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sábado, 25 de junho de 2016

A Fé Ativa construindo uma Nova Era 26 #Fé

A Fé Ativa construindo uma Nova Era 26

Módulo/Eixo Temático: A Fé Ativa


(Hilário Silva, in “Ideal Espírita” – cap. 62)

Martim Gouveia, moço ainda, afeiçoara-se a pilhar residências incautas, subtraindo o que pudesse, sem nunca ter caído nas mãos das autoridades.

Naquela noite namorara atentamente uma casa fechada qual se ninguém residisse ali.

Pé-ante-pé galgou o muro do quintal e forçou a porta dos fundos.

Abriu-a com habilidade, penetrando na moradia.

Passou pela cozinha e ganhou o interior.

Procurou uma dos quartos onde esperava encontrar valores maiores e empurrou, de leve a porta.

Nisso, contudo, ouviu respiração estertorosa.

Julgando ser alguém que dormia ressonando, avançou mais ainda.

Admirado, vê então um vulto que se esparrama num leito.

O intruso leva a mão ao punhal.

Mas ouve a voz fraca e entrecortada de um homem deitado que o vislumbra no lusco fusco.

O desconhecido alonga os braços e fala sob forte emoção.

– Oh! Graças a Deus! Você escutou os meus gemidos, meu filho? Foram os Espíritos! Você é um enviado dos Mensageiros Divinos! ...

Martim, surpreso, abandona a ideia da arma.

Adianta-se para o velhinho que pode agora distinguir sob a luz mortiça do luar através da vidraça.

O ancião repete maravilhado:

– Oh! Graças a Deus! Meu filho preciso muito de você... Sou paralítico e sem ninguém... Não tenho forças para gritar... Há muito tempo não recebo visitas. Você me ouviu! ...

Depois de pequena pausa continuou... - Busque um remédio... Sinto muita falta de ar.... Leia algo que me conforte... Para não morrer sozinho... Você é um enviado dos Espíritos...

E por que o enfermo lhe estendesse um livro, Martim, condoído, acendeu a luz e dispôs-se a ler, emocionado...

Era um exemplar de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, ensebado de suor e de lágrimas. O hóspede imprevisto leu e leu, até Alta madrugada e, desde aquele instante, desistiu de assaltos e furtos, cuidando do velhinho, administrando-lhe remédio, prestando-lhe assistência e lendo com ele os livros espíritas da sua predileção.


Após cinco meses, o doente desencarnou em clima de paz, deixando-lhe a casa e os bens como herança e a alma renovada pelo exemplo de fé nos Espíritos Bons.

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