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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Ave Cristo

AVE, CRISTO!

ISMAEL RAMOS DAS NEVES

No último 2 de novembro, como ocorre todos os anos, a sociedade humana reverenciou a memória dos que partiram da Terra para o mundo espiritual.

Em face dessa tradição de cultuar os mortos, procuremos meditar mais profundamente sobre a vida eterna, reconhecendo que, além das estruturas perecíveis da matéria, manifesta-se, gloriosa e inequívoca, no domínio incomensurável do espaço cósmico, a realidade do espírito!

"Não existe a morte! Tudo vive."

Alguns homens de razão fria, com o raciocínio unicamente dirigido para a visão da matéria, conceberam que a vida se extinguiria no refúgio dos ossuários e dos túmulos, nas covas e catacumbas, mas, eis que a Ciência, em sua impetuosidade de conhecer outras manifestações do campo imenso da vida, esbarra diante de um fenômeno inquestionável: o casal de cientistas russos, chamado Kirlian, fotografando uma mão, identifica, além das estruturas do corpo somático, a existência de irradiações ou vibrações a que dá o nome de antimatéria!

O grande cientista inglês William Crookes, já no século XIX, preocupado com os fenômenos da comunicação dos Espíritos, realizara investigações com "médiuns" de efeitos físicos, testemunhando a materialização do Espírito Katie King, através da médium Florence Cook, ingressando na valorosa plêiade dos pesquisadores e cientistas que aceitam o Espiritismo!

Lombroso, cientista italiano, assistindo a uma reunião espírita, identifica a materialização de sua própria mãe, já desencarnada, que volta, rediviva, para dizer ao filho que a vida prossegue além do túmulo!

Neste final de século e de milênio, as vozes altissonantes dos Espíritos estão bradando:

"Homens, irmãos da Terra, glorificai a imortalidade."

Cumpre-se o que está escrito em Atos dos Apóstolos, capítulo 2:
Nos últimos tempos, diz o Senhor, derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão e vossos anciãos sonharão sonhos!"

Enquanto isso, numa retrovisão mais profunda da História, vamos recordar, nas páginas do Evangelho, o episódio extraordinário da ressurreição do Senhor Jesus, que aparece, ressurrecto, à visão aturdida de Maria Madalena, dizendo-lhe:

- Não me toques, porque ainda não fui a meu Pai e vosso Pai.

Num crescendo de fatos inesquecíveis e fenômenos maravilhosos, as páginas da história e dos relatos bíblicos vão-se desdobrando:

Pedro, apóstolo de Jesus, é libertado da prisão por um Espírito iluminado;

No dia de Pentecostes, os apóstolos de Jesus estão reunidos e são tomados pela influência do Espírito Santo, como se fossem línguas de fogo, ou seja, vibrações luminosas, que atuam sobre eles!

E falam a peregrinos de várias procedências, em suas próprias línguas; Saulo, o perseguidor, cavalgava pela estrada de Damasco e, em pleno meio-dia, na hora do Zênite, perplexo e atônito, contempla Jesus, o Mestre Inesquecível, que o interroga:

-Saulo! Saulo! Por que me persegues?

Após a indagação maravilhosa e com os olhos obnubilados diante da resplandecência de Cristo, o antigo perseguidor capitula, indagando:

-Senhor! Senhor! Que queres que eu faça?

Jesus não morrera, estava ali redivivo! Glória à imortalidade!

Na Bíblia, no Velho Testamento, encontramos as vozes dos Profetas, que falavam sob a inspiração dos Espíritos iluminados, gênios tutelares da Humanidade.

Na Grécia, no Egito, na Pérsia, na Índia, na China; no mundo antigo, no mundo medieval, no mundo moderno, os fenômenos da comunicação dos Espíritos se realizavam. Ocorriam nos templos, nas escolas, nos caminhos, em todos os lugares! Nem a Inquisição, com as suas fogueiras imoladoras, pôde impedir o testemunho dos mártires, como Joana dArc, a grande "médium", que ouvia as vozes dos Espíritos.

Continuando a registrar a idéia da imortalidade, que emoldura de beleza inesquecível os quadros da história, vamos encontrar a presença dos Espíritos entre os mártires do Cristianismo nascente. Quando estes caminhavam para o sacrifício, na hora extrema, entre o apodo e o escárnio da multidão ignara, nos circos de Roma, sob o ataque das feras e o crepitar das fogueiras, viam seres angélicos, que entoavam hinos de glorificação e louvor, estendendo-lhes braços acolhedores e aureolando-lhes as frontes altaneiras com os eflúvios do Céu!

Por isso, homens, irmãos da Terra, ante a lápide fria dos cemitérios, relembrando a memória dos entes queridos que nos antecederam na grande viagem de regresso à Espiritualidade Vitoriosa, repitamos, com os mártires da Primitiva Igreja do Caminho:

- Ave, Cristo! Os que vão viver para sempre Te glorificam e saúdam!

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