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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

24 - VIVÊNCIA ESPÍRITA


Nos mais complexos e nos mais simples elementos da Natureza, encontramos o desafio à ação.
Um transatlântico erigir-se-á por maravilha da técnica, efetuada à custa de centenas de artífices, mas, se não enfrenta os perigos do mar alto, em auxílio do homem, descansará indefinidamente no cais, à feição de prodígio em ponto morto.
Uma biblioteca se destacará por celeiro de ensinamentos, reunindo os melhores autores, mas, se não é compulsada na formação de cultura, estará reduzida à condição de mausoléu do pensamento.
De maneira análoga, temos a convicção espírita em nossas vidas. Ela poderá representar a dádiva de numerosos benfeitores desencarnados, o apoio de muitos amigos, a cura de males diversos ou o tesouro de consolação acumulado por abençoadas revelações medianímicas,
mas, se não rende serviço aos semelhantes ou educação em nós mesmos, não passará de promessa inútil.
É certo que, para atravessar os oceanos ou adquirir instrução na Terra, carecemos de barcos seguros e bons livros, os quais, aliás, não teriam maior significação, fora das regras de proveito e de uso.
De modo idêntico, sem a idéia espírita, ainda mesmo disfarçada sob conceitos diferentes, não alcançaremos a luz da fé raciocinada, capaz de descerrar-nos caminhos à verdade que nos fará livres; entretanto, somos forçados a reconhecer que não vale a escola do bem, sem a vivência no bem, como em nada adianta planejar sem fazer.

Albino Teixeira


CAMINHO ESPÍRITA –
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
- AUTORES DIVERSOS

“O livro penetra sem alarde os santuários da arte e da cultura, da sublimação e do progresso.
É alma pensamento esperança e consolo”.
Emmanuel – Cartas do Coração