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sábado, 16 de julho de 2016

TEMA 01: FAMÍLIA – conversa mantida (2)

CVDEE - CENTRO VIRTUAL DE DIVULGAÇÃO E ESTUDO DO ESPIRITISMO

Sala Virtual de Estudos Educar

*Estudos destinados à família e à educação no lar*

TEMA 01: FAMÍLIA – conversa mantida (2)

Vou fazer uma colocação e depois queria que a gente conversasse mais um cadinho sobre alguns aspectos, que colocarei ao final, tá legal? :))

 01) Dizemos ou chamamos família o agrupamento de seres (Espíritos) constituídos de pai, mãe e filhos (e também podemos incluir, de uma forma bem mais genérica, os parentes consanguíneos) (e nós, já mais conscientizados podemos incluir no conceito de família os laços afetivos do espírito, independentemente de sermos "do mesmo sangue".  :) )

 No entanto o sentido ou a finalidade da família é diferente de sua conceituarão formal.

 Como bem lembrou Druida até (embora ainda existente em alguns locais) uns anos atrás o relacionamento entre pais e filhos era bem mais difícil, com pouco (quando havia) diálogo, onde a obediência silenciosa devia prevalecer, a profissão dos filhos era escolhida pelos pais (embora isto ainda hoje exista em menor escala) , os papéis do homem, da mulher e dos filhos eram rigidamente definidos.

 A família modificou-se, saiu-se da rigidez para cair-se na indiferença, na liberdade extrema sem responsabilidades, manteve-se a falta de diálogo (de motivos ou formas diferentes, mas ainda assim falta de diálogo - salientando que falamos mais abertamente, o que não significa dialogar); ou seja, saiu-se de um extremo para ir-se ao outro extremo. Veja-se os grandes desencontros humanos que se dá dentro das próprias famílias, jovens refugiando-se em tóxicos, idosos largados em asilos, casais se desencontrando, as "produções independentes" de filhos (onde a família já terá uma outra constituição), etc..

 Há saldos positivos na modificação ocorrida? Sim os há.

No entanto, sentimos a necessidade da construção de bases, de estruturas seguras.

 E era neste sentido que falávamos em resgatar a família, na sua base, nos seus princípios.

 Este resgate com certeza vem na forma de uma construção ou reconstrução do sentido, da finalidade, da essência de família em princípios que irão orientar para a vida.

 E nessa construção é necessária a mudança moral profunda em nós mesmos, que refere-se ao que o Druida bem disse "é o trabalho a ser realizado em nós mesmos: reconhecer e respeitar os direitos de todos, sabendo que os filhos são espíritos como nós; valorizar a convivência familiar, aproveitando todas as oportunidades para abraçar o familiar e valorizá-lo, mostrando o quanto o amamos e o quanto ele é importante para nós; usar de autoridade para com os filhos, mas permiti-los ter sua própria experiência, com acertos e erros(...)" E acima de tudo não apenas nas palavras, mas no exemplo, que é mais eficaz que as palavras soltas que o vento leva.

 Só que , para que possa haver essa construção ou reconstrução do sentido da finalidade da família, dever-se-á começar o sentido ou base de família através da educação dos filhos, tanto do homem quanto da mulher, para que já bem mais orientados possam identificar e "saber escolher" o parceiro ou a parceira, buscando um relacionamento verdadeiro : com compreensão, equilíbrio, autodomínio interior e do amor; o que será a base estrutural do universo familiar que irá aconchegar ao lar um terceiro e quarto e quinto espírito que retornam ao mundo físico.


02) O José Neto, a Soama e o Druida falaram que a atração física/material (lendo-se também física/sexual) e a atração monetária dificilmente poderia formar uma família, vamos verificar as seguintes situações


1a) Supondo-se dois seres que atraídos fisicamente ou monetariamente, resolvem se unir e dessa união advém filhos (um que seja) e posteriormente, como não há bases estruturais verdadeiras, o casal se separa. Poderíamos dizer que houve e há uma família?

2a) Outra situação: um casal de namorados, não bem orientados para as responsabilidades espirituais, se vê às voltas com uma gravidez não planejada, não se casam, mas têm o filho. Houve ou não a construção de uma família?

 3a) Uma moça, solteira, resolve ter um filho, mas não quer ter um pai para ele. Através da inseminação artificial ela engravida e tem seu filho. Houve e há a construção de uma família?

 4a) supondo que em todos os casos, os pais e mães cresceram se conscientizaram e passaram a dar uma orientação mais real e uma educação espiritual aos respectivos filhos.  Houve a construção de uma família?

Tarde cor e amor pra todos vcs

(Lu)

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*Participando*

1a) Supondo-se dois seres que atraídos fisicamente ou monetariamente, resolvem se unir e dessa união advém filhos (um que seja) e posteriormente, como não há bases estruturais verdadeiras, o casal se separa. Poderíamos dizer que houve e há uma família?

*Houve uma família, depois do nascimento do filho e haverá sempre, pois existe uma criança que é o elo que liga o casal. Mas não acredito que tenha havido um lar.*


2a) Outra situação: um casal de namorados, não bem orientados para as responsabilidades espirituais, se vê às voltas com uma gravidez não planejada, não se casam, mas têm o filho. Houve ou não a construção de uma família?

*Esse caso, é bem diferente do primeiro. Eles tiveram um filho antes do casamento, mas isso não impede que acabem juntos, se casando e constituindo uma família nos moldes "convencionados pela sociedade". Acredito que se houver amor verdadeiro entre esse casal, eles formarão uma família mesmo morando em casas separadas.*

Exemplo: Meu pai mora em outra cidade, por causa do trabalho, mas formamos uma "família que mora em duas casas".

 3a) Uma moça, solteira, resolve ter um filho, mas não quer ter um pai para ele. Através da inseminação artificial ela engravida e tem seu filho. Houve e há a construção de uma família?

*Não concordo com uma decisão dessas, pois reconheço a importância da figura paterna na criação de um indivíduo. Mas haverá a construção de uma família sim, se houver amor.*

*Ultimamente, conhecemos vários casos de mulheres que foram abandonadas pelos maridos ou até que ficaram viúvas e formam uma família formada por mãe e filhos.*

*Outros casos semelhantes, apesar de mais raros, são formados por pais e filhos.*

 4a) supondo que em todos os casos, os pais e mães cresceram se conscientizaram e passaram a dar uma orientação mais real e uma educação espiritual aos respectivos filhos.  Houve a construção de uma família?

*Concluirei dizendo o seguinte: quando houver amor verdadeiro haverá sempre uma família. Mesmo não havendo pai e/ou mãe ou não havendo filhos. Haverá uma família se pessoas que se amam se juntarem em torno desse amor.*

 (Soama – RJ)

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1a) Supondo-se dois seres que atraídos fisicamente ou monetariamente, resolvem se unir e dessa união advém filhos(um que seja) e posteriormente , como não há bases estruturais verdadeiras, o casal se separa. Poderíamos dizer que houve e há uma família?

*Neste caso houve uma família, embora o casal não tem laços de afinidade algum, senão a atração física e segurança material, agora têm um compromisso com o filho o que transformará profundamente a dinâmica de suas vidas*

2a) Outra situação: um casal de namorados, não bem orientados para as responsabilidades espirituais, se vê às voltas com uma gravidez não planejada, não se casam, mas têm o filho. Houve ou não a construção de uma família?

*O mesmo raciocínio da questão anterior serve para esta. Agora os pais têm um compromisso para com filho e têm a obrigação de dar-lhe um família pra que este possa receber educação e amor do pai embora estes não sejam casados.*

3a) Uma moça, solteira, resolve ter um filho, mas não quer ter um pai para ele. Através da inseminação artificial ela engravida e tem seu filho. Houve e há a construção de uma família?

*Ainda me pergunto quais as razões que levariam uma mulher a negar o direito de um pai ao filho. Quem da sala puder imaginar ajude-me a esclarecer este ponto. Um filho não pode ser apenas para satisfazer nosso orgulho, para nossa realização pessoal, um filho é um compromisso assumido mesmo que não planejado temos este compromisso. A figura paterna é importante para o crescimento do filho. Sabemos que inseminação artificial é um excelente recurso para pais que não podem ter bebes por vias naturais mas usá-la para outros fins creio que haja uma incoerência.  Retornando a pergunta gostaria de dizer que esta criança não está desamparada e também tem seu direito a família mesmo que com a ausência da figura paterna.*


4a) Supondo que em todos os casos, os pais e mães cresceram se conscientizaram e passaram a dar uma orientação mais real e uma educação espiritual aos respectivos filhos. Houve a construção de uma família?

*E isto é possível porque um filho transforma a dinâmica do casal. A família já está construída houve um crescimento moral entre os pais que perceberam a necessidade de mudança em face a chegada de um filho.*

(José Neto)

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Lendo e estudando com vocês os questionamentos que surgiram sobre o tema família, gostaria de mais esclarecimentos sobre uma outra situação:


*Uma adolescente engravida de seu namorado também adolescente, e em razão disso resolvem se casar. Após algum tempo, devido à fatores de imaturidade e falta de um verdadeiro amor resolvem se separar. Se posteriormente resolverem constituir uma outra família, qual é a orientação que devem Ter para com o fruto do primeiro casamento? Como ficará para essa criança o verdadeiro conceito de família, convivendo com o fato de seus pais não viverem juntos e possuírem outros companheiros (as) e outros filhos?*

(Tatiana)

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Lendo as colocações da Soama e do José Neto e a pergunta da Tatiana:

 a) será que poderíamos então entender que podemos ter uma família casa e uma família lar? Explicando que a família casa seria aquela ligada pelos laços consanguíneos, abrigados dentro de uma estrutura física, onde estamos para dormir, para comer, para nossos afazeres gerais. E a família lar seria aquela ligada afetivamente entre si, onde reina a compreensão, o respeito, a procura do melhoramento interior, do amor.

 b) Assim, a família casa pode vir a ser constituída diferentemente da estrutura ideal: casal se une pelo sentimento e dessa união abriga espíritos reencarnantes, ou seja, poderá vir a ser constituída por todos os exemplos dados no e-mail anterior? Mas a família Lar é aquela que conversávamos anteriormente e que Druida bem salientou o seu sentido, não podendo ser construída de outra forma senão a da consciência e do sentimento?

 c) E, como bem pergunta a Tatiana, como será a questão família , após a separação ou divórcio entre o casal e "Se posteriormente resolverem constituir uma outra família, qual é a orientação que devem ter para com o fruto do primeiro casamento? Como ficará para essa criança o verdadeiro conceito de família, convivendo com o fato de seus pais não viverem juntos e possuírem outros companheiros (as) e outros filhos?" Modifica-se o sentido de família?

 Vamos conversar mais um cadinho sobre?:)

(Lu)

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Oi gente, deixa eu falar só um cadinho?  É bem pouquinho mesmo.

Para mim, a finalidade mor da família é aprendermos a amar e perdoar.  Não existe, no meu entender, melhor lugar para se praticar essas duas "matérias" que vivem reprovando a gente por aí.  Se pararmos pra pensar um pouquinho, às vezes nascemos como filhos de arqui-inimigos porque, mesmo que hajam diferenças, e elas existirão é claro, por sermos filhos somos mais facilmente compreendidos e perdoados. 

Não generalizo, sei que muitos não conseguem essa bênção e se mantêm irredutíveis no ódio mas, creio eu que na grande maioria, espíritos rebeldes, espíritos que se "estranham" com frequência, encontram no seio da família uma excelente oportunidade para crescimento.

O jeito amoroso que o Pai encontrou de fazer-nos aprender sua lei maior, é o que penso.

(Eliene)

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Oi gente, olha eu de novo aqui pitacando...

Na minha opinião só temos a família propriamente dita quando existe a união dos espíritos, ou seja, se pais se separam, não vem muito ao caso desde que preservem o sentimento de responsabilidade pela educação e ascensão daqueles espíritos que vieram como filhos, tios, irmãos.  Se um casal não consegue viver junto por motivos vários, devem, acima de tudo respeitar-se e terem em mente que os espíritos encarnados que constituem aquela família não estão ali por acaso e que existem obrigações.  Constituindo nova família, novos compromissos serão assumidos com a espiritualidade, ou melhor, velhos compromissos poderão ser saldados com a espiritualidade mas, serão propostas a mais e não novas, devendo a família antiga, só porque houve a separação do casal, serem esquecidos.

Seria mais ou menos como acontece com a gente quando casamos.  Saímos da casa de nossos pais para constituir uma nova família mas nossos pais, tios, irmãos, primos etc. etc. etc. não deixam de ser também nossa família.  Apenas estamos tendo a oportunidade de agregar-lhes outros espíritos, fazendo-a crescer para maior serem nossos recursos e possibilidades para a elevação.

Assim vejo a família.  Constituída foi, feita está e não se dissolve, mesmo se houver divórcios.  E isso é que temos todos de ter em mente: compromisso assumido com a espiritualidade e quebrado pode representar "carma dobrado".

(Eliene)

 *Tema 01: Família – conclusão*

O Tema família sempre nos faz refletir, não é? Embora muitos, quando olham para seu título, digam que se vive falando em família e gostariam de ver outros temas menos corriqueiros, menos dia-a-dia, serem conversados, refletidos, pensados esquecendo-se de que a família é a base sustentadora da sociedade.

 No entanto, sempre que abordamos temas relacionados à família, ficamos, como disse a Luiza, com questionamentos íntimos, os quais são positivos na medida em que nos traz um momento para a reflexão e toda reflexão irá resultar em um aprendizado.

 Falamos, durante a semana, muitos aspectos, muitas questões e também sobre alguns questionamentos : uns escritos e outros que nos ficam à mente em indagações íntimas, pessoais.

 Assim, para fechar, concluir o estudo, optei por o fazer através das palavras da Joanna de Ângelis (in: Estudos Espíritas):

 "A família é mais do que o resultante genético... São os ideais, os sonhos, os anelos, as lutas e árduas tarefas, os sofrimentos e as aspirações, as tradições morais elevadas que se cimentam nos liames da concessão divina, no mesmo grupo doméstico onde medram as nobres expressões da elevação espiritual na Terra.

 (...)

 Sustentá-la nos ensinamentos do Cristo e nas ações da reta conduta, apesar da loucura generalizada que irrompe em toda parte, é o mínimo dever de que ninguém se pode eximir."

 *TEMA 01: Família – bibliografia de apoio*

01) O Evangelho Segundo o Espiritismo Allan Kardec Trad. Guillon Ribeiro 106a edição – RJ – FEB – 1992 páginas 329/331

02) O Livro dos Espíritos Trad. Guillon Ribeiro 58a edição – RJ – FEB – 1983 - Casamento e Celibato Questões: 695/696 – 698/699 Página 335

03) O Livro dos Espíritos Trad. Guillon Ribeiro 58a edição – RJ – FEB – 1983 – Poligamia Questão 700  Página 336

04) O Livro dos Espíritos Trad. Guillon Ribeiro 58a edição – RJ – FEB – 1983 / Laços de Família Questões 773/775 Página 361

05) O Problema do Ser, do Destino e da Dor Léon Denis 10a edição – RJ – FEB – 1977 O Problema do Destino Páginas 175/182

06) Depois da Vida Divaldo P. Franco por diversos Espíritos 1a edição – Salvador – Alvorada Editora – 1984 Tormentos Ocultos Páginas 141/146

07) Depois da Vida Divaldo P. Franco por diversos Espíritos 1a edição – Salvador – Alvorada Editora – 1984 Provações Abençoadas Páginas 163/166

08) Estudos Espíritas Divaldo Pereira Franco por Joanna de Ângelis 1ª edição – RJ – FEB – 1982 Família Página 175/180

09) O Pensamento de Emmanuel Martins Peralva 4a edição – RJ – FEB – 1991 Casamento e Sexo Páginas 171/175

10) Estudando a Mediunidade 15a edição – RJ – FEB – 1991 Espiritismo e Lar Páginas 101/105

11) E a Vida Continua... Francisco Cândido Xavier por André Luiz 5a edição – RJ – FEB – 1975 Evelina em ação Páginas 208/219

12) E a Vida Continua... Francisco Cândido Xavier por André Luiz 5a edição – RJ – FEB – 1975 Nova Diretriz Páginas 220/228

13) E a Vida Continua... Francisco Cândido Xavier por André Luiz 5a edição – RJ – FEB – 1975 E a vida continua Páginas 229/244

14) Há 2000 anos... Francisco Cândido Xavier por Emmanuel 16a edição – RJ – FEB – 1981 Um Escravo Páginas 32/49

15) Luz no Lar Francisco Cândido Xavier por diversos Espíritos 3a edição – RJ – FEB – 1978 Preparação familiar Páginas 132/135

16) Nos Domínios da Mediunidade Francisco Cândido Xavier por André Luiz 8a edição – RJ – FEB – 1976 Últimas Páginas / Páginas 283/285

17) Nosso Lar Francisco Cândido Xavier por André Luiz 41a edição – RJ – FEB – 1993 Noções de lar Páginas 110/114

18) Nosso Lar Francisco Cândido Xavier por André Luiz 41a edição – RJ – FEB – 1993 Continuando a Palestra Páginas 115/119

19) O Consolador Francisco Cândido Xavier por Emmanuel 11a edição – RJ – FEB – 1985 Afeição questões 175 e 179 Páginas 107 – 109

20) Obreiros da Vida Eterna Francisco Cândido Xavier por André Luiz 9a edição – RJ – FEB – 1975 Louvor e gratidão Páginas 137/156

21) Pensamento e Vida Francisco Cândido Xavier por Emmanuel 1a edição – RJ – FEB – 1958 Família Páginas 45/48

22) Vida e Sexo Francisco Cândido Xavier por Emmanuel 9a edição – RJ – FEB – 1986 Família Páginas 13/15

23) Educadores do Coração  Walter Barcelos 1a edição – MG – UEM – 1999


24) Nossos Filhos são Espíritos Hermínio C. Miranda 7a edição – RJ – Lachâtre - 1998 

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