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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

A CLAREZA DA DOUTRINA ESPÍRITA


Alguém pode entender que Allan Kardec foi temerário ao afirmar que a Doutrina Espírita é o Consolador prometido por Jesus, colocando-a na posição de Terceira Revelação da Verdade à humanidade terrena, reconhecendo na Doutrina de Moisés a Primeira e as próprias Lições do Divino Mestre Jesus como a Segunda, nada dizendo sobre as outras correntes religiosas. Todavia, essas afirmações não são de sua autoria, mas sim dos Espíritos Superiores que o orientaram, colocando-se o professor lionês, dentro da humildade própria dos Missionários conscientes da sua responsabilidade com a Verdade, na posição de mero Codificador, ou seja, “organizador”, para fins didáticos, dos Ensinos daqueles Espíritos, mais ou menos como quem elabora um índice alfabético-remissivo de um livro, todavia, não se restringindo, por determinação deles próprios, a esse trabalho, mas também apresentando perguntas inteligentes e objetivas aos Espíritos e tecendo comentários esclarecedores em complementação aos Ensinos por eles dados através de médiuns de várias localidades, desconhecidos uns dos outros.

Kardec utilizou um critério muito inteligente para testar a veracidade dos Ensinamentos, que foi o da “universalidade”, ou seja, só acolhia como verdadeiros os afirmados pela unanimidade dos Espíritos cuja superioridade
intelecto-moral se podia reconhecer.

Como homem comprometido com a seriedade intelectual e moral, passava tudo pelo crivo da razão, afirmando sempre ser preferível recusar mil verdades a admitir uma inverdade.

Assim se fez completa a obra da Codificação, começando por “O Livro dos Espíritos”, assinados por Allan Kardec, mas cuja autoria é dos Espíritos Superiores e dele, sendo esse fato esclarecido por ele de forma muito clara.

Trata-se, nesse aspecto, de uma situação inusitada, pois a maioria das correntes religiosas tem um fundador, que normalmente assume sozinho a autoria dos postulados em que ela se embasa.

Com a Doutrina de Jesus aconteceu de forma diferente, pois foi divulgada por Ele próprio através de Lições esparsas, sendo, posteriormente, reunidas parcialmente por alguns apóstolos, cada qual assinando suas próprias anotações, que receberam o nome de Evangelho, assim o de Marcos, Lucas etc., além das Epístolas etc., como se sabe, formando o Novo Testamento.

Foi, com Kardec, a primeira vez em que se conjugou, declaradamente, o trabalho de encarnados e desencarnados, para a revelação daquilo que interessa aos encarnados sobre as Leis Divinas, a vida no mundo espiritual, a reencarnação, a evolução etc.

Em complementação à obra inicial, outros autores encarnados e desencarnados foram somando novas informações, destacando-se, pelo lado dos encarnados, Léon Denis, e, como obras mediúnicas, as psicografadas por Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco.

Assim, ficaram conhecidos no meio espírita notáveis Orientadores Espirituais como Bezerra de Menezes, Eurípedes Barsanulfo, Emmanuel, André Luiz e Joanna de Ângelis.

Talvez a característica mais valiosa da Doutrina Espírita seja a clareza de suas afirmações, dispensando simbolismos e preocupando-se com a objetividade para ser bem compreendida por pessoas de qualquer nível de instrução.

Centraliza seu foco na reforma moral, tanto que Kardec afirmou que somente se pode dizer espírita quem procura domar suas más tendências. O simples fato de acreditar na reencarnação ou na comunicação dos Espíritos desencarnados com os encarnados não identifica os verdadeiros espíritas.

Não faz proselitismo inconsequente, competindo com as demais formas de crença, mas sim quer contribuir para a verdadeira evolução intelecto-moral da humanidade, aconselhando cada adepto a investir no autoaprimoramento.

Adota como dístico a caridade, mas não se restringe ao auxílio material, mas e, principalmente, a prática do Amor Universal, sem limitação de espécie alguma, pensando, sentindo e agindo em favor de todos os seres da Criação e não apenas aos seres humanos.

Nada proíbe, pois deixa a cada adepto a responsabilidade pelas próprias escolhas.

Recomenda o estudo sistematizado da Doutrina, pois, sem conhecê-la, não se pode, em sã consciência, alguém se dizer seu seguidor.

Sabe ser Jesus o Divino Governador da Terra e Modelo de todas as virtudes, que podem ser resumidas na humildade, desapego e simplicidade.

Tem em Deus o Pai Amado, Criador de tudo que existe no Universo.

Mais clareza nos seus postulados é impossível!

Através dela, sem desprezar as demais crenças, temos o caminho do autoconhecimento e da autorrenovação ético-moral, que conduzem a Deus, passando pela prática do Amor Universal.

Luiz Guilherme Marques




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