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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O CARNAVAL E O ESPIRITISMO


Atualidade
por: Renata S. Girodo de Souza


Segundo o Dicionário Aurélio Carnaval significa “período de festas profanas que se iniciava, geralmente, no dia de Reis, e se estendia até a quarta-feira de cinzas, dia em que começava os jejuns quaresmais”.
Já segundo o verbete latino, carnaval é sinônimo de: “a carne nada vale”.
Muitos foliões comemoram a festa, mas na verdade não conhecem o significado que esta data tem.
Originado na Grécia, entre os anos 600 a 520 aC,  a folia era realizada como um agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e a produção.
Na época do Império Romano, a comemoração possibilitava que todasas classes sociais se misturassem. Para os escravos eram concedidas algumas falsas horas de liberdade.
O “baile de máscaras” surgiu em Veneza. Já naqueles tempos, as pessoas ocultavam a sua identidade, em troca de alguns minutos de prazer. Como podemos ver, não é de hoje, que os excessos são cometidos.
O sexo sem compromisso, a libertinagem e o desrespeito com o ser humano, se tornaram algumas das características dessa bacanal pública, que passa pelos inebriados olhos da sociedade.
Corpos desnudos incentivam o erotismo, e descaracterizam a folia do Brasil, que antes era marcada pelas fantasias e pelos grandiosos carros alegóricos, e com as belas marchinhas de carnaval, que levavam as famílias a apreciarem o espetáculo.
Um outro ponto a ser levantado é o problema de saúde pública: a proliferação de muitas doenças sexualmente transmissíveis, não só a AIDS, como também a Sífilis, e outras mais, degenerativas que  são adquiridas nesta época com maior facilidade.
Além disso, a gravidez precoce, e em consequencia os abortos, se tornaram freqüentes.
Muitos divórcios também ocorrem devido a deslizes no setor amoroso, traições e brigas por ciúmes.
Podemos observar também, que uma porcentagem da população, se priva durante o ano todo de bens de consumo, e passam até necessidades alimentícias, para guardarem alguns trocados em comemoração a grande festa. Sem contar as horas de trabalho nos barracões de maneira informal, quase sempre, sem a remuneração adequada.
As belas fantasias com paetês, lantejoulas e cristais, ofuscam a fome e as dificuldades financeiras, pelo menos por algumas horas na avenida.
As manchetes dos principais jornais, em todos os Estados, abordam a questão do aumento da violência: acidentes, mortes, estupros, brigas, etc.
Em grande parte, a causa principal é o consumo de drogas lícitas e ilícitas.
Em geral, os beneficiados pela folia são os grandes empresários, afortunados, que aparecem nas mídias, proporcionando às celebridades e artistas, um dia a mais de luxo.
Do ponto de vista espiritual, Espíritos mal resolvidos, vagam em meio a toda essa libertinagem do corpo, procurando almas afins, para sugarem e vampirizarem as suas energias, e incentivarem atos indecentes, incoerentes e agressivos.
Segundo Espíritos superiores muitas máscaras e fantasias desenvolvidas, são inspiradas por Espíritos que vivem em regiões inferiores do além. Essas são demonstrações do “circo de horrores”, em que esses seres habitam: figuras de monstros, bruxas, dragões, etc.
Como a Terra ainda é um orbe em evolução, as folias se tornam parte deste processo, para aprimoramento das atitudes. Precisamos doutrinar as nossas más inclinações.
Temos o livre arbítrio, para escolhermos o nosso caminho. De nada adianta o ano inteiro procurarmos Deus e Jesus, e em um único mês, extravasarmos toda a nossa energia sendo coniventes com perversidades e atuando contra a ética cristã.
Por isso, muitas religiões promovem encontros e refúgios religiosos para fugirem dos maus instintos.
A comemoração do Carnaval é tradição no nosso país, e, portanto, o texto  não tem nenhuma intenção de criticar a festa em si, mas sim, a forma com que ela é conduzida, e o comportamento questionável do ser humano. Este comportamento pode ser apresentado em qualquer outra comemoração, mas é no Carnaval, que quase tudo se torna permitido.
Momentos de despautério podem custar a nossa existência, e prejudicar o processo reencarnatório.
Ninguém está proibido de ser feliz, mas vamos procurar meios de festar, sem desviarmos da moral, afinal de contas, o nosso corpo vale muito, pois é ele que conduz o Espírito nesta encarnação, e precisamos zelar pela nossa vestimenta carnal, praticando o bem, e vivenciando o que ouvimos do Evangelho de Jesus.

JORNAL VERDADE  E  VIDA
ADDE - ASSOCIAÇÃO DE DIVULGAÇÃO DA DOUTRINA E SPIRITA 
ANO 01 NÚMERO 03 FEVEREIRO/ MARÇO 2012
Este jornal é uma publicação da ADDE - Associação de Divulgação da Doutrina Espírita
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Tiragem: 5.000 exemplares
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