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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Entre a Terra e o Céu_38_Casamento feliz

Entre a Terra e o Céu_38_Casamento feliz

"A tempestade de sentimentos, no grupo de almas sob nossa observação, amainou, pouco a pouco...
Júlio, na vida espiritual, aguardava sem sofrimento a ocasião oportuna de regresso ao campo físico, e  Zulmira,  sob  a influência benéfica de Antonina, renovara-se para a alegria de viver.
Mário Silva, transformado pela orientação da jovem viúva, afeiçoara-se a ela profundamente, habituando-se-lhe ao convívio.
Sólida amizade fizera-se entre as personagens de nossa história.
"O Ministro, manifestando um olhar de satisfação, comentou:
- Graças a Jesus, vemos nosso enfermeiro efetivamente modificado. Mais alegre, acessível, bem disposto...
- Dir-se-ia que uma revolução explodiu dentre dele - asseverei, concordando.
- O amor é assim - acentuou nosso instrutor, imperturbável -, uma força que transforma o destino.
Talvez porque Hilário ensaiasse malicioso sorriso, o orientador acrescentou:
- Pude consultar o programa traçado para a reencarnação de Antonina, quando em nossas atividades de socorro ao irmão Leonardo Pires, e sei que ela se comprometeu a colaborar, maternalmente, para que ele obtenha novo corpo na Terra. Na condição de Lola Ibarruri, foi a causa do envenenamento que lhe exterminou a paz íntima, falta essa que nossa irmã, na atualidade, espera ressarcir. Acariciará por filho do coração quem lhe foi outrora companheiro de aventuras, encaminhando- -lhe a educação de ordem superior...
"Como se a mente do ferroviário nos sorvesse a conversação, ligando-se a nós pelos fios invisíveis do pensamento, vimos amaro bater, de leve, nos ombros do companheiro, dizendo-lhe, conselheiral:
- Escuta Mário. Não me assiste o direito de qualquer interferência em tua vida, entretanto, sentindo-te por meu irmão, venho refletindo acerca do futuro... Não te parece que Antonina seja a mulher digna do teu ideal de homem de bem?
"Compreendo... Tenho examinado essa possibilidade, no entanto, não sou mais uma criança...
- Por isso mesmo - revidou o amigo, encorajado -, a hora presente exige método, reconforto, proteção... Um pouso doméstico é investimento dos mais preciosos para o futuro.
- No entanto, considero que o coração no meu peito assemelha-se a um pássaro entorpecido. Sinto-me francamente incapaz de uma paixão...
- Que tolice! - ajuntou o interlocutor, bem humorado -  a felicidade é quase impraticável nas afeições impulsivas que estouram do sentimento à maneira de champanha ilusória...
E, sorrindo acentuou:
- O amor dos namorados, com noventa graus à sombra, por vezes é simples fogo de palha, deixando apenas cinza. À medida que se me alonga a experiência no tempo, reconheço que o matrimônio, acima de tudo, é união de alma com alma.
. . .  A paixão, meu caro, é responsável por todas as casas de boneca que oferecem por aí espetáculos dos mais tristes.
A amizade pura é a verdadeira garantia da ventura conjugal. Sem os alicerces da comunhão fraterna e do respeito mútuo, o casamento cedo se transforma em pesada algema de forçados do cárcere social.
(...)
Sim, pensava desde que se aproximara de Antonina, pela primeira vez, nela sentira a mulher ideal, capaz de entender-lhe o coração.
Devotara-se a ela e aos três pequeninos com imenso carinho e inexcedível confiança.
(...)
A figura de Antonina penetrava-lhe agora os recessos do coração. O valor e a humildade com que a nobre criatura afrontava os mais difíceis problemas tocavam-lhe as fibras recônditas do ser. O sacrifício permanente pelos filhos, realizado com sincera alegria, o desprendimento natural das futilidades que costumam cegar o sentimento feminino, a solidariedade humana com que sabia pautar as relações com o próximo e, sobretudo, o caráter cristalino de que dava provas em todos os lances da vida comum, apareciam, naquele instante, em sua imaginação, de modo diferente...
(...)
_ Amaro, tens razão. Não posso desobedecer ao comando da vida.
(...)
Muitas indagações assaltavam-nos o pensamento, todavia, Clarêncio, limitou-se a dizer:
_ O tempo é como a onda. Flui e reflui. Da nossa sementeira havemos de colher.
Transcorridos alguns dias, amigos espirituais de Antonina trouxeram-nos as boas novas do contrato promissor.
Mário e a jovem viúva esperavam efetuar o matrimônio em breves dias.
(...)
Quem pudesse ver o pequeno lar, em toda a sua expressão de espiritualidade superior, afirmaria estar contemplando um risonho pombal de alegria e de luz.
(...)
Emocionados, acercamo-nos dos nubentes para as despedidas.
Abraçando-os, vimos junto deles que Evelina, no fulgor de sua primavera juvenil, aceitava a proteção carinhosa de um rapaz que a fitava, enamorado.
O Ministro sorriu e explicou-nos:
_ Este é Lucas, irmão de Antonina, (...), cuja bela formação espiritual associar-se-á, em breve, com a primogênita de Amaro, para a execução das tarefas que a esperam no mundo.
Cortando-nos a possibilidade de excessivas inquirições, o instrutor acrescentou:

_ Tudo é amor no caminho da vida. Aprendamos a usá-lo na glorificação do bem, com o nosso próprio trabalho, e tudo será bênção.
(...)"

Questões iniciais para o estudo:

O tema do capítulo nos leva a refletir e aprofundar a questão dos laços afetivos, né mesmo? Assim, vamos comentar, através da narrativa a nós ofertada por André Luiz, as questões abaixo propostas?

01) Comentar as seguintes assertivas:

01a) "- O amor é assim - acentuou nosso instrutor, imperturbável -, uma força que transforma o destino."

01b) " - O amor dos namorados, com noventa graus à sombra, por vezes é simples fogo de palha,  deixando  apenas  cinza.  À  medida que se me alonga a experiência no tempo, reconheço que o matrimônio, acima de tudo, é união de alma com alma.
. . .  A paixão, meu caro, é responsável por todas as casas de boneca que oferecem por aí espetáculos dos mais tristes. "

01c) "A amizade pura é a verdadeira garantia da ventura conjugal. Sem os alicerces da comunhão fraterna e do respeito mútuo, o casamento cedo se transforma em pesada algema de forçados do cárcere social."

01d) " _ O tempo é como a onda. Flui e reflui. Da nossa sementeira havemos de colher."

01e) " _ Tudo é amor no caminho da vida. Aprendamos a usá-lo na glorificação do bem, com o nosso próprio trabalho, e tudo será bênção."

02) Em duas ocasiões, no capítulo em tela, observamos que havia um planejamento de união: uma entre Antonina e Mário Silva e outra, ao final, de Evelina e Lucas, como compreender tais programações à luz da questão  do parentesco espiritual e do parentesco corporal?

03) Como podemos compreender, através da história narrada por AL, a questão da educação em relação ao namoro e casamento?

04) Em um dos parágrafos, Mário Silva refletindo enumera uma série de motivos pelos quais Antonina lhe parece tão especial, entre eles diz: ".... O sacrifício permanente pelos filhos, realizado com sincera alegria, o desprendimento natural das futilidades que costumam cegar o sentimento feminino..." de que forma podemos entender a colocação e de que forma podemos compará-la aos nossos dias, onde há uma igualdade de atividades profissionais e dentro do lar entre homens e mulheres , associando-se as colocações com base na codificação espírita?

Conclusão:

01) Comentar as seguintes assertivas:

01a) "- O amor é assim - acentuou nosso instrutor, imperturbável -, uma força que transforma o destino."
O amor é tudo, inabalável, tem sempre lugar e oportunidade para ser exercido, sabe esperar, ceder, entender, desculpar e vencer todos os obstáculos;  é a essência divina em todos nós.

01b) " - O amor dos namorados, com noventa graus à sombra, por vezes é simples fogo de palha,  deixando  apenas  cinza.  À  medida que se me alonga a experiência no tempo, reconheço que o matrimônio, acima de tudo, é união de alma com alma.
. . .  A paixão, meu caro, é responsável por todas as casas de boneca que oferecem por aí espetáculos dos mais tristes. "
Ao contrário do amor, a paixão, embora se equilibrada possa ser um passo da jornada, mas quando vivenciada desequilibradamente gera o mal(itens 907/912, LE). Assim, ainda em processo evolutivo pequenino como estamos, nossa tendência a manter a paixão desgovernada e com exageros é que faz com que construamos castelos de areia no encontro desta com a água do mar.

01c) "A amizade pura é a verdadeira garantia da ventura conjugal. Sem os alicerces da comunhão fraterna e do respeito mútuo, o casamento cedo se transforma em pesada algema de forçados do cárcere social."
A união de dois seres implica na confiança em que elas, entre si, se confiam, onde haja a responsabilidade recíproca e onde a afinidade seja um vínculo constante. Ainda que tais relações não possam ainda serem vivenciadas pelos casais viventes na terra, face estarmos ainda na evolução da qual resulta no ajuste de débitos contraídos em faltas passadas, a conscientização se nos faz buscar a vivência do reajuste necessário.

01d) " _ O tempo é como a onda. Flui e reflui. Da nossa sementeira havemos de colher."
O tempo... Amigo diário que cicatriza feridas, que ameniza dores, que nos abre a consciência para erros e acertos... É o tempo que nos faz ver o fruto do campo que aramos, da plantação que semeamos.

01e) " _ Tudo é amor no caminho da vida. Aprendamos a usá-lo na glorificação do bem, com o nosso próprio trabalho, e tudo será bênção."
Quando aprendermos, tal qual nosso modelo Jesus, a vivenciar , tanto interna quanto externamente, o Amor em cada hora, em cada palavra, em cada pensamento , em cada ação, perceberemos que chegarmos verdadeiramente no princípio e no fim de tudo e ao Amar ao próximo como a nós mesmos incondicionalmente.

02) Em duas ocasiões, no capítulo em tela, observamos que havia um planejamento de união: uma entre Antonina e Mário Silva e outra, ao final, de Evelina e Lucas, como compreender tais programações à luz da questão  do parentesco espiritual e do parentesco corporal?
Utilizando, aqui, de texto  da Therezinha Oliveira, comentando sobre o Casamento à luz do espiritismo:

Casamento: união física e espiritual
"À Luz do Espiritismo, o casamento monogâmico, união permanente de um homem e uma mulher:
- é um progresso na marcha da humanidade (representa um estado superior ao de natureza, em que vivem os animais);
- atende à afinidade (que unem os semelhantes) ou à necessidade de expiações (resgates ou correções de erros cometidos anteriormente) ou à missões (que regeneram e santificam);
- resulta de resoluções tomadas na vida de infinito, antes da reencarnação dos espíritos (livremente assumido pelos que já sabem e podem fazê-lo; sob orientação dos mentores mais elevados, os que ão estão habilitados para isso).
Tem pois, o casamento, um iniludível caráter e implicações espirituais. Deve se basear no afeto e na responsabilidade recíprocos e ser respeitado e mantido o mais possível. Empenhemo-nos com toda a boa-vontade, toelrância e devotamento aos nossos compromissos conjugais."
(Fonte: Iniciação ao Espiritismo, Therezinha Oliveira, Editora EME, Cap. 13 - Os Espíritas e o Casamento, pg 70)

03) Como podemos compreender, através da história narrada por AL, a questão da educação em relação ao namoro e casamento?
"[...]
Aos pais cabe a tarefa educativa inicial. Todavia, mal equipados de conhecimentos sobre a conduta sexual, castram os filhos pelo silêncio constrangedor a respeito do tema, deixando-os desinformados, a fim de que aprendam com os colegas pervertidos e viciados ou os liberam, ainda sem estrutura psicológica, para que atendam aos impulsos orgânicos, sem qualquer ética ou lucidez a respeito da ocorrência e das suas consequências inevitáveis. [...] (Divaldo P. Franco por Joanna de Angelis. in: Adolescência e Vida)

O namoro realmente é um tema fascinante, envolvente, é uma experiência gratificante, onde aprendemos a compartilhar , a dividir, a ensaiar a futura união estável e firme entre dois seres.
Mas também é fonte de responsabilidades .
Podemos e devemos, pois, aprender a disciplinar nossa vontade e controlar nossos instintos, como espíritas, devemos viver intensamente cada momento, com responsabilidade e consciência das conseqüências de nossos atos, com muita felicidade, esta é a doutrina que prega o equilíbrio e a felicidade para a qual fomos criados, assim como o Mestre veio mostra-nos a mandato do Pai.
Assim, o orientar e o educar quanto ao namoro tem fonte no exemplo, no diálogo e na compreensão, que são a chave de toda a educação, porém, indispensável faz-se lembrar que para educar precisamos ser educados, jamais podemos dar aquilo que não temos, logo, precisamos ter claro estes preceitos e no mínimo esforçarmo-nos para praticá-los, para daí passarmos aos filhos.
Os filhos devem ter nos pais a confiança de um amigo com quem ele poderá contar a qualquer hora para compartilhar suas experiências e trocar idéias, para buscar um conselho, um amparo.
Jamais o pai ou a mãe castradores, que impedem-no de caminhar com seus próprios pés, no entanto, jamais a pretexto de não castradores deixá-los entregues a própria sorte, sem esclarecimento e amparo.
O assunto deve ser visto sempre com naturalidade, o esclarecimento acerca da responsabilidade, das conseqüências, o porquê das coisas, enfim educar de forma clara, amiga, espontânea.

04) Em um dos parágrafos, Mário Silva refletindo enumera uma série de motivos pelos quais Antonina lhe parece tão especial, entre eles diz: ".... O sacrifício permanente pelos filhos, realizado com sincera alegria, o desprendimento natural das futilidades que costumam cegar o sentimento feminino..." de que forma podemos entender a colocação e de que forma podemos compará-la aos nossos dias, onde há uma igualdade de atividades profissionais e dentro do lar entre homens e mulheres , associando-se as colocações com base na codificação espírita?
Conforme nos orientam os Espíritos nas questões 200/202, LE, os espíritos não têm sexo como nós o entendemos porque os sexos depende da constituição orgânica. Assim, somos iguais: homens e mulheres, espíritos que somos, cuja diferença reside nos diferentes graus de perfeição a que tenhamos chegado.
O progresso por que vem caminhando o mundo material vem, paulatinamente, começando a dar vida a tal ensinamento: seja no campo profissional, onde mulheres, ainda que com diferenças, vêm abrindo espaço para sua atuação; seja no campo familiar, onde a família começa a ser efetivamente constituída na responsabilidade compartilhada entre pais e mães, alcançando esta responsabilidade até mesmo algumas leis dos homens em alguns países.

QUESTÕES E CONVERSAS SURGIDAS DURANTE O ESTUDO:

01)  nunca estamos só nesse reaprendizado do amor; outra foi será que a resignação tem também seu limite, limite no sentido de que o(a) parceiro(a) começa um processo de flagelação física(violência doméstica), pior para a evolução permanecer ao seu lado, por conta da resignação que se deve ter?” Da qual decorreu várias questões da violência doméstica(tanto física, quanto moral, não só em relação a marido.mulher, mas também em relação aos filhos)
Devemos procurar vivenciar o ensinamento Cristão, aceitando vícios e defeitos, imperfeições inerentes a todos nós; mas não nos omitirmos com relação à violência doméstica; procurando sempre amparar o doente, a fim de poder ajudá-lo a se reequilibrar e continuar sua jornada evolutiva, buscando vivenciar os ensinamentos que Jesus tão bem vivenciou e exemplificou para nós.

02) Poderíamos , então, pensar que a tudo está relacionado o livre-arbítrio?
Tudo tem por causa nosso livre arbítrio utilizado no passado, pelo qual hoje vivenciamos sua consequência e no presente onde podemos optar por cumprir nossos reajustes ou adiá-los.

03) O que é um casamento feliz?
O LE nos ensina que o casamento é um progresso na escalada evolutiva da humanidade; assim uma união entre dois seres para ser feliz, além das questões das necessidades físicas: sexo e pão, agasalho e segurança, proteção e equilíbrio para o corpo físico; necessário também a questão espiritual, onde a mútua sustentação através do respeito, do amor, da fraternidade, uma vez que espírito e corpo, enquanto permanecemos encarnados, funcionam como um todo.
Celso Martins diz em um de seus livros sobre sexo e amor, que só se casaram na verdadeira acepção aqueles cujas almas se adaptaram, se ajustaram profunda e intimamente, onde ambos: marido e mulher, procuram manter os mesmos ideais, as mesmas preocupações, exercitam mutuamente a paciência, a dedicação, o respeito mútuo, a sinceridade, a aceitação, a resignação, a amizade, o amor.
Indicação de leitura sobre problemas de marido e mulher, feita pelo Sérgio T.: Cartas de Paulo.
Para finalizar, achamos que o relato que nos trouxe a Ana Carolina nos traz ensinamentos e reflexões:
"(...)
A Mãe da Bárbara me contou que perguntou frontalmente à ele como é que ela podia machucá-lo tanto, ser tão irresponsável, e ele não abandoná-la à própria sorte .
(...)
"Vivian, quando eu jurei no altar que a amava, eu simplesmente disse que a amava.
Eu não disse que eu a amava SE você me amasse. SE fosse responsável, SE não me machucasse tanto, SE não me decepcionasse ou metesse em erros que a fizeram sempre tão mal.
Nosso casamento acabou. Minha palavra não.
Quando eu disse que amava nossa filha, eu não impus condições para esse amor. Eu a amo. Simplesmente. E nunca as desampararei."

(...) "

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