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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A PEDAGOGIA E A DIDÁTICA DE JESUS

A PEDAGOGIA E A DIDÁTICA DE JESUS


Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo? "Jesus".

"Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque sendo Ele o mais puro de quantos tem aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava."

(O Livro dos Espíritos - Questão 625)

"Falo-lhes por parábolas, porque não estão em condições de compreender certas coisas. Eles vêem, olham, ouvem, mas não entendem. Fora, pois, inútil tudo dizer-lhes, por enquanto. Digo-o, porém, a vós, porque dado vos foi compreender estes mistérios." Jesus procedia com o povo, como se faz com crianças, cujas idéias ainda se não desenvolveram. Desse modo, indica o verdadeiro sentido da sentença: "Não se deve por a candeia debaixo do alqueire, mas sobre o candeeiro, a fim de que todos os que entrem a possam ver." Tal sentença não significa que se deva revelar inconsideradamente todas as coisas. Todo ensinamento deve ser proporcionado à inteligência daquele a quem queira se instruir, porquanto há pessoas a quem uma luz demais viva deslumbraria, sem as esclarecer."

(O Evangelho Segundo o Espiritismo'- Capitulo XXIV, item 4)

Quando o jovem rico perguntou a Jesus: - "Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?" Jesus, segundo narrativa de Lucas, respondeu: - "Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um só, que é Deus." (Mt: 19, 17).

Nesta passagem observamos que Jesus descarta o adjetivo, mantendo, porém, o substantivo, pois sabia Ele ser essa a sua missão - a de mestre, porque conforme registra o Prof. Aurélio B. H. Ferreira em seu Dicionário, MESTRE é o "homem que ensina" e o "homem superior e de muito saber''.

Em outra passagem evangélica, vamos encontrar diversos personagens tratando-o de Mestre, como aconteceu com Maria de Magdala ao reconhecer naquela visão a figura inolvidável do "Raboni", que quer dizer mestre em hebraico. Os próprios escribas e fariseus assim o chamaram, quando levaram a sua presença a mulher adúltera. Neste sentido, Jesus foi um mestre por excelência. Sabia dosar suas palavras, usando formas diferentes quando falava aos apóstolos e ao povo: - "A Vós outros é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; aos mais fala-se por parábolas." E é exatamente quando fala ao povo que Jesus se revela o Mestre por excelência. Utiliza o recurso de pequenas estórias, como forma de transmitir mensagem aos outros. Por isso, Jesus falava ao povo através de parábolas, para que uma idéia que parecia complicada pudesse tornar-se mais fácil de ser entendida, pois ela era expressa através de um exemplo ou de uma comparação.

Nestas parábolas, Jesus utilizava a linguagem que o povo conhecia:

- O semeador saiu a semear...

- O bom samaritano.

- O filho pródigo.

- Os trabalhadores da vinha.

- O fariseu e o cobrador de impostos.

- A ovelha perdida.

Eram situações vivenciadas pelos judeus; representavam suas aspirações imediatas, nas quais Jesus acrescentava o ensino moral. Não esperava situações, nem locais especiais para transmitir seus ensinamentos. Aproveitava o momento e suas salas de aulas foram a casa de Simão Pedro, o barco, a praça pública e a montanha, de onde transmitiu o mais belo de seus ensinamentos: O Sermão do Monte.

Ensinou aos mais idosos, aos jovens e pediu: - "Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Nada deixou escrito, mas suas lições transcendentais venceram os tempos e são tão atuais, como nos momentos em que foram pronunciadas.

Este é o Mestre que, segundo a questão 625 de "O Livro dos Espíritos", é "o modelo e guia que Deus tem oferecido à Humanidade.

Quando a Terra se ajustar aos preceitos de Jesus, então, liberta de trevas, será um mundo de luz!  
José Fuzeira (Do Livro "Trovas de Sombra e de Luz").