Já
parou para refletir sobre o conteúdo dos seus pensamentos?
Você
tem pensamentos otimistas ou pessimistas?
Como
você pensa sobre a sua vida?
Tem
controle sobre o que pensa? Consegue mudar de pensamento quando quiser?
Da
maneira como pensamos, serão feitas as nossas escolhas: as nossas amizades, o
tipo de leitura, música, filmes, com o que ocupamos o nosso tempo, a forma como
conduzimos a nossa vida.
Ainda
não nos conscientizamos da importância da nossa atividade mental.
Somos
responsáveis pela qualidade de nossos pensamentos.
O que
emitimos, iremos receber na mesma intensidade e freqüência.
Da
maneira como pensamos, iremos atrair também as nossas companhias espirituais.
Como
pensas – viverás!
I – A ação do pensamento e o poder da vontade
Por
vícios de existências anteriores, utilizamos mal o nosso pensamento.
Foram
várias encarnações de muita dor e sofrimento, geralmente pelas conseqüências de
nossas próprias escolhas.
São
pensamentos viciados, mente perturbada por sermos escravos de determinadas
paixões.
Sempre
desprezamos as oportunidades de mudança de nossos hábitos mentais.
Somos
responsáveis pelo conteúdo de nossos pensamentos. E a verdade é que refletimos
muito pouco a esse respeito, pois não damos o devido valor de selecionar as ondas
mentais que emitimos e recebemos.
Quantas
vezes somos responsáveis pelas dificuldades que passamos. São pensamentos de
medo, sentimento de incapacidade, e até acreditando que estamos sofrendo uma
obsessão... E por conseqüência atraímos determinados acontecimentos não
desejáveis em nossas vidas.
Todo
carma se inicia a partir de um pensamento mal direcionado. Pois este é
carregado de energia, emoções e sentimentos.
Como
reverter esta situação?
•
Inicialmente precisamos ter a consciência destes pensamentos negativos;
•
Procuremos mudar a direção deste estado mental, higienizando nossa mente
focando uma imagem otimista, buscando coragem e esperança;
•
Manter a vigilância para que estes quadros mentais não retornem;
•
Precisamos sempre estar em contato com nossos Mentores Espirituais através da
oração, pedindo ajuda para reverter esta situação, e que possamos estar em
faixas vibratórias mais elevadas;
• E
acima de tudo, utilizemos o nosso poder da vontade. Temos essa força interior e
muitas vezes a negligenciamos. A vontade pode impor disciplina interna,
mantendo nossos sentimentos e pensamentos na direção do bem. É com essa força
que iremos conseguir determinar o rumo de nossas vidas.
“Com o pensamento e a vontade podemos pôr em movimento todas as
forças escondidas em nós mesmos. Nossas irradiações fluídicas se impregnam das
qualidades ou dos defeitos dos pensamentos e criam, em torno de nós, um
ambiente de conformidade com o estado da alma” (Léon
Denis – “Espíritos e Médiuns”)
II – Auto-Obsessão
“O homem não raramente é o obsessor de si mesmo”
(Allan Kardec – Obras Póstumas) A
auto-obsessão é quando o indivíduo fica preso em seus próprios pensamentos, em idéias
que se repetem (idéias fixas), em emoções negativas que se tornam uma constante,
vivendo assim em estados mentais perturbadores que vão se tornando prejudiciais.
A auto-obsessão pode também ser expressa
através de complexos de culpa, em mania de doenças, no excessivo cuidado ao
próprio corpo exaltando o seu lado narcisista.
Com estes tipos de comportamento podem também
abrir brechas às influências obsessivas de Espíritos com propósitos negativos.
Estas pessoas são doentes da alma, são obsessores
de si mesmos, muitas vezes trazendo lembranças de um passado que ainda não
conseguem se libertar.
Para ilustrar o que foi relatado acima, vamos
narrar uma passagem do livro “Tormentos da Obsessão” de Manuel Philomeno de
Miranda, ditada ao médium Divaldo Franco. O fato ocorrido se passou no
Sanatório Esperança, fundada e dirigida por Eurípides Barsanulfo. Em companhia
do Dr. Ignácio Ferreira, Manuel Philomeno narra que se aproximaram de um leito
onde se encontrava Honório. Este se apresentava bastante desfigurado, gritando
e se debatendo querendo se libertar de algo que o estivesse incomodando e o atormentando,
como se fossem agressores invisíveis. Manoel Philomeno em sua análise observou
que Honório estava lutando contra formas hediondas que o atacavam. Prontamente,
recebeu o auxílio e os esclarecimentos do Dr. Ignácio informando que se tratava
de formas-pensamento por ele mesmo criados durante a sua última existência
terrena e que continuavam no seu campo mental após o seu desencarne. Essas
formas-pensamento adquiriram vida própria por serem alimentadas constantemente
pelo medo e pela sua consciência culpada.
Honório mergulhava num processo de auto-obsessão
por ter cultivado uma vida sexual desregrada, habituando a criar cenas mentais
degradantes, originando assim essas formas-pensamento. Dr. Ignácio dá assim os
esclarecimentos finais:
“Os processos de
auto-obsessão prolongada deixam seqüelas que somente o tempo e o esforço do paciente
poderão drenar, superando-as. (...) O paciente terá pela frente todo um
significativo trabalho de reconstrução mental, de reestruturação do pensamento
e de mudança de conduta moral.”
É assim que muitos processos de obsessão começam:
os obsessores utilizam as formas-pensamento criadas e mantidas pela própria
pessoa, manipulando esta energia para assustá-las e atormentá-las.
Portanto, “Vigiai e orai” por nossos pensamentos.
III – Dize-me o que pensas
e te direi com quem andas
De acordo com o que pensamos, serão as nossas
companhias espirituais.
Pelo pensamento desceremos ao “inferno” ou
subiremos ao “céu”. Com ele podemos nos tornar escravos ou poderemos nos libertar.
A obsessão está sintonizada com as faixas
mais inferiores de vibração.
A desobsessão, ao contrário, é a mudança na
forma de pensar, criando um padrão sintonizado com as esferas mais elevadas, buscando
rumos mais nobres e construtivos em nossas vidas.
Ao pensar emitimos
vibrações que enviam os nossos desejos e impulsos, podendo manter sintonia com
aqueles que pensam como nós, sendo eles encarnados ou desencarnados.
Portanto, precisamos ter a consciência e
o cuidado com o ato de pensar. Pois, é através do pensamento é que
influenciamos o mundo ao nosso redor.
Geralmente somos atraídos pelo lado sombrio
da vida, pelas fatalidades, pelas conversações deprimentes e pessimistas, o que
acaba nos envolvendo numa atmosfera de tristeza e desânimo. E estando neste
clima, é que atraímos as dificuldades, as doenças começam a ser somatizadas.
Portanto é fácil perceber que os pensamentos negativos predominam em nossas
mentes.
Joanna de Ângelis, mentora espiritual do médium
Divaldo Franco, nos traz com grande sabedoria, as implicações sobre a nossa
forma errônea de pensar:
“A vida mental responde pelas
atitudes comportamentais, expressando-se em forma de saúde ou doença conforme o
teor vibratório de que se revista.
O bombardeio de petardo
contínuo, portadores de alta carga destrutiva, agindo sobre os tecidos sutis da
alma, desarticula as engrenagens do perispírito que reflete, no corpo e na emoção,
as enfermidades de etiologia difícil de ser detectada pelos métodos comuns.
(...) Vários tipos de cânceres, alergias e infecções na esfera física, e neuroses
psíquicas, tem sua gênese no comportamento mental e nos seus efeitos morais.”
Para anular os pensamentos de teor negativo,
devemos utilizar os pensamentos positivos: idéias enobrecedoras, de harmonia,
de paz, de mansidão. Mentalizar um ideal superior, e perseverar em conquistá-lo,
preenche a nossa mente, evitando as eventuais dispersões e fugas de
pensamentos. O nosso objetivo é a disciplina do bem.
IV – Que tipo de energia
sua mente plasma?
Um assunto que vamos começar a abordar refere-se
às formas-pensamento ou clichês mentais.
Quando pensamos continuamente sobre determinado
pessoa ou situação, a nossa mente plasma uma imagem correspondente como se
fosse uma fotografia, que é denominada forma-pensamento.
Ou seja, “formas-pensamento
são criações mentais que utilizam a matéria fluídica ou matéria astral para compor
características de acordo com a natureza do pensamento. Deste modo, encarnados
ou desencarnados podem criar formas-pensamento, com características boas ou
ruins, positivas ou negativas.” (extraído da
Wikipédia)
São “seres” criados quando pensamos.
Muitas vezes suas imagens são confundidas
com “espíritos”. Essas imagens são finitas, pois existem enquanto são
“alimentadas” fluidicamente. Não possuem inteligência, pois são seres
artificiais, sem raciocínio.
Mas agem de acordo com a energia e o sentimento
de quem o criou e pensou.
Em seu livro “Compêndio
da Teosofia” C. W. Leadbeater descreve da seguinte forma a criação das
formas-pensamento:
“Quando um homem
dirige o pensamento para um objeto concreto, uma caneta, uma casa, um livro ou
uma paisagem, forma-se na parte superior de seu campo mental uma pequena imagem
do objeto, que flutua em frente ao seu rosto, ao nível dos olhos. Enquanto a
pessoa mantiver fixo o pensamento o objeto, a imagem vai permanecer, e persiste
mesmo algum tempo depois. O tempo de duração desta imagem dependerá da
intensidade e também da clareza do pensamento”.
V – Formas-pensamento e os
seus efeitos
O Ser humano não tem a menor idéia do potencial
de seus pensamentos. Como não os visualizamos, não damos a eles o seu devido
valor. Pode atuar de uma maneira para prejudicar ou ajudar as pessoas, conforme
os sentimentos a ele associados.
O conteúdo moral do pensamento irá determinar
as formas exteriorizadas. Se estamos vibrando amor e felicidade, com certeza
estaremos levando Luz para a situação mentalizada. Caso contrário, se vibramos
ódio, rancor e agressividade, as formas-pensamento a serem criadas terão aparências
monstruosas.
Portanto, formas-pensamento são criações mentais
modelados de matéria fluídica.
É o resultado da ação da mente sobre as energias
mais sutis que estão ao nosso redor, criando formas correspondentes ao que
estamos pensando, acompanhada de uma série de cores e aspectos.
A forma-pensamento é de certa maneira uma
entidade animada, com intensa atividade, a gravitar em torno do pensamento
gerador.
Enquanto este pensamento for persistente,
e houver energia emocional para alimenta-lo, ele continuará existindo.
Se este pensamento é egoísta, de inspiração
pessoal (como acontece com a maioria dos pensamentos), a forma vagará constantemente
ao redor do seu criador, sempre pronta para atuar sobre ele próprio, tantas
vezes quantas o encontre em estado passivo.
Para um pensamento de amor, com desejo de
proteção, dirigida a um ser querido, irá criar uma forma-pensamento que será direcionada
à pessoa desejada, ficando em sua aura como se fosse um guardião, onde poderá
ser útil em diversas oportunidades, enquanto esta energia estiver viva.
Agora, um ponto muito importante e que precisamos
prestar muita atenção. Para toda forma-pensamento criada, seja ela positiva ou
negativa, e que foi emitida com determinada finalidade, somente terá o seu objetivo
alcançado se encontrar a mesma sintonia e vibração na aura receptora. Ou seja,
o pensamento negativo ou invejoso pode retroceder para quem o gerou, com uma
força proporcional à energia empregada para emiti-lo. Por isso, quem tem o
coração puro e o espírito elevado, encontra os melhores protetores contra a emissão
de sentimentos de ódio e rancor.
Annie Besant e C. W. Leadbeater em seu livro
“Formas de Pensamento” nos orientam quanto à qualidade das
nossas emissões mentais:
“Assim, pois, as
maldições e as bênçãos são comparáveis a pássaros que instintivamente voltam ao
seu ninho. Compreender-se-ão, assim, os perigos que há em dirigir pensamentos de
ódio a um homem muito evoluído. As formas-pensamento enviadas contra ele são
impotentes para alcançá-lo, mas, pelo contrário, retrocedem aos seus criadores
e os ferem mental, moral e fisicamente.”
É sempre bom pedir em nossas orações, ajuda
àqueles que, mesmo sem querer, exercem prejuízo a outrem pelo seu mau uso do
pensamento. Oremos também para que os Mentores amigos nos ajudem a limpar em
nossa casa as formas-pensamento negativas que nós mesmos tenhamos criado.
VI – Envelhecemos mais na
preocupação do que no trabalho
A teósafa Annie Besant, em seu livro “Poder
do Pensamento” nos alerta que envelhecemos mais na preocupação do que no trabalho.
O trabalho nos fortalece o pensamento, desde
que não seja muito excessivo.
A preocupação, que é um processo de repetir
sempre um mesmo pensamento e sem chegar a nenhum resultado, nos é prejudicial e
após certo tempo pode nos levar a um esgotamento nervoso e a uma irritabilidade.
Um excelente exercício para se afastar por
algum tempo desta preocupação, é criar uma segunda linha de pensamento, o mais
diferente possível, forte e persistente, para que seja suficiente para
proporciona um descanso à nossa mente. Quando nos afastamos temporariamente
dessa preocupação, obtendo outro foco mental, muitas vezes a solução nos
aparece.
O controle mental vem através do nosso esforço,
da vontade e da disciplina que cada um queira colocar em sua vida.
Neste momento também é importante o
hábito da prece e a boa sintonia com nossos Mentores para obter a paz, a
alegria e as bênçãos necessárias para o nosso sucesso.
VII – A importância da
Meditação
Para algumas pessoas, a meditação é uma fuga
da realidade.
Dizem isto por pura falta de informação.
Ela ajuda a concentração nas nossas atividades
do dia-a-dia, tornando-nos mais eficientes e organizados. A meditação proporciona
o desenvolvimento da atenção, que é o “vigiai” dos evangelhos cristãos, o
“despertai” encontrado nas literaturas islâmicas.
O Dhamnapada budista tem uma maneira notável
de apresentar este tema:
“A vigilância é o
caminho da imortalidade; a sua ausência é o caminho da morte.
Aqueles que são
vigilantes nunca morrem; aqueles que não o são já estão como mortos.”
Mas afinal, o que é meditação? Em certas tradições
zen-budistas, elas falam que é “sentar-se tranquilamente,
sem fazer nada”. Ou seja, sente-se num
lugar confortável, tranqüilo, onde não possa ser incomodado. Desligue o
celular. Feche os olhos, procure eliminar aos poucos as suas preocupações.
Observe as suas tensões, as suas emoções,
os seus pensamentos...
Tome consciência da sua respiração:
inspire levemente pelo nariz, e solte suavemente pela boca. Faça isto diversas
vezes até sentir que está fazendo isto naturalmente, sem esforço, e começa a
sentir-se relaxado.
Você irá sentir a sua respiração mais
lenta, mais suave, mais calma.
Alguns lapsos de atenção podem acontecer,
os pensamentos podem começar a “tagarelar”. Se isto acontecer, procure
concentrar-se novamente na sua respiração.
Quanto tempo devemos ficar meditando?
No começo tenha a estimativa de mais ou
menos 5 minutos. Com algum tempo de prática, perceberá que este tempo não será
suficiente. Mas, não fique preocupado excessivamente com isto!
Uma dica para quem tem dificuldade em
dormir, e sofre com a insônia: ao deitar-se, concentre-se na respiração. Ao concentrar
a atenção na respiração, em vez de nos pensamentos, você consegue “esvaziar” a
mente e dormir calmamente.
VIII – Fontes
bibliográficas utilizadas como pesquisa
(1) “Mediunidade: Caminho para
ser feliz” - Suely Caldas
Schubert
(2) “Obsessão / Desobsessão” - Suely Caldas
Schubert
(3) “Os poderes da mente” - Suely Caldas
Schubert
(4) “Missionários da Luz” - André Luiz através
de Chico Xavier
(5) “Evolução em Dois Mundos ” - André Luiz através
de C. Xavier
(6) Revista Cristã de
Espiritismo (agosto de 2008)
(7) “Além da Matéria” - Joseph Gleber
através de Robson Pinheiro
(8) “Pensamento e Vontade” - Ernesto Bozzano
(9) “O Poder do Pensamento” - Annie Besant
(10) “Formas
de Pensamento” - Annie Besant e C.W.Leadbeater
(11) “A
Gênese” - Allan Kardec
(12) “Tormentos
da Obsessão” - Manuel Philomeno Miranda através de Divaldo Franco
(13) “Elementos
da Meditação” - David Fontana
(14) “Espíritos
e Médiuns” - Léon Denis
**********************************************************************************************************
“INFORMAÇÃO”:
REVISTA ESPÍRITA MENSAL
ANO XXXIV N° 400
JANEIRO 2010
Publicada pelo Grupo Espírita
“Casa do Caminho” -
Redação:
Rua Souza Caldas, 343 - Fone:
(11) 2764-5700
Correspondência:
Cx Postal: 45.307 - Ag. Vl.
Mariana/São Paulo (SP)
Nenhum comentário:
Postar um comentário