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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Capítulo IV – MÃE E FILHO SE DEFRONTAM * Chapter IV - MOTHER AND SON FACED

De repente, ouvi alguém me chamando. Era Salustiana:
— Luiz Sérgio, como é bom encontrar você! Não me conhece mais? Quando encarnada eu não o deixava em paz, apelava para você todas as vezes que meu filho Alfredo, completamente drogado, me agredia e aos seus irmãos, chegando até a me morder. Para acalmá-lo eu o chamava e aos Raiozinhos de Sol.
— E ele, Salustiana, já concordou em ser tratado?
— Não, Luiz, por isso aqui me encontro. Em uma das suas crises ele me agrediu tanto que vim a desencarnar. Fui socorrida, mas como posso ficar no paraíso quando meu filho vive nos umbrais da vida? Por mais que me esforçasse ele estava cada vez pior. Agora parece que tudo vai serenar, esta noite ele desencarnou, vítima da AIDS.
— Quantos anos ele tem?
— Vinte e dois, mas parece ter cinqüenta, tão maltratado foi pela vida — respondeu, com os olhos rasos de lágrimas.
- Não, minha irmã, não foi a vida que o maltratou, ele é que não soube viver.
- Tem razão, meu amigo.
- Onde ele se encontra? Ela começou a chorar alto:
- Logo ali, logo ali. Ajudem-no, pelo amor de Deus!
Em silêncio, nós a acompanhamos e qual não foi a nossa surpresa ao vermos Alfredo ainda dentro do túmulo, debatendo-se junto a um corpo tão debilitado que nem podemos assim denominá-lo.
Enrico. Por que ele se apega a esse corpo doente? Perguntei.
- Porque não deseja abandoná-lo, tão agarrado está à vida física. Ia ajudá-lo, quando Enrico pediu auxílio ao nosso mentor, para que nos desse proteção naquele trabalho:
Que a bondade de Deus esteja sempre em nós para que possamos estender nossos braços em direção ao próximo. Ajuda-nos, em nome de Deus. No instante em que aquele espírito completamente dementado pôde enxergar a mãe, gritou:
- Sua bruxa, mãe desnaturada, saia daqui! Não quero vê-la nunca mais, você é a causa do meu sofrimento, você me excomungou, por isso a matei!
- Não, meu filho, meu coração só tem amor por você. Eu o perdôo, ou melhor, jamais o julguei culpado.
 - Cale a boca! Não gosto nem de ouvir a sua voz, deixe-me só com os meus sofrimentos.
Quando assim esbravejava, saía da sua boca um líquido verde, de uni odor insuportável. Enrico esclareceu:
- Luiz, nada podemos fazer, Alfredo suicidou-se; não suportou esperar a hora prevista por Deus.
- Por favor, irmãos, ajudem meu filho, ele está sofrendo demais!
- Irmã, falou Enrico, vamos embora daqui, seu filho precisa ficar sozinho e tomar suas decisões, sem influência nem ajuda de ninguém.
- Como posso deixá-lo assim?
- A sua proteção, o seu amor doentio cooperam para o desequilíbrio dele. Agora está em suas mãos salvá-lo.
- Que faço, então? - Deixe-o em paz.
-Paz? Mas ele está preso a um corpo ainda coberto de terra...
- Sim, está, mas ele mesmo tem condição de sair daí.
Vamos deixá-lo.
- Seus covardes, voltem, tirem-me daqui, estou sofrendo muito! E você, mãe, por que vai me deixar?
- Porque você nunca me amou e eu só lhe causei dores. Seja feliz, meu filho - falou Salustiana, acompanhando-nos.
Ele gritou meu nome:
- Luiz Sérgio, o que preciso fazer para sair daqui? Virei-me e falei:
- Orar, pedindo perdão a Deus.
— Pois vocês vão para os quintos dos infernos, abraçados com ele!
— Perdoa, Senhor, perdoa meu filho!
Olhei para aquele trapo de mulher e enlacei seu ombro com carinho, pensando: não deve existir dor pior do que a que sofre um coração de mãe ou de pai quando um filho vive agredindo a sociedade. Alfredo gritava, xingando-nos, mas Salustiana ia ser socorrida para ter condições de auxiliar o filho.
— Amigos, ele será ajudado?
—Sim, respondeu Enrico. Um filho de Deus não sofre eternamente, todos têm o seu dia de glória.
— Deus meu, ajuda-me a conseguir força para poder ajudar o meu filho querido, que se perdeu nas estradas dos vícios.
Ajuda-me, Senhor, para que eu possa segurar as mãos do meu filho e, juntos, chegarmos a Ti. Sei, Senhor, que falhei como mãe, mas mesmo assim fui feliz, porque me confiaste um dos Teus filhos, que prometo amar eternamente.
— Todas as mães precisam de oração, porque elas moldam o caráter dos filhos. E estes precisam tanto delas!... enfatizou Enrico.
Levamos nossa amiga para o pronto-socorro da Estação do Adeus. Ao ali deixá-la seu olhar de súplica me fez estremecer; aquele olhar de mãe sofrida nos implorava que voltássemos para socorrer Alfredo. Enrico tranqüilizou-a:
— Pediremos aos Raiozinhos de Sol que ajudem seu filho, nossa tarefa hoje é outra, não temos meios para socorrê-lo.
Mas Jesus está sempre presente ao lado dos que sofrem.
Ela baixou a cabeça e nos acenou:
— Até outra vez e muito obrigada.
Tive vontade de chorar, mas Enrico, o italiano de Cristo, era tão firme nas decisões que me esforcei para não me desequilibrar.

Luiz Sérgio
NA HORA DO ADEUS
Psicografía: Irene Pacheco Machado

2a Edição • 1997


Suddenly, I heard someone calling me. Was Salustiana: 
- Luiz Sérgio, how nice to meet you! Do not know me anymore?Incarnated When I did not leave him alone, calling you all the timesthat my son Alfredo, completely drugged, assaulted me and hisbrothers, coming to bite me. To calm him down I called him andlittle rays of sunshine. 
- And he Salustiana, have agreed to be treated? 
- No, Luiz, so here I am. In one of his attacks he assaulted me sothat I came to disembodiment. I bailed, but how can I stay in paradise when my son lives on the doorposts of your life? No matter how hard me he was getting worse. Now it seems thateverything will calm this evening he passed away, a victim ofAIDS. 
- How old is he? 
- Twenty-two, but seems to have fifty, was so battered by life -replied, with tears in eyes with tears. 
- No, my sister, was not the life that abused, he does not know life. 
- You are right, my friend. 
- Where is he? She began to cry loudly: 
- Right there, right there. Help him, for God's sake! 
In silence, we followed and what was our surprise when we sawAlfredo still inside the tomb, struggling with a body so weak thatwe can not just call it. 
Enrico. Why he clings to this sick body? I asked. 
- Because you do not want to abandon it, is so attached to physical life. Would help him when asked Enrico aid our mentor, togive us that protection work: 
That the goodness of God always be in us so that we can extendour arms toward the next. Help us, in God's name. At the instantthat quite demented mind could see the mother yelled: 
- His witch, unnatural mother, get out of here! Do not want to see her ever again, you are the cause of my suffering, youexcommunicated me, so I killed her! 
- No, my son, my heart has only love for you. I forgive him, or rather, never judged guilty. 
  - Shut up! Not even like to hear your voice, leave me alone with my suffering. 
When so ranted, went out of his mouth a green liquid, uniunbearable odor. Enrico explained: 
- Luiz we can do nothing, Alfredo committed suicide; endured not wait the estimated time for God. 
- Please, brothers, help my son, he is suffering too! 
- Sister, Enrico said, let's get outta here, your child needs to be alone and take their decisions without influence or help from anyone. 
- How can I leave it like that? 
- Your protection, his love sickness cooperate to unbalance him.Now it's in your hands to save him. 
- What do I do then? - Leave him alone. 
-Paz? But he is trapped in a body still covered in dirt ... 
- Yes, it is, but he has come of this condition. 
Let's leave it. 
- Their cowards, come back, get me out of here, I'm hurting so much! And you, mother, that will leave me? 
- Because you never loved me and I only caused you pain. Behappy, my son - spoke Salustiana, accompanying us. 
He screamed my name: 
- Luiz Sérgio, I need to do to get out of here? I turned and said: 
- Pray, asking God's forgiveness. 
- For you will go to the boondocks, embraced him! 
- Forgive, O Lord, forgive my son! 
I looked at the rag woman and laced his shoulder fondly, thinkingthere should be no pain worse than suffering a heart of mother orfather when a child lives attacking society. Alfredo screaming,cursing us, but Salustiana would be bailed to be able to assist thechild. 
- Friends, he will be helped? 
Yeah, Enrico said. A child of God does not suffer eternally, all have their day of glory. 
- My God, help me get the strength to help my dear son, who was lost on the road of addiction. 
Help me, Lord, so I can hold the hands of my son, and together we come to you. I know, Lord, that I failed as a mother, but even so I was happy because you gave me one of Thy children, whopromise to love eternally. 
- All mothers need prayer, because they shape the character ofchildren. And they need both of them! ... Enrico emphasized. 
We took our friend to the emergency room of the FarewellSeason. There to let her look at his supplication made ​​me shudder; that look of mother suffered begged us to come back to rescue Alfredo. Enrico reassured her: 
- We will ask the little rays of sunshine to help your son, our tasktoday is different, we have no way to help him. 
But Jesus is always present alongside the suffering. 
She lowered her head and waved us: 
- Up again and thank you. 
I felt like crying, but Enrico, the Italian of Christ, was so firm in decisions that struggled to not break me. 
 
Luiz Sérgio 
IN TIME BYE 
Psychographics: Irene Pacheco Machado 
 1997 2nd Edition