga com os companheiros, etc.
Será que um dia Júlio se tornará melhor? Parece impossível.
Parece, mas não é.
Sabemos que lá no intimo de seu coração, Jesus o nosso Mestre amigo, espera pela planta do bem que irá nascer um dia. Sedo ou tarde vai brotar e vigorosa fortalecer-se. A semente do bem está plantada em todos os corações, e no de Júlio também.
Um dia ele irá cansar-se de lutar contra a luz, contra o bem e desejará ser feliz como os demais.
Nesse dia haverá tanta alegria no Céu pela volta do filho extraviado que sofria mas que resolveu afinal ser feliz. Não é muito melhor assim?
Jesus não permitiu que as crianças fossem enxotadas, porque sabe que elas muito podem aprender com ele. Conhecendo o estado simples e inocente dos pequeninos e da facilidade que sentem as lições do Evangelho, tem certeza da aprendizagem.
Outorgou assim aos professores, pais e interessados do porvir, a incumbência de educar para salvar.
A educação dos pequenos é o melhor que podemos fazer por eles. Ainda aconselha Jesus aos adultos que procurem ser como as crianças, simples e humildes e puras de coração.
João Evangelista esclareceu mais sobre o assunto " Deixai vir a min os pequeninos, quando que "pequeninos " não são unicamente as crianças, mas as almas que gravitam no orbe terrestre e mundos espirituais em estados inferiores , onde a infelicidade não conhece a esperança. Jesus chama por essa mensagem, a infância intelectual, aos débeis, aos cativos e aos viciosos. Quer que os espíritos venham a ele , com a confiança das crianças e com o coração da todas as mulheres que são mães. Jesus nos ensina que todos os pensamentos no mal é adultério da Lei de Deus.
E que a verdadeira pureza, não está só nos atos, mas principalmente no pensamento. Para Ter-se um caráter integro é necessário, pureza no pensamento e nos atos.
Lembremo-nos de que o Apostolo Paulo disse: Tudo nos é permitido pela liberdade que o Pai nos concedeu, " mas nem tudo nos convém".
A pureza não esta também nas mãos lavadas e sim no cumprimento aos mandamento de Deus, que os homens esqueceram. Qual o mais importante- Não comer determinados alimentos, não comer sem lavar as mãos, ou " honrar Pai e Mãe".
Os Judeus introduziram na Lei de Deus, conveniências humanas, tradições dos homens, por isso Jesus disse: " Toda planta que meu Pai não plantou, será arrancada pela raiz".
O que torna impuro o homem é o que ele pensa, fala e faz de mal, porque essas coisas vem do coração e da mente. Limpai o interior, e o que está por fora resplandecerá.
Hipócritas, disse Jesus. Bem profetizou de vós o profeta Isaias quando disse: Este povo honra-me com os lábios, mas o coração está longe de mim".
Comentários de Allan Kardec:
Os homens descuram dos verdadeiros mandamentos, para observar práticas estabelecidas por eles. O fundo simples, desaparece sob as complicações da forma.
É mais fácil observar os atos exteriores, do que reformar-se moralmente.
Lavar as mãos do que limpar o coração. O mesmo aconteceu com a doutrina moral do Cristo, que acabou relegada a segundo plano.
O objetivo da religião é conduzir o homem a Deus. Toda religião que melhora o homem , falha nos seus objetivos e é falsa, pois a forma altera a essência . O Mestre adverte, que não sejam escandalizados os simples e os pequeninos, sob pena de responder-se com grande responsabilidades na Lei de Justiça Divina. ((Causa e Efeito) Os escândalos se verificam para que a sua reação sirva simultaneamente, de castigo para uns e de provas para outros.
É assim que Deus faz sair o bem do Mal
Quando não houver mais culpados, não haverá infelicidade. Tal é o estado dos mundos adiantados, onde o mal foi excluído. Os mundos primitivos servem de habitação e de exílio para os Espíritos Imperfeitos.
É necessário arrancar do coração todo sentimento impuro e todo principio vicioso. Repetimos com Jesus, que mais valeria a um homem não ter tido a mão, do que a ter para servir de instrumento a uma má ação; estar privado da visão do que a visão desperte um mau pensamento. Pôr isso disse:-(Bem - Aventurados os que tem os olhos fechados) A cegueira dos olhos, muitas vezes é a verdadeira luz do coração. Bem- Aventurados os cegos que vivem com Deus.
Coração simples e puro: Exclui o Egoísmo, o Orgulho e a Vaidade.
Para ilustrar essa passagem Evangélica, temos a seguinte história. Diz o filósofo:- " A natureza escreveu no rosto do homem uma carta de credito que tem de aceitar-se onde quer que se apresente".
Os dois semblantes.
Certa vez um grande artista foi escolhido para pintar um quadro a óleo, destinado a uma igreja de Roma. A tela deveria ter por tema a vida de Jesus. O artista que a muito tempo vinha esperando por aquela oportunidade, imensamente feliz, atirou-se ao trabalho ardorosamente. Assim anos a fio e sem descanso, dedicou-se o pintor a execução do quadro.
Mas faltava-lhe dois modelos importantes, justamente aqueles que deveriam representar o menino Jesus e Judas Iscariote.
Pôs-se então a procura dos modelos. Começou a busca em sua própria cidade. Procurou em todos os bairros em todas as ruas. Andou muito e viajou também. Examinou linha por linha centenas de rostos de meninos e de homens sem contudo achar quem representasse as características exigidas para os personagens de seu quadro.
Foi então que retornando a sua terra natal, percorrendo novamente seu velho bairro, viu um pequeno, cujo semblante, de rara beleza e extraordinária meiguice, era justamente o que procurava. O pintor exultou de alegria! Enfim poderia continuar o seu trabalho. De imediato, falou aos pais do menino e pôs mãos a obra.
Durante dias e dias o garoto pousou pacientemente, até que seus lindos traços fisionômicos, passaram um a um para a tela.
Quando o menino se foi, o artista comentou!
"A beleza e a candura de sua alma, estão refletidos em seu rosto"
O pintor então começou a fazer novas buscas, agora na esperança de encontrar quem lhe servisse de modelo para a imagem de Judas. Novas caminhadas.... Novas indagações... Novos semblantes em desfile... Mais nada! Ninguém satisfazia a exigência do artista.
A bela obra paralisada, aguardava o seu último personagem, para ser exposto aos olhares do público. O pintor já desanimava quando um dia, ao passar por um bar pouco recomendável, viu aparecer a porta um pobre homem esfarrapado e magro. Estava embriagado!

Por um instante, o homem cambaleou e agarrou-se a porta. Deu dois passos incertos, tropeçou e caiu ao chão.
O pintor aproximou-se condoído e ao tentar levanta-lo estremeceu de horror e emoção.
Aquela fisionomia ainda moça, marcada impiedosamente pelo vicio, ajustava-se com precisão á sua tela inacabada!
Ajudou-o a erguer-se e propôs-lhe:
_Venha comigo, eu cuidarei de você.
Encontrara afinal o seu Judas Iscariote.
Pôs-se então o artista, dia e noite a completar a tela. Mas coisa estranha, à medida que o trabalho avançava, o modelo pouco a pouco demonstrava desoladora tristeza. O pintor percebia a transformação, mas nada comentava.
Um dia porém, notando que lágrimas silenciosas deslizavam daqueles olhos encovados, interrompeu o trabalho e indagou interessado!
_Meu filho, porque se aflige tanto? Em que posso ajudar?
Desatando a chorar, o modelo cobriu o rosto com as mãos . depois passados uns instantes, olhou para o pintor e disse:
_Não se lembra de mim?

_Há muitos anos, pousei para o seu MENINO JESUS...

Estudo sobre o passe 4 * 4. O PASSE NOS GRUPOS MEDIÚNICOS

Estudo sobre o passe 4

FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA

            CAMPO EXPERIMENTAL DE BRASÍLIA

Estudo sobre o passe: o passe nas reuniões mediúnicas

                      Marta Antunes Moura

4. O PASSE NOS GRUPOS MEDIÚNICOS

O passe é comumente utilizado nas reuniões mediúnicas. É uma forma de doar fluidos salutares ao Espírito sofredor comunicante, auxiliando-o na recuperação ou no equilíbrio do seu estado mental e emocional. Tem o poder de também auxiliar o médium durante a comunicação mediúnica, de forma que os fluidos deletérios sejam dissipados e não atinjam diretamente o equilíbrio somático do medianeiro. Naturalmente, não é uma conduta obrigatória, uma vez que o médium harmonizado com o plano espiritual superior encontra recursos necessários para não se deixar influenciar pelas ações, emoções ou sentimentos do sofredor, que lhe utiliza as faculdades psíquicas para manifestar-se. (12)

O passe pode, entretanto, ser considerado necessário durante a manifestação de entidades espirituais portadoras de necessidades especiais, como, por exemplo,  os obsessores, suicidas, alienados mentais ou as que revelam possuir graves lesões perispirituais. (21) O atendimento  a esses Espíritos, nas reuniões mediúnicas, indica  que a aplicação do passe deve ser observada regularmente, de vez que o serviço de desobsessão pede energias de todos os presentes e os instrutores espirituais estão prontos a repor os dispêndios de força havidos, através dos instrumentos do auxílio magnético que se dispõem a servi-los, sem ruídos desnecessários, de modo a não quebrarem a paz e a respeitabilidade do recinto. Fora dos momentos normais [manifestações mediúnicas usuais], os médiuns passistas atenderão aos companheiros necessitados de auxílio tão-só nos casos de exceção, respeitando com austeridade disposições estabelecidas, de modo a não favorecerem caprichos e indisciplinas. (30)

Não é recomendável a prática de aplicação de passes individuais em todos os participantes das reuniões mediúnicas, antes de iniciarem as atividades de intercâmbio espiritual. Não há razão para que se tomem passes em todos os momentos, especialmente quando não são notadas necessidades específicas para o mister. Ao iniciar uma atividade espírita, o estudo, a oração, a concentração constituem recursos valiosos para vincular aqueles que se reúnem às fontes Superiores da Vida. Normalmente, precedendo o momento do intercâmbio, são realizadas leituras e feitos comentários espíritas, que predispõem todos à harmonia indispensável ao êxito do empreendimento mediúnico. Desse modo, torna-se perfeitamente dispensável a terapia do passe. (9)

Os médiuns em transe só deverão receber passe, quando se encontrem sob ação perturbadora de Entidades em desequilíbrio, cujas emanações psíquicas podem afetar-lhes os delicados equipamentos perispirituais. Notando-se que o médium apresenta estertores, asfixia, angústia acentuada durante o intercâmbio, como decorrência de intoxicações pelas emanações perniciosas do comunicante, é de bom alvitre que seja aplicada a terapia do passe, que alcançará também o desencarnado, diminuindo-lhe as manifestações enfermiças. (10)

A tarefa de aplicar passes nas reuniões mediúnicas sempre cabe ao encarregado da doutrinação. Poderá ele, no entanto, solicitar a contribuição de outros médiuns, especialmente passistas, que devem estar preparados para o cometimento, sempre vigilantes para auxiliar (11)


As recomendações indicadas para aplicação do passe na Casa Espírita (item 2)  servem, igualmente, para a sua aplicação nas reuniões mediúnicas.

Em qualquer circunstância

Em qualquer circunstância, mantém-te tu mesmo.

 
Não te apresentes superior ao que és, nem te subestimes, a ponto de parecer o que não sejas. Anelando por uma posição melhor, empenha-te para lográ-la. Descobrindo imperfeições, luta por te aprimorares. Mente, todo aquele que exibe dotes que não possui, quanto o indivíduo que os esconde e os nega. Ser autêntico é forma de adquirir dignidade.
 
A ascensão é lenta para todos. Quem hoje triunfa, começou a batalha antes. Quem está combatendo, logrará a vitória depois. Não te constranjas por seres um Espírito em provação. Os amigos de hoje atravessaram, oportunamente, o caminho por onde agora seguem os teus pés.

 
Joanna de Ângelis

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Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo - CVDEE
Sala Nosso Lar

Livro em estudo: Libertação
Tema: Em aprendizado
Referência: Capítulo X

RESUMO DO CAPÍTULO

    De retorno a casa, com indisfarçável estranheza reparei que o nosso Instrutor não empreendia qualquer ataque em defesa da doente querida.
    A jovem senhora, novamente metida no leito, semi-aniquilada, punha os olhos no ar vazio, absorvida de indefinível pavor.
    Um dos insensíveis magnetizadores presentes, à insinuação de Saldanha, começou a aplicar energias perturbadoras, ao longo dos olhos, torturando as fibras de sustentação. Não somente no cristalino ,em ambos os órgãos visuais, denunciava fenômenos alucinatórios, mas também as artérias oculares revelavam-se sob fortes modificações.
    Percebi a facilidade com que os seres perversos das sombras hipnotizaram as suas vítimas, impondo-lhes os tormentos psíquicos que desejam.
    Dilacerada, a mente aflita e sofredora tiranizava o coração que batia, precipite, imprimindo graves alterações em todo o cosmos orgânicos.
(...)
    Margarida, ainda que o desejasse, agora não conseguiria erguer-se. Compacta emissão de fluidos misturava-se à linfa dos canais semi-circulares.
(...)
     A sós com o temível obsessor, Gúbio procurou sondar-lhe o íntimo, discretamente.
    - Sem dúvida que a sua fidelidade aos compromissos assumidos - declarou o nosso orientador, atencioso - é bastante significativa.
    E enquanto Saldanha sorria, envaidecidamente, continuou, de olhar penetrante e doce:
    - Que razões teriam conduzido Gregório a conferir-lhe tão delicada missão?
    - O ódio, meu amigo, o ódio! - explicou o interpelado decidido.
    - À senhora? - aduziu Gúbio, indicando a doente.
    - Não propriamente a ela, mas ao pai, juiz sem alma que me devastou o lar. Faz onze anos, precisamente, que a sentença cruel de um magistrado caiu sobre os meus descendentes, exterminado-os ...
(...)
    - Tão logo abandonei o corpo físico, premido por uma tuberculose galopante, revoltado, com a pobreza que me lançara à extrema penúria, não pude afastar-me do ambiente doméstico.Minha infortunada Iracema herdou-me um filho querido, a quem não pude legar qualquer recurso apreciável. Jorge e a sua genitora passaram, desse modo, a enfrentar dificuldades e aflições que não posso relembrar sem imensas angústias.....Ainda assim, Jorge contraiu núpcias, muito cedo, com uma colega de trabalho, que a seu turno, lhe deu uma filhinha atormentada e sofredora. A vida corria desesperadamente para o lar subalimentado e desprotegido, quando certo crime, constituído de roubo e assassínio, sobreveio na organização em que meu desventurado rapaz trabalhava, e toda a culpa, em face de circunstancias inextricáveis, recaiu sobre ele.....Ora, eu que me anexara aos parentes, desde o instante horrível, para mim, da transição corporal, jamais me senti disposto à submissão. A experiência humana não me proporcionou tempo a estudos religiosos ou filosóficos. Habituei-me muito cedo à rebelião contra aqueles que gozam os benefícios do mundo em detrimento dos desfavorecidos da sorte e, reconhecendo que o túmulo não me revelara qualquer milagroso domínio, preferi a continuidade da vida em seu escuro pardieiro, onde a convivência de Iracema, através de profundos laços magnéticos, de algum modo me reconfortava...
(...)
    Meu filho sofreu todo o gênero de atrocidades morais e físicas, castigado por um delito que não cometeu....procurei o juiz da causa, na esperança de interferir beneficamente. O magistrado, porém, longe de aceitar-me a inspiração que  o convidava à justiça e à piedade, preferiu ouvir pareceres de amigos influentes na política dominante, que vivamente se interessavam pela indébita condenação, na ânsia de exculpar o verdadeiro criminoso...
(...)
    Jorge recebeu dolorosa pena, quando seu corpo vacilava sob maus tratos, e Irene, minha nora, conturbada pela necessidade e pelo infortúnio, esqueceu as obrigações de mãe e suicidou-se para imantar-se ao espírito de meu pobre filho, já de si mesmo tão infeliz. Torturada pelos sucessos aflitivos, minha esposa desencarnou num catre de indigência, reunindo-se, por sua vez, ao angustiado casal. Minha neta, hoje, menina e moça mas ameaçada por incerto porvir, atende a serviço doméstico, aqui mesmo nesta casa, onde o tresloucado irmão de Margarida procura arrastá-la sutilmente a grave desvio moral.
(...)
Muita gente convida-me à transformação espiritual, concitando-me ao perdão estéril. Não aceito, porém, qualquer alvitre desse jaez. Meu desventurado Jorge, sob a pressão mental de Irene, dilacerada, e de Iracema, oprimida, não resistiu e perturbou-se.  Enlouquecendo no cárcere, foi  transferido de cela úmida para misérrimo hospício.
(...)
Mostrava o relógio um quarto para o meio dia, quando alguns passos se fizeram ouvidos.
- É o médico - elucidou Saldanha, com manifesta expressão de sarcasmo -; debalde, porém, procura lesões e micróbios...
(...)
A conversação ia a meio, quando uma entidade, evidentemente bem intencionada, compareceu. Viu-nos e demonstrou compreender-nos a posição, porque fixou em nós cauteloso olhar sem dizer palavra, acercando-se do médico, solicitamente, qual se lhe fora dedicado enfermeiro.
O especialista não parecia profundamente ingressado no caso, mas, ao auscultar Margarida, entregue a torpor inquietante, conversou com o marido da vítima de maneira superficial. Declarou que a jovem senhora, em sua opinião, certamente se mantinha sob o império da epilepsia secundária e que , em última análise, se socorreria da colaboração de colegas eminentes para submetê-la a exame particularizado  da lesão cérebro-meningea, seguido, possivelmente, de intervenção cirúrgica aconselhável.
Em seguida, porém, observei que a entidade espiritual recem-chegada e que o assistia, com desvelo, pousou a destra em sua fronte, como se desejasse transmitir-lhe algum alvitre providencial.
O médico relutou bastante, mas ao cabo de alguns minutos, constrangido por sugestão exterior que não saberia compreender exatamente, convidou Gabriel a um dos ângulos  do quarto e lembrou:
- Por que não tenta o Espiritismo? Conheço ultimamente alguns casos intricados que vão sendo resolvidos, com êxito, pela psicoterapia...
(...)
Gúbio conversou qualquer coisa com o inquisidor desencarnado e, em seguida, dirigiu-se a mim, esclarecendo:
-André, combinamos que, para observações, deves seguir o médico....
....acerquei-me da personalidade que assistia o médico de perto e entabulamos amistoso diálogo.
O novo amigo atendia pelo nome de Maurício, fora enfermeiro do esculápio que protegia e recebera, com satisfação, a tarefa de ampará-lo nos empreendimentos profissionais.
- Todos os médico- asseverou-me, convicto -, ainda mesmo quando materialista de mente impermeável à fé religiosa, contam com amigos espirituais que os auxiliam. A saúde humana é dos mais preciosos dons divinos.Quando a criatura, por relaxamento ou indisciplina, delibera menosprezá-la, faz-se difícil o socorro aos seus centros de equilíbrio, porque, em todos os lugares, o pior surdo é aquele que não quer ouvir. Todavia, por parte de quantos ajudam a marcha humana, da esfera espiritual, há sempre medidas de proteção à harmonia orgânica, para que a saúde das criaturas não sejam prejudicada. Claro que há erros tremendo em medicina e que não podemos evitar. Nossa colaboração não pode ultrapassar o campo receptivo daquele que se interessa pela cura alheia ou pelo próprio reajustamento. Entretanto, realizamos sempre em favor da saúde geral quanto nos é possível.
(...)
    Neste instante, alcançamos o ponto de destino,...
A residência confortável, não obstante o formoso jardim que a circundava, permanecia transbordante de fluidos desagradáveis.
    O clima doméstico era perturbador.
(...)
    ...O duelo mental nesta casa é enorme. Ninguém cede, ninguém desculpa e o combate espiritual permanente transforma o recinto numa arena de trevas.
    Calou-se o informante, enquanto entrávamos e pude notar que , efetivamente, a ex-dona da casa sem o corpo físico, em singular posição de revolta ali se achava, abraçada a um dos filhos, moço de dezoito anos presumíveis, que fumava nervosamente numa espreguiçadeira.
(...)
    O filho atacou o genitor com recriminações acerbas,...
(...)
    A esposa desencarnada veio igualmente sobre ele, furiosamente...
(...)
    Neste ínterim, a pequena família se reuniu ao redor da mesa posta, e a segunda esposa do médico me impressionou pelo apuro da apresentação..... Socialmente, aquela dama devia ser das de mais fino trato; contudo, terminado o repasto, deixou positivamente evidenciada sua deplorável condição psíquica. Depois de uma discussão menos feliz com o marido, a jovem mulher buscou o sono da sesta, num divã largo e macio.
    Intencionalmente, Maurício convidou-me a espreitar o repouso e, com enorme surpresa, aturdido mesmo, não lhe vi os mesmos traços  fisionômicos na organização perispiritual que abandonava a estrutura carnal, entregue ao descanso....a senhora se tornara-se irreconhecível.Estampava no semblante os sinais das bruxas dos velhos contos infantis. A boca, os olhos, o nariz e os ouvidos revelavam algo de monstruoso.
(...)
    - Esta irmã desventurada permanece sob o império de Espíritos gozadores e animalizados que, por muito tempo, a reterão em lastimáveis desequilíbrios. Acreditamos que ela, sem fé renovadora, sem ideais santificantes e sem conduta digna, não se precatará, tão cedo dos perigos que corre e somente se lembrará de chorar, aprender e transformar-se para o bem, quando se agastar, em definitivo, do vaso de carne, na condição de autêntica bruxa.

QUESTÕES PARA ESTUDO

1) Como os seres perversos conseguem, com facilidade, hipnotizar suas vítimas?

2) De acordo com a Doutrina como podemos explicar que "inocente" pague pelo erro de outro, no caso, a filha sofrendo pelo erro do pai?

3) No texto, vemos que Saldanha, na  sua experiência humana, não tinha tido qualquer estudo religioso. Seria essa a razão porque Kardec nos diz que primeiramente devemos amarmos uns aos outros e depois instruirmo-nos? Saldanha teria tido um comportamento diferente se, encarnado, tivesse tido uma orientação religiosa? Justifique.

4) Saldanha nos diz que seu filho era inocente do crime que fora acusado. Será que a Justiça Divina permite que isso ocorra ou outras razões existem, que desconhecemos? Justifique

5) Na opinião de Saldanha o perdão é estéril. Doutrinariamente, quais os benefícios que o perdão nos proporciona, principalmente, depois que desencarnamos ?

6) Neste capitulo, vemos que a maioria das pessoas encarnadas são obsediadas pelos próprios familiares. Sabemos que é uma situação muito comum na nossa passagem  como encarnados. Como devemos proceder, enquanto na matéria, para evitar que isso nos ocorra, quando desencarnados?

7) Como devemos agir para nos protegermos dessas obsessões, durante a nossa passagem pela carne?

Bibliografia:

O Livro dos Médiuns - Cap. XXIII
O Evangelho Segundo o Espiritismo : Cap. X - 6
                                                                      Cap.XII - 5, 6
                                                                      Cap.XXVIII - 81

Conclusão:
   
Retornando do culto religioso a que comparecera acompanhada do marido e das entidades obsessoras, a enferma continuou seu padecimento, fortemente vigiada por seus algozes que a tudo monitoravam.  Gúbio procura sondar o chefe da operação, buscando espaço para iniciar o trabalho de doutrinação, objetivando a sua transformação moral e a conseqüente libertação da obsidiada. Saldanha, no entanto,  demonstrava-se inflexível, movido por forte desejo de vingança contra o pai de Margarida, que lhe servia de instrumento aos seus objetivos.
                                    
QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

1)  Como os seres perversos conseguem, com facilidade, hipnotizar suas vítimas?

Os espíritos perversos, perseverantes na prática do mal, hipnotizam suas vítimas porque elas lhes facultam a sintonia que precisam para agir. Na realidade, são co-responsáveis pelo estado em que se encontram, pois, através de seus atos e pensamentos, identificam-se com os obsessores, freqüentando a mesma faixa vibratória que eles e aceitando a dominação mental. É essa identidade no modo  de  pensar  e  agir  que  possibilita  a atuação sobre a mente da vítima.

2)  De acordo com a Doutrina como podemos explicar que "inocente" pague pelo erro de outro, no caso, a filha sofrendo pelo erro do pai?

 Segundo o ensinamento de Jesus, a cada um é dado segundo as suas obras. Seria impossível conciliar o atributo da justiça de Deus com a possibilidade de uma filha ser castigada pelo erro do pai.  Configurar-se-ia, nessa hipótese, uma situação de flagrante injustiça, em que um inocente pagaria pelo culpado, inaceitável, até, pelos que se encontram ainda muito afastados da divindade. Sendo Deus soberana e infinitamente bom e justo, não permitiria jamais que isso viesse a acontecer.
Os espíritos obsessores, como nos relata André Luiz, atuavam motivados pelo desejo de vingança contra o pai da enferma, que, como magistrado, agira de maneira injusta e desonesta, em detrimento do filho da entidade que comandava as ações obsessivas. Todavia, Margarida não era uma vítima inocente. Como vimos no capítulo anterior, a ausência de sentimentos elevados e de uma fé sincera eram características da família. Com isso, ela e o marido tornavam-se uma porta aberta à ação das entidades dedicadas ao mal, pois não faziam por merecer a proteção dos benfeitores espirituais que estão sempre a postos para nos auxiliar. Seus sentimentos eram de tal ordem pouco elevados e sua fé tão inconsistente que a ida ao culto  religioso  não  logrou  operar  qualquer melhora em seu estado e permitiam ação das forças malignas.

3)  No texto, vemos que Saldanha, na  sua experiência humana, não tinha tido qualquer estudo religioso. Seria essa a razão porque Kardec nos diz que primeiramente devemos amarmos uns aos outros e depois instruirmo--nos? Saldanha teria tido um comportamento diferente se, encarnado, tivesse tido  uma  orientação  religiosa?

Justifique.

Sem dúvida, a orientação espiritual, proporcionada por religião séria, funciona como um antídoto para que  o espírito, no estado de encarnado ou fora do corpo físico, venha a adotar atitudes como a de Saldanha. Como não recebeu qualquer orientação nesse sentido, não se encontrava em condições de entender a  necessidade  do perdão, como ele próprio afirmou. Sua mente estava voltada, unicamente, para a dor que herdara da vida física e para o desejo de vingança contra aqueles que o faziam sofrer.
   
4)  Saldanha nos diz que seu filho era inocente do crime que fora acusado. Será que a Justiça Divina permite que isso ocorra ou outras razões existem, que desconhecemos? Justifique.

A Justiça Divina não permite que um inocente pague por um erro que não cometeu. O filho de Saldanha  era inocente naquele episódio que gerou a sua condenação pela justiça dos homens. Mas, certamente, embora não tenhamos essa informação no relato de André Luiz, sob pena de se comprometer o caráter de justiça da divindade, seu filho errara em outra ocasião, naquela ou em existência pretérita, e  se  encontrava  impune.  Ao proferir a sentença equivocada e injusta diante da circunstância,  atendendo  a  injunções  de  amigos  interessados  em condenar o inocente, o magistrado, em verdade, fez justiça, mas de forma torta e, por isso, ele também estava sofrendo a conseqüência de seu ato, através do padecimento da filha. Deus não concede a ninguém a tarefa  de fazer-se executor da Justiça Divina. O filho de Saldanha haveria de ser responsabilizado, um dia, pelo seu possível erro, sem necessidade da interferência humana, pois a lei de ação e reação é inexorável.
   
5)  Na opinião de Saldanha, o perdão é estéril. Doutrinariamente, quais os benefícios que o perdão nos proporciona, principalmente depois que desencarnamos?

Saldanha, como o próprio reconheceu, não teve nenhuma educação espiritual. Em conseqüência,  ainda  se encontrava fortemente ligado à vida material e aos problemas que dela se originam. E nessa sua visão unicamente sob a ótica da matéria, não havia espaço para a compreensão da necessidade de se praticar o perdão,  por  ele considerado estéril.
O Espiritismo, porém, nos ensina, ratificando o ensinamento de Jesus, que, ao contrário do  que  pensava  o obsessor, o perdão,absolutamente, não é estéril. É um ato que dá muitos frutos a quem o pratica. O mal praticado e o ódio que dele possa resultar àquele que o sofre criam um vínculo entre ambos - a quem o pratica e a quem não perdoa - através de laços fluídicos deletérios, que geram uma troca de energias negativas.  Aquele que  perdoa, assim como aquele que roga o perdão, com essa atitude, libera-se desse vínculo, deixando ao outro,  que persiste na situação, toda a energia negativa.
   Para se ter idéia da importância do perdão, lembremos da passagem evangélica que dá conta de que,  ao  ser indagado por Pedro sobre se deveria perdoar até sete vezes, Jesus respondeu-lhe que deveria se perdoar não sete vezes, mas sete vezes setenta vezes, ou seja, sempre. Ao desencarnarmos, é da maior  importância  que  não levemos para o plano espiritual aquele vínculo fluídico negativo. Por isso, Jesus também nos recomendou entrar em acordo com o nosso adversário enquanto estamos com ele a caminho, para que não levemos a desavença para  o túmulo.
   
6)  Neste capitulo, vemos que a  maioria  das  pessoas  encarnadas  são  obsediadas  pelos  próprios  familiares.

Sabemos que é uma situação muito comum na nossa passagem como encarnados.  Como  devemos  proceder, enquanto na matéria, para evitar que isso nos ocorra, quando desencarnados?
O grupo familiar consangüíneo, nos ensina a Doutrina, é programado quando ainda nos encontramos no plano espiritual, preparando-nos para a reencarnação. Ninguém é pai, mãe, filho, irmão ou cônjuge de outro por acaso. Há um magnetismo no Universo, que ainda não estamos em condições de compreender totalmente, que atrai os espíritos que devem constituir o núcleo familiar terrestre.
O que motiva essa atração é o merecimento para estarem juntos espíritos afins, que se unem para prosseguirem juntos a marcha evolutiva, uns auxiliando os outros ou a necessidade de se harmonizarem antigos  desafetos  em outras passagens. Como o Planeta é de provas e expiações, onde, salvo os raros casos de missionários,  somente reencarnam espíritos devedores para com a Lei, a quase totalidade do grupo familiar na Terra é formada por espíritos em  desarmonia, que reencarnam novamente juntos para o fim de resgates uns com os outros.
Dentro desse quadro, o único procedimento positivo é procurarmos entender essa situação e nos harmonizarmos com a nossa parentela consangüínea, evitando que a reencarnação se frustre e a desarmonia seja levada de volta à vida espiritual.
   
7)  Como devemos agir para nos protegermos dessas obsessões, durante a nossa passagem pela carne?

A única maneira é procurarmos cumprir as leis morais trazidas pelo Cristo e que o Espiritismo trouxe interpretação correta, principalmente a lei de adoração a Deus e de justiça, amor e caridade. Sintonizando-nos  com  o  bem,  não permitiremos que o mal se instale em nossas vidas e os obsessores não encontrarão campo para atuação,  quer estejamos na carne ou fora dela.

Um grande abraço a todos.
Equipe Nosso Lar

CVDEE

Em peregrinação

EM PEREGRINAÇÃO

"Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura." - Paulo. (HEBREUS, 13:14.)
    Risível é o instinto de apropriação indébita que assinala a maioria dos homens.     Não será a Terra comparável a grande carro cósmico, onde se encontra o espírito em viagem educativa?     Se a criatura permanece na abastança material, apenas excursiona em aposentos mais confortáveis.     Se respira na pobreza, viaja igualmente com vistas ao mesmo destino, apesar da condição de segunda classe transitória.     Se apresenta notável figuração física, somente enverga efêmera vestidura de aspecto mais agradável, através de curto tempo, na jornada empreendida.     Se exibe traços menos belos ou caracterizados de evidentes imperfeições, vale-se de indumentária tão passageira quanto a mais linda roupagem do próximo, na peregrinação em curso.     Por mais que o impulso de propriedade ateie fogueiras de perturbações e discórdias, na maquinaria do mundo, a realidade é que homem algum possui no chão do Planeta domicílio permanente. Todos os patrimônios materiais a que se atira, ávido de possuir, se desgastam e transformam. Nos bens que incorpora ao seu nome, até o corpo que julga exclusivamente seu, ocorrem modificações cada dia, impelindo-o a renovar-se e melhorar-se para a eternidade.     Se não estás cego, pois, para as leis da vida, se já despertaste para o entendimento superior, examina, a tempo, onde te deixará, provisoriamente, o comboio da experiência humana, nas súbitas paradas da morte.
 
(Francisco Candido Xavier por Emmanuel. In: Vinha de Luz)
 
 
Um dia todinho iluminado de confiança,
todinho florido de felicidade,
todinho perfumado de amor,
pra vc e todos ao seu redor.
Abraços com carinho

Em Espiritismo

Em espiritismo ...
  Livro: Nosso Livro  André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Quando alguém começa a crer, está modificando a própria vida.
Quando começa a pedir, está melhorando a posição íntima.
Quando começa a estudar, está entesourando conhecimento.
Quando começa a lutar dignamente, através da dor bem compreendida e da dificuldade bem interpretada, está resgatando o pretérito ou crescendo em sabedoria e amor, à frente do futuro.
Quando começa a reconfortar-se, está descansando.
Quando começa a contemplar as imperfeições que transporta consigo, está adquirindo mais luz.
Quando começa a doutrinar, está aumentando a responsabilidade.
Quando começa a ajudar aos outros, desculpando e amando, está entendendo a glória do dever que lhe cabe.
Quando começa a orar, confiando no Senhor e em si mesmo, está multiplicado portas de acesso ao Plano Superior.
Mas quando começa a trabalhar e a servir, sem ideia de recompensa e sem preocupação de fadiga, colocando-se por centro da luta redentora, usando possibilidades e esperanças, suor e lágrimas de si próprio, para que o Evangelho Redivivo faça templo de luz em seu coração, agindo, sem apego e sem egoísmo, sem o personalismo contundente e sem a discórdia intempestiva, em favor do aperfeiçoamento de todos, pela melhoria e elevação de si mesmo, então estará alcançando o roteiro do Cristo, respirando nas sombras da carne, mas integrando-se com a Vida Sublime, contribuindo e mentalizando em plena Luz imortal.

Efeitos da súplica

EFEITOS  DA  SÚPLICA

 
       É comum ouvirmos dizer que a prece tem efeito transitório; no entanto, podemos dizer que ela é de permanente atuação, tanto no campo somático como na área psíquica, levando à alma, gradativamente, as condições para a libertação do Espírito imortal.

       Confessamos, e tornamos a lembrar, que a oração nos imanta de energia, na ordem profunda do termo, para a divina expressão, para nos lembrarmos de que somos filhos de Deus, no serviço da caridade.

       Compete a nós outros, todos os dias, exercitarmo-nos na conversa com o SENHOR, estabilizando nossas emoções, na asserção de que as nossas possibilidades cresçam, desabrochando em nossos corações os dons de luz, na luz do bem.

       ORAR NÃO É RECLAMAR,
não é somente pedir; é consubstanciar as nossas forças, reconhecendo o poder de Deus dentro de nós, e despertar Cristo nos sentimentos.

       Quem ora com humildade está no caminho do entendimento, para que essa compreensão nos liberte, hoje ou amanhã, das trevas que, por vezes, vibram no nosso mundo interior.

       Quem ora entende a superioridade de DEUS e quem sabe orar começa a se dispor a praticar as leis de amor, na vivência da fraternidade.

       Existem vários tipos de prece:

       Prece-Trabalho

       Prece-Educação

       Prece-Entendimento

       Prece Caridade

       Prece Perdão

       Prece-Amor...

porém, mesmo que se esteja fazendo todas, a de conversar com o Criador, articulando sons, abrindo o coração na humildade de uma criança, é a gratidão que se manifesta naquele que ama o Senhor, sentindo um caminho de luz, a acender todos os seus dons de ouro, dentro do seu próprio paraíso.

(De Páginas Esparsas 2, de João Nunes Maia, pelo Espírito de Bezerra de Menezes)

Céu inferno_048_2ª parte cap. IV - Espíritos Sofredores - Novel

Céu inferno_048_2ª parte cap. IV - Espíritos Sofredores - Novel

TEXTO PARA ESTUDO

O Espírito se dirige ao médium, que conhecera quando vivo.)

Vou contar-te o que sofri quando morri. Meu Espírito, retido no meu corpo por laços materiais, teve grande dificuldade para dele se desligar, o que foi uma primeira e rude angústia. A vida que deixara, há vinte e quatro anos, era ainda tão forte em mim, que não acreditava na sua perda. Eu procurava o meu corpo, e estava admirado e assustado por me ver perdido no meio desse ajuntamento de sombras. Enfim, a consciência de meu estado, a revelação das faltas que cometera em todas as minhas encarnações, feriram-me de repente; uma luz implacável clareou as mais secretas dobras de minha alma, que se sentiu nua, depois presa de uma vergonha acabrunhante. Procurava disso escapar interessando-me pelos objetos novos, e todavia conhecidos, que me cercavam; os Espíritos resplandecentesm flutuando no éter, davam-me a idéia de uma felicidade à qual não podia aspirar; formas sombrias e desoladas, umas mergulhadas num triste desespero, outras irônicas ou furiosas, deslizavam ao meu redor e na terra à qual permanecia atado. Eu via os humanos se agitarem, dos quais invejava a ignorância; toda uma ordem de sensações desconhecidas, ou reencontradas, me invadiam ao mesmo tempo. Arrastado como por uma força irresistível, procurando fugir dessa dor encarniçada, transpunha as distâncias, os elementos, os obstáculos materiais, sem que as belezas da Natureza, nem os esplendores celestes, pudessem acalmar um instante o dilaceramento de minha consciência, nem o terror que me causava a revelação da eternidade. Um mortal pode sentir as torturas materiais pelos arrepios da carne, mas as vossas frágeis dores, abrandadas pela esperança, temperadas pelas distrações, mortas pelo esquecimento, jamais vos poderão fazer compreender as angústias de uma alma que sofre sem trégua, sem esperança, sem arrependimento. Passei um tempo do qual não pude apreciar a duração, invejando os efeitos dos quais podia entrever o esplendor, detestando os maus Espíritos que me perseguiam com as suas zombarias, desprezando os humanos dos quais via as torpezas, passando de um profundo acabrunhamento a uma revolta insensata.

Enfim, tu me chamaste e, pela primeira vez, um sentimento doce e terno me apaziguou; escutei os ensinamentos que teus guias te dão; a verdade penetrou-me, eu pedi: Deus me ouviu; revelou-se a mim pela sua clemência, como se revelara pela sua justiça.

                                                                NOVEL

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

1. Com base neste relato, como um Espírito sofredor pode mudar sua condição no plano espiritual, deixando o local antes habitado e seguir os Espíritos de luz, como eles mesmo chamam?

CONCLUSÃO

1. Com base neste relato, como um Espírito sofredor pode mudar sua condição no plano espiritual, deixando o local antes habitado e seguir os Espíritos de luz, como eles mesmo chamam?

Ele passa a se "cansar" de sua eterna situação de sofrimento, procura parar de sofrer. Assim, seu padrão vibratório começa a mudar e, enfim, ele pode ver os Espíritos de luz o chamando, escutando, pela primeira vez, o que eles têm a dizer.


Assim, ele sai de sua situação sofredora, e segue para o seu refazimento.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Educando Devidamente

EDUCANDO DEVIDAMENTE

  Ouvimos a história de alguém que aprecia contá-las ao sabor da própria memória e de suas próprias adições.    Eram dois garotos levados. Dois irmãos "do barulho". Tudo que acontecia em termos de confusão, na pequena cidade, envolvia os pirralhos.    A mãe, mulher honesta, de bons costumes, se preocupava com o que viriam a ser seus dois rebentos.    Por isso, procurou o pastor da igreja que freqüentava, pedindo ajuda.    O que fazer se os filhos não lhe ouviam os conselhos? Que tática poderia ela utilizar para fazer com que os filhos deixassem de ser tão travessos?    O pastor era um homem alto, encorpado, de voz forte. Disse àquela mãe que mandasse os garotos falarem com ele, separadamente.   Primeiro, o mais novo.    E lá foi o menino. O pastor o levou a uma sala, fê-lo sentar-se em uma cadeira e, dedo em riste, foi logo falando alto:    Menino, então, me diga, onde está Deus?    O garoto se encolheu, esbugalhou os olhos, escancarou a boca e ficou olhando o homenzarrão à sua frente, que continuava a perguntar:    Diga: onde está Deus?    As mãos do pequeno ficaram trêmulas. E continuou mudo, o pavor tomando-o por inteiro.    E, porque a pergunta se tornasse insistente, ele se levantou e fugiu em desabalada correria.    Foi para casa e se escondeu no armário do quarto. O irmão mais velho o encontrou, pálido e agitado.    O que aconteceu, mano?    E o garoto, ainda sem fôlego, gaguejou:    Mano! Desta vez estamos perdidos. Deus sumiu! E o pastor está dizendo que fomos nós!    O fato, com certeza, nos motiva o riso. Contudo nos dá a tônica de como nós, na qualidade de educadores, ainda andamos longe do ideal.    Quantos de nós não agimos assim? Fazemos perguntas, acusamos nossos filhos, nossos alunos, sem que eles possam entender exatamente o que está acontecendo. O porquê daquelas afirmações e indagações.    É por isso, entre outras questões, que nossa educação não alcança os objetivos que desejamos.    Porque não nos fazemos entender. Não dizemos exatamente o que se faz necessário.    Ao tentar corrigir um erro, vamos pelas beiradas, quando deveríamos ir diretamente ao ponto.    Indagar o porquê da atitude equivocada, se aquilo é correto, se é justo, se gostaria que com ele acontecesse o que fez ao outro, etc.   Aí, sim, nosso falar seria como pregava Jesus: Sim, sim, não, não. Indo ao ponto, falando às claras, e, a partir disso levar a criança ou adolescente a pensar conosco.    Ela precisa entender o que é que estamos cobrando, por que estará recebendo uma ou outra penalidade.    Isso fará com que nossos educandos, sejam filhos ou alunos, ou sobrinhos, ou vizinhos, não nos temam. Mas nos entendam.    Entendam nossas propostas educativas. Pensem a respeito e as assimilem.    Com certeza, nenhum de nós deseja amedrontar quem quer que seja e, muito menos, criar complexos de culpa, sempre perniciosos, a almas em formação.    Pensemos nisso!    * * * A tarefa da educação nos convida, de forma incessante, à revisão das nossas próprias atitudes e comportamentos, a fim de que sejamos os autênticos promotores da nossa educação.    Por extensão, dos que estão conosco. Dos que nos observam todos os dias, nas mais diversas situações.   Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria desconhecida.

  Muita paz e alegrias para seu dia, amigo(a)! Beijokas

C B - Aula 15 - Ação E Reação(1)

PROGRAMA ESDE

Módulo X - Lei de Liberdade
Liberdade de pensar e liberdade de consciência
Livre-arbítrio e responsabilidade
Livre-arbítrio e fatalidade
O princípio de ação e reação

 A MATEMÁTICA DAS REAÇÕES EM CADEIA DOS DOMINÓS

Um dominó que cai consegue derrubar um dominó maior, mas quão grande pode ser o próximo dominó?
Um matemático acredita ter descoberto o segredo por trás das reações em cadeia de dominós.
Provavelmente você já viu o efeito dominó em ação, onde uma fileira de peças, dispostas em pé, é derrubada sucessivamente. Normalmente, os dominós são todos do mesmo tamanho, mas um dominó que cai tem força suficiente para derrubar um maior. Então, é possível montar uma fileira de dominós sucessivamente maiores, que pode ser derrubada ao se tocar uma peça bem pequena no início da fileira - uma reação em cadeia de dominós.
Então aqui vai uma pergunta interessante.
Quão maior pode ser cada dominó que sucede?
Hoje, JMJ van Leeuwen da Universidade de Leiden, na Holanda, pegou este problema pelo pescoço e lhe deu uma chacoalhada matemática. Acontece que a resposta - o fator de crescimento máximo - não é tão simples quanto o problema poderia sugerir.
Há vários vídeos, como este, na internet que dão uma boa demonstração do efeito de reação em cadeia. O pensamento convencional é de que um dominó pode derrubar outro cerca de 1,5 vezes maior, desde que o espaçamento entre eles seja ótimo.
A física básica é simples. Ao se colocar um dominó de pé pela sua extremidade, é armazenada uma certa quantidade de energia, a qual é liberada ao se derrubar o dominó. No entanto, a força necessária para derrubar o dominó é menor que a força gerada quando a peça cai. É esta "amplificação de força" que pode ser usada para derrubar dominós maiores.
Mas o pepino está nos detalhes, uma vez que existem várias maneiras de os dominós perderem energia na medida em que são derrubados. Por exemplo, um dominó que cai se apóia sobre o seu vizinho. Assim, as colisões são inelásticas, consistindo na principal fonte de perda de energia. E na prática, os dominós podem deslizar por sobre o chão quando são empurrados, impedindo relevantemente a queda.
Então, van Leeuwen fez uma série de simplificações nesta análise matemática. Ele assumiu que o atrito entre o solo e os dominós é efetivamente infinito, de modo que eles não podem deslizar. Ele assumiu que as colisões são totalmente inelásticas, de modo que os dominós permanecem em contato uns com os outros quando eles colidirem. Ele também assumiu que uma vez em contato uns com os outros, os dominós deslizam com atrito desprezível, uns sobre os outros.
Tendo em vista estas premissas, ele mostrou, então, que com um espaçamento ótimo, cada dominó que sucede não pode ser maior que duas vezes o dominó anterior, aproximadamente, o que consiste no fator de crescimento máximo de menos que aproximadamente 2.
Isso é significativamente mais do que havia sido assumido no passado. Ele admite que alcançar este limite é provavelmente irreal na prática, pois as condições assumidas podem nunca acontecer com perfeição. Por exemplo, os dominós sempre escorregarão se em pequena quantidade.
No entanto, mesmo um fator de crescimento de 1,5 leva a algumas reações em cadeia extraordinárias. Uma série de 13 dominós que "crescem" nesta taxa amplificará a força necessária para empurrar o menor por um fator de 2 bilhões. E não há necessidade de uma série de peças particularmente longa antes que os maiores dominós sejam do tamanho de arranha-céus.

PLANO DE IDEIAS Nº 01

Definir Ação e Reação:

Ação - Os movimentos que executamos em nosso dia-a-dia caracterizam as nossas ações.
Reação - Geralmente, a palavra reação vem impregnada de dor e de sofrimento: é como o pecador ardendo no fogo do inferno. No meio espírita, toma-se como sinônimo de karma, que implica em sofrer e resgatar as dívidas do passado.
Lei de unidades vetoriais
Questões para estudo em grupo:
15.1  Lei de Ação e Reação
15.2  A Evolução do conceito de Justiça
15.3  Liberdade e Responsabilidade
15.4  Livre-arbítrio e Profecias
15.5  Amor, Justiça e Caridade

Como vocês identificam a Lei de Ação e Reação na suas Vidas diárias?

O que é Justiça? Vocês se consideram pessoas justas?

Nossas leis são justas? Qual sua posição quanto a Lei-Seca?

O que é livre arbítrio? Como vocês sentem o Livre-arbítrio alheio?

A Fome em Uganda é justa?

Devemos ajudar aqueles que sofrem, e, assim impedi-los de resgatar os atos infelizes do passado?

 PLANO DE IDEIAS Nº 02

DEUS É BOM E JUSTO (SUPREMAS QUALIDADES)

NADA ACONTECE SEM QUE DEUS PERMITA

COMO JUSTIFICAR AS DESIGUALDADES E OS SOFRIMENTOS?? SEM A REENCARNAÇÃO?

PORQUE UNS NASCEM ASSIM.....
E OUTROS NASCEM ASSADO....

DEUS NÃO PUNE PELO BEM QUE SE FAZ E NEM PELO MAL QUE NÃO SE FAZ

ENTÃO SE SOFREMOS É PORQUE FIZEMOS O MAL.

A BONDADE DIVINA NOS PERMITE CORRIGIR OS ERROS NOUTRA OPORTUNIDADE
NO LIVRO DA NOSSA VIDA COMO ESPIRITOS ETERNOS SOMOS HOJE A EDIÇÃO MAIS ATUALIZADA.....
SE CONSIDERARMOS OS 2000 ANOS DO CRISTO PARA CÁ TIVEMOS POSSIVELMENTE UMAS 30 ENCARNAÇÕES.
E NUMA ANALISE INTIMA, SE ACHAMOS QUE AINDA TEMOS ALGUM TRAÇO DE ORGULHO, DE EGOISMO, DE VAIDADE  É LOGICO DEDUZIR QUE MUITO POUCO OU QUASE NADA FIZEMOS DE BOM NAS VIDAS ANTERIORES.
NOSSOS SOFRIMENTOS... SÃO JUSTOS...  DECORREM DE NOSSAS ESCOLHAS EQUIVOCADAS.
PRECISAMOS AGIR COM RESIGNAÇÃO ENTENDENDO QUE TODO EFEITO TEVE UMA CAUSA
NÃO É ERRADO PROCURARMOS CONSOLO.... MAS DEVEMOS EVITAR A REVOLTA.
AQUELE QUE ABANDONOU O LAR, COMO DEVE CORRIGIR O ERRO?
AQUELE QUE ROUBOU, DEVE RECOLOCAR O QUE TIROU.
O termo Karma dos ocidentais é algo forçosamente mal, que se deve pagar com sofrimento. Mais nas suas raízes, bom ou mal Karma, dependem unicamente de ação e os seus respectivos efeitos. Karma é um termo sânscrito que significa atividade, ação e quer dizer lei de casualidade ou lei de ajuste.
Contar a Historia do Saturnino.

FECHAMENTO

É MUITO COMUM OUVIRMOS DIZER SOBRE NOSSOS IRMÃOS DEFICIENTES, COISAS DO TIPO: ISTO É KARMA OU ESTE É PECADOR OU AINDA ELE ESTÁ PAGANDO O QUE OS PAIS DELE FIZERAM... E POR AI A FORA
NO ENTANTO REFLITAMOS NISTO:
Deficiente - É aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive.
Cego - É aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas.
Surdo - É aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.
Mudo - É aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
Paralítico - É quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
Obs.:
Terceira lei de Newton ou lei de ação e reação:
Para toda força aplicada, existe outra de mesmo módulo, mesma direção e sentido oposto.
As forças de ação e reação possuem as seguintes características:
 Possuem a mesma natureza, ou seja, são ambas de contato ou de campo;
 São forças trocadas entre dois corpos;

 Não se equilibram e não se anulam, pois estão aplicadas em corpos diferentes.